sexta-feira, maio 13, 2022

Finlândia busca adesão rápida à Otan, e Rússia promete resposta

 




Suécia deve seguir exemplo

Por Anne Kauranen e Jonathan Landay 

Hensinque e Kharkiv - A Finlândia disse nesta quinta-feira (12) que será candidata a aderir à aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) "sem demora", e a Suécia deve seguir o exemplo. A decisão indica que a invasão da Ucrânia pela Rússia provocará a expansão da aliança, o que o presidente russo, Vladimir Putin, pretendia evitar.

A decisão dos dois países nórdicos de abandonar a neutralidade que mantiveram durante a Guerra Fria seria uma das maiores mudanças na segurança europeia em décadas. O anúncio da Finlândia provocou a ira do Kremlin, que o chamou de ameaça direta à Rússia e ameaçou uma resposta.

Isso ocorre no momento em que a guerra na Ucrânia está atingindo outro ponto de virada, com as forças ucranianas expulsando as tropas russas da região em torno da segunda maior cidade, Kharkiv, o avanço mais rápido desde que forçou a retirada da Rússia da capital e do Nordeste há mais de um mês.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que os finlandeses serão "calorosamente recebidos" e prometeu um processo de adesão "suave e rápido". A adesão finlandesa aumentaria tanto a segurança da Finlândia quanto a da Otan, segundo ele.

A Finlândia e a Suécia são os dois maiores países da União Europeia que ainda não aderiram à Otan. A fronteira de 1.300 quilômetros da Finlândia mais que dobrará a fronteira entre a aliança liderada pelos Estados Unidos e a Rússia, colocando as forças da Otan a algumas horas de carro da periferia norte de São Petersburgo.

"A Finlândia precisa solicitar adesão à Otan sem demora", disseram o presidente Sauli Niinisto e a primeira-ministra Sanna Marin em comunicado conjunto. "Esperamos que as medidas nacionais ainda necessárias para essa decisão sejam tomadas rapidamente nos próximos dias."

Questionado se a adesão da Finlândia à Otan representava ameaça direta à Rússia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse: "Definitivamente. A expansão da Otan não torna nosso continente mais estável e seguro".

"Isso não pode deixar de despertar nossa lamentação e é uma razão para respostas simétricas correspondentes do nosso lado", acrescentou, sem especificar as possíveis respostas. Autoridades russas falaram no passado sobre medidas que incluem a possibilidade de posicionar mísseis com armas nucleares no Mar Báltico.

Questionado na quarta-feira se a Finlândia provocaria a Rússia ao aderir à Otan, Niinisto disse: "Minha resposta seria que [Putin] causou isso. Olhe no espelho".

Cinco diplomatas e autoridades disseram à Reuters que os aliados da Otan esperam que ambos os países sejam membros rapidamente, abrindo caminho para maior presença de tropas na região nórdica para defendê-los durante período de ratificação de um ano.

Putin citou a potencial expansão da Otan como uma das principais razões para a "operação militar especial" de Moscou na Ucrânia, lançada em fevereiro. A Ucrânia há muito procura se juntar à Otan, embora ultimamente tenha se oferecido para aceitar alguma forma de posição neutra como parte das negociações de paz.

Reuters / Agência Brasil

***

Líderes da Finlândia defendem adesão à Otan "sem demora"

Presidente e premiê afirmam que ingresso fortaleceria a aliança militar, e Parlamento votará tema em breve. Anúncio sinaliza grande mudança política após invasão da Ucrânia pela Rússia. Moscou diz que haverá retaliação.

O presidente e a primeira-ministra da Finlândia anunciaram nesta quinta-feira (12/05) seu apoio à adesão do país à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"A Finlândia deve solicitar a adesão à Otan sem demora. Esperamos que as medidas nacionais ainda necessárias para essa decisão sejam tomadas rapidamente dentro dos próximos dias", disseram o presidente Sauli Niinisto e a premiê Sanna Marin numa declaração conjunta.

"Ser membro da Otan fortaleceria a segurança da Finlândia. Como membro da Otan, a Finlândia fortaleceria toda a aliança de defesa", afirmaram.

O anúncio era amplamente aguardado e sinaliza uma grande mudança política desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

O apoio dos chefes de governo e de Estado faz com que seja muito provável que a Finlândia solicite formalmente a adesão à aliança militar, após décadas de neutralidade. Um debate e uma votação no Parlamento sobre o assunto são aguardados para a próxima segunda-feira, segundo o jornal New York Times.

Mudança política

A Finlândia, que compartilha uma fronteira de 1.300 quilômetros com a Rússia,  aumentou gradativamente sua cooperação com a Otan desde que Moscou anexou a península da Crimeia, em 2014.

Até a Rússia invadir a Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano, o país nórdico, no entanto, se recusava a ingressar na aliança militar para manter relações amistosas com o vizinho oriental.

O não alinhamento militar agradou a população finlandesa por muito tempo, como forma de não se envolver em conflitos, mas a opinião pública sobre a Otan mudou rapidamente desde que a Rússia iniciou o que chama de "operação militar especial" na Ucrânia.

O apoio popular à adesão da Finlândia à aliança atingiu um recorde de 76%, segundo uma pesquisa recente, bem acima dos cerca de 25% registrados antes da guerra. Vários partidos políticos também sinalizaram ser a favor da medida.

Apoio de países da aliança

Em março, o governo finlandês iniciou uma revisão da política de segurança do país e entregou um relatório para discussão no Parlamento. Paralelamente ao processo interno, o presidente e a premiê viajaram pelos países da Otan para buscar suporte à adesão da Finlândia.

"A Finlândia decidiu se juntar à aliança. A Otan está prestes a ficar mais forte. E os Bálticos estão prestes a ficar mais seguros", disse nesta quinta-feira Gabrielius Landsbergis ministro do Exterior da Lituânia, integrante da organização, que reúne um total de 30 países.

Os países nórdicos Dinamarca, Noruega e Islândia são membros da Otan desde a sua fundação, em 1949. Nesta quinta-feira, o governo dinamarquês saudou o apoio dos líderes finlandeses à adesão do país.

"A Dinamarca, naturalmente, receberá calorosamente a Finlândia na Otan", escreveu a primeira-ministra Mette Frederiksen no Twitter, afirmando que o ingresso do país fortaleceria a organização e a segurança comum.

O chanceler federal alemão, Olaf Scholz, prometeu "apoio total" da Alemanha ao pedido da Finlândia para aderira à Otan. "Saúdo a decisão da Finlândia de se posicionar pela adesão imediata do país à Otan. Em um telefonema com o presidente [Sauli] Niinisto, assegurei à Finlândia o apoio total do governo alemão", escreveu Scholz no Twitter.

Rússia diz que haverá retaliação

Após o anúncio da Finlândia, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a adesão do país nórdico à Otan irá "provocar graves danos às relações russo-filandesas, assim como à estabilidade e à segurança no norte da Europa". 

Em um comunicado, a pasta disse também que a Rússia "será forçada a tomar medidas de retaliação de natureza militar-técnica e outras para fazer frente às novas ameaças à sua segurança nacional". 

Moscou afirmou ainda que a decisão finlandesa viola tratados anteriores com a Rússia, e que "Helsinki precisa estar consciente de sua responsabilidade e das consequências de tal iniciativa".

Mais cedo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, já havia afirmado que a adesão da Finlândia à Otan não contribuiria para a estabilidade e a segurança na Europa, e que a reação de Moscou dependerá das movimentações da Otan para expandir sua infraestrutura em regiões próximas às fronteiras russas.

Em meados de abril, o ex-presidente e atual chefe adjunto do conselho de segurança do país, Dimitri Medvedev, aliado próximo do presidente Vladimir Putin, afirmou que a Rússia consideraria instalar armas nucleares na região do Báltico se a Finlândia e a Suécia aderissem à Otan.

Suécia também deve aderir

Espera-se que assim como a Finlândia, a vizinha Suécia também decida nos próximos dias se reverterá décadas de oposição a uma adesão à Otan.

Países-membros da aliança esperam que ambas as nações solicitem o ingresso nos próximos dias, o qual deverá ser aprovado rapidamente, afirmaram diplomatas e autoridades ouvidos pela agência de notícias Reuters.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, também já afirmou que seria possível permitir que Finlândia e Suécia aderissem à organização rapidamente.

Deutsche Welle

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Bivar ao Planalto tem aval do grupo de ACM Neto para 'blindar' campanha na BA; entenda


por Mauricio Leiro

Bivar ao Planalto tem aval do grupo de ACM Neto para 'blindar' campanha na BA; entenda
Foto: Toninho Barbosa/DEM

A pré-candidatura de Luciano Bivar à presidência da República pelo União Brasil tem o aval do grupo do partido ligado ao secretário-geral da legenda, ACM Neto. O núcleo originalmente do Democratas, inclusive, estaria incentivando a manutenção do nome de Bivar no pleito como um esforço para blindar a candidatura do ex-prefeito de Salvador ao governo da Bahia, considerada uma das prioridades dessa parcela da legenda.

 

Até o final de abril, o União Brasil seguia em diálogo com PSDB, MDB e Cidadania para a construção de uma candidatura única da autoproclamada terceira via. No entanto, após diversas rodadas de conversas, Bivar anunciou o abandono das conversas e confirmou o próprio nome, com aval de integrantes da bancada do partido, para disputar o Palácio do Planalto. 

 

A decisão de uma candidatura própria do União Brasil impediria que ACM Neto fosse “jogado” no colo do projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), algo que o ex-prefeito tem rechaçado desde os primeiros momentos da pré-campanha. Os adversários insistem que “colar” a imagem dele ao presidente, ainda que o deputado federal e ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), seja apresentado reiteradas vezes como o nome de Bolsonaro na disputa pelo governo baiano.

 

Para interlocutores de ACM Neto, o cenário com a candidatura de Bivar não atrapalharia os planos dele em manter o distanciamento da polarização nacional entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Bolsonaro, ao tempo em que justificaria eventuais ataques ao tangenciar com a ideia de uma candidatura solo do próprio partido.

 

TERCEIRA VIA

A saída do União Brasil da autoproclamada terceira via praticamente sepultou a competitividade do grupo. Com a maior parcela do bolo do fundo eleitoral, a sigla era considerada crucial para viabilizar o processo. Segundo atores políticos ouvidos pelo Bahia Notícias, o veto - e o próprio distanciamento - de Ciro Gomes (PDT) das conversas acabou acelerando o derretimento do projeto.

 

O pedetista é, até aqui, o nome de fora da polarização que melhor pontua nas pesquisas de opinião. Todavia, não houve uma participação efetiva do ex-governador do Ceará e do PDT nas negociações, que seguiram centradas nos nomes de João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB), somada a articulação de Sérgio Moro, que chegou a flertar com o grupo enquanto filiado ao Podemos e viu esvair as chances de uma candidatura à presidência depois de se filiar ao União Brasil.

Bahia Notícias

Edvaldo mostra compromisso honrando legado Déda pensando no coletivo

 em 13 maio, 2022 4:04

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
      “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

O titular deste espaço sempre foi um crítico da gestão Edvaldo Nogueira (e continuará fazendo as críticas, quando necessária), principalmente pela falta de diálogo com setores importantes da

Déda e Edvaldo em 2005, prefeito e vice, respectivamente. Foto: Márcio Dantas cedida ao IMD.

sociedade. Edvaldo é um quando está em campanha e outro quando é gestor. Tem este conceito por conhecer Edvaldo desde a década de 80, quando ele era militante do PCdoB e este jornalista militante do movimento secundarista do PCB, único partido que se filiou em toda vida.

Porém, da mesma forma que faz as críticas, reconhece quando uma atitude é mais do que um simples gesto, mostra compromisso, desprendimento e, até mesmo, uma lição aprendida com o professor Marcelo Déda, sábio em aparar arestas e encontrar o consenso quando o grupo estava em ebulição pré-eleitoral.

Déda sempre agiu como um estadista e pensando no grupo como um todo, até mesmo abrindo mão de seus preferidos para escolher uma situação que contemplasse a todas as lideranças. Quem não lembra quando um dos principais assessores dele, Nilson Lima, queria ser candidato ao governo e Déda bateu o pé em nome da união do grupo? Edvaldo, como bom aluno, ou melhor, amigo das primeiras horas, principalmente em 2000 quando apenas ele acreditou na eleição de Déda para prefeito, soube neste momento dar uma demonstração de grandeza ao aceitar a definição da maioria do grupo com a pré-candidatura de Fábio Mitidieri.

Ao continuar na prefeitura e manter o compromisso com o grupo hoje comandado por Belivaldo, Edvaldo sabe que tem muito para melhorar em Aracaju com dezenas de milhões de diversos convênios como, por exemplo, as obras que estão sendo financiadas pelo BID na ordem de 75 milhões de dólares que podem mudar a face de bairros periféricos que necessitam de ações há muito tempo. Edvaldo nos últimos anos se cercou de alguns técnicos competentes. O blog cita dois deles: Sérgio Ferrari da Emurb (responsável pelas obras na 1ª gestão Déda na PMA e pelo Sergipe Cidades no governo de Sergipe) e Augusto Fábio no planejamento, um técnico de carreira do INSS que já demonstrou compromisso e seriedade com o erário quando pediu demissão do Sergipe Previdência (o qual montou no governo Déda) quando Jackson Barreto resolveu retirar recursos de lá. E Jeferson Passos, técnico de carreira da Caixa, que conseguiu realizar um equilíbrio financeiro da PMA após a atabalhoada gestão anterior.

Experiente, já que entrará para a história por passar quatro mandatos (serão 14 anos) como prefeito de Aracaju (somente o 1º, em 2006, fora apenas dois anos assumindo no lugar de Déda), Edvaldo sabe que a história política de Sergipe ainda lhe guarda no futuro próximo mais uma chance de contribuir com o Estado, quem sabe em uma das duas vagas para o Senado que estarão em jogo em 2026.

Diferente no que se vê no PT de Sergipe hoje, onde os interesses pessoais e empresariais de uma liderança estão prejudicando não só os candidatos, mas até mesmo a candidatura presidenciável, Edvaldo mostrou que é um homem de grupo e honra na prática o legado de Déda. O professor, com certeza, aplaudiu a atitude do companheiro de longas jornadas. Ao contrário de alguns petistas que falam de Déda mas não honram nem mesmo as calças que vestem, quanto mais o legado do maior Estadista que Sergipe já teve.

                                                     (...)

Forró Caju: ABIH-SE prestigia lançamento e retoma discussões sobre ações da divulgação do destino Aracaju Membros da diretoria da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Sergipe (ABIH-SE), e associados, prestigiaram o lançamento oficial da programação do Forró Caju e, participaram, na sequência, de uma reunião com o secretário de Turismo de Aracaju, Jorge Fraga, na sede da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA).

Importância O presidente da ABIH-SE, Prof. José Wilson, ressaltou a importância da realização de eventos para o turismo e para o setor hoteleiro e, principalmente, no período de festejos juninos, onde os turistas são atraídos para a região do Nordeste. “Este é um momento oportuno para retomarmos as ações do destino Aracaju, que foram interrompidas com a mudança de gestão da ABIH, mas que agora devemos retomar as discussões para a realização das próximas ações”, disse o presidente.

Foco na cultura sergipana O hoteleiro também defende que a PMA, além de realizar a tradicional programação do Forró Caju, no Centro da cidade, também possa se somar ao Governo do Estado para lançar uma programação com foco na cultura nordestina para a Orla de Aracaju. “Que tenhamos uma programação na Orla, nosso cartão postal, para que nos dias 18 e 19 de junho, final de semana que precede o feriado de Corpus Christi, sejamos brindados com artistas que motivem o turista a desfrutar de um final de semana prolongado em nossa capital”, sugeriu o presidente.

Resultados O secretário de Turismo concordou que a realização de eventos é fundamental para o turismo da capital e revelou que as ações já realizadas em parceria com a ABIH-SE já apresentaram resultados para o turismo, com acréscimo de receita para o município. “Nós da secretaria estamos abertos para o empresariado, para que a gente toque esse turismo com muito profissionalismo, e as postas estão abertas”, declarou o secretário.

Necessidades O presidente da ABIH-SE pontuou algumas necessidades de readequação do termo de fomento, atendendo às mudanças do atual cenário do turismo. O secretário acordou que algumas alterações podem ser realizadas para que a programação de divulgação e capacitação de agentes e operadores de viagens de outros estados possa ser retomada com brevidade, para a venda do destino Aracaju. Para Wilson, o encontro oportunizou as discussões necessárias para reorganizar o planejamento de divulgação do destino da capital nas demais regiões do país, com base nas alterações do termo de fomento, assinado entre a PMA e a ABIH-SE, em 2021, com o objetivo de aumentar a competitividade do destino turístico da capital sergipana no mercado nacional e regional e, consequentemente, impulsionar as atividades dos setores do trade turístico através de ações promocionais de marketing.

Lagarto: População denuncia descaso com a saúde pública no município Deu no “O Bolo é Grande”: Nesta semana, o programa Sergipe em Destaque, 102.7 FM, comandado por Aclécio Prata, recebeu denúncias, como de costume, sobre o descaso com a saúde pública no município de Lagarto.Durante a participação dos ouvintes, o caso de Dona Noélia, cujo esposo, o senhor José Gonçalves, denunciou a falta de medicamentos controlados que ela faz uso.

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