Charge do Alpino (Arquivo Google)
Andréia Sadi e Mariana OliveiraG1 Brasília
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos pelo blog, em caráter reservado, se disseram surpresos com a decisão do ministro Luiz Fux suspendendo temporariamente o caso envolvendo o ex-assessor Fabricio Queiroz, que trabalhou para o senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ).
Mas, mais do que isso, apontaram surpresa com o pedido feito por Flavio Bolsonaro, uma vez que ele não é investigado – apenas citado no inquérito do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou movimentação atípica de Queiroz.
FORO PRIVILEGIADO – O ministro Fux atendeu a um pedido do senador eleito que, por ter foro privilegiado, quer que o caso seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Queiroz não tem foro.
Quem vai decidir sobre o caso é o ministro Marco Aurélio Mello, relator, mas a discussão pode acabar na Primeira Turma da Corte, por se tratar de um senador.
Um dos ministros da Corte ouvidos pelo blog afirmou considerar o pedido do Flávio Bolsonaro um “erro”, porque agora a questão será avaliada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
AMPLIAÇÃO – Na avaliação desse ministro, a procuradora será obrigada a pedir a ampliação da investigação, porque os fatos também envolvem o presidente Jair Bolsonaro. Para ele, era melhor para a família o caso seguir na primeira instância, onde há uma limitação para ampliar o escopo por conta do foro privilegiado.
Esse ministro considera que Raquel Dodge terá de pedir para analisar a questão dos depósitos na conta de Michele Bolsonaro. Jair Bolsonaro disse que o dinheiro se refere ao pagamento de uma dívida de Queiroz. Pela Constituição, o presidente não pode ser processado por fatos anteriores ao mandato, mas pode ser investigado.
A avaliação é que o ministro Marco Aurélio, que é o relator, vai instigar essa ampliação da investigação.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Conforme afirmamos agora há pouco aqui na “Tribuna da Internet”, Flávio Bolsonaro agiu como um perfeito idiota, ao confessar tacitamente os crimes de fraude, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, inclusive envolvendo o pai/presidente e a primeira-dama. Aliás, é discutível o fato de o presidente Bolsonaro não poder ser processado por fatos anteriores ao mandato, porque a segunda denúncia de Temer se referia a crime ocorrido em 2014. De toda forma, Flávio Bolsonaro antecipou uma grave crise institucional que somente iria eclodir muito tempo depois, após ser concluído o inquérito contra o ex-assessor Queiroz e ser aceita a denúncia contra ele. No momento atual, Flávio Bolsonaro nem é citado na investigação, está sendo apenas convidado a depor como testemunha. E agora, com essa petição tresloucada ao Supremo, Flávio Bolsonaro praticamente faz com que seu pai também seja investigado. E aonde isso vai dar? Ninguém sabe. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Conforme afirmamos agora há pouco aqui na “Tribuna da Internet”, Flávio Bolsonaro agiu como um perfeito idiota, ao confessar tacitamente os crimes de fraude, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, inclusive envolvendo o pai/presidente e a primeira-dama. Aliás, é discutível o fato de o presidente Bolsonaro não poder ser processado por fatos anteriores ao mandato, porque a segunda denúncia de Temer se referia a crime ocorrido em 2014. De toda forma, Flávio Bolsonaro antecipou uma grave crise institucional que somente iria eclodir muito tempo depois, após ser concluído o inquérito contra o ex-assessor Queiroz e ser aceita a denúncia contra ele. No momento atual, Flávio Bolsonaro nem é citado na investigação, está sendo apenas convidado a depor como testemunha. E agora, com essa petição tresloucada ao Supremo, Flávio Bolsonaro praticamente faz com que seu pai também seja investigado. E aonde isso vai dar? Ninguém sabe. (C.N.)