terça-feira, fevereiro 16, 2021

Deputado bolsonarista investigado por atos antidemocráticos ataca ministros do STF e desafia Fachin a prender Villas Bôas

                                            Foto: Reprodução


O deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) publicou vídeo nas redes sociais nesta terça, 16, atacando todos os ministros do Supremo Tribunal Federal, com especial destaque ao ministro Edson Fachin, que subiu o tom contra uma declaração de 2018 feita pelo ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas.

Silveira é investigado no inquérito que mira o financiamento e organização de atos democráticos em Brasília. Em junho, ele foi alvo de buscas e apreensões pela Polícia Federal e teve o sigilo fiscal quebrado por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Em depoimento, o parlamentar negou produzir ou repassar mensagens que incitassem animosidade das Forças Armadas contra o Supremo ou seus ministros.

A gravação contra os demais integrantes do Supremo foi feita após o ministro Edson Fachin classificar como ‘intolerável e inaceitável’ qualquer forma de pressão sobre o Poder Judiciário. A manifestação do ministro foi feita após revelação que um tuíte de Villas Bôas, feito em 2018 e interpretado como pressão para que o Supremo não favorecesse o ex-presidente Lula, teria sido planejado com o Alto Comando das Forças Armadas.

No vídeo, Silveira afirma que os onze ministros do Supremo ‘não servem pra porra nenhuma pra esse país’, ‘não têm caráter, nem escrúpulo nem moral’ e deveriam ser destituídos para a nomeação de ‘onze novos ministros’. A única exceção que é elogiada é o ministro Luiz Fux, a quem o deputado diz respeitar o conhecimento jurídico, mas mesmo o presidente da Corte é incluído nas críticas generalizadas aos integrantes do tribunal, chamados de ‘ignóbeis’.

“Vá lá, prende Villas Bôas. Seja homem uma vez na tua vida, vai lá e prende Villas Bôas. Seja homem uma vez na tua vida, vai lá e prende Villas Bôas. Fala pro Alexandre de Moraes, o homenzão, o fodão, vai lá e manda ele prender o Villas Bôas. Vai lá e prende um general do Exército”, disse o deputado. “Eu quero ver, Fachin. Você, Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, o que solta os bandidos o tempo todo. Toda hora dá um habeas corpus, vende um habeas corpus, vende sentenças”.

“Fachin, um conselho pra você. Vai lá e prende o Villas Bôas, rapidão, só pra gente ver um negocinho, se tu não tem coragem. Porque tu não tem culhão pra isso, principalmente o Barroso, que não tem mesmo. Na verdade ele gosta do culhão roxo”, continuou o deputado. “Gilmar Mendes… Barroso, o que é que ele gosta. Culhão roxo. Mas não tem culhão roxo. Fachin, covarde. Gilmar Mendes… (o deputado faz gesto simulando dinheiro) é isso que tu gosta né, Gilmarzão? A gente sabe”.

Silveira também afirma na gravação que já imaginou o ministro Fachin ‘levando uma surra’, assim como ‘todos os integrantes dessa Corte aí’.

“O que você vai falar? Que eu tô fomentando a violência? Não, só imaginei. Ainda que eu premeditasse, ainda assim não seria crime, você sabe que não seria crime. Qualquer cidadão que conjecturar uma surra bem dada nessa sua cara com um gato morto até ele miar, de preferência após a refeição, não é crime”, afirmou. “Na minha opinião, vocês já deveriam ter sido destituídos do posto de vocês e uma nova nomeação convocada e feita de onze novos ministros. Vocês nunca mereceram estar aí. E vários que já passaram também não mereceram. Vocês são intragáveis”.

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‘Partidos foram triturados no Congresso pela captação de votos’, afirma Tasso Jereissati


O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) em seu gabinete de trabalho Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

Jereissati busca uma maneira de Bolsonaro ser derrotado

Julia Lindner
O Globo

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou, em entrevista ao Globo, que seu partido, assim como os demais, foi “triturado” durante a eleição para as presidências da Câmara e do Senado e agora tem a oportunidade de se reconstruir.
Para ele, o melhor nome para disputar a eleição de 2022 será aquele que conseguir unir as legendas de centro, da esquerda à direita, a fim de evitar a polarização como a que ocorreu no segundo turno do último pleito, entre Jair Bolsonaro e petista Fernando Haddad.

Como o senhor avalia o cenário atual do PSDB? O partido está rachado?
O PSDB está num momento de transição, de reconstrução, procurando manter os seus princípios iniciais e fundamentais. Ao mesmo tempo, esse período agora é diferente, em que todos os partidos, todos, foram triturados ou tratorados pelo processo eleitoral de Senado e Câmara. Em uma olhada panorâmica, o DEM rachou, PSDB trincou, PSD teve problemas… Isso porque o processo que se instalou nas duas Casas do Congresso foi na base da captação de votos individual. Sempre teve isso, mas os partidos também tinham um grande peso. Agora os partidos foram ignorados como se não existissem. Isso fez com que pessoas, de bolsonaristas a petistas, votassem nos mesmos candidatos. Essa questão de não haver uma coesão absurda não é privilégio do PSDB, todos os partidos estão vivendo problemas.

É possível encontrar uma saída?
É um bom momento para o PSDB se reconstruir, estávamos vivendo isso… Tínhamos uma candidatura natural (à Presidência da República) do governador de São Paulo (João Doria), que só pelo fato de ser governador de São Paulo já o torna presidenciável, e se abre uma nova perspectiva trazendo ao cenário mais um outro candidato de uma parcela do PSDB, o Eduardo Leite (RS), que traz uma perspectiva extremamente democrática para voltarmos às discussões dos nossos ideais, dos nossos princípios.

Considerando os nomes de Doria e Leite, qual deles tem o melhor perfil hoje para unificar o centro? Avalia que Doria tenderia mais para a direita do que para o centro?
Eu acho que antes de definirmos o nome, temos que definir o que queremos. Estamos vivendo um momento que, além dos partidos, vivemos uma crise de valores, uma crise sanitária, econômica e social. Então, eu acho que aquele que tiver capacidade de unir desde o centro mais à direita até o mais à esquerda, com o propósito de acabar a polarização em que (entre) a extremíssima esquerda e a extremíssima direita, o ódio é que está prevalecendo… Esse que tiver mais capacidade de fazer essa união será o candidato ideal. 

O senhor vê Luciano Huck com uma dessas alternativas?
Tem essa possibilidade. Não estou dizendo que seja ele, estou colocando. É um rapaz novo, não vejo problema no fato de não ser político, existem vantagens e desvantagens. Ele tem feito um esforço enorme de aprender, captar soluções e ideias que estão pairando pelo mundo. É um rapaz de centro.

A situação na Câmara e no Senado mostrou a bancada dividida e em parte apoiando o nome de Bolsonaro à presidência das Casas. Não é um sinal de que é difícil unir o partido e fazer oposição?
Essa definição de oposição em relação ao governo está tomada. É uma definição que está sendo reforçada com a ratificação do nome de Bruno Araújo (ao comando do PSDB). A diferença que houve durante as eleições não é um desafio só nosso, e sim de todos os partidos e democratas. Houve uma manipulação profunda que dizimou a unidade dos partidos.

O PSDB tem um alinhamento na área econômica com o governo. Como fazer essa diferenciação em relação a outras pautas?
Olhando em uma visão geral nós temos, sim, uma identidade muito grande, não total, na área econômica, mas nas outras questões temos uma distância enorme. Se for para falar de política externa, é o oposto da apresentada pelo ministro de Relações Exteriores, que é incompreensível. Se formos falar de tendência ao autoritarismo, somos um partido que nasceu da redemocratização. Enfrentamento da pandemia, coronavírus e Ministério da Saúde… É um desastre que chega a ser quase criminoso. 

Pensando em 2022, o senhor teme um cenário como o da última eleição, com Bolsonaro e o candidato do PT no segundo turno? Isso colocaria o PSDB numa situação difícil?
O Bolsonaro ganhou as eleições porque havia um forte sentimento antipetista na população brasileira. Eu costumo dizer que o Bolsonaro nasceu do PT. Quando o PT começou a dividir o Brasil entre nós e eles, dividiu o Brasil e acabou levando para a radicalização. Isso se transformou na extrema direita. Isso (cenário de 2018) só vai se repetir se nós, do centro, centro-direita, centro-esquerda, formos muito divididos novamente para a eleição. Porque você tem um nicho certo de eleitores na extrema esquerda e na extrema direita. Se esse centro que é a maioria ficar todo subdividido, pode ser, como aconteceu, que a subdivisão leve a uma reedição de uma maneira piorada dessa polarização que só gerou ódio, dividiu a população. As pessoas não querem saber de argumentos. Tenho grande esperança de que possamos construir uma candidatura de centro mais sólida.

Como o senhor vê a sinalização, por exemplo, do ACM Neto não descartar um apoio a Bolsonaro lá na frente?
Eu acredito que o Neto disse isso mais como uma figura de linguagem, tipo “não estou descartando algum cenário”. Porque todas as vezes em que eu conversei com ele, além de negar de maneira muito veemente qualquer aproximação com Bolsonaro, não é da índole dele, da criação dele, qualquer aliança maior com um governo com esses defeitos.

O senhor falou do antipetismo. Avalia que a oposição do PSDB ao PT e especialmente a postura na eleição de 2014 de questionar o resultado contribuiu para esse ambiente?
Não foi nem a oposição do PSDB ao PT. Quando o PT fez o ‘nós e eles’ visou principalmente o PSDB, demonizou os nossos governos, neoliberalistas, os nossos candidatos, todo o primeiro governo do Lula tinha o negócio da herança maldita. Tudo era feito para demonizar o PSDB. Isso fez com que os eleitores do PSDB acabassem nas mãos da extrema direita, que criou o Bolsonaro.

Aécio Neves (MG) influenciou na eleição da Câmara no apoio ao candidato de Bolsonaro. A permanência dele atrapalha a imagem do PSDB?
Esse assunto está morto. O Aécio não está influindo, está calado lá. Ele não é mais uma liderança do partido, não tem relevância dentro das discussões. É um assunto morto e não tem por que abrir essa ferida. Temos outros assuntos tão importantes agora que isso seria sair do foco.

O que achou das explicações de Eduardo Pazuello ao Congresso? Ainda vê necessidade da CPI da Covid?
A grande maioria do PSDB assinou a CPI da Pandemia e estamos defendendo principalmente depois do depoimento do ministro da Saúde, que não respondeu as questões fundamentais. Alguém de governo tem que ser responsabilizado para que isso não volte a se repetir.

A situação em Manaus evidenciou mais a crítica que se faz ao governo na pandemia?
Claro. Aquilo foi um caos, um conjunto de crimes em relação à total falta de sensibilidade com o que estava acontecendo em Manaus, pessoas morrendo asfixiadas no meio da rua e o governo distribuindo cloroquina. E não só em Manaus. Cidades estão parando de vacinar por falta de vacina. É um conjunto de crimes, e alguém precisa ser responsável por isso. Não é possível que centenas de milhares venham a falecer e essa negligência fique impune. Até para que não volte a acontecer.

Grupo de pais promovem protesto por volta das aulas em frente a casa de Bruno Reis

Grupo de pais promovem protesto por volta das aulas em frente a casa de Bruno Reis
Foto: Divulgação

Um grupo de pais promoveu uma manifestação, nesta terça-feira (16), na frente de um condomínio, no Comercio, onde reside o prefeito Bruno Reis (DEM). O Movimento “Volta às Aula, Salvador”, é a favor do retorno das aulas e com panelas pediram o retorno das atividades. 

 

“Ele não vai abrir. Temos que nos reunir. Principalmente escolas que estão fazendo on-line com preços acessíveis. Ainda mais escolas que estão mudando o CNAE. Ou vamos lutar ou não teremos escola no primeiro semestre", comentou uma das manifestantes. 

 

Bruno, em suas redes sociais comentou que após a reunião com o governador, ficaram definidos "os parâmetros para a retomada das aulas baseados em taxas de óbitos, crescimento de casos ativos e taxas de ocupação". "Vamos alinhar esse assunto com o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Defensoria Pública do Estado. Os dados do crescimento da pandemia são preocupantes e precisamos de todo cuidado da população. Não podemos voltar às aulas presenciais sob o risco de colapso da saúde", acrescentou.

Bahia Notícias

Demissão de Pazuello é “necessária, urgente e inevitável”, defende Confederação de municípios

Publicado em 16 de fevereiro de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Pelicano (A Charge Online)

Gustavo Garcia
G1

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou nota nesta terça-feira, dia 16, em que diz ser “necessária, urgente e inevitável” a troca do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Segundo o texto, Pazuello não tem condições de conduzir a superação da pandemia e deve ser substituído “para o bem dos brasileiros”.

O documento é assinado pelo presidente da CNM, Glademir Aroldi, e diz que a entidade tem recebido relatos de prefeitos indicando a suspensão da vacinação contra a Covid-19 para grupos prioritários, motivada pela falta de doses e de previsão de reabastecimento dos estoques.

SEM COMENTÁRIOS – Questionado, o Ministério da Saúde disse que não comentaria o tema porque a carta “não lhe foi endereçada”. “O Ministério da Saúde e todos os seus dirigentes e corpo técnico estão trabalhando diuturnamente para dar a melhor resposta à sociedade”, diz a pasta.

No texto, a CNM também afirma que tem tentado dialogar com a atual gestão do Ministério da Saúde – entre pedidos de agendas e de informação –. A pasta, diz a entidade, tem “reiteradamente” ignorado os prefeitos do Brasil.

“Por considerar que a vacinação é o único caminho para superar a crise sanitária e possibilitar a retomada do desenvolvimento econômico e social e por não acreditar que a atual gestão reúna as condições para conduzir este processo, o movimento municipalista entende necessária, urgente e inevitável a troca de comando da pasta para o bem dos brasileiros”, diz o documento divulgado.

SEM PLANEJAMENTO – A CNM – que reúne 5.200 dos 5.565 municípios do país, incluindo 19 capitais – afirma que o comando do Ministério da Saúde “não acreditou na vacinação como saída para a crise e não realizou o planejamento necessário” para a compra de vacinas. Para a entidade, Pazuello adotou “postura passiva”.

“Todas as iniciativas adotadas até aqui foram realizadas apenas como reação à pressão política e social, sem qualquer cronograma de distribuição para estados e municípios”, afirma a confederação.

INTERRUPÇÃO – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), anunciou na segunda-feira, dia 15, que a campanha de vacinação contra o novo coronavírus no município será interrompida nesta quarta-feira, dia 17, por falta de doses. No fim de semana, em Salvador (BA), a campanha foi retomada nesta segunda-feira após ser suspensa no fim de semana. A volta da vacinação foi possível após verificação de doses ainda disponíveis na capital baiana.

Nesta quarta-feira, Pazuello deve se reunir governadores para tratar da crise sanitária no país. De acordo com o gabinete do governador do Piauí, Wellington Dias (PT), quatro temas estarão na pauta da audiência com o ministro: cronograma de entrega de vacinas; pagamento e ampliação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs); solução para o aumento de preços de medicamentos; aquisição da vacina Sputnik-V e outras alternativas de imunizantes.

Wellington Dias é o coordenador da temática de vacina no Fórum Nacional de Governadores e presidente do Consórcio Nordeste.

Três estados têm casos de falsa aplicação de vacina; médicos explicam cuidados

 Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo

16 de fevereiro de 2021 às 05:00 | Atualizado 16 de fevereiro de 2021 às 07:56
Idosa é vacinada contra o coronavírus em sistema drive-thru
Apesar dos problemas, especialistas alertam que casos são pontuais e não representam risco ao processo
Foto: Evandro Leal/Agência Free Lancer/Estadão Conteúdo

O Brasil já registrou pelo menos quatro casos de falsa aplicação de vacina contra a Covid-19 em três estados diferentes: Goiás, Alagoas e Rio de Janeiro. 

O Conselho Federal de Enfermagem informou que apura denúncias desse tipo nas cidades de Goiânia, Maceió, Niterói e Petrópolis, onde enfermeiros não teriam finalizado a aplicação da vacina. 

O mais recente, ocorrido na última sexta-feira (12), em Petrópolis, está sendo investigado também pela Polícia Civil.

Os casos serão apurados e, se houver a confirmação, os profissionais envolvidos poderão perder o registro na categoria.

Problemas não representam risco à vacinação

O Conselho Federal de Enfermagem informou também que pode pedir o apoio da Polícia Federal na apuração dos casos, e que as prefeituras também solicitaram investigações aos respectivos Ministérios Públicos estaduais.  

Entretanto, o conselho ressaltou que estes profissionais não representam a categoria, que está lutando, há meses, na linha de frente no combate contra o novo coronavírus.

O pediatra, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, afirmou que erros em aplicação de vacinas podem ocorrer, mas que esses são casos “absolutamente excepcionais” e não devem ser motivo de preocupação, ou razão para deixar de se vacinar.

“É uma situação absolutamente excepcional no serviço de saúde no Brasil, especialmente nos postos de vacinação. O Programa Nacional de Imunização tem uma tradição de controle de doenças, de erradicação, então isso não é prática habitual, é pontual, e não deve ser motivo de preocupação para ninguém, nem motivo para não se vacinar”, afirmou Kfouri à CNN.

O médico acrescentou ainda que o programa de imunização no Brasil existe há cerca de 50 anos, e que os erros são pontuais. “Erros programáticos, erros na aplicação, no desenvolvimento do programa, aplicou a mais ou a menos, usou mais doses, não conservou, deu uma vacina que era oral da forma injetável, ou vice-versa, isso acontece em programas, mas isso é marginal dentro de um programa de imunizações como o nosso, cinquentenário. Tem muito pouco erro”, garantiu.

Cuidados durante a aplicação 

Pelo menos 5.479.086 doses de vacina contra a Covid-19 foram aplicadas no Brasil até segunda-feira (15), com base nas secretarias estaduais que divulgaram o balanço preliminar da vacinação. Se ainda há alguma insegurança em relação à imunização, os médicos explicam que é possível observar se a aplicação da dose foi concluída.

“Se alguém se sentir inseguro, a recomendação é visual, não há como saber se o líquido entrou pela sensação, se doeu, se não doeu, às vezes a sensibilidade de cada um é muito particular, tem injeção que você toma às vezes e nem percebe”, disse Renato Kfouri.

O médico recomendou a quem for receber a vacina, ou ao acompanhante, que se atente a detalhes na seringa.

“Vale tanto acompanhar o detalhe da aspiração do líquido, do conteúdo que está dentro da seringa, e no final observar a injeção, a introdução do líquido e a seringa vazia no final. Não há outra forma para quem não está seguro de que a vacinação tenha sido concluída de fato. Com essa observação, essa é a maneira mais correta”, disse.

Para a médica epidemiologista Denise Garrett, “esses episódios refletem uma falta de coordenação e orientação para a campanha”. Ela também ressaltou como proceder para certificar-se da aplicação.

“Geralmente, o profissional de saúde mostra a seringa cheia antes da aplicação e vazia depois de aplicada a vacina. Isso é praxe em uma campanha de vacinação, e não sei por que não está ocorrendo rotineiramente agora”, afirmou Garrett.

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Ex-prefeito de Cansanção terá de devolver mais de R$ 1 milhão ao município segundo TCM


Ex-prefeito  de Cansanção terá de devolver mais de R$ 1 milhão ao município segundo TCM
Foto: Reprodução / TCM

O ex-prefeito da cidade de Cansanção, na região do Sisal,  Paulo Henrique Passos Andrade sofreu, por parte do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), uma representação ao Ministério Público Estadual (MPE), para que seja apurada a  prática de ato de improbidade administrativa, diante de irregularidades no pagamento de servidores com recursos do Fundeb.

 

Conforme o TCM divulgou nesta terça-feira (16), o relator do processo de denúncia, conselheiro Fernando Vita, determinou o ressarcimento aos cofres municipais da quantia de R$1.128.275,31, com recursos pessoais, em razão da ausência de comprovação de despesas. O prefeito ainda foi multado em R$25 mil.

 

De acordo com o tribunal, na apuração do processo foi comprovada a existência de irregularidades no pagamento de diaristas com recursos do Fundeb, no expressivo montante de R$1.128.275,31, vez que não foram encaminhados os recebimentos das diárias realizadas nos exercícios de 2016 e 2017, contendo, as respectivas assinaturas dos servidores terceirizados. 


Também teria sido  constatada a realização de desconto de valores semelhantes, a título de “Adiantamento”, para a maioria dos colaboradores presentes na folha, sem documentação para dar respaldo, e a contabilização equivocada de processos de pagamento.

 

O conselheiro Fernando Vita considerou, ainda, como irregular, a acumulação indevida de dois cargos de secretário – de Finanças e Educação –, por Luiz Henrique Passos Andrade. De acordo com o TCM, cabe recurso da decisão.

Bahia Notícias

Quem descumprir o toque de recolher será indiciado criminalmente na Bahia, afirma Rui


Quem descumprir o toque de recolher será indiciado criminalmente na Bahia, afirma Rui
Foto: Reprodução/YouTube

Os estabelecimentos comerciais e as pessoas que descumprirem o toque de recolher que será adotado por sete dias na Bahia a partir de sexta-feira (19) serão indiciadas pela polícia por crime contra a saúde pública. A informação foi confirmada pelo governador Rui Costa (PT), nesta terça-feira (16), durante mais uma edição do programa Papo Correria.

 

“A polícia vai autuar por crime contra a saúde e ordem pública. As pessoas serão conduzidas à delegacia, registrado o procedimento e encaminhado ao Ministério Público para abertura de processo criminal. Também será solicitado a cada prefeitura que casse o alvará de funcionamento dos estabelecimentos que desrespeitem os decretos e, eventualmente, pedir ordem judicial para fechamento desses pontos comerciais”, disse o governador. 

Bahia Noticias

Droga tocilizumabe reduz mortes por Covid e ventilação invasiva, aponta estudo Recovery


por Phillippe Watanabe | Folhapress

Droga tocilizumabe reduz mortes por Covid e ventilação invasiva, aponta estudo Recovery
Foto: Reprodução/Pebmed

O anticorpo monoclonal tocilizumabe abrevia o tempo de internação, diminui a necessidade de ventilação invasiva e reduz a mortalidade em pessoas com Covid-19. Segundo o Recovery, grande estudo randomizado britânico de terapias contra a doença, a droga se mostrou efetiva contra a Covid em pacientes hospitalizados com hipóxia e quadro de inflamação. O problema para uso dela, porém, é o preço e a disponibilidade.

O tocilizumabe é a segunda droga efetiva encontrada contra a Covid-19. A primeira, também com efeito de redução de mortalidade observado a partir do estudo Recovery, foi o barato corticoide dexametasona.

Segundo os dados do pré-print disponibilizado (o estudo ainda não foi revisado por pares e publicado em uma revista especializada), foi observada uma redução de 4% na mortalidade, após 28 dias, entre os pacientes que receberam o tratamento padrão e os que receberam tocilizumabe.

Isso significaria que uma vida é salva a cada 25 pacientes graves que tomam tocilizumabe.

A pesquisa do Recovery com a droga ocorreu em 39 centros, entre 23 de abril de 2020 e 24 de janeiro de 2021. Os pesquisadores avaliaram 2.022 pacientes que foram, de modo aleatório, designados a tomar tocilizumabe e 2.094 que foram atendidos com o tratamento padrão.

Segundo os cientistas, os benefícios no uso da droga foram observados em todos os subgrupos analisados na pesquisa, independentemente do nível de suporte respiratório e são adicionais ao efeito observado com o uso de cortiesteroide, ou seja, dexametasona.

"É uma boa notícia para os pacientes e para os serviços de saúde no Reino Unido e em todo mundo", diz, em comunicado, Martin Landray, professor de epidemiologia da Universidade de Oxford e um dos investigadores do estudo Recovery.

Os pacientes receberam uma dose (variando de acordo com o peso de cada um) de tocilizumabe intravenoso, durante 60 minutos. Havia a possibilidade de uma segunda dose, após 12 ou 24 horas, dependendo da melhora de condição de saúde ou não observada pelo médico que acompanhava o paciente.

Os profissionais que aplicavam o tratamento e o paciente não estava cegos para a droga, mas os pesquisadores e todos os demais envolvidos no estudo foram cegados sobre as informações de quem era tratado ou não com o medicamento (a prática é feita para evitar vieses de observação, que poderiam, por exemplo, favorecer os resultados observados no grupo que foi tratado com o medicamento).

Até o momento, os resultados sobre o tocilizumabe não tinham, de forma geral, mostrado benefício significativo na diminuição de mortalidade.

O estudo da Coalizão Covid-19, aliança dos hospitais Albert-Einstein, o HCor, Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa de São Paulo, além do Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e da Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), por exemplo, não tinha observado melhora nos pacientes graves da doença que tomaram a droga.

Segundo Luciano Azevedo, professor de terapia intensiva da USP, pesquisador do Hospital Sírio-Libanês e um dos membros do estudo da Coalizão, a diferença de resultados se deve, possivelmente, à avaliação de desfechos diferentes e à escala dos dois estudos. A pesquisa da Coalizão tinha pouco mais de 100 participantes e teve um pequeno número de mortes. Já o Recovery tinha mais de 4.000 pessoas. A presença de mais possibilitou a observação do benefício.

Azevedo afirma que, apesar de o tocilizumabe ter tido impacto confirmado e se mostrar como uma forma adicional de terapia, a aplicação da droga para pacientes com Covid no Brasil, por exemplo, é difícil.

"A grande questão é a disponibilidade. A dexametasona é conhecida há décadas, está disponivel em todo lugar. O tocilizumabe não", diz o pesquisador do Sírio-Libanês. "Em muitos hospitais grandes, mesmo nas capitais, é de uso limitado pelo seu custo."

O valor do medicamento da Roche está na casa dos milhares de reais por ampola.

Tânia Vergara, presidente da Sociedade de Infectologia do Rio de Janeiro, afirma que, do ponto de vista de saúde pública, deve-se fazer uma análise do custo-benefício do uso da droga. Ela elogiou o desenho do estudo, mas disse que os dados são limítrofes. "O resultado é que, apesar de se mostrar uma alternativa, não é tão bom quanto desejaríamos", diz.

O professor de doenças infecciosas da Univerdade de Oxford e um dos principais investigadores do Recovery Peter Horby afirma, em comunicado, que até o momento, pelos resultados de estudos anteriores, não estava claro para quais pacientes o tratamento poderia ser útil.

"Agora sabemos que os benefícios do tocilizumabe se estendem para todos os pacientes com Covid com baixos níveis de oxigênio e inflamação significativa", diz o pesquisador. "O impacto duplo de dexametasona mais tocilizumabe é impressionante e muito bem-vindo."

Landray afirmou que é substancial o impacto do uso conjunto da dexametasona com o tocilizumabe.

Segundo Azevedo, um ponto a se verificar em estudos futuros é a possibilidade de aumento da dose de dexametasona. No Recovery, foi usada uma dose de 6 mg, considerada como padrão no tratamento para Covid-19 grave. "Será que não faria o mesmo efeito se, em vez de eu dar o tocilizumabe, eu aumentasse a dose da dexametasona?", questiona.

Os autores do Recovery afirmam que sete estudos randomizados e com grupo controle tinham sido observados até o momento, mas seis deles com menos de 100 mortes registradas. O sétimo era a pesquisa Remap-cap, maior. A partir dos resultados preliminares desse último estudo, o Reino Unido já passou a adotar a droga em hospitais.

De acordo com os autores, com todos os dados reunidos das oito pesquisas sobre a droga randomizadas e com grupo controle, observa-se uma uma redução de mortalidade, após 28 dias, de cerca de 13% nos pacientes que tomaram tocilizumabe.

"Nossos dados sugerem que, em pacientes com Covid-19 que estão com hipóxia e têm evidência de inflamação sistêmica, o tratamento combinado de cortiesteroides [dexametasona] e tocilizumabe, a redução da mortalidade pode chegar a cerca de um terço para as pessoas que estiverem recebendo só oxigênio e até 50% para os que estão recebendo ventilação mecânica invasiva", afirmam os pesquisadores.

Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia e médico do Hospital Emílio Ribas, lembra que os dados, apesar de interessantes, são preliminares e que é importante observar a revisão por mais cientistas e a publicação em periódicos científicos.

Mesmo com as dificuldades de uso acesso e custo, trata-se de uma nova medicação para tratar Covid. "Se eu tiver um paciente com as características necessárias para uso, em um hospital com tocilizumabe, eu tenho que prescrever", afirma Azevedo. "É uma mudança no tratamento, baseada em evidência, mas que não vai poder ser aplicado em todos lugares."

O uso para Covid do tocilizumabe (utilizado no tratamento de artrite reumatoide) e da dexametasona é semelhante, buscando diminuir o processo inflamatório no corpo. Mas, enquanto a dexametasona tem um efeito mais amplo no quadro de inflamação, o tocilizumabe age especificamente sobre a interleucina-6 --que, por sua vez, tem também um efeito dinâmico na cadeia inflamatória.

A grande ativação do sistema de defesa do corpo, o que causa uma "tempestade inflamatória", é um motivos pelos quais as pessoas acabam morrendo pela doença.

Bahia Notícas

PGR arquiva representação feita por ex-procuradores contra Bolsonaro por crime de epidemia


Charge do Brum (tribunadonorte.com.br)

Aguirre Talento
O Globo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar, na semana passada, uma representação movida por ex-integrantes da PGR que acusavam o presidente Jair Bolsonaro de crimes na condução da pandemia da Covid-19. O pedido havia sido feito pela ex-procuradora federal dos direitos do cidadão Deborah Duprat, pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles e outros ex-membros da cúpula da PGR.

Desde o início da pandemia, a equipe do procurador-geral da República Augusto Aras tem sido cobrada para investigar a conduta do presidente, mas até agora Aras tem dito que não houve crimes por parte de Bolsonaro. A PGR chegou a pedir abertura de inquérito para apurar a responsabilidade do ministro da Saúde Eduardo Pazuello no colapso da saúde no Estado do Amazonas, mas Bolsonaro não é alvo do procedimento.

ARGUMENTO – Na manifestação de 11 páginas, o vice-PGR afirma que não é possível caracterizar a prática do crime de epidemia por parte do presidente da República, sob o argumento de que Bolsonaro não estava infectado pelo novo coronavírus quando fez uma aparição em uma manifestação de apoiadores no ano passado, que provocou aglomeração.

Esse crime, descrito no artigo 267 do Código Penal, era a principal acusação dos ex-integrantes da PGR. Caso esse crime fosse rejeitado, os representantes pediam que a PGR analisasse a possibilidade de enquadrar Bolsonaro em outros delitos, como prevaricação e emprego irregular de verbas públicas.

“Uma das razões que explicam esse fenômeno tem a ver com a impossibilidade material do surto do novo coronavírus ser imputado a uma pessoa. É que resultando a propagação da Covid-19 de uma transmissão difusa e, alguns casos, já sustentada, a reconstrução de sua cadeia de propagação acaba sendo, na prática, inviável”, escreveu Jacques, para concluir que não é possível imputar a Bolsonaro a propagação do vírus.

PREVARICAÇÃO – Em seguida, Humberto Jacques transcreve uma manifestação anterior da PGR que descartou a ocorrência dos crimes de prevaricação, infração de medida sanitária e perigo para a vida de outrem.

O vice-PGR, entretanto, não chegou a analisar a acusação de que Bolsonaro pode ter cometido o delito de emprego irregular de verbas públicas por meio dos gastos milionários com a compra de cloroquina. No documento, Humberto Jacques afirma que esses outros delitos serão analisados em um outro processo.

Mendes rebate ironia de Vilas-Bôas e critica pressão ao Supremo: 'Ditadura nunca mais'


Mendes rebate ironia de Vilas-Bôas e critica pressão ao Supremo: 'Ditadura nunca mais'
Foto: Rosinei Coutinho / SCO / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, saiu em defesa do colega de Corte, Edson Fachin, após sofrer uma ofensiva do ex-comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Em publicação em suas redes sociais, Mendes ressaltou a importância da separação dos poderes.

 

"A harmonia institucional e o respeito à separação dos poderes são valores fundamentais da nossa república. Ao deboche daqueles que deveriam dar o exemplo responda-se com firmeza e senso histórico: Ditadura nunca mais!", pontuou.

 

A fala de Mendes veio logo após o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas ironizar uma crítica aos militares feita um dia antes pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) (relembre aqui). 

 

A resposta do ministro do Supremo foi uma resposta à revelação de que a cúpula do Exército, então comandado pelo general Villas Bôas, articulou um tuíte de alerta ao Supremo antes do julgamento de um habeas corpus que poderia beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

Bahia Notícias

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