
O assunto não morreu, Mourão é que tenciona matá-lo…
Eduardo BrescianiO Globo
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, considera superada a polêmica causada pela promoção de seu filho , Antonio Hamilton Rossel Mourão, para o cargo de assessor especial da Presidência do Banco do Brasil. “Esse assunto é um assunto morto. Morreu esse assunto” — disse Mourão ao Globo.
Como revelou a revista Época na terça-feira, um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter dado posse ao novo presidente do banco, Rubem Novaes, o filho de Mourão foi nomeado para o cargo de assessor especial da Presidência, elevando seu salário de R$ 14 mil para R$ 36,5 mil.
SEM DISCUSSÃO – Nesta quinta-feira, ao ser questionado pelo Globo, o vice, além de dizer que o assunto está encerrado para ele, afirmou que sequer precisou discutir a polêmica com Bolsonaro.
— Não teve necessidade (de falar com o presidente). É uma coisa interna da instituição, que é uma S.A. (sociedade anônima) — afirmou o vice-presidente.
O filho de Mourão é funcionário de carreira do BB e está na instituição há 18 anos. Nos últimos 11 anos, fazia parte da diretoria de Agronegócios. Ele deve assessorar o presidente nesta área.
JUSTIFICATIVA – Na terça, ao justificar a promoção, o presidente do banco, Rubem Novaes, afirmou que o funcionário possui excelente formação e capacidade técnica.
“Antônio é de minha absoluta confiança e foi escolhido para minha assessoria, e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no Banco”, disse, por meio de nota.
MERITOCRACIA – Também na terça, o próprio vice-presidente afirmou numa rede social que seu filho foi nomeado por ter “absoluta confiança” do novo presidente do banco, além de ter prestado “excelentes serviços” e ter “conduta irrepreensível”. Mourão ainda disse que nos governos anteriores “honestidade e competência” não eram valorizadas.
Nesta quinta, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Mourão voltou a defender a indicação do filho, dizendo que, se pudesse, teria Rossel Mourão em sua equipe.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mourão disse também ao Estadão que o filho sofrera “perseguição” em outras gestões. Pelo contrário, foi beneficiado. Além das oito promoções na era PT, foi transferido para Brasília para ficar perto do pai. Por fim, Mourão está enganado ao dizer que “o assunto está morto”. Esse tipo de assunto não morre nunca. Como na canção de Chico Buarque e Ruy Guerra, fica gravado no corpo feito tatuagem. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mourão disse também ao Estadão que o filho sofrera “perseguição” em outras gestões. Pelo contrário, foi beneficiado. Além das oito promoções na era PT, foi transferido para Brasília para ficar perto do pai. Por fim, Mourão está enganado ao dizer que “o assunto está morto”. Esse tipo de assunto não morre nunca. Como na canção de Chico Buarque e Ruy Guerra, fica gravado no corpo feito tatuagem. (C.N.)