domingo, outubro 11, 2020

Janaina culpa Bolsonaro por ter sancionado lei que permitiu a libertação do chefe do PCC

 

Janaina Paschoal diz que está sendo perseguida por apoiadores de Bolsonaro

Janaina está na oposição a Jair Bolsonaro desde março

Camila Mattoso
Folha

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) culpou o presidente Jair Bolsonaro por ter sancionado o projeto anticrime, cujo trecho permitiu a soltura de André do Rap, um dos chefes do PCC, neste sábado (10).

Em seu comentário, Janaina disse que os críticos do presidente estão citando o hastag “#ELENÃO!”, um dos gritos de guerra usados contra o chefe do governo. “Deputada, foi o Presidente Bolsonaro, seu ídolo, que sancionou essa pérola! Esqueceu? A população apoia a luta contra o crime, mas ELE NÃO!”, diz um dos twitters contra ela.

QUASE FOI VICE – Ex-aliada de Bolsonaro, Janaína chegou a ser cotada para ser vice na chapa do presidente, mas recusou. Acabou sendo eleita deputada no mesmo movimento que levou ao poder Bolsonaro e seus aliados.

Em março, ela rompeu com Bolsonaro e pediu seu afastamento quando o presidente minimizou a Covid-19 e passou a frequentar manifestações contra o Judiciário e o Legislativo.

ZAMBELLI CULPA MINISTRO – Em uma rede social, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) criticou o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, pela decisão. Janaína rebateu, frisando a participação do presidente.

 “Sobre a decisão de um ministro do STF de soltar o chefão do PCC, faremos um projeto de lei para RETIRAR do Código de Processo Penal a obrigação do juiz de reavaliar a prisão preventiva a cada 90 dias”, escreveu Zambelli, apontando a justificativa de Marco Aurélio Mello para soltar o criminoso, considerado de altíssima periculosidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – As duas deputadas têm razão, porque a culpa dessa insanidade jurídica é dos dois envolvidos. Bolsonaro ajudou a transformar o Pacote Anticrime de Moro num Pacote a Favor do Crime, e Marco Aurélio Mello é essa excrescência, capaz de  fazer qualquer maluquice para mostrar que é o maioral. Vai sair do Supremo como Celso de Mello, sem deixar a menor saudade. (C.N.) 

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