sexta-feira, janeiro 21, 2011

Ligação DDD passará a ser local em Curitiba, Maringá e Londrina

Resolução da Anatel publicada nesta quinta-feira (20) converte ligação de longa distância (DDD) em ligação local para 560 municípios do país

20/01/2011 | 20:40 | Gazeta do Povo e agências

Cerca de 68 milhões de consumidores serão beneficiados com a decisão aprovada nesta quinta-feira (20) pelo Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que converte ligação de longa distância (DDD) em ligação local para cerca de 560 municípios brasileiros.

No Paraná, 56 municípios das regiões metropolitanas de Curitiba, Maringá e Londrina terão as contas da telefonia fixa reduzidas com a medida, já que as ligações locais são mais baratas. A medida foi estabelecida para municípios pertencentes a uma região metropolitana ou Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) que tenham continuidade geográfica e pertençam a um mesmo código nacional de área.

Em todo país, serão 39 regiões metropolitanas e três regiões integradas de desenvolvimento que passam a ser beneficiadas pelo novo regulamento. As companhias telefônicas e a própria Anatel tem prazo de 120 dias para adequar a nova configuração que permitirá a realização de chamadas telefônicas ao preço de uma ligação local.

Pelo país

As regiões metropolitanas e regiões integradas de desenvolvimento contempladas no Regulamento são: Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Baixada Santista (SP), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Vale do Aço (MG), Rio de Janeiro (RJ), Grande Vitória (ES), Distrito Federal e Entorno (DF/GO/MG), Goiânia (GO), Vale do Rio Cuiabá (MT), Salvador (BA), Pólo Petrolina e Juazeiro (PE/BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Agreste (AL), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Recife (PE), Natal (RN), Cariri (CE), Fortaleza (CE), Sudoeste Maranhense (MA), Grande Teresina (PI/MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM), Capital (RR), Central (RR), Sul do Estado (RR), Florianópolis (SC), Chapecó (SC), Vale do Itajaí (SC), Norte/Nordeste Catarinense (SC), Lages (SC), Carbonífera (SC), Tubarão (SC).

As regiões de Foz do Rio Itajaí (SC), Grande São Luís (MA) e São Paulo (SP), todos os seus municípios já são considerados uma mesma área local.

Renovação da norma

O novo regulamento também estabelece que as novas situações que se enquadrem na definição de áreas com continuidade urbana serão revistas anualmente. As revisões de configuração da área local resultante da criação ou da alteração de regiões metropolitanas ou de Rides ocorrerão junto com as revisões quinquenais dos contratos de concessão.

Fonte: Gazeta do Povo

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Veja quanto paga a correção do Collor 2

Veja quanto paga a correção do Collor 2

Gisele Lobato
do Agora

O poupador que teve perdas na caderneta na época do Plano Collor 2 --em fevereiro de 1991-- pode conferir se vale a pena entrar com uma ação na Justiça para recuperar a grana. O prazo para pedir a correção acaba no dia 31.

Na tabela ao lado, o Agora mostra quanto é possível conseguir com a ação. Os cálculos do Núcleo de Contadoria da Justiça Federal no Rio Grande do Sul não consideram juros.

A revisão vale a pena para quem tinha saldo acima de 250 mil cruzeiros, já que o restante gastaria mais com a ação do que receberia ao final do processo. Quem era aposentado ou pensionista na época pode conseguir uma devolução maior, pois não estava com a sua caderneta bloqueada pelo governo.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora

Trabalho insalubre até 81 pode dar revisão

isele Lobato e Ana Magalhães
do Agora

Quem exerceu atividade insalubre antes de 1981 tem o direito de converter esse período de tempo especial em comum e, com isso, antecipar a aposentadoria ou conseguir um aumento no benefício.

Decisão do TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) publicada no último dia 14 rejeita recurso do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que alegava que a conversão só foi criada em 1981 e que, por isso, não deve ser usada em períodos anteriores.

Na decisão, porém, o juiz afirmou que a contagem especial existe desde 1960 e que não permitir a conversão do tempo insalubre em comum era injusto com quem exerceu atividade nociva à saúde durante só um período.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora

Infecção hospitalar: números não refletem realidade

Roberta Cerqueira

No dia 21 de abril de 1985 morria o presidente eleito Tancredo Neves. Ele passou por sete cirurgias, tomou dezenas de antibióticos e acabou não resistindo a uma infecção hospitalar, falecendo antes mesmo da sua posse. Passados quase 26 anos, apesar do reforço das medidas de controle a infecção hospitalar, casos como o do presidente, ainda são comuns, em todos os hospitais do país.

A taxa de infecção hospitalar, no Brasil é de 9%, segundo Panorama do Controle da Infecção Hospitalar no Brasil, elaborado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De 100 pessoas internadas, nove apresentam algum tipo de infecção contraída no hospital. Em algumas instituições a incidência chegou a 88,23%.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), ano passado, de 100 pacientes internados em hospitais baianos, menos de três contraíram alguma infecção hospitalar. A taxa, em 2010, foi de 2,7%, entretanto o maior percentual de infecção ocorreu no trato respiratório com 25,3% dos casos de infecção, seguida da corrente sanguínea com 20,2%.

A assessoria de imprensa da Sesab lembra ainda que, embora as taxas de infecção estejam dentro dos parâmetros aceitáveis, os números podem não refletir a realidade, já que alguns dos hospitais não enviam indicadores, ou enviam como taxa “zero”, além do fato de que muitos hospitais não têm laboratório de microbiologia, o que dificulta o diagnóstico dentro dos critérios, levando a subnotificação dos casos.

Diretora do Hospital Couto Maia, a médica infectologista Ceucy Nunes ressalta que todos os hospitais estão propícios a este tipo de ocorrência. “Quanto maior for o número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), maior será o risco de infecção”, diz.

Caracteriza-se por infecção hospitalar todo tipo de infecção adquirida de 48 a 72 horas após a internação hospitalar ou, antes deste período, se estiver relacionada a algum procedimento invasivo realizado dentro do hospital.

Com experiência em controle de infecção hospitalar e domiciliar, a infectologista Áurea Paste lembra que o tempo de permanência do paciente, em ambiente hospitalar, tem influência direta sobre o risco de infecção. A partir de uma semana de internamento os riscos são ainda maiores. “Quando este paciente está em uma UTI, a situação é ainda mais delicada, devido ao uso de antibióticos e os procedimentos aos quais ele será submetido”.

De acordo com a especialista, o uso indiscriminado de antibióticos pode induzir às bactérias a criarem resistência à medicação e consequentemente desencadear uma infecção. A utilização de sondas e cateteres também requerem cuidados por parte dos profissionais de saúde, em razão dos riscos de contaminação destes equipamentos.

“No momento de inserção de uma sonda, na bexiga, por exemplo, se não for feita a limpeza do canal da uretra, impurezas que estão nela podem ser levadas para dentro da bexiga e causarem uma infecção”, explica.

Já debilitado, por conta do problema que causou a internação, em um ambiente propício à infecção, em contato com bactérias resistentes e sem os devidos cuidados, muitos pacientes acabam vítimas desta que é um dos mais frequentes problemas dos hospitais brasileiros.

Hospitais devem ter controle

A dona de casa, Aline dos Anjos Pereira, 35 anos, perdeu o pai de 67 anos por conta de uma infecção hospitalar. “Ele tinha um problema na bexiga e foi internado por conta de uma inflamação, mas, acabou contraindo uma infecção e morreu dois dias depois”, diz ela, inconformada.

Todos os hospitais devem ter uma comissão de controle de infecção hospitalar, no qual os profissionais de saúde são orientados a adotar uma série de regras de prevenção à infecção hospitalar, quanto a lavagem das mãos, uso correto de antibióticos, higiene hospitalar, controle dos materiais do hospital, além do controle da água e do lixo.

“As mãos são o principal meio de transmissão de bactéria resistentes, o simples ato de lavar as mãos pode reduzir consideravelmente os riscos”, lembra Paste, ressaltando que idosos, pacientes com câncer, diabetes, AIDS, doenças reumáticas e imunossupressoras e pacientes que tenham passado por cirurgias são as maiores vítimas.

Conservar hábitos saudáveis, boa alimentação e evitar o uso indiscriminado de antibióticos são algumas formas de se cercar de cuidados, segundo a infectologista. “A gente nunca sabe quando pode vir a precisar de uma cirurgia ou internamento”, lembra.

Ao visitar pacientes em hospitais, a médica recomenda lavar as mãos antes de entrar no quarto, cumprimentar o paciente ou tocar em qualquer objeto, nunca levar alimentos e cancelar a visita em caso de gripe ou qualquer doença que possa oferecer risco de contaminação.
Fonte: Tribuna da Bahia

Do preparo artesanal à venda na internet

Carlos Vianna Junior

O acarajé acaba de evoluir, mas para o bem da gastronomia baiana, o modo de preparo continua o mesmo. A evolução se deu na maneira como o quitute é vendido. Ele não só já é comprado, como está em promoção na internet. E para a sorte dos internautas, o quitute em questão é o mais famoso da Bahia, o da Dinha. Desde quarta-feira, o acarajé do Largo de Santana está sendo vendido por R$ 1,00, ou seja, com 80% de desconto, através de um site de compras coletivas chamado Tabuleiro Urbano.

No primeiro dia da promoção foram vendidos mais de 1300 cupons que dá direito a um acarajé, ou abará, com camarão, cada. Aqueles que conseguirem comprar os cupons, terão de 25 de janeiro até 25 de março para retirar seus quitutes, no quiosque, no Rio Vermelho. Com limite de dois cupons por pessoa, as vendas continuarão até que sejam vendidas 5 mil unidades.

O sucesso da ideia foi imediato. “Lançamos a promoção à meia-noite e cinco minutos depois, cinco unidades já haviam sido compradas”, conta José Sidônio, dono do site de compra coletiva no qual a oferta está postada. Ele informa que esse tipo de promoção não é pensada só para dar lucro imediato.

O retorno, segundo ele, está em levar os clientes a conhecer os produtos da empresa e aproveitar as redes sócias da internet usadas por esses clientes para a divulgação da marca.

No caso do acarajé da Dinha, mundialmente famoso, o interesse da promoção é outro. Claudia, a filha da quituteira falecida em maio de 2008, e que está à frente dos negócios da família explica: “Estamos indo bem, mas entendemos que é necessário que as pessoas saibam que a empresa está viva e querendo se comunicar com sua freguesia”.

Tabuleiros Virtuais – Assim como nos primórdios, a empresa Dinha do Acarajé, nessa sua entrada no mundo virtual, está usando um tabuleiro para vender seus quitutes na internet. Mas essa não foi uma coincidência. Com a venda dos acarajés, o site Tabuleiro Urbano entrou em funcionamento em grande estilo.

A escolha da Dinha do Acarajé como primeira parceira dá uma ideia de como funciona este mercado, que cresce aceleradamente em todo Brasil.

Empresas como a Tabuleiro Urbano são verdadeiros caçadores de ofertas, mantendo equipes que buscam as empresas para demonstrar o quanto elas podem lucrar, não só com as ofertas, mas com a visibilidade de suas marcas.

Para cada oferta é estabelecido um número mínimo de clientes a ser atingido. A oferta só passa a ser válida se este número for alcançado, caso contrário, o dinheiro é devolvido aos que compraram os cupons. Os sites ficam com uma percentagem do valor arrecadado.

O negócio é novo no Brasil, tendo sido iniciado em fevereiro de 2010 e se expande numa velocidade admirável. Desde novembro do ano passado, sites locais como o Mói de Gente e o Tabuleiro Urbano vêm funcionando e engordando um mercado que já conta com mais de 400 empresas de compra coletiva em todo país.

Baianos aproveitam

Não é só a economia, mas também a possibilidade de novos entretenimentos. Uma pizza grande de R$ 37,90 por R$13,27, pode ser uma chance de passear e conhecer uma nova pizzaria na cidade. Um filé mignon ao quatro queijos de R$ 25,90 por R$ 9,84, pode levar uma família a conhecer pontos da cidade onde nenhum atrativo existia antes. E só o que é necessário é se cadastrar nos sites de compras coletivas e adquirir os cupons.

O estudante Josafá Junior, já aproveitou outras vezes as promoções e não deixa de checar a internet em busca de novidades. “Outro dia paguei apenas R$ 5,20 por um prato de caranguejo com pirão e uma cerveja num bar da Pituba”, relata o estudante de 23 anos. Desde que descobriu as ofertas, há cerca de cinco meses atrás, viu nelas uma maneira de aproveitar ainda melhor a cidade durante suas férias.

Nem só de comida, no entanto, vivem os clientes desses sites. Há ofertas de diversos segmentos de negócios, como clínicas de estética, lojas de varejo, agências de turismos, entre outros.

Nacionais:
www.peixeurbano.com.br
www.clubeurbano.com.br
www.clickon.com.br

Locais:
www.moidegente.com.br
www.tabuleirourbano.com.br

Importante:
- Prestar atenção nas condições da oferta, como prazo para uso do cupom.
- Atenção no prazo de validade da oferta.
- Prestar atenção se é necessário agendamento prévio.
- Ligar para empresa para verificar se a oferta é realmente o que está sendo oferecido.

Fonte: Tribuna da Bahia

Castigo disfarçado de benefício

Cristiane Flores

Uma verdadeira armadilha para aposentados, pensionistas e funcionários públicos, o crédito consignado, que surgiu em 2003, parecia ser uma solução para aqueles que precisavam de dinheiro rápido com juros baixos. Entretanto, o que vem acontecendo é que a maioria das pessoas não tem a mínima noção de economia e acaba fazendo uso do crédito para complementar a renda.

Segundo levantamento realizado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Bahia lidera o número de contratos do Nordeste, com 50.700 operações e um montante de R$ 149,5 milhões do total de recursos disponibilizados para a região.

Apesar de a lei determinar a margem consignável de 30% no desconto em folha, existe o mecanismo do débito em conta, que possibilita aos bancos oferecerem mais crédito a juros mais altos com o desconto direto na conta corrente dos trabalhadores e segurados. Desavisados, muitos deles acabam realizando a operação e comprometem todo o salário para pagar as parcelas.

Um corretor de consignados, que não quis se identificar, revelou as armadilhas das operações de créditos. Ele afirma que a maioria das pessoas não utiliza o dinheiro para investimento, mas sim para pagamentos de dívidas, compra de bens ou até mesmo por ter disponibilidade de créditos, portanto, “o dinheiro acaba sendo utilizado para complementar a renda, a partir daí vai se tornando um ciclo vicioso. Quando as parcelas já chegam a 30% do salário, os bancos oferecem o débito em conta, que não existe um limite estabelecido de crédito, por conta disso, a operação pode comprometer quase todo o salário para o pagamento das parcelas”, informou.

O cartão de crédito também pode ser uma armadilha, segundo o corretor, “quando a pessoa não paga a fatura do cartão de crédito, o pagamento mínimo é descontado automaticamente da folha, no entanto o que poucos clientes sabem é que aquela dívida não está sendo amortizada e então, ele nunca vai se livrar daquela dívida.

O que acontece é que outro banco vem, paga a fatura, então para o INSS a dívida foi quitada. Depois disso, o banco que quitou, abate o saldo devedor e libera o saldo remanescente que a gente chama de “troco”. No entanto, muitos deles utilizam o cartão para compra de remédios e alimentos, portanto, neste caso, seria interessante o cliente tentar pagar a fatura do cartão de crédito, mas isso pouco acontece porque a maioria deles já está com a corda no pescoço”, afirma.

O presidente do Sindicato de Economia do Estado da Bahia, Olavo Bezerra Lemos, faz um alerta sobre o uso indiscriminado do crédito consignado. “Esses créditos são uma verdadeira dádiva para os bancos, isto porque, reduz em zero o número de inadimplência. O que está acontecendo é que os aposentados, salvo raras exceções, passam a ter uma renda menor comparada a quando estavam ativos, portanto, acabam recorrendo ao crédito para suprir esta lacuna, comprometendo ainda mais a folha.

Geralmente essas pessoas recorrem à operação para repor sua renda, mas ao contrário disso, sua renda só vai diminuindo a cada novo empréstimo. Então essa medida representa um perigo, são poucas as vantagens, isto porque, o aposentado vai vivendo com uma receita que na verdade não é o padrão real dele, em um determinado momento, fatalmente, o dinheiro acaba e sua folha já está comprometida, o que faz com que a pessoa recorra a outros meios de empréstimos como o débito em conta, e na pior das hipóteses a agiotas. Na verdade, o crédito consignado é um castigo disfarçado de benefício”, salienta o economista.

Características gerais do Crédito Consignado:

l Operações possíveis: empréstimos, financiamentos, leasing
l Beneficiários: trabalhador com carteira assinada - CLT, (sindicalizado ou não), aposentados e pensionistas do INSS
l Valor máximo do empréstimo: não há (dependerá do salário e do prazo)
l Valor máximo das prestações: comprometimento de até 30% do salário líquido mensal
l Prazos máximo e mínimo: não há (em geral estão entre 6 e 36 meses, mas há convênios que chegam a 72 meses)
l Forma de pagamento: prestações iguais, mensais, pré-fixadas
l Juros: negociáveis entre as partes, não há piso ou teto estabelecidos (em geral entre 1,5% e 3,5% ao mês)
l Funcionário, aposentado ou pensionista poderá escolher o banco conveniado, não precisa ser aquele onde recebe seu salário ou aposentadoria
l Operacionalidade: as empresas farão os controles, desde a dedução do valor das prestações no contra-cheque do empregado / aposentado ao repasse dos valores, mensalmente, para o(s) banco(s) emprestador(es).
l É acessível a pessoas com restrições cadastrais (nome sujo na praça)

Cuidados
· Leia o contrato antes de assinar.
· Não se deixe seduzir pelos apelos de “crédito rápido e fácil”
· Pesquise taxas de juros.
· A melhor forma de comparar os custos entre os bancos é pedir-lhes a informação de “qual é o valor líquido que vou receber”, considerando o mesmo valor da prestação e prazo. Exemplo: qual valor líquido vou receber para uma prestação de R$ 120,00 em 36 meses?

Fonte: Tribuna da Bahia

Quando perguntaram a Sobral Pinto, se havia democracia à Brasileira, respondeu: “Conheço peru à brasileira, democracia é igual no mundo inteiro". Agora descobrimos “INFLAÇÃO À BRASILEIRA”, temos que aumentar juros.

Helio Fernandes

Ontem, a informação sobre mais esse aumento dos juros, elevação de 0,50%. É o complemento oficial de que “nas quatro próximas reuniões do Copom, quatro elevações desses juros”. Hoje, o comentário melancólico, lamentável, o descumprimento da palavra da presidente, antes mesmo de 1 mês no Poder.

Sem ninguém perguntar, levantou a esperança, deu impressão de que cumpriria o compromisso que não assumiu na campanha, mas foi implícita e explícita: “Lutarei CONTRA O AUMENTO DOS JUROS”. Além da tragédia desses juros altíssimos, o fato triste e impiedoso: a presidente não cumpre a própria palavra em relação à QUEDA dos juros e a redução do privilégio, favorecimento, enriquecimento espúrio e vergonhoso, de BANCOS E SEGURADORAS.

24 horas depois de Dona Dilma ter nomeado Tombini para a presidência do Banco Central e declardo, “não aumentarei juros”, mostrei toda a minha decepção e descrença. Pois Tombini sempre foi a favor dos juros mais altos. Votava rapidamente para que subissem, mesmo nos momentos, r-a-r-í-s-s-i-m-o-s, em que Meirelles queria reduzi-los.

Contra fatos não existem argumentos, a não ser a realidade destruidora, avassaladora, demolidora. E pela primeira vez nesses anos todos (mesmo com FHC, quando os juros chegaram a 44 por cento), se anuncia PREVIAMENTE, como agora: “Nas próximas reuniões, mais aumentos”.

Simplificando, perguntando e concluindo: se esses juros são elevados por causa da inflação (para combatê-la), por que anunciar os próximos aumentos? Já sabem que esses juros CRIMINOSOS não atingirão nem diminuirão a inflação? Quem responderá a essas perguntas irrespondíveis?

Se fosse vivo, Sobral Pinto gozaria a todos, falando (como está no título destas notas) em “inflação à brasileira”. É o que parece. No Japão, o juro é ZERO-ZERO. (Ao ano). Nos EUA, esse ZERO-0,25%. Na China, que cresceu em 2010, 10,40%, a inflação nem preocupa, os juros são mínimos. E olhem que eles têm uma classe média de 190 milhões de pessoas (maior do que toda a população do Brasil) de alto poder aquisitivo, que compra tudo. Mas eles sabem, porque aprenderam que não há desenvolvimento sem consumo.

Ontem mesmo, o presidente da China, Hu Jintao, esteve nos EUA conversando com Obama (de igual para igual) e reconheceu que em matéria de “direitos humanos é preciso melhorar muito”. Por que fez essa declaração que surpreendeu o mundo inteiro? Pela mesma razão que Mao Tsé-Tung, ao começar sua famosa “Marcha” de 1949, afirmou: “Poucos sabem a dificuldade de pegar um país vivendo no SÉCULO X e colocá-lo no SÉCULO XX”.

Em março de 2009, com juros de 10,75 por cento, o Brasil pagava 188 BILHÕES por ano. Lula enganava o país inteiro, explicando: “Estamos ECONOMIZANDO 90 BILHÕES por ano, para os juros da DÍVIDA”.

Mentiam dupla ou triplamente. Pois se precisavam pagar 188 BILHÕES, de que adiantaria essa ECONOMIA de 90 BILHÕES? Nada vez nada, era o que chamavam e continuam chamando de “superávit primário”. (O Brasil é o único país onde existe essa perversão anunciada. Em todos os países, SALDO ou DÉFICIT, e estamos conversados).

Não precisamos fazer cálculos complicados, exóticos, escalafobéticos. Se com o juro em 10,75% pagávamos 188 BILHÕES por ano, com esse juro agora criminosamente aumentado para 11,25%, quanto teremos que roubar (é de R-O-U-B-O que se trata) do nosso investimento, desenvolvimento, enriquecimento?

Em números divulgados pelo próprio governo, mas nada confiáveis, em março de 2009 DEVÍAMOS 2 TRILHÕES E 300 MILHÕES (e como já fui contestado vastamente, na época, quando “concordei” com o governo), agora vão me massacrar. Dona Dilma não tem nada com a formação dessa DÍVIDA. (Se contestasse, não seria “inventada” como candidata e como presidente).

Mas antes de completar o primeiro mês como presidente, nega o passado, renega o compromisso, determina o aumento que dizia que não faria.

Para não prolongar, admitamos que a DÍVIDA tenha se mantido nos números propalados, que palavra, em março de 2009. Não aumentou nada, mesmo só dispondo de 90 BILHÕES para pagar 188 BILHÕES. Ha!Ha!Ha!

***

PS – Agora, com o crescimentos dos juros em 0,50 por cento, (repetindo, dos 10,75% de 2009 para 11,25% deste 2011), mais 26 BILHÕES POR ANO.

PS2 – Terá sido pura COINCIDÊNCIA? Esse aumento de 0,50% cravado de 2009 para 2011? Lula e seguidores parecem mestres em coincidência políticas, eleitorais, econômicas e financeiras.

PS3 – Mesmo sem muita certeza dos números, sempre favorecendo o governo e seus porta-vozes, vou aceitar o cálculo deles. Assim, esse 0,50 por cento, aumentará os COMPROMISSOS DE PAGAMENTO em mais 26 BILHÕES.

PS4 – Juntando com os 188 BILHÕES que ENTREGÁVAMOS em 2009, temos (ou teremos) que ENTREGAR, a-n-u-a-l-m-e-n-t-e, 214 BILHÕES. Enojado, envergonhado, humilhado, para por aqui. Por hoje, por hoje.

Helio Fernandes/Tribuna da Imprensa

A culpa é do telefone

Carlos Chagas

Nada como buscar no passado episódios grotescos para justificar situações análogas no presente. Dividia-se radicalmente a população, na Espanha anterior ao golpe fascista do general Francisco Franco. As elites, os donos da terra, os militares e a própria Igreja organizavam-se para enfrentar a onda de reivindicações sociais que comunistas, socialistas, anarquistas e sindicalistas desencadeavam, muitas vezes com extrema violência. Foi quando surgiu, nos andares de cima, o diagnóstico fulminante para explicar a ebulição no porão: a culpa era do telefone, recém-implantado no país! A moderna tecnologia gerava a rebelião das massas, queixavam-se os privilegiados em seus convescotes, sermões e até órgãos de comunicação.

Pois não é que entre nós a farsa se repete? Com o advento do telefone celular e sua utilização maciça pelas camadas menos favorecidas, aumentou o grau de consciência social do cidadão brasileiro. Ficou mais difícil enganar o povão com ilusões, mentiras, editoriais e falsa propaganda. O cidadão comum, em maioria pobre, carrega sua maquininha não apenas para buscar trabalho, biscates e oportunidades. Também aprendeu, com rara competência, a acionar sites e blogs que espalham notícias on-line, além de poder trocar opiniões variadas com o vizinho, o parente, o amigo e o companheiro de infortúnios. Recebe montanhas de informações e sente-se capaz de processá-las, acima e além dos pratos-feitos distribuídos pela mídia ortodoxa, pelos governantes e pela voz das elites. �

Assim, está o trabalhador brasileiro consciente de que a realidade é bem diferente da ficção. Um salário-mínimo de 545 reais atropela qualquer propaganda de sermos o país-maravilha, sem desemprego, alçado ao patamar das grandes potências. “Não é nada disso”, ouvirão cruzar os ares, aos montes, os tecnocratas hoje empenhados em estabelecer a censura nos celulares. Se conseguirem, é claro. Quanto aos artífices da ilusão, depois que ela for desfeita só lhes restará repetir os espanhóis daqueles tempos: a culpa foi do telefone (celular)…

UMA DISTÂNCIA IMENSA

Elogios para a presidente Dilma Rouseff por dar prioridade às despesas com a recuperação da serra fluminense, inclusive adiando por um ano a aquisição dos 36 aviões de caça no mercado internacional. Claro que a Força Aérea necessita reequipar-se, mesmo sem nenhuma perspectiva de guerra com outras nações. Será preciso visualizar a compra dos aviões pelo ângulo das proporções. Um só porta-aviões dos Estados Unidos carrega 90 caças até mais sofisticados do que os 36 agora protelados. E aquele país dispõe de pelo menos onze navios-aeródromos, sem contar as dezenas de bases espalhadas em seu território e pelo mundo afora, com aeronaves ainda mais avançadas.

A distância é imensa, em termos bélicos. Mas socialmente, poderemos até estar na frente, se as vítimas e os efeitos da recente catástrofe forem melhor e mais rapidamente atendidos do que os infelizes habitantes de Nova Orleáns, ainda hoje de chapéu na mão. �

A OUTRA INUNDAÇÃO

A principal obrigação do jornalista é divulgar notícias, tanto faz se boas ou más. A tragédia da serra fluminense ocupou e mais ocupará, por muito tempo, as telinhas, os microfones e as páginas de jornais e revistas, sem falar nos sites e blogs e parafernálias on-line. É triste relatar desgraças como a que se abateu sobre o Rio de Janeiro, mas trata-se de nossa atividade.

Feito o preâmbulo, vai o principal: estamos exagerando. Tanto na quantidade de notícias quanto no conteúdo. Nos dois casos registra-se uma inundação de informações muitas vezes repetitivas e, acima de tudo, sem respeitar o sofrimento alheio. É comum assistirmos repórteres entrevistando sobreviventes da catástrofe onde perderam filhos, pais e irmãos indagando qual o seu maior sofrimento, ou de quem sentirão mais falta. Convenhamos, jornalismo é notícia, antes de ser emoção e disputa por audiência.�

EXAGEROS�

Patriotismo é uma coisa, patriotada, outra bem diferente. O filme sobre a vida do Lula não conseguiu ser incluído na lista de películas estrangeiras que disputarão o Oscar, por uma razão muito simples: sua qualidade discutível, tanto no enredo quanto na técnica.

Pois não é que um grupo de aloprados atribui a desclassificação ao fato de o governo Lula haver-se aproximado do Irã, rejeitando as exigências dos Estados Unidos?

Fonte: Tribuna da Imprensa

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