sábado, julho 17, 2021

Irmão do deputado Luís Miranda diz à PF que não gravou a denúncia feita a Bolsonaro

Publicado em 17 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Os irmãos Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, e Luís Miranda, deputado federal, participam da CPI da Covid Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo/25-06-2021

Luis Ricardo (à esq.) confirmou as denúncias no Alvorada

Aguirre Talento e Natália Portinari
O Globo

Em depoimento prestado na quarta-feira à Polícia Federal, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda afirmou que não gravou a conversa mantida com o presidente Jair Bolsonaro a respeito de suspeitas de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin.

Irmão do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), o servidor Luís Ricardo Miranda foi ouvido no inquérito que apura suspeitas de prevaricação de Bolsonaro. Como ele depôs na condição de testemunha, tinha obrigação de dizer a verdade.

NÃO FEZ GRAVAÇÃO – Questionado, ele confirmou à PF ter levado o relato de irregularidades envolvendo a compra da Covaxin a Bolsonaro, mas negou ter gravado essa reunião. A informação do seu depoimento foi confirmada ao GLOBO por fontes que acompanham o caso.

O presidente é investigado por não ter enviado as denúncias do servidor para apuração da Polícia Federal na ocasião. A investigação foi aberta por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) após o depoimento do deputado Luís Miranda (DEM-DF) e de seu irmão à CPI da Covid. O inquérito foi solicitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acompanha a investigação.

DEPUTADO VAI DEPOR – Já o deputado até agora não prestou depoimento, mas ainda terá que explicar à PF se existe ou nao uma gravação da conversa. A PF tentou intimá-lo em seu gabinete em Brasília, mas os funcionários se recusaram a receber a intimação, como mostrou a colunista Bela Megale. Depois, marcou para terça-feira.

O deputado foi o responsável por levar Luís Ricardo até o Palácio da Alvorada em março para relatar as suspeitas envolvendo a Covaxin a Bolsonaro. Segundo o relato do deputado, Bolsonaro prometeu tomar providências, mas não pediu abertura de investigação à PF.

Por isso, senadores apontaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a possível ocorrência do crime de prevaricação e pediram abertura de investigação. A versão da defesa do presidente é que ele pediu ao então ministro da Saúde Eduardo Pazuello que verificasse eventuais problemas no contrato.

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