/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/e/T/5VxGQ2TJ6Loq8BApvd9g/fotojet-100-.jpg)
Lima assumiu a pasta após negociação entre Nunes e Ciro
Carlos Petrocilo
Folha
Hoje deputado federal, Bruno Lima (Podemos) atuava como secretário de Inovação e Tecnologia de São Paulo quando a gestão Ricardo Nunes (MDB) firmou parceria com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para o fornecimento de Wi-Fi gratuito, no valor de R$ 108 milhões.
Eleito em 2022 como o sexto deputado mais votado, Lima surpreendeu o seu eleitorado quando resolveu se licenciar do cargo em Brasília para assumir o comando da pasta municipal, em fevereiro de 2023. Lima atuou como secretário na gestão Nunes até julho de 2024, quase um mês depois de o termo de colaboração entre a Secretaria de Inovação e Tecnologia e o Instituto Conhecer Brasil ter sido assinado.
ARTICULAÇÃO – Filiado ao PP na ocasião, a ida de Lima para a prefeitura foi costurada em um acordo entre Nunes e Ciro Nogueira, para que o partido apoiasse a campanha de reeleição do prefeito. Nesta segunda (1º), a Secretaria de Inovação, a casa de Karina Ferreira da Gama, dona do ICB, e duas de suas empresas foram alvo de mandados de busca e apreensão em uma operação da Polícia Civil que investiga suspeita de desvios para produção do filme Dark Horse.
Ao Painel, o deputado diz que não conhece Karina. “Nunca a vi e, se passar em minha frente, não sei quem é”, afirma. “Quando assumi a secretaria, a principal meta era espalhar vários pontos de wifi pela cidade, e todos os procedimentos foram repassados para as áreas técnica e jurídica”, prosseguiu o deputado.
Delegado de carreira da Polícia Civil, o deputado diz que acredita na lisura e na neutralidade das investigações. “O que causou estranheza é que a gente nunca teve contato [com a produção do filme], sequer sabíamos do filme, não apoiamos o ex-presidente [Jair Bolsonaro]”, disse Lima. “De fato, tem que ser investigados, não acredito que isso [operação policial] ocorra por questões políticas ou pela repercussão.”