segunda-feira, dezembro 09, 2019

Ao manter em sigilo o cartão corporativo, Bolsonaro imita Lula no caso Rosemary

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Charge do Boopo (Arquivo Google)
Carlos Newton
É muito triste constatar que existem pontos em comum entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula da Silva. Por exemplo: a quase totalidade dos eleitores do atual chefe do governo jamais poderia imaginar que Bolsonaro viria se comportar exatamente igual a Lula, mantendo sob segredo absoluto as despesas feitas com cartão corporativo.
Recorde-se que, ao chegar ao poder em 2003, o ex-presidente fez questão de criar um cargo público para abrigar a amante Rosemary Noronha Povoa, uma ex-secretária do Sindicato dos Bancários de São Paulo que o então líder metalúrgico conheceu em 1993, quando se iniciou a tórrida relação extraconjugal.
ROSE NO PODER – Para ter a amante a seu lado , inclusive fizeram juntos 34 viagens internacionais, Lula a nomeou chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo. Como o cargo era inexistente, foi montado um escritório com equipe completa (assessores, secretárias, contínuo, carro oficial e motorista), vejam como o amor é lindo.
Junto com o elevado salário DAS, a segunda-dama da República ganhou também um cartão corporativo de vigência internacional, um excelente emprego para a filha e a garantia de serviços encomendados à empresa do compreensivo marido, que jamais se opôs ao romance presidencial.  
Em sua longa carreira, Lula cometeu muitos, mas o principal foi mesmo o cartão corporativo dado a Rose, porque a gentileza acabou lhe custou uma eleição que teria mudado o curso da História Republicana.
BRIGA COM DILMA – Essa passagem é interessantíssima e na época (2014) somente foi contada em detalhes aqui na “Tribuna da Internet”, com absoluta exclusividade. E tudo começou em 2010, quando o PT tinha de escolher o candidato à sucessão do segundo mandato de Lula, e ele surpreendeu o país ao indicar Dilma Rousseff. A então ministra da Casa Civil era pouquíssimo conhecida e na campanha Lula teve de carregá-la nas costas para derrotar o tucano José Serra.
Não houve nenhum acordo concreto, mas era óbvio que Lula seria o candidato do PT em 2014, e a convenção nacional estava preparada para aclamar a candidatura dele por unanimidade. Mas aconteceu o que ninguém esperava. A então presidente Dilma Rousseff alegou que tinha direito à reeleição e peitou Lula.
BOMBA FATAL – Lula insistiu na candidatura, e Dilma então lançou uma bomba fatal. Às vésperas da convenção, ameaçou divulgar as despesas do cartão corporativo de Rosemary Noronha, que demonstrariam não apenas os gastos abusivos em compras pessoais no exterior, mas também comprovariam que em certas ocasiões a segunda-dama viajara como clandestina, sem ter seu nome na lista de passageiros do AeroLula, e a divulgação desse escândalo destruiria a imagem do presidente petista, que ainda era um ícone da esquerda internacional.
Lula teve de recuar. Quando todos esperavam sua candidatura, causou espanto e decepção na convenção do PT, ao discursar defendendo a candidatura de Dilma. E o resto da história todos sabem.
SIGILO MANTIDO – Cinco anos depois, agora é Bolsonaro que surpreende a opinião pública, ao ignorar a recente decisão do Supremo Tribunal Federal que eliminou o sigilo dos gastos com cartão corporativo da Presidência.
Desde 1967, no auge de ditadura, um decreto militar amparava a decisão de não divulgar as despesas da Presidência. Mas agora em novembro o Supremo derrubou o artigo 86 do Decreto-Lei 200/67, e assim passou impedir que as despesas reservadas ou confidenciais da Presidência continuem sob sigiloso.
Na interpretação do Planalto, porém, existiria outra legislação, a Lei de Acesso à Informação, que possibilitaria manter em sigilo os gastos dos cartões corporativos.
ULTRASSECRETA – A esse respeito, a nota da Secretaria-Geral da Presidência cita o artigo 24, segundo o qual a informação em poder dos órgãos e entidades públicas, “observado o seu teor, e em razão de sua imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como ultrassecreta, secreta ou reservada”.
Alega o Planalto que as informações passíveis de pôr em risco a segurança do presidente, do vice-presidente e dos respectivos cônjuges e filhos devem ser carimbadas como reservadas, , ficando sob sigilo até o término do mandato em exercício ou do último mandato, em caso de reeleição.
“Feitas as considerações acima, esta Secretaria compreende que a decisão do STF não modifica os procedimentos atualmente adotados, em face da legislação de fundamentação ser norma específica distinta do Decreto-Lei nº 200, de 1967”, afirmou a Secretaria-Geral da Presidência.
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P.S. 1 
– Esse “parecer” é da lavra do ministro Jorge Oliveira, um ex-major da PM, filho do ex-chefe de gabinete do então deputado Jair Bolsonaro e que desde jovem foi apadrinhado pelo parlamentar e conseguiu se reformar com apenas 38 anos, sem jamais ter saído às ruas para enfrentar criminosos. Por ser formado em Advocacia, o ministro Oliveira se diz “jurista” e tem colocado em má situação o governo, porque nada entende de Direito, confunde decreto-lei com medida provisória e faz com que o Congresso arquive mensagens presidenciais. Esse “parecer” de Jorge Oliveira não tem pé nem cabeça, como se dizia antigamente, e merece ir para a lata do lixo.
P.S. 2 – Quanto aos cartões de Rosemary, existe uma ação no Supremo, movida pelo repórter Thiago Herdy, que ainda não foi julgada. Mas já se sabe que o sigilo será quebrado e a segunda-dama de Lula voltará a ser manchete dos jornais. Rosemary foi fiel a Lula o tempo todo, recusou ofertas milionárias para escrever suas memórias, mas agora se vê abandonada, porque o ex-presidente vai casar com outra petista, Rosângela da Silva, que já se desligou de Itaipu, onde o partido lhe arranjara um emprego de quase R$ 20 mil mensais. São coisas do amor.  (C.N)

Carlos Bolsonaro quebra o jejum e, após um mês afastado, reativa a sua rede social


Carluxo criou problemas para o governo por suas postagens
Deu no O Globo
Após quase um mês fora das redes sociais, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) reativou neste domingo, dia 8, sua conta no Twitter. Na descrição do perfil dele, o vereador escreveu: “vereador da cidade do Rio de Janeiro (ainda podendo opinar sobre o que achar pertinente)”.
Ele postou hoje um curto vídeo, mas não fez comentários sobre a política. Em novembro, o filho do presidente Jair Bolsonaro tirou do ar suas páginas no Twitter, Facebook e Instagram. Na época, interlocutores de Bolsonaro no Palácio do Planalto atribuíram ao presidente a saída do filho das redes.
INCÔMODO – Segundo esses aliados, Bolsonaro vinha mostrando incômodo com as publicações do “02”, em especial aquelas que criticavam o Supremo Tribunal Federal (STF), instituição que ele vem deixando fora da linha de tiro, como informou a colunista Bela Megale.
Carlos é considerado um dos principais responsáveis por criar a estratégia digital de Jair Bolsonaro nos últimos três anos, quando a candidatura presidencial começou a ser construída.
CRISE – Pelo Twitter, ele deflagrou a primeira crise no coração do Palácio do Planalto ao atacar Gustavo Bebianno, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. O comportamento, porém, não é exceção. O “pitbull” da família usa a rede social como uma metralhadora giratória.
É de Carlos também a ideia de atacar mais ferozmente adversários de esquerda e a imprensa. A conduta causou conflito entre os que sempre defenderam uma estratégia mais moderada para Bolsonaro.
ALVOS – Em fevereiro deste ano,  O Globo analisou 500 tuítes feitos por Carlos  entre 15 de dezembro e 15 de fevereiro e constatou que 72,2% das postagens feitas pelo parlamentar eram  ataques . O alvo preferencial é a imprensa, mas também sobram bordoadas para a esquerda e até mesmo para aliados, como no episódio em que foi pivô da saída do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno.
A saída do vereador Carlos Bolsonaro das redes sociais levou a um aumento expressivo no Twitter dos sentimentos negativos em relação ao filho do presidente da República. É o que aponta um estudo feito a pedido do Estado pela AP Exata, empresa especializada na análise de dados que circulam na internet. A agência coletou 41.204 tuítes gerados em 145 cidades do País que faziam menções ao segundo filho de Jair Bolsonaro.
ATAQUES – O levantamento também identificou que, após o afastamento de Carlos da esfera online, foram intensificados os ataques ao vereador, tentando associá-lo às investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, com a disseminação de hashtags como #QuemMandouMatarMarielle e #tictacCarluxo. Carlos não é investigado neste processo. Em novembro, a polícia voltou a ouvir depoimentos de assessores dele.
A análise de sentimento das mensagens mostrou que medo, tristeza e raiva em relação ao vereador aumentaram, enquanto confiança e alegria caíram. O estudo considerou dois intervalos de tempo: de 23 de outubro a 11 de novembro (período anterior ao desligamento do vereador das redes) e de 12 de novembro (quando Carlos se afastou do Twitter e do Facebook) a 5 de dezembro.
NARRATIVA – “Rede é guerra narrativa. A partir do momento em que Carlos Bolsonaro se ausenta, a defesa dele baixa, tem menos pessoas para defendê-lo na internet, porque além dele mesmo se defender, ele angariava seguidores que atuavam de acordo com o que ele falava”, diz Sergio Denicoli, diretor de big data da AP Exata. “A falta dessa narrativa acabou por prejudicar um pouco a imagem dele nas redes.”
Os 20 dias antes da saída de Carlos das redes registraram menos menções ao vereador – foram mapeados 18.641 tuítes no período anterior ao afastamento de Carlos, e 22.563 depois. Na avaliação de Denicoli, o sumiço das redes é uma forma de “desenvolver estrategicamente a propaganda do governo”.
REPERCUSSÃO – “Apesar de ele sair, os temas que ele colocou durante a campanha eleitoral e durante a atuação dele até a saída, permanecem bem construídos”, diz. Entre esses temas cristalizados estão críticas à ideologia de gênero, a valorização do trabalho policial, o antipetismo e a defesa da direita.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
–  A saída pela direita de Carluxo foi estratégica na tentativa de se preservar diante da CPI das Fake News e de se afastar dos rumores do caso Marielle. Após semanas  sem publicar nas redes sociais, Carluxo estava se coçando e voltou ao Twitter a três dias do prazo final dado pela empresa para que ele retornasse sem perder a conta. Mas teve gente dando graças durante esse período, inclusive ministros e aliados de Bolsonaro. Com a conta ativa, o “02” só cria problema para o governo. Joice Hasselmann garantiu que o vereador e o irmão Eduardo eram  os mentores e responsáveis pelo comando do “gabinete do mal”. Bolsonaro, pai, defende as crias e diz que isso é invenção na qual “só idiota acredita”. (Marcelo Copelli)

Setor de concessões do governo investiga uso de “empresas de fachada” pela TV Globo


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Fotomontagem reproduzida do site TV Foco
Afanasio Jazadji
O que não aconteceu nos últimos 20 anos é hoje uma realidade: a denúncia de que os irmãos Marinho (Roberto, João Roberto e José Roberto) se valeram de “empresas de papel” para controlar as cinco emissoras da Globopar está sendo analisada e investigada pela CGFI – Coordenação-Geral de Fiscalização de Outorgas, órgão da Secretaria de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
A CGFI é o órgão responsável pela análise das denúncias de irregularidades e pela fiscalização das outorgas de radiodifusão (emissoras de rádio e de televisão). Tem como coordenadora-geral a doutora Karine Braga Monteiro, funcionária de carreira da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações.
FISCALIZAÇÃO – Acima da coordenadora Karine Monteiro, que foi cedida ao Ministério das Comunicações, atua na CGFI o diretor de Radiodifusão Educativa, Comunitária e de Fiscalização, Marcos Paolucci, responsável por supervisionar a fiscalização do cumprimento das obrigações legais e regulamentares referentes aos aspectos não-técnicos da execução dos serviços.
Outra atribuição de Paolucci é aplicar punições às entidades que cometerem infrações referentes ao conteúdo da programação veiculada, à composição societária ou administrativa e às condições jurídicas, econômicas e financeiras das concessionárias dos serviços de radiodifusão.
Estão sendo investigadas informações falsas prestadas ao governo federal, assim como desvios de conduta societária, que já foram denunciados pelo Ministério Público Federal de São Paulo e pelo então senador Roberto Requião, a respeito de ilegalidades cometidas pelos irmãos Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho, acionistas finais da Cardeiros Participações S/A (ex-296 Participações S/A).
PRAZO DE DEFESA – Na tramitação do processo fiscalizatório, sob a responsabilidade da Coordenação-Geral de Fiscalização de Outorgas, se for reconhecida a procedência da denúncia, a Cardeiros Participações S/A e seus três proprietários terão cinco dias para exercer o direito de defesa, conforme disposto no Código Brasileiro de Telecomunicações.
Apurados e comprovados os fatos denunciados, dependendo de sua gravidade, há riscos de cassação de outorgas ou de não renovação de concessões. E caso os desvios societários não tenham sido apontados em tempo hábil nos órgãos federais, agentes públicos poderão ser processados por omissão ou conivência, como já ocorreu no caso da transferência do canal 5 de São Paulo (ex-Rádio Televisão Paulista S/A), cujo controle acionário foi assumido por Roberto Marinho, por meio de assembleias gerais com a “presença física” e “participação” de sócios majoritários que tinham morrido há mais de dez anos.
Essas irregularidades não foram detectadas à época pela fiscalização ministerial, cujos responsáveis poderiam até ser acusados de improbidade administrativa, caso não tivesse ocorrido a prescrição dos ilícitos, como constatou a Procuradoria da República em São Paulo.
DIZ O PROCURADOR – Sobre essas ilegalidades e crimes societários abrangendo exploração de relevante serviço público (televisão), por meio de “empresas de prateleira ou de fachada”, sem atividade específica, o procurador da República Luis Eduardo Marrocos de Araújo, em procedimento investigatório criminal aberto em São Paulo, salientou que “no tocante ao suposto desenvolvimento irregular de atividades de telecomunicações, há necessidade de aprofundamento das investigações, solicitando-se informações pormenorizadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações,  sem prejuízo de outras diligências preliminares”.
No relatório do Ministério Público, citadas como empresas envolvidas nesse nebuloso controle societário da Globopar (atualmente, Cardeiros Participações S/A), estão listadas as seguintes holdings” pessoais: RIM 1947 Participações S/A (de Roberto Irineu Marinho); JRM 1953 Participações S/A (de João Roberto Marinho); ZRM 1955 Participações S/A (de José Roberto Marinho e de Jorge Luiz de Barros Nóbrega); Eudaimonia Participações S/A (de Roberto Irineu Marinho); Imagina Participações S/A (de João Roberto Marinho), Abaré Participações S/A (de José Roberto Marinho) e 336 Participações S/A, entre outras.
Todas as ilegalidades cometidas pelos irmãos Marinh, que estão sendo oinvestigadas pelo governo federal, serão examinadas, em instância final, pelo secretário de Radiodifusão Elifas Gurgel e pelo ministro Marcos Pontes, do MCTIC.

A prefeitura efetuar limpeza em aguda de grandes propriedades além de ser imoral é ilegal

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Prefeitura Municipal de Jeremoabo
 Estado da Bahia
 CNPJ: 13.809.041/0001-75
 Rua Dr. José Gonçalves de Sá, 24 – Centro – Jeremoabo-BA.
 CEP: 48.540-970 Fone: (0xx75) 3203-2106/2102 - Fone/Fax: (0xx75) 3203-2477


LEI Nº. 533 de 15 de Março de 2017

“Autoriza o Chefe do Poder Executivo
 a fazer limpeza de reservatórios
 de água e dá outras providências.” 


O PREFEITO MUNICIPAL DE JEREMABO, ESTADO DA BAHIA, ANTONIO CHAVES, no uso de suas atribuições legais, em conformidade com o disposto no artigo 81, inciso IV da Lei Orgânica Municipal, faz saber que a Câmara Municipal de Vereadores aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: 

 Art. 1º. Fica o Chefe do Poder Executivo deste Município de Jeremoabo, autorizado a fazer limpeza de tanques, açudes e demais aguadas de pessoas portadores da Declaração de Aptidão ao PRONAF, tipo “DAP A e B”, bem como a pessoas portadoras do Programa Bolsa Família, no perímetro do Município de Jeremoabo, utilizando-se para tal propósito, o acervo de máquinas existentes no município, adquiridos através de doações, convênios, recursos próprios ou locados.

Art. 2º. Para melhor atender as finalidades do artigo anterior, será composta uma Comissão que apresentará ao Prefeito os casos mais urgentes, preservando sobretudo os princípios da impessoalidade e moralidade, expressos na Constituição Federal.

Art. 3º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas todas as disposições em contrário.

GABINETE DO PREFEITO, 15 de Março de 2017.

ANTONIO CHAVES Prefeito 

Nota da redação deste Blog - Este Blog recebendo qualquer denúncia ou informação de seus leitores publica na hora, que gostem ou não, meu compromisso é deixar o povo bem informado naquilo que diz respeito ao interesse público.
Ontem um cidadão residente em Jeremoabo flagrou maquinários da prefeitura em pleno dia de domingo limpando aguada em grande propriedade, o que além de ser imoral é ilegal.
 A princípio parece tratar-se de crime de responsabilidade, peculato e improbidade administrativa.
Mesmo assim ao publicar, quase nada comentei porque sabia que o Secretário de Infraestrutura como de costume não deixaria nada sem explicação; no entanto, como no atual governo "existe mais caciques do que índios", atravessaram as informações do Secretário responsável, o que de certo modo fica difícil trabalhar e consequentemente prestar uma informação com segurança.
Diante dos fatos, e para prestar uma informação com total segurança, fomos obrigados a solicitar ajuda do companheiro José Mário bem como pesquisar a legislação existente.
Encontramos a Lei acima de autoria do ex-interino Antonio, onde em nenhum lugar comete a INCONSTITUCIONALIDADE de autorizar efetuar limpeza em aguadas ou açudes de GRANDES PROPRIEDADES, pelo contrario, no seu Art. 1º cita " Aptidão ao PRONAF, tipo “DAP A e B”.
Para ser mais preciso e para não deixar qualquer margem de dúvidas, pesquisei também a PORTARIA Nº 523, DE 24 DE AGOSTO DE 2018, que Disciplina a emissão de declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).

Jeremoabo vive um momento de demência intelectual na administração pública, já que, os poucos do alto escalão com algum poder de mando, contrariando todos os princípios da boa norma, estabeleceram o conceito de que errar e culpar o anterior, satisfaz às exigências da lei ou do próprio ego de quem determina ou prática. Faço aqui este comentário, após ler uma matéria publicada por Dedé Montalvão, em que questiona a legalidade do uso de máquinas pública para beneficiar particular em sua propriedade.
A princípio é possível que tal serviço seja permitido, mas tão somente para o pequeno produtor e desde que haja autorização legislativa. Fora disso, quando o tanque ou açude estiver em propriedade de médio ou grande porte, somente é permitido, na eventualidade do espaço ser transferido para o domínio público e por doação, momento em que será aberto acesso para a coletividade, fora destes conceitos, o serviço realizado culmina em crime de responsabilidade, isto é, improbidade administrativa."(Secretário de Infraestrutura)





domingo, dezembro 08, 2019

Limpar aguadas e açudes sim, mas de acordo com a lei.

Há muitas falhas na democracia brasileira, mas ainda é melhor do que a ditadura


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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
José Vidal
Alguns podem achar ruim, mas vivemos numa democracia. Se é perfeita? Claro que não, porém é muito melhor do que qualquer ditadura. Num regime autoritário as informações são limitadas e muitas até proibidas. Aqui existe liberdade de expressão.
Não somos livres para votar em quem quisermos? O voto não é secreto? Isso é democracia. Mas alguns dizem que votar em fulano ou sicrano denota o grau de analfabetismo político inerente ao povo brasileiro. E talvez seja, porque muitos de nós não querem nem saber de discutir política ou economia.
FAKE NEWS – Ler qualquer texto que ultrapasse cinco linhas já é um esforço demasiado. Pesquisar em profundidade é algo impensável. Então, não é de admirar o sucesso das fakes news, com seus textos curtos que despertam paixões, diminuindo ao extremo a qualidade de pensar.
Todavia, em nosso país, apesar de todos os defeitos, as instituições funcionam. A imprensa é livre para opinar. O Ministério Público e a Polícia Federal investigam. Sem o fracassado pacto, os poderes são independentes.
Se queremos que o país melhore, precisamos primeiro nos questionar. Por exemplo, numa eleição, vou votar numa determinada pessoa, mas por quê? Quais as qualidades que me levaram a escolhê-la?
O VOTO LIVRE – Numa democracia há liberdade de escolhas, embora haja influências externas quase que conduzindo as votações. Costumo ler comentários de artigos, não só no Brasil, mas em alguns sites internacionais. Assim, vejo que grande número deles não tem conteúdo que se possa aproveitar. Xingamentos são a tônica.
Eu costumo não criticar as escolhas pessoais. Se alguém escrever que vai votar no Bolsonaro, outro prefere o Lula. Não vou nem comentar. São escolhas. Porém, se a pessoa colocar as razões de seu voto, estará opinando. E, ao tornar pública sua opinião, estará dando aos outros o direito de criticar ou elogiar a escolha.
Se eu dou opinião em um espaço, tenho que admitir a crítica. Minha verdade pode ser a mentira para o outro, mas admito que é difícil aceitar contestações, a gente sempre se acha certo… Por tudo isso, opto pela nossa democracia, mesmo que falha. 

Presidente do STJ diz que Brasil “enfrenta batalha contra as fake news”

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Charge da Vêrsa (Arquivo Google)
Deu no Correio Braziliense
O ministro João Otávio de Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), disse que o país “enfrenta uma batalha contra as fake news”. Segundo ele, “o Poder Judiciário está cada vez mais sobrecarregado de processos e isso repercute na imprensa, principalmente nas redes sociais”. Noronha recomendou “enorme cuidado das assessorias de comunicação social dos órgãos da Justiça”.
O alerta do ministro foi dado durante a abertura do III Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, na última semana, na sede do Conselho da Justiça Federal (CNJ), em Brasília. A meta do encontro foi discutir ações estratégicas de comunicação para o Poder Judiciário.
DEFESA DA VERDADE – Noronha falou da “necessidade de defender a verdade”. Ele considera que “a notícia deve ser disseminada com ética, transparência e celeridade”. O ministro destacou “o grande trabalho que os assessores do Poder Judiciário vêm desempenhando ao longo dos anos”.
O presidente do STJ informou que, até o terceiro trimestre de 2019, a Corte superior foi objeto de 15.139 reportagens publicadas em diversos veículos de comunicação por todo o país. “Demonstra a importância de cuidar cada vez mais do que é divulgado internamente e do atendimento à imprensa em geral”, sugeriu João Otávio de Noronha. O ministro lembrou a inauguração, em setembro, da Sala de Imprensa do STJ, criada para melhor atender aos jornalistas que fazem a cobertura de sessões e eventos no tribunal.
COMITÊ DE COMUNICAÇÃO –  A abertura do encontro contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Dias Toffoli, que formalizou a edição de uma portaria para atualizar a composição e as atribuições do Comitê de Comunicação Social do Poder Judiciário.
Farão parte do comitê, indicados pelo CNJ, os secretários de comunicação do STF e do CNJ, os responsáveis pela comunicação social dos tribunais e conselhos superiores, além de um representante dos Tribunais de Justiça, um dos Tribunais Regionais Eleitorais, um dos Tribunais Regionais do Trabalho e um dos Tribunais Regionais Federais.
Toffoli ressaltou a necessidade da comunicação no combate a preconceitos disseminados na sociedade brasileira contra a Justiça, “como a ideia de que os juízes são lenientes com criminosos e pouco produtivos — apesar de darem solução definitiva a 32 milhões de processos por ano.

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