quarta-feira, novembro 27, 2019

Na Justiça, um dia decisivo para o futuro de Lula, Toffoli, Flávio Bolsonaro e Queiroz


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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Carlos Newton
Nesta quarta-feira, dois julgamentos simultâneos de extrema importância. Um deles será realizado no Supremo Tribunal Federal e envolve a suspensão de todas as investigações, inquéritos e processos com base em relatórios do antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), da Receita Federal e do Banco Central, abertos sem prévia autorização judicial. A decisão liminar foi tomada dia 16 de julho pelo presidente do STF, Dias Tofffoli, em pleno recesso do Judiciário, a pedido da defesa de Flávio Bolsonaro e Fabricio Queiroz.
Outro julgamento importantíssimo ocorre nesta quarta-feira no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, onde os desembargadores João Pedro Gebran Neto, Thompson Flores e Leandro Paulsen apreciarão o mérito da apelação dos advogados de Lula no processo do sítio de Atibaia, no qual o petista foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão.
LIMINAR ILEGAL – Em Brasília, o julgamento do Supremo está empatado em 1 a 1, faltando nove votos. Tudo indica que a liminar de Dias Toffoli será derrubada, porque o ministro não se limitou a decidir sobre o pedido original da parte, que se referia apenas a uma investigação da Receita Federal sobre fraude financeira de um posto de gasolina.
Em julho, na calada do recesso, o presidente do Supremo decidiu estender o alcance desse recurso, para incluir o senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabricio Queiroz, acusados de usurpar salários de contratados na Assembleia do Rio.
Ao agir assim, ampliando a liminar, que passou a abranger não somente as apurações com base na Receita, mas também as investigações com origem no Banco Central e no antigo Coaf (hoje, Unidade de Inteligência Financeira – UIF), Toffoli praticou uma ilegalidade primária, de caráter desclassificante e vexatório, por assinar uma decisão “ultra petita” – ou seja, além do que fora pedido pelo posto de gasolina, autor do recurso, ao qual Flávio Bolsonaro e Fabricio Queiroz aderiram entusiasticamente.
FACHIN NEGOU – Em Porto Alegre, o julgamento do TRF-4 chegou a ser suspenso, foi remarcado e depois mantido por ordem do desembargador convocado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Leopoldo Arruda. A defesa de Lula insistiu na suspensão e recorreu ao Supremo, mas o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, negou o pedido de liminar.
A defesa de Lula está utilizando o recente entendimento do próprio STF de que réus delatados devem falar depois dos delatores, como aconteceu no caso de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, que teve a condenação anulada pelo STF, porque sua defesa apresentou alegações finais antes de outros réus que o delataram. Assim, a sentença de Lula também pode será anulada no TRF-4, para que o processo volte à fase das alegações finais.
No entanto, se os três desembargadores federais forem em frente e decidirem manter a condenação de Lula, ele se transformará em “reincidente específico”, expressão que define o criminoso condenado mais de uma vez pelos mesmos crimes – no caso de Lula, por corrupção e lavagem de dinheiro. Detalhe: reincidente específico não tem direito à progressão ao cumprir um sexto da pena. Só ganha direito a regime semiaberto quando cumprir metade da pena. 
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P.S. 1 –
 Em Porto Alegre, como Lula está em liberdade por outro motivo, o TRF-4 pode até passar rapidamente por esse quesito e julgar logo a apelação da defesa, para confirmar ou não a sentença de primeiro grau. Se sofrer nova condenação no tribunal, a ficha suja de Lula ficará imunda e ele pode dar adeus às eleições.
P.S. – Em Brasília, há três possibilidades de resultados na derrubada da liminar ilegal de Toffoli: 7 a 4, 8 a 3 ou 9 a 2. Façam suas apostas. Pessoalmente, acho que vai ser 8 a 3, com Lewandowski, a contragosto, dando uma força e Gilmar e Toffoli, mas posso estar errado, como sempre ocorre, aliás. (C.N.)

Bancos “generosamente” renegociam dívidas incobráveis de 64 milhões de pessoas

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Charge do Pelicano (Arquivo Google)
Pedro do Coutto
As grandes instituições bancárias do país – Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander e Caixa Econômica Federal – anunciaram ontem que de 2 a 6 de dezembro vão concentrar seus trabalhos na negociação das dívidas de 64 milhões de brasileiros que ingressaram no terreno da inadimplência. São aqueles clientes que se encontram com mais de 90 dias sem pagar o que devem. A reportagem de Rennan Setti e Patrícia Valle destaca bem a questão da inadimplência, na edição de terça-feira de O Globo.
Os descontos são enormes, superando até as expectativas dos próprios devedores. É sinal, digo eu, de que as dívidas que contraíram são impossíveis de cobrar, por vários motivos, entre os quais a ausência de bens a serem executados. Além disso como poderia o sistema bancário acionar 64 milhões de pessoas? Seria perda de tempo. Renegociando os débitos, os bancos conseguem reduzir a inadimplência que se generalizou no Brasil.
CONSUMO BAIXO – Com uma inadimplência desse nível, é impossível aumentar o consumo de bens no país. Para ampliar o consumo, de fato só existem dois caminhos: reduzir o desemprego, valorizando os salários, ou então levando a sociedade a quitar suas dívidas hoje, porém nesse caso existe o risco social de criar as dívidas de amanhã.
Isso porque, com a quitação de débitos em atraso, o mercado consumidor passa a realizar novas compras a prazo, o que conduzirá a uma nova fase de inadimplência, tão logo passem os efeitos do 13º salário.
É um desafio para o governo Bolsonaro, sobretudo porque, formalizado novo endividamento, será ainda mais difícil para os bancos e financeiras obterem sucesso através da nuvem de ofertas sedutoras.
LANCE DE DADOS – Realmente, o montante do endividamento será altamente nocivo para todos: governo, bancos, financeiras e lojas com financiamento direto. O lance de dados agora volta-se para a tentativa de fazer a roda girar, elevando a capacidade de compra e sua disposição de fazê-lo por classes assalariadas que se encontram em dificuldades, a qual se torna impossível de cobrar na mesma proporção que os consumidores têm de pagar.
Dentro desse quadro, a publicidade intensifica-se para fazer com que o mercado adquira os produtos à venda com juros embutidos previamente nos preços. Mas esta é outra questão. A meu ver é fundamental chegar à conclusão de que a grande fonte de consumo é a população brasileira. Mas sua dificuldade aumenta na mesma proporção causada pela incidência de juros sobre as compras oferecidas.
Assim não fosse, claro, o sistema bancário não proporia a redução das inadimplências, uma vez que assim agindo diminui seus lucros. Entretanto, o desafio só terá solução quando o desemprego diminuir. Mas não só o desemprego, também os salários não perderem para a inflação.

Com seu partido velho e corrupto, o presidente Trump é um sintoma, não a doença

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Resultado de imagem para TRUMP CHARGES"Paulo KrugmanFolha
Formalmente, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos está conduzindo um inquérito para decidir se Donald Trump deve ou não sofrer impeachment. Na realidade, sabemos a resposta a essa pergunta há muito tempo. Em uma era diferente, em que ambos os partidos acreditassem na Constituição, o abuso de sua posição por Trump para ganho pessoal teria conduzido à sua remoção do posto há muito tempo.
Não, o que estamos testemunhando de fato é um teste das profundezas a que o Partido Republicano se deixará afundar. Quanta corrupção, que nível de conluio com representantes de potências estrangeiras e traição do interesse nacional, os representantes eleitos do partido acatarão?
POÇO SEM FUNDO – E o resultado desse teste vem se tornando cada vez mais claro: o poço não tem fundo. O inquérito não encontrou uma prova cabal; encontrou uma verdadeira coleção delas. Mas praticamente nenhum republicano leal ao partido se voltou contra Trump e seus colaboradores em tantos crimes e delitos. Por que não?
A resposta vai ao cerne do que há de errado com a política americana moderna: o Partido Republicano se tornou uma instituição completamente corrupta. Trump é um sintoma, não a doença, e nossa democracia continuará sob severa ameaça mesmo depois que ele se for.
A explicação usual que se ouve sobre a aquiescência do Partido Republicano aos maus feitos de Trump é que os republicanos eleitos temem ser derrotados nas primárias caso demonstrem qualquer sinal de hesitação em seu apoio. E isso certamente é parte importante da história.
UM PRECEDENTE – Os republicanos não se esquecem do que aconteceu em 2014, quando David Brat, um insurgente do Tea Party, derrubou Eric Cantor, na época o líder da maioria republicana na Câmara. Cantor era um conservador linha dura, mas tinha modos cordatos e era percebido como brando com relação à imigração.
A lição é que a base republicana exige carne vermelha, e hoje em dia isso significa apoiar Trump não importa o que aconteça. Mas os temores eleitorais não são a única coisa que mantém os republicanos na linha.
Por um lado, não acho que a maioria dos observadores da política interna perceba, mesmo agora, até que ponto os republicanos consideram seus oponentes não como concidadãos, e sim como inimigos desprovidos de qualquer direito legítimo a governar.
LAICOS MILITANTES – O secretário da Justiça, William Barr, diz que os progressistas são “laicos militantes” cujo objetivo é “destruir a ordem moral tradicional”. Se é dessa maneira que você vê o mundo, você apoiará qualquer coisa – o que inclui solicitar e/ou extorquir intervenção de potências estrangeiras nas eleições dos Estados Unidos – para ajudar a derrotar os progressistas.
Por outro lado, é notável que, com algumas poucas exceções, mesmo os republicanos que estão deixando ou deixaram seus postos ainda se recusam a criticar Trump. Houve uma onda de republicanos anunciando que deixarão suas cadeiras na Câmara, e existe pouca dúvida de que alguns desses políticos estão saindo porque sentem repulsa por servir à atual administração. Mas quase nenhum deles admitiu o fato explicitamente, ainda que não tenham novas primárias a enfrentar. O que os mantêm na linha? A resposta é: siga o dinheiro.
GANHAR A VIDA – Afinal, o que políticos aposentados fazem para ganhar a vida? Muitos se tornam lobistas e, em uma era de extrema polarização, isso significa fazer lobby dentro de seu partido. Ser honesto sobre os motivos de sua saída seria ruim para os futuros negócios.
Além disso, a direita moderna dos Estados Unidos contém muitas instituições – a Fox News e outras organizações de mídia, institutos conservadores de pesquisa e coisa assim – que oferecem sinecuras a antigos políticos. No entanto, esse “programa de bem-estar social para maluquinhos de direita” –que não tem contraparte na esquerda– só está disponível para aqueles que continuarem seguindo a linha do partido.
Mencionei acima David Brat, que tirou Eric Cantor de seu assento na Câmara. Brat mesmo terminou derrotado na grande vitória democrata do ano passado. O que ele está fazendo agora, então? É diretor da escola de administração de empresas da Liberty University, de Jerry Falwell Jr.
ABUSO DE PODER – Até onde sei, Gordon Sondland, que é embaixador dos Estados Unidos à União Europeia – mas certamente não por muito mais tempo – foi o primeiro indicado político, em contraposição aos funcionários públicos de carreira, a testemunhar sobre o abuso de poder do governo Trump na Ucrânia. Um ponto importante sobre Sondland, porém, é que ele é um homem rico, que não precisa da rede de bem-estar social dos maluquinhos da direita.
Viverá confortavelmente a sua aposentadoria, desde que não termine preso. Por isso, seus incentivos são muito diferentes daqueles que se aplicam à maior parte das figuras republicanas.
Isso significa que todos os republicanos são corruptamente subservientes a Trump? Não, alguns deles são honrados e jamais aderiram ao presidente, o que inclui muitos dos luminares neoconservadores na política externa, como William Kristol. Alguns de nós jamais perdoarão esse grupo por ter nos levado a uma guerra sob falsos pretextos, mas a verdade é que eles têm princípios, e merecem reconhecimento pela coragem política que vêm demonstrando.
FANÁTICO E CORRUPTO – Mas o moderno Partido Republicano é em geral esmagadoramente fanático, corrupto, ou os dois.
Qualquer pessoa que imagine que a montanha de indícios quanto aos delitos de Trump conduzirá a um despertar moral, ou que os republicanos retornarão às normas democráticas quando Trump se for, está vivendo em um mundo de fantasia. Mesmo uma derrota eleitoral catastrófica no ano que vem provavelmente fará pouco por mudar o comportamento republicano.
A grande questão é determinar se os Estados Unidos tais quais os conhecemos poderão sobreviver por muito tempo quando um de seus dois grandes partidos na prática rejeitou os princípios sobre os quais nossa nação foi construída.

terça-feira, novembro 26, 2019

Campo de futebol da zona rural pertencente ao município transformado em roça de milho para particular

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Estou recebendo esse vídeo onde o remetente solicitou que publicasse no  Blog, incluível acusando o Secretário de Infra estrutura.
Qualquer assunto de interesse público não nego-me a publicar, apenas no meu ponto de vista comento o que penso ser correto.
Farei um rápido comentário onde no meu entender o maior responsável por essa irregularidade chama-se  o prefeito já que nenhum secretário faz nada a não ser combinado com o prefeito, em segundo lugar esse assunto pertence a secretaria de educação e não infra estrutura, em terceiro lugar quem deveria tomar as medidas necessárias  seria o Procurador Municipal orientando tanto o prefeito quanto o secretário da ilegalidade; por último os maiores responsáveis são os vereadores que deveriam fiscalizar e se fosse o caso representar ao Ministério Público.
Na parte concernente a lampadas, reclamar é o mesmo que enxugar gelo, situação gravíssima e que ninguém assume a responsabilidade, são os refletores do Estádio João Isaías Montalvão, onde o pagamento foi antecipado há  mais de ano, o prefeito juntamente com secretários e vereadores não estão nem aí, o povo que dane-se.

Câmara de Vereadores em 25.11.2019

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