terça-feira, julho 06, 2021

Nesses 96 anos de emancipação política de Jeremoabo que deveriam ser de alegria, apenas lamento e tenho vergonha.

 
















Lamento e tenho vergonha


Lamento e tenho vergonha de meu país, pois seus políticos, escolhidos democraticamente pelo povo, portanto, por mim também, comportam-se de forma inadequada e em desacordo com a ética. Faltam ao povo e aos políticos a consciência sobre quais são os fundamentos de uma nação.
 
Lamento e sinto vergonha porque outros cidadãos, imitando-lhes o comportamento, justificando-se por causa deles, agem da mesma forma contaminando toda a sociedade da qual faço parte. Falta-lhes o exemplo de personalidades que sirvam de referencial ético, com valores forjados pelo trabalho, pelo empreendedorismo e pela excelência profissional.
 
Lamento e tenho vergonha pela violência que domina o dia a dia das pessoas que vivem com medo, transitando estressadas e fragilizadas, tornando sua vida social um espetáculo digno de um filme de terror. Faltam aos responsáveis pela violência civilidade, compaixão e obediência a autoridade, tanto quanto a paz interior.
 
Lamento e tenho vergonha pela fome que atinge pessoas na cidade em que vivo, que mendigam e anseiam pela misericórdia alheia, desejando que suas vidas magicamente se transformem e encontrem uma saudável felicidade. Faltam melhores condições de vida, empregos e habitação digna.
 
Lamento e tenho vergonha pela falta de escolas, que a educação seja um negócio e que permaneça em plano secundário, sem o protagonismo necessário para promover mudanças significativas na sociedade. Faltam políticas públicas que priorizem recursos para a educação básica e fundamental.
 
Lamento e tenho vergonha pela falta de recursos e pela desorganização na área da saúde, em que as pessoas sofram e sejam deixadas entregues às suas dores, ao descaso sem assistência médica, nutricional e psicológica. Falta aos governantes a inteligência necessária para que entendam a importância de uma boa e bem aplicada previdência.
 
Lamento e tenho vergonha pela falta de esgotamento sanitário que contribui para a proliferação de doenças, degradando a vida humana, sobretudo, nas comunidades menos favorecidas que vivem em habitações de risco. Falta aos governantes e políticos a humildade para que se ocupem do que não aparece nem dá voto.
 
Meu lamento e vergonha devem-se à dificuldade em reverter tais condições e por não vislumbrar em curto ou médio prazo uma mobilização social capaz de fazê-lo.
 
Não é agradável fazer parte de uma sociedade paralisada, estagnada e, por vezes, insensível aos graves problemas que a acometem. Tenho esperança de que meu lamento se junte a outros para que possamos aumentar a massa crítica daqueles que se esforçam, mais do que fazem a própria obrigação, para mudar nossa sociedade.
 
Espero também continuar, enquanto lamento, trabalhando em favor de uma sociedade mais justa, igualitária e feliz.
 
Sei que não estou sozinho.
 
ADENÁUER NOVAES é psicólogo, escritor, filósofo e engenheiro. adenauernovaes@gmail.com

Nota da redação deste Blog - Acrescento e endosso todo conteúdo acima exposto,    lamentando também pela dor dos morreram abatidos pelo COVI-10 por falta de de assistência médica, pois nem respirador existe na cidade.
Lamento pelo desrespeito e perseguição a cultura da nossa terra.
Lamento pela improbidade que apoderou-se do município.
Lamento pelo assassinato de uma uma árvore centenária para implantar um criadouro de mosquito no centro da cidade.

Infelizmente com esse  (des)governo  Jeremoabo está transformando  todos “nefelibatas” – viveremos nas nuvens e anda diz: TENHO CHEIRO DE POVO"

segunda-feira, julho 05, 2021

Tribunal de Justiça da Bahia empossa 48 novos juízes


Tribunal de Justiça da Bahia empossa 48 novos juízes
Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) deu posse, segunda-feira (5), a mais 48 juízes substitutos. Eles foram aprovados no último concurso e nomeados para o cargo no dia 7 de junho. 

 

A cerimônia aconteceu virtualmente e contou com as presenças dos presidentes do TJBA, desembargador Lourival Trindade, e da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), juíza Nartir Weber.

 

Os novos juízes se juntam aos outros 50, que tomaram posse em dezembro do ano passado. Com as novas nomeações, de acordo com o número de vagas existentes na Lei de Organização Judiciária (LOJ), o Tribunal alcançará a meta de 100 novos juízes nomeados. As outras duas vagas estão reservadas, em razão de decisão liminar, em mandado de segurança, ainda em tramitação no Tribunal.

Bahia Notícias

Em 8 meses, Kassio já se posicionou ao menos 20 vezes em favor de Bolsonaro no STF


por Matheus Teixeira | Folhapress

Em 8 meses, Kassio já se posicionou ao menos 20 vezes em favor de Bolsonaro no STF
Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro Kassio Nunes Marques, primeiro indicado do presidente Jair Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal), já se posicionou ao menos 20 vezes a favor do governo desde que chegou ao tribunal.
 

Além de ter dado decisões que beneficiaram o Palácio do Planalto, o magistrado votou de acordo com os interesses do chefe do Executivo na maioria dos julgamentos importantes dos quais participou.
 

O alinhamento ocorreu em questões políticas, como na análise das ações do ex-presidente Lula (PT) e no veto à reeleição do deputado Rodrigo Maia (sem partido-RJ) no comando da Câmara, e em temas econômicos, como no caso bilionário da inclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins.
 

O ministro chegou ao Supremo há oito meses e, nesse período, se expôs e desagradou colegas internamente ao se alinhar a Bolsonaro. O momento de maior tensão foi quando autorizou a realização de missas e cultos durante a pandemia em todo o Brasil.
 

Na visão de parte da corte, o magistrado passou por cima da jurisprudência consolidada do tribunal de conceder autonomia a governadores e prefeitos para atuar no combate à Covid quando derrubou decretos locais que vetavam celebrações religiosas.
 

O magistrado, porém, afirmou que analisou apenas a constitucionalidade das normas regionais e que não violou o entendimento da corte de dar poderes a estados e municípios para conter a pandemia.
 

Ao final, o plenário da corte, por 9 a 2, revogou a ordem judicial do ministro. Apesar do desgaste interno, ele agradou o presidente, que publicou a decisão nas redes sociais.
 

Em julgamentos tributários, o ministro seguiu a linha que adotava desde a época em que era juiz do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) e votou para evitar prejuízos à União.
 

Na análise do recurso que discutia a chamada "tese do século", o julgamento de maior impacto fiscal da história do Supremo, Kassio votou para que o ICMS a ser retirado da base de cálculo do PIS e da Cofins fosse o destacado na nota fiscal, e não o efetivamente pago.
 

O entendimento do magistrado reduziria significativamente o prejuízo da decisão aos cofres públicos, que poderia ser superior a R$ 230 bilhões, mas ele ficou vencido.
 

No julgamento sobre uma lei de 2004 que permitiu a redução ou o restabelecimento das alíquotas de PIS e Cofins por norma infralegal, que poderia gerar prejuízo de R$ 32,8 bilhões ao governo federal, ele também votou em favor do Executivo.
 

Em conversas reservadas, o ministro costuma afirmar que sempre defendeu a autocontenção do Judiciário e observou a separação entre os Poderes.
 

A interlocutores ele diz que o importante é avaliar sua atuação a longo prazo e comparar se adotará postura diferente em relação a outros governos ou se manterá a coerência em decisões que comprometem atos do Executivo ou do Legislativo.
 

No STF, o ministro adotou essa postura, por exemplo, quando foi o único a votar a favor da manutenção da Polícia Nacional de Educação Especial, que foi instituída por Bolsonaro e invalidada por 10 a 1 no STF.
 

Em relação à CPI da Covid, o ministro deu duas decisões alinhadas aos interesses do governo: suspendeu a quebra dos sigilos de Elcio Franco, ex-número dois de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, e de Hélio Angotti, que foi secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos da pasta.
 

Segundo o magistrado, a CPI não expôs devidamente qual crime eles teriam cometido.
 

Kassio, porém, também desagradou o governo em relação à comissão parlamentar de inquérito. Foi ele quem autorizou o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, inimigo de Bolsonaro, a permanecer em silêncio em seu depoimento na comissão do Senado.
 

O ministro também sinalizou para o governo em julgamentos em que os interesses do Executivo não estavam diretamente ligados.
 

Na ocasião em que a corte julgou o senador Márcio Bittar (MDB-AC) e ampliou o foro especial de deputados federais e senadores nos chamados "mandatos cruzados", ele apresentou uma tese que vai ao encontro do que tem afirmado a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), denunciado pela prática da "rachadinha".
 

A decisão do Supremo se limitou à situação de parlamentares federais, que passaram a manter o foro perante o STF quando trocam um mandato na Câmara por outro no Senado ou vice-versa.
 

O ministro, porém, aproveitou para afirmar que é a favor da manutenção do foro em todas as ocasiões, e não apenas em relação aos integrantes do Congresso.
 

A tese é idêntica à de Flávio, que pede para não ser investigado em primeira instância no caso das "rachadinhas" porque era deputado estadual na época dos delitos que o levaram a ser denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
 

Em junho do ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu o foro especial para que o processo contra o filho de Bolsonaro tramite em segunda instância e retirou o caso das mãos do juiz Flávio Itabaiana, que vinha dando decisões contra Flávio.
 

O próprio TJ-RJ, um mês depois, reconheceu que a decisão pode ter sido "inédita", mas afirmou que não foi "absurda".
 

O Ministério Público fluminense recorreu ao Supremo sob argumento de violação à jurisprudência do tribunal, mas uma deliberação final sobre o tema ainda está pendente, e Kassio deve participar deste julgamento.
 

Na discussão sobre o Censo, Kassio deu o voto mais favorável ao governo. O ministro Marco Aurélio havia determinado ao governo que desse condições ao IBGE para realizar o levantamento ainda neste ano.
 

A maioria dos ministros, porém, derrubou a decisão do colega e afirmou que o Executivo é obrigado a realizar o Censo apenas em 2022. Kassio, por sua vez, disse que não cabe ao STF neste momento impor qualquer obrigatoriedade ao Executivo.
 

O ministro também adotou posições que impediram eventuais derrotas de Bolsonaro na corte.
 

No julgamento do mandado de segurança em que Marco Aurélio votou para proibir Bolsonaro de bloquear seguidores nas redes sociais, Kassio pediu destaque e interrompeu a análise do tema no plenário virtual. Até o momento, o julgamento não foi retomado.

Bahia Notícias

Senador Alessandro Vieira colhe assinaturas para pedir a instalação da CPI da Rachadinha

 

Alessandro Vieira diz que ninguém pode estar acima da lei

Renato Souza
Correio Braziliense

O senador Alessandro Vieira (Cidadania) informou que está buscando assinaturas para protocolar o pedido para instalação da CPI da Rachadinha. A decisão ocorre após se tornar pública uma gravação em que Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada do presidente Jair Bolsonaro, afirma que ele sabia e cobrava parte do salário dos assessores de seu gabinete quando era deputado federal, entre 1991 e 2018.

A comissão também investigaria outros acusados da mesma prática. O senador destacou que as novas revelações são graves e precisam ser apuradas. “Os fatos são gravíssimos e exigem apuração. O Senado tem legitimidade e estatura para fazer essa investigação, mesmo em um momento tão difícil da nossa história”, diz.

APURAÇÃO AMPLA – Para o parlamentar, as diligências devem ocorrer independentemente de quem está envolvido. “Ninguém está acima da lei. Os fatos narrados são graves e exigem apuração imediata”, completa.

A participação de Jair Bolsonaro foi revelada pelo portal UOL. De acordo com a reportagem, Bolsonaro demitiu um ex-assessor por não repassar integralmente a propina cobrada. No Judiciário, a prática conhecida como rachadinha é enquadrada no crime de peculato, que pode render de 2 a 12 anos de prisão, e geralmente é acompanhada do agravante de formação de quadrilha e organização criminosa.

Muitos parentes da ex-mulher de Bolsonaro participaram do golpe da rachadinha durante anos, recebendo apenas parte dos salários do gabinete do então deputado federal.

Reprovação do governo Bolsonaro sobe para 48,2%, aponta a nova pesquisa CNT/MDA


Charge de Thyagão (Diário do Nordeste)

Deu na Reuters
Folha

A avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro cresceu no período de quatro meses e atingiu, em julho, 48,2%, aponta pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (5). O avanço da avaliação negativa ocorreu em meio ao recrudescimento da pandemia de coronavírus no país e o início das investigações da CPI da Covid no Senado.

A pesquisa realizou 2.002 entrevistas nos dias 1º e 3 de julho, em 137 municípios de 25 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

AUMENTO EXPRESSIVO – No levantamento anterior, em fevereiro, a avaliação negativa, que soma os que consideram o governo ruim e péssimo, estava em 35,5%. Os 48,2% registrados agora se dividem entre 36,3% que consideram o governo péssimo e 11,9%, ruim.

De forma inversa, no mesmo período, a avaliação positiva do governo, que soma as opiniões ótimas e boas, piorou, passando de 32,9% em fevereiro para 27,7% em julho.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – As pesquisas são sempre contestáveis, porque se trata de prognóstico. Mas quando todas as pesquisas apontam a mesma coisa, é algo a se considerar como verdade absoluta. (C.N.)

Quem irá bancar a festa, o município ou os recursos federais?

 

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Nota da redação deste Blog - Esse povo deveria ter era vergonha na cara e o mínimo de dignidade. Esse cargo é passageiro, e muitos deles o dinheiro que está ganhando não irá cobrir as despesas com advogados para defender na justiça pelas trambicagens praticadas.
Aproveitam-se do cargo para tentarem pisar em quem de forma honesta lutam para sobreviverem já que são autônomos, o trabalho desapareceu devido a pandemia.
Uma das poucas oportunidades para os artistas da terra seria as festas juninas e agora o aniversário da cidade, porém, nem essa oportunidade tiveram.
Lamento e falo porque não sei ficar calado diante de injustiças, de covardia e perseguição, porém cada povo tem os políticos que merece.



Aracaju passa a vacinar população em geral contra influenza a partir desta sexta-feira

 

Por G1 SE

 


Vacinação contra a influenza — Foto: Asscom/SMS/Arquivo

Vacinação contra a influenza — Foto: Asscom/SMS/Arquivo

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informou que vai vacinar toda a população dos seis meses de idade, a partir da sexta-feira (9). A medida foi orientada pelo Ministério da Saúde..

Segundo a SMS, a campanha contra gripe, em Aracaju, está com 53% dos grupos que eram prioritários já vacinados, enquanto a meta para esse público-alvo inicial, no Brasil, está em torno de 40%, índice abaixo do esperado.

Na capital sergipana, a campanha de vacinação contra influenza teve início em abril, imunizando gestante, puérpera, trabalhador de saúde e crianças de seis meses a menor de seis anos.

“É necessário dar um intervalo mínimo de 15 dias entre a dose da vacina da Covid-19 e a da influenza. Como as duas campanhas estão ocorrendo ao mesmo tempo, a orientação do Ministério da Saúde é que, nos grupos prioritários, a dose contra a Covid-19 seja feita antes. A vacina da influenza não faz parte do calendário vacinal, isso significa que a oferta desse imunizante acontece apenas durante a campanha anual”, explica a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Ana Paula Vasconcelos.

Documentos

As pessoas devem compareçam aos pontos de vacinação levando um documento de identificação com foto e CPF, comprovante de residência e o cartão de vacina.

Confira os pontos que estão vacinando contra a influenza:

  • Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Grageru)
  • UBS Antonio Alves (Atalaia);
  • UBS João Bezerra (Areia Branca);
  • UBS Niceu Dantas (Mosqueiro);
  • UBS Dona Jovem (Industrial);
  • UBS Augusto Cesar Leite (Conj. Santa Tereza);
  • UBS Elizabeth Pita (Santa Maria); UBS Oswaldo Leite (Santa Maria);
  • UBS Humberto Mourão (São Conrado); UBS Joaldo Barbosa (América);
  • UBS Fernando Sampaio (Ponto Novo); UBS Maria do Céu (Centro);
  • UBS Ávila Nabuco (Médici);
  • UBS Madre Tereza (Jabotiana);
  • UBS Porto Dantas (Porto Dantas);
  • UBS Carlos Fernandes (Lamarão);
  • UBS José Quintiliano (Santo Antônio); UBS Eunice Barbosa (Coqueiral);
  • UBS João Cardoso (José Conrado de Araújo);
  • UBS Renato Mazze Lucas (Santos Dumont);
  • UBS José Calumby (Jardim Centenário); UBS Carlos Hardman (Soledade).

Os locais funcionam das 8h às 16h.

Queiroga admite possibilidade de planos darem cobertura à vacina da Covid

Queiroga admite possibilidade de planos darem cobertura à vacina da Covid
Foto: Anderson Riedel/PR

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta segunda-feira (5), que as vacinas contra a Covid-19 podem ser incluídas no rol de imunizantes cobertos pelos planos de saúde do Brasil. Segundo Queiroga, a possibilidade está condicionada a aprovação da incorporação pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O titular do MS ressaltou que, caso ocorra, a inclusão não será imediata.

 

A declaração foi dada durante a vacinação de autoridades no Distrito Federal. A informação é de reportagem do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

Queiroga aplicou a vacina contra a Covid no ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, em Jorge Oliveira (Tribunal de Contas da União) e no advogado-geral da União, André Mendonça. Depois, o titular da Saúde seguiu para o Palácio do Planalto, onde tem reunião com integrantes do Conselho de Saúde Suplementar (Consu).

 

Queiroga ressaltou que, na última semana, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou a entrada das vacinas Pfizer e AstraZeneca no rol de medicamentos do SUS. Na prática, a medida inclui os imunizantes nas políticas públicas de saúde do Brasil, assim como outras vacinas que já fazem parte do sistema, como a da gripe (leia aqui).

Bahia Notícias

Operação Faroeste: MPF apresenta nova denúncia contra 16 pessoas

Operação Faroeste: MPF apresenta nova denúncia contra 16 pessoas
Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou nova denúncia decorrente da Operação Faroeste. Desta vez, foram denunciadas 16 pessoas pelos crimes de corrupção nas modalidades ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. É a sétima denúncia feita e entre os acusados estão os desembargadores Maria do Socorro Barreto, Gesivaldo Nascimento Britto e José Olegário Monção Caldas, os juízes de Direito Sérgio Humberto e Marivalda Moutinho, os advogados Márcio Duarte, João Novais, Geciane Maturino dos Santos e Aristóteles Moreira e a promotora Ediene Santos Lousado, além dos delegados Gabriela Macedo e Maurício Barbosa.

 

De acordo com documento encaminhado ao ministro Og Fernandes, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), na última sexta-feira (2), a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo também sustenta a necessidade da manutenção de prisões preventivas e de medidas alternativas à prisão de parte dos envolvidos no esquema criminoso.

 

Ao todo as denúncias foram relacionadas a dois processos. No primeiro caso, o valor estimado da propina foi de R$ 252,9 mil, pago após decisão proferida em janeiro de 2016 pelo desembargador José Olegário. A decisão manteve inalterada a Portaria 105/2015, da Corregedoria de Justiça do Interior. No segundo caso, o montante foi de R$ 1,3 milhão e teve a participação dos magistrados Maria do Socorro, Gesivaldo Britto e Sérgio Humberto.

 

De acordo com a investigação, era o casal Maturino que viabilizava o recebimento e pagamento do dinheiro destinado aos envolvidos no esquema. Parte dos pagamentos era fracionada e entregue em espécie, outra parcela era depositada em conta bancária de terceiros. Havia ainda a entrega de joias e parte em operações bancárias estruturadas para fugir dos mecanismos de controle, de modo a impedir qualquer tipo de vinculação criminosa entre todos.

 

Segundo a denúncia, Adaílton Maturino e Geciane Maturino, teriam agido de maneira consciente e deliberada e criaram e operaram mecanismo sistemático de lavagem de dinheiro, para a pulverização de, pelo menos R$ 1,5 milhão, oriundos da propina paga pelas decisões produzidas ao longo do trâmite da fase administrativa e da fase judicial nas quais se buscava legitimar grande porção de terras no oeste baiano a favor do grupo criminoso.

 

No esquema apresentado na denúncia consistia na geração dos valores pelo grupo de Adaílton Maturino, com a consequente entrega, a José Olegário, Maria do Socorro, Gesivaldo Bitto e Sérgio Humberto. Os magistrados foram responsáveis por produzir decisões judiciais que forçavam os integrantes do grupo contrário ao de Adaílton Maturino a realizar acordos que beneficiavam a organização criminosa.

 

Provas colhidas nas diligências autorizadas pelo STJ reforçaram a existência de uma organização criminosa com divisão de tarefas e com núcleos distintos, sendo um deles, o judicial. Mencionada em outras frentes de apuração - caso da Ação Penal 940 em curso do STJ - a denúncia apresentada na última sexta-feira também trata da atuação de agentes públicos integrantes de órgãos estaduais como o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública para “blindar a estrutura criminosa da persecução estatal e que permitiu o cometimento de infrações penais”.

 

Entre as provas anexadas na denúncia e que confirmam a existência de um esquema perene, articulado e organizado, estão conversas interceptadas com autorização judicial. Os diálogos mostram a influência da organização criminosa no estado. Há conversas em que a desembargadora Maria do Socorro chega a convidar a primeira-dama e o governador do estado para sua casa de veraneio. O objetivo do relacionamento, segundo o MPF, seria mostrar apoio ao grupo vencedor das eleições, "permitindo a perpetuação da jornada criminosa judicial". As investigações mostraram também investidas de Adaílton Maturino para cooptar autoridades de todos os Poderes a fim de que o esquema jamais fosse alcançado pelos órgãos de controle.

 

Na denúncia, que tem mais de 300 páginas, o MPF também requer a manutenção de prisões preventivas e a imposição de medidas alternativas à prisão contra parte dos denunciados. De forma detalhada, são apontados os fundamentos para as restrições: a garantia de ordem pública, riscos à condução interna dos processos e conveniência da instrução criminal. Também foi apresentado extenso relato, segundo o qual, esses integrantes do esquema mantém as atividades ilícitas, mesmo após a deflagração sucessiva de fases da Operação Faroeste. Na petição, a subprocuradora-geral afirma ser “pacífico o entendimento dessa Corte (STJ) no sentido de que somente a prisão preventiva é capaz de neutralizar lideranças do crime organizado e cessar a mecanização da lavagem de dinheiro”.

 

A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo pede que os envolvidos sejam condenados conforme os crimes e a participação imputada a cada um. Também foi requerida a perda de função pública dos envolvidos e o perdimento do produto e proveitos dos crimes em valores de, pelo menos, R$ 8,7 milhões, referentes à soma do montante lavado no esquema apurado. Nesse caso, os valores deverão ser acrescidos das correções legais. Além disso, foi pedido que os denunciados sejam obrigados a pagar indenização de R$ 10 milhões, por danos morais coletivos, visto que os prejuízos decorrentes dos crimes de corrupção e de lavagem de capitais causam descrédito do mais elevado órgão do Poder Judiciário local perante a sociedade.

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Renan quer ex-cunhada de Bolsonaro, que denunciou 'rachadinha', na CPI da Covid-19


Renan quer ex-cunhada de Bolsonaro, que denunciou 'rachadinha', na CPI da Covid-19
Foto: Agência Senado

Após a divulgação de áudios que associam o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em um esquema de “rachadinha” na época em que exerceu mandatos de deputado federal (reveja), o relator da CPI da Covid-19 no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), utilizou as redes sociais para defender a convocação de Andrea Valle como depoente no colegiado. Andrea é ex-cunhada de Bolsonaro e autora das revelações. 

 

Para Renan, “ela pode explicar se houve espelhamento do esquema das rachadinhas no governo federal”. O senador cita a existência de um “gabinete paralelo”, o qual seria utilizado como fonte de apoio do presidente na condução da pandemia, e vem sendo investigado pela comissão. 

 

“Como se sabe Carlos Bolsonaro é peça fundamental no ministério paralelo e Flávio Bolsonaro um influente filtro de indicações”, escreveu no Twitter nesta segunda-feira (5). 

 

E acrescenta: “A oitiva dela não é para incriminar, mas para esclarecer fatos relacionados a presença dessas pessoas  no governo. Ela cita um coronel reformado. São muitos os indícios e testemunhos da participação de militares em irregularidades com as vacinas Covaxin e Astrazeneca”.

 

Para os seguidores do senador, convocar Andrea Valle pode “descaracterizar” o foco de investigação da CPI. “Senador não perca o foco. Não deixei que outras investigações entre na pauta. O escândalo da corrupção das vacinas no meio de uma pandemia vai levar toda essa gente nefasta para o Tribunal Internacional. Qualquer outra pauta agora só serve para tumultuar as investigações”, escreve um seguidor. 

Bahia Notícias

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