quinta-feira, agosto 30, 2007

Relatores insistem no voto aberto

Senadores ameaçam não apresentar parecer sobre Renan se votação for pelo sistema secreto
BRASÍLIA - A disputa pelo voto aberto deverá anteceder hoje a votação no Conselho de Ética do primeiro processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Diante da tentativa dos aliados do peemedebista, e do próprio presidente do órgão, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), de fazer com que a votação seja secreta, dois dos três relatores do processo, os senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES), fecharam acordo de que só revelam o parecer-conjunto deles se a votação for aberta.
"Só apresentaremos nosso relatório se a votação for aberta", avisou Casagrande. Ele afirmou que se for definida votação secreta ele e Marisa vão precisar de mais tempo para elaborar outro parecer. "Passamos dois meses trabalhando em um relatório para fazer um parecer conclusivo. Se for para apresentar um texto meramente descritivo (como manobram os aliados de Renan), sem que possamos recomendar a cassação ou a absolvição, não tinha o menor sentido em escolher senadores para atuarem como relatores. Os técnicos do Senado poderiam fazer esse trabalho muito melhor do que a gente", acrescentou a senadora Marisa Serrano.
Diante da ameaça dos relatores, Quintanilha avisou que se for apresentado um requerimento para que a votação seja aberta, ele consultará os integrantes do Conselho de Ética para que decidam como transcorrerá a sessão. Apesar da promessa, o presidente do colegiado repetiu ser favorável à apreciação secreta do parecer contra Renan. A justificativa dele é que se no plenário a votação (para casos de perda de mandato) é secreta e o plenário é "soberano", o conselho teria de seguir a mesma orientação.
Se vencida a polêmica do voto aberto versus voto fechado, dois pareceres sobre o processo contra Renan devem ser apresentados. Um conjunto de Casagrande e Marisa Serrano, que deve recomendar a cassação de Renan, e outro do terceiro relator, Almeida Lima (PMDB-TO). Aliado de Renan, ele já avisou que apresentará parecer pela absolvição do presidente do Senado. Se confirmado esse cenário, apenas o relatório conjunto deverá ser apreciado. O parecer de Almeida Lima deverá ser voto em separado, por se tratar de voto vencido.
Questionados se diante da recusa em apresentar relatório em caso de votação fechada o conselho decidisse, então, em apreciar apenas o relatório de Almeida Lima, Casagrande e Marisa Serrano responsabilizaram os demais integrantes do colegiado. "Aí, o Conselho de Ética assume a responsabilidade", frisaram. O Conselho de Ética é composto por 16 senadores, incluindo o presidente do órgão, Leomar Quintanilha, que só vota em caso de desempate.
Bate-boca
A polêmica do voto secreto e do voto aberto chegou à sessão ontem à noite. Pouco antes das 19 horas, os senadores da oposição alertaram sobre a manobra para que o voto fosse fechado. O líder dos Democratas, José Agripino Maia (RN), avisou que os quatro integrantes de seu partido no conselho revelariam o voto.
Renan Calheiros, que presidia a sessão, deixou então a Mesa e afirmou não ver "necessidade de discutir, neste momento, conceitualmente se o melhor para o Brasil seria o voto secreto ou aberto". "Eu também vejo virtudes no voto aberto. Mas a única discussão no conselho é se vamos seguir ou não o princípio constitucional".
Um dos principais críticos de Renan, o senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), foi categórico ao afirmar que tudo que acontecia no Senado "era responsabilidade exclusiva de Renan". Os senadores discutiram ainda a polêmica em torno da demissão do secretário-adjunto da Mesa Diretora, Marcos Santi.
Ontem, ele avisou que deixou o posto por estar se sentido pressionado diante de "manobras" para favorecer Renan. Santi foi ouvido pelo corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), e por Casagrande e Marisa Serrano.
Segundo versão de Casagrande e Marisa Serrano, o funcionário disse que se tentou "plantar nulidade no processo para levá-lo a uma direção que pudesse colaborar na defesa de Renan" Mais tarde, Santi formalizou sua decisão mas recuou na acusação de pressão. "Em momento algum concedi entrevista o que pode ser comprovado com as formas mais desencontradas que os diferentes órgãos de comunicação têm divulgado o assunto", escreveu o servidor.
Fonte: Tribuna da Imprensa

quarta-feira, agosto 29, 2007

Mais uma palhaçada sem graça

Por: J. Montalvão


Estou na Net batendo um papo bem legal com a minha loirinha, quando sou interrompido para me deslocar até a prefeitura de Jeremoabo onde tudo indicava haver algum fantasma lá dentro acendendo as lâmpadas.

Ora meus amigos, isso faz me lembrar o tempo das eleições, quando as urnas ficam no foro guarnecida pela polícia e mesmo assim inventam ”estórias” que o diabo duvida.

Mesmo assim me desloquei até a dita Prefeitura, quando chego lá, ta um aparato de policia militar e civil atrás de quem lá entrou, pois segundo soube, o guarda que lá presta serviço, informou que as luzes estavam apagadas e apareceram acesas.

Recomendo que procurem um exorcista de gabarito, porque como Jeremaobo/Bahia é uma cidade do disse me disse, e que muitos já dormem pensando o que irá inventar no outro dia, essa palhaçada ainda durará por muito tempo.

Já vi que aqui em Jeremoabo até os fantasmas estão sem credibilidade.
Passe a noite com um barulho desse e diga que dormiu.

Pelo visto, a coisa só irá melhorar quando o Juiz mandar meter esses boateiros desocupados na cadeia.

PREFEITURA DE JEREMOABO LACRADA

Por; J. Montalvão

Os advogados Fernando Montalvão e Dr. Adelmo após a palhaçada e desepero do ex-padre Moura de querer a todo custa fazer João Ferreira sentar na cadeira do Dr. Spencer, e o pior, deu posse ao mesmo na frente da Prefeitura, onde foi aplaudido e homenageado pelo elemento mais corrupto de Jeremaobo/Bahia, o João Batista Melo de Carvalho, resolveram lacrar a prefeitura numa demonstração de respeito a lei, e também, para mostrar que a prefeitura hoje não é casa de prostituta onde todo mundo manda.

Ex-padre Moura, aprenda que uma repartição pública para transmissão de Cargo de acordo com Resolução do TCM/Ba, tem que efetuar o levantamento do patrimônio , e efetuar o balanço.

Se vocês derem fim a qualquer documento ou um bem móvel, como irá ficar?

Se não considerássemos como sendo um desconhecimento de vossa parte, diria que era um ato de irresponsabilidade ou má fe.

Diante do que você praticou hoje, eu tenho minhas dúvidas se você aprendeu a fazer batizados. Outro dia quis dar uma de policial na questão com João de Aurélio foi aquele fiasco, hoje quis tomar o lugar do Juiz, ( querendo colocar João Ferreira na prefeitura no grito e na marra) este epsódio, foi um caso que se não fosse vergonhoso, seria hilariante.

Ainda bem que você não é filho de Jeremoabo para envergonhar a todos nós. Você tem toda razão ex-padre Mora, nós é que devemos ter iniciativa, ter vergonha na cara, e honrar o berço de nossos antepassados, você realmente não tem nenhuma obrigação.

Por pouco não estamos narrando uma tragédia em Jeremoabo

O ex-padre Moura querendo usar os mesmos métodos mesquinhos praticados contra João Ferreira na eleição versus Tista, hoje se juntou a João para aplicar contra o Dr. Spencer mais precisamente desrespeitando os eleitores e os homens de bem de Jeremoabo que elegeram o Prefeito.

Fosse um dia com todos os funcionários trabalhando normalmente e os amigos do prefeito que diariamente freqüentam a prefeitura, hoje teríamos assistido uma tragédia cuja dimensão não podemos avaliar, o ex-Padre quis empossar o Vice no grito, e no grito ninguém ganha, pois em Jeremoabo ainda existe homem e não é terra de ninguém.

A sede pele água do poço parece ser grande, principalmente por Moura e Pedrinho, talvez esse último relembrando daqueles velhos tempos em que seu pai foi prefeito>
Hein Pedrinho, o povo ta de olho em vocês, aquela moleza acabou.

A pseudoposse do João que não é aquele nome ,parecia mais o casamento do matuto no tradicional São João Jeremoabense, tinha matuto, padre, ex –padre como falso juiz querendo dar posse na marra e no grito ao prefeito, tinha corrupto, e tudo que se possa imaginar.

O mais engraçado de tudo foi o Tista réu em mais de vinte processo por corrupção, improbidade e maracutaias que a mente humana possa imaginar, fazendo discurso, só sendo o apocalipse iniciando por Jeremaobo, Moura o ex-padre que este site ta repleto de denuncias a seu respeito, querendo dá uma de Juiz, e o próprio João Ferreira que se juntou a eles.

Como este site é acessado mundialmente irei relatar a lamentável e sofrível situação de Jeremaobo/Bahia, tendo em vista, que esse dito senhor vai entrar como dono da verdade e da moralidade.

Que anedota muito mal contada e sem o mínimo de graça.

Irei transcrever um documento decantado cansativamente pelo grupo do ex-prefeito Tista que hoje se aliou ao seu colega João, onde não é de se escandalizar porque “as aves da mesma espécie sempre andam juntas”.

O presidente da Câmara de vereadores preocupado com a catástrofe que irá a atingir a todos através do seu advogado o Dr. José Adelmo Matos requereu uma Certidão perante a Justiça Federal concernente ao andamento dos Cr$ 300.000.000,00(trezentos milhões de cruzeiros) em valores históricos, correspondente a DEBITO –DESVIO DE FINALIDADE NA APLICAÇÃO DOS RECURSOS LIBERADOS PELO EXTINTO MINISTÉRIO DA AÇÃO SOCIAL A TÍTULO DE SUBVENÇÃO SOCIAL..

JUSTIÇA FEDERAL
SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE PAULO AFONSO – BAHIA

CERTIDÀO

CERTIFICO, a pedido do interessado, que tramita nesta Vara a EXECUÇÃO FISCAL N. 2005.33.06.010376-6, autuada em 24 de maio de 2005, perante o Juízo da 20 Vara Federal, da Seção Judiciária da Bahia e redistribuída a este Juízo, sob n. 2006.33.06.000694-8, autuada em 20 de abril de 2006, promovida pela UNIÃO, em desfavor de JOÃO DA SILVA VARJÃO, Certifico, outrossim, que o crédito exeqüendo é oriundo de decisão proferida pelo tribunal de Contas da união, a qual julgou irregulares as contas apresentadas pelo executado, ex-prefeito do Município de Jeremoabo-Bahia. Certifico, ainda que o executado foi citado e ofereceu bem à penhora ...

Este site foi olhar qual o bem de penhora apresentado por João Ferreira, pois o comentário de rua não sabe se é verdade, é que seus bens já se encontram penhorados pelo Branco do Brasil.

Para nosso pavor, e esperando que não seja mais um escândalo proveniente dos políticos de Jeremoabo, consta no corpo dos autos que o senhor João da Silva Varjão apresentou ou indicou à penhora uma área de terras rurais, com 2.500 (duas mil e quinhentas) tarefas, desmembradas da fazenda Arapuá, localizada no Município de Jeremoabo/Bahia.
Espero que essa fazenda não seja a vendida ao Dr Garbogine, senão será mais um escândalo humilhante para Jeremaobo.

Essa é apenas uma amostra de um dos atos praticados contra o município, contra o povo e contra os bons costumes, é a autoridade que hoje embora temporariamente o comando e os destinos da nossa Jeremoabo/Bahia.

Aí em onde dizem: “Cada povo tem o governo que merece”.

Diante de tamanha degradação só vai repetindo Castro Alves em “Navio Negreiros”:

“Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus, Se eu deliro... ou se é verdade Tanto horror perante os céus?!... “

NEM PÂNICO. NEM TERRORISMO. NEM MEDO.

Fernando Montalvão é titular do Escritório Montalvão Advogados Associados.


Em ação civil pública de improbidade administrativa, o MM juiz de Direito da Comarca afastou preventivamente o Prefeito Municipal. Um duro golpe, decerto, contudo, a Constituição Federal garante o direito a ampla defesa e aos recursos a ela inerentes, ou seja, a decisão é recorrível, podendo ser suspensa ou cassada por decisão monocrática do Desembargador do Tribunal de Justiça, ou da Câmara Cível a que for distribuído o recurso, ou mesmo mantida. Fiquemos atentos à lenda do Moleiro de sans-Souci:
O Moleiro de Sans-Souci. O poeta narra que, quando o rei da Prússia resolveu mandar construir o castelo de Sans-Souci, o seu intendente tudo fez para afastar da vizinhança um modesto moleiro, cujo moinho daria uma nota prosaica a tão belo sítio. O moleiro, porém, não aceitou nenhuma proposta para sair do local e permitir a demolição de seu moinho. Ameaçado com a expulsão violenta, não se deu por vencido e gritou decidido a ir lutar com o rei na Justiça: "Il y a des juges à Berlin" (Há juízes em Berlim).
Sob o impacto da decisão judicial, o Prefeito eleito pelo povo de Jeremoabo, sob minha orientação, resolveu entrar em contato com seu advogado em Salvador, prestando a ele as devidas explicações, sem se descuidar com a continuidade dos serviços administrativos, confecção da folha de pagamento, atendimento ao público e por ai vai. A intenção não é de se furtar à comunicação da ordem judicial. Existe o devido processo legal. Poderá ser opostos embargos de declaração com efeitos infringentes, cujo prazo terá vencimento na próxima 2ª feira. Isso dependerá da orientação técnica. Com efeitos infringentes, o Juiz poderá até reformar a decisão, se for o caso, como também poderá fazê-lo com a juntada da cópia do instrumento aos autos, cujo prazo também irá até a 2ª feira.
Já na última 2ª feira estive diretamente com o Juiz da Comarca sobre uma provável transferência do cargo, resguardado o devido processo legal a amparar o Gestor Municipal. A transferência para acontecer, terá que ser feita com todas as cautelas legais, com inventário dos bens, relação de documentos e etc..., para que, amanhã, quem entre, se for o caso, não venha surrupiar a coisa pública e alegar que fora o atual administrador. A transferência deverá obedecer às regas estabelecidas pelo TCM.
Na noite de hoje, por volta das 20:30, me foi trazido a notícia que a Polícia estaria procurando algumas pessoas para prendê-las, por ordem do Promotor. Com certeza isso não aconteceu porque Promotor não tem o poder de mando, o que é apenas reservado ao Juiz, observado o devido processo legal. Dr, Leonardo, até agora, em conversas que tive com ele, aparenta um homem moderado e de bom senso. Se isso for apenas mera impressão, faremos valer as garantias constitucionais e coibir os abusos de autoridade. O limite para qualquer autoridade pública é a lei.
Acontece que em jeremoiabo o disse-me-disse é um problema.
Tenho muito receio das pessoas excessivamente apressadas em por a mão no dinheiro público. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. É preciso evitar o estado de terrorismo que se pretende levar a efeito. Ordem judicial cumpre-se e dela se recorre, contudo, pretender se aproveitar dela para se instalar o terror, a coisa é outra.
Quem for ligado a Spencer, a grande maioria do eleitorado, não deve entrar em pânico. É preciso manter o controle. Em uma guerra se ganha e se perde batalhas. É assim que se deve proceder, como também, quem, momentaneamente obteve uma vitória, não deve pretender implantar o terrorismo ou inibir pessoas. Uma coisa é a civilidade, a educação e o respeito às instituições. Outra coisa é o medo. São coisas distintas. Nem se admitirá abuso de poder e nem ameaças deslavadas.
Em bom que isso fique bem frisado.
Paulo Afonso, 28 de agosto de 2007.
MONTALVÃO, Fernando. NEM PÂNICO. NEM TERRORISMO. NEM MEDO. Montalvão. Advogados Associados. Paulo Afonso, 28 de agosto de 2007.http://www.montalvao.adv.br/plexus/artigos.asp

Dirceu, Valério e toda a quadrilha utilizaram 500 milhões das verbas de publicidade

Por: Helio Fernandes

Basta olhar para trás e teremos desvendado o caminho à nossa frente. Depois de PC Farias e de Sérgio Motta, não houve nada mais ruidoso do que o chamado "mensalão", que é o mínimo gigantesco em matéria de corrupção. "Mensalão foi um diminutivo grande" nesse espantoso oceano de impunidade. Parecia uma bobagem, pois começava com um diretor dos Correios, diante de câmeras de televisão, recebendo 3 mil e 500 reais, parecia sem importância.
Mas logo depois surgiam as amplas estradas da corrupção, uma espécie de transamazônica (que ligava o nada a coisa alguma), com a diferença que a partir desses 3.500,00 contabilizavam 600 milhões, que ligavam a corrupção ATIVA à corrupção PASSIVA. Um espanto. (Os dois crimes pseudo ou supostamente provocando punição de 2 a 12 anos. Lógico, para os não protegidos, apaniguados ou apadrinhados).
No momento em que escrevo, dia 28 de agosto de 2007, ontem, estamos em mais um dia de cansativas mas elucidativas reuniões do Supremo. Mas temos que citar um artigo do jornalista, analista e professor Carlos Chagas, no dia 17 de abril de 2006, portanto, há 16 meses e 10 dias. Pois vindo de tão longe e antes de qualquer outro, o grande jornalista escrevia, com o título: "Nas mãos do Supremo".
Chagas dizia: "O ministro-relator (Joaquim Barbosa) mandou citar os 40 ladrões denunciados pelo Ministério Público, dando-lhes 15 dias para se defenderem". Não importa que esses 15 dias tenham se transformado em 15 meses e ainda estamos nas preliminares. O Ali-Babá, que foi ABSOLVIDO do crime de PECULATO, festejou (discretamente, claro), acreditando que escaparia também do crime de FORMAÇÃO DE QUADRILHA.
Perdeu por 9 a 1 (seria e foi praticamente unanimidade, a não ser um ministro, que disse, ficou a favor de Dirceu, reconhecido por chefe, o mandante, o líder de tudo). Por isso, vou ressaltar, ligeiramente, o mais importante do voto de cada um. Na ordem em que votaram. Só sobre Dirceu, o resto é tudo conseqüência, como a CONDENAÇÃO de Marcos Valério.
Joaquim Barbosa - Voto longo, profundo, magistral, impossível discordar. Mas não deixar de ressaltar com sabedoria urbana: "Trata-se apenas da ACEITAÇÃO DA DENÚNCIA". Lógico, depois vem o contraditório, ninguém está antecipadamente CONDENADO ou ABSOLVIDO.
Carmem Lucia - ACOMPANHOU o relator, mas precisava se exibir por um instante que fosse. Ressaltou: "É preciso provar". Alguém (com notável saber jurídico?) podia imaginar que alguém fosse condenado sem provas?
Lewandowski: RECUSOU, foi o único. Isolado, chamou a isso "a obrigação de ser coerente". É a COERÊNCIA DA SOLIDÃO.
Eros Grau: Excelente voto, contrariando a inconfidência de dois companheiros, que "revelaram" que votaria contra o relator. ACOMPANHOU. E ainda foi categórico: "Não se pode imunizar sem provas".
Ayres Brito - ACOMPANHOU, mas não precisava dizer que o relator teve TRABALHO HERCÚLEO". Isso ficou provado no acompanhamento, ficará mais do que provado (REPROVADO só os réus) no julgamento.
Cesar Peluzzo - Foi o mais incisivo, definitivo e elucidativo. ACOMPANHOU, dizendo que Dirceu é a maior figura da QUADRILHA. Não se escondeu de modo algum. Como eles mesmos gostam de dizer, data venia foi quem melhor ACOMPANHOU o relator.
Gilmar Mendes - ACOMPANHOU com voto excelente. Resumo: "Impossível acreditar que podiam fazer tudo o que fizeram sem apoio político".
Marco Aurelio - ACOMPANHOU, mas é muito mais brilhante CONTRA do que a favor. Fez algumas considerações desnecessárias, sabia disso.
Celso Mello - O único a citar o procurador geral e o relator. ACOMPANHOU, falou muito bem que Dirceu tinha "VARIEDADE DE COMPARSAS".
Ellen Gracie - O presidente fala por último, e como é matéria constitucional tem que votar. Mesmo já estando 8 a 1, ACOMPANHOU.
PS - Grande dia, pelo menos na esperança. Bobagem e perda de tempo ressalvarem: "Mas, no julgamento as acusações têm que ser provadas". É a sedução do lugar-comum, mesmo com NOTÁVEL SABER JURÍDICO E ILIBADA REPUTAÇÃO.
PS 2 - No julgamento propriamente dito, ficará IRREFUTÁVEL que todo o dinheiro era da publicidade do governo. 500 ou 600 milhões, as agências devolviam 50, 60 e até 70%, era a DINHEIRAMA que mantinha a quadrilha.
Fernando Bezerra
É a primeira "vítima" do efeito DIREITO. Estava certo que assumiria o cargo que não ganhou. Não estava DIREITO, perdeu.
Lula não poderia ser mais claro e explícito sobre a sucessão de 2010. "O PT não deve apresentar candidatura própria". Muitos garantem que com isso Lula se afasta do terceiro mandato, se arriscam numa análise distante. Se Lula tivesse dito "o PT não terá candidato à MINHA SUCESSÃO", poderiam até examinar sua afirmação. Mas as palavras do presidente aumentam a incógnita.
Tudo pode acontecer. Lula tem muitas opções, pode aproveitá-las. Em matéria de tempo, está igual a Serra e Aécio. Só que o presidente está no Poder, e mantém os mesmos 50% de antes ou de sempre.
No Diário Oficial de ontem, com foto sua ao lado do ministro Mantega, Sérgio Cabral ataca desvairadamente a ex-governadora Rosinha.
Ao receber adiantamento de 500 milhões dos royalties do petróleo, disse que isso será destinado ao Fundo de Previdência do Estado.
Aproveitou para dizer que o Rioprevidência, que tem que pagar 140 mil aposentados e pensionistas, vem "operando com déficit".
E jogou toda a culpa na ex-governadora. "Ela descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal". Como se ele fosse algo melhor.
Mantega, na foto com Cabral, estava muito preocupada e apreensivo. Não falou nada, mas se sabe no Ministério da Fazenda: seu futuro é o mais incerto possível. Depois de ministro, vem o quê?
Os amestrados se esconderam, o que podiam fazer a não ser lamentar o fato de Dirceu passar de acusado a réu? Mas na verdade, anteontem foi apenas o início. Ontem a verdadeira condenação violenta. Mas os jornalões não podiam ficar omissos.
A Folha: "Dirceu, Genoino e Delubio viram réus do mensalão". Não é um texto muito brilhante, esse "viram réus".
O Jornal do Commercio, discreto como um pirarucu no Jardim de Alah: "Dirceu e Jefferson viram réus". O mesmo verbo virar?
Esta Tribuna não indo na rotina: "STF aceita denúncia contra Dirceu, Genoino e Delubio". Só Marcos Valério ficou de fora, entrou ontem.
O Globo, também fugindo da monotonia, "já se esperava", vem completo: "Unanimidade: Dirceu é réu por corrupção ativa". Ótimo, mas ontem concluíram: "Ele é o chefe da quadrilha e do BANDO".
Aldo Rebelo garante: "Não abro mão da candidatura a prefeito de SP". Ha! Ha! Ha! Comunista, usa a mesma "tática" do conservador (?) Orestes Quércia. Se lança para "conversar". O deputado do PC do B tem 1% dos votos.
A propósito: essa prefeitura, para Serra, é "a primeira ruga na face da madame". Não quer apoiar Alckmin, do seu partido e franco favorito.
Prefere Kassab, teoricamente adversário, pessoalmente vassalo. Mas não consegue tirar a legenda de Alckmin nem derrotá-lo na eleição propriamente dita. Serra será atingido de qualquer modo.
Pelo menos num ponto Jobim tem razão: essa história de mandatos na ANAC não pode ficar acima da realidade. Basta aplicar o raciocínio, "infralegal", como gostava de dizer Santiago Dantas.
A lei garante mandato em situações normais. Mentir à Justiça é motivo de demissão. Denise Abreu saiu por pressão. Zuanazzi não sai, está garantido. Hipótese: se um diretor com mandato cometer crime, fica no cargo?
Ao contrário do que dizem jornalões do mundo todo, "o Brasil não perdeu nada" com o que chamam de "crise financeira", o que foi apenas "turbulência" de jogadores.
Basta raciocinar um pouco, refletir, pensar e constatar: o financiamento de imóveis HIPOTECADOS não poderia atingir o mundo. Isso foi criado por Roosevelt para ressuscitar a economia dos EUA.
Por que cidadãos que não puderam pagar as hipotecas exigiriam pesados investimentos de bancos centrais? Mais de 500 bilhões, de quem era esse dinheiro? Ontem a Bovespa reduziu muito, e daí?
A Las Vegas brasileira chegou a cair ontem quase 3%, nenhum susto. O dólar passou de 2 reais, tantos esperavam, subiu quase 3%.
Televisão e jornalões como sempre informando errado. O presidente Lula não NOMEOU Carlos Alberto Direito para o Supremo. INDICOU, o Senado tem que APROVAR. Se isso ocorrer, o presidente nomeia. Se RECUSAR, indica outro.
Ainda existem problemas de superfície e de profundidade. Tem que ser aprovado até a véspera de completar 65 anos.
Carlos Alberto tem que ultrapassar muitos problemas nesses 8 dias.
1 - No TSE, tramita processo de cassação da senadora Rosalva Clarini, do DEM da Paraíba.
2 - Dois ministros votaram pela cassação, três pela absolvição.
3 - O ministro Direito ia votar pela cassação, empatava.
4 - Nesse caso, o ministro Marco Aurélio desempataria pela cassação.
5 - Agora, se der tempo de votar, Carlos Alberto muda a convicção, o julgamento acaba com a absolvição da senadora.
6 - Com isso, favorece o DEM do senador Marco Maciel, que tem voto no Senado.
7 - Mas o governo quer a cassação da senadora, pois assim assumiria Fernando Bezerra, que foi líder do governo.
8 - É duro ir para o Supremo. (Continua)
Primeira vaga aberta na diretoria de Furnas. O engenheiro Vaz de Melo, nomeado por José Pedro Rodrigues, pediu demissão. Caráter é isso, só Eduardo Cunha é capaz de "compreender".
XXX
Na revista "QuantoÉ" que está nas bancas, Eduardo Cunha grita o mais alto possível: "Indiquei Conde para Furnas, mas queria também diretorias na Petrobras e no BNDES". Justíssimo, quem pode concorrer com sua falta de caráter, de ética e responsabilidade?
Não deixou de passar recibo em cima deste repórter: "Indignado com o artigo de Itamar Franco, disse que vai pedir auditoria no Fundo Real Grandeza, aplicaram 149 milhões no falido Banco Santos". Acontece que JPR não tem nada com isso. A aplicação foi feita por Dimas Toledo nos seus 9 meses de "administração".
XXX
Pesquisa da Rádio Haroldo de Andrade, ontem. Há dias a revista Time publicou cartas de Madre Teresa de Calcutá, demonstrando dúvidas sobre a existência de Deus. Pergunta: a dúvida deve impedir sua canonização? NÃO, 63%, SIM, 37%. Em algum momento você duvidou da existência de Deus? SIM, 33%, NÃO, 67%.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Lutar não luta, mas...

Por: Carlos Chagas

BRASÍLIA - Declarou o presidente Lula a "O Estado de S. Paulo" que não luta, não trabalha e não cogita do terceiro mandato consecutivo. Rejeitará sua candidatura, mesmo se o povo for para a rua pedir. Justíssima e verdadeira a afirmação. No entanto, há quem cogite, trabalhe e lute pela sua permanência no poder depois de 2010. São seus principais auxiliares, como é o PT e poderão ser, até mesmo, setores das elites. Sem esquecer as estruturas sindicais.
Quanto ao povo, sabemos que só vai para a rua pedir aquilo que já foi decidido pelas lideranças. Assim, tanto faz a manifestação popular para a aceitação de um terceiro mandato, se a maioria das forças políticas viabilizar a hipótese.
Não será a primeira vez que um presidente da República cede ao império das circunstâncias. O marechal Castelo Branco prometeu entregar o poder a quem fosse eleito em 1965. Também desmentiu a prorrogação de seu mandato, que acabou aceitando, constrangido ou não.
Jamais se afirmou que Lula tramava e urdia sua continuação no poder. O que ganha as ilações e os comentários, cada vez com mais intensidade, apesar dos desmentidos, é a evidência de que o PT carece de candidatos naturais. Como o próprio presidente disse ser improvável que seu partido deixe de apresentar um nome, abrem-se duas possibilidades: ou os petistas voltam atrás e aceitam apoiar um candidato de outro partido ou, no momento apropriado, criarão condições visando a permitir a eleição para o terceiro mandato. Como, por exemplo, aprovarem a proibição da reeleição para mandatos de quatro anos, ampliando um ano os mandatos dos inquilinos do Palácio do Planalto e considerando zerado o jogo constitucional, podendo concorrer todos os cidadãos brasileiros.
Não parece difícil mudar as regras de um jogo tantas vezes mudado. A última delas foi pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, artífice da própria reeleição no exercício do poder. Dificílimo será imaginar o PT apoiando Ciro Gomes, Aécio Neves ou Nelson Jobim. Agora, impossível será assistir ao PT lançando um nome próprio sabendo-o previamente derrotado. Isso contrariaria o que Lula disse ao matutino paulista, a respeito de ser sucedido por alguém que dê continuidade ao seu programa de governo. Quem quiser que duvide, não das palavras do presidente, indiscutíveis, mas das soluções que os detentores do poder encontrarão para ficar nele...
Como deixar de fora os chefes?
A premissa é de que decisões judiciais não se discutem. Cumprem-se. Não deixará de ser estranho, no entanto, se os idealizadores, os comandantes e os operadores do mensalão ficarem de fora da lista dos beneficiários que precisarão responder a processos penais. A natureza das coisas prevalece mesmo sobre as sentenças judiciais, sujeitas estas aos limites processuais e aos meandros da apresentação de provas, mas subordinada, aquela, à própria razão da existência do ser humano.
Admitir que José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares e Silvio Pereira escapem da denúncia do procurador geral da República equivale a contestar a lei da gravidade. Afinal, se montes de parlamentares receberam dinheiro para mudar de partido e votar com o governo, e por isso responderão a ações penais, como admitir ficarem de fora os que imaginaram, viabilizaram e tornaram possível a operação de compra e venda de consciências?
Vivem as instituições momentos cruciais para sua afirmação ou sua transformação em frangalhos, importando menos a douta argumentação dos integrantes da mais alta corte nacional de justiça. A esse propósito, com todo o respeito, será sempre bom lembrar a resposta do presidente-general Floriano Peixoto a um auxiliar que indagou o que aconteceria se o Supremo Tribunal Federal concedesse habeas-corpus a parlamentares adversários, por ele mandados prender: "E quem dará habeas-corpus ao Supremo?"
Nivelando por baixo
Declarou Lula que a classe média tem como sobreviver, e, por isso, dedica o melhor de seu governo às massas empobrecidas, que não têm. Está certo, outra vez, mas com novo reparo: a classe média tem como sobreviver enquanto classe média, mas, deixada ao léu, vai-se proletarizando e deixando de ser classe média. Não seria melhor cuidar dela enquanto ainda consegue sobreviver (ela, é claro), mesmo pagando impostos cada vez maiores, com seus salários congelados, em meio ao desemprego e ao abandono por parte do poder público? Afinal, nunca será demais repetir, foi a classe média que elegeu e reelegeu o presidente...
Fonte: Tribuna da Imprensa

Conselho vota amanhã cassação de Renan

BRASÍLIA - Ameaçado por manobras e sob a pressão de pareceres de funcionários subordinados à presidência do Senado, o Conselho de Ética da Casa vota amanhã dois pareceres contra o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
O dos relatores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) pedirá a cassação do mandato de Renan por entender que ele não conseguiu justificar a evolução do patrimônio e nem comprovar que usou recursos próprios para pagar despesas da jornalista Mônica Velloso, com quem tem uma filha de 3 anos.
Já o do senador Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de primeira hora de Renan, afirma que não há provas contra ele. A votação deverá ser aberta, a exemplo do que ocorreu no processo contra o então senador Ney Suassuna (PMDB-PB), no fim de 2006.
A decisão pelo voto aberto se deve à iniciativa do presidente do órgão, Leomar Quintanilha (PTB-TO), de transferir a decisão sobre a forma de votação à maioria dos membros do colegiado. Com isto, derruba o relatório da consultoria legislativa que opina pelo voto secreto.
A consultoria também alega que os documentos não deverão tratar da punição a Renan, mas apenas relatar fatos do processo. A tentativa encabeçada por Quintanilha de unificar a decisão do colegiado num único parecer fracassou.
Após três horas de reunião, Casagrande e Marisa alegaram que as "dúvidas" deixadas pela defesa do presidente do Congresso tornam inviável qualquer decisão inocentando-o. "Temos dúvidas sobre a sua evolução patrimonial e quanto ao empréstimo de R$ 178 mil que ele disse ter feito no último dia da perícia", alegou Casagrande, se referindo às retiradas de dinheiro feitas por Renan da locadora Costa Dourada Veículo.
Peritos da Polícia Federal (PF) afirmam no laudo entregue ao Conselho de Ética que a empresa estava em nome do primo do presidente do Senado Tito Uchoa, acusado pelo usineiro e ex-deputado João Lyra (PTB-AL) de ser um dos laranjas do peemedebista na compra de um jornal diário em Alagoas e de duas emissoras de rádio.
Eles também identificaram Renan como principal beneficiado dos recursos gerados pela locadora. "É um conjunto de fatos que podem desqualificar a boa conduta que se espera de um bom político", argumentou Marisa, ao justificar o parecer contra o senador do PMDB de Alagoas.
Os dois relatores deixaram clara a desconfiança com boa parte das alegações apresentadas por Renan para justificar o rendimento de R$ 1,9 milhão em quatro anos. "Além de ele não ter declarado o empréstimo, temos dúvidas se ele ocorreu, realmente", afirmou Casagrande.
"A cada fato demolido, outros eram acrescentados", acrescentou a relatora. Já Lima insiste na tese de que o fato de Renan apresentar documentos reais comprovariam a absolvição dele.
Manobra
O relator peemedebista disse que se guiará pela Constituição. "O fato de ter ocorrido procedimentos diferentes na Casa não é motivo para nos desviarmos daquilo que é correto", alegou. Ele foi o único a acatar o parecer do chefe da Consultoria Legislativa do Senado, Bruno Dantas, pela adoção do voto secreto.
Lima e o consultor afirmam ainda que deve ser obedecido o item da Constituição prevendo votação secreta. A interpretação, segundo técnicos do Senado, é facciosa e encomendada por estender às comissões o que sempre se entendeu como sendo específico do plenário.
Se não fosse assim, o técnico lembrou que também na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), as propostas de emenda constitucional (PECs) teriam de seguir a orientação do plenário, exigindo três quintos dos membros para aprová-las.
Senadores próximos a Renan afirmam que ele trabalha para manter o voto "escondido" e, com isso, beneficiar os colegas que quiserem favorecê-lo. Os mesmos senadores informam que partiu do senador do PMDB a ordem dada à secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra, para que ela não liberasse, na sexta-feira, as notas taquigráficas com o depoimento dado por ele no dia anterior ao Conselho de Ética.
"Ele tinha medo que as revistas semanais apontassem eventuais contradições na sua fala", alegaram. Os parlamentares concordam que nunca, na história do Senado, houve tanto abuso da prerrogativa de presidir a instituição.
Senador faz campanha por voto secreto
BRASÍLIA - A "virada" do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) em favor do voto fechado é recente. Há menos de um ano, em setembro do ano passado, ele se deslocou de seu gabinete até a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para manifestar apoio à iniciativa da comissão de aprovar a adoção do voto aberto nos processos disciplinares contra parlamentares.
Renan aparece na capa do "Jornal do Senado" ao lado do então presidente da comissão, senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) e de Romeu Tuma (DEM-SP), comemorando a aprovação do voto aberto. No alvo da denúncia, Renan não só mudou de idéia, como adotou um esquema de pressão jamais visto no Senado para fabricar pareceres a seu favor.
Senadores próximos ao presidente do Senado afirmam que ele aposta sua absolvição na adoção de um voto que não possa ser identificado pela população. No plenário, por exemplo, onde o voto é oculto, Renan afirma que conta com o apoio da maior parte dos petistas.
No Conselho de Ética, se fechar, ele confia no voto até de senadores da oposição. O senador divulgou ontem uma nota elogiando a sua decisão de abrir mão dos três dias para prestar as alegações finais. Se fizesse isso impediria a votação dos pareceres hoje, no colegiado.
Renan afirma que a sua decisão demonstra que "posso até ser vítima dos excessos da democracia, mas jamais me afastarei dela"
Fonte: Tribuna da Imprensa

Mello acha julgamento resquício da ditadura

BRASÍLIA - Terminou em "saia justa" e mal-estar o julgamento histórico da denúncia do mensalão. Após encerrar o exame das acusações contra os 40 denunciados, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, afirmou ontem que a instituição é ágil na análise de processos contra deputados e senadores.
O ministro Celso de Mello pediu a palavra para dizer que o Supremo não era o local adequado para julgar ações penais, que tem como clientela absoluta senadores e deputados. Lembrou que esse direito é um resquício da emenda constitucional número 1, chamada carta de 1969, imposta pela ditadura militar.
"O Supremo não tem competência para processar e julgar deputados e senadores", disse. Depois, criticou o foro privilegiado a parlamentares, julgados exclusivamente no Supremo, que acabam atrasando o exame de outras questões importantes para a sociedade.
Antes da intervenção de Mello, a presidente do STF observou que "não mais" de 50 ações penais tramitam no tribunal, sendo que a mais antiga tem apenas quatro anos. "São equivocadas algumas opiniões sobre esta casa", disse.
"É importante que se restabeleçam verdade, pois esta casa se credencia perante a nação pelo seu desempenho notável." Os demais ministros demonstraram surpresa com as declarações de Mello. Para minimizar o clima, o ministro Carlos Ayres Britto rasgou elogios à "organização" da presidente do Supremo durante o "complexo" julgamento. "Somos testemunhas do esforço feito por Vossa Excelência para que tudo ocorresse bem."
Fonte: Tribuna da Imprensa

Processos envolvem 5 partidos da base

SÃO PAULO - O processo criminal aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra os 40 acusados no escândalo do mensalão envolve 5 dos 12 partidos que compõem a base de sustentação do governo Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara dos Deputados. A denúncia enquadra membros do PT, PMDB, PP, PR e PTB.
O partido do presidente Lula é o que tem o maior número de acusados no processo. Figuram entre os réus os deputados José Genoino (SP), João Paulo Cunha (SP) e Paulo Rocha (PA); os ex-deputados João Magno (MG) e Professor Luizinho (SP) e o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu.
Além de outras figuras importantes da legenda, como o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-secretário-geral do partido Sílvio Pereira. Com base nas eleições de 2006, o envolvimento dos principais partidos da base com o processo pode afetar a imagem do governo e o andamento do Congresso.
Nas urnas, há quatro anos, a resposta foi clara. Dos 513 integrantes da Câmara dos Deputados, 48,7% perderam seu mandato. No caso dos envolvidos com o mensalão, o resultado foi o mesmo. Dos 14 deputados denunciados pela Procuradoria-Geral da República, pelo desvio de R$ 55 milhões do governo entre 2003 e 2004, só 5 foram reeleitos e têm mandatos hoje.
No PT, Genoino, João Paulo e Paulo Rocha; Pedro Henry no PP-MT e Valdemar Costa Neto no PR-SP. O líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), disse acreditar que o recebimento da denúncia por parte do STF não interferirá no andamento do Congresso.
"O partido acabou prejudicado pela vinculação com o escândalo, mas não há problemas maiores envolvendo sua atuação na Câmara", ressalta. "Há outras figuras importantes do Congresso que respondem a ações e nem por isso deixaram de atuar."
O líder do PP na Câmara, Mário Negromonte (BA), faz coro. "A investigação de parlamentares não compromete os trabalhos da Casa, esta é uma nova legislatura e os parlamentares que aqui estão conquistaram nas urnas o mandato, com o apoio do povo", afirmou.
Segundo ele, a participação do PP na base de apoio ao governo está ancorada em questões programáticas. Para Castro, o maior prejuízo para a legenda com o escândalo do mensalão "foi verificado nas urnas". "Sentimos uma queda acentuada nas votações parlamentares após esses escândalos."
Segundo ele, apesar do caso do mensalão ser a "pauta do dia", o escândalo das sanguessugas - de fraudes em compras de ambulâncias com verba de emendas parlamentares - teve maior impacto. "Talvez porque envolvia ambulâncias, mexeu mais com a população."
Fonte: Tribuna da Imprensa

STF abre processo contra os 40 denunciados

BRASÍLIA - Não sobrou ninguém. Todos os 40 denunciados pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, no escândalo do mensalão, começaram a responder ontem por crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato e gestão fraudulenta. A lista dos réus definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) inclui os petistas José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira, acusados de formar uma quadrilha que distribuiu pelo menos R$ 55 milhões entre aliados em troca de apoio ao governo.
À exceção de Pereira, o "núcleo político" também responderá pela suposta prática de corrupção ativa. Depois de um julgamento de 35 horas, em cinco dias de sessões, o Supremo ainda abriu processo contra o "núcleo financeiro e publicitário" da "organização criminosa", integrada pelo empresário Marcos Valério, três sócios dele e quatro dirigentes do Banco Rural.
Todos respondem por formação de quadrilha. O grupo teria prestado o serviço de distribuir o dinheiro do esquema a políticos como os ex-deputados Roberto Jefferson (PTB-RJ), que deflagrou o escândalo, Pedro Corrêa (PP-PE), José Janene (PP-PR), José Borba (PMDB) e os deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Waldemar Costa Neto (PR-SP).
"Chefe incontestável"
Os parlamentares e ex-parlamentares estão na relação de réus, assim como Luiz Gushiken e Anderson Adauto, dois ex-ministros do primeiro governo Lula. Na leitura do voto contra os mensaleiros, o ministro relator do caso, Joaquim Barbosa, afirmou que José Dirceu é o "chefe incontestável" do esquema.
Barbosa disse ter pedido a abertura de ação contra o ex-ministro da Casa Civil com base em depoimentos, como do algoz de Dirceu, Roberto Jefferson, e de Renilda Santiago, mulher de Marcos Valério. "Admito que há prova mínima de que ele era o mentor supremo da trama e outras pessoas eram meras coadjuvantes", disse. "Ele merece ser investigado."
Joaquim Barbosa afirmou que os encontros entre Dirceu e a cúpula do Banco Rural, instituição financeira acusada de fazer ao PT empréstimos fictícios, que nunca eram pagos, reforçam a tese de que o ex-ministro sabia de todo o esquema.
"São no mínimo suspeitas as reuniões do acusado com o banco", disse Barbosa. O ministro Ricardo Lewandowski foi o único dos dez presentes no plenário a votar contra a abertura de processo por formação de quadrilha contra Dirceu.
Isolado
"Está se potencializando o cargo do denunciado", disse. "Não ficou tipificado com todos os elementos o delito de formação de quadrilha", completou. A posição do ministro foi isolada. "O esquema é escancarado", afirmou o ministro Marco Aurélio.
Por sua vez, o ministro Gilmar Mendes disse que há um "forte contexto" no sentido da existência de uma organização para obter os recursos ilícitos. "É difícil imaginar que complexas negociações pudessem ser feitas sem um respaldo político", afirmou.
Já o ministro Celso de Mello disse que os indícios são suficientes para abertura dos processos, mas caberá ao Ministério Público Federal (MPF) apresentar provas para condenar os réus. Mello lembrou que na ditadura Vargas, (1937-1945), cabia ao acusado provar inocência, o que não é mais o caso. É difícil precisar o tempo que o Supremo vai levar para julgar os 40 réus. Marco Aurélio estimou em três anos.
O simples fato de ser réu num processo de formação de quadrilha e corrupção ativa, no entanto, está sendo considerado um grande golpe por aliados do deputado cassado José Dirceu, que sonha em derrubar a suspensão de 16 anos do direito de assumir um cargo eletivo.
Dirceu foi surpreendido pelo plenário do Supremo. No caso dele, os ministros votaram por unanimidade pela abertura de processo por prática de corrupção ativa e por nove votos a um pela ação penal de formação de quadrilha.
Fonte: Tribuna da Imprensa

terça-feira, agosto 28, 2007

Retificando parte da notícia anterior

Procuramos averiguar a noticia a respeito da posse de João Ferreira e apuramos que por hoje Jeremoabo escapou dessa humilhação e castigo, não saberei de amnhã em diante, pois, a praga a que fomos submetidos é forte e pesada.

Eu quando vejo o Dr. Spencer sendo penalizado porque defendeu os interesses do nosso município, com as devidas proporções só me lembro de Jesus quando foi cruxificado, o povo absolveu dois ladrãoes e condenaram cristo, qualquer semelhança será mera coincidência .

Os meios nào importam, e sim os fins!

Por: J. Montalvão

Fausto, Maquiavel ou Riobaldo?


Quem enxergar um pouco mais longe notará que de certo tempo pra cá, Jeremoabo vem sendo governada por um grupo de donatários e comanditários onde aproveitando dos grotões de miseráveis banca o pão e circo, e para eles os dono da verdade vale tudo: "o rei e a lei sou eu".

Com o passar do tempo os donatários sempre brigam e racham, onde se candidata a substituir o cacique do grupo, então, conhecedor de toda maracutaia existente. Começa jogar para a platéia, denunciando as malandragens e improbidades praticadas pelo companheiro, isso para vender a idéia que é honesto e não concorda com as atitudes do seu companheiro e colega, só que ao ser escolhido, devido ao know how da malandragem, prejudica o município ainda mais, principalmente quando aposta na impunidade.

Enquanto o mundo e o Brasil procuram acertar, melhorar e combater a corrupção e o mal uso do dinheiro público, em Jeremoabo agir na contramão da história é mérito, talvez a juventude ainda não tenha acordado para o mal e o atraso que crassa na nossa Jeremoabo, a “geni”tão decantada por Chico Buarque.

Já me convenci que até para ser ímprobo depende de sorte, e confirmando ao que me refiro sito como exemplo o hoje arauto da verdade e moralidade João Batista Melo de Carvalho, ex-prefeito com mais de quinze processos por corrupção, fraude, malversação do dinheiro público, desvio de verba e muitos outros adjetivos que não pretendo citar, esse cidadão hoje zomba de quem paga seus impostos e de quem é honesto, dando a entender que a impunidade vale a pena.

Eu sempre acreditei na Justiça, continua acreditando, pois sei que ela tarda, mas nunca falha, e espero que esse cidadão pague pelos desatinos cometido com o dinheiro público para que não sirva de incentivo aos menos esclarecidos e descrentes.

Tomamos conhecimento agora que o Sr. João Ferreira mesmo temporariamente assumiu o lugar do atual prefeito, afastado por decisão Judicial, o que não entrarei mais no mérito, pois o caso já está sendo discutido e recorrido perante os Tribunais Superiores.

A pergunta que faço: onde foi que Jeremoabo errou para ser tão castigada?

A cidade ainda não havia se recuperado do Tsunami da imoralidade que havia sido atingida, vem um vendaval de tamanha intensidade.

Onde é que a população irá parar?

O que digo aqui os senhores estão calejados de ouvir, principalmente durante o período eleitoral, que é onde os caciques da politicagem tiram seu veneno para lançar a esmo.
Só me resta lamentar que Jeremoabo tenha retornado a idade da pedra; mas se é para cumprir uma maldição não há para onde desviar, vamos cumprir nosso castigo.

Bem que o João Ferreira avisou insistentemente ripa e caibo neles, e a gora a ripa e o caibo vai entrar em todo mundo aguardem, para depois se lamentarem.

A esperança de vocês é se as orações do ex-padre Mouras ainda tiverem algum prestígio para amenizar a barra, senão a vaca irá para o brejo mesmo.

A única esperança que ainda resta a Jeremoabo é essa Juventude que estuda, principalmente os que estudam fora, se realmente retornarem com nova mentalidade, senão só arranjando outros capuchinhos para desfazer através de muita oração e penitencia o que nos anteriores determinado, senão continuaremos enfrentando pragas piores do que a do antigo Egito.

Reparar o passado e prevenir o futuro

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal optou por deixar para o final de sua prolongada sessão o julgamento da denúncia contra os principais acusados de envolvimento no mensalão: José Dirceu, Delúbio Soares, Silvio Pereira e José Genoíno.
Desde que o escândalo veio a público que eles se encontram no olho do furacão. O primeiro por ser o chefe da quadrilha, conforme o procurador geral da República, os dois seguintes na condição de operadores explícitos da distribuição de recursos escusos para a compra de votos parlamentares, e o ex-presidente do PT por ter colocado sua assinatura nos empréstimos-fantasma feitos ao partido.
Com todo o respeito, e guardadas as proporções, imaginá-los imunes e absolvidos por falta de provas equivale ao mesmo do que o Dunga colocar em campo a seleção sem o Ronaldinho Gaúcho, o Cacá, o Robinho e o Júlio Batista. Filigranas jurídicas à margem, de um lado, e táticas futebolísticas de outro, não dá para a torcida aceitar o time sem seus maiores craques, da mesma forma como não dá para imaginar o STF absolvendo os grandes responsáveis pela maior maracutaia da História da República.
Decisões judiciais não se discutem. Cumprem-se. Mesmo assim, ignorar a participação dos quatro faria corar um frade de pedra, caso sua estátua estivesse substituindo a estátua da Justiça, defronte à mais alta corte nacional de justiça. Constituiria um absurdo admitir o julgamento dos coadjuvantes, dos cabeças-de-bagre, dos pernas-de-pau, dos bandeirinhas, dos gandulas e até dos macários deixando livres os donos da bola.
Pela iminência da decisão, encontram-se o governo, os petistas e os simpatizantes com os nervos à flor da pele. O mínimo que dizem é não ter havido mensalão, tratando-se tudo de uma conspiração dos adversários. A razão é simples: levados a julgamento os supostos 40 ladrões, começará a desfazer-se o sonho do terceiro mandato, da mesma forma como se condenará o PT, então sem candidato, a perder o poder em 2010. É a legalidade da truculência que está em xeque, porque ficará impossível mudar as regras do jogo depois de uma exposição clara de como a Justiça funciona. O STF não só defronta-se com o dever de reparar o passado. Pode prevenir o futuro. Ou não.
Hora de cobrar
Logo depois de assumir, o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, discorreu sobre seus deveres, além da necessidade de extinguir o caos aéreo. Lembrou que nas décadas de 70 e 80 o Brasil dispunha de sólida indústria bélica, fabricando e exportando tanques, carros de combate, canhões, metralhadoras e fuzis para o Oriente Médio e a Europa. Por certo não nos metíamos a fabricar mísseis de longo alcance e artefatos tecnologicamente de primeira linha, mas, além de provermos nossas Forças Armadas de material indispensável, nada ficávamos a dever aos estrangeiros, no setor.
Depois, desfez-se o sonho. A maioria das fábricas faliu, deixamos de concorrer e assistimos ao sucateamento de nossas unidades militares. Não adianta alegar ter sido por pressão indevida dos concorrentes, porque caberia a nós resistir. Muito menos aceitar que a globalização nos impunha comprar mais barato lá fora do que produzir aqui dentro. Promete Nelson Jobim, como uma de suas atribuições no Ministério da Defesa, recuperar a indústria bélica imprescindível à afirmação de nossa soberania, também como fator de criação de novos empregos.
Vai bater de frente com a equipe econômica, cuja filosofia admite até a importação de água, se chegar a preços mais baratos do que os nossos. Se depois o risco for de morrermos de sede, não é problema deles. Tomara que o ministro leve adiante o propósito anunciado e, em especial, que receba o apoio necessário do presidente da República.
Tragédia em mil atos
Não dá mais para ficar cobrando a reforma política. Há décadas ouvimos falar da necessidade de se aprimorar nossas instituições político-eleitorais, até o general Góes Monteiro fazia desse objetivo sua pregação maior, conforme expõe o professor Oliveiros Ferreira num livro imperdível, "Elos partidos - Uma nova visão do poder militar no Brasil".
O diabo é que a reforma política não sai e quando alguma iniciativa se vê aprovada no Congresso consiste em paliativos e, não raro, malandragens. O fiasco mais recente envolve a fidelidade partidária, que consagra a infidelidade ao permitir o troca-troca em ano eleitoral, sem perda de mandato para os trânsfugas.
Por essas e outras é que de quando em quando ressurge a abominável sugestão da Constituinte Exclusiva, um corpo estranho para votar em prazo determinado a reforma política. A tese ressurgirá no próximo fim de semana, no III Congresso Nacional do PT. Vade retro, Satanas...

Governo não rouba e nem deixa roubar, diz José Dirceu

InvestNews
BRASÍLIA - O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmou que o governo está trabalhando com afinco na reestruturação da máquina pública e no combate à corrupção. Durante a apresentação dos programas do governo durante os primeiros 18 meses, o ministro lembrou a operação Vampiro, realizada no Ministério da Saúde e que desbaratou o esquema de corrupção nas licitações de hemoderivados.
Dirceu foi contuntente e criou quase um novo lema para o governo. "Este governo não rouba, não deixa roubar e combate a corrupção", garantiu o ministro. As ações para combater o desperdício de verbas públicas também foram elogiadas pelo chefe da Casa Civil. "Nós não podemos conviver com um Estado ineficiente, inchado, que desperdiça os poucos recursos que temos."
A situação de alguns ministérios encontrada no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva foi criticada por Dirceu. As áreas da administração pública relacionadas com os ministérios de Minas e Energia, Transportes e Cultura foram apontadas como exemplos do sucateamento do governo e das ações da equipe de Lula para corrigir estes problemas.
Cerca de 22 mil fiscalizações foram executadas nos primeiros 18 meses do governo, resultando na prisão de 190 pessoas e em montante de R$ 62 milhões em multas.
Política
[19:48] [05/07/2004]

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