quarta-feira, agosto 25, 2021

Pedido de impeachment de Bolsonaro contra Moraes não tem base jurídica, dizem especialistas


por Géssica Brandino e Renata Galf | Folhapress

Pedido de impeachment de Bolsonaro contra Moraes não tem base jurídica, dizem especialistas
Foto: Marcos Corrêa / PR

O pedido de impeachment apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes intensificou o clima de tensão entre o Executivo e o Judiciário e tem sido usado como instrumento político sem base jurídica, de acordo com especialistas.
 

A avaliação foi feita de forma unânime por seis professores de direito e advogados consultados pela reportagem -além de um parecer da comissão de Estudos Constitucional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), divulgado nesta terça-feira (24).
 

Os especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que os argumentos trazidos pelo presidente na representação não caracterizam delitos previstos pela lei 1.079 de 1950, conhecida como Lei do Impeachment, para ministros do Supremo.
 

De acordo com eles, os questionamentos feitos pelo mandatário poderiam ser feitos por recursos e ações judiciais e não por um pedido de impeachment. Ao escolher tal via, e em tese sem base jurídica, o presidente lança mão de mais de um de seus artifícios para mobilizar apoiadores e deslegitimar o Supremo.
 

O parecer da comissão da OAB diz que "não há adequação típica dos atos praticados pelo ministro Alexandre de Moraes a qualquer dos crimes de responsabilidade definidos pela lei" e que o "eventual inconformismo com decisões judiciais resolve-se por meio dos recursos processuais cabíveis, e não pela ilegítima e odiosa pretensão de punição do julgador".
 


 

O presidente da República pode pedir impeachment de um ministro do STF?
 

A lei prevê que é permitido a todo cidadão denunciar tanto os ministros do STF quanto o procurador-geral da República perante o Senado Federal. Logo, não consta diferenciação ou impeditivo relativo ao presidente.
 

Entretanto, o fato de ele ter dito no pedido que agia enquanto presidente foi criticado pela OAB. De acordo com o parecer da entidade, por não constar no rol de competências do presidente, previstas na Constituição, Bolsonaro só poderia apresentar a denúncia contra ministro do STF na qualidade de cidadão.
 

"Não poderia o presidente da República, na condição de chefe do governo, invocar essa condição, como também o fez, para oferecer denúncia (...) ainda mais quando o faz em seu próprio interesse e benefício", afirma.
 


 

Quais crimes de responsabilidade Bolsonaro sustenta que Moraes teria cometido?
 

A Lei do Impeachment -1.079/1950- prevê cinco possibilidades de crime de responsabilidade para ministros do STF. Bolsonaro denuncia Moraes por duas delas.
 

Em primeiro lugar, o presidente alega que Moraes "profere julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa". Neste ponto, Bolsonaro foca sua argumentação no inquérito das fake news, sustentando que Moraes teria agido "de modo parcial, sendo ao mesmo tempo vítima, acusador e julgador da investigação".
 

Bolsonaro diz ainda que o magistrado age "de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções", citando decisões das quais discorda.
 


 

O pedido de impeachment de Moraes por Bolsonaro tem base jurídica?
 

Especialistas consultados pela reportagem apresentaram diferentes motivos do porquê o pedido não tem embasamento legal.
 

Em linhas gerais, eles argumentam que o pedido ataca ações atreladas a decisões do Supremo e à interpretação de normas existentes, como o artigo 43 do regimento interno do STF, que embasou a abertura do inquérito das fake news.
 

A Lei do Impeachment não prevê crime de responsabilidade pelo teor de decisões judiciais, mesmo para decisões que possam ser consideradas incorretas.
 

O instrumento correto de questionamento para o tipo de questão levantada por Bolsonaro, afirmam os especialistas, seria no âmbito do próprio Judiciário, por meio de recursos ou outras ações judiciais.
 


 

O que é o inquérito das fake news?
 

Desde a sua instauração, em 2019, o inquérito da fake news é alvo de críticas, em especial pelo fato de o ministro Dias Toffoli, então presidente da corte, ter aberto o inquérito sem provocação de outro órgão.
 

De lá para cá, com a intensificação dos ataques aos ministros e ao STF, o inquérito ganhou apoio da classe jurídica e dentro do próprio tribunal. Em junho de 2020, o STF declarou sua constitucionalidade, ao analisar ação que questionava o inquérito.
 

Como base para a abertura, Toffoli usou o artigo 43 do regimento interno do STF, segundo o qual "ocorrendo infração à lei penal na sede ou dependência do tribunal, o presidente instaurará inquérito". Críticos avaliam que os ataques pela internet não ocorrem na sede do Supremo, mas Toffoli deu uma interpretação ao texto de que os ministros representam o próprio tribunal.
 

Também o procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que não via nulidade no inquérito e se manifestou contra o arquivamento da apuração, diferentemente de sua antecessora, Raquel Dodge.
 

Após live em que apresentou diversas informações falsas sobre as urnas eletrônicas e denúncias contra ministros do STF e do TSE, Bolsonaro passou a ser investigado no âmbito do inquérito.
 

Sua inclusão decorreu do envio pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de uma notícia-crime que foi acolhida por Moraes.
 

Moraes também determinou a abertura de outro inquérito contra Bolsonaro, no caso para apurar o vazamento de um inquérito sigiloso da Polícia Federal. O ministro apontou relação com o inquérito das fake news.
 


 

Qual o argumento da denúncia sobre a suspeição de Moraes?
 

Bolsonaro diz que "o esdrúxulo modelo adotado naqueles autos [do inquérito das fake news] dá origem a decisões arbitrárias" e que Moraes "comporta-se como vítima, acusador e julgador".
 

"Se o faz, suas decisões estão mortalmente marcadas pela parcialidade, pelo impedimento e pela suspeição para o julgamento da causa", escreveu.
 

O presidente também acusou o ministro de suspeição por ter participado da sessão do TSE que aprovou o ofício da corte eleitoral para que ele fosse investigado por ataques contra a urna eletrônica, posteriormente aprovado pelo próprio Moraes no Supremo.
 

Sobre tal argumentação, os dois aspectos mais levantados pelos entrevistados foram que o inquérito foi considerado constitucional pelo plenário do STF, não sendo algo restrito a Moraes, e que, ainda que sua abertura seja passível de críticas, ela ocorreu por meio de interpretação de norma vigente.
 

O professor de direito constitucional da USP Elival da Silva Ramos contesta os argumentos apresentados pelo presidente, lembrando que Moraes conduz um inquérito, não um julgamento, e que teve o aval dos colegas da corte.
 

"Ele [Moraes] não está julgando nada. Ele está decidindo medidas investigatórias. Não é julgamento isso, então não tem tipicidade", diz Elival, que é crítico ao inquérito das fake news.
 

"Eu pessoalmente, ao lado de inúmeros outros processualistas penais, acho que esse inquérito é uma excrescência. Ele é absolutamente injurídico e tem uma peculiaridade, o inquérito você investiga para ver se tem crime", completa.
 

Apesar de crítico, Elival reconhece que o inquérito já foi julgado constitucional e que, por isso, não pode ser usado para embasar um pedido de impeachment.
 

"Ainda que estivesse tudo errado, esse erro foi avalizado pelos ministros do Supremo com o aval do senhor atual PGR e do ex-AGU, então não se pode falar em crime de responsabilidade se há o aval dos ministros do Supremo. Isso não tem o menor cabimento."
 

O advogado criminalista e presidente do Instituto Baiano de Direito Processual Penal, Vinícius Assumpção, também critica o inquérito sem manifestação do Ministério Público, pois entende que fere a isenção e a parcialidade o Judiciário iniciar a persecução criminal.
 

Assumpção ressalta ainda que a discussão sobre a validade do inquérito não cabe em um pedido de impeachment.
 

"O regimento interno do STF e o próprio Código de Processo Penal têm normas que autorizam a instauração de inquérito ou de investigação por parte da autoridade Judiciária", afirma.
 

"Enquanto não revogadas, elas são passíveis de aplicação, conforme entendimento do julgador. E esse julgador, o ministro Moraes, entendeu que essas regras são válidas. Ele não está cometendo um arbítrio desamparado por lei", conclui.
 

Também para a professora de direito penal da USP Helena Regina Lobo da Costa, o questionamento feito por Bolsonaro é sobre a interpretação de uma norma. "O Judiciário é um Poder que precisa ter certas garantias para poder atuar de forma independente. Uma dessas garantias reside exatamente na ideia de que não tem crime na interpretação da lei", afirma.
 

A professora de direito constitucional Carolina Cyrillo, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), cita como exemplo de via correta para questionamento a ação apresentada pela Advocacia-Geral da União, na última semana, em que pede que seja anulado o artigo do regimento da corte que permite a instauração de inquérito de ofício, ou seja, sem pedido do Ministério Público.
 

"Não acho que [o pedido] tem como prosperar juridicamente. Na verdade, é um ato político vazio e que cria mais dano para Bolsonaro do que benefícios em relação a apurar uma conduta de Alexandre de Moraes."
 


 

Qual o argumento da denúncia sobre quebra de decoro por Moraes?
 

O presidente destacou o discurso feito por Moraes ao ser sabatinado pelo Senado em 2017 (em que ele reafirmou seu compromisso com as liberdades individuais e defendeu a "irrestrita possibilidade de debate de ideias e respeito à diversidade") para dizer que o ministro hoje age de modo incompatível com o decoro e a honra do cargo.
 

Para Bolsonaro, as decisões do ministro "demonstram a quebra do compromisso" assumido por Moraes com o Senado e, ao "ignorar a Constituição e os compromissos assumidos", revela "conduta atentatória ao decoro".
 

Coordenador do grupo de estudos FGV Supremo em Pauta, Rubens Glezer afirma que essa parte da denúncia é muito frágil e que, ao relacionar as falas da sabatina com as decisões do ministro, Bolsonaro quer dizer que não pode ser investigado.
 

"Toda vez que o presidente da República discordar em ser investigado vai implicar em quebra de decoro pelo STF? É uma tese sem sentido do ponto de vista jurídico. Você impede o funcionamento da responsabilização e investigação penal se adotar uma tese como essa."
 

O professor Elival (USP) destaca o trecho da argumentação em que Bolsonaro diz que Moraes "de forma disfarçada, sob a roupagem de interpretação jurídica, vem agindo à margem do direito" como uma amostra de que ele está claramente discordando da interpretação do magistrado.
 

"É muito frágil esse pedido. Não tem uma tipificação boa, em função dos fatos narrados. Se você somar isso ao fato de que ele fez questão de se qualificar como presidente, tudo leva a crer que tem uma finalidade eminentemente política. Ele está fazendo isso dirigido a um público: os seus eleitores."
 

Carolina concorda. "O grande problema é que ele está criminalizando a atividade de jurisdição. É a mesma coisa que criminalizar o fato de Bolsonaro ser presidente. Existem decisões e escolhas no julgar que são típicas da própria atividade do ministro do Supremo", diz.
 

"O que parece que está por trás do pedido do Bolsonaro é que ele não quer que exista o Supremo", finaliza a professora.
 


 

Qual o sentido do ato de Bolsonaro?
 

O pedido apresentado por Bolsonaro é visto mais como uma forma de aumentar a tensão entre os Poderes e instigar os ataques de sua base contra ministros do STF do que uma tentativa de destituir o ministro Moraes do cargo.
 

Na avaliação do advogado e professor de direito constitucional da UFBA (Universidade Federal da Bahia) Samuel Vida, é preciso avaliar a apresentação do pedido em conjunto com os demais elementos. Ele entende, inclusive, que a falta de embasamento da denúncia seria até mesmo mais um cometimento de crime de responsabilidade por Bolsonaro, por em tese atentar contra outro Poder.
 

"Quando você se depara com um pedido inepto tecnicamente sem fundamento e combina isso com outras manifestações quase diárias por parte do presidente, você constata que não se trata de um de caso isolado, de um erro de juízo jurídico", diz. "Trata-se de um movimento, de uma ação coordenada que tem como objetivo erodir as instituições democráticas e abrir caminho para uma aventura autoritária."
 

Para Glezer, o presidente entrar nessa equação está completamente fora do arranjo de freios e contrapesos previstos pelo ordenamento jurídico.
 

"Ele quer gerar esse efeito político, de contribuir para a perda de legitimidade do tribunal, de criar insegurança, uma insatisfação. De criar uma narrativa histórica e documentada pela qual ele vai tentar dizer que está sendo injustiçado, quando ele está sendo meramente controlado, na verdade, investigado por atos ilegais e inconstitucionais."

Bahia Notícias

Plenário do Senado aprova novo mandato de 2 anos para Augusto Aras como procurador-geral

Plenário do Senado aprova novo mandato de 2 anos para Augusto Aras como procurador-geral
Foto: Reprodução / Agência Senado

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (24) por 55 votos a 10 e uma abstenção a recondução de Augusto Aras para o cargo de procurador-geral da República (PGR). A votação dos senadores foi secreta.

 

Segundo o G1, o procurador indicado pelo presidente Jair Bolsonaro terá mais dois anos de mandato à frente do Ministério Público Federal. Para ser reconduzido ao cargo, Aras precisava de pelo menos 41 votos favoráveis. Antes de ser aprovado pelo plenário do Senado, Aras passou por uma sabatina de seis horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No colegiado, recebeu 21 votos favoráveis e seis contrários.

 

Entre outras atribuições, cabe ao procurador-geral pedir a abertura de inquéritos para investigar presidente da República, ministros, deputados e senadores. Ele também tem a prerrogativa de apresentar denúncias contra os detentores de foro privilegiado.

Bahia Notícias

olícia Federal indicia senador Chico Rodrigues, flagrado com dinheiro nas nádegas

Polícia Federal indicia senador Chico Rodrigues, flagrado com dinheiro nas nádegas
Foto: Reprodução / Senadoleg

A Polícia Federal indiciou o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) sob suspeita de envolvimento em desvio de recursos públicos destinados ao combate à Covid-19.

 

De acordo com a Folha de São Paulo, em relatório final da apuração enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), os investigadores concluíram ter identificado elementos para enquadrar o parlamentar pelos crimes de peculato, advocacia administrativa, embaraço às investigações e lavagem de dinheiro.

 

Em outubro do ano passado, em operação realizada em Roraima contra irregularidades no uso de verbas para o enfrentamento da pandemia, a PF apreendeu dinheiro vivo dentro da cueca do senador. Parte das notas, de acordo com policiais envolvidos no caso, estavam entre as nádegas.

 

Na época, Rodrigues era vice-líder do governo Jair Bolsonaro no Senado. Após o ocorrido, ele pediu licença de 121 dias para interesses pessoais e retomou as atividades parlamentares em fevereiro.

 

A polícia disse que o senador fez parte do núcleo político de um grupo, composto por servidores públicos e empresários, que atuou para favorecer empresa contratada para o fornecimento de kits de teste rápido para Covid e equipamentos de proteção individual.

 

O relator do caso no Supremo é o ministro Luís Roberto Barroso. O magistrado determinou o envio do caso à PGR (Procuradoria-Geral da República).

 

Em nota, Rodrigues afirmou que o indiciamento das partes é uma das etapas naturais de um inquérito policial. "Sigo tranquilo e à disposição da Justiça para elucidar o que for necessário. Acredito na qualidade das investigações desenvolvidas pela Polícia Federal, e apoio essa busca incessante da PF pelo real esclarecimento dos fatos que envolvem meu nome", disse.

 

Ele afirmou ainda que, como integrante do Senado, trabalhou no combate à Covid-19 em Roraima.

 

"Lamento profundamente a exposição indevida da minha imagem, que nunca sofreu nenhuma condenação, pena ou qualquer sentença. Reafirmo: confio no trabalho da Polícia Federal e da Justiça, e sigo à disposição para qualquer esclarecimento. Que os fatos sejam logo aclarados", finalizou. 

Bahia Notícias

Proposta pode mudar regras de eleição de presidente e corregedores do TJ-BA

por Cláudia Cardozo

Proposta pode mudar regras de eleição de presidente e corregedores do TJ-BA
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

A Sessão Plenária do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) desta quarta-feira (25) será decisiva para o futuro da Corte. Isso porque os desembargadores votarão a proposta que poderá mudar o sistema eleitoral para a mesa diretora do tribunal. A proposta é relatada pelo desembargador Jatahy Fonseca Júnior e foi debatida na Comissão de Reforma. Atualmente, somente os cinco desembargadores mais antigos podem se candidatar aos cargos de presidente, vice-presidente e corregedores. Esta regra exclui os membros mais antigos que já ocuparam cargos na mesa diretora.

 

A proposta, defendida por alguns desembargadores, retira o requisito de antiguidade como critério de elegibilidade. O texto foi entregue pela Associação dos Magistrados da Bahia (Amab). Em 2015, uma proposta similar chegou a ser apresentada para a comissão, mas foi rejeitada pela desembargadora Ivone Bessa até que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgasse em definitivo uma ação direta de inconstitucionalidade para permitir a participação de todos os desembargadores como candidatos nas eleições do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Em junho de 2020, o STF garantiu a participação de todos da Corte paulista poderiam se candidatar, independente do tempo em que estivessem no tribunal. Com isso, a tentativa de alteração das regras eleitorais do TJ-BA voltou a tramitar em fevereiro deste ano. 

 

O projeto indica que o STF evoluiu na interpretação do direito constitucional sobre o artigo 102 da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que estabelece a eleição somente entre os candidatos mais antigos. “Cabe a esta Corte de Justiça trilhar o mesmo caminho, visando o bem comum e a melhor aplicação da Justiça. E é dessa forma, portanto, que a ampliação do rol de elegíveis aos cargos de integrantes da Mesa Diretora, com a admissão de todos os membros do Poder Judiciário baiano, prestigiará a natureza democrática do certame, viabilizando uma maior abrangência de escolha para os componentes da Corte baiana”, diz trecho da proposta. A Comissão de Reforma sugeriu a alteração do inciso 4 do artigo 11 do Regimento Interno do TJ-BA para permitir a candidatura de todos os desembargadores.

 

O relator do caso, desembargador Jatahy Fonseca, salienta que outros tribunais estaduais já suprimiram o critério de antiguidade nas eleições para os cargos de direção, como os de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Ceará, Maranhão, Pará e Distrito Federal.


No dia 2 de junho deste ano, foi aprovada qual seria a nova redação para o inciso 4 do artigo 11 do Regimento Interno do TJ-BA: “O Presidente, os Vice-Presidentes e os Corregedores são eleitos, dentre todos os Desembargadores integrantes da composição plenária do Tribunal de Justiça da Bahia, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a reeleição. (...) § 4º – Proclamar-se-á eleito o Desembargador que obtiver a maioria absoluta dos votos, procedendo-se a novo escrutínio entre os 2 (dois) mais votados, se nenhum dos candidatos alcançar aquela votação”.

 

BASTIDORES

Nos corredores do TJ, o clima é de expectativas para a aprovação do texto, que pode renovar a administração. De um lado, há os otimistas, de outro, os que se preocupam com a possibilidade de formação de grupos políticos e de campanhas compromissadas. Para esses, a escolha do mais antigo é uma alternância natural, que não gera vínculos políticos com os demais membros do tribunal, tal como é no Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

SE A REGRA ATUAL FOR MANTIDA

Com a vigência da atual regra, os postulantes aos cargos da mesa diretora são os seguintes desembargadores: Ivete Caldas, Rosita Falcão, Carlos Roberto, Cícero Landin e Nilson Castelo Branco. A desembargadora Maria da Graça Osório Pimentel Leal estaria entre os cinco mais antigos aptos a participar da eleição. Porém, com o afastamento do cargo por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por ser investigada na Operação Faroeste, a desembargadora não poderá disputar o pleito. Caso haja desistência dos primeiros mais antigos, os desembargadores subsequentes da lista de antiguidade são chamados para disputar a eleição. Pode haver manifestação prévia sobre o não interesse em participar da disputa.

 

ANALOGIA COM AS REGRAS ELEITORAIS

O jurista Fernando Santana analisa a proposta de mudança regimental com a Legislação Eleitoral vigente no país. Para ele, a mudança pode ser um “golpe” dos mais perversos que se pode dar em um sistema eleitoral. O jurista diz não conhecer os termos da proposta do regimento, mas que sabe que a mudança pode valer já para a eleição deste ano, que "está a menos de 90 dias de ocorrer”.

 

Ele explica o motivo de considerar a modificação de golpe: “Há uma verdadeira perda de estrutura da lisura do sistema eleitoral. No plano eleitoral nacional, estadual, municipal, as questões eleitorais são tratadas com tal seriedade, que o artigo 16 da Constituição Federal estabelece que a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. A regra a ser discutida na sessão desta quarta-feira no Pleno do TJ, para Fernando Santana, só poderá valer nas eleições de 2023 para escolha da mesa diretora.

 

Sem entrar no mérito da proposta, Santana afirma que as eleições têm uma carga de representatividade social, e por isso “elas precisam traduzir um regime de segurança jurídica, de estabilidade das regras do jogo”. “Se ao sabor de uma conveniência do momento, se altera o processo eleitoral, isso acaba abalando a confiança nas próprias instituições representativas”, frisa. Em outro paralelo, Fernando Santana observa que as próprias regras eleitorais da Amab respeitam o princípio da anuidade caso haja alterações. Ele também chama a atenção para o fato de que o texto não foi debatido com a sociedade civil, que também tem interesse na melhoria do Judiciário baiano.

 

NO CONGRESSO

A eleição direta nos tribunais é um pleito antigo da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB). A entidade quer garantir que juízes de primeiro grau também tenham o direito de votar na mesa diretora dos tribunais. A AMB acompanha a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 187/12, que modifica o texto constitucional para permitir as eleições diretas no Judiciário, e a expectativa é que o texto possa ser votado nos próximos dias no Plenário da Câmara dos Deputados. Para a Associação, através de eleições diretas, com um pleito justo e democrático, os magistrados poderão melhorar o funcionamento do Judiciário e aprimorar a prestação dos serviços para a cidadania.

Bahia Notícias

Bolsonaro diz que TSE 'arrebentou a corda' e que ministros do STF 'têm exagerado'

por Mateus Vargas | Folhapress

Bolsonaro diz que TSE 'arrebentou a corda' e que ministros do STF 'têm exagerado'
Foto: Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (24) que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) "arrebentou a corda" ao determinar às empresas que administram redes sociais que suspendam os repasses de dinheiro a páginas investigadas por disseminar fake news.
 

Bolsonaro também cobrou que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgue com imparcialidade as ações que apresentar, como a que pede o veto a instauração de inquérito de ofício na corte, ou seja, sem pedido do Ministério Público.
 

O presidente disse que se a mesma lógica do TSE para demonetizar canais de fake news for replicada, tribunais regionais "mais simpáticos" a governadores podem até derrubar páginas opositoras ao chefe do governo estadual.
 

"Ou seja, [o TSE] extrapolou, no meu entender, os limites. Não está arrebentando, arrebentou a corda", disse Bolsonaro em entrevista gravada ao Canal Rural e divulgada na noite desta terça.
 

A decisão que atinge páginas bolsonaristas foi tomada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão.
 

"São pessoas que simplesmente defendem, por exemplo, o voto impresso. Ele [Salomão] acha que o voto eletrônico, como é, ele é confiável, então manda desmonetizar", disse Bolsonaro.
 

Após citar a ofensiva do TSE, o presidente afirmou, sem dar detalhes, que deve tomar outras medidas "no tocante a isso aí". Ele disse que o STF dará "péssimo sinal" se não julgar as suas ações.
 

"Espero que o outro lado julgue essas medidas minhas com imparcialidade. Porque se for simplesmente não julgar, como já aconteceu em dois momentos ações minhas no Supremo Tribunal Federal, ou dizer apenas que não vale o que eu escrevi, tudo que nós escrevemos com a AGU está fundamentado na nossa Constituição, eles estão dando um péssimo sinal para todo o povo brasileiro em especial para mim."
 

Bolsonaro apresentou no último dia 19 ação em que pede que seja anulado o artigo do regimento interno da corte que libera a corte a instaurar inquéritos de ofício.
 

O processo foi apresentado pela AGU (Advocacia-Geral da União), órgão que faz a defesa judicial do governo. O primeiro inquérito de ofício aberto pelo STF foi o das fake news, em 2019.
 

Em outro trecho da entrevista, Bolsonaro disse que alguns ministros do STF " têm exagerado, têm se exacerbado, e prejudicam o andamento da nação". "Você não pode, um ministro abrir o inquérito, ele investiga, ele julga e ele pune."
 

Ele disse que a sua ação contra abertura de inquéritos de ofício será uma oportunidade de descobrir como cada ministro do Supremo vê "a forma como o senhor Alexandre de Moraes está conduzindo esse processo chamado fake news".
 

A ofensiva judicial de Bolsonaro é mais um capítulo da crise institucional entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Judiciário. Além de questionar a segurança das eleições, Bolsonaro tem atacado Moraes e Luís Roberto Barroso, presidente do TSE.
 

No último dia 20, Bolsonaro apresentou pedido de impeachment de Moraes e promete fazer o mesmo contra Barroso.
 

O presidente também voltou a afirmar que irá participar de atos pró-governo em Brasília e São Paulo no próximo dia 7 de setembro.
 

"Não sou o dono da verdade, agora, eu faço aquilo que o povo assim o desejar", disse. "[A manifestação] É um retrato daquele movimento para o mundo dizendo que o povo, que é o nosso líder, realmente quer paz, tranquilidade e liberdade acima de tudo", completou.
 

Na mesma entrevista, reforçou a retórica antiambiental. Disse que não se fala mais em queimadas ou desmatamento no Brasil por causa da melhora de indicadores, mas dados do próprio governo mostram queda tímida da devastação da Amazônia.
 

Bolsonaro também afirmou que será um "caos para o Brasil e uma grande perda ao mundo" se o STF se posicionar de forma contrária à tese do "marco temporal", segundo a qual os indígenas só podem reivindicar áreas onde já estavam na data da promulgação da Constituição de 1988.
 

"Se isso acontecer, nós podemos de imediato ter na nossa frente centenas de novas áreas para serem demarcadas. Além do prejuízo para o produtor rural, que muitos têm familiares que há mais de 100 anos ocupavam aquela terra. Essas terras que hoje são produtivas poderiam deixar de ser produtivas", disse Bolsonaro.

Bahia Notícias

Piada do Ano! Eduardo Bolsonaro quis evitar proibição de transações com dinheiro vivo

Publicado em 24 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Senador Flávio Bolsonaro

Família Bolsonaro terá dificuldades para comprar imóveis

Rosana Hessel
Correio Braziliense

Em meio aos escândalos de malas ou nádegas de parlamentares com milhares de reais não declarados, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado Federal, deu um passo importante para dar um fim nessa farra. O colegiado aprovou, nesta terça-feira (24/08), o projeto de lei 3.951/2019, que trata sobre as condições do uso de dinheiro em espécie em transações de qualquer natureza de autoria do senador Flávio Arns (Podemos/PR), e, graças a uma emenda do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), também veda o uso de dinheiro em espécie em transações imobiliárias.

O relator da matéria, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-PR), acatou a emenda de Oriovisto, que agradeceu o fato de ele ter mantido a proposta na íntegra.  Segundo Oriovisto, é na compra de imóveis que ocorre as operações mais comuns para se esquentar dinheiro ilícito e, por isso, propôs a emenda.

FLÁVIO QUIS EVITAR… – Já o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), que recentemente comprou uma mansão no Lago Sul pagando quase R$ 6 milhões e é alvo de investigações no escândalo das “rachadinhas”, tentou evitar a aprovação da matéria, pedindo vistas do projeto “para entender os impactos das medidas”.

No entanto, a solicitação foi recusada pelo presidente da CAE, senador Otto Alencar (PSD-BA), porque um pedido de vista coletiva já tinha sido concedido anteriormente e o regulamento não permite outro.

“É óbvio que é um projeto importante. É fundamental que possamos ter na legislação mediadas que ‘coíbam’ a lavagem de dinheiro e o transito de recursos em espécie. Agora, é importante também discutir a realidade brasileira e o que está nessa redação final do relatório”, disse o filho 01 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que desde jovem costuma comprar imóveis em dinheiro vivo.

LAVAGEM DE DINHEIRO – “Tal tipo de operação é rotineiramente usada para esconder patrimônio de origem não justificada ou lavar dinheiro obtido ilegalmente. Por isso, a importância da emenda proibindo o uso de qualquer valor em espécie”, justificou o senador paranaense Oriovisto Guimarães.

“O projeto tem o objetivo claro de reduzir as hipóteses de lavagem de dinheiro e corrupção”, disse o relator Alessandro Vieira ao justificar a inclusão da emenda de Oriovisto.

Vieira destacou que o Brasil possui regras da Receita Federal e do Banco Central que permitem o rastreio de doações superiores a R$ 30 mil e de saques em espécie acima de R$ 50 mil. Portanto, “urge a atuação do Legislativo, a fim de facilitar o trabalho do Ministério Público e impedir que diversos crimes aconteçam pela utilização de vastas somas de dinheiro em espécie”.

OUTRAS PROIBIÇÕES – O texto do projeto foi formulado pelo autor com base no livro Novas Medidas contra a Corrupção, organizado pelo professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Michael Mohallem. O PL 3.951/2019 proíbe, por exemplo, transações com dinheiro em espécie em operações acima de R$ 10 mil; no pagamento de boletos acima de R$ 5 mil reais (e acima de R$ 10 mil para não residentes no país); na circulação acima de R$ 100 mil (exceto no transporte por empresas de valores); e posse acima de R$ 300 mil.

De acordo com Alencar, a proposta segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), para decisão terminativa, e, depois, poderá ser encaminhada para a Câmara dos Deputados.

Antes, a CAE aprovou o PLS 388/2017, que permite a dedução no Imposto de Renda de doações feitas a fundos controlados pelos conselhos de direitos das pessoas com deficiência. Como a votação foi terminativa, o projeto segue para a Câmara.


Haddad ‘aceitou ser poste’ e é um ‘bajulador eterno’ de Lula, diz Ciro Gomes pelo Twitter


Ciro Gomes

Ciro desafia os petistas a debater programas de governo

Matheus de Souza
Estadão

O ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência, usou o Twitter, na tarde desta terça-feira, 24, para rebater as críticas que lhe foram feitas pelo ex-prefeito Fernando Haddad, nome do PT para disputar a eleição ao governo de São Paulo, em 2022.

Ciro afirmou que não deve nada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo livre para criticá-lo, ao contrário do ex-prefeito e ex-ministro da Educação que, na sua avaliação, “aceitou ser poste”. Para Ciro, Haddad é “bajulador eterno” de Lula, “sempre da turma do amém”. 

HADDAD COM BIAL – Em entrevista ao programa Encontro com Bial, da TV Globo, o petista afirmou que não responderia às críticas de Ciro para não se “rebaixar ao nível dele”. Haddad também alegou que não respeitava políticos que “cospem no prato que comeram”, em referência às críticas do pré-candidato do PDT a Lula e ao PT.

“Tudo que Haddad tem na vida política deve a Lula”, postou Ciro em suas redes sociais. “Já eu, a ele não devo nada. Por isso sou livre para criticá-lo (…). Haddad aceitou ser poste. Eu jamais aceitaria. Sua subserviência, incompetência e falta de amor ao país, deu a presidência do Brasil ao Bolsonaro.”

LULA SE CALA – A crítica também foi estendida a Lula. O ex-presidente tem afirmado em entrevistas e discursos que não irá responder aos ataques de Ciro, o que tem deixado o pré-candidato insatisfeito.

“Enquanto eu peço para debater os problemas do Brasil, eles seguem evitando. Não têm projeto, apenas paixão doentia pelo poder. Para obtê-lo pagam qualquer preço. São capazes de vender a própria honra e a honra do país”, insistiu o pré-candidato do PDT.

Ciro disse, ainda, que seus adversários políticos “seguem abraçando bandidos” e “atacando quem os enfrenta de cabeça erguida”. E afirmou que sua missão é livrar o País “de Bolsonaro e do lulopetismo corrompido”.

LULA E CID GOMES – A nova ofensiva do presidenciável do PDT ocorre um dia depois de Cid Gomes, irmão de Ciro, ter se reunido com Lula, em Fortaleza. No cardápio da conversa estava a criação de uma frente para enfrentar Bolsonaro e a montagem de palanques nos Estados com o PDT.

“Democracia no centro da discussão. Os democratas desse país têm a responsabilidade e o desafio de resgatar a civilidade na política brasileira pelo bem do Brasil”, escreveu Lula após encontro, também em Fortaleza, com Tasso Jeireissati (PSDB-CE) no escritório político do senador.

PMs impulsionam atos no 7 de Setembro com críticas e ataques ao Supremo e ao Congresso


Sargento Da Silva postou uma conclamação

Vinicius Valfré
Estadão

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), determinou o afastamento do chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 da Polícia Militar de São Paulo, coronel Aleksander Lacerda. A decisão foi tomada após o Estadão revelar publicações do oficial em rede social com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), insuflando a participação de “amigos” nas manifestações de 7 de Setembro, uma postura que tem se espalhado em ao menos seis Estados.

Em suas postagens, o oficial afirma que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), é “covarde”, que Doria é uma “cepa indiana” e que o deputado Rodrigo Maia (RJ), recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, é beneficiário de esquema “mafioso”.

DORIA REAGE – “No Estado de São Paulo nós não teremos manifestações de policiais militares na ativa de ordem política”, disse Doria.

A decisão de Doria é uma reação a algo que está longe de ser um caso isolado. Nas redes, proliferam as manifestações de policiais militares da ativa e da reserva, com chamamentos para que participem em massa da mobilização de 7 de Setembro.

A convocação parte de policiais de patentes variadas, em diferentes Estados, conforme levantamento do Estadão. Na internet, a mobilização dos oficiais e praças ainda é reforçada por deputados-PMs, que têm em integrantes das forças estaduais suas bases de apoio. Há pessoal da ativa e da reserva incentivando manifestações em São Paulo, Rio, Santa Catarina, Espírito Santo, Ceará e Paraíba.

RUPTURA INSTITUCIONAL – A preocupação com os atos foi compartilhada na reunião que teve a participação de 25 governadores. Na conversa, deixaram claro que não se trata de impedir a livre manifestação de expressão, direito garantido pela Constituição. Mas destacaram que o que tem marcado a organização dos atos é o caráter de apoio a uma ruptura institucional, com ameaças de invasão do Supremo Tribunal Federal e do Congresso.

O medo de ruptura ligada às PMS faz parte do cenário traçado por oficiais-generais e ex-ministros da Defesa como Raul Jungmann, conforme revelou o Estadão.

A reportagem questionou a principal organização dos policiais, a Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares, se tem orientado a participação nos atos. A instituição declarou que “ainda não deliberou”. Haverá uma reunião na próxima quinta-feira, e o tema poderá ser tratado. Ao contrário de integrantes da ativa, homens da reserva podem participar de manifestações.

GOVERNADORES EM ALERTA – A adesão de militares a atos pró-Bolsonaro no Dia da Independência ligou o alerta de governadores. No Rio, Eduardo Da Silva Marques Junior, o sargento Da Silva, não comanda batalhões, mas se comunica com um grande contingente. Tem mais de 162 mil seguidores no Facebook.

No domingo, Da Silva, que é da ativa, publicou uma foto em que aparece fardado ao lado do presidente Jair Bolsonaro. “Soldados do Povo! Guerreiros por Natureza! 7 de Setembro será um grande dia! Milhões de cidadãos de bem de todas as regiões do Brasil estão com o senhor!”, escreveu o policial.

Na cúpula das PMs, o incentivo à manifestação em favor do presidente por parte de militares da ativa em vários Estados é visto como pontual. “Dentro de um cenário nacional, há uma sinalização para a generalização desses posicionamentos”, disse ao Estadão o coronel Euller Chaves, presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das PMs.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É extremamente negativa a radicalização que invade o país, provocada pelo próprio presidente da República, por motivos meramente pessoais, visando claramente a usurpar o poder e criar uma nova ditadura. Sem a menor dúvida, Bolsonaro está sendo altamente irresponsável, sob aplausos entusiásticos dos oficiais da reserva das três Forças, que deveriam estar mais atentos ao interesse público, conforme deveriam ter aprendido nas escolas militares. (C.N.)


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