sábado, janeiro 12, 2019

Planalto fará publicidade para explicar que “posse” não significa “porte” de armas


Imagem relacionada
Charge do newton Silva (newtonsilva.com)
Jussara SoaresO Globo
Antes mesmo da publicação do decreto que vai flexibilizar o Estatuto do Desarmamento, o governo Jair Bolsonaro já prepara uma campanha publicitária para explicar à população as novas regras para obter a posse de armas no Brasil. O Planalto quer evitar que o ato do presidente seja entendido por parte da população como um “risco de aumento da violência”.
A estratégia de comunicação usará televisão, rádio, mídia impressa e outdoor, mas vai priorizar as redes sociais. A campanha já foi encomendada pela Secretaria de Comunicação a cinco agências de publicidade que prestam serviço ao Planalto.
UTILIDADE PÚBLICA – De acordo com informações do Planalto, a ideia é que a campanha tenha o tom de utilidade pública para explicar detalhes do decreto, previsto para ser assinado por Bolsonaro no início da próxima semana.
Para o governo, é fundamental que o ato do presidente não leve “medo à população” ou seja atrelado à possibilidade de aumento de violência. Para isso, a estratégia de comunicação vai reforçar o discurso de Bolsonaro ao longo de toda a campanha que a arma é “apenas uma segurança pessoal”.
Outro pedido da Secretaria de Comunicação é que as peças publicitárias diferenciem a posse, o direito da pessoa ter a arma em casa, do porte, que permite que o cidadão ande armado. Além de especificar os direitos e os deveres daqueles que obtiverem o porte.
ATÉ DUAS ARMAS – O decreto, que ainda passa por ajuste finais, prevê a permissão para que uma pessoa tenha até duas armas. De acordo com as novas regras, para ter uma arma será preciso apenas uma declaração de próprio punho de que a pessoa tenha efetiva necessidade do equipamento.
As empresas Artplan, Calia Propaganda e NBS Propaganda que vão apresentar propostas para as campanhas tradicionais, com comerciais para emissoras de rádio, TV, impressos e em cartazes afixados em espaços publicitários na vias urbanas. Já as agências Isobar e TV1 foram solicitadas para elaborar a campanha para as mídias digitais. As melhores propostas serão contratadas pelo governo.
A previsão, segundo integrantes do governo, é que o decreto seja assinado por Bolsonaro na segunda ou terça-feira, em uma cerimônia do Planalto. A flexibilização da posse de armas foi umas principais promessas de campanha.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Conforme o jurista Jorge Béja já explicou aqui na TI, é conveniente que o governo baixe uma Medida Provisória e não somente um Decreto, que pode ser contestado na Justiça, por se tratar de ato que não pode modificar determinação expressa em lei(C.N.)

Em destaque

Após veto no Supremo, Rodrigo Pacheco vira a página e mira o governo de Minas

Publicado em 3 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Senador tinha a preferência de Davi Alcolumbre para o...

Mais visitadas