terça-feira, janeiro 12, 2021

Hoje em Jeremoabo (12.01) mais de vinte povoados da zona Rural não existe água nem para ingerir

 

                                            Foto Divulgação Google


Infelizmente esse é o (des)governo que o povo elegeu, e esse é castigo que  povo começa a amargurar pelo erro cometido onde os justos pagarão pelos pecadores,  aviso não faltou, agora é suportar as consequências.

Foram na onda que uma mulher parir através de parto normal num hospital resolveria todos os problemas.

Sem água não há como ter saúde, principalmente num hospital que falta até copo descartável em pleno auge da COVID-19.

Malefícios da falta de água

De acordo com a nutricionista Márcia Cândido, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (UFS), a falta de água ocasiona vários malefícios à saúde. “O primeiro sinal da falta de água é a desidratação, que vai evoluindo e piorando. Os primeiros sintomas são a sede e a fadiga física. Eles são um alerta do corpo para que a gente faça a ingestão da água, porque já há aumento nos estoques de sódio. Eles podem ir subindo em concentrações ameaçadoras e o rim será bastante prejudicado. Essa e outras substâncias aumentarão na circulação sanguínea, aí entramos num processo de intoxicação, até chegar numa situação mais grave em que não se tem nem como respirar”, explica a nutricionista.

Portanto, não é preciso esperar sentir sede para beber água. O consumo de água precisa ser distribuído ao longo do dia, em porções, para se manter um padrão de hidratação. “Água consumida de uma vez só também não é bom. Se não, os estoques do sódio serão eliminados de forma excessiva e isso também faz mal. Então o ideal é que se divida em copos até que no fim do dia você tenha tomado o total necessário”, alerta a Márcia Cândido. (http://www.blog.saude.gov.br/).

 Beber água como se em muitos povoados da Zona Rural de  Jeremoabo não existe esse líquido precioso?

 Continuo dizendo, no Egito o castigo das pragas duraram 07(sete)anos, e em Jeremoabo se o Processo Número: 0600512-30.2020.6.05.0051 - AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL, não vingar, preparem-se para enfrentar não sete anos, mas quatro.

CONFIRMANDO SÃO MAIS DE 20 POVOADOS SEM ÁGUA


Camaçari: Funcionários da Ford protestam após anúncio do fechamento da empresa


Camaçari: Funcionários da Ford protestam após anúncio do fechamento da empresa
Foto: Reprodução / Rede Bahia

Uma grande quantidade de trabalhadores que atuavam na Ford de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), protestaram nesta terça-feira (12) na sede da fábrica após o anúncio do fechamento da empresa no Brasil nesta segunda-feira (lembre aqui). 

 

Após o grande grupo de trabalhadores se reunirem em frente a fábrica, eles marcharam em direção ao centro administrativo do município. 

 

Em entrevista ao portal G1, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, Júlio Bonfim disse que durante uma reunião com o presidente da Ford na América do Sul, ele justificou o fechamento da empresa por conta da instabilidade econômica do Brasil e por conta dos impactos da pandemia do novo coronavírus. 

 

Ao site, Júlio disse que a empresa estaria fazendo uma atrocidade com mais de 12 mil trabalhadores. “Por que eu falo isso? A Ford está mentindo quando ela fala que são, simplesmente, cinco mil trabalhadores que estão sendo desligados. Nós temos um acordo coletivo aqui, em que empresas parceiras de autopeças produzem nas mesmas condições como trabalhador direto Ford. Então só somando essas empresas são oito mil, mais quatro mil trabalhadores de empresas satélites que fornecem diretamente para a Ford", revelou. 

Bahia Notícias

Ainda dá tempo de parar o projeto de “poder militarizado” que Bolsonaro pretende


40% dos brasileiros acham que país corre risco de nova ditadura militar |  VEJA

Bolsonaro insiste em tentar impor uma ditadura militarizada

Merval Pereira
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro tem um projeto de poder muito perigoso. Ele, que cultiva desde o início de sua carreira os grupos militares, e sempre foi representante corporativo deles, como tenho debatido aqui nos últimos dias, tem marcado presença em várias formaturas, não apenas das três Armas – Exército, Marinha e da Aeronáutica -, mas também das polícias Militar, Federal, e Rodoviária Federal.

Dois projetos de lei que estão na Câmara, de autoria de deputados bolsonaristas, revelados pelo jornal Estado de S. Paulo, restringem o poder dos governadores sobre braços armados do estado, com mudanças na estrutura das polícias Civil e Militar

PLANO AUTORITÁRIO – Essas propostas certamente saíram dessa tentativa de Bolsonaro de cooptar as Forças Armadas e as forças policiais auxiliares, que fazem parte do sistema de defesa nacional, mas não têm nenhum tipo de autonomia funcional, que sempre quiseram. Ainda dá tempo de pará-lo.

Transformar a PM numa polícia independente, que não seja uma força auxiliar, acaba criando uma quarta força armada, o que é temerário.

Já há uma preocupação muito grande com essa bolsonarização dos quartéis e da Polícia Militar, com mais de quatro mil militares em diversos escalões no governo, da ativa e da reserva, inclusive no ministério, numa tentativa de influenciar ideologicamente as forças auxiliares e as baixas patentes das Forças Armadas.

EXEMPLO DE MINAS – O primeiro levante de uma PM na Nova República aconteceu em 1997 em Minas, e o ex-deputado Marcus Pestana, que era secretário do governo, lembra que o Estado Maior perdeu totalmente o controle da tropa. “Como se falava na época, os coronéis começaram a obedecer ao cabo (Cabo Júlio foi o líder simbólico na época)”. Conquistaram espaços parlamentares corporativos, e nunca mais os princípios da hierarquia e disciplina foram os mesmos.

Os projetos dos aliados de Bolsonaro criam ainda uma nova estrutura na organização das Polícias Militares, com cargos de oficiais superiores. Teríamos, pois não creio que os projetos sejam aprovados, generais de quatro, três e duas estrelas nas Polícias Militares.

GOVERNADORES REAGEM – Vários governadores estaduais, que perderiam na prática o comando das polícias militares e civis, estão se movimentando, e o de São Paulo, João Doria reagiu: “Não há nenhuma razão que justifique, exceto a militarização desejada pelo presidente Jair Bolsonaro para intimidar governadores através de força policial militar”.

Os projetos preveem mudanças na estrutura das polícias, estabelecendo mandatos de dois anos para os comandantes-gerais da PM, dos Bombeiros e delegados-gerais de Polícia Civil, escolhidos por uma lista tríplice.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, confirmou que seu ministério está acompanhando a tramitação dos projetos, e tem se reunido com representantes das categorias envolvidas e deputados federais.

PROJETO DE PODER – As propostas de bolsonaristas são a concretização de um projeto de poder militar que sustente os avanços de Bolsonaro sobre as limitações que as instituições democráticas lhe impõem. O presidente da República usa seus poderes para, de um lado, dar protagonismo aos militares em seu governo, ao mesmo tempo que cuida de seus proventos e dos projetos que mais lhes são caros, como o submarino nuclear.

Os projetos de defesa nacional são importantes, mas não poderiam ser prioridades neste momento de pandemia e crise social aguda. Ao mesmo tempo que se queixa de que o país “está quebrado” e que não pode fazer nada, Bolsonaro permite o contigenciamento de verbas sociais e para o combate da COVID-19, e proíbe o bloqueio das verbas militares.

CENSURA DESCABIDA –  A anunciada decisão do ministério da Justiça de processar Ruy Castro, e por tabela Ricardo Noblat, que transcreveu parte da crônica do primeiro, por um suposto incentivo ao suicídio dos presidentes Trump e Bolsonaro, seria cômica se não fosse trágica.

  Muito antes deles, Jair Bolsonaro, em campanha, convocou seus apoiadores no Acre a “fuzilar esses petralhas”, segurando um tripé simulando uma metralhadora. Ainda como deputado, Bolsonaro sugeriu que os militares na ditadura deveriam ter assassinado 30 mil brasileiros, a começar pelo ex-presidente Fernando Henrique.

 Mas, na época, havia governos democráticos no país.

Governador da Bahia aponta que fim da produção da Ford no país expõe a falta de planejamento no país


Costa diz que executivos disseram que outros devem sair do Brasil

Camila Mattoso
Folha

O fechamento da fábrica da Ford em Camaçari (BA) expõe um problema de fundo, segundo o governador Rui Costa (PT). A seu ver, o Brasil abandonou planos para estimular uma produção mais elaborada, dedicando-se basicamente à produção de commodities agrícolas. Os riscos da política, somados ao baixo crescimento (que minou as vendas), completaram um cenário que está levando o país a se tornar uma grande fazenda.

“Não há planejamento. O que pensamos nos últimos cinco anos para aumentar o investimento em tecnologia e a industrialização? Nada. Estamos satisfeitos em nos tornarmos uma grande fazenda”, afirma.

FIM DA PRODUÇÃO – Nos últimos meses, ele disse ter acompanhado a redução de margens da Ford, mas foi apenas nesta segunda-feira, dia 11, à tarde que foi informado do fechamento da unidade no estado. Ele tenta atrair chineses para assumir a produção local, um terreno com 50 milhões de metros quadrados e um porto.

“Não dá para imaginar que o Brasil já teve uma indústria relevante, que viu florescer a indústria do petróleo, que teve grandes construtores disputando contratos para obras internacionais ter entrado nesse vazio”, afirma. “Há cinco anos, o Brasil vive uma crise institucional forte, que paralisou as reformas e os investimentos. O capital é avesso a risco e o Brasil se tornou um país de alto risco”.

Costa diz que os executivos da Ford lhe apontaram um cenário devastador. A previsão deles é a de que apenas em 2023 a demanda voltará a crescer e que mais indústrias do setor automotivo deverão anunciar a saída do Brasil nos próximos meses. “O câmbio foi a R$ 5, R$ 6. Quem vai bancar uma diferença de custos dessa? No ano passado, o setor industrial teve um aumento de 30% para produzir no Brasil”, diz.

POLÍTICA EQUIVOCADA – Parte do problema se deve à política equivocada do governo Jair Bolsonaro em acionar políticas anticíclicas, para mitigar os efeitos da crise. A discussão posta em 2020, lembra ele, era conceder um auxílio emergencial de R$ 300, mas por uma briga política, Bolsonaro resolveu pagar o dobro, sem qualquer cuidado com o cadastro dos beneficiados.

“Isso gerou uma explosão do consumo, faltou cimento, material de construção. Gerou uma inflação interna e agora acabou o dinheiro. Mais racional teria sido pagar R$ 300 por mais tempo. Evitaria o pico na demanda e ajudaria as pessoas neste ano ou a pandemia acabou?”, diz. O governador afirma que, após dois anos, Bolsonaro não tem nada a mostrar e que isso cobrará um preço eleitoral, pois prevê que a paralisia seguirá em 2021.

“Eu pergunto qual é o plano deles para a educação? E para a saúde? Na semana passada, ele falou que a mão de obra no Brasil não tem qualificação. O que ele está fazendo para melhorar isso? Qual é o plano deles para melhorar nossa infraestrutura logística? Não tem. Tudo o que estão entregando foi iniciado em 2012, 2013”, afirma o governador, referindo-se ao governo de Dilma Rousseff (PT).

DESGASTE – Pelo andar da carruagem, Rui Costa prevê que Bolsonaro vive um processo de desgaste crescente e que, em algum momento, os recém-aliados do centrão vão pular do barco.

“Essa aventura retórica não se sustenta por muito tempo”, diz. “Os aliados dele aqui na Bahia, por exemplo, os que têm cargos no governo, os políticos do DEM, nem eles dizem que estão com Bolsonaro”. Apesar da aliança de seu partido com o DEM no Senado e com o MDB na Câmara, Costa diz que não se pode extrapolar esses acordos para 2022.

Continua tudo por debaixo dos panos, na obscuridade e falta de transparência.

 


Direito à Informação: um direito de todos os cidadãos










Nota da redação deste Blog - Esses artistas cognominados de auxiliares ou assessores do prefeito de Jeremoabo, não sei se por incompetência, má fé ou mesmo desonestidade, fazem questão de omitir o valor nos termos aditivos, nas prorrogações de contratos.
Em matéria anterior já critiquei essa aberração em contratos de advogados, hoje pela manhã teci comentários numa matéria intitulada: " Os governantes devem dar satisfação, prestar contas aos contribuintes sobre o uso e aplicação dos recursos públicos".
No meu entender não precisa oposição e inimigos melhores contra o prefeito do que esses, que fazem questão de afundar,  prejudicar e macular a atual administração, com omissão, desrespeito a Constituição, a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei das Licitações e a Lei da transparência..
O pior de tudo é que essa imoralidade, essa incompetência passa pela comissão de licitação e pela procuradoria municipal.
Passe a noite com um barulho desse e diga que dormiu.

Ministério da Saúde pressiona Manaus a usar cloroquina e ivermectina contra a Covid-19


Ministério da Saúde pressiona Manaus a usar cloroquina e ivermectina contra a Covid-19
Foto: Agência Brasil

O governo Jair Bolsonaro está pressionando a Prefeitura de Manaus a distribuir cloroquina e ivermectina para infectados pela Covid-19. A capital do Amazonas sofre fortemente com uma segunda onda da doença, atualmente, e o estado tem batido recordes de internações e mortes, além de sofrer com a falta de leitos e de equipamentos. Os remédios não têm eficácia comprovada para tratar o coronavírus. 

 

De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, um documento enviado para a secretaria municipal de Saúde de Manaus trata como "inadimissível" a não utilização dos medicamentos. Neste sentido, o ministério da Saúde pediu autorização para rondar as Unidades Básicas de Saúde e encorajar o uso dos compostos. 

 

"Aproveitamos a oportunidade para ressaltar a comprovação científica sobre o papel das medicações antivirais orientadas pelo Ministério da Saúde, tornando, dessa forma, inadmissível, diante da gravidade da situação de saúde em Manaus a não adoção da referida orientação", diz um trecho do ofício, apesar da eficácia da cloroquina e ivermectina não ser comprovada. 

 

O governo federal sugere ainda uma combinação entre cloroquina/hidroxicloroquina e azitromicina para tratar pacientes que têm sintomas leves, moderados e graves da Covid-19. A ideia faz parte das "orientações do Ministério da Saúde para manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19". 

 

Quem assina o documento endereçado à Prefeitura de Manaus é a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação da Saúde, Mayra Pinheiro. Em 2013, ela hostilizou cubanos que participavam do curso do Mais Médicos, e em 2019, já com Bolsonaro na Presidência, entrou no governo para cuidar do programa, que mudou de nome.

 

Ainda segundo a publicação, a secretária de Saúde de Manaus, Shadia Fraxe, afirmou que ainda não leu o documento. Contudo, ela ressaltou que distribuirá apenas medicamentos cuja eficácia tenha sido comprovada por estudos científicos e que tenham passado por aprovação dos conselhos regional e federal de medicina. 

 

Ainda assim, ela revela que entende que a ânsia das pessoas em recorrerem a remédios do tipo em um momento crítico. "Vivemos uma situação muito diferente em Manaus. Existem muitas pessoas que estão desesperadas querendo tentar de tudo. Não posso tirar isso delas", pondera. 

 

Nesta segunda-feira (11), Pazuello foi ao Amazonas. Shadia diz ter perguntado ao ministro sobre a chegada das vacinas. "A vacinação em massa é a nossa grande saída. Preciso receber essa vacina. Foi o que mais eu pedi", afirmou. 

Bahia Notícias

Gilmar Mendes encerra dois inquéritos de André Esteves abertos com delação de Palocci


Charge do Duke (domtotal.com)

Rayssa Motta
Estadão

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o encerramento de dois inquéritos envolvendo o banqueiro André Esteves, ex-presidente do BTG Pactual, em curso na Justiça Federal do Paraná. As investigações da Operação Lava Jato foram abertas a partir da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci.

A decisão foi tomada em dezembro e publicada na sexta-feira, dia 8. No despacho, o ministro argumenta que os inquéritos foram baseados exclusivamente nas declarações do colaborador, ‘cujas afirmações foram consideradas pela própria polícia como destituídas de qualquer elemento de corroboração’, em fatos de ‘ouvir dizer’ narrados por outros delatores e em ‘elementos genéricos’ que não constituem indícios mínimos da prática de crimes.

“INCABÍVEIS” – No parecer, Gilmar Mendes defendeu ainda que cabe ao Judiciário trancar investigações ‘manifestamente incabíveis’. “Se fosse vedado ao julgador arquivar investigações abusivas sem pedido do MP, não haveria qualquer modo de resguardar os cidadãos de investigações que poderiam ser até eternizadas por inércia da acusação”, argumenta.

“Assim, em hipóteses em que se verifica, desde logo, a extinção da punibilidade, a atipicidade do fato, a inexistência de justa causa, a retomada indevida de investigação arquivada, a tramitação de investigação por prazo desarrazoado, dentre outras hipóteses, o juiz deve determinar o trancamento do inquérito”, acrescenta o ministro.

LINHAS DE INVESTIGAÇÃO – Os inquéritos trancados seguem oito linhas de investigação: possível pagamento de propina para decisões de seu interesse no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional; doações eleitorais vinculadas às decisões do Conselho para campanha nacional de 2006 do PT; articulação junto a Guido Mantega para que o banqueiro efetuasse operações no mercado com informações privilegiadas do Banco Central; oferecimento de vantagem indevida para garantir a posição da instituição financeira no projeto do pré-sal e para qualquer operação de mercado que o PT, ou o governo federal, desejassem; gestão de valores para o ex-presidente Lula;
operação de mercado a partir de informação privilegiada repassada por Guido Mantega sobre o curso da taxa de juros; possíveis doações realizadas em razão de operação de aquisição do Banco Panamericano e de aportes feitos na instituição pela Caixa Econômica Federal; possíveis crimes contra a administração pública para a aprovação da MP no 627/2013.

“É possível depreender que grande parte das declarações do colaborador relacionadas aos oito conjuntos de fatos narrados na representação ou já foi objeto de apreciação pelo Supremo em inquéritos anteriores ou diz respeito a linhas de investigação já descartadas até mesmo pela própria autoridade policial”, escreveu Gilmar Mendes.

Ao pedir ao Supremo o trancamento dos inquéritos, a defesa de André Esteves alegou que a Operação Pentiti, fase 64 da Lava Jato que fez buscas contra o banqueiro, foi fundamentada exclusivamente nas informações prestadas pelo ex-ministro da Fazenda sem indícios que corroborassem os relatos – o que é vedado por lei. Os advogados também afirmaram que o material obtido na ação seria usado para instruir outras investigações que se arrastam por anos.

ANULAÇÃO – Em agosto, Gilmar Mendes já havia anulado as buscas. No despacho, o ministro observou que a 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável por autorizar os mandados, passou a retomar investigações contra o banqueiro mesmo após o Supremo Tribunal Federal declarar o juízo incompetente para processar os casos. Afirmou ainda que a inclusão e a colheita de provas relativas a acusações processadas em outras instâncias dificultam o exercício do direito de defesa.

Na avaliação do ministro, houve uma ‘espécie de looping entre o encontro fortuito e forçado de provas’. “A autoridade policial confirma a intenção de colher provas estranhas aos autos para a corroboração das declarações do delator, embora reitere sempre que tais provas são estranhas ao objeto do inquérito”, escreveu.

MANIFESTAÇÃO – Antes de anular as buscas, Gilmar Mendes pediu manifestação do Ministério Público Federal. Em resposta, o procurador-geral da República, Augusto Aras, deu aval à argumentação da defesa de André Esteves.

“A delação de Antônio Palocci Filho foi rejeitada pelo Ministério Público Federal em Curitiba-PR, por meio da respectiva Força-Tarefa da Lava Jato, e acolhida pela Polícia Federal no Paraná. Após desmembrada para a Polícia Federal em São Paulo, foi também rejeitada naquela circunscrição. A presente decisão revela os inconvenientes gerados pela homologação judicial de acordo de colaboração premiada sem a anuência do titular privativo da ação penal de iniciativa pública incondicionada – o Ministério Público”, afirmou o PGR ao STF na ocasião.

Bolsonaro diz achou “pouco ainda” o aumento de 90% em venda de armas em 2020: “Tem que aumentar mais”


Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Gustavo Maia
O Globo

Entusiasta do armamento da população brasileira, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que achou “pouco ainda” o crescimento recorde de 90% de novos registros de armas de fogo em 2020, em comparação com o ano anterior — o primeiro do seu governo.

Ele também afirmou que deve editar dois ou três novos decretos favoráveis aos Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) ainda esta semana. E falou da expectativa de pautar um projeto enviado em 2019 à Câmara dos Deputados que facilita o porte de armas no país, após a eleição para a presidência da Casa.

DECRETO – As declarações ocorreram em conversa com apoiadores na chegada ao Palácio da Alvorada, no fim da tarde. Um homem perguntou se o governo faria algum decreto “dos CACs, alguma coisa assim” e Bolsonaro confirmou. “Vai. Tem três decretos pra sair. Eu acho que sai essa semana. Dois ou três… Eu não posso ir além da lei. Vai facilitar mais coisa pra vocês aí “, respondeu o presidente.

Em seguida, ele comentou o aumento na venda de armas. Dados da Polícia Federal mostram que o país fechou o ano passado com 179.771 novas armas registradas. Trata-se do maior patamar desde 2009, início da série histórica da PF. Em 2019, esse número foi 94.064, que já foi 84% maior que a do ano anterior.

“Nós batemos recorde ano passado, em relação a 2019, mais 90% em venda de armas. Tá pouco ainda, tem que aumentar mais. Porque o cidadão muito tempo foi desarmado”, afirmou.

EXPECTATIVA – Quando o apoiador contou que é caminhoneiro e transporta cargas como cervejas e equipamentos eletrônicos, Bolsonaro disse que, se dependesse apenas da sua decisão, ele teria porte de arma “há muito tempo”. E então falou da expectativa para a votação do seu projeto com um novo chefe na Câmara dos Deputados.

“Nós temos um projeto lá na Câmara. Mudando a mesa agora em fevereiro, de acordo com o novo presidente, porque ele que é dono da pauta, vamos ver se ele bota em votação. E daí vamos ver o que acontece. Vamos respeitar a opinião da maioria dos parlamentares”, declarou Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O que esperar de um presidente que ignora a Educação, pensa (?) que pesquisadores e universitários são dispensáveis para o crescimento do país, que dá as costas para mais de 200 mil pessoas mortas em virtude de uma pandemia, que receita cloroquina até para avestruz em sinal de deboche às famílias que perderam seus entes, e que a cada dia se mostra incapaz? Logo, ver o ainda presidente clamar por mais armas, não espanta. Afinal, o que esperar de um alucinado que há muito tempo deveria estar medicado em uma clínica especializada, com uma camisa de força? (Marcelo Copelli)

Juiz indefere ação contra nomeação de advogado, filho do ministro Napoleão Maia, para o CNJ


Ação sustenta “falta do notável saber jurídico” do filho de Maia

Frederico Vasconcelos
Folha

O juiz federal Renato Coelho Borelli, do Distrito Federal, indeferiu pedido da Associação Nacional para a Defesa da Magistratura (ADM) para anular a indicação do advogado Mário Henrique Aguiar Goulart Ribeiro Nunes Maia ao posto de conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Em ação popular, juízes membros da associação pediram liminar em caráter de urgência. Sustentaram a “falta do notável saber jurídico” do candidato e a caracterização de nepotismo, “ferindo os princípios da moralidade e da impessoalidade”.  O indicado é filho do ministro aposentado do STJ Napoleão Nunes Maia.

VIA INADEQUADA – Para o titular da 9ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, ainda que a nomeação possa ser questionada, a ação popular não é a via adequada e “não se pode falar em ofensa à moralidade administrativa quando o ato combatido envolve a indicação livre de qualquer cidadão por parte do Senado Federal e da Câmara dos Deputados”. Ou seja, tendo o Senado e a Câmara concluído que o advogado “possui notório saber jurídico e reputação ilibada, não pode o Judiciário entender em contrário”, decidiu o magistrado.

Para fundamentar a sentença, Borelli citou decisões do então ministro Napoleão Nunes Maia, pai do indicado, e do então juiz do TRF-1 Kassio Nunes Marques, atual ministro do Supremo Tribunal Federal [leia abaixo].

SEPARAÇÃO DE PODERES –  Os requerentes argumentaram que, “sem respeito estrito às exigências constitucionais, ninguém pode habilitar-se à posição de conselheiro do CNJ, e por ela fiscalizar e exercer controle interno sobre toda a magistratura do país”. O juiz decidiu que não compete ao Judiciário “dizer se o conselheiro escolhido preenche ou não os referidos requisitos, sob pena de ferir a separação entre os poderes”. Borelli indeferiu a inicial e julgou extinto o processo sem resolução do mérito.

A sentença registra que a ação popular constitui rito especial direcionado à anulação de ato lesivo ao patrimônio público. O juiz menciona recurso relatado pelo então ministro Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 2014, que considerou ser “imprescindível a comprovação do binômio ilegalidade-lesividade”.

INDEFERIMENTO – Ainda segundo a decisão, o TRF-1 vem se posicionando pelo indeferimento de petição inicial de ação popular quando constatada a inexistência de prejuízo ao patrimônio público ou lesividade à moralidade administrativa. Como exemplos, Borelli cita recursos que foram relatados por Kassio Nunes Marques.

A ação popular foi ajuizada pelos juízes Ana Maria Leal Mendes, Andrea Rose Borges Cartaxo, Ari Ferreira de Queiroz, Antônio Sbano, Carlos Eduardo Neves Mathias, Luiz Gomes da Rocha Neto, Luiz Roberto Sabbato, Mariza Silva Borges e Vilson Bertelli contra a Câmara dos Deputados, Senado Federal e Mário Henrique Aguiar Goulart Ribeiro Nunes Maia.

O juiz determinou a oitiva prévia dos réus e houve manifestação da Câmara dos Deputados e do Senado. Cabe recurso da decisão. O magistrado deixou de condenar os autores ao pagamento das custas e honorários advocatícios.

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