terça-feira, dezembro 07, 2021

Relator desmente Pacheco e Lira e diz que há registros dos beneficiados no orçamento secreto

Publicado em 7 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Relator-geral vê desconhecimento nas críticas ao Orçamento para 2020 - Notícias - Portal da Câmara dos Deputados

Ofício assinado por Domingos Neto mostra que há registros

Breno Pires
Estadão

Um documento assinado pelo relator-geral do Orçamento de 2020, deputado Domingos Neto (PSD-CE), contraria a versão da cúpula do Congresso de que não há registros sobre as indicações de parlamentares no esquema do orçamento secreto e confirma que a liberação de recursos se deu por meio de conluio com o Palácio do Planalto.

Domingos Neto diz que parlamentares interessados em destinar recursos para seus redutos eleitorais solicitaram diretamente à Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov), então comandada pelo ministro Luiz Eduardo Ramos, R$ 5,4 bilhões do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

ESTÁ TUDO ESCRITO – O relato de Domingos Neto, registrado em ofício obtido pelo Estadão, desmente o que disseram os presidentes da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em manifestação ao Supremo Tribunal Federal para destravar os pagamentos de emenda de relator, base do orçamento secreto, no qual um grupo de parlamentares indica como e onde o dinheiro público deve ser aplicado e, em troca, vota a favor das propostas do governo Jair Bolsonaro. O esquema foi revelado pelo Estadão em uma série de reportagens em maio.

Ao solicitar a liberação dos pagamentos à ministra Rosa Weber, do STF, Lira e Pacheco afirmaram que não era possível revelar quem foram os autores dos pedidos de repasses. “A impossibilidade fática resulta da inexistência de documentos que registrem essas solicitações”, afirmam os presidentes das duas casas do Legislativo.

MINISTRA RECUOU – Em decisão desta segunda-feira, 6, Rosa Weber, recuou na decisão de suspender a execução das emendas de relator, mas não aceitou o argumento de que não é possível identificar os solicitantes dos repasses. A relatora da ação no Supremo deu mais 90 dias, porém, para que o Legislativo apresente os reais autores das indicações. E os outros ministros têm de se pronunciar.

No ofício, datado de 11 de junho deste ano, Domingos Neto escreveu que os empenhos do Ministério do Desenvolvimento Regional “no montante de R$ 5.470.052.917,00 (cinco bilhões, quatrocentos e setenta milhões, cinquenta e dois mil e novecentos e dezessete reais) foram encaminhados pelo Congresso Nacional, através de Senadores, Deputados Federais e Líderes, com apoio institucional do Presidente do Congresso Nacional, à Secretaria de Governo da Presidência da República – SEGOV, sendo objeto de seleção, avaliação e encaminhamento feito pela mesma”.

 Outros R$ 2,56 bilhões, segundo ele, foram “executados em obras estruturantes definidas exclusivamente pela própria Pasta, na forma da lei e dos normativos regulamentares”.

RESPOSTA AO MINISTRO – O documento foi encaminhado pelo deputado em resposta a uma solicitação do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. O ministro havia pedido para o relator-geral confirmar que as indicações dos beneficiários dessas emendas, classificadas com o código RP9, “foram realizadas de forma consensual entre os poderes Executivo e Legislativo”.

Naquele momento, Marinho estava pressionado pela denúncia do “tratoraço”, como o esquema foi batizado por envolver a compra de tratores. Ao falar em destinação consensual, no entanto, o ministro contradisse declarações anteriores de que as emendas de relator-geral eram discricionárias do Congresso.

A resposta de Domingos Neto também reforça que, por trás da fachada do relator-geral do orçamento, os parlamentares apresentaram formalmente ao governo as suas indicações.

EXISTEM OS OFÍCIOS – O Estadão já havia publicado, em maio, a existência de mais de cem ofícios enviados por deputados e senadores ao governo com indicações deste tipo.

As reportagens foram citadas por Rosa Weber em seu despacho para justificar a cobrança por mais transparência por parte do Congresso.

 “O Jornal O Estado de S. Paulo, em série de reportagens sobre o chamado esquema do “orçamento paralelo”, utilizando-se das prerrogativas da Lei de Acesso à Informação, comprovou a possibilidade material de obtenção de acesso aos documentos em apreço, revelando a existência de, pelo menos, 101 (cento e um) ofícios enviados por Deputados Federais e Senadores da República ao Ministério do Desenvolvimento Regional e órgãos vinculados para indicarem os beneficiários dos recursos federais”, escreveu a magistrada ao reiterar a ordem de abrir a caixa preta, mas dando 90 dias adicionais para o Congresso cumprir a decisão.

DESCUMPRIU A LEI – Os ofícios trocados entre o relator-geral do Orçamento de 2020 e o ministro do Desenvolvimento Regional indicam, ainda, que o governo descumpriu a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ao distribuir recursos por orientação política, sem levar em consideração critérios socioeconômicos, exigidos no artigo 77 da lei.

Desde maio, o Estadão tem mostrado que o governo federal empenhou bilhões do orçamento em conluio político com grupos de parlamentares em troca de apoio.

Na semana passada, ao aprovar uma nova resolução, a fim de institucionalizar as emendas de relator, o Congresso não incluiu qualquer regra que garanta critérios de distribuição, como por exemplo, a equitatividade, exigida na Constituição para emendas individuais e de bancada. Esse ponto ainda vai ser analisado no julgamento de mérito no Supremo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Está desmoronando o castelo de cartas que mantém o orçamento secreto. Como na música de Ivan Lins e Vitor Martins, “cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, não fica nada!”. A ministra Rosa Weber deve estar arrependidíssima de ter aceitado as falsas alegações de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, dois canalhas fantasiados de parlamentares, ainda longe de um carnaval que nem acontecerá… (C.N.)

Impasse na PEC dos Precatórios faz ala do governo defender Auxílio Brasil fora do teto de gastos

Publicado em 7 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Charges de agora - Blog de RochaValdo Cruz  G1 Brasília   /   Charge do Montanaro (Folha)

Diante do impasse sobre a votação e promulgação da PEC dos Precatórios, uma ala do governo voltou a defender o pagamento do Auxílio Brasil fora do teto dos gastos públicos. Seria a alternativa caso a proposta acabe não sendo promulgada de forma fatiada nem votada pela Câmara dos Deputados ainda neste ano.

Um assessor presidencial disse ao blog que a determinação do presidente Jair Bolsonaro é pagar o Auxílio Brasil de R$ 400 a partir deste mês de dezembro de qualquer jeito, com ou sem aprovação da PEC dos Precatórios.

OUTRO CAMINHO – Com a PEC, segundo ele, seria o melhor caminho. Mas, se ela não for aprovada ainda neste ano, pelo menos temporariamente seria adotado um outro caminho.

O auxiliar informou que o governo poderia bancar o pagamento em dezembro e nos primeiros meses do próximo ano, aguardando uma aprovação da Câmara dos Deputados dos pontos alterados pelo Senado, principalmente os relacionados ao adiamento do pagamento de precatórios.

Neste caso, o pagamento poderia ser viabilizado por meio de crédito extraordinário, fora do teto dos gastos públicos. Essa solução agrada a ala política do governo, porque abriria mais espaço no Orçamento da União de 2022 para outras despesas dentro do teto. Ou seja, mais recursos para emendas parlamentares e para o fundo eleitoral, que vai financiar as eleições do ano que vem.

PROMULGAÇÃO FATIADA – Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira, em negociações com os líderes do Senado, analisam uma saída para o impasse.

Lira segue defendendo a promulgação fatiada, de trechos em comum nas duas Casas, como a alteração no cálculo do teto dos gastos públicos e o parcelamento de dívidas de prefeituras com a Previdência em até 240 meses.

Já os pontos alterados pelo Senado teriam de passar pela Comissão de Constituição e Justiça e por Comissão Especial antes de serem votados no plenário da Câmara, o que dificilmente aconteceria neste ano.

ELOCUBRAÇÕES – Uma alternativa seria anexar os pontos alterados a uma outra PEC em tramitação na Câmara, o que poderia permitir sua votação diretamente no plenário. Solução que teria de contar com a concordância de todos os líderes da Casa.

No Senado, a maioria da Casa se coloca contra a promulgação fatiada e defende que a Câmara vote na íntegra o texto aprovado no Senado.

Até a promulgação fatiada não resolveria totalmente os problemas do governo. Permitiria um pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400 em dezembro e nos dois primeiros meses do ano que vem. Mas o governo teria de colocar no Orçamento de 2022 o pagamento integral de R$ 89 bilhões de precatórios, já que esse ponto, alterado pelos senadores, precisa ser aprovado pelos deputados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O artigo de Jorge Béja, comprovando a ilegalidade da PEC dos Precatórios, teve efeito imediato. A matéria de Valdo Cruz mostra que o Planalto e a dupla Rodrigo Pacheco e Arthur Lira (não necessariamente nesta ordem) não sabem o que fazer e estão completamente perdidos nesse labirinto eleitoreiro que eles próprios construíram, para burlar a Lei do Teto de Gastos, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição, numa só tacada. Como se dizia antigamente, malandro demais se atrapalha. (C.N.)  


Os ataques continuam, a cobrança também. “Não podemos tratar mais este episódio de violência contra jornalistas isoladamente.

Os ataques continuam, a cobrança também.
 
“Não podemos tratar mais este episódio de violência contra jornalistas isoladamente.



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Artigo

Os ataques continuam, a cobrança também.
 
“Não podemos tratar mais este episódio de violência contra jornalistas isoladamente. Sob o atual governo, o Brasil se tornou um lugar hostil para o exercício da atividade jornalística.

Questionar a imprensa ou discordar dela são atitudes legítimas; tentar silenciá-la com ataques e tentativas de intimidação é mais uma evidente e grave violação à Constituição e ao Estado Democrático de Direito, que infelizmente se tornaram comuns no Brasil” — Instituto Vladimir Herzog.

Ataques a profissionais da imprensa brasileira ocorrem até fora do país, durante ato pró-Bolsonaro em frente à embaixada do Brasil em Roma, na Itália. Segundo relato do enviado especial da BBC News Brasil ao evento, Matheus Magenta, agentes de segurança “empurraram, deram socos, arrancaram celular de um repórter que filmava a manifestação, seguraram, gritaram e impediram jornalistas de chegar perto do presidente para entrevistá-lo” – BBC NEWS em 01.11.2021.

Diante desse e  outros acontecimentos, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, deu 10 dias para que o presidente Jair Bolsonaro preste informações no âmbito de ação que questiona ameaças, incitação à violência e constrangimentos praticados pelo chefe do Executivo contra profissionais da imprensa. Em razão da ‘relevância’ do tema, Toffoli adotou o rito abreviado e enviou o caso para análise do Plenário do Tribunal, com julgamento definitivo. A informação vem da revista IstoÉ Dinheiro, Estadão Conteúdo, em 6 de novembro de  2021.

Na Bahia, o jornalista Orlando Oliveira Silva foi agredido, no dia 24 de junho deste ano, enquanto filmava uma guerra de espadas no bairro Ana Lúcia, na cidade de Cruz das Almas, Recôncavo baiano. O material seria utilizado em uma matéria jornalística sobre as espadas e suas contradições. Segundo informações publicadas no site do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), que repudiou as agressões e o ataque à liberdade de imprensa, o profissional foi perseguido e derrubado, atingido por diversos socos e pontapés, ficando com escoriações nos braços, costas e rosto, além de ter destruído seu aparelho celular. Publicação da redação do jornal Correio em 28.06.2021, Correio 24 horas.

Em documento encaminhado ao governador do Estado da Bahia, Rui Costa, do PT, solicitamos providências junto aos órgãos de segurança pública. Até o momento não obtivemos respostas favoráveis quanto à punição dos culpados.

Esperamos que possam dar resposta às famílias e aos profissionais agredidos, como foi relatado e denunciado. Bem como a invasão do Site “Bahia Alerta” por piratas informáticos, conforme relato do publicitário e proprietário do site Bahia Alerta Comunicações, Adriano Rocha Wirz Leite.

Após 23 anos do assassinato do jornalista Manoel Leal de Oliveira, ocorrido em 14 de janeiro de 1998, os mandantes do crime continuam impunes. Ele foi assassinado após detalhar no jornal irregularidades cometidas por integrantes da administração municipal durante o governo do então prefeito Fernando Gomes de Oliveira, em Itabuna, sul da Bahia.

Apuração com rigor da morte do jornalista e radialista Geolino Lopes Xavier, de 44 anos, assassinado a tiros, no centro de Teixeira de Freitas, extremo-sul da Bahia, no dia 27 de fevereiro de 2014.

Resposta ao assassinato do produtor da Record (TV Itapoan), José Bonfim Pitangueira, morto com 11 tiros, no dia 9 de abril de 2021, no bairro da Federação, em Salvador.

Agora, é a vez do município de Jeremoabo, região do São Francisco na Bahia. Assédio judicial, ameaças, perseguições, intimidações aos profissionais de imprensa, local e região, tem sido constantes e crueis. Os crimes são direcionados pelo Dr. Antônio Jadson do Nascimento, “Advogado”, chefe de gabinete do prefeito da cidade, Deri do Paloma, que é do Partido Progressista (PP).

O chefe de gabinete do prefeito, “Dr” Jadson, chegou a ameaçar com tiro, os radialistas da cidade de Paulo Afonso e Jeremoabo. Nos áudios, o chefe de gabinete do prefeito Deri do Paloma (PP) diz que os jornalistas denigrem a imagem da administração e afirma que resolverá as questões “na bala”. As mensagens são direcionadas aos profissionais do rádio Chico Sabe Tudo, Douglas Santos e Adalberto Vilas-Boas, mais conhecido como Beto do Caju, que fazem cobertura política em Jeremoabo, Paulo Afonso e na região do São Francisco na Bahia – Relatado no Blog Montalvão.

Os radialistas e jornalistas Adalberto Vilas-Boas e Douglas Santos registraram queixa na Delegacia de Jeremoabo contra o chefe de gabinete da prefeitura. Segundo Beto do Caju, ele não foi procurado para um pedido de desculpas. Outro caso foi o do radialista da Jeremoabo FM, também na mesma cidade, Márcio Lima. Lima foi agredido no local de trabalho em plena atividade, caso registrado em boletim de ocorrência na Polícia da cidade.

Não parou por aí. O chefe de gabinete, o prefeito e  secretários, após terem agredido com socos, pontapés e empurrões, o radialista e repórter Davi Alves, este sofre “assédio judiciais”. Processado, no judiciário da cidade da pelos gestores, por haver denunciado o uso do veículo da Secretaria de Educação no uso particular e transporte de mudanças. No período eleitoral, o repórter Davi também denunciou a prática de doação de material de construção civil.

Todas as agressões vêm sendo denunciadas no Blog do Montalvão, que depois das denúncias vem também sofrendo perseguições e assédio judicial. O fato curioso é que, neste caso, a perseguição parte do próprio Judiciário. José Dantas Martins Montalvão foi Intimado pela Vara Criminal de Jeremoabo para Audiência preliminar, Processo 0000598-37.2019.8.05.0142. O motivo: “Haver publicado no seu Blog denúncia de 14 (quatorze) advogados a OAB-Paulo Afonso contra o Serventuário Leonardo Bitencourt de Hungria, que vem exercendo de forma não legal a função de “Diretor de Secretaria”, já que essa função é restrito aos profissionais formados no curso de Direito. Segundo consta em portaria n.º CCI – 392 018-GSEC do Corregedor  concernente  exercício de Diretor de Secretaria da Vara Crime da Comarca de Jeremoabo Bahia.  Bitencourt de Hungria, empossado via concurso público em cargo de atribuições de nível médio junto ao Juizado Especial do TJBA, configurando progressão funcional vedada pela CF/88 e outras ilegalidades.

Como se não bastasse, assédio judicial e perseguição na tentativa de intimidar o trabalho da imprensa, ataques virtuais ganharam um capítulo à parte no relatório de 2020, com uma análise própria sobre a descredibilização da imprensa no Brasil. A apuração, em parceria com a Bites, revelou que, em 2020, foram publicados 2,9 milhões de posts negativos sobre a imprensa brasileira, número 9% inferior ao registrado em 2019. Nesse campo, foram consideradas expressões como “golpista”, “lixo”, “parcial”, “canalha” e “grande mídia”. Prática costumeira e miliciana, hoje. Jornalistas brasileiros foram alvos de quase 6 ataques por minuto em 2020, o que corresponderia a 7,9 mil por dia, segundo o levantamento.

O relatório também aponta que a mídia em geral foi mais citada, generalizadamente, em conteúdos nas redes sociais. Ao total, foram produzidos 42 milhões de posts de natureza genérica sobre a mídia no Twitter, Facebook e Instagram. Essa quantidade representa um aumento de 4% em relação a 2019, quando houve 40,3 milhões de menções à imprensa geralmente. A informação vem do jornal “Congresso em Foco”, publicada em 30 de março deste ano de 2021.

Por fim, em audiência pública, 19 de julho deste ano, na Câmara Municipal da capital baiana, Salvador, onde foi discutida agressão aos profissionais de Imprensa. “A preocupação com a crescente escalada de violência contra jornalistas em todo o estado da Bahia é um sentimento compartilhado por todos os profissionais do setor. Requer ações mais enérgicas por parte das autoridades governamentais e do Poder Judiciário de modo a solucionar esse grave problema que tem atingido toda a nossa categoria”.  
 
*Fábio Costa Pinto 
Jornalista de profissão, formado pela ESPM do Rio de Janeiro, com MBA em Mídia e Comunicação Integrada pela FTE/UniRedeBahia.
Membro da Associação Brasileira de Imprensa-ABI (Sócio efetivo)
Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Associado) 
Sindicalizado,  Sinjorba / Fenaj

https://blogdolau.com.br/


Os ataques continuam, a cobrança também

 

Por

 Daniel Villas Boas

 -

*Fábio Costa Pinto 

“Não podemos tratar mais este episódio de violência contra jornalistas isoladamente. Sob o atual governo, o Brasil se tornou um lugar hostil para o exercício da atividade jornalística.

Questionar a imprensa ou discordar dela são atitudes legítimas; tentar silenciá-la com ataques e tentativas de intimidação é mais uma evidente e grave violação à Constituição e ao Estado Democrático de Direito, que infelizmente se tornaram comuns no Brasil” — Instituto Vladimir Herzog.

Ataques a profissionais da imprensa brasileira ocorrem até fora do país, durante ato pró-Bolsonaro em frente à embaixada do Brasil em Roma, na Itália. Segundo relato do enviado especial da BBC News Brasil ao evento, Matheus Magenta, agentes de segurança “empurraram, deram socos, arrancaram celular de um repórter que filmava a manifestação, seguraram, gritaram e impediram jornalistas de chegar perto do presidente para entrevistá-lo” – BBC NEWS em 01.11.2021.

Diante desse e  outros acontecimentos, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, deu 10 dias para que o presidente Jair Bolsonaro preste informações no âmbito de ação que questiona ameaças, incitação à violência e constrangimentos praticados pelo chefe do Executivo contra profissionais da imprensa. Em razão da ‘relevância’ do tema, Toffoli adotou o rito abreviado e enviou o caso para análise do Plenário do Tribunal, com julgamento definitivo. A informação vem da revista IstoÉ Dinheiro, Estadão Conteúdo, em 6 de novembro de  2021.

Na Bahia, o jornalista Orlando Oliveira Silva foi agredido, no dia 24 de junho deste ano, enquanto filmava uma guerra de espadas no bairro Ana Lúcia, na cidade de Cruz das Almas, Recôncavo baiano. O material seria utilizado em uma matéria jornalística sobre as espadas e suas contradições. Segundo informações publicadas no site do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), que repudiou as agressões e o ataque à liberdade de imprensa, o profissional foi perseguido e derrubado, atingido por diversos socos e pontapés, ficando com escoriações nos braços, costas e rosto, além de ter destruído seu aparelho celular. Publicação da redação do jornal Correio em 28.06.2021, Correio 24 horas.

Em documento encaminhado ao governador do Estado da Bahia, Rui Costa, do PT, solicitamos providências junto aos órgãos de segurança pública. Até o momento não obtivemos respostas favoráveis quanto à punição dos culpados.

Esperamos que possam dar resposta às famílias e aos profissionais agredidos, como foi relatado e denunciado. Bem como a invasão do Site “Bahia Alerta” por piratas informáticos, conforme relato do publicitário e proprietário do site Bahia Alerta Comunicações, Adriano Rocha Wirz Leite.

Após 23 anos do assassinato do jornalista Manoel Leal de Oliveira, ocorrido em 14 de janeiro de 1998, os mandantes do crime continuam impunes. Ele foi assassinado após detalhar no jornal irregularidades cometidas por integrantes da administração municipal durante o governo do então prefeito Fernando Gomes de Oliveira, em Itabuna, sul da Bahia.

Apuração com rigor da morte do jornalista e radialista Geolino Lopes Xavier, de 44 anos, assassinado a tiros, no centro de Teixeira de Freitas, extremo-sul da Bahia, no dia 27 de fevereiro de 2014.

Resposta ao assassinato do produtor da Record (TV Itapoan), José Bonfim Pitangueira, morto com 11 tiros, no dia 9 de abril de 2021, no bairro da Federação, em Salvador.

Agora, é a vez do município de Jeremoabo, região do São Francisco na Bahia. Assédio judicial, ameaças, perseguições, intimidações aos profissionais de imprensa, local e região, tem sido constantes e crueis. Os crimes são direcionados pelo Dr. Antônio Jadson do Nascimento, “Advogado”, chefe de gabinete do prefeito da cidade, Deri do Paloma, que é do Partido Progressista (PP).

O chefe de gabinete do prefeito, “Dr” Jadson, chegou a ameaçar com tiro, os radialistas da cidade de Paulo Afonso e Jeremoabo. Nos áudios, o chefe de gabinete do prefeito Deri do Paloma (PP) diz que os jornalistas denigrem a imagem da administração e afirma que resolverá as questões “na bala”. As mensagens são direcionadas aos profissionais do rádio Chico Sabe Tudo, Douglas Santos e Adalberto Vilas-Boas, mais conhecido como Beto do Caju, que fazem cobertura política em Jeremoabo, Paulo Afonso e na região do São Francisco na Bahia – Relatado no Blog Montalvão.

Os radialistas e jornalistas Adalberto Vilas-Boas e Douglas Santos registraram queixa na Delegacia de Jeremoabo contra o chefe de gabinete da prefeitura. Segundo Beto do Caju, ele não foi procurado para um pedido de desculpas. Outro caso foi o do radialista da Jeremoabo FM, também na mesma cidade, Márcio Lima. Lima foi agredido no local de trabalho em plena atividade, caso registrado em boletim de ocorrência na Polícia da cidade.

Não parou por aí. O chefe de gabinete, o prefeito e  secretários, após terem agredido com socos, pontapés e empurrões, o radialista e repórter Davi Alves, este sofre “assédio judiciais”. Processado, no judiciário da cidade da pelos gestores, por haver denunciado o uso do veículo da Secretaria de Educação no uso particular e transporte de mudanças. No período eleitoral, o repórter Davi também denunciou a prática de doação de material de construção civil.

Todas as agressões vêm sendo denunciadas no Blog do Montalvão, que depois das denúncias vem também sofrendo perseguições e assédio judicial. O fato curioso é que, neste caso, a perseguição parte do próprio Judiciário. José Dantas Martins Montalvão foi Intimado pela Vara Criminal de Jeremoabo para Audiência preliminar, Processo 0000598-37.2019.8.05.0142. O motivo: “Haver publicado no seu Blog denúncia de 14 (quatorze) advogados a OAB-Paulo Afonso contra o Serventuário Leonardo Bitencourt de Hungria, que vem exercendo de forma não legal a função de “Diretor de Secretaria”, já que essa função é restrito aos profissionais formados no curso de Direito. Segundo consta em portaria n.º CCI – 392 018-GSEC do Corregedor  concernente  exercício de Diretor de Secretaria da Vara Crime da Comarca de Jeremoabo Bahia.  Bitencourt de Hungria, empossado via concurso público em cargo de atribuições de nível médio junto ao Juizado Especial do TJBA, configurando progressão funcional vedada pela CF/88 e outras ilegalidades.

Como se não bastasse, assédio judicial e perseguição na tentativa de intimidar o trabalho da imprensa, ataques virtuais ganharam um capítulo à parte no relatório de 2020, com uma análise própria sobre a descredibilização da imprensa no Brasil. A apuração, em parceria com a Bites, revelou que, em 2020, foram publicados 2,9 milhões de posts negativos sobre a imprensa brasileira, número 9% inferior ao registrado em 2019. Nesse campo, foram consideradas expressões como “golpista”, “lixo”, “parcial”, “canalha” e “grande mídia”. Prática costumeira e miliciana, hoje. Jornalistas brasileiros foram alvos de quase 6 ataques por minuto em 2020, o que corresponderia a 7,9 mil por dia, segundo o levantamento.

O relatório também aponta que a mídia em geral foi mais citada, generalizadamente, em conteúdos nas redes sociais. Ao total, foram produzidos 42 milhões de posts de natureza genérica sobre a mídia no Twitter, Facebook e Instagram. Essa quantidade representa um aumento de 4% em relação a 2019, quando houve 40,3 milhões de menções à imprensa geralmente. A informação vem do jornal “Congresso em Foco”, publicada em 30 de março deste ano de 2021.

Por fim, em audiência pública, 19 de julho deste ano, na Câmara Municipal da capital baiana, Salvador, onde foi discutida agressão aos profissionais de Imprensa. “A preocupação com a crescente escalada de violência contra jornalistas em todo o estado da Bahia é um sentimento compartilhado por todos os profissionais do setor. Requer ações mais enérgicas por parte das autoridades governamentais e do Poder Judiciário de modo a solucionar esse grave problema que tem atingido toda a nossa categoria”.

*Fábio Costa Pinto
Jornalista de profissão, formado pela ESPM do Rio de Janeiro, com MBA em Mídia e Comunicação Integrada pela FTE/UniRedeBahia.
Membro da Associação Brasileira de Imprensa-ABI (Sócio efetivo)
Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Associado)
Sindicalizado,  Sinjorba / Fenaj

https://d3noticias.com.br/os-ataques-continuam-a-cobranca-tambem/

Nota da redação deste Blog - Companheiros da imprensa, já iniciaram a publicação, Brasil a fora, este site é de Aracaju, vamos fazer repercutir também em nossa região, pois a vítima amanhã poderá ser você.

O ex-ministro  Celso de Mello, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou duramente a censura judicial da imprensa e de outros meios de circulação de ideias. 

Ele chamou a prática de intolerável e disse que é uma perversão da ética do direito. “A censura, qualquer tipo de censura, mesmo aquela ordenada pelo Poder Judiciário, mostra-se prática ilegítima, autocrática e essencialmente incompatível com o regime das liberdades fundamentais consagrado pela Constituição da República”, escreveu.


Mello afirmou que no Estado de Direito “não há lugar possível para o exercício do poder estatal de veto, de interdição ou de censura ao pensamento, à circulação de ideias, à transmissão de informações e ao livre desempenho da atividade jornalística”.

Eventuais abusos da liberdade de expressão, segundo ele, poderão constituir objeto de responsabilização a posteriori, “no âmbito de processos judiciais regularmente instaurados nos quais fique assegurada ao jornalista ou ao órgão de imprensa a prerrogativa de exercer, de modo pleno, sem restrições, o direito de defesa, observados os princípios do contraditório e da garantia do devido processo legal”.

A prática da censura, segundo o ministro, “constitui verdadeira perversão da ética do direito e traduz, na concreção do seu alcance, inquestionável subversão da própria ideia democrática que anima e ilumina as instituições da República”. (https://amazonasatual.com.br/).

Assembleia Legislativa da Bahia vai exigir comprovação de vacina para acesso

por Rebeca Menezes / Jade Coelho / Fernando Duarte

Assembleia Legislativa da Bahia vai exigir comprovação de vacina para acesso
Foto: Rebeca Menezes/ Bahia Notícias

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes (PSD), confirmou nesta terça-feira (7), que vai exigir a imunização para acesso à sede da Casa. “Vamos exigir, a partir do próximo ano, a vacinação para entrar na Assembleia. Tanto funcionários quanto visitantes, por precaução”, defendeu Menezes, durante reunião com a imprensa para apresentar o balanço das atividades em 2021.

 

A fala do presidente aparece em um contexto em que ao menos uma parlamentar, Talita Oliveira (PSL), tem se manifestado contrariamente a exigência de vacinação para acesso a prédios e serviços públicos (lembre aqui). “Todos têm direito de não tomar vacina, mas também não pode ter o direito de contaminar”, explicou o dirigente da AL-BA.

 

Menezes ainda lamentou a ausência de atividades presenciais em boa parte do ano, porém sinalizou que a medida foi necessária para evitar a disseminação do coronavírus. “Perdemos a graça do parlamento. Uma casa que recebia milhares de pessoas durante o dia, transitando, nos restaurantes... Infelizmente não foi possível ainda...”, indicou o presidente.

 

De acordo com o chefe do Legislativo baiano, a ideia é retomar as atividades presenciais integralmente a partir da reabertura da AL-BA. Entretanto, a variante Ômicron deixou em suspenso a adoção dessa flexibilização, conforme apresentação de Menezes.  “A ideia era voltarmos logo em 2022 de forma presencial, mas aí vem essa nova variante aí que faz com que a gente reflita se permanece assim ou se abre completamente”, ponderou.

Bahia Notícias

Anvisa enfrenta Bolsonaro e defende exigência de passaporte da vacina a estrangeiros

Publicado em 6 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Campanha de entidades científicas defende vacinas e combate fake news

Charge do Laerte (Folha)

Léo Arcoverde
GloboNews

Em resposta a pedido feito pela Prefeitura de São Paulo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou nesta segunda-feira (6) ser a favor de exigência de passaporte da vacina contra Covid-19 a estrangeiros que entrem no país.

Ofício encaminhado pela Anvisa à Secretaria Municipal da Saúde diz que “é necessário que seja revista a política de fronteiras brasileira, especialmente para a inclusão da cobrança de prova de vacinação, de forma a estimular que o Brasil não se torne um dos países de escolha para os turistas e viajantes não vacinados.”

RECOMENDAÇÕES – Ainda de acordo com o documento, entre as recomendações, “está prevista a exigência de comprovante de vacinação dos viajantes, testagem para vacinados e não vacinados, autoquarentena para não vacinados e Declaração da Saúde do Viajante – DSV.”

Nesta segunda-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou que os ministérios de Justiça, Saúde, Infraestrutura e Casa Civil sejam ouvidos, em 48 horas, sobre a demora para atualizar as regras de entradas de viajantes no país – sobretudo, após a descoberta da variante ômicron em países da África e da Europa.

A decisão foi tomada em uma ação da Rede Sustentabilidade que tenta obrigar o governo a adotar medidas sanitárias recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como o “passaporte da vacina” ou quarentena obrigatória para quem chega ao Brasil e uma maior fiscalização dos voos que desembarcam no país.

EXIGÊNCIAS INEFICAZES – A portaria citada por Barroso e pela ação da Rede foi editada em 5 de outubro deste ano. Por essas regras, os viajantes que chegam ao Brasil por via aérea têm que apresentar teste negativo de infecção e uma declaração virtual dizendo que concordam com as medidas sanitárias adotadas no país.

Já pelas vias terrestres, a portaria determina que o acesso de estrangeiros é proibido. O texto prevê exceção apenas para pessoas que estejam em países vizinhos e precisem vir ao Brasil para pegar um voo de retorno à terra de origem.

Desde a edição da portaria, no entanto, a Anvisa emitiu diversas notas técnicas questionando as regras em vigor. Segundo a agência, as normas mais brandas para as viagens aéreas desconsideram o risco de transmissão representado por esses passageiros – que podem, inclusive, se infectar no próprio voo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O cancelamento da reunião com a Anvisa demonstra o desinteresse do governo em tentar impedir a entrada de novas variantes do coronavírus no país. É lamentável e revoltante esse posicionamento infantil das autoridades que deveriam zelar pela saúde da população. O país está de cabeça para baixo (ou de ponta-cabeça, como dizem os paulistas). (C.N.)


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EDITORIAL: Sucesso Absoluto na Alvorada – A Vitória da Organização Sem Politicagem e a Liderança Nata de Tista de Deda

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