segunda-feira, novembro 25, 2019

O problema não é comigo, é com a Federal

DEDEMONTALVAO.BLOGSPOT.COM
Com a palavra a Justiça principalmente o Ministério Público Estadual e Federal Author : José D.M.Montalvao Published: segunda-feira,…

Meus amigos esse senhor que chamam de Guilherme, a mim ele  não tem obrigação de prestar nenhuma justificativa por haver recebido supostamente dinheiro indevido, apenas registro o fato, quanto a ilegalidade ou não, ele tem que prestar contas é na Justiça Estadual e Federal.
Vocês que residem em Jeremoabo é que poderão julgar se é licito ou moral sem prestar o devido Concurso Público arranjar emprego na prefeitura para ele a mulher e cunhado, enquanto vocês filhos de Jeremoabo não tem direito a submeter-se a um concurso público, pior arranjar um emprego.
Não irei perder meu tempo para responder palavras sem nexo.

Termino apenas informando que um dos endereços onde ele terá que prestar contas é esse:

Sala de Atendimento ao Cidadão - MPF 

Caixa de entrada
x

MPF Sistema Cidadão manifestacao-noreply@mpf.mp.br

15:21 (há 16 minutos)
 para eu
 
  
  
 
 

Ilmo(a) Sr.(a), Sua manifestação foi cadastrada com sucesso!
Número da manifestação: xxxxxx
Chave de Consulta: xxxxxxxx
Data da manifestação: 25/11/2019

Com a palavra a Justiça principalmente o Ministério Público Estadual e Federal

Consulta de Servidor Municipal

Periodo: 2018 - JULHO

(Dados processados em 25/11/2019 10:14:49)
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PREFEITURA DE JEREMOABO 40 HORAS E PREFEITURA DE SÍTIO DO QUINTO 40 HORAS

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SECRETARIA DE  SAÚDE DE PERNAMBUCO  - Mês  julho 2018 coincidindo com os meses acima
http://web.transparencia.pe.gov.br/despesas/remuneracao/

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Portaria de Nomeação e Demissão e exoneração na Administração Deri do Paloma




Consulta de Servidor Municipal

Periodo: 2019 - JUNHO

(Dados processados em 25/11/2019 11:57:38)
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A coisa que  mais prezo é a liberdade de expressão, a democracia, a honestidade, a verdade e o respeito.
Desde que o Prefeito Deri do Paloma assumiu o cargo de prefeito, tive a hombridade, a honestidade de contestar o que não concordava, um direito que tenho de exercer minha cidadania, com isso não quer dizer que sou seu inimigo.
Acontece que certo elemento o "  homem mais honesto" que apareceu em Jeremoabo, através da internet procura de forma covarde e sem fundamento atingir e denigrir a imagem de todo mundo; porém, meu limite chegou ao fim, Tudo tem limites, mais tem muitas pessoas que não os possuí.
Esse cidadão foi muito longe.
 Sem medo, sem rancor e sem ódio, através de PROVAS DOCUMENTADAS, mostrarei ao povo de Jeremoabo, ao Ministério Público Estadual e Federal,  a JUSTIÇA quem é esse cidadão e o que deseja da JUSTIÇA por maneiras supostamente não republicanas .
Conforme PETIÇÃO INICIAL está batendo as portas da Justiça em Jeremoabo para Solicitar Justiça gratuita e REINTEGRAÇÃO AO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL, quando salvo melhor juízo, o correto seria o mesmo devolver aos cofres públicos por suposto recebimento indevido de remuneração amparado no NEPOTISMO  e ACUMULAÇÃO ILICITA,pois conforme documentos (fotos) que estou anexando, o mesmo trabalhava na Hospital de Jeremoabo, na Prefeitura de Sítio do Quinto e na Secretária de Saúde em Recife.
Esse cidadão além de acumular esses cargos mesmo exercendo chefia no hospital de Jeremoabo, ainda conseguiu emprego na saúde, no hospital para a esposa e para o cunhado.



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Resultado de imagem para foto a justiça é cega mas luiz enxerga


Hospital fundado por Irmã Dulce tem atendimento 100% gratuito e faz mais de 11 mil tratamentos contra câncer por mês na BA


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Cerca de duas mil pessoas são atendidas por dia na unidade médica. São mais de 2 milhões de procedimentos ambulatoriais por ano, 18 mil internamentos e 12 mil cirurgias.

Aliança pelo Brasil quer validar assinaturas digitais enquanto questiona voto eletrônico


por Fernando Duarte
Aliança pelo Brasil quer validar assinaturas digitais enquanto questiona voto eletrônico
Foto: Reprodução/Instagram
A semana começa com uma prova de fogo para a criação do partido Aliança pelo Brasil, futura nova agremiação do presidente da República, Jair Bolsonaro. Para além do recolhimento das assinaturas, a legenda precisa passar por um teste no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para nascer. A Corte julga, nesta terça-feira (26), se assinaturas digitais podem ser contabilizadas para a fundação de uma sigla. Em um cenário com excesso de partidos, flexibilizar essa “prova” de apoio é um risco para que o Brasil tenha ainda mais interessados em se tornarem donos de uma legenda.

Atualmente, 32 siglas têm registros no TSE. Já houve uma ligeira redução, após começar a vigorar a cláusula de barreira para acesso ao fundo partidário, a partir de 2018. No entanto, criar um partido político no país é um negócio e tanto. Veja como exemplo o próprio PSL, agora relegado por Bolsonaro. Era uma legenda inexpressiva, comandada a ferro e fogo por Luciano Bivar e tenderia a ser extinta justamente pela falta de resultado nas urnas. Com a chegada do então deputado federal, o PSL não apenas ganhou fôlego como se transformou em uma das principais forças partidárias do Congresso Nacional.

Por isso houve a intensa guerra pelo controle do ex-nanico. Bolsonaro e Bivar passaram de desentendimentos públicos a troca de ofensas em menos de uma semana e o resultado disso já foi dito e repetido pela imprensa. A expectativa do presidente e seus aliados com a criação do Aliança pelo Brasil é, de alguma forma, aproveitar uma possível janela para tentar captar deputados e recursos do fundo partidário – algo que deve, inclusive, ser questionado juridicamente. O PSL foi uma barriga de aluguel, que agora pode ser descartada.

Voltando à questão das assinaturas, o risco de fraude com a versão digital do processo é grande. Principalmente com base nas constantes acusações do uso reiterado de robôs nas redes sociais para potencializar conteúdos. Logicamente, há a evolução da tecnologia que, em tese, poderia coibir falsificações no processo. Porém o TSE tende a não ter condições de fazer a verificação das mesmas, dificuldade também comum na coleta tradicional. Estará a Justiça Eleitoral preparada para lidar com essa demanda?

A partir da lógica do próprio bolsonarismo, de que votos contabilizados digitalmente, na urna eletrônica, não deveriam ser validados, as assinaturas através de aplicativos e pela internet seguiriam o mesmo caminho. Porém as mesmas urnas eletrônicas que eram questionadas antes da eleição passaram a ser menos problemáticas após a vitória do presidente. É a mutabilidade presente, de acordo com as demandas de adaptação, não é mesmo? Até porque, como ouvimos o tempo inteiro, o Brasil pode até estar mudando, mas a lógica de “dois pesos e duas medidas” aparentemente continua valendo.

Este texto integra o comentário desta segunda-feira (25) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM, Clube FM, RB FM, Valença FM e Alternativa FM Nazaré.

Bahia Notícias

Fraude processual, crime da pessoa que tenta, de forma ardilosa, induzir o juiz ou perito a erro


JUS.COM.BR
Não se deve confundir quando a parte falta com a verdade no processo e quando ela frauda o…

Joice Hasselmann diz que Bolsonaro não consegue botar ordem nos filhos e que tem agido como “um vereador”


Joice diz que o desafeto Eduardo ajudou a rachar o PSL
Bernardo Bittar
Correio Braziliense
Rompida com Jair Bolsonaro há cerca de um mês, a deputada de primeiro mandato Joice Hasselmann (PSL-SP) e ex-líder do governo no Congresso, agora, descreve o presidente da República que tanto defendeu como alguém que não está à altura do cargo que ocupa.
“Ele é o homem mais importante do país. Mas, às vezes, tem agido como se fosse um vereador. Quando pega o telefone para dizer ao deputado: ‘vem aqui que vou te dar um carguinho para você votar no meu filho na lista de líderes’. Caramba! É para negociar o cargo de líder de um partido, uma coisa pequena quando se compara com um presidente da República eleito com 57 milhões de votos”.
DESAFETO – Alvo de ataques nas redes sociais após a família presidencial levar a público brigas que antes ficavam restritas aos bastidores do primeiro escalão, ela tem o também deputado Eduardo Bolsonaro (SP), que ainda não pôde deixar o PSL para não perder o mandato, como um dos principais desafetos.
“Nunca tive carinho ou amizade pelo Eduardo, nunca houve essa aproximação. Prezo pelo diálogo e descobri muito cedo que ele não cumpre a palavra. Não consigo respeitar alguém que não cumpre a palavra”.
META – Às vésperas do fim do ano, Joice não faz mistério sobre sua meta para 2020 — quer comandar a principal cidade do país e se coloca como pré-candidata do PSL à prefeitura da capital paulista. Mulher mais bem votada de São Paulo, diz ter sofrido provocações machistas e trabalha para se livrar do estigma de elitista.
“Quero vencer a eleição com a ajuda de todos. Não vou ser a prefeita de elite, aquela que fica preocupada com as mazelas da classe A. A prefeita, ou pensa no município como um todo, ou não está preparada”.
Com as articulações do Aliança Pelo Brasil, o PSL é quem mais perde aliados. A senhora fica no partido, mas como vai ser daqui pra frente?
Para nós, o PSL é dividido em Nutella e raiz. Os Nutella não concordam com divergência, não gostam muito do processo democrático, mas gostam da imposição. O grupo que é PSL de verdade optou pela democracia. Não pode haver uma ditadura interna dentro do partido, que é o que se tentou fazer, inclusive com a troca do líder (referindo-se à retirada do Delegado Waldir (GO), que foi substituído por Eduardo Bolsonaro, eleito por São Paulo). Para o PSL raiz, seria uma bênção que alguns saíssem. Há pessoas fazendo campanha para outro partido dentro do PSL. O próprio líder, o deputado Eduardo Bolsonaro, faz campanha. Isso é uma indignidade. Se está descontente, vá embora. Dizem que o problema é a regra eleitoral e, sim, ela existe porque o país é uma democracia. Senão, vira ditadura. Não há que se falar em “onda Bolsonaro”. Eu tive mais de um milhão de votos. Os outros também tiveram seus votos. Nós ajudamos o presidente a se eleger.
Ficou algum ressentimento depois das mudanças? A senhora saiu da liderança do governo, houve desavenças com o Eduardo Bolsonaro…
A gente só tem ressentimento com quem tem sentimento. Nunca tive carinho ou amizade pelo Eduardo. Prezo pelo diálogo e descobri muito cedo que ele não cumpre a palavra. Não consigo respeitar alguém que não cumpre a palavra. Aliás, essa questão de não cumprir palavra é uma marca deles (referindo-se aos filhos de Bolsonaro).
Isso recai sobre o presidente?
Com o presidente eu não fiquei ressentida, fiquei triste. Ele afastou todas as pessoas que realmente gostavam dele, quem trabalhava pelo Brasil de verdade, pessoas que largaram suas vidas para fazer campanhas para ele. Todo mundo que se dedicou foi limado. Especialmente os que tinham capacidade de discordar. Não nasci Bolsonaro. Quando comecei a apoiar essa ideia, ele foi à minha casa, pediu para eu entrar no partido dele. Não existe uma dependência, não tenho cordão umbilical com ele.
O posicionamento de olhar para frente envolve a disputa pela prefeitura de São Paulo?
O projeto inicial do partido é “Joice prefeita de São Paulo”. Mas há uma série de pleitos legítimos para fazer prefeitos, governadores e, quiçá, um presidente da República em 2022. A gente precisa entregar ao Brasil o que prometemos: um presidente liberal, com diálogo, que ouvisse todos, ainda que discorde de alguns; e não foi bem isso que a gente entregou. Houve um curto-circuito do que prometemos e do que entregamos. Espero que a coisa se corrija nos próximos três anos.
O PSL tem mais dinheiro em caixa. Vai receber R$ 1 bilhão de Fundo Partidário e Fundo Eleitoral. Na eleição passada, vocês tinham o orçamento mais enxuto…
Foi enxutíssimo. Minha campanha e a do Major Olímpio (senador do PSL de São Paulo) foram as mais baratas do Brasil. Pouco dinheiro, coisa de centavinho. Pensava: gente, se eu com R$ 100 mil faço uma campanha forte, imagina esse povo com R$ 2 milhões, R$ 3 milhões. Gastei R$ 100 mil do Fundo Partidário, mas teve gente que doou trabalho e eu coloquei um pouquinho de dinheiro, mas nem precisei usar.
A senhora acha que o PSL se desvirtuou? Temos as candidaturas laranja, o presidente da República deixando o partido, confusões pelos cargos...
É uma estupidez dividir o único partido 100% fechado com o presidente. E quem dividiu? O presidente e o filho. O Planalto tinha 53 votos cativos na Câmara. Se o presidente falasse que vermelho era azul, todos ali votariam a favor. Por uma vaidade, porque o menino não ia conseguir uma embaixada (Eduardo Bolsonaro foi indicado pelo pai como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Mas a iniciativa não foi adiante), eles conseguiram rachar o partido. Quantos políticos entrariam numa guerra para ter 53 deputados alinhados? A única base que o governo tinha acabou. Mas o PSL não se desvirtuou. Quem se desvirtuou foi o PSL Nutella, que está de saída rumo ao partido da fakelândia.
Insisto nas candidaturas laranjas. Isso recai sobre o partido?
Em mim, não recai absolutamente nada. Sou a prova viva de que a mulher pode fazer um grande volume de votos. Não acredito na teoria de candidaturas laranjas. Mas supondo que realmente isso tenha existido, precisamos perguntar quem foi a laranja, de onde saiu o dinheiro e a quem beneficiou. Siga o rastro do dinheiro. A investigação precisa acontecer e, se aconteceu, as pessoas têm de ser punidas. Acho incoerente o Marcelo Álvaro (ministro do Turismo) ser denunciado por isso e permanecer ministro. É incoerente o presidente falar desse assunto (em ataques ao PSL depois das brigas internas no partido) quando o denunciado é ministro dele. Essa conta não fecha. O PSL vai mostrar que sem a turma da tarja-preta, que queria criar uma ditadura interna, será o partido mais transparente do Brasil.
A senhora fala de tarja-preta, ditadura, em um contexto que envolve o presidente e seus filhos. Bolsonaro tem atitudes autoritárias?
Muitas. Esse é um ponto de conflito entre nós. Sempre tive a liberdade de falar tudo o que eu queria com o presidente. Conheci o Jair quando ele ia às manifestações em que a gente lotava ruas em São Paulo, contra a Dilma, e ele chegava de chinelão Rider e bermuda. Ficava lá embaixo e ninguém sabia quem ele era. Eu tinha a liberdade de dizer: está errado. Cheguei a dizer que, se ele continuasse seguindo esse caminho, ele acabaria como o Fernando Collor (ex-presidente da República cujo fim do mandato ocorreu após um processo de impeachment). Isso foi gravado. Falei: cara, me ajuda a te ajudar. E isso no segundo mês de governo, quando começou aquela confusão do Gustavo Bebianno (ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República). Mandei uma mensagem dizendo: se você não sabe fazer essas coisas, deixa que eu faço. Nunca escondi do presidente que ele tem atitudes impróprias. Às vezes o presidente mandava piadinhas de outros políticos, memes, coisas que eu achava de mau gosto. Eu respondia: amigo, vamos lá, cresce. Chegou ao ponto de a gente se bloquear no WhatsApp. Ele é muito turrão.
Alguém incentiva esse posicionamento?
Todo mundo ao redor dele, dos filhos aos assessores. Especialmente os assessores colocados pelos filhos, o que é chamado por aí de gabinete do ódio. São pessoas com acesso ao presidente que despacham diretamente com ele. Acompanham reuniões, ficam ali o tempo todo sugerindo informações, disparam coisas na lista de transmissão do presidente, às vezes atacam políticos. O presidente tem uma mania de distorcer informações e fica zangado quando alguém pensa diferente.
Sobre listas de transmissão, ataques a adversários e fake news, há quem culpe o partido...
A campanha do presidente teve dois núcleos para tratar das redes sociais. Um, feito com as redes do PSL com a ajuda de quem tinha perfis com muitos seguidores. O outro, coordenado pelo Carlos Bolsonaro (vereador do Rio de Janeiro), ninguém chegava perto. O Carlos tinha senhas, comandava o núcleo e conversava com as pessoas envolvidas lá.
Os ataques do partido e dos filhos do presidente alcançaram a senhora. Como isso a afetou?
Havia um desejo enorme de tentar me agredir, mas ninguém conseguia, porque eu entregava tudo o que o governo precisava. A estratégia adotada foi tentar, depois da campanha, colar em mim a pecha de que eu trocaria o Bolsonaro pelo Doria. Mas fiz a campanha do Doria autorizada pelo Bolsonaro. “Entre de cabeça”, ele disse, aproveitando para xingar o senador (Major Olímpio), que estava apoiando o adversário do Doria, o Márcio França (PSB). O presidente da República, que ainda era candidato, me autorizou. Querem queimar todo mundo que pode ser uma pedra no sapato dele. O Sérgio Moro (ministro da Justiça) é um exemplo. A população gostaria de vê-lo presidente e, agora, ele está deixado de lado. O Doria falou “quem sabe, um dia”, e tornou-se inimigo mortal do clã. Criou-se uma narrativa que foi se intensificando. Quando aconteceu de eu deixar a liderança do governo, abriram a porteira: espalharam um dossiê falso, colocaram minha cabeça em uma foto com o corpo de uma prostituta. Retribuíram tudo o que eu fiz pelo governo desse jeito. O que me assombra é o presidente não ter pulso para colocar ordem nisso ou compactuar. As duas coisas são assustadoras.
O presidente não tem pulso?
Ele é o homem mais importante do país. Mas, às vezes, tem agido como se fosse um vereador. Quando pega o telefone para dizer ao deputado “vem aqui que vou te dar um carguinho para você votar no meu filho na lista de líderes”, apequena o cargo. Caramba! Negociar o cargo de líder de um partido, uma coisa pequena para um presidente da República eleito com 57 milhões de votos. Quando essa pequenez acontece, fico entristecida. Se Bolsonaro não consegue botar ordem nos filhos, é um problema. Se compactua, o problema é maior ainda.
A senhora foi uma das mulheres mais poderosas do Congresso. Enxergava machismo?
O primeiro ataque de machismo partiu da família Bolsonaro. Logo comigo, que sempre disse que os movimentos feministas são um exagero. Nunca sofri machismo no Congresso. Cheguei lá com um bando de marmanjo, gente que está na política há décadas, e ninguém ousou. Um líder poderoso no Congresso chegou a falar, em uma entrevista, que as pessoas tinham medo de mim. Aí, justamente pelas mãos do homem que eu defendi, disse para as mulheres: “eles não são machistas, eles são machões. É outra coisa”. Mas eu me enganei nesse quesito. Espero que ainda haja correção, pelo bem do Brasil. Quero que esse governo dê certo.
Todo país precisa de um presidente honesto e competente. O Brasil elegeu alguém com essas características?
Acho que falta o preparo de gestor, experiência de liderança que o presidente não teve na Câmara. Ele nunca foi líder de nada, de comissão nenhuma. Mesmo o baixo clero consegue fazer os seus grupinhos. A falta de preparo intelectual, que também existe ali, pode ser suprida com os ministros. Se souber montar um bom time, teremos um excelente presidente. Se surtar com as emoções, como tem acontecido com frequência, se torna uma coisa perigosa. Os surtos constantes têm afastado todo mundo. Quanto tempo o Moro vai aguentar? Quanto tempo o Paulo Guedes vai aguentar?
O governo corre o risco de se desfazer?
Claramente, sim. Quantas vezes estive no Palácio e o Paulo Guedes me falou: “Não aguento mais. Vou embora”. Ou o presidente faz o reequilíbrio emocional urgente ou as pessoas vão embora. O ministro mais novo que chegou, o Luiz Eduardo Ramos (da Secretaria-Geral da Presidência da República), falou “Joice, eu perdi o brilho nos olhos”. Ele acabou de chegar. Ninguém consegue aplicar aquilo que pode para ajudar o presidente. Só o Paulo Guedes e o Sérgio Moro têm essa possibilidade porque sem eles há grandes chances de o governo sucumbir.
O seu mandato se confundiu com o governo?
Com toda certeza. Tive que me tornar um organismo, uma roda giratória do governo federal dentro da Câmara e do Senado. Todo mundo me via ali: “Ela é a boca do Bolsonaro ali dentro”. Eu ouvia tudo o que ele falava, filtrava, e trazia um discurso polido que dizia a mesma coisa. Tive que virar uma representante do governo no Congresso. Mas, com isso, consegui entregar uma das pautas da minha campanha, justamente a reforma da Previdência. Eu era o governo.
As últimas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) foram mal recebidas pelo Congresso. O embate entre os Poderes aumentou?
A independência entre Poderes foi esquecida. Muitas vezes, o legislativo se aquietou quando deveria ter se mexido. E o Judiciário acabou engolindo um pedaço do legislativo, e começou a legislar. Isso é perigoso, está na hora de colocar cada macaco no seu galho.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –  Firulas à parte, alguns pontos da entrevista retratam a realidade da conduta do presidente nesse tempo de gestão. Tinha um partido fechado com as suas decisões, disposto a tocar seus projetos, ainda que dissesse como citado “ que vermelho era azul”. Deveria ter superado as brigas internas e a disputa de poder, ter sido estratégico e fortalecer a sua base. Mas deixou o ego falar mais alto, além de não coibir as atitudes infantis de seus filhos ao longo dos últimos meses. Age não como vereador, mas como pai displicente, misturando orgulho e sentimento com política. (Marcelo Copelli)

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