quinta-feira, janeiro 17, 2019

Produção de armas poderá ajudar reduzir o inquietante desemprego no país?


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A produção pode aumentar muito, se a venda for facilitada
Pedro do Coutto
Esta pergunta deverá, penso eu, causar uma resposta positiva, que servirá para que se possa medir a profundidade econômica e social do decreto do Presidente Jair Bolsonaro sobre a posse de armas pela população brasileira. Afinal de contas, o decreto abriu largamente a criação de um novo mercado na cadeia produtiva. O fato de cada pessoa maior de 25 anos poder adquirir quatro armas diferentes pode proporcionar, não apenas uma lucratividade excepcional para os fabricantes, e também para as redes de comercialização.
Esse fato está muito bem colocado na reportagem de Jussara Soares, Karla Correa e Renata Mariz, edição de ontem de O Globo.
MEDIDA PROVISÓRIA – Além disso, a reportagem anuncia medida provisória capaz de legalizar até 8 milhões de armas hoje irregulares no Brasil. É claro que o bloco parlamentar conhecido como a Bancada da Bala empenhar-se-á para flexibilizar tanto a posse quanto o porte de armas, ainda este ano, de acordo com Bruno Góes e Amanda Almeida, reportagem também publicada pelo O Globo.
A bancada que hoje responde mais pelo nome de “Grupo Parlamentar pela Legítima Defesa” espera para o segundo semestre a extensão da posse para o plano do porte. Mas esta é outra questão. Vamos ver quais serão os efeitos que a liberação decretada poderão surgir no processo produtivo.
Calculando-se apenas com base no poder de compra da população brasileira podemos estimar que ainda em 2019, na minha impressão, poderão ser produzidas em torno de 3 milhões de armas, talvez um pouco mais em face da multiplicidade individual estabelecida no Decreto.
E A VENDA? – Fica no ar uma dúvida: se a produção será acompanhada por um sistema de comercialização muito mais amplo doo que o atual em vigor no país? De um lado, a produção vai exigir presença maior de mão de obra no mercado. De outro a comercialização terá que se basear numa rede muito maior que a atual.
Sem esquecer a incidência do IPI, tributo nacional, e do ICMS tributo estadual. Com isso, uma nova rede bem mais veloz que a atual refletirá as consequências financeiras da medida agora em vigor.
Claro que os fabricantes e as unidades comercializadoras vão alcançar lucros maciços, de acordo com o novo panorama projetado na escala das armas. Isso é natural. Vamos torcer também para que os instrumentos de defesa e também de ataque possam influir numa maior oferta de empregos, num universo fortemente abalado pelo desemprego que atinge 12 milhões de brasileiros e brasileiras.

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