quinta-feira, março 28, 2019

Virou bagunça! Justiça de Minas Gerais paga salário acima do teto a 1.309 juízes


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Charge do Benett (Folha)
André BorgesEstadão
Em plena crise com seus 18 mil servidores, que cobram um reajuste de 2,9% para recomposição salarial do ano passado, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) somou, em sua folha de pagamento de fevereiro, nada menos que 1.309 magistrados – juízes e desembargadores – com rendimento líquido acima do teto constitucional de R$ 39.293,32. Trata-se de 85% dos magistrados do tribunal, que emprega um total de 1.537 juízes ou desembargadores.
A folha de pagamento de fevereiro superou a de janeiro, quando 558 magistrados também receberam salários líquidos que superam o valor máximo fixado pelo Supremo Tribunal Superior Eleitoral e sancionado pela Presidência da República.
MAIS DO DOBRO – No caso de 75 magistrados, em especial, o mês de fevereiro reservou um rendimento líquido acima do dobro do teto (R$ 78.586,64). Nesta lista estava, por exemplo, o desembargador Renato Luís Dresch, que determinou, no dia 22, a suspensão imediata do movimento grevista iniciado pelos servidores de 2ª Instância do TJMG no último dia 19.
Dresch, que criticou a crise financeira de Minas Gerais e disse que era um “privilégio” os servidores da Justiça receberem seus salários em dia, recebeu salário de R$ 89.586 no mês passado.
O Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais (Sinjus-MG) acatou a liminar. Na próxima quinta-feira, 28, haverá uma audiência de conciliação com os servidores, para tentar um acordo. Os funcionários cobram a recomposição salarial com a inflação de 2018, de 2,9%, e o pagamento de um auxílio-saúde, que já foi definido em uma ajuda de custo entre R$ 200 e R$ 300 por mês, conforme o tempo de trabalho de cada servidor.
VANTAGENS EVENTUAIS – O principal motivo dos salários explosivos dos magistrados são as chamadas “vantagens eventuais”. Eles recebem abono constitucional de 1/3 de férias, indenização de férias regulamentares e de férias prêmio, além de antecipação de férias, gratificação natalina, antecipação de gratificação natalina, serviço extraordinário, substituição, pagamentos retroativos, auxílio-livro, entre outros. Contam com 60 dias de férias anuais e outros três meses que podem retirar, a cada cinco anos.
Entre 2018 e 2019, o valor total orçado no TJ-MG para pagamento dos servidores da ativa cresceu 6,3% em relação ao ano anterior, enquanto o valor destinado aos magistrados da ativa cresceu 36,1%, isso sem considerar os auxílios. As chamada “Outras Despesas Variáveis (Férias-Prêmio), por exemplo, cresceram em 885% para os magistrados da ativa.
“O Sinjus-MG está cumprindo a liminar de suspensão da greve, mas manterá estado de greve, o que significa manter a base mobilizada para nova deflagração a qualquer momento”, declarou o órgão.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O Supremo pode perseguir quem fala mal dele ou até ameaça, mas a verdade é que o Judiciário está podre. São raríssimos os juízes que trabalham na sexta-feira, que virou “day off”, uma espécie de feriado informal, e os cartórios funcionam a meia pressão. É preciso colocar relógio de ponto para essa gente, como se fazia antigamente, ou cartão magnético para controle de frequência, como a iniciativa privada faz hoje em dia. (C.N.)

Moro minimiza as brigas com Rodrigo Maia, na esperança de aprovar o pacote anticrime


O ministro da Justiça, Sergio Moro, durante entrevista sobre a Operação Luz da Infância Foto: IsaacAmorim/AG.MJ
Moro luta desesperadamente para aprovar o pacote anticrime
Victor FariasO Globo
Após encontro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na manhã desta quinta-feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que tem “respeito” pelo deputado e que as “rusgas precisam ser contornadas”. Os dois tinham protagonizado um bate-boca público na semana passada em torno da tramitação do pacote anticrime na Câmara.
Moro comentou o episódio durante coletiva de imprensa  sobre a Operação Luz da Infância, que investiga casos de pedofilia e pornografia infantil em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal. Para ele, as farpas trocadas foram “ruídos de declaração” que não mudam a relação de respeito que tem pelo parlamentar.
SINALIZAÇÃO — “Hoje foi só mais uma sinalização. Tenho uma relação bastante cordial com o presidente da Câmara, uma pessoa muito sensata” — disse, acrescentando: — “Temos que deixar as divergências pessoais de lado, que, às vezes, nem são tão pessoais, são bobagens”.
O ministro explicou que conversou com Maia sobre as possibilidades de tramitação do pacote anticrime, motivo pelo qual o ministro e o presidente da Câmara discordaram na semana passada.
“Foi acertado um compromisso de o projeto tramitar na Câmara. Têm alguns senadores que querem também tramitar no Senado, isso seria uma iniciativa dos senadores”.
CONSENSO – O pacote de Moro rivaliza com a reforma da Previdência na tramitação da Câmara. Moro destacou ser consenso de que ambos são importantes e necessários.
— A Previdência não é minha pauta, mas foi apresentado um projeto consciente. Há um consenso de que é necessário reformar a previdência para torná-la mais justa. O presidente Jair Bolsonaro apoia, o presidente Rodrigo Maia apoia…
Na semana passada, Maia criou uma comissão para analisar a proposta de Moro junto com outra mais antiga, sobre o mesmo tema, apresentada por um grupo liderado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo. Na prática, atrasaria o andamento do pacote do governo. O ministro da Justiça reclamou e Maia chegou a rebater Moro dizendo que a proposta dele era um “copia e cola” da de Moraes.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Moro é um homem de caráter, uma espécie de cordeiro em meio aos lobos da política. Seu pacote anticrime não tem a menor chance de ser aprovado, a não ser que se elimine a parte em que propõe maior rigor no combate aos crimes de corrupção e caixa 2, além da obrigatoriedade da prisão após segunda instância. Conforme já explicamos aqui, o pacote anticrime vai virar um embrulho, pois se limitará a aumentar o rigor nas penas dos crimes de violência. Apenas isso. (C.N.)

Mais uma bronca em Jeremoabo, dessa vez abertura de SINDICÂNCIA envolvendo servidor da Justiça.


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Nota da redação  deste Blog - Pelo visto, parece que o único órgão que está acima da Lei em Jeremoabo é a prefeitura, digo isso, porque conforme acima exposto, estamos diante da instalação de uma Sindicância para apurar fatos de um servidor da própria Justiça.

É como sempre falo e oriento através deste Blog, provocando a Justiça a mesma não fica inerte, age, o problema não é esperar que caia do céu, mas provocar; se não encontrar amparo em Jeremoabo é para isso que existe o TJ-BA e o CNJ ou o CNMP, a depender do caso.

Obs:

Deixo o Blog a disposição do mesmo caso queira apresentar o contraditório.

Rússia afirma que seus soldados ficarão na Venezuela “o tempo que for necessário”


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“São apenas 99 militares”, diz a porta-voz russa Maria Zakharova
Deu no Correio Braziliense(Agência France-Presse)
A Rússia afirmou nesta quinta-feira que as tropas que chegaram nos últimos dias à Venezuela permanecerão no país “o tempo que for necessário” para o regime de seu aliado Nicolás Maduro.  Um dia depois das advertências do presidente americano Donald Trump sobre a presença russa em território venezuelano, a chancelaria de Moscou declarou que os militares enviados a Caracas são “especialistas russos”.
“Eles estão trabalhando na implementação dos acordos assinados no campo da cooperação técnica e militar. Quanto tempo levará? Enquanto for necessário para o governo venezuelano”, declarou aos jornalistas a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.
SEM AMEAÇA – Segundo a porta-voz, a presença de russos na Venezuela não é uma ameaça. “A Rússia não infringiu nada, nem os acordos internacionais, nem o Direito venezuelano. Ela não muda o equilíbrio de forças na região e não ameaça ninguém, diferentemente de Washington”, ressaltou Zakharova.
A porta-voz classificou as críticas de autoridades americanas esta semana de tentativa arrogante de ditar para Estados soberanos como têm de se relacionar entre eles. “Nem Rússia nem Venezuela são províncias dos Estados Unidos”, insistiu.
Enquanto os Estados Unidos reconhecem Juan Guaidó como presidente interino do país e exigem a saída de Nicolás Maduro, a Rússia acusa os americanos de tentarem organizar um golpe de Estado no país. E na quarta-feira o presidente americano, Donald Trump, pediu à Rússia que saia da Venezuela, após a tensão criada pelo envio de militares e material russos para Caracas.
UNIÃO EUROPEIA – Por sua vez, a União Europeia (UE) fez uma advertência nesta quinta-feira contra qualquer ação que possa agravar a situação na Venezuela.
“Todas as ações e gestos que agravem ainda mais as tensões apenas criarão mais obstáculos para uma solução pacífica, democrática e propriamente venezuelana a esta crise”, afirmou o porta-voz da Comissão Europeia, Carlos Martín.
Dois aviões russos, um Antonov An-124 e um Ilyushin Il-62, chegaram na semana passada à Venezuela. Segundo a imprensa local, transportavam 99 militares e 35 toneladas de material, sob o comando do chefe do Exército de Terra, general Vasili Tonkoshkurov.
DIZ A RÚSSIA – Denunciada pelos Estados Unidos, a presença de militares russos na Venezuela “não está, em nenhum caso, ligada a possíveis operações militares”, garantiu o adido de defesa da embaixada da Venezuela na Rússia, José Rafael Torrealba Pérez, nesta quinta, em Moscou, citado pela agência Interfax.
“Insisto no fato de que se trata apenas de cooperação militar e técnica. A presença militar russa não está, em nenhum caso, vinculada a possíveis operações militares”, declarou Torrealba Pérez.
Ele afirmou ainda que um representante do Ministério venezuelano da Defesa também visitará Moscou no final de abril. Uma fonte diplomática russa que não quis ser identificada, citada pela agência pública de notícias Sputnik, disse que este envio não tinha “nada de misterioso” e que entra “no marco da cooperação técnica e militar” entre os dois países.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A agência francesa faz um relato correto. Outras agências distribuem fake news, dizendo que a Rússia está instalando uma base de mísseis na Venezuela. Na verdade, são apenas 99 militares, o que não significa quase nada, mas dá uma tremenda moral ao contestado presidente Maduro. (C.N.)

Maia faltou a evento com Bolsonaro e preferiu se reunir com o ministro Sérgio Moro


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Sérgio Moro está sendo enrolado pelo presidente da Câmara
Deu no G1
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não compareceu nesta quinta-feira (28) a evento do Superior Tribunal Militar (STM), que homenageou o presidente Jair Bolsonaro e outras autoridades, como o vice-presidente Hamilton Mourão, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
Na solenidade, que marcou os 211 anos da Justiça Militar da União, os homenageados receberam a Ordem do Mérito Judiciário Militar, comenda que reconhece pessoas com trabalhos prestados à Justiça Militar.
Segundo o Superior Tribunal Militar, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também estava entre os homenageados com a comenda, no entanto, ele não compareceu à cerimônia. A assessoria do tribunal informou que Maia foi convidado pela terceira vez para a cerimônia, porém não confirmou presença. Procurado pelo blog de Andréia Sadi, Maia justificou: “meu cerimonial não colocou na agenda”.
MAIA E MORO – Na manhã desta quinta-feira (28), Maia recebeu o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, em um café da manhã na residência oficial para tratar do pacote anticrime. O encontro, confirmado pela assessoria de ambos, aconteceu uma semana após os dois se desentenderem em razão da tramitação da proposta, enviada em fevereiro ao Legislativo.
Moro queria que a matéria tivesse tramitação tão prioritária quanto a reforma da Previdência, principal medida da equipe econômica e defendida por Rodrigo Maia.
Diante das cobranças do ministro, Maia chegou a dizer que Moro conhecia “pouco a política” e estava “passando” daquilo que é sua responsabilidade como ministro, além de ter “copiado e colado” pontos do projeto apresentado por uma comissão de juristas liderada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
‘RELAÇÃO CORDIAL’ – Ainda na manhã desta quinta, horas após o encontro com o presidente da Câmara, Sérgio Moro disse que houve “ruídos de declarações” e que não há mudanças de relacionamento que, segundo o ministro, é bastante cordial.
“O que houve foram ruídos de declarações semana passada, não implica nenhuma mudança de relacionamento, a crença que a liderança dele e o presidente Bolsonaro nós vamos conseguir aprovar o projeto com mudanças, aprimoramentos. Foi mais uma sinalização, já havíamos conversado semana passada, aproveitamos pra renuir hoje, temos uma relação bastante cordial”, disse Sérgio Moro.
O ministro deu a declaração durante entrevista à imprensa sobre 4ª fase da Operação Luz na Infância, Ministério da Justiça em parceria com as polícias civis do estados, deflagrada nesta quinta em todo país para combate a crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Na teoria, relações cordiais; na prática, muito fingimento e uma iniciativa clara de esvaziar o pacote anticrime de Moro, que vai passar bem longe dos crimes de corrupção, acredite se quiser. O pacote vai virar um pequeno embrulho. O assunto é importantíssimo e vamos voltar a ele(C.N.)

Nepotismo e Corrupção

Célio Simões. 


Eu era ainda um esforçado estudante do curso de Direito quando assisti uma palestra do ex-governador do Pará (que seria ministro do trabalho, da educação, da previdência social, da justiça e presidente do Senado Federal), coronel Jarbas Passarinho, quando ele fez uma interessante abordagem da origem, no Brasil, dessa verdadeira praga entranhada na administração pública que é o nepotismo, seja direto ou cruzado.
Disse o famoso político que a mais remota lembrança que se tem dessa perniciosa prática remonta ao descobrimento, quando Pero Vaz de Caminha, em missiva ao rei de Portugal, não se constrangeu em pedir um cargo para o genro, que seria remunerado, naturalmente, pela contribuição compulsória dos nativos da nova colônia, vítimas futuras de escorchantes taxas e impostos ditados pela Coroa, que nos idos de 1789 desaguou na Inconfidência Mineira, um dos mais relevantes movimentos sociais da história do Brasil.
Se conseguiu ou não a nomeação, o palestrante não informou, o que a meu ver se mostra irrelevante. Relevante é a circunstância de Pero Vaz ter feito o pedido em favor do contraparente, independente de ser por ele mensurada sua parca ou nenhuma qualificação para assumir o lugar pretendido.
Sem saber, o célebre o escrivão da frota deu o pontapé inicial no favorecimento gracioso na administração pública, tanto na colônia como no império, estendendo seus tentáculos, mais substanciosos, na fase republicana a partir de 1889, e assumida com extraordinário vigor nos dias atuais, onde proliferam notícias alarmantes desse procedimento aético e imoral - tanto em empobrecidas prefeituras nos rincões do País, como naquelas das capitais, governos estaduais e federal, onde a incompetência e o apadrinhamento se escondem fáceis nos órgãos da administração direta ou indireta, sempre receptivos na concessão de privilégios para os apaniguados do momento.
No mundo ocidental, uma de suas mais proeminentes figuras, que foi Napoleão Bonaparte, revelou-se não só um gênio na arte da guerra, cujas táticas foram assimiladas na maior conflagração mundial tanto por Adolfo Hitler, como pelos comandantes aliados que o combatiam, como um empedernido nepotista, haja vista que no remoto ano de 1809, nomeou “manu militari” nada menos que três de seus irmãos (Luciano, Luís e Jerônimo) a vários cargos de destaque, inclusive um de rei.
A Igreja Católica, muito antes de Napoleão ou Caminha, deu sua contribuição a esse indecoroso procedimento, tanto que a origem latina do termo (“Nepos”: netos ou descendentes), refletia esse tipo de relação tortuosa de alguns papas com sua parentada. Daí a chegar ao funcionalismo público, foi apenas questão de tempo. O curioso é notar que em tese os papas e cardeais jamais poderiam ter netos, mercê do voto de castidade, compromisso que sofre ultraje até hoje por muitos membros do clero (e são combatidos sem trégua pelo Papa Francisco), designados eufemisticamente como “sobrinhos”, para contornar o incômodo impasse e salvar as aparências. Deles todos, o papa espanhol Alexandre VI foi o que mais escandalosamente se entregou ao nepotismo, à corrupção, à vida mundana e ao suborno.
O Nepotismo é uma prática ilegal na administração pública. Configura-se, grosso modo, quando um agente político ou administrativo entrega de mão beijada um ou mais cargos públicos a seus familiares, pela simples razão de serem parentes, com o uso do poder ou do tráfico de influência.
Pelo fato da justiça brasileira proibir o nepotismo nos órgãos públicos, pode-se dizer que sua prática é uma forma de corrupção e diz muito sobre o caráter de quem o promove, assim como do próprio beneficiário. Nosso direito positivo profliga esse modus operandi, que ultraja o ordenamento jurídico e a consciência jurídica sendo por isso mundialmente repudiado.
Bem mais abjeto, pelo que tem de dissimulado é o chamado Nepotismo Cruzado, também ilegal, onde o esquema espúrio de privilégios funciona à base de um sub-reptício acordo de vontade entre as partes beneficiárias, visando favorecer os parentes de cada qual dos atores da farsa. Nem sempre fácil de ser detectado, considerando as ramificações dos serviços públicos, no mais das vezes verdadeiros monumentos à inutilidade, criados via de regra  com o escopo de albergar esse contingente ávido pelas benesses do cargo, quando bem poderiam conquistá-lo, se competência tivessem, pela estreita e seletiva porta do concurso público.
É a negação, na prática, do que preceitua o artigo 37 da Constituição da República, que consagra os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência que devem presidir os atos da administração, nos quais estão definidas as balizas para a contratação de funcionários para qualquer das esferas da administração.
Papel fundamental tem o Ministério Público, instituição incumbida de fiscalizar a correta aplicação da lei e zelar pelos interesses da sociedade, que deve oferecer combate sem trégua ao nepotismo, promovendo em desfavor de quem o pratica a competente ação civil pública por improbidade administrativa, onde é possível postular a reparação pecuniária integral do dano causado ao erário e a perda da função e dos próprios direitos políticos do acusado, pelo prazo especificado na lei de regência.
É compreensível, portanto, a revolta dos cidadãos que impotentes presenciam esse tipo de conduta de certos políticos. Nenhum deles, diga-se de passagem, tem o topete de revelar essa tosca intenção durante suas dispendiosas campanhas eleitorais. Se o fizessem, não se elegeriam. Assim explica-se e talvez até se justifique a veemência e a exaltação dos eleitores enganados e da própria imprensa, cuja missão é noticiar os fatos, tal seja a enormidade dos abusos impunemente cometidos.
Os romanos anotaram, como razoável justificativa para certas ações delituosas, o “ímpeto da justa dor”, como se lê num fragmento do famoso jurista Papiniano, inserido no Digesto. Não havia, em tais casos, ânimo de ofender e por conseguinte, qualquer ofensa. Por isso ainda causa perplexidade jornais e jornalistas eventualmente condenados pela justiça por noticiarem tal ilegalidade, apesar da clareza meridiana com que o Supremo Tribunal Federal tem decidido esse tipo de questão.
É dever da imprensa fazê-lo. Eventuais excessos, em tais situações, sempre foram considerados pelos tribunais com leniência e compreensão, diversamente do que ocorre quando as notícias são inteiramente falsas ou as imputações são gratuitas ou imotivadas. Entendo assim ser tarefa indeclinável do Ministério Público, com a independência funcional e a credibilidade que tem o combate firme ao nepotismo, erva daninha que contamina o próprio Estado Democrático de Direito inaugurado pela Constituição Republicana de 1988.
Onde a voz de um promotor se sentir ouvida ou sua palavra for lida, a ilegalidade e a injustiça de tais situações tendem a não prosperar, ou pelo menos - o que já agrada bastante - o abuso de certos políticos e gestores não será tão ostensivo, escandaloso, arbitrário e afrontoso.
http://www.obidos.net.br

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Nota da redação deste Blog - Procurei estudar e entender qual o motivo do NEPOTISMO ser condenado em quase todo o Brasil, em inúmeras cidades da Bahia, no entanto Jeremoabo encontrar-se e permanecer na CONTRAMÃO DA HISTÓRIA.

Para isso, peguei uma luz na narrativa do Dr. Célio Simões, adentrando  por analogia na " História" de Jeremoabo.

Diz o pessoal mais antigo de Jeremoabo, nossos antepassados, que os nativos(índios) que habitavam em Jurema em Flor, foram catequizados pelos Frades Capuchinhos.
Dizem que certo dia alguns malfeitores, mais ou menos ao lado da residência do Coronel Antonio Lourenço, covardemente bateram muito esses Capuchinhos que o sangue jorrou.
Diante de tamanha covardia e brutalidade, um daqueles capuchinhos ajoelhou-se, olhou para ´céu, orou e bradou a seguinte maldição: Jeremoabo, tu só crescerás como rabo de cavalo, para baixo.  

Superstição ou não, até a presente data Jeremoabo só cresce para baixo, como exemplo temos o caso do nepotismo, onde em pleno ano de 2019, a administração municipal de Jeremoabo ainda permanece na era dos descobrimento do Brasil, onde convivemos com atos permissivos solicitados por Pero Vaz de Caminha, e o pior, com autorização do " Rei".

Nepotismo, a praga da boquinha: MPE pede para exonerar esposa e cunhado na prefeitura

 


Promotor recomenda que prefeito exonere o cunhado do secretário de Planejamento (Foto: Arquivo)
O nepotismo, a praga de dar boquinha no serviço público para parente, segue corriqueira e usual na administração pública em pleno século XXI. Nesta quarta-feira, o Ministério Público Estadual foi obrigado a intervir para suspender a prática na Prefeitura Municipal de Campo Grande, que garantiu cargo comissionado para a mulher e sobrinho de integrantes do primeiro escalão
O prefeito Marquinhos Trad (PSD) foi alertado de que está ferindo os princípios da impessoalidade, da moralidade e da eficiência pelo promotor do Patrimônio Público, Adriano Lobo Viana de Resende.
Na recomendação, o MPE identificou mais casos de nepotismo na administração municipal. O secretário municipal de Planejamento e Finanças, Pedro Pedrossian Neto, emprega o cunhado, Gerônimo Brandão Interlandi, como assessor chefe na Superintendência de Comunicação, com salário de R$ 3,7 mil.
O  secretário adjunto de Administração, Igor Barreto Peixoto, emprega a mulher, Aline Rufino Biazzi como assessora da Procuradora Geral do Município, onde recebe R$ 9,5 mil por mês.
A prática passou a ser quase comum na atual administração municipal, que prometia ser inovadora e respeitar os princípios constitucionais.  A secretária municipal de Administração, Maria das Graças Macedo, tinha garantido emprego para a filha, Juliana Macedo Moreira, com salário de R$ 4,1 mil na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).
O ex-vereador Francisco Luís do Nascimento, o Francisco Saci, só perdeu a boquinha, que lhe garantia salário de R$ 8 mil, após a intervenção do MPE. Ele tinha garantido vagas para a esposa, Mariana Lopes Soares do Nascimento, com salário de R$ 6,7 mil na Sesau (de novo a saúde, justo onde a falta de recurso é mais dramática), e para o sogro, Milton José Soares, com vencimento de R$ 2,1 mil no Planurb.
Marquinhos acatou a recomendação e exonerou Juliana, Saci e Milton para cessar a pratica do nepotismo nesses casos.
No início da gestão municipal, outros casos ficaram famosos. O Blog do Nélio denunciou a contratação da tia de Pedrossian Neto, Ana Cássia Nogueira Vieira Pedrossian, como ouvidora da Secretaria Municipal de Educação. Esposa do ex-deputado Pedro Pedrossian, o Pepê, ela acabou sendo exonerado.
O outro caso não foi configurado nepotismo, mas causou polêmica foi contratação da advogada Vanessa Joseph Mouniergi Chamoun, namorada do sobrinho do prefeito, Fábio Trad Filho. Como ela não era funcionária efetiva, Marquinhos mudou a lei para contratá-la como corregedora-geral do município, o que lhe garante salário de R$ 9,5 mil mensais até hoje.
Aliás, o atual prefeito iniciou a carreira política como assessor do pai, Nelson Trad, que o contratou como assessor na Assembleia Legislativa. A história causou polêmica na campanha eleitoral em 2016, quando o chefe do Executivo foi acusado de ter recebido salários do legislativo no mesmo período em que era estudante de Direito no Rio de Janeiro.
Prefeito da Capital começou carreira como assessor do pai: cargo comissionado na Assembleia causa polêmica até hoje (Foto: André de Abreu/Top Mídia News/Arquivo)
Marquinhos até já reconheceu o período em que recebeu sem trabalhar e devolveu o dinheiro. O MPE foi à Justiça para anular a efetivação e promoção de Marquinhos em 1991, porque ele não tinha a estabilidade prevista na Constituição de 1988. O processo está parado porque o TJ vai decidir sobre um recurso do prefeito contra decisão do juiz que aceitou discutir o mérito do processo.
Só que os tempos mudaram faz tempo. No entanto, os gestores públicos insistem no vício da idade média: ganham a eleição e usam o voto do povo como cheque em branco para gastar o dinheiro público.
O Brasil só vai evoluir quando o gestor público colocar em prática os princípios da eficiência, moralidade e impessoalidade. São princípios que precisam deixar de ser usados apenas no discurso da campanha para ludibriar o eleitor.
Nota da  redação deste Blog - Infelizmente essa Lei ainda é desconhecida em Jeremoabo.

Uma praga chamada nepotismo

Constituição Federal é muito clara quando dispõe sobre a admissão de pessoas ao serviço público, estabelecendo o concurso público como instrumento legal para isso.

Valdemir Caldas 
Publicada em 08 de agosto de 2018


Administradores da coisa pública, aqui e alhures, já deveriam ter dado um basta definitivo nessa pouca vergonha chamado nepotismo. É impressionante a soma de recursos que escorre pelo ralo do sinecurismo, numa clara demonstração de desprezo que alguns deles têm para com o dinheiro arrecadado dos contribuintes na forma de impostos, taxas e contribuições.
Aplicados, corretamente, na execução de ações e projetos de interesses da sociedade, esses recursos poderiam amenizar o sofrimento de muita gente, principalmente na área da saúde, mas há quem prefira destiná-los à manutenção de uma legião de vampiros, acostumados a se alimentarem da carótida social sem nada produzir em proveito do povo.
Ainda bem que podemos contar com a vigilância de órgãos como o Ministério Público, o Tribunal de Contas, dentre outras instituições, na luta contra essa e outras condutas delituosas. A extinção do nepotismo, do clientelismo, do favoritismo, e de tantos outros ismos que impregnam a administração pública, é um imperativo constitucional.
A Constituição Federal é muito clara quando dispõe sobre a admissão de pessoas ao serviço público, estabelecendo o concurso público como instrumento legal para isso. Estranhamente, a própria legislação contempla o uso de cargos em comissão como passaporte para o setor público, criando, assim, sinecuras, não por acaso vulgarmente conhecidas por “mamatas”, pois é a ideia mais comum que se tem dos protegidos do poder – geralmente parentes e amigos do rei.

A classe política precisa, desde já, definir posição acerca da extinção do nepotismo. O povo não aguenta mais manter desocupados de luxo, lotados em órgãos da administração pública, que só aparecem aos caixas eletrônicos para sacarem suas polpudas remunerações, em detrimento de servidores efetivos, muitos dos quais mal remunerados, que contribuem para o perfeito funcionamento da máquina burocrática.
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