terça-feira, agosto 13, 2019

Justiça revoga decisão de Bolsonaro que exonerou o grupo de combate à tortura


Inspeção do Conselho Nacional do CNJ em unidades prisionais de Sergipe.
Foto: Luiz Silveira / Agência O Globo
Celas superlotadas representam uma forma de tortura
Leandro PrazeresO Globo
A Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendeu parte do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) em junho que exonerou 11 integrantes do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) e mandou reintegrar os funcionários exonerados. O mecanismo é responsável por vistoriar as condições de tratamento concedidas em presídios e outros tipos de unidade de internação mantidas pelo Estado.
A decisão foi dada em caráter liminar (provisória) em resposta a uma ação movida pela Defensoria Pública da União (DPU). O governo ainda pode recorrer.
COMPROMISSOS – A decisão do juiz federal Osair Victor de Oliveira Júnior, da 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro, foi proferida na sexta-feira (9), mas só foi divulgada nesta segunda-feira.
Na ação, a DPU sustentou que o a extinção dos cargos representaria uma violação de compromissos firmados pelo Brasil em relação ao combate à tortura e à promoção dos direitos humanos.
Em sua sentença, o juiz disse ainda que a exoneração dos peritos, da forma como aconteceu, foi irregular. “A destituição dos peritos só poderia se dar nos casos de condenação penal transitada em julgado, ou de processo disciplinar”, diz um trecho da sentença.
EXONERAÇÃO – No dia 11 de junho, o Diário Oficial da União publicou um decreto assinado por Bolsonaro exonerando os 11 peritos que faziam parte do grupo e extinguindo os cargos comissionados que garantiam a sua remuneração. À época, entidades em defesa dos direitos humanos argumentaram que a extinção dos cargos comprometeria o trabalho do grupo.
O mecanismo foi criado por lei em 2013 e, desde então, seus integrantes têm feito visitas a presídios e outras unidades de internação para avaliar a situação de detentos. O grupo vinha elaborando relatórios sobre a situação do sistema prisional e fazendo alertas sobre violações de direitos humanos nessas localidades.
O governo, por outro lado, defendeu que a extinção dos cargos representaria uma economia de recursos e argumentou que o grupo continuaria a funcionar. A diferença é que em vez de usar mão-de-obra remunerada, o mecanismo seria tocado por voluntários.
VULNERABILIDADE – Para o magistrado que proferiu a decisão, o decreto assinado por Bolsonaro poderia acarretar no esvaziamento do órgão e afetar cidadãos em situação de vulnerabilidade.
“O perigo na demora, no caso, decorre do possível esvaziamento de órgão criado não só para cumprir com obrigações internacionais mas também como meio para resguardar o direito fundamental de que ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”, afirmou.
A decisão é o primeiro revés judicial em relação ao decreto que exonerou os integrantes do mecanismo. Nas últimas semanas, a medida havia sido alvo de críticas por organismos internacionais e também foi questionada judicialmente pela Procuradoria Geral da República (PGR). Procurada, a Advocacia-Geral da União, que representa o governo em ações judiciais, informou que ainda não havia sido intimada da decisão, mas que deverá recorrer assim que for notificada.

Toffoli rasga a fantasia e revela o ódio que os “heróis” da Lava Jato lhe despertam


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Dias Toffoli destilou o ódio e a inveja que sente da Lava Jato
Carlos Newton
Por ser despreparado para grande funções, tendo chegado ao Supremo Tribunal Federal sem o notório saber, Dias Toffoli às vezes revela um ingenuidade verdadeiramente constrangedora. Recorde-se que, para servir a um velho amigo como o ex-ministro José Dirceu, que foi seu chefe na Casa Civil e  o indicou  para o STF, Toffoli foi capaz de conceder um habeas corpus que a defesa de Dirceu sequer havia pedido, e ficou tudo por isso mesmo, como se dizia antigamente.
Confiante numa eterna impunidade que padre Quevedo diria “non eczistir”, Toffoli não aceitou ser apanhado na malha fina da Receita Federal, por receber mesada de R$ 100 mil de sua mulher, e também ficou revoltado ao saber que o amigo Gilmar Mendes e a mulher também tinham sido enredados.
INQUÉRITO ILEGAL – Em março, aproveitou o fato de ser presidente do Supremo e criou um inquérito interno totalmente ilegal. Primeiro, porque não a investigação não era interna, mas externa; e depois, porque o Regimento do STF, além de não permitir essa extravagância, também exigia a aprovação da procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, que deu parecer contrário e mandou arquivar o inquérito.
Mas o todo-poderoso Toffoli, acima da lei e da ordem, mandou seguir o inquérito. Em julho, aproveitou o plantão do recesso e suspendeu todas as investigações baseadas em relatórios do Coaf, da Receita e do Banco Central. Com essa audaciosa jogada, de uma só vez conseguiu imobilizar a apuração que envolvia ele próprio e sua mulher, a advogada Roberta Maria Rangel, assim como a investigação do casal Gilmar Mendes e Guiomar Feitosa.
O mais incrível é que blindou também o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e seu ex-assessor Fabricio Queiroz, fazendo vibrar a galera do eixo Planalto/Alvorada.
UM GRANDE AMOR – De repente, passou a haver um troca-troca de elogios e de amabilidades entre os presidentes da República e do Supremo. Como diria Djavan, o amor de Bolsonaro e Toffoli, por ser exato, não cabe em si.
Com tanto encantamento, a vaidade de Toffoli sobreveio com força total. Nesta segunda-feira, dia 12, durante evento do Lide em São Paulo, o presidente do Supremo criticou a percepção de que a operação Lava Jato virou uma instituição. Segundo os repórteres Francisco Carlos de Assis, Aline Bronzati e Bárbara Nascimento, que cobriram o evento para o Estadão, o ministro disse que a Lava Jato nasceu de acordos republicanos, feitos pelos Três Poderes, e afirmou que a operação “não manda nas instituições”.
INVEJA E ÓDIO – Em seguida, Toffoli foi destilando a inveja e o ódio acumulados. Afirmou que, durante os últimos anos, qualquer reação de algum poder em relação à operação foi percebida erroneamente como uma tentativa de acabar com a Lava Jato. “Não se pode permitir na República que algo se aproprie das instituições. (…) Temos que dizer isso abertamente. A Operação Lava Jato é fruto da institucionalidade, não é uma instituição”, disse, completando: “Um país não se faz de heróis, se faz de projetos”.
Em seu delírio, o petista Dias Toffoli, amigo e serviçal de Dirceu e Lula, já se acha vencedor. Considera a Lava Jato inteiramente destruída, Moro e Dallagnol estão na lona e ele, o juiz da luta, é que será carregado nos braços pelos torcedores.
DESFAÇATEZ – Sonhar não é proibido. Em breve Toffoli vai perceber que a Lava Jato não depende mais de Moro ou Dallagnol. É muito mais do que uma instituição, porque já se tornou um novo estilo de vida para os brasileiros. Enquanto Toffoli comemora, junto com Gilmar Mendes e outros defensores da “descriminalização da política, a Lava Jato faz cada vez mais operações, ampliando seu leque de atuação.
Toffoli entendeu tudo errado. A Lava Jato não morreu. E o Supremo tem onze ministros, e a maioria deles está calada, observando até onde vai a desfaçatez dos defensores da impunidade daqueles que enriquecem às custas dos recursos públicos e não percebem que tudo na vida tem um limite.

segunda-feira, agosto 12, 2019

Intercept 1 – a Lava Jato coordenava as milícias digitais - GGN O Jornal De Todos os Brasis - O Jornalista Luís Nassif lidera equipe Do Jornal GGN. Com opiniões e conteúdo de qualidade o portal sempre traz as últimas noticias do cenário político nacional


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Garanhuns: MPPE recomenda que prefeito não realize promoção pessoal em eventos patrocinados com recursos públicos

07/05/2019 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), através do 2º Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Garanhuns, recomendou ao prefeito Izaías Régis Neto e à secretária de Turismo e Cultura, Neile Jeane Ferreira de Barros, que determinassem aos contratados para os eventos patrocinados com recursos públicos, bem como aos locutores oficiais, que não divulguem nomes próprios, sobrenomes, símbolos e imagens; ou façam menção à família de autoridades por ocasião de eventos.
Segundo o texto da recomendação, os órgãos públicos responsáveis pelas contratações de shows e artistas devem incluir em seus contratos uma cláusula proibitiva, com imposição de sanção, caso ocorra esse tipo de divulgação. Já os artistas e contratados em geral devem se abster de indicar nominalmente os agentes políticos ou se utilizar de quaisquer termos que se equiparem a consagrar a pessoa física como referência à concretização da festa popular, sob pena de caracterizar a promoção pessoal do agente público.
Segundo o promotor de Justiça Domingos Sávio Pereira Agra, foi constatado pelo Tribunal de Contas que, na divulgação de eventos custeados com recursos públicos, alguns artistas contratados faziam referência ao gestor municipal como “idealizador, organizador ou realizador”, bem como à sua família e amigos, configurando-se situação de propaganda política e promoção pessoal. Conforme o disposto no primeiro parágrafo do artigo 37 da Constituição Federal, essas ações podem figurar o agente como autor ou beneficiário de ato de improbidade administrativa.
“É aplicável a lei de improbidade administrativa ao agente que, mesmo não sendo público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade administrativa ou que dele se beneficie de qualquer forma. Além disso, a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”, reforçou o promotor, na publicação.
Caso a recomendação não seja acolhida ou as justificativas do eventual não acolhimento não sejam aceitas pela Promotoria de Justiça do município, será proposta pelo Ministério Público ação de improbidade administrativa, em face dos autores e dos beneficiários da promoção pessoal, por violação dos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa (Lei 8.429/92), sem prejuízo de outras medidas legalmente cabíveis.

Imagem acessível: palco iluminado com luzes em tons lavanda e azulado. Na cor branca, os dizeres: MPPE recomenda que prefeito não realize promoção pessoal em eventos patrocinados com recursos públicos. Acima, do lado esquerdo, tarja vermelha com a palavra Garanhuns.



Nota da redação deste Blog -  Estamos diante de uma proibição de improbidade semelhante a que  foi denunciada -elos vereadores de oposição. 
Aqui em Jeremoabo por um fato parecido com esse já houve um ex-prefeito punido; como todos são iguais perante a lei vamos aguardar o desenrolar da denúncia.

 Fundamento no art. 37§ 1º, da Constituição Federal, art. 11, caput, da Lei nº 8.429/92 e art. 12III, da Lei de Improbidade Administrativa.

Que grande empresa quer colar sua marca num país que involui no meio ambiente?


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BR-317 se transformou na rota do desmatamento no Acre
Eliane CantanhêdeEstadão
Só falta agora o presidente Jair Bolsonaro incluir o agronegócio na sua lista de inimigos e a tropa bolsonarista na internet passar a chamar produtores e exportadores rurais de petistas, esquerdopatas e comunistas, por fazerem uma advertência real: proteger o meio ambiente não é coisa da esquerda nem utopia, é uma questão de competitividade internacional.
“Desenvolvimento sustentável” é o equilíbrio entre economia e ecologia. Não é moda nem supérfluo, é um conceito massificado nas democracias e exige responsabilidade das empresas. Ser “environment-friendly” é um ótimo negócio. Não ser pode custar caro.
MACROPRODUTOR – O Brasil é um dos três maiores exportadores agrícolas do mundo, o governo aprofunda um processo de privatizações que atiça o interesse externo e a equipe trabalha intensamente para atrair investimentos produtivos fundamentais para impulsionar o desenvolvimento e gerar empregos.
As decisões e manifestações de Bolsonaro sobre meio ambiente podem interferir negativamente nisso tudo, afetando a posição de liderança do Brasil na área ambiental e gerando desconfianças desnecessárias nos demais setores, empresas e conglomerados que estão de olho no Brasil.
Ok. O capital é pragmático e pode não dar muita bola para florestas, rios e reservas ecológicas e indígenas de um país distante da América do Sul, mas é exatamente por pragmatismo que é forçado a contemplar todas essas questões na hora de fazer negócio. Não se esqueçam que, quando falamos de imagem do Brasil lá fora, não estamos nos referindo apenas a governos, mas também a parlamentos, mídia, meios científicos e sociedades. Todos têm forte influência nas empresas.
IMAGEM SENSÍVEL – Que grande empresa quer colar sua marca num país que involui a olhos vistos na proteção ambiental? Mais: o governo mira a Europa, mas os EUA também desenvolveram uma forte consciência ambiental e uma ativa militância nessa área, com ou sem Trump.
Ao atacar o então diretor e os dados científicos do Inpe sobre desmatamento da Amazônia – em entrevista a correspondentes estrangeiros, frise-se –, o presidente fez exatamente o que ele acusa o professor Ricardo Galvão de ter feito: denegrir a imagem do Brasil no exterior numa área tão sensível.
Em setembro, Bolsonaro terá um palanque especial e uma ótima chance para abaixar a bola, amenizar suas falas e explicar ao mundo que não é bem assim como parece: que ele não quer facilitar a vida de madeireiros ilegais, escancarar as reservas indígenas a mineradoras até americanas, transformar santuários em “novas Cancúns”, liberar a pesca em áreas protegidas e desqualificar Inpe, Ibama, ICMBio.
RELATIVIZAÇÃO – Será que ele vai fazer isso? Leais colaboradores do presidente torcem para que sim, mas duvidam que ele o faça, porque, assim como Dilma Rousseff tinha a visão perigosa de que “um pouco de inflação não faz mal a ninguém”, Bolsonaro está empenhado em relativizar a proteção do meio ambiente em nome do que ele considera “desenvolvimento”.
Logo, não há motivo para otimismo na fala do presidente na abertura da Assembleia Geral da ONU, mês que vem, em Nova York. Em vez de amenizar o discurso e a sensação de uma política retrógrada em meio ambiente, o risco é ele fazer o oposto e dobrar a aposta, sob aplausos dos áulicos domésticos.
Essa é mais uma missão para Paulo Guedes, único superministro restante. Ele transformou o estatizante e corporativista Bolsonaro em privatizante e liberal. Agora, tem novo desafio: convencer o pupilo de que cuidar da natureza não é “frescura” nem “coisa de esquerdista”, mas fundamental para a sobrevivência do planeta e o interesse nacional. Ou melhor: os variados interesses nacionais, inclusive o econômico.

Enquanto Lula for ameaça ao eleitorado conservador, Moro será seu maior inimigo

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Moro continua a ser uma peça importante no jogo político
Alberto BombigColuna do Estadão
No entorno de Sérgio Moro é dado como certo que o ministro da Justiça será para sempre o maior inimigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, superando com larga vantagem Jair Bolsonaro e João Doria (PSDB) no rol de adversários do petista e do PT.
Essa percepção se consolidou após o ataque hacker e as consequências dele e explicaria os ainda altos índices de aprovação do ministro em parcela expressiva do eleitorado, tornando-se um ativo eleitoral poderoso para Moro, estando o ex-juiz dentro ou fora de qualquer governo em 2022.
JOGO POLÍTICO – Para aliados de Moro, enquanto Lula e o PT ainda representarem algum tipo de “ameaça” ao eleitorado conservador, o ex-juiz será peça importante no jogo político do País.
A prova cabal de que o ataque hacker teve por objetivo libertar Lula, diz alguém que conhece bem Moro, é o juiz Marcelo Bretas ter passado incólume até agora: o magistrado do Rio botou na cadeia figurões do MDB, como Cabral e Temer.
DORIA E LULA – O governador paulista João Doria pegou pesado com Lula ao dizer que o ex-presidente teria oportunidade única de “trabalhar” caso fosse mesmo transferido para o sistema prisional paulista.
A declaração foi interpretada como sinal da disposição do governador tucano de permanecer firme na centro-direita, apostando no desgaste de Jair Bolsonaro até 2022.
Na outra ponta, ao defender as vítimas da ditadura em entrevista ao Estado, Doria deixa claro que investirá na imagem de uma direita “menos tosca e mais esclarecida”, na definição de um aliado dele.
TASSO EM AÇÃO – O PSDB comemora a escolha de Tasso Jereissati para relatar a reforma da Previdência no Senado. Entende ser uma oportunidade de se associar ao tema que está entre suas bandeiras desde o governo Fernando Henrique.
Na largada dos trabalhos da reforma da Previdência no Senado, Tasso quer ouvir, no mesmo dia, um grupo heterogêneo. Chamará o secretário Rogério Marinho (representando o governo), Rafael Fonteles (pelos Estados), o presidente da AMB, Jayme de Oliveira, (funcionalismo), e o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, da gestão Dilma. O requerimento de Tasso Jereissati é o primeiro da pauta na CCJ.

Dodge prorroga Lava Jato no Paraná por mais um ano

Criada em 2014, força-tarefa é coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol ==> https://glo.bo/2YFi3CO #G1

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EDITORIAL: Livre Concorrência versus Organização Legal – O Caso do Feirão de Roupas e o Império da Lei em Jeremoabo

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