domingo, novembro 08, 2020
Simplesmente demonstram a falta de educação, falta de dignidade e que ainda não estão adestrados para conviver em sociedade.
Depoimento da ex-assessora elimina as chances da defesa de Flávio Bolsonaro e sua quadrilha
Depoimento da ex-assessora complica Flávio Bolsonaro
Sarah Teófilo
Correio Braziliense
Uma ex-assessora do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na época em que ele era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), admitiu a existência do esquema de rachadinha no gabinete do parlamentar. As informações foram reveladas pelo jornal O Globo, que teve acesso ao depoimento.
Nele, Luiza Sousa Paes informou ao Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) que nunca atuou como servidora para o então deputado e que era obrigada a devolver mais de 90% dos vencimentos.
SÃO 17 RÉUS – Flávio Bolsonaro foi denunciado pelo MP-RJ ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita, supostamente ocorridos entre 2007 e 2018. Também foi denunciada a mulher do senador, Fernanda Antunes Bolsonaro. Além dos dois, há mais 14 denunciados, entre os quais o ex-assessor Fabrício Queiroz; a mulher dele, Márcia Aguiar; e as filhas Nathalia e Evelyn Queiroz.
Em depoimento, Luiza Paes afirmou que descobriu que teria que devolver parte dos rendimentos quando foi tomar posse. Além do salário, ela tinha que repassar o 13º, as férias e o vale-alimentação. Segundo o jornal, o primeiro salário bruto dela foi de R$ 4.966,45, quando estava lotada no gabinete de Flávio, e o último, de R$ 5.264,44, quando estava na TV Alerj.
Ao MP, no entanto, ela informou que ficava com apenas R$ 700. Conforme processo, a ex-assessora apresentou extratos mostrando que depositou e transferiu, aproximadamente, R$ 160 mil para Fabrício Queiroz, entre 2011 e 2017.
OUTRAS RACHADINHAS – Luiza Paes informou aos investigadores saber de outras pessoas que também atuavam da mesma maneira: não trabalhavam e devolviam os salários. Ela também foi um dos alvos da operação de junho deste ano, que prendeu Fabrício Queiroz — ele cumpre prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica.
Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro disse que “está impedida de comentar informações que estão em segredo de Justiça”, mas que “pode afirmar que o parlamentar não cometeu qualquer irregularidade e que ele desconhece supostas operações financeiras entre ex-servidores da Alerj”. “A defesa garante, ainda, que todas as contratações feitas pela Alerj, até onde o parlamentar tem conhecimento, seguiam as regras da assembleia legislativa. E que qualquer afirmação em contrário não passa de fantasia e ficção”, ressaltou.
VÍCIOS PROCESSUAIS – Sobre a denúncia do MP, a defesa do parlamentar afirmou que ela já era esperada, “mas não se sustenta”. “Dentre vícios processuais e erros de narrativa e matemáticos, a tese acusatória forjada contra o senador Bolsonaro se mostra inviável, porque desprovida de qualquer indício de prova. Não passa de uma crônica macabra e mal engendrada”, destacou. “Acreditamos que sequer será recebida pelo Órgão Especial. Todos os defeitos de forma e de fundo da denúncia serão pontuados e rebatidos em documento próprio, a ser protocolizado tao logo a defesa seja notificada para tanto.”
O caso de Flávio está no Órgão Especial do TJ porque, em junho, pouco depois da prisão de Queiroz, o senador conseguiu, na 3ª Câmara Criminal do TJ-RJ, o direito ao foro privilegiado, retirando o processo das mãos do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal. A alegação é que Flávio era deputado estadual na época que ocorreram os fatos, tendo exercido a função até assumir o cargo de senador, no começo do ano passado.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em tradução simultânea, o depoimento da ex-assessora elimina qualquer possibilidade de defesa de Flávio Bolsonaro e sua gangue, porque ele responde como chefe da quadrilha. (C.N.)
Bolsonaro se encontra com Paulo Guedes e mantém silêncio suspense sobre possível congratulação a Biden

Silêncio de Bolsonaro isola o Brasil no plano internacional
Deu no Correio Braziliense
Mantendo silêncio sobre a eleição de Joe Biden para a presidência dos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio do Alvorada no início da tarde deste domingo, dia 8, para uma visita fora da agenda à Granja do Torto, onde atualmente reside o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Bolsonaro não falou com a imprensa. Ele continua mantendo suspense sobre uma possível congratulação ao democrata por sua vitória nas urnas contra o atual presidente dos EUA, o republicano Donald Trump. Nem a assessoria da Presidência nem a do ministro da Economia confirmaram, até o momento, o motivo do encontro.
REFLEXO – Na sexta-feira, dia 6, Paulo Guedes disse que a vitória do candidato democrata Joe Biden não vai atrapalhar o crescimento do Brasil. Depois da torcida explícita do presidente Jair Bolsonaro pela reeleição do presidente norte-americano Donald Trump, Guedes foi um dos primeiros integrantes do governo a admitir que a vitória do democrata era iminente, como mostravam as apurações dos votos nos EUA.
“Havendo a mudança nos Estados Unidos, eventualmente, e parece que os dados indicam que isso está próximo de acontecer, não afeta a nossa dinâmica de crescimento. O Brasil vai crescer independentemente do que acontecer lá fora”, afirmou, em evento virtual do Itaú.
PROXIMIDADE – “Não vamos superestimar relacionamento político. O crescimento do Brasil depende de nós. As relações lá fora, umas ajudam, outras atrapalham. Pode ser que a proximidade com um país ajude geopoliticamente e atrapalhe na tecnologia, ou vice-versa”, completou.
Em sua fala, Guedes voltou a usar a metáfora de uma festa para se referir ao cenário geopolítico e disse que Estados Unidos e China vinham “dançando de rosto colado” há muitos anos. “O Brasil chegou atrasado, já estava todo mundo bêbado. Nós estamos dançando com qualquer um, queremos dançar com todo mundo”, completou.
Com as chuvas, estradas vicinais mal feitas ficam intransitáveis no interior de Jeremoabo
Dirigir em uma estrada mal acabada, de terra, cheia de buracos, é um desafio diário da população que reside na zona rural
As estradas já não prestavam principalmente essa da Tranqueira; as chuvas deixaram estradas vicinais da zona rural intransitáveis, tornado impossível a passagem da maioria dos veículos.,
A situação de moradores da Tranqueira , estão em situação calamitosa: só motocicletas conseguem transitar.
Mesmo diante dos dias de estiagem a administração não realizou nenhum trabalho de contenção, e a gora a situação é critica, a exemplo desse carro de passeio atolado dentro de uma cratera.
Um prefeito que aplica tal castigo nos na maioria dos moradores a zona rural com falta d'água, falta de estradas e falta de saúde, será que anda tem coragem de ir pedir um foto a esse povo?
E o povo será que ainda tem coragem de votar num desumano desse?
MP diz que esquema de rachadinha aumentou patrimônio de Flávio Bolsonaro em R$ 1 milhão

Flávio diz que MP do Rio “comete série de erros bizarros”
Italo Nogueira
Folha
O patrimônio ilícito acumulado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entre 2010 e 2014 por meio da “rachadinha” somou quase R$ 1 milhão, afirma o Ministério Público do Rio de Janeiro. O valor consta na denúncia apresentada na última semana ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio contra o filho do presidente Jair Bolsonaro e se refere à diferença entre as despesas da família do senador e a renda declarada pelo casal no período.
O MP-RJ identificou que o casal não teria como explicar gastos que somam R$ 977,6 mil no intervalo de cinco anos. Boa parte deles foi feito por meio de pagamento em dinheiro vivo ou a partir das contas do casal após serem abastecidas por depósitos em espécie. A defesa do senador nega as acusações afirma que a denúncia contém “erros matemáticos”.
SUSPEITAS – A acusação não reúne todas as suspeitas que recaem sobre o senador. A movimentação financeira da loja de chocolate de Flávio ainda segue sob investigação. A Promotoria suspeita que ele tenha lavado até R$ 1,6 milhão por meio do estabelecimento.Flávio, ex-deputado estadual, é acusado de desviar R$ 6,1 milhões dos cofres públicos, valor referente à soma de seus 12 ex-assessores na Assembleia Legislativa do Rio que, de acordo com a Promotoria, não trabalhavam.
Desse total, R$ 2,08 milhões foram repassados para as contas do policial militar aposentado Fabrício Queiroz, apontado como operador financeiro do esquema. Outros R$ 2,15 milhões foram sacados pelos ex-assessores-fantasmas. Os investigadores afirmam que esse dinheiro também foi disponibilizado para a suposta organização criminosa, embora não indiquem evidências da entrega.
Flávio, Queiroz e outras 15 pessoas foram denunciadas sob a acusação de peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. O senador é acusado de liderar uma organização criminosa para recolher parte do salário de seus ex-funcionários em benefício próprio.
DESPESAS PESSOAIS – De acordo com a Promotoria, o dinheiro recolhido por Queiroz junto aos assessores era usado para quitar despesas pessoais do senador. O procurador Ricardo Martins, que assina a denúncia, dividiu em três partes o período sob investigação, de 2007 a 2018.
Entre 2007 e 2009, o MP-RJ afirma não ter identificado enriquecimento ilícito do senador. Contudo, aponta que as operações imobiliárias realizadas por Flávio nesse período tiveram como principal cobertura empréstimos feitos por antigos assessores do pai e de seu irmão, Carlos Bolsonaro.
Esses empréstimos, informados no Imposto de Renda à Receita Federal, não aparecem na conta bancária do senador. Eles somam R$ 285 mil e foram feitos em dinheiro vivo, segundo Flávio afirmou em depoimento aos promotores. O registro dos empréstimos, porém, deu cobertura para a compra de 12 salas comerciais na Barra da Tijuca.
CHEQUES – O MP-RJ ainda investiga como os imóveis foram pagos. Martins solicitou ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça para que as construtoras dos imóveis informem o nome dos titulares dos cheques usados para quitar algumas das parcelas do financiamento. A suspeita é que elas foram pagas por um terceiro, já que na quebra de sigilo bancário do casal não constam débitos referentes a essas despesas.
É entre 2010 e 2014 que recaem as principais provas do Ministério Público fluminense. Foi nesse intervalo que o casal adquiriu os dois apartamentos em Copacabana pagando “por fora”, segundo as investigações, R$ 638 mil.
Os investigadores identificaram também que a conta de Flávio recebeu depósitos fracionados que somavam R$ 52 mil em datas próximas aos pagamentos de parcelas de uma cobertura em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Como foram feitos 38 depósitos fracionados de até R$ 2.000, o extrato não identifica os responsáveis pelos repasses.
“CARÁTER ILÍCITO” – “A tentativa de ocultar a origem dos depósitos omitindo a identificação do portador dos recursos decorre evidentemente do caráter ilícito dos valores integrados de forma sorrateira ao patrimônio do casal”, escreveu Martins.
É uma prática semelhante à adotada por Queiroz quando depositou R$ 25 mil na conta de Fernanda Bolsonaro, esposa do senador, dias antes do pagamento do sinal do mesmo imóvel. Neste caso, porém, o PM aposentado teve que se identificar em razão do volume repassado —a Promotoria afirma que possivelmente Queiroz ainda não estava habituado com os sistemas de controle financeiros.
O MP-RJ listou R$ 1,6 milhão de uso de dinheiro em espécie nas transações de Flávio, seja por meio de pagamento de boletos ou depósitos nas contas ligadas ao senador. O valor também inclui pagamentos de impostos cujos débitos não aparecem no extrato do filho do presidente e de sua mulher. Para o MP-RJ, é possível concluir que esses tributos, que somam R$ 99,5 mil, foram pagos em dinheiro vivo.
FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS – Martins destaca na denúncia que, até 2014, Flávio e Fernanda eram funcionários públicos, não tendo qualquer renda fora aquela depositada em suas contas pela Assembleia e pela Aeronáutica —onde a dentista trabalhava. Os R$ 139 mil sacados pelo casal entre 2011 e 2014 não fariam frente às despesas quitadas em espécie no período.
A partir de 2015, Flávio se tornou sócio da loja de chocolates. O MP-RJ destaca na denúncia não haver qualquer registro de retirada de dinheiro em espécie em favor de Flávio, embora tenha deixado a análise para a continuidade das investigações. Neste período, Martins não aponta eventual enriquecimento ilícito. Mas descreve a continuidade de pagamento em espécie que teria como objetivo lavar o dinheiro obtido com a “rachadinha”.
Entram nessa conta as despesas de escola e plano de saúde da família, bem como novos depósitos fracionados nas contas de Flávio próximos às datas de quitação de parcela do imóvel da Barra. O MP-RJ pediu para que o senador seja condenado a pagar multa de R$ 6 milhões e a perder o apartamento que tem na Barra da Tijuca.
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DEFESA DIZ QUE DENÚNCIA TEM “ERROS MATEMÁTICOS”
Flávio Bolsonaro afirmou em suas redes sociais que o Ministério Público do Rio “comete série de erros bizarros” na denúncia. Em nota, a defesa disse que a denúncia já era esperada, mas não se sustenta.
“Dentre vícios processuais e erros de narrativa e matemáticos, a tese acusatória forjada contra o senador Bolsonaro se mostra inviável, porque desprovida de qualquer indício de prova. Não passa de uma crônica macabra e mal engendrada”, declararam os advogados.
“Acreditamos que sequer será recebida pelo Órgão Especial. Todos os defeitos de forma e de fundo da denúncia serão pontuados e rebatidos em documento próprio, a ser protocolizado tão logo a defesa seja notificada para tanto”, completa a nota.
A defesa de Queiroz afirmou que não teve acesso à denúncia.
“Inaugura-se a instância judicial, momento em que será possível exercer o contraditório defensivo, com a impugnação das provas acusatórias e produção de contraprovas que demonstrarão a improcedência das acusações e, logo, a sua inocência”, afirmou o advogado Paulo Emílio Catta Preta.
'Serei a primeira vice-presidente dos EUA, mas não a última', diz Kamala em discurso da vitória
Domingo, 08 de Novembro de 2020 - 08:00
por Rafael Balago | Folhapress

Em seu discurso da vitória, Kamala Harris destacou a importância de ser a primeira mulher a assumir a vice-Presidência dos EUA. Ela e Joe Biden fizeram pronunciamentos em Wilmington, Delaware, na noite deste sábado (7).
Sorridente, ela começou o discurso citando John Lewis, emblemático líder dos direitos civis e congressista, morto em julho. "Lewis escreveu que a democracia não é um estado de coisas, é uma ação. O que ele queria dizer é que a democracia na América não está garantida. Ela é forte como a nossa disposição para lutar por ela, e foi exatamente o que vocês fizeram. É algo que pede sacrifício, mas há alegria nisso. Temos o poder de construir um futuro melhor", disse.
Os espectadores acompanharam o discurso em carros estacionados. E, entre as frases de Kamala, buzinavam e gritavam em sinal de apoio.
"Por quatro anos, vocês marcharam, pediram justiça, e então vocês votaram. Entregaram uma mensagem clara: escolheram esperança, união, ciência, verdade. Escolheram Joe Biden como presidente", disse.
"Quando minha mãe chegou da Índia, ela não podia imaginar esse momento. Mas ela acreditava em uma América em que um momento assim é possível", discursou Kamala.
"Joe Biden rompeu uma barreira ao escolher uma mulher como vice-presidente. Eu posso ser a primeira, mas não serei a última a ocupar essa função. Porque cada garotinha desse país está vendo hoje que este é um país de possibilidades. Seu país mandou uma mensagem clara: sonhe com ambição. Se veja de maneiras que os outros não te veem", prosseguiu.
"Ao longo da história, muitas mulheres lutaram e se sacrificaram muito por igualdade e justiça para todos. Mulheres negras, nem sempre lembradas, são a coluna vertebral da nossa democracia. Todas as mulheres que lutaram e protegeram o direito ao voto: essa noite eu reflito sobre sua luta. E me levanto sobre seus ombros", lembrou.
Kamala agradeceu à equipe de campanha e aos funcionários das seções eleitorais e da apuração, "que garantem a contagem de cada voto". E prometeu ser uma vice "leal, honesta e preparada, que acordará todos os dias pensando em vocês e em suas famílias".
"Agora o trabalho de verdade começa. Para vencer a pandemia, reconstruir a economia, arrancar pela raiz o racismo sistêmico no nosso sistema judicial e na sociedade, para combater a crise climática e para curar a alma da nossa nação. A estrada à frente não será fácil. Mas a América está pronta, Como estamos Joe Biden e eu", concluiu.
Kamala, 56, é a primeira mulher a ser eleita vice-presidente dos Estados Unidos, e também a primeira pessoa negra a chegar a este cargo. Antes, ela foi senadora e procuradora-geral na Califórnia, estado em que nasceu. Kamala é filha de um professor nascido na Jamaica e de uma pesquisadora vinda da Índia, que se conheceram nos Estados Unidos.
Bahia Notícias
Em seu 1º discurso após vitória, Biden afirma que governará para todos americanos
por Folhapress

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden (ver aqui), afirmou na noite deste sábado (7) que governará para todos os americanos em seu primeiro discurso após ser anunciado como vencedor das eleições de terça-feira (3).
"Não vejo estados vermelhos (republicanos). Ou azuis (democoratas). Vejo apenas os Estados Unidos da América", disse ele em um evento no formato drive-in na cidade de Wilmington, em Delaware. "Sou orgulhosamente democrata, mas governarei como um americano".
"Para todos aqueles entre vocês que votaram no presidente (Donald) Trump, entendo sua decepção esta noite. Já perdi algumas vezes, mas agora vamos dar uma chance um ao outro", disse Biden no tom unificador que marcou sua campanha. Ele não mencionou o fato de que o republicano não reconheceu a derrota até o momento e contesta o resultado da eleição com ações judiciais em diversos estados.
O democrata comemorou a votação recorde que sua chapa recebeu —mais de 74 milhões de votos—, um ponto que contribui para sua estratégia de não confrontar o republicano ao mesmo tempo em que reafirma a legitimidade de sua vitória.
"É hora de colocar de lado a retórica dura, baixar a temperatura, nos vermos novamente, nos ouvirmos novamente e, para progredir, temos que parar de tratar nossos oponentes como nossos inimigos. Eles não são nossos inimigos. Eles são americanos", acrescentou.
O ex-vice-presidente disse que seu trabalho como presidente começará no combate à crise do novo coronavírus, um dos temas que definiu a disputa eleitoral. Ele anunciou que nomeará já na segunda-feira (9) um grupo de especialistas de saúde para trabalhar no "plano Biden-Harris" de combate à pandemia.
Bahia Notícias
Alheio ao precipício fiscal, Bolsonaro segue sua aposta na balbúrdia para se reeleger

Charge da Wanie Rose (Arquivo Google)
Vera Magalhães
Estadão
O presidente da República é um galhofeiro. Em visita oficial a um dos Estados mais pobres do País, em plena pandemia, o máximo que seu repertório intelectual, humano, administrativo e social permite é fazer piada homofóbica com a cor de um refrigerante.
Isso um dia depois de seu ministro do Meio Ambiente, o mesmo que já carrega na capanga dois acidentes ecológicos graves, sucessivos recordes de desmatamentos e queimadas na Amazônia e o Pantanal incinerado, ter usado um apelido de humorístico mexicano para responder a uma cobrança política feita a ele pelo presidente da Câmara por outra infantilidade parecida.
INFANTILIDADE – Esse estado de infantilismo governamental já vem cobrando um preço alto nos excruciantes 22 meses deste governo, mas olhar a balbúrdia comendo solta quando o que se avizinha é o precipício fiscal, tão bem descrito em artigo recente aqui no Estado por Nathan Blanche, da Tendências, é ainda mais assustador.
O ministro Paulo Guedes falou em audiência virtual ao Congresso nesta semana que passou. Tentou de novo fazer o Jogo do Contente que já lhe rendeu memes e perfis satíricos nas redes sociais com previsões tão otimistas quanto furadas.
Pediu aos deputados e senadores a votação de projetos que podem ajudar, no seu entender, a destravar a economia. O que mais repercutiu, no entanto, foram seus renovados ataques ao colega Rogério Marinho.
MINISTRO FRACO – A insistência nessa briga com um ministro de pasta claramente menos apetrechada que a poderosa Economia, além da defesa subsequente de Bolsonaro a Marinho e episódios em que a equipe de Guedes fica falando sozinha, como o do decreto revogado de estudos para parcerias público-privadas em saúde, são reveladores da tibieza do ministro hoje.
Tanto que o mercado se preocupou mais com a briga pública entre Rodrigo Maia e Roberto Campos Neto, justamente pela pauta travada, que com de Guedes.
Aturdidos com a inação do governo diante da pressão inflacionária, da dívida insustentável, do desemprego recorde, da falta de saída para a reforma tributária, da iminente implosão do teto de gastos, da falta de saída para o fim do auxílio emergencial e outras bombas econômicas, investidores, economistas, banqueiros, analistas econômicos e empresários já veem Campos Neto como um sucessor possível, com menos disposição a vender quimeras e mais sobriedade para negociar o que é preciso ser feito e nunca sai do papel.
PRESIDENTE OMISSO – Acontece que há algo que precede qualquer eventual mudança ministerial: o presidente. Bolsonaro não está nem aí para a emergência fiscal e econômica. Isso só o abala quando e se mexe no ponteiro de sua popularidade, algo a que ele se agarra com o afinco de quem não percebe que ela nem é tão alta e nem é duradoura.
Foi o presidente que deu ordem clara a Guedes para não criar nenhuma marola de temas espinhosos enquanto durasse a eleição, porque achou que só porque voltou a ser recebido por puxa-sacos em aeroportos iria “varrer o PT do mapa”, a única questão que sua imaginação limitada é capaz de alcançar.
Não rolou, até aqui. Aliás, nem para ele nem para o PT, num sinal de que 2020, com todos os seus flagelos concretos, pode fazer o País começar uma caminhada rumo a alguma racionalidade política.
SEM ORÇAMENTO – Faltam poucos dias para o primeiro turno. Enquanto isso, a Comissão Mista de Orçamento segue paralisada por uma briga intestina na capenga base bolsonarista, o que nos deixa sem política fiscal clara para 2021, um ano que não será do pós-pandemia, o que já seria um pesadelo, mas o ano 2 da pandemia.
Guedes está com a caixa de ferramentas vazia. E Bolsonaro está mais preocupado em sacudir o Guaraná Jesus e abrir para ver se espirra na cara do País. E se possível em fazer algum gracejo nojento enquanto chacoalha.
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