sábado, novembro 12, 2022

Um Ocidente sem líderes




Mencione os nomes de Biden, Olaf Scholz ou Macron, e você vai ter dificuldade de encontrar um sinal de inspiração e de liderança efetiva em sua conduta. 

Por Frank Furedi (foto)

Quando se assiste ao drama em torno da queda da primeira-ministra Liz Truss, é difícil evitar a conclusão de que membros das elites governantes do Reino Unido se tornaram artistas de um circo político sem fim. A imagem do bate-boca mesquinho no Parlamento britânico é deprimente e, para piorar, é a constatação de que o problema não é ela. A liderança autoritária fica visível por sua ausência. Tampouco se trata de um fenômeno unicamente britânico. O mundo ocidental todo está sem líder. Mencione os nomes de Joe Biden, Olaf Scholz ou Emmanuel Macron, e você vai ter dificuldade de encontrar um sinal de inspiração e de liderança efetiva em sua conduta.

Possivelmente a característica que distingue a classe governante ocidental no século 21 é sua ineficiência. Ela parece um grupo de administradores de segunda categoria que está muito mais interessado em fazer os problemas desaparecerem do que em resolvê-los.

A ineficiência da classe governante ocidental fica mais marcadamente evidente no domínio da política externa. A humilhante retirada do Afeganistão destacou sua ausência de visão geopolítica. Sua falta de clareza ficou ainda mais evidente pela maneira constrangedoramente ignorante como os líderes do Ocidente conduziram suas questões geopolíticas. Quando a então secretária de Relações Exteriores, Liz Truss, confundiu os mares Báltico e Negro enquanto se comprometia a apoiar a Ucrânia, ela demonstrou ao mundo que não dominava sua pasta. Gafes semelhantes do presidente norte-americano, Joe Biden — como confundir húngaros com ucranianos —, não são apenas uma expressão de falhas pessoais. Elas são sintomas de uma abordagem arrogante e não profissional em relação à liderança que caracteriza o comportamento das elites da política externa ocidental.

Sem dúvida, as elites de hoje em dia parecem muito menos eficientes do que as dos anos 1950 e 1960. Alguns observadores afirmam que isso ocorre porque as elites estão cada vez mais fragmentadas e carecem de coesão e da capacidade de exercer sua liderança. Essa fragmentação significa que, com frequência, a elite é incapaz de agir com eficiência. Esse desenvolvimento é especialmente impressionante em relação aos Estados Unidos, onde o governo muitas vezes fica paralisado em um autoimposto impasse. Revezes humilhantes no Afeganistão, na Síria, no Iraque e na Líbia sugerem que a chamada elite do poder não consegue exercer seu poder de fato. Como Lachmann comenta: “Os Estados Unidos são um caso único entre os poderes dominantes do mundo nos últimos 500 anos no repetido fracasso em alcançar seus objetivos militares em décadas. Esses fracassos são ainda mais extraordinários porque ocorreram na ausência de um rival militar em ascensão”.

A ausência de liderança efetiva não se restringe aos Estados Unidos. Bret Stephens, colunista do jornal The New York Times, tem razão em se preocupar com “Our Leaderless Free World” [“Nosso Mundo Livre Sem Líder”, em tradução livre]. Ele comentou que o “fator central é que o mundo democrático hoje está sem liderança”.

O cientista político norte-americano Andrew Michta escreveu sobre “uma profunda crise da classe de líderes dos Estados Unidos”, que ele atribui às “lideranças estarem à deriva dos fundamentos da nação e de seu tradicional compromisso com a construção de uma sociedade decente”. Ele acrescenta que, “para muitas pessoas em posição de autoridade, a liderança não é compreendida como algo que implica a responsabilidade fundamental daqueles a quem o cuidado é confiado, mas como um título permanente de governar o que resta das nossas comunidades autoconstituídas”. Não há dúvidas de que a nova geração das elites ocidentais tem uma noção frágil de dever e serviço e considera difícil assumir a responsabilidade pelos desafios que a sociedade enfrenta.

É impressionante como os membros das elites optam por servir a si mesmos e se comportam como indivíduos, e não como membros de um grupo. Alguns observadores afirmam que as elites estão cada vez mais fragmentadas e carecem da capacidade de exercer a liderança. Essa fragmentação significa que ela muitas vezes não consegue agir com eficiência. A perda da coesão da elite foi totalmente exposta pela recente vida pública britânica, em que figuras políticas de destaque se comunicam continuamente com a imprensa para obter vantagens sobre seus colegas. A lealdade partidária está ostensivamente ausente, e os políticos em posição de poder estão tão distraídos com disputas internas e mantendo as aparências para a mídia que priorizam pouco o exercício de sua responsabilidade oficial. São autoridades que não sabem governar.

A maior parte das explicações sobre o enfraquecimento da coesão da elite e sua incapacidade de formular uma perspectiva compartilhada confiável se concentra nas mudanças econômicas e sociais ocorridas durante o fim da década de 1970. Apesar de a desregulamentação, a financialização e a ascensão da tecnologia digital terem contribuído com a ruptura das instituições, a erosão das lealdades institucionais e a perda de memória institucional, houve outros fatores, possivelmente mais importantes. A perda da coesão das elites corre em paralelo com a perda de uma convicção nos valores e na perspectiva em que as elites anteriores foram socializadas. É difícil manter a solidariedade a menos que ela seja firmada por um conjunto de valores às quais os membros das elites adiram.

A fragmentação das elites governantes está anunciada há muito tempo. Até o fim da Guerra Fria, as elites políticas ocidentais foram capazes de gozar de um grau inédito de legitimidade e autoridade política. Durante os anos 1950, 1960 e 1970, a autoridade das elites ocidentais foi sustentada por sua aparente superioridade moral sobre a da União Soviética. O dinamismo econômico do capitalismo ocidental ficou totalmente aparente quando contrastado com as economias estagnadas do Bloco Soviético. Em contraste com o regime repressivo e totalitário da União Soviético, a capacidade do Ocidente de defender os valores da liberdade e da democracia dava uma sensação de superioridade moral. O conflito da Guerra Fria e um contraste muito transparente entre os dois modos de vida serviram para afirmar a autoridade das elites ocidentais.

O anticomunismo foi um importante recurso político com o qual a elite ocidental pôde contar. Ele também lhes conferiu uma ideia de coesão. E, o mais importante, deu a ela legitimidade moral.

Com a desintegração do Bloco Soviético, a ideologia da Guerra Fria perdeu sua influência, forçando as elites a procurarem outras fontes de legitimidade. Desde o fim da Guerra Fria, as classes dominantes encontraram dificuldades de elaborar um conjunto de valores que pudesse lhe trazer o tipo de legitimidade proporcionada pela ideologia anticomunista. Os líderes de todas as principais instituições — empresas, Estado, o serviço público, instituições políticas, educacionais e culturais — estão em uma busca permanente para encontrar uma fonte efetiva de legitimação. Às vezes eles abraçaram a ciência ou a especialização para legitimar suas políticas. E chegaram até a tentar fazer uso do apelo ideológico da política identitária para ajudar a superar a crise de legitimidade com que são confrontados.

A descrição feita por Michta da tentativa das elites de comandarem por meio de uma forma de governança que depende de seu impulso tecnocrático e de políticas identitárias resume o comportamento desse grupo:

“O método predominante de governança da elite de hoje consiste em alimentar as queixas de um grupo e então aplacar a multidão quando as políticas identitárias rompem mais uma barreira nacional que gerações de americanos demoraram para construir. O objetivo é cada vez mais clamar os louros pelo ‘progresso’ que é inevitavelmente uma transição até a próxima crise depois da qual, em algum ponto não especificado no futuro, vamos construir uma ‘sociedade verdadeiramente justa’. Nas últimas três décadas nossas elites repetiram insistentemente essa narrativa, e parecem prontas para aumentar ainda mais o tom”.

A observação do cientista político Alexander Michta sobre a atuação da elite aponta para um importante desenvolvimento no exercício de seu comando. O que ocorre é que a insegurança da classe dominante levou aqueles que estão no controle das instituições políticas e econômicas a dependerem cada vez mais da cultura e da mídia para forjar algum grau de coesão. Por sua vez, isso levou a uma situação em que as elites culturais adquiriram um grau nunca antes visto de influência sobre membros da classe dominante.

Nas décadas recentes, essa classe contou cada vez mais com influenciadores culturais para garantir sua legitimidade. Consequentemente, a política da cultura — incluindo da identidade — se tornou um importante recurso para o exercício do poder. A cultura se tornou seu modo predominante de auto entendimento e autodefinição, em especial diante do aumento de ameaças à base tradicional do poder dessa elite. Nesse contexto, as elites culturais passaram a desempenhar um papel fundamental na constituição da solidariedade em relação à elite. Essas instituições, em particular no caso da mídia, fornecem o roteiro usado pelas elites para desempenharem seu papel. No entanto, a política cultural é inerentemente polêmica. É por isso que tantas disputas no mundo contemporâneo estão relacionadas a conflitos de valor.

A influência inédita das elites culturais sobre as elites que supostamente comandam as instituições econômicas e políticas gera uma distração para sua responsabilidade. Esse é o caso especialmente para membros da classe política que se tornaram tão obcecados com seus perfis de mídia e com suas mensagens alinhadas que perderam de vista o que precisam fazer para resolver as coisas.

A ascensão das elites culturais traz à tona a questão de porque elas ganharam tanta influência hegemônica sobre o comportamento de outros setores de classe dominante. A resposta para essa questão é a perda de da autoconfiança das elites ocidentais.

Revista Oeste

‘Humilhação para Putin’: o que a retirada das tropas russas de Kherson significa para a guerra na Ucrânia




Ucranianos celebram retirada de tropas russas de Kherson

Após a retirada das tropas russas da cidade ucraniana de Kherson nesta sexta-feira (11/11), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, celebrou o que chamou de dia "histórico".

Kherson é "nossa", escreveu Zelensky em seu canal no Telegram. Na mensagem, o mandatário confirmou que unidades especiais das Forças Armadas ucranianas já estavam na cidade após a saída de Moscou.

Fotos tiradas na cidade mostram centenas de ucranianos nas ruas comemorando a retirada russa.

Em um vídeo verificado pela BBC, moradores são vistos agitando bandeiras e cantando em homenagem aos soldados ucranianos: "Glória à Ucrânia! Glória aos Heróis!, Glória às Forças Armadas da Ucrânia!".

Mais cedo, o Ministério da Defesa russo já havia anunciado que cerca de 30.000 de seus homens haviam deixado a região de Kherson em direção à margem leste do rio Dnipro.

A cidade foi a única grande capital regional capturada por Moscou desde o início da invasão em fevereiro.

E embora o governo russo não use a palavra "retirada", o abandono de Kherson pelas suas tropas é visto por muitos analistas como "um revés humilhante" para os planos de Vladimir Putin.

Como lembra Andrei Goryanov, chefe do escritório da BBC em Moscou, há apenas um mês Putin proclamou que este território permaneceria "para sempre" na Rússia.

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, negou se tratar de uma humilhação para Putin.

"Existem muitos especialistas diferentes — alguns dizem isso, outros dizem outras coisas. Não queremos comentar nenhuma das declarações. A operação militar especial continua", disse Peskov aos jornalistas que o questionaram sobre o tema.

Mas, até então, Kherson tinha sido fundamental para a estratégia de Moscou na Ucrânia.

A ocupação da cidade permitiu que a Rússia tivesse acesso terrestre do continente à península da Crimeia, controle que o Kremlin pretendia usar para alcançar as cidades ocidentais de Odessa e Nikolaiev para isolar a Ucrânia do Mar Negro.

Mas os avanços militares ucranianos no sul, somados a operações como as que levaram ao naufrágio do Moskva, principal navio da frota russa do Mar Negro, expuseram as deficiências e a má preparação do Exército de Putin.

Graças aos mísseis HIMARS fabricados nos EUA, as tropas ucranianas também conseguiram destruir as pontes que ligam as duas margens do rio Dnipro, o que cortou o fornecimento de munições e suprimentos para os soldados russos.

"As tropas russas em Kherson morreriam de fome se ficassem lá por mais tempo", diz Goryanov, para quem a retirada "era inevitável e apenas uma questão de tempo".

No entanto, como explica o enviado especial da BBC à Ucrânia, Jeremy Bowen, também é possível que, militarmente falando, essa retirada seja a "coisa mais sensata que os russos fizeram desde o início da guerra".

Ao deixar sua posição no oeste da cidade, que já estava se tornando insustentável, para se reorganizar do outro lado do rio, os russos podem ter complicado uma eventual ofensiva ucraniana, diz Bowen.

A margem leste do Dnipro está sendo fortificada desde a barragem de Nova Kakhovka até o Mar Negro, como mostram imagens de satélite — as quais revelam também que as tropas russas cavaram mais de 160 quilômetros de defesas ao longo do rio,

A Rússia também estaria construindo bunkers de concreto para defender essa margem do rio.

A imprensa ucraniana comparou essas fortificações à "Muralha do Atlântico", criada pelos nazistas para tentar impedir os desembarques aliados durante a 2ª Guerra Mundial.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disse que a Rússia está sob pressão e afirmou que a retirada russa é "mais uma vitória" para os ucranianos.

'A maioria das pontes sobre o rio Dnipro foram destruídas por mísseis ucranianos'

Mas a retirada das tropas não está isenta de perigo, como advertiu Mijailo Podoliak, conselheiro do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Para começar, as forças russas podem ter minado a cidade e deixado armadilhas para as tropas ucranianas que entram no território.

Ao sair da margem oeste do rio, as tropas russas também "evacuaram", muitas vezes à força, um grande número de civis. Dessa forma, a Rússia poderia, segundo Podoliak, bombardear Kherson sem piedade.

Além disso, como lembra o conselheiro, toda vez que a Rússia sofreu um revés militar, sua resposta foi punir ainda mais a população. Assim, ataques com mísseis e drones poderiam dificultar ainda mais o inverno para os ucranianos.

Na quarta-feira 09/11), Zelensky assegurou que estava procedendo "com muito cuidado, sem emoção, sem riscos desnecessários, com o objetivo de liberar todas as nossas terras para que as perdas sejam as menores possíveis".

'Moradores de Kherson foram evacuados, alguns de forma forçada'

Nos últimos dias, as forças ucranianas recapturaram a cidade-chave de Snigurivka, localizada cerca de 50 km ao norte de Kherson e que representa um importante nó de comunicações ferroviárias para Nikolaiev.

Avanços também foram feitos na margem oeste do Dnipro em direção a Berislav. No total, 264 quilômetros quadrados de território foram recuperados, segundo Valerii Zaluzhnyi, comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia.

Kherson, que antes da guerra tinha uma população de 380.000 habitantes, "é a porta de entrada para a Crimeia", explica Marina Miron, pesquisadora de Estudos de Defesa da Kings College de Londres, à BBC. "Recuperá-la pode facilitar o caminho para a reconquista da Crimeia, algo que a Ucrânia busca alcançar nesta guerra."

A retirada de Kherson tem, segundo Andrei Goryanov, "um enorme impacto militar, simbólico e político".

Além do efeito desmoralizador que a derrota impõe sobre as tropas russas, a retirada de Kherson e a construção de uma nova linha de defesa contra um eventual ataque à península da Crimeia muda o curso do conflito: a partir de agora, torna-se uma guerra de defesa para a Rússia.

Em um nível simbólico, Kherson também representa um fracasso para Moscou: após oito meses de guerra, as forças russas não conseguiram demonstrar resultados significativos.

Mas o impacto político é, segundo o correspondente russo da BBC, muito mais severo.

"O regime de Putin é baseado na ideia da Rússia como uma superpotência. A derrota significativa contra um país muito menor coloca toda essa ideia em xeque", explica Goryanov.

Como consequência, o presidente russo vem recebendo críticas da ala mais dura de seu regime e, cada vez mais, a palavra "negociações" é ouvida com frequência entre os russos.

A Ucrânia, por sua vez, já disse que não está pronta para negociar até que a Rússia se retire de todos os territórios ocupados e pague uma indenização.

BBC Brasil

Será que o Hospital Geral de Jeremoabo é uma filial da Saúde Municipal de Antas?

 

                                                              Foto Divulgação ZAP


É de certo modo preocupante  vereador transportar pacientes em seu veículo ou mesmo da própria Câmara de Vereadores que é ilegal, é uma temeridade, isso porque o vereador está assumindo vários riscos e até pondo em risco a vida dos transportados, assnnto esse que reproduzirei mais adiante.

É lamentável que indiretamente o Hospital Geral de Jeremoabo de forma não oficial tenha se tornado uma filial da saúde do munícipio de Antas, isso devido a incompetência do gestor e de quem comanda a saúde de Jeremoabo.

Vejamos o que determina o Miniastério Público diante de casos parecidos com o citado pelo Vereador Zé Miúdo:

O promotor de Justiça da Cidadania da Comarca de Bananal, Matheus Jacob Fialdini, enviou aos presidentes das Câmaras Municipais e vereadores de Bananal, São João do Barreiro e Arapeí Recomendação Administrativa no sentido de que eles se abstenham de utilizar veículos oficiais do Poder Legislativo para fazer o transporte de pessoas que necessitam de atendimento de saúde, seja na própria cidade ou em municípios vizinhos.

A Recomendação é fruto de inquérito civil no qual se apurou que, em 2006, a Secretaria Municipal de Saúde de Bananal solicitou formalmente à Câmara de Vereadores a disponibilização de seu veículo para o transporte de pacientes para atendimento em hospitais de outras localidades. Desde então, o pedido vem sendo atendido, conforme afirmou o presidente da Câmara de Bananal no inquérito.

Na recomendação, o promotor lembra que a Câmara não prevê autorização para esse tipo de utilização do veículo oficial e adverte que “caso o serviço de transporte de pacientes pela Municipalidade fosse deficiente, caberia aos nobres edis, em nome dos cidadãos que representam, reivindicar sua melhoria junto ao Poder Executivo, mas nunca – numa atitude flagrantemente eleitoreira – lançar mão de veículos públicos que lhes são postos à disposição para que eles bem exerçam suas funções típicas, que são voltadas ao desempenho da atividade legislativa e à fiscalização dos atos do Poder Executivo”. (Nosso grifo)

O promotor Matheus Jacob Fialdini lembra ainda que “além do desvio de poder, o transporte de pacientes em veículos de propriedade da edilidade representa um risco à Administração Pública, que fica sujeita ao dever de indenizar caso o paciente ou outro passageiro venha a sofrer qualquer lesão ou faleça no curso da viagem, em razão do transporte inadequado ou devido a um acidente, conforme preceitua o parágrafo sexto, do artigo 37 da Constituição Federal”.

A Recomendação Administrativa é um instrumento destinado à orientação de órgãos públicos ou privados para que sejam cumpridas normas relativas a direitos e deveres assegurados ou decorrentes das Constituições Federal e Estadual e serviços de relevância pública e social. No caso de a Recomendação não ser acatada, o Ministério Público ajuizará ação civil pública para responsabilização por ato de improbidade administrativa de quem tiver dado causa à utilização ilícita do veículo oficial da Câmara ou dela tiver de alguma forma se beneficiado."

http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/noticias/publicacao_noticias/2008/Maio/MP%20recomenda%20aos%20vereadores%20de%20Bananal%20fim%20do%20transporte%20de#:~:text=A%20Recomenda%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20fruto%20de,em%20hospitais%20de%20outras%20localidades.


Observação:
Abra esse Link que entenderá melhor do assunto, e quais seus direitos;
http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/Cartilhas/politicoQueFazFavor.pdf

Opinião da cúpula militar sobre os protestos não é a mesma posição do governo Bolsonaro

Publicado em 12 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Ministério da Defesa volta a levantar suspeitas sobre fraude na eleição | VEJA

Ministro da Defesa foi “escanteado” e não assinou a nota

Marcelo Godoy
Estadão

Na avaliação de generais ouvidos pelo ‘Estadão’, ausência de assinatura do ministro da Defesa, representante político das Forças, mostra que oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica não queriam que manifestação em nota oficial fosse confundida como posição do atual governo

A ausência da assinatura do ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, da nota oficial publicada pelos comandantes das Forças Armadas – como antecipou o Estadão – é fruto da vontade de que o documento não fosse confundido como manifestação do governo de Jair Bolsonaro, mas, sim, entendido como a posição institucional dos militares. Foi a primeira vez que isso ocorreu na atual gestão. Essa é a opinião de oficiais generais da ativa e da reserva consultados pela reportagem.

GENERAL-DEPUTADO – Entre os consultados está o general Roberto Peternelli, que é deputado federal (União Brasil-SP). Para ele, os chefes militares falaram como líderes das instituições que representam e não como membros de governo.

De fato, em pelo menos outras seis oportunidades, a assinatura do titular da Defesa sempre esteve ao lado da dos comandantes. Assim foi em casos como a reação às declarações do senador Omar Aziz (PSD-AM), na CPI da Covid, sobre suposto envolvimento de militares com corrupção, ou durante a campanha eleitoral, quando o candidato Ciro Gomes (PDT) fez acusações semelhantes.

Também ocorreu assim quando os então comandantes militares e o ministro Fernando Azevedo e Silva publicaram nota reafirmando o compromisso das Forças Armadas como instituições de Estado e não de governo, em dezembro de 2020 – em março de 2021, a cúpula militar seria demitida por Bolsonaro.

TODOS ASSINAVAM – Até mesmo na volta das notas sobre o 31 de Março, publicadas pelos militares durante a gestão Bolsonaro, eram assinadas por todos – comandantes e ministro.

Como manifestação das instituições, o documento das Forças, segundo os oficiais generais, aborda situações que incomodam os comandantes e dão respostas a tantos que esperavam por uma manifestação após as eleições.

Três pontos se destacam: 1) o desconforto com a atuação do Poder Judiciário, que determinou a retirada do ar de perfis de bolsonaristas que questionaram as urnas eletrônicas; 2) a contrariedade com a suposta invasão de atribuições do Legislativo e do Executivo pelo Supremo Tribunal Federal; 3) a restrição a direitos individuais, como “à livre manifestação do pensamento”, nas decisões recentes do ministro Alexandre de Moraes.

LIBERDADE DE REUNIÃO – Outro ponto que aparece na nota é a defesa da “liberdade de reunião”. Trata-se de uma referência, segundo os generais, às manifestações em frente às organizações militares em todo País.

Manifestantes bolsonaristas têm ocupado as portas de quartéis pedindo a intervenção dos militares contra o resultado do segundo turno das eleições, que terminou com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

A nota afirma o direito de manifestação desses grupos, pois interpreta que ele está amparado na Lei de Defesa do Estado Democrático, citada pelos comandantes no documento, apesar de pedidos ao Judiciário para que os atos sejam dispersados.

PROTESTOS PACÍFICOS – Generais ouvidos pela reportagem afirmaram que não vão agir contra os protestos, pois os consideram pacíficos. Dizem que as manifestações devem se esvaziar sozinhas à medida que o País volta à normalidade.

Eles ressaltam que os casos de violência – a exemplo do que dizem os comandantes – são exceções que merecem repúdio, como agressões registradas em bloqueios de estradas feitos por manifestantes. Ou seja, eles são contrários à criminalização dos participantes dos protestos indistintamente.

Ao mesmo tempo, os comandantes deixaram claro aos manifestantes e àqueles que cobram intervenção militar que não vão romper com a ordem democrática.

NADA DE GOLPE – Afirmaram que cultuam a tolerância, a ordem e a paz social e destacaram que estão transmitindo esses “valores” aos seus subordinados, para que tenham serenidade e confiança na cadeia de comando.

Indicam, ainda, a existência de insatisfação com o resultado das urnas e simpatia com os manifestantes dentro das Forças – ao mesmo tempo em que afirmam que eventuais controvérsias devem ser resolvidas pela sociedade dentro dos instrumentos do estado democrático de direito e não pela força.

Pela manhã, a nota começou a ser compartilhada por oficiais do Exército no WhatsApp e em grupos bolsonaristas. Os apoiadores do presidente interpretavam que os militares “estavam a favor do povo” e fariam uma suposta intervenção “no momento certo”. Outros diziam que a manifestação dos comandantes devia ampliar o público de protestos que os bolsonaristas estão pretendendo fazer na próxima terça-feira, 15, Dia da Proclamação da República.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, não há mais possibilidade de golpe, o ministro da Defesa não manda mais nada em fim de governo, e os manifestantes bolsonaristas podem ficar à vontade, mas não devem ultrapassar os limites do que se entende por protesto pacífico. Apenas isso. (C.N.)

Uma sociedade só consegue viver em paz quando a política é esquecida no dia a dia

Publicado em 12 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

O que é intervenção federal e por que ela não autoriza uma ação das forças  armadas | Política | Valor Econômico

A quem interessa o radicalismo? Ora, não interessa a ninguém

Luiz Felipe Pondé
Folha

A política é o território da violência. Mas ela também é o território da estupidez. Às vezes, chega a ser o da inteligência, quando necessário e quando damos a sorte de ter líderes capazes de exercer a política para além da miséria, violência e estupidez para a qual ela tende de forma avassaladora.

Essas características não estão limitadas aos políticos profissionais. Elas estão dispersas pela população comum de forma democrática: todos temos a vocação à estupidez quando o assunto é política.

QUASE EMPATE – Os bolsonaristas têm dificuldade de perceber que não perderam as eleições de modo absoluto. Apesar do seu líder ter perdido para Lula (deu quase empate), o Legislativo e vários estados importantes da federação elegeram candidatos vinculados à direita.

O PT não governará bailando, como das outras vezes. Mas, para mentes estreitas como a de grande parte dos bolsonaristas, o que importa são suas crenças estúpidas em histórias tipo filme de terror B. Pedem golpe como loucos que dizem ser as aranhas uma iguaria deliciosa.

O campo da política se tornou um espaço da psicose coletiva. Sempre o foi, mas, com o “empoderamento” das massas via as redes sociais, a epidemia se alastrou.

SACRIFÍCIO DE CRIANÇAS – Olha só essa história. Lula teria sacrificado 4.000 crianças para ganhar as eleições. Tem gente que crê nisso. Risadas? Não! A coisa é dramática. Entregar um voto na mão de alguém que leva isso a sério é como perguntar ao fofoqueiro do bairro se devemos ou não apedrejar a vizinha porque dizem que ela deu para o síndico.

Analisando a hipótese “cientificamente”, podemos perguntar pela logística de tal empreitada. Um sacrifício humano sempre exigiu uma preparação gigantesca, mesmo quando apenas um humano era sacrificado. A violência envolvida num ato como esse sempre esteve sustentada numa metafísica de horror. Mesmo no caso do sacrifício de animais —que considero pessoalmente um absurdo —a logística é grande.

Gritos, sujeira, sangue. Como teria funcionado o esquema de escolha das crianças? Teria o TSE organizado tal logística? Quantos veículos foram usados? Onde foi praticado? Qual lugar suficientemente remoto e distante de celulares teria sido escolhido para tal? O apartamento de Lula em São Paulo? O famoso sítio de Atibaia? Em Cuba? Na Venezuela?

PAIS ERAM PETISTAS? – Essas crianças teriam sido doadas pelos pais petistas? Quantos pais psicóticos seriam necessários para uma doação dessa monta? Foram sequestradas? Quanto tempo teria levado para sacrificar as 4.000 crianças?

Há algum aplicativo que explique os passos necessários para fazer um sacrifício nesse nível? Nenhum dos repórteres colados em Lula teria percebido? Esqueci! Todos os jornalistas topariam ocultar tal crime porque são simpáticos ao PT.

O bolsonarismo destruiu a direita no Brasil. Infelizmente, muitas pessoas de disposição conservadora, já adoecidas pelo culto a Olavo de Carvalho, permanecem sob a esfera de influência de um incapaz como Bolsonaro. O momento para esses líderes eleitos, fora do espectro do PT, é organizar a política brasileira para que ela supere o trauma mental e moral que o bolsonarismo causou no país.

CHEGA DE RADICALIZAÇÃO – A esquerda, sempre nojentinha e mentirosa quanto a suas virtudes, pode colher os frutos. Mas, como disse antes, mesmo com a vitória de Lula — pessoa mais humana do que Bolsonaro, com certeza —, as eleições deixaram claro que o país está dividido e todos os líderes terão de cuidar dessa radicalização.

Passado o trauma imediato dessas eleições, a classe política deve ter a suficiente vergonha na cara e responsabilidade mínima para pôr ordem na casa e levar o país de volta aos conflitos institucionalizados que caracterizam a violência política na sua forma benigna.

Que nos sirva de exemplo. A política quando excessivamente ativa tende ao caos e à desorganização. Uma sociedade só consegue viver de forma razoável quando a política é, de alguma forma, esquecida no dia a dia. Quando nos lembramos dela demais, o pesadelo se avizinha. Que nos concentremos em nossos boletos. Nossos amores felizes ou infelizes. Nossos cemitérios e maternidades.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Pondé tem razão.  O Brasil só terá paz e tranquilidade quando a política for esquecida no dia a dia e não mais houver essa maldita radicalização entre lulistas e bolsonaristas. (C.N.)


O Brasil não é só o mercado financeiro, mas elevar os gastos públicos é mesmo um risco

Publicado em 12 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Erasmo (Arquivo do Google)

Pedro do Coutto

É claro que as declarações do presidente eleito, Lula da Silva, não foram apropriadas para o momento de transição e deram pretexto aos especuladores de sempre para que injetassem pessimismo que teve como consequência o recuo da Bovespa e o avanço do dólar no mercado cambial. A questão foi bem colocada, na minha opinião, pelo ex-diretor do Banco Central Luiz Fernando Figueiredo, numa entrevista a Eduardo Cucolo, Folha de S. Paulo desta sexta-feira.

Ele sintetizou o episódio dizendo que Lula falou de um conflito entre o teto de gasto e a prioridade ao social que na realidade não existe. Vera Magalhães, em artigo no O Globo de ontem, afirmou que Lula aparenta ainda não ter descido do palanque. Lula deixou-se levar pelo tema da fome, que tanto lhe causa indignação e motiva sua retórica.

RENTABILIDADE – Um amigo meu, o economista Filipe Campello, usou de ironia ao dizer que o mercado é capaz de se estarrecer diante de uma afirmação voltada para que todos possam tomar café da manhã, almoçar e jantar.

Ironia à parte, o mercado financeiro, que, como definiu Thomas Piketty, autor de “O Capital no século XXI”, é o mais rentável de todos os empreendimentos, até porque além de empregar menos mão-de-obra, não é obrigado a realizar os mesmos investimentos que os aplicados na industrialização e na realização de obras.

Escrevo esse artigo na tarde de sexta-feira. No momento, a Bolsa de Valores de S.Paulo opera em alta, de 2,07%, Provavelmente, como sempre, os compradores das ações que caíram de valor na véspera são os mesmos que as revendem com maiores preços 24 horas depois. Mas essas são outras questões.

GASTOS PÚBLICOS – O fato que deve ser destacado é que os números publicados sobre as despesas públicas, pelos valores em bilhões, assustam a opinião pública. É natural. Principalmente no momento em que se fala em R$ 175 bilhões para manter em R$ 600 por mês o Bolsa Família retomado com Lula da Silva.

É preciso considerar um aspecto que tem ficado ausente no noticiário: o teto orçamentário do país para este ano e sua correção para 2023.

O teto do orçamento de 2022 é de R$ 4,8 trilhões. Como tudo é relativo, o percentual dos investimentos e das despesas, de modo geral, tem que ser considerado sobre qual total se projeta. No caso do orçamento, o teto legal é de R$ 4,8 trilhões.

DIMENSÃO REAL – Como a lei em vigor estabelece que de um ano para outro a Lei Orçamentária tem que ser corrigida pelo valor da inflação do exercício anterior, se a inflação deste ano fechar em 10%, o orçamento de 2023 será automaticamente corrigido. Aí se tem a dimensão real do padrão monetário do governo.

Sem dúvida, Vera Magalhães tem razão em seu artigo ao dizer que Lula precisa esquecer a campanha eleitoral vitoriosa e se basear mais na realidade, até porque a política é a “arte do possível”.

Há limites naturais e repentinos que precisam ser levados em conta. A reação do mercado na quinta-feira é um exemplo.

ESTABILIDADE FISCAL – O Globo publicou ampla reportagem sobre o assunto e a Folha de S. Paulo também nas edições de ontem, tendo como foco uma crítica à estabilidade fiscal.

A estabilidade fiscal, como assinalou o ex-diretor do BC Luiz Fernando Figueiredo, não é incompatível. Ela é,sem dúvida, a base de uma política econômico-financeira que, como qualquer política pública, tem como objetivo essencial a dignidade humana.

É uma indignidade milhões de pessoas não terem o que comer e tantos outros milhões terem dúvida se poderão se alimentar e alimentar os seus filhos no dia seguinte. A política tem que estar voltada não para o deleite dos que ocupam o poder e para as suas afirmações pessoais, mas para proporcionar melhores condições de vida aos homens e mulheres que compõem a população de cada país.

sexta-feira, novembro 11, 2022

JORNAL DA TARDE, COMENTÁRIO DE JUNIOR DE SANTINHA - 11/ 11/2022

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Nota da redação deste Blog“Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem.” Santo Agostinho.
Em Jeremoabo os vereadores da situação corromperam o prefeito ao tentar justificar o injustificavel, ao invés de criticar os erros do prefeito, tentam abafar e confundir os eleitores menos esclarecidos.
Autopromoção é improbidade administrativa, contraria o Art. 37 da Contituição; então pergunto, qual autoridade tem um vereador para corrigir os erros do prefeito se esses vereadores são os primeiros a corroborar com a ilegalidade autopromovendo as custas do dinheiro público?
Os vereadorse da situação além de omissos prevaricam, tem conhecimento de ilicitudes dos colegas e nada faz, como um dos exemplos cito, vereador alugar seu proprio veículo para prefeitura e colocar em nome de laranja para receber o pagamento.
Seria natural esperar da Câmara de Vereadores de Jeremoabo uma postura de mais altivez, independência e cuidado com os interesses maiores da população; em vez disso temos uma “Casa do Povo” onde a grande parte dos vereadores não passam de meros capachos do prefeito.
O servilismo chegou a tal ponto que projetos de iniciativa do prefeito, que afetam profundamente a população, são aprovados em poucas horas, praticamente na ‘calada da noite’, sem qualquer debate com os munícipes ou com os segmentos sociais diretamente afetados; sequer debates entre os próprios edis subservientes. 
O pior é que essa postura de desfaçatez não é uma exceção ou outra mas a regra, trata-se de um descaramento continuado. Deri do Paloma, na prática, tem mais poderes do que o presidente da República que pode editar medidas provisórias, ele desrespeita as leis e nada acontece, a exemplo da demolição do Parque de Exposição, das linhas fantasmas de ônibus, de superfaturamentos, nepotismo etc.
Um (mau) exemplo dessa atitude indigna, que parece a de meros lacaios, com raras e honrosas exceções,  a atual legislatura da Câmara de Vereadores de Jeremoabo é uma verdadeira ameaça aos interesses da população; 
Lamentável, sob todos os aspectos, o servilismo despudorado de grande quantidade de edis, uma postura indigna de quem foi eleito para defender os interesses da população e fiscalizar o Executivo municipal, que estão jogando na lata de lixo o conceito de “Casa do Povo” que a Câmara de Vereadores de Jeremoabo deveria ostentar. 


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