
Charge do Son Salvador (Arquivo Google)
Vicente Limongi
O governo procura, urgente, um senador capacho para desempatar o jogo, e votar a favor para aprovar o nome do ex-escrivão da Polícia Federal e deputado Eduardo Bolsonaro, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, como embaixador brasileiros nos Estados Unidos. É este o quadro sombrio e medíocre do atual Senado Federal.
O governo fez das tripas coração e emoção. Demorou, mas achou um graduado capacho, engravatado e ajoelhado, ansioso para satisfazer mais uma excrescência do chefe da nação.
UM DESLUMBRADO – O nome do sabujo é Davi Alcolumbre (DEM-AP). A missão do bajulador: brigar como se estivesse atrás de um prato de migalhas políticas em busca de votos para a aprovação da indicação do ex-escrivão e fritador de hambúrguer, na Comissão de Relações Exteriores e no plenário.
Demagogo, medíocre e deslumbrado presidente do Senado, Alcolumbre foi eleito para o cargo em disputa confusa, tumultuada e estranha. Sua eleição patrocinada pelo Palácio do Planalto, através de outro indecoroso parvo, também do DEM, o gaúcho ministro que tem sobrenome de chuveiro, Lorenzoni de tal. Nesse sentido, revela Denise Rothenburg, no Correio Braziliense de hoje, dia 17, que o roliço Alcolumbre, sem nenhum constrangimento, “passou a trabalhar, dia e noite, pela aprovação do nome de Eduardo Bolsonaro”.
Triste, melancólico, vergonhoso e patético senado federal. O torpe, cretino e imundo argumento, prossegue a colunista do Correio, é que ainda estão longe as eleições de 2022. As convicções e esperanças dos eleitores que se danem.
VOTAÇÕES SECRETAS – Denise Rothenburg conclui a notícia, merecedora de charge do assombroso Alcolumbre, com outra inacreditável, cínica e covarde alegação: os ingênuos e ludibriados eleitores não saberão os nomes dos senadores que dobraram a espinha para Bolsonaro, porque as votações serão secretas. Tanto na sabatina da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e, a seguir no plenário do senado, quando votarão os 81 senadores. Mesmo que a comissão rejeite o nome, quem decide é o plenário.
Breve a nação estarrecida saberá quem sairá vencedor: o fanfarrão e grosseiro Bolsonaro, que se julga dono do Senado e do Universo, ao ponto de insistir em tornar embaixador um parlamentar desqualificado para a importante função, ou os senadores ainda vocacionados para o bem comum, que não aceitarão essa farsa, pois foram eleitos para honrar o mandato trabalhar, sem trégua, para melhorar a qualidade de vida da maioria esmagadora dos brasileiros. Sem cair no impaludismo da mediocridade de ameaças, vinganças e leviandades dos arrogantes sacripantas, poderosos de plantão.