terça-feira, setembro 20, 2022

Bolsonaro na ONU: Em discurso de abertura, Bolsonaro distorce dados e engana

 Camila Xavier

Presidente Jair Bolsonaro na 77ª Assembleia-Geral da ONU, em nova York, em 20 de setembro de 2022 (Foto: Getty Images / Anna Moneymaker)
Presidente Jair Bolsonaro na 77ª Assembleia-Geral da ONU, em nova York, em 20 de setembro de 2022 (Foto: Getty Images / Anna Moneymaker)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) abriu nesta terça-feira (20) a 77ª Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursas no encontro. Durante sua fala, em tom de campanha eleitoral, o presidente exaltou os feitos de seu governo.

O mandatário tratou sobre assuntos como gestão da pandemia de covid-19 no Brasil, endividamento da Petrobras durante os governos do PT, citou dados sobre desmatamento e mencionou números da violência contra a mulher. Contudo, ele repetiu informações erradas e utilizou dados distorcidos.

Confira a checagem do Yahoo! Notícias sobre o discurso do presidente Jair Bolsonaro na 77ª Assembleia-Geral da ONU.

Presidente Jair Bolsonaro na 77ª Assembleia-Geral da ONU, em nova York, em 20 de setembro de 2022 (Foto: AFP via Getty Images / Yuki Iwamura)
Presidente Jair Bolsonaro na 77ª Assembleia-Geral da ONU, em nova York, em 20 de setembro de 2022 (Foto: AFP via Getty Images / Yuki Iwamura)

Combate à covid-19

"Quando o Brasil se manifesta sobre a agenda da saúde pública, fazemos isso com a autoridade de um governo que durante a pandemia da covid-19 não poupou esforços para salvar vidas."

Presidente Jair Bolsonaro (PL), em discurso de abertura na 77ª Assembleia-Geral da ONU, em 20 de setembro de 2022.

Apesar de o presidente afirmar que seu governo não poupou esforços para salvar vidas, estudos indicam que com uma gestão mais eficiente, vidas poderiam ter sido poupadas.

Em 2021, o MPC (Ministério Público de Contas) afirmou ao TCU (Tribunal de Contas da União) (TCU) que o governo se omitiu ao deixar de comprar os imunizantes da Pfizer em 2020.

Um estudo realizado pelo epidemiologista e pesquisador da UFPel (Universidade Federal de Pelotas) Pedro Hallal demonstrou que quatro em cada cinco mortes pela covid-19 poderiam ter sido evitadas caso o governo federal tivesse adquirido antes as vacinas. Segundo as estimativas, ao menos 400 mil pessoas não teriam morrido em razão do vírus.

Um estudo realizado por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da FGV (Fundação Getulio Vargas) também apontou que, ao menos, 130 mil vidas teriam sido salvas em 2021 se a vacinação em massa tivesse começado mais cedo:

Covid: Como vacinação em massa desde janeiro teria mudado rumo da pandemia no Brasil

Quase 130 mil vidas poderiam ser salvas em 2021 se o Brasil tivesse iniciado uma campanha massiva de vacinação contra a covid-19 ainda em janeiro. Essa é uma das conclusões de um trabalho assinado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realizou essas contas no final de fevereiro. O assunto voltou aos holofotes nos últimos dias, em razão dos depoimentos da CPI da Covid e das denúncias de corrupção nas negociações de compras de vacinas.

Endividamento da Petrobras

"Somente entre o período de 2003 e 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político e em desvios chegou à casa dos US$ 170 bilhões."

Presidente Jair Bolsonaro (PL), em discurso de abertura na 77ª Assembleia-Geral da ONU, em 20 de setembro de 2022.

O número apresentado por Bolsonaro é exagerado. Nenhum dos valores registrados em documentos oficiais se aproxima de US$ 170 bilhões, o que equivale a cerca de R$ 879 bilhões.

Em dezembro de 2003, primeiro ano da gestão petista, a dívida bruta da Petrobras foi de US$ 12,3 bilhões na cotação de 20 de setembro de 2022 (R$ 63,8 bilhões). Já ao final de 2015, a dívida da estatal atingiu US$ 95,3 bilhões (R$ 492,8 bilhões).

No período, o valor da dívida totalizou – em valores corrigidos pelo IPCA  US$ 101,3 bilhões (R$ 523,6 bilhões). Isso seria cerca de US$ 68,7 bilhões a menos do que o valor mencionado por Jair Bolsonaro.

Desmatamento

"Dois terços do território brasileiro se encontram com vegetação nativa, que se encontra exatamente como estava quando o Brasil foi descoberto em 1500."

Presidente Jair Bolsonaro (PL), em discurso de abertura na 77ª Assembleia-Geral da ONU, em 20 de setembro de 2022.

Embora, de fato, o Brasil até 2021 tivesse 66% de seu território coberto por vegetação nativa, é falso que essas áreas estejam preservadas da mesma maneira que em 1500, de acordo com dados da rede MapBiomas.

Um estudo da rede identificou que, até 2019, 9,3% da vegetação natural do Brasil já tinha sido desmatada e convertida para uso do ser humano ao menos uma vez. Essa é a chamada vegetação secundária.

Além disso, parte dessas áreas jamais foi desmatada, porém, já foi degradada pelo fogo ou extração predatória de madeira.

 
 
 
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Violência contra a mulher

"Combatemos a violência contra as mulheres com todo rigor [...]. Os resultados aparecem em nosso governo: Queda de 7,7% no número de feminicídios".

Presidente Jair Bolsonaro (PL), em discurso de abertura na 77ª Assembleia-Geral da ONU, em 20 de setembro de 2022.

Comparando os números de 2018 – ano imediatamente anterior ao governo de Bolsonaro – com os de 2021, observou-se um crescimento de 9,1% nos casos de feminicídios, ao contrário do que afirmou o presidente.

Em 2018, ocorreram 1.129 casos, enquanto em 2021 foram 1.341, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Apenas houve uma queda quando comparada a quantidade de feminicídios de 2021 com a de 2020. Contudo, a taxa não se aproximou da mencionada pelo mandatário. Em 2020, ocorreram 1.354 feminicídio e em 2021, 1.341, o que representou uma diminuição de 1,8%.

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Cientista político acha que “Bolsonaro vai tentar deslegitimar resultado das eleições”

Publicado em 20 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Roda Viva recebe Steven Levitsky, um dos autores do best-seller “Como as  Democracias Morrem”

Steven Levitsky é professor em Harvard e brasilianista

Vinicius Prates
Estado de Minas

Steven Levitsky, autor de “Como as Democracias Morrem”, disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) irá tentar “deslegitimar o resultado das eleições”. Para o cientista político, caso haja um segundo turno, o presidente irá alegar que há algo de errado com o resultado das eleições e irá tentar criar uma crise, assim como Donald Trump nas eleições de 2020. A declaração foi dada no Roda Viva, nessa segunda-feira (19/9).

Recentemente, Bolsonaro disse que caso não receba no mínimo 60% dos votos nas eleições, terá algo de errado na apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para Levitsky, caso as eleições sejam acirradas, por exemplo, 45% para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 40% para Bolsonaro, no 1º turno, isso será usado como argumento para uma tentativa de ataque ao sistema eleitoral.

TERCEIRA VIA – Para o especialista, neste momento, é arriscado votar em uma terceira via no 1º turno. Levitsky considera que o ideal é a união dos presidenciáveis para derrotar o presidente Jair Bolsonaro.

Ao ser questionado pelo filósofo Joel Pinheiro se ele acha arriscada a preferência por um candidato da terceira via, Levitsky disse que os candidatos não irão “nos levar a nada”. Acha evidente que Bolsonaro irá perder as eleições, mas se o presidente conseguir ir para o segundo turno, a situação pode ser usada contra a democracia.

“Ele vai tentar deslegitimar o resultado das eleições, com certeza. Eu não sei como, eu não sei se ele conseguirá, mas ele vai tentar. Seus apoiadores e, talvez, até o exército vão tentar negar a legitimidade do resultado das eleições. Bolsonaro vai tentar criar uma crise, da mesma forma que Donald Trump criou”, destacou.

VOTO ÚTIL – “O melhor caminho, no meu ponto de vista, é evitar essa crise, é tirar o Bolsonaro da jogada logo no primeiro turno. Uma votação de 62 a 38, tirando o Bolsonaro logo no primeiro turno, para que ninguém possa contestar que o Bolsonaro foi derrotado de lavada”, completou.

O cientista político disse que votar em uma terceira é “se dar ao luxo” de acreditar que eles têm chance de ir para o segundo turno com Lula e que isso pode causar uma disputa acirrada entre os principais adversários nesta eleição.

“Pode ser que fique 45 a 40 no primeiro turno. Pode ser que seja uma disputa acirrada. Hoje, as pesquisas mostram apenas 7, 8 pontos percentuais de diferença entre Lula e Bolsonaro. Bolsonaro está subindo e se a diferença for pouca, vai ser muito mais fácil. Esse foi o problema nos Estados Unidos, a disputa entre Trump e Biden foi acirrada, isso facilitou para que o Trump alega se que houve fraude, para tentar convencer as pessoas de que tinha algo de errado”, opinou.


Interferência do governo em órgãos de investigação impede ingresso do Brasil na OCDE


Charge do Dorinho (Arquivo Google)

Eduardo Barretto
Metrópoles

Jair Bolsonaro interferiu em órgãos de investigação e colocou em risco as eleições ao ameaçar continuamente a democracia no país, apontou um relatório da Transparência Internacional Brasil publicado nesta terça-feira (20/9). A entidade avaliou “graves retrocessos” na forma como o Brasil vem cumprindo compromissos internacionais no combate à corrupção que prometeu respeitar em 2005.

A análise independente mostrou também que o Brasil pode ter mais prejuízos internacionais por causa dos retrocessos do governo Bolsonaro. A almejada entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) seria uma das agendas afetadas.

DIZ O RELATÓRIO – “Múltiplas agências federais anticorrupção sofreram interferência do Presidente Bolsonaro e de outras esferas do governo nos últimos anos”, disse o texto, citando a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Controladoria-Geral da União.

A entidade apontou omissões da PGR: “O procurador-geral, Augusto Aras, escolhido por Bolsonaro apesar de não estar na lista votada pelos procuradores, trabalhou para proteger o presidente e seus filhos, para enfraquecer as forças-tarefas anticorrupção dentro do Ministério Público Federal e para defender os interesses do governo em múltiplas ocasiões”.

O documento mostrou preocupação ainda com os ataques sem prova de Bolsonaro às urnas. Essa postura colocou a eleição de outubro em risco, de acordo com a Transparência Internacional Brasil.

DESINFORMAÇÃO – “O presidente Bolsonaro ameaça continuamente as instituições democráticas e o Estado de Direito, contribuindo para a disseminação de desinformação e para um ambiente de desconfiança eleitoral cada vez mais intenso. As próximas eleições, em 2022, foram colocadas em risco, pois a atmosfera social e política do país vem se agravando”.

Órgãos de fora do enfrentamento clássico à corrupção também sofreram “interferência política”, seguiu o relatório da Transparência Internacional, que mencionou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
–  Brasil ingressar na OCDE? Nem pensar. O relatório da Transparência Internacional esqueceu o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a Receita Federal e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que também sofrem interferência direta do governo. Para a OCDE, nada disso é novidade, porque a entidade internacional já enviou uma delegação ao Brasil para constatar o retrocesso no controle e na punição a atos de corrupção. E o Brasil desde então se tornou o único país do mundo que sofre monitoramento permanente da OCDE sobre corrupção e impunidade. Estamos cansados de dar essa informação aqui na TI. (C.N.) 

Cavalgada não pode, mas politicagem pode!


É muita cara de pau desses aloprados da prefeitura de Jeremoabo, querer zombar da cara do povo de Jeremoabo.

Uma pessoa que mente é capaz de tudo, nesse documento oficial da prefeitura na letra C, está exposta o maior fake news, o nome mais sofisticado de mentira.

Uma "otoridade" usar o cargo público para perseguir uma população é o fim da picada, é a maior covardia e degradação do ser humano.

Fazer cavalgada não pode,  para fazer politicagem para mendigar votos pode, só na mente doentia desses aloprados que vem praticando todos atos de desmandos acobertados pela impunidade.
Esquecendo eles que um dia a casa  que Um Dia a Casa Cai. e irão pagar com juros e correção 
 monetária toda a maldade que estão praticando contra
o município de Jeremoabo, principalmente com os inúmeros
casos de improbidades, embora tudo de errado que está
aconteccendo em parte a culpa, e a omissão dos vereadores.
A decisão da secretária de administração, com aval do prefeito (PP), mostra o quanto a gestão é perseguidora.


 

Na ONU, Bolsonaro destaca economia, critica Lula e acena às mulheres

 

Na abertura da 77ª edição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, o presidente falou por cerca de 20 minutos e, como esperado, fez um resumo de sua gestão com acenos diretos ao eleitorado interno, citando principalmente melhora do desempenho da economia e aceno às mulheres


Ingrid Soares
postado em 20/09/2022 11:42 / atualizado em 20/09/2022 11:54

No discurso de abertura da 77ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) que tem como lema Um momento divisor de águas: soluções transformadoras para desafios interligados, o presidente Jair Bolsonaro (PL) usou a exposição internacional, nesta terça-feira (20/9), para fazer palanque e se dirigir à base eleitoral interna. A 12 dias do primeiro turno das eleições, o presidente falou por cerca de 20 minutos e, como esperado, fez um resumo de sua gestão com acenos diretos ao eleitorado interno, citando principalmente melhora do desempenho da economia e aceno às mulheres.

Sobre a pandemia de covid-19, alegou que o Brasil "não poupou esforços para salvar vidas e preservar empregos" e citou programas do governo. "Como tantos outros países, concentramos nossa atenção, desde a primeira hora, em garantir um auxílio financeiro emergencial aos mais necessitados. O nosso objetivo foi proteger a renda das famílias para que elas conseguissem enfrentar as dificuldades econômicas decorrentes da pandemia. Beneficiamos mais de 68 milhões de pessoas, o equivalente a um terço da nossa população."

Bolsonaro também citou a vacinação contra a covid-19, relatando ter respeitado a liberdade individual de cada um. "Em paralelo, lançamos um amplo programa de imunização, inclusive com produção doméstica de vacinas. Somos uma nação com 210 milhões de habitantes e já temos mais de 80% da população vacinada contra a covid-19. Todos foram vacinados de forma voluntária, respeitando a liberdade individual de cada um."

Sem citar diretamente Lula, comentou sobre escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras. "No meu governo, extirpamos a corrupção sistêmica que existia no país. Somente entre o período de 2003 e 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político e desvios chegaram à casa dos US$ 170 bilhões."

"O responsável por isso foi condenado em três instâncias por unanimidade. Delatores devolveram US$ 1 bilhão e pagamos para a bolsa americana outro bilhão por perdas de seus acionistas. Esse é o Brasil do passado”, acrescentou.

O presidente disse ainda trabalhar para que o Brasil tenha "mulheres fortes e independentes, para que possam chegar aonde quiserem" e mencionou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro. "Trabalhamos no Brasil para que tenhamos mulheres fortes e independentes, para que possam chegar aonde elas quiserem. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, trouxe novo significado ao trabalho de voluntariado desde 2019, com especial atenção aos portadores de deficiências e doenças raras”, pontuou, emendando ter sancionado mais de 70 leis sobre o tema desde o início do governo. "É a prova cabal desse compromisso", disse. 

"Combatemos a violência contra as mulheres com todo o rigor. Isso é parte da nossa prioridade mais ampla de garantir segurança pública a todos os brasileiros. Os resultados aparecem em nosso governo: queda de 7,7% no número de feminicídios e diminuição do número geral de mortes por homicídio. Em 2017 eram 30 mortes por 100 mil habitantes. Agora são 19."

Bolsonaro reforçou que 80% dos títulos de terra entregues em sua gestão estão em nome de mulheres. Na área da economia, disse que apesar da crise mundial, "o Brasil chega ao final de 2022 com uma economia em plena recuperação".

"Temos emprego em alta e inflação em baixa. A economia voltou a crescer. A pobreza aumentou em todo o mundo sob o impacto da pandemia. No Brasil, ela já começou a cair de forma acentuada."

E destacou o Auxílio Brasil, afirmando que faz pagamentos de quase US$ 4 por dia às famílias. “Os números falam por si só. A estimativa é de que, no final de 2022, 4% das famílias brasileiras estejam vivendo abaixo da linha da pobreza extrema. Em 2019, eram 5,1%. Isso representa uma queda de mais de 20%. O Auxílio Brasil, programa de renda mínima criado pelo meu governo, durante a pandemia, que atende 20 milhões de famílias, faz pagamentos de quase US$ 4 por dia as mesmas”.

"O desemprego caiu cinco pontos percentuais, chegando a 9,1%, taxa que não se via há 7 anos. Reduzimos a inflação, com estimativa de 6% no corrente ano. Tenho a satisfação de anunciar que tivemos deflação inédita no Brasil nos meses de julho e agosto."

Bolsonaro também comentou sobre a queda no preço da gasolina. "Desde junho, o preço da gasolina caiu mais de 30%. Hoje, um litro no Brasil custa cerca de US$ 0,90. O preço da energia elétrica também teve uma queda de mais de 15%. Quero ressaltar que o custo da energia não caiu por causa de tabelamento de preços ou qualquer outro tipo de intervenção estatal. Foi resultado de uma política de racionalização de impostos formulada e implementada com o apoio do Congresso Nacional”.

E disse que a projeção de crescimento para 2022 é de 3%. “No plano interno, também estamos batendo recordes em três áreas: arrecadação fiscal, lucros das empresas estatais e relação entre dívida pública e PIB. Aliás, em 2021 tivemos superavit no resultado consolidado de contas públicas. O PIB brasileiro aumentou 1,2% no segundo trimestre. A projeção de crescimento para 2022 chega a 3%."

"Temos a tranquilidade de quem está no bom caminho. O caminho de uma prosperidade compartilhada. Compartilhada entre os brasileiros e, mais além, compartilhada com nossos vizinhos e outros parceiros mundo afora."

Ao todo, 193 países se reunirão para discutir os principais desafios enfrentados pela comunidade internacional. Antes do discurso, Bolsonaro se encontrou com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Às 11h, se encontrará com o presidente da República do Equador, Guillermo Lasso, e da Polônia, Andrzej Duda, ambos conservadores de direita. Às 14h, há a previsão de uma videoconferência com empresários do setor de supermercado. Às 18h, Bolsonaro deixa Nova York rumo a Brasília.

Essa é a quarta vez que Bolsonaro participa da ONU. No ano passado, questionou “qual país do mundo tem uma política de preservação ambiental como a nossa”, criticou medidas de isolamento em meio à pandemia, defendeu o “tratamento precoce” sem eficácia comprovada, destacou ser contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada à vacina e disse que o Brasil estava “à beira do socialismo”.
Em 2020, primeiro ano da pandemia, Bolsonaro participou do evento a distância e disse que o Brasil era "vítima" de uma campanha "brutal" de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal.

Já em 2019, disse que era “uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a nossa floresta é o pulmão do mundo”, que o Brasil não aumentaria a área de demarcação indígena e citou ideologia de gênero.

Acompanham o presidente em comitiva o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e o chefe da SAE, almirante Flávio Rocha; além do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira, o chefe de comunicação da campanha, Fabio Wajngarten e o pastor Silas Malafaia.

Ainda ontem, Bolsonaro esteve em Londres e rebateu uso político de sua viagem para o enterro da rainha Elizabeth II. "Você acha que eu vim aqui fazer política? Pelo amor de Deus. Não vou te responder, não. Se eu não viesse, estaria sendo criticado do mesmo jeito. Acabou a conversa”, disse, antes de interromper a entrevista com jornalistas na ocasião.

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