sexta-feira, janeiro 07, 2011
NOSSOS PEDAÇOS TUPINIQUINS
tupiniquim", e até mesmo "filosofia tupiniquim" (Wikipédia). A expressão tupiniquim também
diz respeito ao que é do lugar.
Nas placas tupiniquins tivemos na noite do último dia 05 a posse formal da Mesa Diretora
da Câmara Municipal para o biênio 2011 e 2012, presidida pelo ver. Regivaldo Coriolano e
em razão dele a Câmara Municipal deu demonstração do início do resgate da credibilidade
depois de 02 anos tormentosos que a levaram ao distanciamento da comunidade com os
trabalhos legislativos. O afluxo de autoridades públicas civis e militares, a participação dos
deps. Paulo Rangel (PT-BA) e Mário Júnior (PP-BA) e do Dr. Mozart, Diretor da Chesf, de
lideranças políticas e de populares fizeram a grandeza do acontecimento e as perspectivas de
dias melhores.
Fizeram uso da palavra os vereadores Marquinhos do Hospital, da bancada da situação,
Celso Miranda, lider da bancada da oposição municipal, Dr. Mozart, Diretor da CHESF, Mário
Júnior, Paulo Rangel e Regivaldo Coriolano. De rega, a tônica foi o enaltecimento da postuta
ético-política de Regivaldo, salvo alguns oradores que iniciaram muito bem suas falas e no
final jogaram um raio como divisor político. Haveria de se entender que o ato era interno
da Câmara e passadas as eleições tudo volta ao que era antes, ou seja, que se deveria falar
da Câmara como um todo, um Poder. Ademais, se viu alguns oradores preocupados em
estabelecer divisão entre situação e oposição e de projetar a eleição de Regivaldo como
anúncio prévio do acontecerá em 2012.
Não vejo a eleição de Regivaldo como antecipação de 2012, mesmo porque, na eleição da
Mesa da Câmara para o biênio 2009/2010 as oposições entregaram de bandeja a direção
da Casa legislativa à siuação municipal e isso não significou a consolidação da liderança do
Prefeito Anilton. Dos nomes veiculados como prováveis candidatos a 2012, se as eleições
fossem hoje, três nomes disputariam em condições de chegada, o Prefeito Anilton, o ex-
Prefeito Paulo de Deus e Raimundo Caires, sem isso significar que de futuro se tenha outro
nome lançado que nas primeiras pesquisas se atribua baixo percentual e no curso dela venha
crescer. Foi o caso de Dilma que nas primeiras pesquisas se apontava um índice de apenas 6%.
Como hoje não existe divisor entre esquerda e direita por força das alianças, 2012 em Paulo
Afonso vai ser um “samba do crioulo doido”, com alianças jamais sonhadas.
O DEM destroçado, a base governista municipal deverá optar por um partido da base de
sustenção do Governo do Estado. Como Anilton recebeu mais de 23.000 votos quando eleito e
Luís de Deus mais de 17.000 votos para Deputado Federal nas últimas eleições e a importância
Regional de Paulo Afonso, para o Governador, eles serão extremanentes benvindos.
Na primeira crise administrativa Regivaldo tirou de letra. No dia 30.12 no final da tarde, o ex-
presidente deu posse ao suplente Pedro Macário Neto (PP) em lugar de Edson Oliveira Maciel
(PSC) empossado em lugar de Paulo Sérgio PP), ora licenciado.
Regivaldo me convidou para juntamente com Dr. Celso avaliar a situação e aconselhá-lo como
decidir o caso. Enquanto nutro uma simpatia pessoal por Pedro Macário, até por herança,
já que seu avô Pedro Macário, prefeito de Antas por vários mandatos, era cliente e amigo
pessoal de meu pai João Isaias Montalvão, e seu irmão Leônidas, um craque do futebol era
convocado por meu pai para compor o time de futebol de Jeremoabo, emcionalmente estaria
a amparar Pedro Macário e como a razão se sobrepõe a emoção, fiquei com a razão. Na minha
interpretação técnca a vaga é de Dinho e meu ponto de vista convergiu com a Dr. Celso, tendo
este subscrito “parecer” pela manutenção do mandato de Dinho, embora eu espere que Paulo
Sérgio volte.
A nomeaçãode Aureliano para a Secretaria da Saúde pelo Prefeito Anilton Bastos gerou certa
perplexidade e um sorriso da oposição por entender que Aurelinao será motivo de atritos.
Em site da cidade leio que provalmente 07 médicos iriam pedir demissão por divergências
com Aureliano. Para mim já vão tarde. No noticiasdosertão leio que o Secretário fechou a
maternidade do Hospital do BTN.
A bancada de oposição na Câmara Municipal deveria aplaudir a indicação já que foi ela quem
mais denunciou o descaso na prestação de serviços na área da saúde pelo Município. O Dr.
Celso Miranda, sistematicamente, denunciou o péssimo atendimento nos PSFs. Minha ótica
é diversa dos que pregam quanto pior melhor. Os médicos contratados para o PSF percebem,
mensalmente, R$ 8.000,00 e somados os plantões no Hospital do BTN (estou vendendo
pelo preço que comprei) chegam a um ganho mensal de R$ 12.000,00. Já nos PSF o médico
contratado vai dois ou três dias para uma prestação de serviços de 02 a 04 horas dia sem
dedução das horas não trabalhadas. Se os que pretedem sair é por perder os privilégios que
vão logo.
Não conheço pessoalmente Aureliano e estive com ele, salvo engano, uma oportunidade,
juntamente com Paulo Rangel e pelo que ouço tem principios rígidos, é exigente na cobrança
da prestação do serviços e não transige com o interesse público, o que é altamente positivo e
oportuno já que a Secretaria da Saúde é o “calcanhar de aquiles” da Administração Municipal
e isso é provado com a constante troca de secretários. O importante é que Aureliano
proporcione a presença diária de médicos nos Postos de Saúde e nos plantões do Hospital do
BTN, a entrega imediata dos remédios de uso contínuos que são fornecidos aos carentes, a
redução dos prazos de entregas dos exames quando solicitados e a dimunição das filas nos
postos de atendimento médico. Ele conseguindo isso terá em minha coluna um ponto de apoio
permanente.
Quanto ao fechamento da maternidade do Hospital BTN, se ocorreu, não deverá ser para
sempre. Deverá ser uma medida emergencial e saneadora para de futuro de restabelcer os
serviços com toda segurança.
Vou contar o que estava se passando na área da saúde municipal na prática.
A senhora que trabalha em minha residência (há 12 anos) tem 59 anos de idade e é hipertensa
com crises permanentes. Procurava atendimento nos postos de saúde do Município e era
um Deus me acuda. Ia receber medicamento e sempre faltava, e o pior, quando recebia os
mendicamentos não davam resposta. Para os exames pegava a fila, fazia os exames e levava
meses para receber o resultado. Moral da história! Se fosse depender de atendimento médico
municipal já teria morrido ou sofrido um AVC. Para remediar os males, pela minha amizade
pessoal com Dr. Ari eu pedia para atedê-la, gratuitamente, o que ele cortesmente sempre fez.
Os remédios de marca ou genéricos, já que os fornecidos pelo Município não dão resultados,
parte deles, eu compro para ela uma vez que tendo de comporar todos o seu salário vai todo
embora nisso. Ele percebe o salário mínimo sem as deduções. Certa feita, quando moradora
do Siriema se deslocou ao PSF do Jardim Bahia, dia de 2º feira, e lá permaneceu todo o dia sem
a presença de um único médico para atemdê-la.
Certa feita eu estava com meu médico clínico e tratei sobre a falta de resposta dos
medicamentos distribuídos pelo Município aos pacientes e ele me falou que passou tais
remédios para uma cliente do serviço sem resposta e quando ele arranjou amostra gratis
de remédio de marca a cliente melhorou. Chamo a atenção para o sistema de compras de
remedios pelo Município. Em se tratando de licitação é proibido o fracionamento das compras
e as compras são feitas em razão do princípio ativo. Quem participa e ganha a licitação muitas
vezes fornece os BOs (bons para otário), os similares que não são submetidos a controle de
qualidade como os de marca e os genéricos. Como no Brasil há uma indústria de falsificação
de medicamentos e o Município não dispõe de laboratórios para controle de qualidade, o
fornecedor que não revelar caráter poderá até fornecer produtos falsificados.
É um item a se tomar todo cuidado.
O meu tupiniquim Jeremoabo é o caso sem jeito e sem solução. Leio no PAN e no bobcharles
que embora seja o 2º produtor de mel do Nordeste do Estado a produção vem caindo,
sobrevivendo da assistêncoa do SEBRAE e da abnegação dos produtores. Houvesse
investimentos públicos e uma política municipal definida para o setor poderia se alcançar
a maior produção a nível de Brasil. Meu tupiniquim Jeremoabo só serve como exemplo de
desmandos e malversação do erário público, nisso lá há cátedra e catedráticos.
Agora se anuncia a municipalização do Hospital Regional do Estado para o mês de janeiro. Na
administração de João Ferreira com as indicações feitas o Hospital funcionou muito bem e
depois disso veio a decadência total, restabelecendo-se o bom atendimento em breve período
quando a administração passou a ser por técnico da Secretaria Estadual da Saúde (não foi o
indicado de ACM Neto que foi um desastre total e saiu de carro nvinho em folha embora não
tivesse uma carroça de burro). Com a saída, o atual Prefeito, quando Governador Paulo Souto,
indicou o Diretor e a coisa ficou mais preta ainda. Eleito Jaques Wagner esperava-se que a
nova direção fosse um exemplo de modelo de administração. Ledo engano, assumiu o meu
amigo Adauto do Sindicato que para a comunidade foi o “muy amigo”. Destemperança total.
Ausência de médicos plantonistas, os fantasmas continuaram a perceber dos cofres públicos,
falecimentos por inapetência dos profissionais e e coisa foi por ai. Agora todos os cargos e
contratações ficarão por conta de Tista de Deda, o “corruptista”, e ai pergunta-se: Como ficará
o Hospital?
Certa feita um médico atendeu uma paciente no Hospital de Jeremoabo (vou omitir o nome)
e a deu como morta. A mulher foi colocada na pedra para sepultamnento e vem choro dos
familaires e consternação dos amigos. Não é que a mulher estava vivinha da silva. Teve um mal
súbito e iria ser enterrada viva.
CASO BATISTI. O Brasil é subscritor da Carta das Nações Unidas e da Convenção Americana
(Pacto San José) que prevê o asilo político. A nossa Constituição atribui a prerrogativa da
concessão ao Presidente da República, ato discricionário. Reconhecida a condição de refugiado
político o processo de extradição no STF fica prejudicado e extinto. Concedido o asilo a Cesare
Batisti o STF criou um imbroglio e uma crise institucional que poderá sofrer desdobramentos.
O ex-Presidente Lula depois do disse e me disse do STF concedeu em definitivo o asilo político,
o que impunha a soltura imedata de Cesare. Roberto Barroso advogado do italiano pediu sua
soltura imediata que foi negada pelo Presidente do STF Min. Cezar Peluso que remeteu os
autos ao Min. Gilmar Menedes, relator do pedido de extradição feito pelo Governo Italiano.
Seria bom o Presidente do STF fazer a leitura do escrito do Dr. Dalmo Dallari, um dos maiores
juristas pátrio que escreveu: “A legalidade da decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, negando a extradição de Cesare Battisti pretendida pelo governo italiano, é inatacável.
O presidente decidiu, no exercício de suas competências constitucionais, como agente da
soberania brasileira e a fundamentação de sua decisão tem por base disposições expressas
do tratado de extradição assinado por Brasil e Itália.”...”Manter alguém preso sem ter apoio
em algum dispositivo jurídico é absolutamente ilegal e caracteriza extrema violência contra
a pessoa humana, pois o preso está praticamente impossibilitado de exercer seus direitos
fundamentais. Assim, pois, em respeito à Constituição brasileira, que define o Brasil como
Estado Democrático de Direito, Cesare Battisti deve ser solto imediatamente, sem qualquer
concessão aos que tentam recorrer a artifícios jurídicos formais para a imposição de sua
vocação arbitrária. O Direito e a Justiça devem prevalecer”. O que ele pretende ninguém sabe.
Talvez dizer que o ato do ex-Presidente é ilegal ou inconstitucional, quando não é.
COPA CACHOEIRA DE PAULO AFONSO. Beto da Liga a partir do próximo dia 15 estará
realizando a XVII edição da Copa de Futebol com a participação de mais de 660 atletas e
times dos Estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e outros. Com os atletas virão pais,
irmãos, treinadores olheiros e outros tantos atraindo para cá cerca de mais de 1.000 pessoas.
Beto vem nadando contra a maré e do Governo Municipal conta apenas com a cessão do
campo de futebol. Janinho! Deixemos as pequenas querelas políticas e vamos fortalecer o
evento, seja o incluindo no Calendário Municipal de Eventos, seja de qualquer outra forma.
FRASE DA SEMANA. "A ilusão é uma parte de nós mesmos, e a melhor; não é possível arrancá-
la sem que no espaço que ela ocupa fique um vazio que nada enche." Joaquim Nabuco
Paulo Afonso, 07 de janeiro de 2011.
Fernando Montalvão.
Titular do escritório Montalvão Advogados Associados.
Ministro Peluso indeferiu pedido de liberdade a Battisti
Por www.conjur.com.br 07/01/2011 às 10:13
Rodrigo Haidar no Conjur
Peluso determinou que o processo de extradição do italiano seja remetido ao ministro Gilmar Mendes, novo relator do caso. Mendes pode reapreciar os pedidos ou levá-los direto para julgamento pelo plenário da Corte a partir de fevereiro, quando acaba o recesso nos tribunais superiores e no Supremo.
Gilmar Mendes também irá analisar a Ação Popular 1.722 apresentada por Fernando Destito Francischini, deputado federal eleito pelo PSDB do Paraná, a fim de suspender e anular o ato da Presidência da República que rejeitou o pedido de extradição do italiano Cesare Battisti, feito pela Itália, e determinar judicialmente sua extradição.
O advogado Luís Roberto Barroso, que representa Battisti, declarou que a decisão de Peluso "constitui uma espécie de golpe de Estado". Para Barroso, "não está em jogo o acerto ou desacerto político da decisão do Presidente da República, mas sua competência para praticá-la" (leia abaixo a íntegra da declaração).
A defesa de Battisti entrou com pedido de liberdade no STF na segunda-feira (3/1) depois da decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último dia de seu segundo mandato, que negou a extradição do ex-ativista político. A decisão de Lula foi publicada na semana passada no Diário Oficial da União. Diante disso, a defesa sustentou que cabia ao Supremo apenas ?dar cumprimento ao que foi decidido, em respeito às instituições e aos valores do Estado democrático de Direito?.
A defesa de Battisti pediu ?a imediata expedição de seu alvará de soltura, tendo em vista a respeitável decisão proferida pelo presidente da República, rigorosamente pautada pelos parâmetros fixados pelo Supremo Tribunal Federal, inexistindo qualquer fundamental legítimo e razoável para questionar sua validade?. Ou, ainda, que o tribunal reconhecesse que não tem mais jurisdição sobre o caso.
O presidente do Supremo rejeitou, liminarmente, os dois pedidos. Cezar Peluso sustentou que apesar da ?inegável urgência da matéria, que envolve questão de liberdade física?, não encontrou motivos para decidir o caso durante o recesso do Supremo.
Sobre o pedido alternativo feito pela defesa, para que o Supremo reconhecesse o fim de sua jurisdição sobre o caso, o que faria com que a responsabilidade sobre o cumprimento da decisão de Lula ficasse a cargo do Poder Executivo, Peluso afirmou que ?não seria lícito a esta Presidência declarar exaurida, no caso, a jurisdição da Corte, sobretudo nas perspectivas de questão inerente ao âmbito de execução de acórdão proferido pelo Tribunal Pleno e cuja relatoria toca hoje a outro ministro?.
Em seu despacho, de quatro páginas, o presidente do Supremo lembrou que ao decidir sobre o processo de extradição de Battisti, o tribunal considerou ilegais os fundamentos da Presidência da República para conceder o refúgio a Cesare Battisti. ?Em particular, ao reconhecer a absoluta ausência de prova de risco atual de perseguição política?, escreveu o presidente do Supremo.
Cezar Peluso também ressaltou que na ocasião, por maioria, o plenário do Supremo não reconheceu a discricionariedade do presidente da República para decidir sobre pedidos de extradição. A decisão do STF no caso foi de que o presidente tem o direito de dar a última palavra no caso, desde que obedeça aos termos do tratado de extradição do Brasil com a Itália.
Até nova manifestação do ministro Gilmar Mendes, Cesare Battisti permanecerá preso no Presídio da Papuda, no Distrito Federal.
"A defesa de Cesare Battisti não tem interesse em discutir a decisão do Ministro Peluso pela imprensa mas, como é próprio, irá fazê-lo nos autos do processo, com o respeito devido e merecido. A manifestação do eminente Ministro Peluso, no entanto, viola a decisão do próprio Supremo Tribunal Federal, o princípio da separação de poderes e o Estado democrático de direito.
O Excelentíssimo Senhor Presidente do STF votou vencido no tocante à competência do Presidente da República na matéria. Ainda uma vez, com o respeito devido e merecido, não pode, legitimamente, transformar sua posição pessoal em posição do Tribunal. Como qualquer observador poderá constatar da leitura dos votos, quatro Ministros do STF (Ministros Marco Aurélio, Carlos Ayres, Joaquim Barbosa e Carmen Lúcia) entenderam que o Presidente da República poderia decidir livremente. O quinto, Ministro Eros Grau, entendeu que, se o Presidente decidisse com base no art. 3, I, f, do Tratado, tal decisão não seria passível de revisão pelo Supremo. O Presidente da República fez exatamente o que lhe autorizou o Supremo Tribunal Federal, fundando-se em tal dispositivo e nas razões adiantadas pelo Ministro Grau.
A manifestação do Presidente do Supremo, sempre com o devido e merecido respeito (afirmação que é sincera e não meramente protocolar), constitui uma espécie de golpe de Estado, disfunção da qual o país acreditava já ter se libertado. Não está em jogo o acerto ou desacerto político da decisão do Presidente da República, mas sua competência para praticá-la. Trata-se de ato de soberania, praticado pela autoridade constitucionalmente competente, que está sendo descumprido e, pior que tudo, diante de manifestações em tom impróprio e ofensivo da República italiana. De mais a mais, as declarações das autoridades italianas após a decisão do Presidente Lula, as passeatas e as sugestões publicadas na imprensa de que Cesare Battisti deveria ser seqüestrado no Brasil e levado à força para a Itália, apenas confirmam o acerto da decisão presidencial. Em uma democracia, deve-se respeitar as decisões judiciais e presidenciais, mesmo quando não se concorde com elas".
Foto: Google
Fonte: CMI Brasil
Nos jornais: governo concede passaporte especial a filhos de Lula
Folha de S. Paulo
Governo concede passaporte especial para filhos de Lula
O Itamaraty concedeu passaporte diplomático a dois filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dois dias do fim do mandato.
Segundo entendimento do órgão, dependentes de autoridades podem receber o documento até os 21 anos (24, no caso de estudantes, ou em qualquer idade se forem portadores de deficiência). Luís Cláudio Lula da Silva, 25, e Marcos Cláudio Lula da Silva, 39, filhos do presidente, gozam de perfeita saúde e obtiveram o documento em 29 de dezembro de 2010, penúltimo dia útil da era Lula. Questionado, o Itamaraty, disse que ambos já tinham o passaporte especial e tratava-se de uma renovação. A Folha teve acesso à decisão que beneficiou os filhos de Lula. Ela cita que foi "em caráter excepcional" e "em função de interesse do país", mas não apresenta justificativa para a concessão. Integrantes do corpo diplomático ouvidos pela reportagem, na condição de anonimato, afirmam que a decisão provocou mal-estar dentro do Itamaraty, já que o ex-chanceler Celso Amorim recorreu ao parágrafo 3º do decreto 5.978/2006, que regulamenta a concessão do documento e garante ao ministro o poder de autorizar a expedição "em função de interesse do país". A Folha apurou que Lula pediu o benefício pouco antes do fim do mandato. Pelo decreto, o passaporte diplomático é concedido a presidentes, vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes.
Chanceler pode dar o benefício, alega Itamaraty
Procurado ontem, o Itamaraty informou, por meio da assessoria, em um primeiro momento, que "confirma as concessões dos passaportes porque estão de acordo com a legislação vigente" e porque "dependentes de ex-presidentes tinham direito". O Itamaraty disse que o decreto 5.978 de dezembro de 2006, em vigor, garantia o benefício. Questionado se dependentes não eram somente até os 21 anos ou filhos com deficiência, o ministério informou, em um segundo momento, que o ministro tem o poder, pelo parágrafo 3º, de garantir o benefício em "caráter excepcional".
Folha tem equipamento apreendido ao fotografar Lula
Jornalistas da Folha que faziam a cobertura das férias do ex-presidente Lula em Guarujá, litoral sul de São Paulo, foram abordados ontem por um barco com homens a serviço da Presidência. O repórter Fernando Gallo e o repórter-fotográfico Moacyr Lopes Junior tiveram equipamento fotográfico e celular apreendidos. O ex-presidente está desde terça-feira com a família no Forte dos Andradas, base do Exército no litoral sul. Ex-presidentes podem usar dependências das Forças Armadas a convite. O ministro Nelson Jobim, que permaneceu na Defesa no governo Dilma Rousseff, disse ontem à Folha que partiu dele o convite para que Lula e família se hospedassem no forte.
PMDB exige assento na coordenação do governo
Além da preservação de seus cargos no segundo escalão, o PMDB vai reivindicar à presidente Dilma a escolha de um de seus ministros para ter assento na reunião de coordenação do governo. Reunida na casa da governadora Roseana Sarney (PMDB-MA), a cúpula peemedebista avaliou que, como aliado de primeira hora, precisa e tem direito de "participar das reuniões de formulação" do governo Dilma. A reivindicação será transmitida para Dilma pelo vice-presidente Michel Temer, presente à reunião, e pelos seis ministros da sigla -inclusive Nelson Jobim (Defesa), que inicialmente não era incluído na cota do PMDB.
"Senadores de verão" custarão R$ 400 mil
Pelo menos quatro suplentes vão exercer um mandato-tampão em janeiro no Senado, com direito a todos os benefícios mensais concedidos pela Casa. Eles vão receber, em média, mais de R$ 100 mil cada, entre valores diretos e indiretos, para substituir senadores que assumiram ministérios ou secretarias estaduais. A lista pode crescer até o final do mês, com a posse dos suplentes de Aloizio Mercadante (PT-SP) e Efraim Morais (DEM-PB). Já foram empossados os suplentes de Ideli Salvatti (PT-SC), Garibaldi Alves (PMDB-RN), Flávio Arns (PSDB-PR) e Edison Lobão (PMDB-MA).
No mandato-tampão, cada um vai receber o salário de R$ 16,5 mil e benefícios como auxílio moradia (R$ 3,8 mil) e verba para escritórios nos Estados (R$ 15 mil).
Serra elevou gastos com terceirizados
Embora tenha mantido os custos totais da máquina administrativa relativamente estáveis, a gestão de José Serra (PSDB) no governo de São Paulo multiplicou os gastos com propaganda e promoveu aumentos acima da inflação na contratação de mão de obra terceirizada.
Seu antecessor e sucessor, Geraldo Alckmin, ordenou uma revisão em contratos herdados. De 2003 a 2006, Alckmin mais que duplicou despesas com vigilância, informática e consultoria; Serra, há quatro anos, anunciava uma "faxina" nas contas.
O Estado de S. Paulo
Além de cargos, PMDB quer maior influência no Planalto
Dirigentes do PMDB e os principais ministros do partido decidiram se unir para cobrar da presidente Dilma Rousseff o que, afirmam, lhes é devido na condição de "sócios da vitória". Querem assegurar uma divisão mais igualitária do poder com o PT, além de respeito aos espaços do partido e assento nos conselhos que definem os rumos e as medidas do governo. A cúpula peemedebista, que se reuniu na casa da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MA), na noite de terça-feira, não aceita ser excluída dos encontros do núcleo do poder no Palácio do Planalto. Os líderes do partido avaliam que é hora de demonstrar unidade, não só para garantir presença em todos os conselhos políticos de assessoria à presidente como para evitar que petistas avancem sabre tradicionais posições do PMDB no segundo escalão federal. Orientados pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, os peemedebistas decidiram não mais se desgastar tratando de cargos no varejo. A opção seria definir de uma vez o status do partido no poder. O vice-presidente da República, Michel Temer, foi encarregado de levar as demandas do PMDB ao conhecimento de Dilma.
Antonio Palocci tenta esfriar ânimo dos revoltosos
Reconhecido dentro dos meios políticos pela habilidade em negociações complicadas, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, entrou em ação para tentar acalmar o ânimo dos revoltosos. Na última terça-feira, 4, ele recebeu em seu gabinete no do Planalto, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Momentos antes, o peemedebista anunciara que seu partido precisava ser "convencido pela equipe econômica" da necessidade do reajuste do salário mínimo para R$ 540.
Partido desafia Mantega e fala em derrubar veto
Menos de 24 horas depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter dito que a presidente Dilma Rousseff vetará qualquer proposta de salário mínimo "diferente" dos R$ 540 propostos pela equipe econômica, o PMDB desafiou o governo e deixou claro que não aceitará imposições do Palácio do Planalto.
De imediato, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciou ontem cedo sua decisão de apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) alterando as regras para derrubar vetos presidenciais.
Ao mesmo tempo, o líder da bancada na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou em nota à imprensa que "muitas outras propostas (de salário-mínimo) virão" e que o PMDB quer "uma discussão séria com a área econômica".
Ministro é ''Robin Hood às avessas'', critica Força
A Força Sindical reagiu duramente às declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a disposição do governo de vetar qualquer reajuste do salário mínimo que ultrapasse os R$ 540 fixados pela medida provisória editada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota, a central classificou Mantega como "um Robin Hood às avessas".
Segundo a Força, o ministro "demonstra claramente sua insensatez de burocrata". E avisa que vai intensificar a luta pelo valor de R$ 580."Reafirmamos nossa confiança na sensibilidade social da presidente Dilma Rousseff em conceder um reajuste digno e justo para os 40 milhões de brasileiros que recebem salário mínimo e os aposentados que ganham valores acima do piso nacional."
TCU quer controle permanente de obras
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamim Zymler, disse ontem que pretende se empenhar para que o Congresso aprecie a criação de uma lei que regulamente o controle das obras públicas de forma permanente no Brasil. Dizendo-se convicto de que o relacionamento com o governo da presidente Dilma Rousseff se dará em "alto nível", Zymler avalia que um marco legal para as fiscalizações do tribunal é também de interesse do Executivo.
"Em vez de se ter a cada LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) regras para aquele ano, que nós possamos ter regras permanentes, duradouras, que estabeleçam esse sistema, que me parece muito bem-sucedido, de controle de obras públicas. Vamos levar esse pleito ao Parlamento", afirmou.
PT tenta conter crise para garantir presidência da Câmara
O PT montou uma ofensiva para conter as dissidências nos partidos aliados e garantir a eleição do deputado Marco Maia (PT-RS) para a presidência da Câmara. A crise entre o PMDB e o PT, as duas maiores bancadas, por conta da disputa de cargos no segundo escalão do governo Dilma Rousseff estimulou movimentos por candidaturas alternativas nos partidos da base.
Diante da inquietação, o líder da bancada, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), divulgou uma nota, ontem, reafirmando o apoio a Marco Maia. "O PMDB e o seu presidente, líder maior, Michel Temer, assinou um documento compromisso com o PT baseado no respeito à proporcionalidade e aos direitos de cada partido. Tornou-se, portanto, compromisso de honra para o PMDB. O nosso candidato é o candidato do PT, deputado Marco Maia", declarou Alves.
CEF erra e paga valor maior do Bolsa Família
A Caixa Econômica Federal vai cobrar dos beneficiários do Bolsa Família os valores repassados a mais, em setembro e outubro, por conta de erro do sistema do banco. Segundo informações da Caixa, foram transferidos indevidamente R$ 11,153 milhões para a conta de 82.595 famílias. O desconto dos valores começará a ser feito a partir de março.
Segundo o superintendente nacional de programas sociais da Caixa, Roberto Barreto, o problema foi identificado no fim de outubro e corrigido em novembro. Ele fez questão de frisar que não há relação entre a falha do sistema e o período eleitoral. "Foi uma fatalidade, um erro. A Caixa vai buscar o ressarcimento para que a União e a sociedade não sejam prejudicadas", disse.
Dilma discute hoje novo plano para redução da pobreza
A presidente Dilma Rousseff se reúne hoje com seus principais ministros para discutir medidas de redução da extrema pobreza, informaram assessores do governo. A erradicação da miséria foi um dos pontos de seu discurso de posse. Ainda no período de transição, ela pediu a auxiliares um plano para melhoria de vida da população de baixa renda e atualização dos principais programas sociais. A previsão é que o novo plano seja apresentado dia 13. A busca de alternativas de trabalho para os cadastrados do Bolsa Família e um reajuste no benefício são algumas das propostas em discussão.
O Globo
Entidades acusam Supremo de censurar dados
Entidades que defendem a transparência das informações públicas acusam o Supremo Tribunal Federal (STF) de censurar dados de investigações contra autoridades. O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, criou uma nova regra para classificar os inquéritos que chegam à corte contra deputados, senadores e ministros de Estado, autoridades que têm direito a foro privilegiado no tribunal. No caso deles, o serviço de consulta pública do Supremo não deve mais informar o nome do investigado, mas apenas suas iniciais. E a censura deve ser imposta mesmo se o caso não correr em segredo de Justiça.
- Não sei se foi essa a intenção do Supremo, mas vimos isso como uma obscuridade que favorece a corrupção - disse a diretora do Movimento Contra Corrupção Eleitoral (MCCE), Jovita Rosa.
"A vida de uma pessoa pública é pública"
Para a diretora do movimento que deu origem à lei do Ficha Limpa, nada justifica a decisão do STF de ignorar que todos os processos são públicos, incluindo os inquéritos até que o relator decreto o sigilo dos autos. Na nova regra aplicada no STF, independentemente de o caso estar em sigilo ou não, só aparecerão as iniciais da autoridade sob investigação.
- A partir do momento que a pessoa se candidata a um posto público tem que abrir mão do sigilo. A vida de uma pessoa pública é pública, inclusive em caso de inquérito - disse Jovita.
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Verbas bilionárias da Saúde provocam guerra PT-PMDB
Com um orçamento de R$ 77,3 bilhões para este ano, o Ministério da Saúde é o principal campo de batalha onde petistas e peemedebistas travam uma guerra por cargos e espaço que ameaça estilhaçar a já delicada relação entre os dois maiores partidos da base do governo Dilma Rousseff. A disposição do PT de assumir o controle da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), antigo feudo do PMDB, já causou uma áspera discussão entre o líder peemedebista na Câmara, Henrique Alves, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Caso a troca ocorra, Dilma poderá ter sérios problemas no Congresso em situações extremas, como a do mensalão, ameaçou Alves. O PMDB também não se conforma com a perda para os petistas da Secretaria de Atenção à Saúde, com orçamento de R$ 47 bilhões.
Eduardo Cunha agora vai propor mínimo de R$560
Um dia depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ameaçar os parlamentares com veto a uma proposta maior do que R$540 para o salário mínimo, parlamentares do PMDB e do PDT reafirmaram ontem sua intenção de apresentar emendas fixando valores maiores. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reiterou que pretende apresentar emenda com o valor de R$560, enquanto o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, defenderá os R$580, proposta de todas as centrais sindicais.
Ontem de manhã, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, entrou em campo e se colocou à disposição para atuar como moderador nesta negociação entre seu partido e o governo. Mas, em rota contrária à do ministro, que falou de sua preocupação com o impacto do mínimo sobre as contas da Previdência, Eduardo Cunha anunciou no Twitter sua intenção de aumentar o mínimo.
Dilma cobra explicações de general por afirmação sobre desaparecidos
A presidente Dilma Rousseff não gostou das declarações do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito, sobre desaparecidos durante a ditadura e exigiu dele uma explicação. Anteontem, num encontro reservado, Dilma manifestou seu descontentamento, e o general pediu desculpas pelas frases e sustentou que foi mal interpretado por jornalistas. Em entrevista, após tomar posse, Elito disse que o fato de haver desaparecidos políticos durante o regime militar devia ser encarado hoje como um "fato histórico" e não era motivo para comemorar nem para se envergonhar.
- Nós temos que ver o 31 de março de 1964 como dado histórico de nação, seja com prós e contras, mas como dado histórico de nação. Da mesma forma, os desaparecidos são História da nação, de que nós não temos que nos envergonhar ou nos vangloriar. Nós temos que enfrentar e estudar discutir e conversar como fato histórico. Guerra do Paraguai, não se fala em pró e contra?
Pacto de segurança passa a ganhar forma
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou ontem que, a partir da próxima semana, começará uma rodada de reuniões com governadores para definir as linhas gerais de um novo pacto nacional sobre a segurança pública. As ideias recolhidas nesta primeira etapa serão apresentadas na reunião que a presidente Dilma Rousseff terá com os governadores para tratar de segurança pública em fevereiro. Cardozo iniciará o périplo pelo Rio de Janeiro, onde estão sendo implantadas as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e outras experiências consideradas bem-sucedidas.
Governo estuda pagar emendas de 2010
Mesmo diante dos estudos na área econômica para fechar o valor do corte (ou contingenciamento) no Orçamento de 2011, o governo Dilma Rousseff começará a desarmar uma bomba que caiu em seu colo: o pagamento das emendas parlamentares de 2010. Parlamentares da base aliada, sobretudo do PMDB, têm reclamado que o Palácio do Planalto pagou muito pouco das emendas em 2010; a execução teria ficado em menos de 50%, deixando deputados e senadores com discurso vazio.
Para conter a rebelião, o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, telefonou para sua colega do Planejamento, Miriam Belchior, pedindo que ela providencie um levantamento sobre o estágio dessas emendas. Luiz Sérgio quer saber quantas estão empenhadas, quantas foram pagas, em que etapa está o projeto a ser beneficiado pelas emendas e o montante a ser liberado.
Código Florestal: governo tenta reduzir polêmica
Na tentativa de reduzir a polêmica gerada em torno da mudança do Código Florestal, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) finalizou um texto que faz concessões, mas não tantas quanto as contempladas pelo projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), fortemente criticado por ambientalistas ao longo do ano passado. Uma das mudanças previstas no anteprojeto do governo trata da proteção de leitos dos rios. O ministério propõe que essa faixa seja reduzida em até 15 metros para fins de recomposição. Ou seja, quem destruiu mais do que o permitido terá que recuperar a metade do limite atual, que é de 30 metros.
Ministério restringe uso de armas
Numa tentativa de reduzir as mortes em ações policiais, o Ministério da Justiça baixou uma portaria que estabelece restrições ao uso de arma de fogo por policiais federais, rodoviários federais e agentes penitenciários federais. Pelo texto, policiais não devem atirar contra carros que se recusam a parar em barreiras policiais. Também não devem disparar contra pessoas que, mesmo em fuga da polícia, não representem risco de morte para agentes do Estado ou para qualquer outra pessoa. O ministério recomenda que as regras sejam adotadas também pelas policias civis e militares.
Correio Braziliense
Dilma força BC a agir para conter o dólar
Presidente da República ouve propostas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai se aconselhar com o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e decide: Banco Central tem que ser mais duro para controlar a supervalorização do real frente ao dólar. Hoje mesmo devem ser anunciadas algumas medidas, entre elas o controle de capitais — o dinheiro que entrar no país teria que ficar por um tempo determinado. A intenção do governo é evitar que o derretimento da moeda norte-americana provoque mais estragos nas contas externas do país, reduzindo as exportações. As ações serão temporárias, até que a guerra cambial que assusta o planeta acabe, ou pelo menos se amenize.
PMDB sobe o tom das exigências
“As pessoas não arregaçam as mangas, participam da eleição e depois viram fantasmas. Elas são de carne e osso. O governo é nosso também. O PMDB deseja que isso fique claro até para que possamos evitar problemas no Congresso”. O alerta, embora dito de forma elegante e com a voz tranquila, foi feito em uma conversa do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), com os ministros da Casa Civil, Antônio Palocci, e o de Relações Institucionais, Luiz Sérgio. Para bons entendedores, estava claro: ou o PMDB era bem tratado ou o troco viria na eleição do petista Marco Maia para a Presidência da Câmara e nas votações importantes, como a do salário mínimo.
O encontro fez PMDB e PT fecharem uma “trégua” de 10 dias. Após o período, os peemedebistas estarão de volta a Brasília para ver se o combinado foi cumprido. Dentro do acerto está, por exemplo, a manutenção de indicados do PMDB em cargos-chave, caso do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).
Genoino pode ser o escudeiro de Jobim
O PT quer emplacar o deputado José Genoino (PT-SP), que não conseguiu se reeleger, para um posto no Ministério da Defesa e conta com a boa vontade do titular da pasta, Nelson Jobim. São duas as opções: uma assessoria especial ou a Secretaria de Organização Institucional. Com bom trânsito entre os militares, Genoino tem atuado como interlocutor informal do ministro em assuntos diversos, como, por exemplo, a proteção dos campos de petróleo na camada pré-sal, a Comissão da Verdade sobre a regime ditatorial (1964-1985) e o Plano Nacional de Defesa.
Troca-troca de gabinetes
Criado para evitar a negociação direta entre deputados, o sorteio dos gabinetes vagos entre os novos eleitos vai sendo aos poucos desmoralizado pelas regras excessivamente flexíveis e protecionistas criadas pela Mesa da Câmara. Para não precisar contar com a sorte na busca por um bom escritório, vários deputados acabam fazendo a troca direta, com autorização da direção da Casa, poucos dias antes do sorteio.
Aconteceram 18 permutas. E foi criada uma nova regra que institui o direito de herança de gabinete. Pelo menos três novos deputados terão o direito de se instalar no gabinete ocupado atualmente pelos seus pais. A mãe de um e a mulher de outro também já estão com a acomodação garantida, todos instalados no anexo 4.
No último dia permitido para a permuta de gabinetes, 6 de dezembro, a Câmara aprovou, por exemplo, a troca entre os petistas Antonio Palocci e Jilmar Tatto, ambos de São Paulo. Sem tentar a reeleição, Palocci já estava indicado para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Tatto mudou do gabinete 643 para o 548, que tem a visão do prédio principal da Câmara e do Palácio do Planalto.
Burocracia vira tática
De olho em ganhar tempo, o governo usa a lentidão burocrática do Congresso para analisar em detalhe o Orçamento 2011 e evitar baixar um decreto bloqueando preventivamente toda a peça. Para chegar ao montante necessário da tesourada, um exame minucioso das despesas, das receitas e dos investimentos deste ano foi delineado.
Uma estatal para os hospitais universitários
Os 46 hospitais universitários do país devem contar com novas definições sobre seu funcionamento até o fim deste semestre. Em 31 de dezembro de 2010, uma edição extra do Diário Oficial da União determinou a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que seria responsável por administrar as unidades hospitalares, assim como prestar serviços de assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade, gratuitamente, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Seu foco será o gerenciamento dos hospitais universitários e a contratação dos profissionais. Prevista por meio da Medida Provisória (MP) nº 520, a nova estatal pegou de surpresa reitores de universidades e diretores de hospitais, além de criar uma série de dúvidas.
Fonte: Congressoemfoco
Na Câmara, Protógenes vai propor lei anticorrupção
Deputado eleito pelo PCdoB de São Paulo, delegado da Polícia Federal quer que corrupção seja combatida com a mesma pena que os crimes contra a vida. Para ele, punição terá de ser mais severa quando crime for cometido por políticos
| Protógenes: o deputado/delegado quer aprovar no Congresso uma rigorosa lei que puna a corrupção pública |
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz tornou-se conhecido nacionalmente em julho de 2008 ao comandar a prisão do banqueiro Daniel Dantas, do ex-prefeito Celso Pitta e de outras 15 pessoas na Operação Satiagraha. De lá pra cá, oscilou entre estilingue e vidraça, flertou com o oposicionista Psol e acabou se elegendo deputado pelo governista PCdoB. Nesse período, porém, nunca abandonou o discurso de combate à corrupção. Prestes a assumir seu primeiro mandato na Câmara, Protógenes quer transformar sua pregação em lei: o delegado/deputado quer convencer o Congresso a aprovar uma lei anticorrupção.
O deputado eleito por São Paulo vai propor o endurecimento da pena para quem for flagrado desviando dinheiro público e a adoção de mecanismos que facilitem o bloqueio e a retomada imediata dos bens dos acusados. Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, o delegado da PF adianta que vai sugerir a equiparação dos crimes de corrupção aos crimes contra a vida, como homicídio e estupro. A ideia é elevar a punição mínima para os condenados por corrupção de dois para seis anos de prisão, e a máxima, de 12 para 20 anos de reclusão.
Ele defende que o cerco seja mais rigoroso quando o acusado for político, com o bloqueio e a perda imediata dos bens antes mesmo do julgamento. “Do contrário, esses bens ficam bloqueados em meio a uma série de recursos procrastinatórios. E também por causa da fragilidade que tem dentro do sistema financeiro nacional, que permite a movimentação de contas-correntes ainda que sujeitas a bloqueio. Até que o documento deixa os escaninhos da burocracia, o dinheiro já foi movimentado. Temos de criar instrumentos para evitar isso”, afirma.
Na avaliação dele, pressionar o Congresso para retirar da gaveta projetos de combate à corrupção será o principal desafio político da presidenta Dilma Rousseff. Mas, para ter sucesso nessa tarefa, a presidenta precisará mobilizar a sociedade civil, segundo ele. Só assim, entende o deputado eleito, será possível superar a tradicional resistência dos parlamentares a endurecer a punição para os crimes de corrupção.
“Vou tentar criar projetos com esse apoio popular que me trouxe ao Congresso. Serão leis, algumas até de iniciativa popular, lideradas por nós aqui. Estamos articulando isso com outros parlamentares. Essa participação da sociedade vai ser boa para a presidenta Dilma. Vai ser uma nova fase do Congresso”, considera. Uma fase com “democracia mais participativa”, acrescenta.
PF de outrora
O otimismo de Protógenes em relação ao governo Dilma, no entanto, não se repete quando ele projeta o futuro da Polícia Federal. Para ele, a nomeação do ex-superintendente da Polícia Federal em São Paulo Leandro Daiello Coimbra como novo diretor-geral da PF não indica qualquer avanço. “Na primeira gestão da PF, de Paulo Lacerda, nós avançamos. Na segunda, a atuação tornou-se mais ‘interna corporis’, mais voltada para a compra de equipamentos. Foi mais um olhar de compra do que de fazer. Precisamos voltar àquela PF de outrora, com renovação, com quadros que não sejam carimbados como sendo de Paulo Lacerda nem de Luiz Fernando Correa. Mas um quadro indicado pela própria classe, e novo. Temos vários profissionais competentes com esse perfil”, declara.
Protógenes foi afastado do comando da Satiagraha pelo então diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, a quem Daiello é ligado. O delegado atribuiu sua saída, na época, a uma tentativa de obstrução às investigações e à intervenção do principal alvo da operação: o banqueiro Daniel Dantas. Dono do Grupo Opportunity, ele foi preso em julho de 2008, acusado de ter cometido uma série de crimes financeiros. Afastado do caso, Protógenes passou a responder a processo disciplinar por suspeita de vazamento de informações e passou a cumprir funções administrativas.
Ele se elegeu em outubro de 2010, quando obteve 94.906 votos. No mês seguinte, foi condenado por um juiz por quebra de sigilo funcional e fraude processual na condução do caso Satiagraha. O delegado, no entanto, recorre da decisão.
Protógenes falou ao Congresso em Foco assim que chegou ao Parlamento para a posse de Dilma. Leia a íntegra da entrevista:
Congresso em Foco – Na sua avaliação, quais serão os principais desafios políticos da presidenta Dilma Rousseff?
Protógenes Queiroz - O principal desafio será manter o que o presidente Lula construiu, ou seja, os avanços nos programa sociais e na educação, e recuperar a saúde pública, que ainda está em nível de sucateamento em razão de políticas públicas insuficientes. Mas o maior desafio mesmo será superar todas as demandas no combate à corrupção.
O governo Lula não conseguiu atender essa demanda?
O governo Lula não conseguiu atender essa demanda. A República foi acometida de sucessivos escândalos. Muitos deles ficaram pelo caminho, sem esclarecimentos. E por quê? Por falta de instituições capazes? Não. A Polícia Federal foi a mais demandada no governo Lula, no combate à corrupção e ao crime organizado. Mas ficou um descompasso entre a atividade policial e os instrumentos legais disponíveis, muitos dos quais o Congresso não conseguiu implementar. O grande desafio da presidenta Dilma Rousseff será este: tirar das gavetas projetos de combate ao desvio de recursos públicos, que é o que domina o cenário nacional da corrupção, para evitar o desperdício, porque esse dinheiro faz falta para a educação, a saúde e a segurança pública.
Que projetos seriam esses?
Pedi um levantamento no Congresso Nacional de todos os projetos em andamento que visam a combater a corrupção e recuperar dinheiro público. Proponho criar uma grande lei anticorrupção, nos moldes das que já existem em outros países, porque o problema é mundial. Estados Unidos, Rússia e Bolívia, por exemplo, passam por isso. Aliás, o presidente Evo Morales [da Bolívia] deu um grande exemplo de civismo. Um dos primeiros atos dele foi criar uma lei anticorrupção na Bolívia.
Quais seriam os principais pontos dessa lei anticorrupção?
Seria criminalizar com penas mais graves quem pratica a corrupção, corruptor e corrupto, equiparando-as às previstas para os crimes contra a vida, sobretudo quando a corrupção for praticada por agente público, funcionário público ou político. Nesses casos, o crime tem de ser apenado com mais gravidade, com o bloqueio dos bens e a perda imediata dos bens, a exemplo do que ocorreu nos Estados Unidos. Lá, o Congresso deu exemplo ao considerar que pode haver a perda em favor do Estado dos bens bloqueados, ainda que em fase de investigação. Do contrário, esses bens ficam bloqueados em meio a uma série de recursos procrastinatórios. E também por causa da fragilidade que tem dentro do sistema financeiro nacional, que permite a movimentação de contas-correntes ainda que sujeitas a bloqueio. Até que o documento deixa os escaninhos da burocracia, o dinheiro já foi movimentado. Temos de criar instrumentos para evitar isso.
Houve avanço no combate à corrupção nos últimos quatro anos, com a atual legislatura?
Não, de maneira alguma. O olhar foi totalmente diferente, até porque o Congresso foi levado de roldão por diversos escândalos. Este Congresso não trabalharia contra esses pares, que ainda dominaram a atual legislatura. Agora, conseguimos uma renovação no Congresso Nacional. A população, com mais responsabilidade, renovou. Acredito que os novos parlamentares vão ter mais responsabilidade.
Que avaliação o senhor faz do novo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do novo comando da Polícia Federal? Há perspectiva de avanços nessa área?
A escolha do ministro José Eduardo Cardozo foi madura e responsável, apesar de alguns poucos que o criticam. Entendo que é um excelente profissional, que conhece profundamente os problemas da Justiça brasileira e da segurança pública. Em relação à Polícia Federal, há certa restrição, porque esse quadro que foi indicado não é renovação, mas continuidade da administração anterior. É ruim começar o governo com esse tipo de quadro que não vai trazer nenhuma renovação. Na Polícia Federal, existem novos quadros talentosos, que poderiam se adequar a essas demandas que vão surgir principalmente no combate à corrupção. A segunda gestão da Polícia Federal deixou a desejar nesse aspecto. Na primeira gestão da PF, de Paulo Lacerda, nós avançamos. Na segunda, a atuação tornou-se mais ‘interna corporis’, mais voltada para a compra de equipamentos. Foi mais um olhar de compra do que de fazer. Precisamos voltar àquela PF de outrora, com renovação, com quadros que não sejam carimbados como sendo de Paulo Lacerda nem de Luiz Fernando Correa. Mas um quadro indicado pela própria classe e novo. Temos vários profissionais competentes com esse perfil. O tempo é senhor da razão.
Em que o deputado Protógenes será diferente do delegado Protógenes?
Vou tentar criar propostas para atender a atividade policial e o Judiciário brasileiro e equilibrar o interesse público e o interesse privado, porque houve distanciamento por falta de instrumentos que o Congresso não levou a efeito. Vou tentar criar projetos com esse apoio popular que me trouxe ao Congresso. Serão leis, algumas até de iniciativa popular, lideradas por nós aqui. Estamos articulando isso com outros parlamentares. Essa participação da sociedade vai ser boa para a presidente Dilma. Vai ser uma nova fase do Congresso.
O que vai mudar nessa relação do Congresso com a presidenta Dilma?
Acredito que vamos ter uma democracia mais participativa com Dilma. Lula foi uma transição dessa quebra de paradigma. Antes, era uma gestão mais engessada, neoliberal. Na gestão dele, houve uma democratização em todos os segmentos. Houve uma habilidade muito grande por parte dele, a quem nós devemos essa democracia, essa correlação de forças políticas bastante ajustadas. A presidenta Dilma agora vai dar esse passo importante para a participação popular na gestão. Ela vai precisar disso.
Veja outras entrevistas com novos parlamentares eleitos para o Congresso:
Fonte: Congressoemfoco
Marinor Brito: "O Pará está de ficha limpa"
Ana Amélia Lemos: "Ninguém pode pensar em amordaçar a imprensa''
Reguffe: "Não me sinto representado pelo PT"
Críticas às férias de Lula em base militar são "ridículas", diz Jobim
Ministro da Defesa disse que apoia instalação da comissão da verdade. Ele convidou José Genoino para ser assessor especial da pasta
07/01/2011 | 09:55 | G1/Globo.comO ministro da Defesa, Nelson Jobim, rebateu nesta sexta-feira (7) as críticas à presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e familiares no Forte dos Andradas, base do Exército no Guarujá, no litoral sul de São Paulo.
Desde terça (4) Lula está no local para passar férias. "Considero [as críticas] ridículas, absolutamente ridículas", disse Jobim, durante entrevista ao programa Bom Dia Ministro.
"O presidente que já deixou o mandato e deseja passar momentos de lazer com a proteção necessária, o fará em ambiente do Exército. A decisão foi correta e eu acho as críticas absolutamente ridículas e sem fundamentação", afirmou.
O decreto que regulamenta os benefícios para ex-presidentes não prevê hospedagem gratuita em imóveis da União. Prevê apenas a cessão de seguranças, motoristas, assessores e carros. A Casa Civil informou que férias de ex-presidentes em instalações militares não são permitidas, exceto em caso de convite. De acordo com o Ministério da Defesa, Lula está no Forte dos Andradas a convite do ministro Jobim e as despesas serão pagas pelo Exército.
Durante o período em que esteve na presidência, Lula passou cinco períodos de descanso no local. A última vez foi em janeiro do ano passado. Uma suíte presidencial foi construída especialmente para ele.
Ditadura
Durante a entrevista, Nelson Jobim disse ser favorável à instalação da Comissão Verdade sobre os mortos e desaparecidos durante a ditadura e que não há divergências entre ele e a nova ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário. Ela afirmou na cerimônia de posse que defenderá a instalação da comissão durante sua gestão. "Estamos de acordo. Nós precisamos conhecer a verdade. Tem todo o apoio do Ministério da Defesa", disse o ministro.
O projeto de lei que cria a comissão foi enviado ao Congresso em maio de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aguarda aprovação. De acordo com o projeto de lei, a comissão, que tem por objetivo “promover a reconciliação nacional”, terá a função de “promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior”.
Jobim ressaltou que a comissão não pode ser utilizada para retaliar os militares. "O que não pode ter é retaliação. Estamos cobertos pela Lei de Anistia. Queremos o conhecimento do passado para construir o futuro, e não para retaliar", afirmou.
Em abril de 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que questionava a concessão de anistia a agentes de Estado envolvidos em crimes como tortura, assassinatos e desaparecimentos durante o regime militar. Na avaliação da maioria da Corte, a anistia "ampla, geral e irrestrita" foi responsável pela transição pacífica entre o regime autoritário militar e o regime democrático atual. A Lei de Anistia foi aprovada há 30 anos.
Assessor
Jobim disse que convidou o ex-deputado e ex-presidente nacional do PT José Genoino para assessorá-lo. "Convidei o deputado José Genoino para ser meu assessor. Ele teve uma atuação destacada no Congresso e nos ajudou no debate das questões relativas à Defesa", disse. "Tenho relações estreitas com ele [Genoino] e fiz um convite. Ele não respondeu.
Ficamos de conversar em fevereiro. Seria
uma função de assessor direto do ministro", afirmou.
Genoino participou da Guerrilha do Araguaia e foi preso e torturado pelos militares na década de 70. Ele passou cinco anos preso. Em 2005, Genoino deixou o comando do PT por estar envolvido no escândalo do mensalão. Ele é um dos réus no processo que tramita no STF. Genoino nega as acusações.
Caças
A respeito da compra dos caças para renovar a frota da Força Aérea Brasileira, Nelson Jobim afirmou que a questão deve ser resolvida ainda neste semestre. "Esse assunto terá que ser resolvido neste ano e ela [presidente Dilma Rousseff] sabe disso, pelo menos neste semestre, no mínimo, uma vez que em 2016 começam a vencer os ciclos de vida dos Mirage 2000", disse.
Em declarações anteriores, Jobim afirmou que a França tem vantagem na disputa pelo fornecimento de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). O Brasil abriu concorrência internacional para comprar 36 caças. Estão na disputa os caças Grippen, da Suécia; os F-18, dos Estados Unidos; e os Rafale, da França.
Fonte: Gazeta do Povo
Ariadna, do 'BBB 11', é transexual
Ariadna, do 'BBB 11', é transexual
A Globo confirmou que a cabeleireira Ariadna Thalia, 26 anos, integrante do "BBB 11", é transexual. Ela fez a cirurgia e mudou o nome no RG. É a primeira vez que o reality tem uma transexual. Nenhum dos participantes sabe do fato, que só será informado se a integrante quiser. O antigo nome de Ariadna era Tiago e ele foi estagiário da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro). O nome da "sister" é uma homenagem à cantora Thalía, que se chama Ariadna Thalía. Ontem, pouco tempo depois que os participantes do reality show foram confirmados, foram achadas fotos supostamente de Ariadna em um site espanhol de acompanhantes. Na página, ela está loira, se autointitula Ariadna Travesti e exibe um órgão sexual. Mais tarde, a Globo confirmou que a participante fez uma operação de mudança de sexo. Por falar no "BBB 11", o reality terá uma novidade. Toda a semana um integrante será escolhido como o sabotador da casa. Ele fará intrigas em troca de dinheiro.
Fonte: Ag0ra
| Esta pega fogo!A lareira ao fundo da foto nem precisa ser acesa. A bela Maria Melillo (na foto ao lado), 27 anos, que está no "BBB 11", aquece qualquer ambiente com este corpaço e com seu olhar sensual. A gata foi vencedora do concurso Beach Girls em 2008 e ganhou como presente um ensaio na revista "VIP". A morena também posou para o site Bella da Semana e foi garota Band Folia 2009. Por onde passa, Maria, que é conhecida como Meg, é premiada. Será que a fofa terá mesma sorte no reality da Globo? Bom, com esta silhueta, ela deve, ao menos, fazer a casa pegar fogo...
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Debaixo do lixo corre o esgoto
Carlos Chagas�
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Apresenta razões mais escabrosas ainda esse lamentável choque entre PMDB e PT por cargos no governo. Debaixo do lixo corre o esgoto. Sabem por que o ministério da Saúde e seus penduricalhos são os mais disputados? Por possuírem a maior verba incluída no orçamento: dezenas de bilhões, mais de oitenta.
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Com todo o respeito, por que os partidos pretendem gerir tanto dinheiro assim? A suspeita é de que, aplicando fortunas através de empresas privadas, prestadoras de serviço e empreiteiras, os gestores venham a recolher comissões. Percentuais sobre os gastos sempre superfaturados. Assim Delúbio Soares e sua quadrilha amealhavam recursos para financiar o mensalão.
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Foram-se os tempos do dr. Jatene. A investida agora exige a distribuição de fatias do erário através de prepostos das direções partidárias, com ênfase para o PMDB, que estrila por haver perdido o caminho da fonte. Espera-se que o PT possua outras motivações para abocanhar o sistema de saúde pública, mas garantir, ninguém garante.
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Escreveu diversas vezes o médico Aloísio Campos da Paz, certamente o maior administrador brasileiro de recursos da saúde pública, criador da rede de hospitais Sarah, que a medicina pública é incompatível com o lucro. Ganhar dinheiro com a doença e o sofrimento do cidadão beira as raias do crime.�
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Deve-se dar ao ministro Alexandre Padilha o crédito de uma vida política escorreita e sem percalços. Por isso ele deveria estar lutando feito leão para não permitir o esquartejamento de sua pasta pelas hienas partidárias. Vamos ver se consegue.
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E A CUT, ONDE ANDA?
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Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical, saiu na frente e parece o único líder sindicalista a verificar o garfo embutido na proposta do novo salário mínimo de 540 reais. Porque essa quantia constitui um esbulho. O reajuste está abaixo da inflação do ano passado, importando menos argumentar que o PIB cresceu menos em 2009, mas que em 2012 os trabalhadores terão considerável aumento por conta do elogiável crescimento econômico em 2010. O que interessa para a massa de operários e camponeses é 2011.
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No meio dessa discussão, onde anda a CUT? É verdade que nos últimos oito anos a maior central sindical de nossa História omitiu-se. Não podia criar problemas para o Lula. Mas se os planos da companheirada são de oito anos para Dilma Rousseff e, depois, mais oito para Luiz Inácio da Silva, o resultado será a transformação da CUT numa assembléia de condomínio de um prédio de subúrbio. Já perdeu muito de sua influência, e mais perderá calando-se diante da injustiça desse novo salário mínimo.
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GUIDO LÊ VOLTAIRE?�
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Papai Noel deveria ter deixado a coleção completa das obras de Voltaire de presente para o ministro Guido Mantega. Ele poderia ler num dos primeiros artigos do jovem François Marie Arouet, recém-chegado a Paris, o conselho dado ao regente da França, Felipe de Orleáns. Foi por conta da necessidade de fazer economia que o tio do ainda menino Luís XV decidiu vender a metade dos animais das cavalariças reais. Voltaire escreveu que o governante faria mais economia caso se livrasse não dos cavalos, mas da metade dos jumentos que compunham a corte. Ganhou sua primeira passagem para a Bastilha.
Guido Mantega quer cortar bilhões nos gastos públicos, coisa que fatalmente atingirá serviços essenciais para a população, da educação à saúde e à segurança pública. Melhor faria se mandasse suprimir os mais de 35 mil cargos federais em comissão, os famigerados DAS que abrigam funcionários sem concurso e sem competência…
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MESQUINHARIAS
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Alguns ranzinzas protestam por estar o ex-presidente Lula, com a família, hospedado numa dependência do Exército, à beira-mar, aproveitando para descansar sem ser perturbado como fatalmente seria se freqüentasse o balneário do Guarujá. Lembram que Fernando Henrique não se valeu de prerrogativa igual e que depois de deixar o poder viajou para a Europa só com dona Ruth. As situações são diferentes, mas nem tanto, porque ao chegar à capital francesa o sociólogo teve à disposição todo o aparato da embaixada brasileira.
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Faria o quê, o Lula, se tivesse embarcado para a Europa? Monoglota, encontraria montes de dificuldades, quando na verdade deseja apenas descansar. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, convidou-o a ocupar por alguns dias aposentos no Forte dos Andradas, defronte a uma praia privada, onde se encontra livre dos chatos, dos inoportunos e dos curiosos. Melhor do que viajar às custas de empreiteiras, como acontece com montes de parlamentares.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Em destaque
STF DECIDE QUE TRIBUNAIS DE CONTAS TERÃO PALAVRA FINAL EM PARTE DOS JULGAMENTOS DE CONTAS DE PREFEITOS
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