sábado, maio 14, 2022

Bolsonaristas atacam Fachin por ter dito que as eleição são dirigidas pelas “forças desarmadas”

Publicado em 13 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Procuradoria-Geral da República recorre da anulação de Facchin sobre Lula -  Revista News

Fachin respondeu aos militares e agora está levando o troco

Deu no Estadão

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiram à declaração do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, sobre a relação entre os militares e as eleições, inflamada após o presidente usar questionamentos das Forças Armadas para levantar dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas. O magistrado agradeceu o papel logístico dos militares na garantia das votações em todo o País e disse, nesta quinta-feira, 12, que quem trata das eleições são “as forças desarmadas”.

Em live no início da noite de ontem, Bolsonaro, que defende a participação ativa dos militares na apuração de votos, rebateu e afirmou que Fachin “vê fantasmas” e foi “descortês” com as Forças Armadas.

REAÇÃO A FACHIN – Nas redes, apoiadores de Bolsonaro repercutiram as falas do presidente e criticaram Fachin. Pedem nova resposta das Forças Armadas ao TSE e reforçam a tese infundada de que as urnas não são seguras. Como já demonstrou o Estadão Verifica, o volume de fake news sobre o modelo de votação é enorme, mas nunca houve de fato qualquer violação ao sistema, que coincidentemente faz aniversário nesta sexta-feira.

O TSE também foi às redes hoje para defender a urna, registrando os 26 anos desde que ela foi implantada. “Em 2000, o voto eletrônico foi totalmente implantado no Brasil e, graças a um intenso trabalho de logística, o equipamento chega aos 5.567 municípios do País”, publicou o TSE.

O embate entre Bolsonaro e Fachin surgiu após o presidente reeditar desconfianças sobre a lisura do processo eleitoral e tomar o novo presidente do TSE como alvo de suas manifestações. O foco mais recente da disputa entre Bolsonaro e Fachin, porém, está na participação dos militares no processo eleitoral.

SEM INTERVENÇÃO – Questionado sobre o papel das Forças Armadas nas eleições, o ministro disse que a Justiça Eleitoral não está aberta à ‘intervenção’.

A declaração se deu em meio a uma série de questionamentos que as Forças enviaram ao TSE nos últimos oito meses sobre supostos riscos e fragilidades que, na visão dos militares, podem expor a vulnerabilidade do processo eleitoral. A maioria das 88 perguntas reproduzia a dúvida sobre a segurança das urnas eletrônicas de Bolsonaro. Pediram, por exemplo, a montagem de uma sala de apuração paralela que pudesse ser monitorada pelas Forças Armadas.

Fachin respondeu. Disse que o TSE “manterá a sua firme atuação voltada a garantir paz e segurança nas eleições, a aprimorar o processo eleitoral, a propagar informações de qualidade”. A mensagem veio junto a um retorno da equipe técnica da Corte que disse não existir “sala escura” de apuração dos votos. A expressão citada na resposta do TSE já foi usada por Bolsonaro quando sugeriu uma contabilização paralela de votos controlada pelos militares.

FOI DESCORTÊS? – Em sua última investida, Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 12, que Fachin, foi “descortês” com as Forças Armadas quando viu intervenção militar no processo de realização das eleições. Horas antes, Fachin havia afirmado que “quem trata de eleições são as forças desarmadas”.

“Não sei de onde ele tira esse fantasma de que as Forças Armadas querem intervir na Justiça Eleitoral. As Forças Armadas não estão se metendo nas eleições. Elas foram convidadas por uma portaria do então presidente Barroso”, insistiu Bolsonaro, numa referência ao ministro Luís Roberto Barroso, que comandou o TSE até fevereiro.

Depois, como se dirigindo a Fachin, continuou: “O senhor tem poder para revogar a portaria. (Mas) enquanto a portaria está em vigor, as Forças Armadas foram convidadas.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É tudo um teatro. Em campanha, Bolsonaro tenta criar fatos para fazer espalhafatos, desculpem o jogo de palavras. Faz-se de vítima, dizendo-se perseguido pelo Supremo e pelo TSE, e ao mesmo tempo comporta-se como líder revoltoso, conclamando as pessoas a reagirem junto com ele. A estratégia é eficiente, porém mostra-se limitada, porque a rejeição a Bolsonaro continua sendo a maior entre os candidatos, e isso significa que dificilmente ganhará no segundo turno, não importa quem seja o adversário, porque todos têm rejeição muito menor do que a dele. (C.N.)

Entenda como melar uma eleição democrática, inventando pretextos sem a menor base real

Publicado em 13 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

 (crédito: kleber sales)

Ilustração de Kleber Sales (Estadão)

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

A urna eletrônica é o maior avanço já realizado no Brasil para assegurar que nosso Estado de direito democrático seja realmente uma democracia de massas, segundo o princípio “cada cidadão um voto”, que caracteriza as eleições majoritárias no Brasil — principalmente as eleições para o Executivo, nos três níveis de federação. Só para ilustrar, esse princípio foi a principal reivindicação da luta contra o apartheid na África do Sul, em que pese a bandeira “Libertem Mandela”, o grande pai da democracia sul-africana.

As eleições proporcionais, embora tenham o mesmo princípio, não garantem uma representação exatamente proporcional ao número de eleitores de cada unidade da federação, porque São Paulo elege menos deputados do que seria a proporção de seu colégio eleitoral, e alguns estados com menos eleitores são sobrerepresentados, como Roraima, por exemplo.

MAIS SEGURANÇA – Com a urna eletrônica, acabaram-se as fraudes eleitorais na contagem e na apuração dos votos, que eram muito frequentes quando o voto era impresso e apurados manualmente, inclusive durante o regime militar, e mesmo após a redemocratização.

Em parte, o aperfeiçoamento do sistema decorreu da tentativa de fraude das eleições para o governo do Rio de Janeiro, em 1982, quando foi eleito o governador Leonel Brizola, numa operação tabajara realizada pelos órgãos de inteligência do governo do presidente João Batista Figueiredo.

Um sistema informatizado de apuração dos votos, feito pela empresa Proconsult, associada a antigos colaboradores do regime militar, transferia votos nulos e brancos para o candidato governista. Os indícios de que os resultados seriam fraudados surgiram da apuração paralela contratada pelo PDT à empresa Sysin Sistemas e Serviços de Informática, que divergiam completamente do resultado oficial. Outra fonte que obtinha resultados diferentes dos oficiais foi a Rádio Jornal do Brasil. A tentativa de fraude é analisada no documentário britânico Beyond Citizen Kane, de 1993.

APURAÇÃO IMEDIATA – Com a adoção da urna eletrônica, porém, se tornou impossível alterar o resultado da votação na apuração e na computação dos votos, porque cada urna é um compartimento estanque, não conectado em rede, que registra, apura e emite o boletim de votação de cada seção eleitoral. Esses resultados, posteriormente, são transmitidos para os tribunais eleitorais e somados, num processo que possibilita a obtenção do resultado da eleição no mesmo dia.

Além disso, torna possível uma operação reversa de rastreamento, para conferir o resultado urna por urna, caso isso seja necessário. A inviolabilidade da urna eletrônica, porém, precisa ser atualizada a cada eleição, para impedir que sejam hackeadas.

Desde quando tomou posse, o presidente Jair Bolsonaro (PL) levanta suspeitas sobre as urnas eletrônicas. Afirma que venceu as eleições de 2018 no primeiro turno, o que é fantasioso, sem qualquer base nos fatos.

PROJETO REJEITADO – Bolsonaro chegou a promover uma tentativa de restabelecimento do voto impresso, que foi rejeitada pelo Congresso. Com a aproximação das eleições desde ano, nas quais concorrerá à reeleição, o presidente da República intensificou seus ataques ao processo eleitoral, levantando suspeitas sobre as urnas eletrônicas e, até mesmo, em relação à idoneidade dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para neutralizar esses ataques, o então presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, decidiu ampliar o colégio de especialistas encarregado de testar a segurança das urnas e, para isso, também convidou um representante das Forças Armadas, que têm uma unidade de defesa cibernética a cargo do Exército.

O que era para ser uma colaboração específica, entretanto, passou a ser tratado por Bolsonaro como uma espécie de tutela militar sobre processo eleitoral, o que é inconstitucional. Mais de 80 questionamentos foram feitos pelo general Heber Garcia Portella, encarregado de representar as Forças Armadas nesse processo, que agora estão servindo de pretexto para desacreditar o processo, em lives e declarações do presidente da República.

RESPOSTAS PRECISAS – Nesta segunda-feira, dia 9, o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, encaminhou aos integrantes da Comissão de Transparência das Eleições um ofício com as respostas técnicas da Corte às opiniões e recomendações expostas pelo Ministério da Defesa, em 22 de março deste ano.

As respostas tratam de novos questionamentos sobre a confiança do teste de integridade; o processo de amostragem aleatório para seleção de urnas que compõem o teste de integridade; a totalização com redundância pelos TREs; fiscalização e auditoria; a inclusão de urnas modelo UE2020 no teste público; os procedimentos normativos para a hipótese de verificação de irregularidade em teste de integridade; e as sugestões para uma possível duplicidade entre abstenção e voto.

Com esses esclarecimentos, o TSE deixou claro que a responsabilidade integral pela realização e lisura do pleito é da Justiça Eleitoral.


Para se reeleger, Bolsonaro não pode ser Bolsonaro e tem de sufocar a beligerância

Publicado em 14 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Nani Humor: BOLSONARO PAZ E AMOR

Charge do Nani (nanihumor.com)

Guilherme Amado
Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro tem que driblar o jeito Bolsonaro de ser para se manter competitivo para a eleição de outubro. Só que, a contar pelos novos ataques à Justiça Eleitoral na semana passada e pelas investidas de seus apoiadores contra as pesquisas que o mostram bem atrás de Lula, o presidente já começou a deixar a autocontenção para trás.

Num ciclo vicioso, Bolsonaro só tende a perder se não conseguir esconder sua essência beligerante. Por isso, parece estar desistindo do voto e seus ataques de Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal integram uma estratégia contra a realização das eleições.

Caso seja derrotado e precise questionar o resultado eleitoral, o presidente precisa fazer parecer que o Supremo é seu adversário. Neste quadro, Jair Bolsonaro precisa manter aquecida a tensão com o STF daqui até as eleições, para fazer colar a narrativa de que é vítima do tribunal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Uma análise precisa, curta e grossa de Guilherme Amado, um dos destaques na nova geração de jornalistas políticos, que está chegando à casa dos 40 anos, a idade da razão. Parece claro que Bolsonaro, desde que assumiu, escolheu esse caminho, por julgar que as Forças Armadas iriam apoiá-lo numa aventura para repetir 1964. Ele parece não ter entendido o propósito do general Eduardo Villas Bôas, que comandava o Exército no governo Dilma Rousseff e deu grande força ao impeachment. Os militares não queriam o poder, apenas almejavam que poderiam fazer bonito no governo Bolsonaro, mas se enganaram. O presidente tem um parafuso a menos e se mostra incontrolável, ingovernável e inadministrável. E vida que segue, diria o grande João Saldanha, o João sem Medo, como era chamado por Nelson Rodrigues. (C.N.)

Pesquisa qualitativa sobre chances reais de vitória da terceira via sairá no dia 18

Publicado em 14 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

TRIBUNA DA INTERNET

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Eduardo Barretto
Metrópoles

Dirigentes partidários aguardam as novas pesquisas sobre as chances da terceira via. Os novo levantamentos detalharão especialmente o chamado voto “nem-nem”, ou seja, dos eleitores que não aceitam eleger, de jeito algum, nem Lula nem Bolsonaro.

São duas pesquisas, uma quantitativa e outra qualitativa, que devem apontar também, entre João Doria, do PSDB, e Simone Tebet, do MDB, um candidato único da terceira via ao Planalto.  

POR EXCLUSÃO – O levantamento considerado mais importante é o que vai detalhar quais são as aspirações do eleitores que não querem nem Lula, nem Jair Bolsonaro.

Dirigentes desses partidos esperam que os detalhes que serão aferidos pela pesquisa qualitativa mostrem um caminho para essa candidatura única atender às expectativas desses eleitores.

O levantamento, a cargo do Instituto Guimarães, sediado em Campinas (SP), será divulgado na próxima quarta-feira (18/5) e trará minúcias desse recorte.

MUITOS INDECISOS – Participantes das conversações entre PSDB, MDB e Cidadania citam levantamentos internos que apontam dois resultados principais até agora.

Primeiro, a existência de uma fatia considerável do eleitorado que ainda não definiu o voto. Segundo, a permanência do desejo por parte da população de que haja uma candidatura de terceira via.

Por outro lado, as pesquisas divulgadas até agora seguem com um resultado ruim para a terceira via, com Lula e Bolsonaro consolidados na dianteira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A situação é complicada, porque o ex-governador João Doria não aceita ser candidato a vice. A senadora Simone Tebet já declarou que aceitaria, dependendo do nome escolhido para liderar a chapa, mas depois mudou de ideia e resolveu se lançar mesmo à Presidência. É difícil haver definição agora, mas deve-se destacar que as conversações são muito positivas, porque partem do pressuposto real de que a terceira via tem chance de chegar ao segundo turno e vencer a eleição. É isso que a pesquisa a ser divulgada quarta-feira, dia 18, vai revelar. (C.N.)  


Bolsonaro inova como governante e ameaça ir à justiça para reduzir preços da gasolina e do diesel

Publicado em 14 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Cacinho

Pedro do Coutto

Numa reportagem excepcional, Alice Cravo, Gabriel Shinohara, Geralda Doca, Eliane Oliveira e Bruno Rosa, O Globo desta sexta-feira, com base em vídeo que o próprio Jair Bolsonaro colocou nas redes sociais, revela que o presidente da República afirmou que pode recorrer à justiça para reduzir os preços do óleo diesel e da gasolina.

A declaração é desconcertante, uma vez que Bolsonaro é simplesmente o presidente do país a quem cabe nomear os ministros e à Presidência das estatais, como é o caso da Petrobras. Na minha impressão, Jair Bolsonaro bateu o recorde mundial de atitude política mal adotada pelo chefe do Executivo.

DERROTA PRÉVIA – A matéria assinala que Bolsonaro afirmou: “esperamos redução de preço. Vamos ter que recorrer à justiça. Sabemos que quando eu recorro é quase impossível ganhar quando as matérias são colocadas em votação”. Portanto, Bolsonaro referia-se ao Supremo Tribunal Federal. Citou, inclusive, a decisão recente do ministro Alexandre de Moraes a respeito da redução de impostos sobre os produtos industrializados.

O vídeo gravado e divulgado pelo Planalto revela duas coisas, a meu ver. Primeiro, que a questão do preço do petróleo não acabou. Sobretudo porque na edição da Folha de S. Paulo de quinta-feira, Julio Wiziack, Idiana Tomazelli, e Matheus Teixeira publicaram que pesquisa do Datafolha mostrou que 68% da opinião pública consideram Bolsonaro responsável pela alta da inflação que vem sendo impulsionada basicamente pelo aumento dos combustíveis e pela energia elétrica.

O Datafolha também revelou, desta vez com base em pesquisa encomendada pela XP, que 83% dos eleitores e eleitoras querem votar em um candidato mais intervencionista na Petrobras. Para mim, inclusive com base no recurso de Bolsonaro na Justiça, os fatos comprovam que Adolfo Sachsida durará muito poucos dias à frente do Ministério de Minas e Energia.

POLÍTICA DE PREÇOS – Além disso, Bolsonaro, certamente contrariando Paulo Guedes, pretende acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica no sentido de mudar a política de preços da Petrobras. O Brasil é autossuficiente em petróleo, inclusive exportador de óleo bruto e importador de gasolina, diesel e gás encanado.

As oscilações do dólar e do mercado internacional do petróleo tanto podem aumentar as despesas com as importações, quanto aumentar as receitas com as exportações. Assim, o câmbio do mercado internacional pesaria nos dois sentidos e não apenas em um, que é o da importação da gasolina e do diesel.

LICENÇA-MATERNIDADE – Acentuei que o ministro Adolfo Sachsida vai durar pouco no cargo. Ele provocou uma tempestade em seu discurso recente e também já se manifestou contrariamente à licença-maternidade de seis meses. Gravou vídeo, está na internet.

Além disso, defendeu salários melhores para as mulheres do que os pagos aos homens, porque as mulheres “faltam mais ao trabalho para irem ao médico”. E que, com a licença-maternidade de seis meses, os empresários não promovem as mulheres no trabalho. Um absurdo total que pode se transformar em um problema eleitoral para Bolsonaro quando a posição for mais intensamente veiculada nas mídias.

REAJUSTE –  O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, propôs ao governo um reajuste de 22% aos servidores da instituição, conforme revela a reportagem de Gabriel Shinohara e Geralda Doca.

Mas, diante da relação, sobretudo do mercado financeiro, que passou a temer igual reposição a seus empregados, Campos Neto recuou aparentemente em meio à greve parcial da equipe do Bacen. O governo, entretanto, frisou que está estudando o reajuste de 5%, mas que pode se tornar um pouco maior.

CRIPTOMOEDAS  –  Letícia Cardoso, O Globo de ontem, com base em informações do site Bloomberg, de Nova York, em reportagem de grande destaque, assinala que o mercado de criptomoedas entrou em crise, sobretudo em função da elevação dos juros nos Estados Unidos. Nos últimos dois dias, investidores desse sistema perderam US$ 260 bilhões.

É o tal negócio, digo, em matéria de dinheiro e economia ninguém cria uma onda de vento. É preciso ter base concreta e não se estruturar em especulações.

NOVAS MUDANÇAS – Na live semanal de quinta-feira, Bolsonaro afirmou que pode fazer novas mudanças de pessoas na Petrobras. Não citou expressamente o nome da estatal, mas assinalou : “a empresa precisa entender o seu papel”, e a forma disso ocorrer seria por meio de trocas como as feitas por ele no comando do Ministério de Energia.

As afirmações devem ser adicionadas à matéria de abertura da minha coluna de hoje. Os dois blocos têm em comum singularidades inéditas na administração política brasileira e creio também que na política mundial.

HADDAD NA FRENTE – O Instituto Quest divulgou no final da tarde de quinta-feira, e a Folha de S. Paulo publicou ontem, resultado de pesquisa realizada para o governo de São Paulo também sobre a eleição de 2 de outubro. Fernando Haddad lidera com 30% das intenções de voto , seguido por Márcio França com 17%, Tarcisio de Freitas com 10%, e o atual governador Rodrigo Garcia com 5 pontos.

Haddad também lidera na hipótese de um segundo turno. Ele alcança 38% contra 32% de Márcio França. Contra Tarcisio de Freitas, ele teria 45% contra 23% do candidato de Bolsonaro. O Tribunal Superior Eleitoral está realizando uma consulta sobre a hipótese de uma coligação que apoia um candidato à Presidência poder ter ou não dois candidatos ao Senado Federal. É importante a consulta.

Os integrantes de coligações são uma espécie de sublegendas de antigamente. Não creio que haja nada na legislação que impeça a duplicidade de candidatura ao Senado.

sexta-feira, maio 13, 2022

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