segunda-feira, junho 28, 2021

MPF apura se presidente do Coren cumpriu requisitos para tomar vacina contra Covid-19

MPF apura se presidente do Coren cumpriu requisitos para tomar vacina contra Covid-19
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

O presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), Jimi Hendrex Medeiros de Sousa, foi alvo de uma denúncia de vacinação ilegal contra a Covid-19 e o caso está sendo apurado pelo Ministério Público Federal (MPF). Um documento que reunia supostas provas sobre a prática de "fura fila" também foi enviado à redação do Bahia Notícias.

 

A denúncia sugere que Jimi Hendrex teria aproveitado que a sede do Coren foi um posto de imunização contra a Covid-19 para se vacinar, em março. O argumento é de que apesar de enfermeiro de formação, Jimi não estaria atuando em unidades de saúde, pois atualmente ele se dedica à vida acadêmica - é professor e coordenador do curso de Enfermagem de uma faculdade em Salvador.

 

Ao Bahia Notícias, Jimi Hendrex nega que tenha sido vacinado indevidamente e atribui e classifica as alegações como "denuncismo político". Ele explica que além de presidente e conselheiro do Coren, integra a equipe de fiscais da entidade, categoria apta a vacinação, uma vez que realiza vistorias em unidades de saúde da capital e do interior. A entidade contabiliza, de acordo com o presidente, em torno de 28 e 30 fiscais.

 

Ele destacou que "a maior função finalística do Coren Bahia é exatamente a fiscalização". "Os fiscais vão às unidades de Saúde fazer verificação de questões relacionadas a enfermagem e estão em contato direto com os serviços de saúde", argumentou.

 

Jimi também afirmou que toda documentação exigida pela Secretaria Municipal da Saúde de Salvador para a vacinação foi apresentada por ele: declaração de imposto de renda, inscrição ativa no conselho e nome cadastrado no sistema da pasta.

 

A Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) informou que as exigências para a vacinação de enfermeiros autônomos eram: ter nome cadastrado no site da Secretaria Municipal da Saúde e no ato da vacina a obrigatória apresentação de documento de identificação pessoal, carteira do conselho de classe e cópia impressa do último Imposto de Renda ou comprovante atualizado de pagamento do ISS, contrato de pessoa jurídica ativo ou última nota fiscal.

 

Ainda conforme a SMS, também foi autorizada a imunização dos fiscais, e os nomes dos profissionais foram habilitados de acordo com a lista repassada à pasta pelo próprio Coren, que assumiu a responsabilidade de cadastrar os enfermeiros enquadrados nos requisitos exigidos para vacinação.

 

Essa foi a conduta adotada pela Secretaria da Saúde em relação a todas as categorias profissionais já incluídas na vacinação (dentistas, fisioterapeutas, farmacêuticos, e demais profissionais da saúde contemplados).

Nota da redação deste Blog -  Enquanto issi mais de 20(vinte)"fura-filas" ainda encontram-se amparados pelo manto da impunidade,. até quando ninguém sabe informar.

A denúncia foi feita.

Entenda o que significa cada letra da sigla LGBTQIA+

por Folhapress

Entenda o que significa cada letra da sigla LGBTQIA+
Foto: Reprodução

No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado anualmente em 28 de junho, a dúvida de muita gente se concentra na "sopa de letrinhas" que não para de crescer.
 

A evolução da sigla para designar diversas minorias sexuais e de gênero é uma resposta ao tamanho do espectro e das demandas da comunidade composta por lésbicas, gays, bissexuais, travestis, trans, queers, pansexuais, agêneros, pessoas não binárias e intersexo por mais visibilidade.
 

O movimento se constituiu na Revolta de Stonewall, em Nova York, em 1969. Gays, lésbicas e travestis colocaram fim às agressões que sofriam em batidas policiais ocorridas naquele ano em um bar da cidade, o Stonewall Inn. O grupo resistiu por três dias, e o ato virou um marco por mais igualdade de direitos.
 

Na primeira sigla, GLS, o "S" representava os simpatizantes, pessoas aliadas à causa LGBTQIA+. Mas logo o acrônimo se mostrou ultrapassado e excludente porque deixava de fora as demais identidades.
 

A grande mudança na sigla ocorreu, depois, com o "L" passando a encabeçar a sequência de letras para dar mais visibilidade às demandas de mulheres lésbicas. A abreviação também ganhou o "B", para bissexuais.
 

O "Q" ("questionando", para uns; "queer", termo genérico antes pejorativo, para outros) também surgiu, e o amontoado de letras continua a crescer.
 

Atitudes continuam a mudar, e a linguagem para orientação sexual e identidade de gênero também.
 

Eis, abaixo, um glossário incompleto.
 


 

Gay e lésbica
 

Quando "homossexual" passou a soar clínico e pejorativo, no fim dos anos 1960, "gay" virou o termo para pessoas atraídas por parceiros do mesmo sexo. Com o tempo, "gays e lésbicas" se popularizou para frisar questões distintas das mulheres, e "gay" hoje é mais usado para homens
 


 

Bissexual
 

Alguém atraído por pessoas de seu gênero e de outros. Estereótipos de que seria uma transição ou camuflagem para promiscuidade são alvo de debate nos círculos LGBTQIA+. Defensores criticam o questionamento da identidade bissexual, mas há pessoas que veem no prefixo "bi" o reforço do binômio masculino/feminino
 


 

Pansexual
 

Quem sente atração por gente de todas as identidades de gênero ou pelas qualidades de alguém independentemente da identidade de gênero. Antes termo acadêmico, ganhou aderência com visibilidade de celebridades como Miley Cyrus
 


 

Assexual
 

Alguém que sente pouca ou nenhuma atração sexual. Não equivale à falta de atração romântica (os "arromânticos")
 


 

Cisgênero
 

Alguém cuja identidade de gênero se equipara ao sexo que lhe foi designado ao nascer
 

Transgênero
 

Termo amplo para pessoas cuja identidade ou expressão de gênero difere do sexo biológico designado ao nascer
 


 

Não conformidade de gênero
 

Quem expressa o gênero fora das normas convencionais de masculinidade ou feminilidade. Nem todos são transgênero, e alguns transgêneros se expressam da forma convencional masculina/feminina
 


 

Não binário
 

Pessoa que não se identifica como homem nem mulher e se vê fora do binômio de gênero, como o personagem Taylor Mason, da série "Billions"
 


 

Genderqueer
 

Outro termo para quem não se vê no binômio feminino/masculino e exibe características de um, de ambos ou nenhum
 


 

Fluidez de gênero
 

Termo usado por pessoas cuja identidade muda ou flutua. Às vezes podem se expressar como mais masculinas em um dia e mais femininas em outro
 


 

Neutralidade de gênero
 

Alguém que não se descreve por um gênero específico e opta pelo uso de pronomes neutros [em português, prevalece o uso de "x" ou "e" no lugar de "a" e "o", como "elx"]
 


 

Intersexual
 

Pessoa com características sexuais biológicas não associadas tradicionalmente a corpos femininos ou masculinos
 


 

+
 

O sinal denota tudo no espectro do gênero e sexualidade que as letras não descrevem.

Bahia Notícias

Piada do Ano! Bolsonaro alega que não tem como saber o que acontece nos ministérios

Publicado em 28 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro ainda não sabe o que significa ser presidente

Luiz Felipe Barbiéri
G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (28) que não tem “como saber o que acontece nos ministérios”, ao comentar com apoiadores o caso da compra da vacina Covaxin. As irregularidades na aquisição de doses da vacina indiana Covaxinra pelo governo federal se tornou o principal tema da CPI da Covid nos últimos dias.

Em depoimento à comissão, o servidor Luis Ricardo Miranda, ex-chefe do setor de importação do Ministério da Saúde disse que identificou suspeitas de irregularidades na compra. Ele e o irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), disseram que alertaram o presidente Jair Bolsonaro, em reunião no dia 20 de março, sobre as suspeitas.

CONFIANÇA NOS MINISTROS – Nesta segunda, ao sair do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse a apoiadores que tem “confiança s ministros” e não sabe de tudo o que acontece nas pastas.

“Eu recebo todo mundo. Ele que apresentou, eu nem sabia da questão, de como tava a Covaxin, porque são 22 ministérios. Só o ministério do Rogério Marinho [Desenvolvimento Regional], tem mais de 20 mil obras”, declarou.

“Então, eu não tenho como saber o que acontece nos ministérios, vou na confiança em cima de ministros e nada fizemos de errado”, completou Bolsonaro.

CRIME DE PREVARICAÇÃO – À CPI, o deputado Luis Miranda contou ainda que, quando fez a denúncia de suspeitas sobre o contrato ao presidente, Bolsonaro reagiu dizendo: “Isso é coisa de fulano”, em referência a um parlamentar. Ele diz: ‘isso é coisa do fulano. [Palavrão], mais uma vez’. E dá um tapa na mesa”, relatou o parlamentar.

Miranda resistiu a apresentar o nome do parlamentar citado por Bolsonaro, mas, ao final de seu depoimento, afirmou que o era o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Senadores da CPI decidiram recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para apresentar uma notícia-crime contra o Bolsonaro.

PREVARICAÇÃO – Os parlamentares alegam que Bolsonaro cometeu prevaricação. Nesse caso, a prevaricação se configuraria, segundo os senadores, pela omissão de Bolsonaro ao não comunicar uma suspeita de irregularidade.

Luis Ricardo Miranda, ex-chefe do setor de importação do Ministério da Saúde, disse que se recusou a assinar um documento (espécie de nota fiscal internacional) da compra da Covaxin, porque, segundo ele, havia suspeitas de irregularidades.

Entre os pontos suspeitos apresentados pro Luis Ricardo estão: 1) preço acima do contratado; 2) números de doses menor que o contratado; 3) documento em nome da empresa Madison, com sede em Cingapura. A fabricante da Covaxin, que consta no contrato, é a Barath Biotech.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Se o presidente não tem como saber o que fazem seus ministros, deveria renunciar, porque é pago justamente para fazê-lo. (C.N.)

Golpe de Bolsonaro depende do voto impresso, que está perdendo apoio no Congresso


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Charge do Alpino (Yahoo Notícias)

Rosângela Bittar
Estadão

O golpe prometido e descrito por Jair Bolsonaro como forma violenta de manter-se no poder, ao fim do atual mandato, tinha ganho um absurdo suporte institucional da Câmara e do Senado. As providências em gestação estavam aceleradas.

Certamente convencido de que não se reelegerá, Bolsonaro já anunciou que vai recusar o resultado das eleições. Para disfarçar, armou um pretexto. Exige do Congresso a criação do voto impresso, seu instrumento para contestar o resultado. Se não lhe derem o que quer, ameaça com a convulsão social.

REFORMA ELEITORAL – A Câmara do deputado Arthur Lira avançava para atendê-lo, uma contribuição ao tumulto a ser ampliada pela adesão do Senado presidido por Rodrigo Pacheco.

O arcabouço normativo do golpe vem cheio de disfarces e encontra abrigo na manobra diversionista da ampla reforma político-eleitoral. Em entrevista ao Estadão, o cientista político Jairo Nicolau lembrou que esta proposta só poderia ser feita por uma Constituinte, tal seu alcance e profundidade. Mas Lira a está fazendo à sua maneira provinciana. Produz um terremoto a partir da cooptação onerosa de ampla maioria dos deputados. Sem discussão, vai empurrando suas causas.

O retrocesso do voto impresso chegou à Câmara, como outros absurdos da agenda bolsonarista (Escola sem Partido, liberação do uso de máscaras), pelas mãos da deputada brasiliense Bia Kicis, presidente da Comissão de Constituição e Justiça.

QUEM É BIA KICIS -Ex-funcionária do governo do PT, eleita pelo PSL, dela ninguém ouvira falar até aparecer associada às manifestações antidemocráticas, citada em inquéritos sobre notícias falsas e cenas da extrema direita de contestação do Supremo Tribunal Federal.

Mas é freguesia antiga. Há seis anos já era convidada a explicar-se sobre o que, naquela época, ainda se chamava de crime cibernético. Assim, Lira-Kicis formam a linha de frente do domínio da Câmara por Bolsonaro.

Tanto quanto o presidente, Lira e Kicis não conseguem demonstrar a fragilidade da urna eletrônica.

PRAZO A BOLSONARO – A Justiça Eleitoral deu prazo de 15 dias para que Bolsonaro entregue provas de tal acusação. Caso existissem, já as teria apresentado há muito tempo. Recorre-se, então, à fábula, contada sob sigilo para dar veracidade.

Numa cena alegórica, um homem de camisa amarela está posto em sentinela ao lado do biombo onde está instalada a urna eletrônica da sessão eleitoral. Surge, então, um eleitor, que assina a folha de votação apresentada pelo mesário. Em seguida, se dirige à cabine, mas é impedido de entrar pelo camisa amarela. O cidadão vai embora, mas seu voto já terá sido computado em número coincidente com a de assinaturas da folha.

Mestre-sala do enredo do governo, o presidente da Câmara conduz com mão de ferro a sua base, consolidada pela generosa distribuição do orçamento secreto, conforme denunciado pelo Estadão e até hoje não explicado pelos que o manipularam.

TUDO MUDOU – Mas com os escândalos noticiados pela CPI, o quadro está mudando e neste sábado, 26, presidentes de 11 partidos, se reuniram  e fecharam posição a favor do atual sistema de votação no Brasil, se posicionando de forma contrária à introdução do voto impresso, uma das principais pautas defendidas pelo presidente no Congresso.

Participaram do encontro os presidentes do MDB, PP, Republicanos, PSL, Cidadania, Solidariedade, Avante, PSD, DEM, PSDB e PL. Com isso, o plano de Bolsonaro para denunciar fraude também começa a desmoronar.

Aliás, em 2022 haverá eleições para senadores e deputados federais, um encontro irrecusável dos parlamentares com a opinião pública.


Manifestações políticas de militares e destemperos de Bolsonaro devem se repetir

 

Descontrolado, Jair Bolsonaro vive a xingar a imprensa

Elio Gaspari
Folha/O Globo

Em janeiro, quando os mortos da pandemia já passavam de 200 mil, olhando para a eleição do ano que vem, o senador Tasso Jereissati avisou: “As instituições precisam ser fortes, trincar os dentes”.

De lá para cá, Jair Bolsonaro continuou defendendo a cloroquina, combatendo o isolamento e as máscaras. Os mortos chegaram a meio milhão e, na segunda-feira, o presidente teve seu momento de destempero em Guaratinguetá (SP).

LEMBRANDO FIGUEIREDO – Coisa parecida só aconteceu em 1979, quando o general João Figueiredo saiu do palácio do Governo de Santa Catarina e foi para a rua, tentando sair no braço com manifestantes que o hostilizavam. (Na ocasião, autoridades presentes e mesmo integrantes de sua comitiva entenderam que ele estava com um parafuso solto.)

Todo mundo precisa trincar os dentes, porque vem por aí um ano que testará o Brasil. A cena de Guaratinguetá, antecipada em inúmeras ocasiões, haverá de se repetir, como sucedia nos Estados Unidos com Donald Trump. As instituições americanas funcionaram, e desde que ele foi para a Flórida, o mundo e o país se tornaram mais calmos e seguros.

Bolsonaro destempera-se com adversários e desentende-se com correligionários. Pouco a ver com os dois ministros da Saúde que dispensou em circunstâncias macabras. Rifou Gustavo Bebianno que se juntou a ele quando os bolsonaristas cabiam numa kombi. Dispensou o general da reserva Santos Cruz, que lhe deu apoio quando ele era visto na hierarquia como um capitão indisciplinado. O mesmo aconteceu com o vice-presidente, Hamilton Mourão, que entrou na chapa supondo que viria a ser um parceiro.

LEMBRANDO ROOSEVELT – (Em benefício do capitão, o presidente americano Franklin Roosevelt morreu em 1945 sem ter contado ao vice Harry Truman que a bomba atômica estava quase pronta. O piloto que haveria de jogá-la meses depois em Hiroshima já treinava num B-29 sem saber para quê. Roosevelt, contudo, cultivava a própria simpatia.)

Passeatas de motociclistas, manifestações políticas de militares e destemperos presidenciais haverão de se repetir. Daí, só trincando-se os dentes e contando-se os dias. Passada a eleição, contam-se os votos e em janeiro assume o novo presidente. Caso perca, Bolsonaro já tem o roteiro (“fraude”) e ameaça (“convulsão social”).

Se Bolsonaro deve ter argumentos para sustentar que haverá fraude na eleição futura, bem que poderá mostrar os que tem da eleição passada, na qual diz que saiu vencedor no primeiro turno. O ministro Luis Felipe Salomão, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, deu-lhe 15 dias para mostrá-las

AGENDA ERRADA – O Brasil poderia ter hoje uma agenda parecida com a dos Estados Unidos, enfrentando a pandemia e o desemprego. Em maio de 2020 a taxa de desemprego americana era de 13,3% e caiu para 5,8%. A brasileira era de 12,6% em março de 2020 e subiu para 14,7% em março deste ano, a maior da série histórica. Esse percentual significa que 14,8 milhões de pessoas não têm trabalho.

Bolsonaro chegou à Presidência numa eleição em que se apresentava como a melhor alternativa ao PT. Sua agenda era desconjuntada, mas parecia liberal e moralista. O presidente que se oferece para a reeleição (instituto que combatia e prometia rejeitar) não cavalga uma agenda, mas apenas as crises que provoca.


Neste imbroglio da Covaxin, Jair Bolsonaro está amarrado ao líder Ricardo Barros e ao Centrão


Charge do J. Bosco (O Liberal)

Bruno Boghossian
Folha

Jair Bolsonaro assumiu a responsabilidade pela negociação da Covaxin no momento em que foi avisado das suspeitas sobre aquele acerto. “Se eu mexo nisso aí, você já viu a merda que vai dar, né?”, disse o presidente, segundo o deputado Luis Miranda (DEM-DF).

Tudo indica que a ideia era abafar o caso para evitar um terremoto nas relações entre o Planalto e o Centrão. De acordo com o depoimento dado à CPI da Covid, Bolsonaro apontou o líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), como provável operador do negócio. Esse enrosco político vai determinar o desfecho da crise e a sobrevivência do presidente.

DESMORONANDO – Bolsonaro e Barros estão amarrados. A CPI ainda vai investigar se os dois eram beneficiários do potencial trambique, se houve mero desinteresse em investigar as suspeitas ou se o presidente deixou o esquema rolar para não atrapalhar o aliado. Em qualquer das hipóteses, o Planalto não conseguirá se desvencilhar sem que o governo desmorone.

O presidente sabe que será impossível despejar toda a culpa nas costas do Centrão. Além de já ter se envolvido diretamente no caso, Bolsonaro só continua no poder porque contratou o apoio desses partidos. Romper a aliança, portanto, seria um ato de destruição mútua.

Como alternativa, o governo pode buscar um acordo com os caciques do bloco e entregar apenas a cabeça de Barros para tentar blindar o consórcio Planalto-centrão. A jogada é arriscada, porque transformaria o deputado num homem-bomba.

HIPÓTESES – O mais provável, por enquanto, é que os partidos da base governista reforcem a defesa do presidente e exijam que o governo também os proteja dessas suspeitas. As condições do acordo político que une os dois lados, no entanto, pode mudar.

Daqui por diante, a aliança estará submetida a uma tensão constante. Uma falha na estratégia de defesa queimaria os dois lados, e o potencial desgaste do presidente poderia levar os partidos a abandonar o governo.

Enquanto a crise se desenrola, Barros e Bolsonaro são um só.​

O prefeito de Jeremoabo recorreu de mais uma julgamento do TCM-BA, o recurso será julgado amanhã.

 Processo nº 03397e20 - Pedido de Reconsideração referente à Denúncia nº 15145e18, relativa à Prefeitura Municipal de JEREMOABO. Interessado: Sr. Derisvaldo José dos Santos. Procurador: Sr. Allan Oliveira Lima - OAB/BA nº 30276.

Nota da redação deste Blog - Esse processo já foi julgado e o prefeito condenado. " Versa o Processo TCM nº 15145e18 de denúncia formulada pela empresa Azul Transportes e Turismo EIRELI ME contra o Sr. Derisvaldo José dos Santos, Prefeito do Município de Jeremoabo, dando conta do cometimento de irregularidade na realização do procedimento licitatório da modalidade Pregão Eletrônico nº 001-D/2018, uma vez que o edital desse certame não teria sido publicado no sistema de processamento de pregões eletrônicos do Banco do Brasil, como exigido na Lei Federal nº 12.527/2011 – Lei de Acesso a Informações.

Informa em seguida a denunciante não haver obtido êxito no contato mantido com a Comissão de Licitação, uma vez que, “Passados alguns dias e percebendo que a I. Comissão nem tampouco a I. Pregoeira se manifestariam sobre as demandas em tempo hábil. Resolveu, então, entrar em contato com a instância superior, Diretor de Departamento de Licitação do Município, Sr. Eduardo Luiz Gomes da Silva, na oportunidade foi informado sobre a situação em tela e prontamente foi informado sobre a necessidade do preenchimento de um formulário, requerendo tal informação.”

Portanto, de acordo com a empresa denunciante, “o animus da I. Comissão foi o de não prestar as informações corretamente situação corroborada com a própria ausência do aludido edital no sistema do banco do brasil e com o teor do e-mail com informações diversas daquelas lançadas no sistema. Nítido, então era o objetivo dos membros da Comissão em querer afastar a licitante a participar do certame, o que se configura um Verdadeiro Absurdo, e um grave prejuízo a Administração Pública!” 

                                   (...)

Nessa linha de intelecção, entendeu a denunciante ter havido “violação de um direito fundamental previsto no ordenamento jurídico que é o do "acesso às informações", preceito consagrado nos artigos 5º, XXXIII, bem como no Inciso II do § 3º do artigo 37 e no § 2º do artigo 216, todos provenientes da Carta Magna.”, violando, inclusive, os ditames da Lei Federal nº 12.527/2011, que cuidou em disciplinar o acesso à informação que, na previsão do art. 1º, alcança os municípios. (TCM-BA)

Não sei se por ignorância ou má fé tornou-se praxe nessa gestão o cidadão amparado na Ldei de acesso a informação, requerer informação, e os "todos poderosos" aculturados da prefeitura não respeitar a Lei; só que desconhece que quando qualquer cidadão protocola um pedido, torna-se uma prova, se a prefeitura informa ou não, problema dela.

Foi o que aconteceu há uns 15(quinze) dias atarás, a ONG-TransaparenciaJeremoabo encaminhou um email solicitando copia de uma contrato, como até a presente data a prefeitura não respondeu, simplesmente a ONG juntou à documentação a copia desse email e encaminhou ao MPF informando que deixa de juntar o dito contrato porque a prefeitura não forneceu.

Casa Nova: Prefeito é acusado de fraude em venda de imóvel com uso de 'laranja'

por Francis Juliano

Casa Nova: Prefeito é acusado de fraude em venda de imóvel com uso de 'laranja'
Foto: Reprodução

O prefeito de Casa Nova, no Sertão do São Francisco, Wilker de Oliveira Torres, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado (MP-BA). Segundo acusação do parquet, Torres se beneficiou da aquisição de um imóvel público municipal feito por uma pessoa, que teria sido usada como “laranja”. O terreno foi arrematado por cerca de R$ 1,5 milhão pela acusada Mary Figueiredo, que não teria suporte financeiro para arcar com o valor.

 

Conforme o MP-BA, a condição da acusada foi constatada após quebra de sigilo bancário e fiscal autorizados pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O caso teria início no primeiro mandato do gestor, em 2017. Wilker do Posto, como é conhecido, se reelegeu em novembro do ano passado.

 

Segundo a denúncia, o gestor alterou uma lei municipal, um dia após o texto original ser aprovado na Câmara de Vereadores, em junho de 2017, que previa a autorização da venda do imóvel de 2,8 mil metros quadrados. O objetivo seria a construção de um centro de ensino superior.

 

A licitação que autorizou a aquisição do imóvel ocorreu em 2019. O MP-BA denunciou o gestor por fraude de licitação, peculato [apropriação de bens públicos ou para proveito alheio] e lavagem de dinheiro. O Bahia Notícias tentou falar com o prefeito, mas não conseguiu resposta.

Bahia Notícias

Lázaro 'descarregou' uma pistola contra policiais durante cerco, diz secretário de Goiás


Lázaro 'descarregou' uma pistola contra policiais durante cerco, diz secretário de Goiás
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Durante o confronto com policiais de Goiás nesta segunda-feira (28), o suspeito de matar quatro pessoas no Distrito Federal, Lázaro Barbosa, descarregou uma pistola contra os agentes de segurança, de acordo com o secretário de Segurança Pública de Goiás Rodney Miranda.

 

Após 20 dias de buscas, Lázaro foi encontrado em Águas Lindas de Goiás, no entorno do DF. O criminoso foi morto em confronto com policiais da força-tarefa que contou com mais de 270 agentes.

 

"Ele descarregou a pistola contra os policiais e não tivemos outra alternativa se não revidar", afirmou Rodney durante uma entrevista coletiva sobre a operação.

 

Segundo o G1, o secretário também afirmou que Lázaro tinha R$ 4,4 mil no bolso quando foi encontrado pelos policiais. De acordo com Rodney, ele foi encontrado quando tentava contato com familiares que moram na região.

 

“Ele foi se encontrar com elas [ex-mulher e ex-sogra]. Ele chegou a ameaçar os policiais falando que daria tiro na cara. Fizemos o cerco e, além da arma, ele tinha R$ 4,4 mil no bolso. Isso é mais uma prova que tinha gente com ele dificultando o nosso trabalho”, afirmou.

Bahia Notícias

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