domingo, maio 14, 2006

Lula reage com irritação frente a denúncias da Veja

Por: DiegoCasagrande

Confrontado por jornalistas com as revelações publicadas na última edição da revista Veja, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com irritação. "A revista não traz uma denúncia. Traz uma mentira. Eu considero isso um crime. A reportagem é de uma leviandade e grosseria que um ser humano comum não pode admitir, quanto mais um presidente da República", reclamou o petista.A Veja desta semana traz reportagem sobre o dossiê montado pelo banqueiro Daniel Dantas sobre contas dos chamados “cardeais” petistas – incluindo o próprio Lula –mantidas em paraísos fiscais no exterior. A revista reproduz documento na qual Lula aparece como beneficiário de US$ 38,5 mil.“Se tivessem me avisado antes que eu tinha 38 mil, eu tinha comprado um presente para a dona Marisa", procurou amenizar o presidente Lula. "Acho que houve uma total irresponsabilidade. Vocês conhecem alguns dos jornalistas citados e sabem o que eles têm feito ao longo dos meses no País. Eu não acredito que dentro da Veja haja uma única pessoa que tenha 10% da dignidade e da honestidade que eu tenho", proclamou."Vamos ser francos: a Veja tem alguns jornalistas que já há algum tempo vêm merecendo o Prêmio Nobel de Irresponsabilidade. Eu só posso considerar isso como um crime", acrescentou. Ao ser questionado sobre que providências pretende adotar contra a revista, Lula desconversou e afirmou que ainda não tinha lido a reportagem.

sábado, maio 13, 2006

Série de ataques causa 30 mortes em SP; polícia prende 16 suspeitos

Por: Lívia Marra (Editora de Cotidiano Folha Online
Entre a noite de sexta-feira (12) e a manhã deste sábado, criminosos promoveram ao menos 55 ataques que tiveram como alvos policiais, guardas municipais e agentes penitenciários, em diferentes pontos do Estado de São Paulo. A onda de violência é considerada uma resposta do PCC (Primeiro Comando da Capital) à decisão do governo do Estado de isolar líderes da facção criminosa. As ações deixaram, no total, 30 mortos.Morreram 11 PMs --três deles não estavam trabalhando--, cinco policiais civis em folga, três guardas municipais em serviço, quatro agentes penitenciários em folga e dois civis --a namorada de um policial e uma possível vítima de bala perdida. Segundo a Secretaria da Segurança, 16 suspeitos de envolvimento nos crimes foram presos e cinco morreram em confrontos.
Nilton Fukuda/Folha Imagem
Posto móvel foi atacado na zona leste da capitalSomente na cidade de São Paulo, os criminosos promoveram 31 ataques: cinco no centro, três na zona norte, dois na zona oeste, oito na zona sul e 13 na zona leste.Segundo balanço da Secretaria da Segurança, as ações também ocorreram na Grande São Paulo --dois em Guarulhos, um em Santo André, um em Jandira e um em Jundiaí--, no litoral --dois no Guarujá e um em Cubatão-- e no interior --Araras, Campo Limpo Paulista, Itapira, Mogi Mirim, Ourinhos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santa Bárbara d'Oeste, Várzea Paulista.ReaçãoA onda de ataques ocorreu após a transferência, na quinta-feira (11), de 765 presos para a penitenciária de Presidente Venceslau, no interior. A idéia era isolar a facção criminosa.Na sexta, oito integrantes do PCC foram levados para depoimento no Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), na zona norte de São Paulo, incluindo o líder da facção, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola. A facção estaria planejando uma série de crimes e rebeliões.Neste sábado, o governador Cláudio Lembo (PFL) disse que o governo sabia, na quarta (10), que as transferências poderiam provocar "conseqüências". "Pensamos em todas as possibilidades e também nos riscos que nós poderíamos correr. Mas era preciso combater o que estava ocorrendo e acontecendo.""Nós não estamos com bravatas nem com timidez. Estamos com a segurança de quem cumpre a lei e o Estado de Direito", disse o governador.O comandante-geral da PM, coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, afirmou que a corporação estava em alerta, com equipes de prontidão, para possíveis reações. "Acreditamos que o número de mortes, inclusive, foi bem menor se não tivesse esse tipo de alerta", disse.Em entrevista que contou com a cúpula da Segurança no Estado, o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, descartou uma possível falha do governo na estratégia de isolar a liderança do PCC."Acho que a medida que o governo tomou era necessária, ainda que tenha ocorrido esta resposta, porque o governo tem que agir, tem que cumprir a lei e ser firme em suas ações."PresídiosNa sexta, enquanto líderes da facção estavam no Deic, presos iniciaram rebeliões na penitenciária 1 de Avaré e na penitenciária de Iaras, ambas no interior.As ações criminosas ganharam proporção e os motins se espalharam, neste sábado, para outras 21 penitenciárias e CDPs (Centros de Detenção Provisória) do Estado. Das 23 unidades, 20 permaneciam rebeladas às 15h30. Há reféns.

Não diga, senadora!

`Por: Sabina

A senadora Heloísa Helena denunciou a existência de assassinos no PT, capazes de tudo pelo projeto de poder do partido. Talvez ela fale com conhecimento de causa.
Na última declaração da senadora Heloísa Helena à imprensa sobre as novas denúncias trazidas por Silvio Pereira, há uma acusação séria à conduta ilibada do partido hegemônico. Disse: “Do mesmo modo que existem petistas socialistas e honestos, também há [no PT] pessoas capazes de roubar, matar, caluniar e liqüidar qualquer um que passe pela frente, ameaçando seu projeto de poder". Chocados, diríamos “Ela está afirmando que há criminosos nos quadros do partido político mais ético da história universal. Escândalo!!!” Senadora, a senhora não teme por essa afirmação? Veja lá que a senhora está ameaçando o projeto de poder do PT! Estaria a senhora insinuando algo sobre Celso Daniel e as 6 testemunhas assassinadas? Ou seria sobre o Toninho de Campinas? Será que o PT não vai cobrar da senadora a responsabilidade por essa infamação? E agora, o que dizer às crianças que possuem a carteirinha do partido? E os velhinhos que acreditaram que o partido era de trabalhadores? Bom, uma coisa é certa. A senadora conhece esse tipo de conduta bem de perto. No seu partido, por exemplo. O fundador do PSOL, o senhor Achille Lollo agiu assim na Itália quando um gari, Mário Mattei ameaçou seu projeto de poder. O que fez Lollo? Incendiou o pequeno apartamento onde a família Mattei morava, matando dois filhos do casal. Foi condenado, aguardou um tempo, e fugiu para o Brasil. Senadora, a princípio nos chocamos com sua declaração mas vemos agora que o que a senhora afirma faz sentido. Não é chute, é conhecimento factual, diríamos. Senadores não saem por aí chutando. A senadora sabe bem como funciona a cabeça dos sociopatas socialistas, aqueles, os do mundo melhor. Passou pela frente, zás! Cuidado, senadora. Sabemos que a senhora é valentona. Mas o partido possui 7 milhões e 200 mil companheiros, como afirmaram na última semana, com receio do resultado da análise da OAB sobre o impedimento. Achille Lollo não poderia substituir a senhora, pense nisso.

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Morales nega expulsar Petrobras e fala com Lula amanhã

Por: FolhaNews

O presidente da Bolívia, Evo Morales, adotou nesta sexta-feira um tom menos ríspido, mas ainda crítico, em relação ao Brasil. Desta vez, ele negou que vá expulsar a Petrobras do país vizinho e afirmou que amanhã se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião, que não estava prevista na agenda oficial da viagem de Lula a Viena (Áustria), foi confirmada pelo Itamaraty. Ontem, na Áustria, onde participa de reunião de cúpula entre países europeus e latino-americanos, Morales havia dito que os contratos assinados com as empresas de petróleo, incluindo a Petrobras, eram "ilegais" porque nunca foram aprovados pelo Congresso. Também afirmou que essas empresas "contrabandeiam" combustíveis e ameaçou não indenizar a Petrobras pela transferência de suas empresas na Bolívia para o governo local. Hoje Morales disse que a Bolívia vai investigar se as empresas do setor "pagam impostos" ou se dedicam ao contrabando. Menos ríspido, também afirmou que "respeita" Lula, que acredita em uma solução pelo diálogo e que continuará a haver uma "sociedade" entre empresas e seu governo. Ele criticou, entretanto, o presidente, que, segundo o chanceler Celso Amorim (Relações Exteriores), teria ficado "indignado" ontem com as declarações de Morales. "Disseram que [Lula] está indignado, mas nós também poderíamos ficar indignados com as empresas que exploram nossos recursos naturais", declarou Morales. Segundo ele, a Petrobras e outras empresas continuarão em seu país, mas como "sócias" do Estado. Cartel Morales disse hoje que quer, um dia, que seu país faça parte da Opep (Organização dos países Exportadores), cartel que envolve os 11 maiores exportadores de petróleo do mundo. A Venezuela já é membro do grupo. "Gostaria que meu país fizesse parte fizesse parte do grupo de países exportadores de petróleo e hidrocarbonetos", disse Morales, referindo-se ao cartel. A Opep foi criada em 1960. Seus países-membros possuem 78 % das reservas mundiais de petróleo (dado referente a 2004) e respondem por 40 % da produção mundial e por quase metade das exportações mundiais. Além da Arábia Saudita e da Venezuela, são membros do grupo Argélia, Líbia, Nigéria, Indonésia, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuait e Qatar. O Gabão já foi membro, entre 1975 e 1995, e o Equador também, em 1993. A Opep busca unificar a política dos países membros sobre a administração do comércio do produto, através do controle de preços e do volume de produção.

Casamento de mulher de 92 anos comove Taubaté

Por: Agência Estado


O casamento surpreendeu até o diácono Ronaldo Ferreira, que vai celebrar a cerimônia, na tarde deste sábado (12), na Igreja de São Benedito, em Taubaté, no Vale do Paraíba. A professora aposentada Maria do Rosário Silva, de 92 anos e o também aposentado Jorge do Prado, de 72 anos, namoram há seis meses e decidiram se casar oficialmente na igreja e no civil. Foi a própria dona Maria que foi até a igreja para marcar a data. "Fiquei surpreso e feliz, pelo testemunho, pelo bom exemplo", disse Ferreira. Os dois viúvos se conheciam por morar no mesmo bairro, em casas próximas. Foi a bondade dele que conquistou o coração da professora. "Ele sempre passava em frente de casa e eu pedia pra ele trazer um pãozinho e aí a gente ficava conversando", relembra Maria "No começo eles diziam que eram amigos, se encontravam no portão de casa e depois assumiram o namoro", contam as filhas, que no início foram contra a decisão da mãe de namorar. "Eu fui contra, mas vi que a mamãe estava apaixonada e que o ‘seu Jorge’ era um homem bom", disse a filha Helena da Silva. "Agora mamãe está como uma adolescente, que arruma o primeiro namoradinho", conta a outra fiha Yolanda Kandratovich. A diferença de idade não foi obstáculo. Sem preconceito, Jorge não se importa em se casar com uma mulher 20 anos mais velha. "É melhor, dá menos trabalho. Eu espero que ela seja a pessoa certa pra minha vida", diz, animado. A idade só pesou na hora de escolher o vestido. "De noiva tradicional não. Vou com um vestido discreto que não posso mostrar. Só na hora, senão dá azar", brinca ela. O convite foi preparado pelos netos e a festa pelas filhas. "Se ela está feliz, nós também estamos".

PF prende 12 envolvidos em fraudes de licitações de prefeituras

Por: Folha OnlineA Polícia Federal prendeu hoje 12 pessoas acusadas de envolvimento em fraudes em licitações para obras públicas de prefeituras da Paraíba, no âmbito da "Operação Carta Marcada". Além dos mandados de prisão, a polícia cumpriu ainda outros 32 mandados de busca no Rio de Janeiro e Paraíba. A PF estima desvio de recursos públicos da ordem de R$ 10 milhões, mas a Receita Federal --que colaborou com a investigação- estima uma cifra da ordem de R$ 30 milhões.Os detidos pela PF são pessoas ligadas às empresas de fachadas utilizadas pela quadrilha para fraudar as concorrências públicas. Por enquanto, a polícia não levantou elementos que comprovem a ligação de funcionários públicos ou políticos no esquema. Ficou comprovado, no entanto, que um total de 54 prefeituras da Paraíba fizeram pagamentos às empresas ligadas à quadrilha, que atuava desde 2001.Segundo a PF da Paraíba, o grupo simulava concorrência nas licitações públicas por meio da criação de empresas de fachada, em nome de "laranjas". As concorrências envolviam obras públicas de calçamento e asfaltamento de ruas.As investigações duraram 3 anos e contaram com a participação da Receita Federal, Receita Previdenciária e Ministério Público Federal. Os suspeitos são acusados dos crimes de formação de quadrilha, fraudes em procedimentos licitatórios, sonegação fiscal, crimes contra a ordem tributária lavagem de dinheiro, corrupção ativa/passiva, crimes contra o sistema financeiro nacional e falsidade ideológica

PMDB define quórum e impõe derrota a Garotinho

Por: ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília

A Executiva Nacional do PMDB decidiu hoje, por 12 votos a 2, que a decisão da convenção de amanhã será válida se tiver a presença de 50% mais um dos 528 convencionais do partido. A convenção vai decidir se o partido terá ou não candidato próprio à Presidência. Com isso, a convenção será considerada válida se tiver a presença de 265 convencionais. Votaram contra o presidente do diretório paulista do PMDB, o ex-governador Orestes Quércia, e o senador Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Eles queriam que a presença de 2/3 dos convencionais (352). Cabral, ligado ao grupo do ex-governador Anthony Garotinho, já avisou que vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para invalidar a convenção. Para ele, a convenção só poderia ser iniciada com 2/3 dos convencionais do partido.A atitude de Cabral expõe o racha interno do PMDB. A ala governista --liderada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL)-- quer derrubar a candidatura própria alegando que será mais fácil para fechar alianças nos Estados sem entrar na disputa presidencial. Mas o grupo ligado a Garotinho e Quércia defende a candidatura própria. A favor desse grupo está a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que reconheceu a convenção do PMDB de 2004 que decidiu que o partido teria candidato próprio à Presidência. A mesma convenção definiu que a candidatura própria só poderia ser derrubada com 2/3 dos votos obtidos em encontro nacional do partido.Por outro lado, o STF (Supremo Tribunal Federal) mandou arquivar ontem mandado de segurança impetrado por um deputado do Rio que queria cancelar a convenção de amanhã.

Câmara quer enquadrar delegado da PF

Por: Tribuna da Imprensa

Policial terá de explicar vazamento dos nomes de deputados suspeitos de fraude
BRASÍLIA - Na tentativa de enquadrar a Polícia Federal, a Corregedoria da Câmara marcou para terça-feira o depoimento do delegado Tardelli Boaventura, que preside os inquéritos que apuram o desvio de verbas do Orçamento da União por parte de parlamentares e servidores do Legislativo e a atuação de uma quadrilha na venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras de todo o País.
A Corregedoria pretende cobrar do delegado de Cuiabá o vazamento dos nomes de pelo menos 80 deputados e do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) como suspeitos de envolvimento no desvio de verbas do Orçamento da União para a compra de 1 mil ambulâncias. De 2001 até agora, de acordo com a Polícia Federal, foram movimentados R$ 110 milhões para a compra de ambulâncias, dos quais pelos menos R$ 60 milhões teriam sido desviados.
Apesar do suposto envolvimento de mais de uma centenas de parlamentares com as irregularidades - a princípio, falou-se em 170, mas a principal testemunha, Maria da Penha Lino, que fora infiltrada no gabinete do então ministro Saraiva Felipe desde agosto de 2005, não conseguiu se lembrar do nome de todo mundo -, há um clima de revolta na Câmara por causa do vazamento dos nomes.
Maria da Penha optou pelo programa da delação premiada. Disse que o dinheiro para o pagamento dos parlamentares entrava na Câmara em cuecas, meias e malas. Ontem, a comissão da Câmara dos Deputados que investigará a suposta participação de deputados no esquema de compra ambulâncias superfaturadas começou a ouvir, em Cuiabá, os assessores que foram presos na semana passada pela Polícia Federal.
"Massacrado"
O líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna, que estava calado, manifestou-se ontem a respeito das suspeitas que pesam sobre ele. Disse que está sendo "massacrado pela mídia". Ele adiantou que apresentará a defesa na próxima terça ou quarta-feira e disse que já intermediou a compra de várias ambulâncias para as regiões mais carentes da Paraíba, não só por meio de emendas, mas também com recursos próprios.
Dos 223 municípios da Paraíba, disse, somente dois têm hospitais e equipamentos suficientes para atender a população local. Por isso, os prefeitos pedem tantas ambulâncias. "No meu primeiro mandato, foram 82 ambulâncias do meu próprio bolso e no segundo, mais 29 por meio de emendas, até mesmo para atender a resolução que determina que 30% dos gastos do Orçamento devem ser feitos na área da saúde", afirmou.
O senador informou ainda que não sabe quem é Maria da Penha, a assessora do Ministério da Saúde que era funcionária da Planam, a empresa que, de acordo com a Polícia Federal, chefiava o esquema. O nome dela foi apresentado ao Ministério da Saúde em ofício feito pelo deputado José Divino (PRB-RJ), da bancada do ex-governador Anthony Garotinho.
CPI representa contra advogado
BRASÍLIA - O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos, senador Efraim Moraes (PFL-PB), disse que levará à Mesa do Senado representação contra o advogado Iberê Bandeira de Mello, um dos defensores do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira. Na madrugada de ontem, ao deixar a Polícia Federal, onde seu cliente prestou depoimento, Bandeira de Mello qualificou de "palhaçada" a forma como os integrantes da CPI dos Bingos interrogaram Silvinho, na quarta-feira.
Durante a sessão da CPI, o senador Demósthenes Torres (PFL-GO) perguntou a Silvio Pereira se ele era "doido". Outros senadores, como Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), criticaram Silvinho por ele apresentar, ao mesmo tempo, memória muito boa para os fatos que deseja relatar e amnésia para aquilo que não lhe interessava.
Nas críticas que fez à CPI, Bandeira de Mello, que tem 66 anos, disse que a CPI é formada por um bando de velhos. "Eu sentei ali e vi aquele bando de velhos, aquilo foi uma palhaçada", disse o advogado. "A Mesa do Senado vai representar contra o advogado, que terá de confirmar em juízo se falou ou não que a CPI é uma palhaçada", insistiu Efraim.
Já o relator da CPI dos Bingos, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse que Bandeira de Mello "desrespeitou o Senado porque a CPI é uma extensão da Casa". "O advogado tem de entender que os senadores agem de acordo com a Constituição. Acho que ele não estava preparado para ir à CPI, mesmo como advogado", afirmou. Garibaldi também defendeu uma ação do Senado contra o advogado de Silvinho.
Durante o depoimento, na quarta-feira, Silvinho apresentou seus novos advogados. Até o dia anterior, seu defensor era Arnaldo Malheiros, contratado pelo PT. Malheiros também defende o ex-deputado José Genoino. Ele se afastou de Silvinho por considerar que, na entrevista a "O Globo", no domingo, o ex-secretário petista emitiu juízo de valor que o pôs em choque com alguns dos clientes, como Genoino.
Na entrevista, Silvinho disse que quem mandava no PT eram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro José Dirceu, José Genoino e o senador Aloizio Mercadante. Silvinho disse ainda que o plano do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza era arrecadar R$ 1 bilhão para si e para o PT durante o atual governo.

Mais amnésia: "Não conheço nenhum Acre"

Por: Tribuna da Imprensa

VIENA - "Que Acre? Não conheço nenhum Acre", disparou o presidente da Bolívia, Evo Morales, ao final de entrevista concedida ontem em Viena. A crise de amnésia, proposital, ocorreu quando Morales foi cobrado pelos jornalistas por não ter respondido se a devolução do Acre à Bolívia seria uma nova contenda territorial de seu país, a exemplo da região ao Norte do Chile.
Na quinta-feira, na mesma sala 18 do Centro de Imprensa da 4ª Cimeira União Européia-América Latina-Caribe, Morales lembrou-se do Acre, e como um exemplo de "espoliação". Segundo ele, o território havia sido comprado pelo Brasil por "um cavalo".
Só há uma similaridade entre a lembrança e o esquecimento de Morales: a incorreção. Nos documentos históricos, o Acre passou a figurar no território brasileiro em 1903, ao final de uma negociação conduzida pelo patrono da diplomacia do Brasil, o Barão do Rio Branco, ao custo de 2 milhões de libras esterlinas e de uma indenização de 150 mil libras à companhia que dominava a região.
Claro, na verdade, a amnésia de ontem foi induzida por um dos assessores de Morales, que lhe passou um bilhete com letras garrafais: "A última pergunta do Brasil não deve ser respondida".
Coca e Cana
Inventivo em sua primeira participação em uma reunião de chefes de Estado, Morales informou à imprensa não ter ficado satisfeito com a condenação da produção de coca e cocaína acrescentada na declaração final da Cimeira de Viena. O ex-líder cocaleiro defendeu que a plantinha, no seu estado natural, "nunca matou ninguém" e não poderia, portanto, ser incluída na lista de ilícitos e venenosos. "Se é preciso penalizar a coca, seria preciso também penalizar a cana, a cevada e a uva", defendeu.

Juíza apaixonada é um perigo

Por: http://www.marciog.blogspot.com

Aconteceu no litoral paulista. Uma juíza apaixonada mandou grampear o telefone do ex-namorado. Nada satisfeita com a vigília sobre o grande amor, decretou a prisão do homem que viria a ser seu sogro, se o casamento tivesse acontecido: condenou-o por porte ilegal de arma e impediu que recorresse da sentença em liberdade. Que coisa.
A meritíssima possessiva está respondendo a uma sindicância administrativa. E quem chamou atenção para o fato inusitado foi a empresa telefônica, que enxergou "falta de embasamento jurídico" para entrar na privacidade do cliente, acionando a Corregedoria do Fórum local. Conclusão: a juíza, que estava na lista das promoções, foi sumariamente retirada do apanhado. Há uma outra acusação pairando sobre a magistrada: ela teria indicado um advogado para defender dois rapazes presos por porte de droga.
FRACASSO - Os cinemas estão vazios com o filme "Missão impossível 3". Nem Tom Cruise conseguiu salvar a bilheteria e recuperar os gastos.
90 ANOS - O banquete pelo aniversário de João Havelange foi um luxo. O presidente de Honra da Fifa faz planos para a Copa de 2014. Seja ou não no Brasil.
FHC - Lançou seu livro numa noite que foi um fiasco. Apenas 97 autógrafos e, assim mesmo, "pingando". O ex-presidente ficou horas.
COPA - Em várias televisões, quase briga. É que todos querem ir à Alemanha. Muitos terão de ficar por aqui, a cobertura não anda sozinha.
SUCESSO - Gal Costa aplaudidíssima em Londres. Comemorando a Era da Tropicália, a grande cantora brasileira provocou entusiasmo geral.
INTERNET - O Orkut faz tanto sucesso que virou livro. O publicitário André Telles lançou "Orkut.com - Como você e sua empresa podem tirar proveito do maior site de relacionamento do Brasil". O autor pretende ensinar "cinco modernas técnicas de marketing para se obter sucesso" no portal de relacionamento.
ALIÁS - Sabe como é o nome da mais nova comunidade do Orkut? "Bia Falcão, os meninos do tráfico". Só rindo.
LALIQUE - Os principais colecionadores e comerciantes de antigüidades de São Paulo estarão reunidos durante uma semana na II Mostra do Círculo dos Antiquários, que acontece a partir de segunda-feira. Será montada no pedaço uma sala em homenagem ao designer Joaquim Tenreiro, que faria 100 anos.
BATIDÃO - Sabe quem foi visto dançando "hip hop", outro dia, em uma boate paulista? O pão-que-faz-pão Olivier Anquier. Quem viu o francês no batidão garante que ele como dançarino é um ótimo padeiro.
TAILLEUR - Hollywood vai filmar a vida de Coco Chanel. Demorou! Demi Moore estará no páreo para viver a matriarca do estilo. Sou mais a Marília Pêra.
CHAMA O LAN! - Está surgindo uma nova marca de cerveja nas prateleiras dos supermercados: chama-se "Mulata".
CABECEIRA - O cirurgião plástico Moisés Wolfenson está lançando o livro "Um século de cirurgia plástica no Brasil - Mestres vivos da cirurgia plástica e suas escolas", contando um pouco das biografias de Ivo Pitanguy, Antônio Estima, Perseu Lemos e Paulo de Castro, profissionais do bisturi estético tuniniquim.
HÁ JUÍZAS E JUÍZAS - A juíza Natacha Tostes de Oliveira, da 2ª Vara Cível de Duque de Caxias, condenou o Cinema Santa Rosa I, naquela cidade, por preconceito sexual. Um rapaz foi discriminado por dois seguranças da casa, em voz alta, e levou o caso aos tribunais. Conclusão: R$ 7 mil de indenização por danos morais.
"Não podem os cidadãos brasileiros sofrer discriminação por raça, cor, etnia, religião, procedência, nem orientação sexual. Se o cliente tivesse praticado a conduta narrada pela administração do cinema em sua contestação - o que não foi comprovado - deveria ela tomar as providências cabíveis, no caso, buscar autoridade policial. Jamais se admitiria que humilhasse o cliente, tratando-o de forma vexatória diante dos demais freqüentadores do cinema", decretou a meritíssima. Brava gente brasileira, ela.
CATUABA - Sobre aquele capítulo da "mania de listas" da imprensa americana: saiu mais uma. Sean Connery foi citado entre "os pensionistas mais sexies" de Hollywood. Que tal?
PONTO FINAL - Faz sentido. Dizem que o Garotinho desistiu de fazer a greve de fome quando viu o Pudim chegando de Campos.

Annan alerta Morales sobre riscos de romper contratos

Por: Tribuna da Imprensa


VIENA - O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, mandou ontem um "recado" ao governo de Evo Morales sobre sua decisão de, unilateralmente, romper contratos com as companhias estrangeiras que atuam na Bolívia e nacionalizar o setor do gás e do petróleo.
Convidado especial para a IV Cimeira União Européia-América Latina, Annan declarou que, todo país interessado na atração de investimentos estrangeiros no setor produtivo deve obrigatoriamente oferecer garantias e segurança jurídica de longo prazo ao capital.
"As economias estão cada vez mais interdependentes e conectadas entre si. As regras dos governos nacionais sobre a administração dos seus recursos devem ser orientadas para uma solução benéfica aos países e aos investidores", afirmou Annan, ao ser abordado, durante entrevista à imprensa, sobre a decisão do governo Morales.
Somadas à exposição do primeiro-ministro da Áustria, Wolfgang Schüssel, na mesma entrevista, as declarações de Annan destacaram que os movimentos da Bolívia, sob o comando de Morales, não passaram despercebidas pelos líderes reunidos em Viena.
Schüssel advertira que os países são livres para definir se querem ou não atrair investimentos estrangeiros no setor produtivo, assim como os investidores são igualmente livres para decidir onde aplicar o capital. Pouco depois, em encontro reservado, ele apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua preocupação com a insegurança jurídica no setor energético. "Se o país diz que sim, que quer receber os investimentos, tem de dar garantia jurídica", afirmou na entrevista.
Populismo
O presidente do México, Vicente Fox, defendeu a integração latino-americana a partir da consolidação dos blocos regionais, como o Mercosul, o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e a Comunidade Andina de Nações, e declarou que o populismo tornou-se um dos grandes obstáculos para o desenvolvimento econômico e social da região. Ao lado de Annan e de Schüssel, Fox teve o cuidado de não mencionar Morales nem seu mentor, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Mas passou claramente seu recado. "O populismo é uma saída falsa ao combate à pobreza", afirmou.
Desde a reunião de Cúpula das Américas, em novembro de 2005 em Mar del Plata, Argentina, Fox entrou em rota de colisão com Chávez por sua insistência na continuidade do projeto da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) - a fórmula que considera mais aceitável de integração no Hemisfério.
Escaldado, o mexicano agora evita as confrontações abertas com Chávez, que obteve o apoio do boliviano Morales a sua proposta alternativa de integração, a Alba, que exclui obviamente os Estados Unidos.

Evo Morales esquece o que diz

Por: Tribuna da Imprensa


Presidente boliviano nega ter feito acusações à Petrobras e culpa a imprensa
VIENE - Um dia após acusar a Petrobras de contrabando, sonegação e de agir ilegalmente na Bolívia, o presidente boliviano Evo Morales recuou. Em nova entrevista coletiva em Viena, ele negou ter afirmado que a estatal brasileira é "sonegadora de impostos e contrabandista" na Bolívia. "Eu disse que vamos investigar se as empresas petroleiras pagam ou não pagam imposto, se fazem contrabando ou não. Isso está sujeito a investigação. Eu disse que há denúncias contra algumas empresas, não falei da Petrobras."
Morales disse ainda que "não está expulsando" a Petrobras ou a espanhola Repsol da Bolívia. "Queremos ela como sócia, para que isso nos permita investir, resolver com os recursos naturais os problemas econômicos e sociais de meu país", afirmou.
Ao ser questionado sobre a reação do presidente Lula, que se disse "indignado" com suas declarações, Morales respondeu: "Podemos ter diferenças, não conheço a versão do presidente Lula. Se ele disse que está indignado, pode ser uma posição de seu governo. Nós também podemos estar indignados com empresas que exploram nossos recursos naturais".
Ele disse que "as negociações e o diálogo" em torno da nacionalização das reservas de gás "estão sempre abertos". Morales disse que a Bolívia, ao contrário do Brasil e a Venezuela, não tem uma estatal petrolífera de porte. "A Bolívia tem todo o direito e controlará toda a cadeia de produção com seus sócios", disse. "A PDVSA (da Venezuela) continuará, a Repsol (da Espanha) também, a Petrobras. E para isso o governo estabeleceu um prazo de negociação de 180 dias, de acordo com o decreto de nacionalização."
Morales culpou a imprensa, que, acusou, quer criar uma crise entre ele e o presidente Lula. "Se alguns meios de comunicação com terceiras intenções querem confrontar-nos, querem me colocar contra o companheiro Lula, isso não vai acontecer", disse. "Temos muitas coincidências com o companheiro Lula, um dirigente sindical, agora presidente, que respeito e admiro muito." E acrescentou: "Lamento muito se alguns meios de comunicação disseram que a Petrobras é contrabandista".

BREVE HISTÓRIA DO ACRE

Por: Primeira Leitura




A área que corresponde ao Acre foi a última anexada ao território brasileiro, dando-lhe a conformação que conhecemos atualmente. O pedaço de terra pertencia à Bolívia, e parte dele também era reivindicado pelo Peru, mas foi ocupado por nordestinos que, em 1877, fugindo da seca em seus Estados de origem, chegaram à região, onde passaram a explorar a borracha e ali se estabeleceram definitivamente.
O governo boliviano reagiu ao que considerou uma “invasão” territorial e decidiu reconquistar a área. Para isso, em 1899, criou uma sede administrativa para o recolhimento de impostos: Puerto Alonso, que mais tarde passou a ser chamada de Porto Acre. Como a iniciativa não interrompeu o fluxo e o assentamento de brasileiros naquelas paragens, a Bolívia decidiu entregar toda a área a um grupo norte-americano, que se encarregaria de promover o desenvolvimento econômico local. Depois disso, o plano era reintegrar politicamente o Acre.
Os brasileiros, porém, se rebeleram e, liderados pelo gaúcho José Plácido de Castro, pegaram em armas para permanecer no território ocupado. Em 1902, Castro conseguiu reunir os seringueiros e ocupar a vila de Xapuri. Depois, apoiado pelo governo brasileiro, apoderou-se de Puerto Alonso e proclamou a independência da região.
Os conflitos, porém, só cessaram no ano seguinte, quanto Brasil e Bolívia firmaram o Tratado de Petrópolis, que determinava o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas pelas terras. No documento, o Brasil também se comprometia a construir uma ferrovia para dar saída aos produtos bolivianos pelo Atlântico.Em 1904, decreto do presidente Rodrigues Alves transformou o Acre em território federal. Somente no governo do presidente João Goulart, em 1962, a área foi elevada à condição de Estado.

sexta-feira, maio 12, 2006

Bolívia rejeita presença da Petrobras no Gasoduto do Sul

Por: Efe, em La Paz

A Bolívia não vai participar do Gasoduto do Sul se houver uma participação majoritária de capitais "transnacionais", afirmou hoje o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Andres Soliz Rada, criticando a presença da Petrobras no projeto.O ministro fez a afirmação ao apresentar um relatório no Senado sobre o decreto de nacionalização de hidrocarbonetos, assinado na semana passada. "Para que o Gasoduto do Sul funcione é preciso que seja executado por empresas estatais. Há um grave problema com a Petrobras, porque 60% das suas ações estão nas mãos de transnacionais", disse o ministro. "Vamos investir enormes somas de dinheiro para beneficiar as transnacionais sócias da Petrobras?", perguntou.Para Rada, "o problema é muito grave, não tanto para a Bolívia, a Venezuela ou a Argentina, mas sim para a Petrobras".O projeto do gasoduto pretende levar gás boliviano e venezuelano aos mercados argentino e brasileiro. Além da Petrobras, ele envolve as estatais Enarsa, da Argentina, Petróleos de Venezuela (PDVSA) e Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB)."A Petrobras vai ter que se decidir. Enquanto tiver como sócios majoritários as grandes transnacionais, o Governo do presidente Evo Morales não vai participar do megaprojeto", disse Rada.O ministro boliviano garantiu que não vão faltar investidores, apesar do recente mudança nas regras do jogo. Ele prevê também que haja um bom mercado para o gás boliviano, considerando a demanda de Brasil, México, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Fonte: Folha on-line

Renan e Aldo querem “mudar tudo”

Por: O POVO

Diante do esquema de corrupção com verbas orçamentárias, desvendado pela Operação Sanguessuga, os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), decidiram desmontar a Comissão Mista de Orçamento e definir novas regras e critérios para a elaboração da lei orçamentária. Os dois criaram ontem um grupo de trabalho suprapartidário, com três deputados e três senadores que deverão apresentar as propostas de mudança na próxima quarta-feira, em reunião com os líderes partidários das duas Casas.
"Vamos mudar tudo, tudo mesmo, desde a elaboração do Orçamento até a sua execução, passando pela fiscalização", anunciou Renan. "Temos de dar uma resposta rápida à sociedade, tomando medidas que ataquem a raiz do problema e fechem as brechas do Orçamento que permitem as irregularidades", justificou. Segundo ele, o objetivo das mudanças é democratizar o Orçamento, dar mais transparência a sua elaboração, acabar com as irregularidades e corrigir defeitos.
Participam do grupo de trabalho o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (PTB-RN), os senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Romero Jucá (PMDB-RR) e os deputados José Carlos Aleluia (PFL-BA), Sérgio Miranda (PDT-MG) e Jorge Bittar (PT-RJ).
Entre as mudanças que já estão na pauta dos deputados e senadores está a idéia de envolver o Congresso na elaboração do Orçamento desde as primeiras etapas, ainda no Executivo, para que os parlamentares não percam tempo "decifrando" a proposta. Para evitar o desperdício, Renan sugere que as obras incluídas no projeto orçamentário e iniciadas não sejam retiradas dos orçamentos dos anos seguintes, até que estejam concluídas, independentemente de quem estiver à frente do governo federal.
Também está em discussão a idéia de encontrar uma fórmula para reduzir a margem de manobra da área econômica do governo no que diz respeito ao contingenciamento (bloqueio) das verbas orçamentárias. "Temos de alterar drasticamente os métodos atuais, adotando o chamado Orçamento impositivo para que pelo menos as políticas públicas prioritárias sejam poupadas dos contingenciamentos", defendeu Renan.
Antes mesmo de iniciar o debate em torno dos novos critérios para a elaboração da lei orçamentária, o presidente do Senado determinou à Corregedoria da Casa que acompanhe as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público e que as sindicâncias internas apurem se há ou não o envolvimento de servidores.

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