segunda-feira, janeiro 14, 2019

Governo enfim cai na real e o Brasil permanecerá no Acordo Ambiental de Paris


O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles Foto: Divulgação / GILBERTO SOARES DE SOUSA LIMA/MMA
Salles começa a se impor no Ministério do Meio Ambiente
Cleide CarvalhoO Globo
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o Brasil continuará no Acordo de Paris e que o presidente Jair Bolsonaro concordou com a posição. Ele argumentou que há pontos importantes no acordo que podem trazer recursos para o país, e que o problema está na internalização de princípios para a legislação nacional. O acordo estabelece metas de para redução da emissão de gases que causam o efeito estufa.
— Por ora vamos manter a participação. Há pontos importantes, que podem trazer recursos para o país. O acordo está feito. É um guarda-chuva com metas de redução de emissão para o Brasil e outros países. O problema é como internaliza na legislação pátria, de forma que não restrinja o empreendedorismo.  Vamos olhar com cuidado – afirmou o ministro, que participou nesta segunda-feira de almoço com empresários do setor de construção no Secovi – Sindicato de Habitação de São Paulo.
DIVERGÊNCIAS – Salles disse que Bolsonaro concordou com a manutenção. Ponderou que em todo o governo há opiniões divergentes, mas que o importante é que sejam discutidas e que as posições sejam construídas.
No ano passado, ainda em campanha, Bolsonaro disse que poderia retirar o Brasil do Acordo de Paris caso fosse eleito, pois as premissas afetariam a soberania nacional. Afirmou que era desfavorável ao acordo porque o Brasil teria que “pagar um preço caro” para atender às exigências.
 “O que está em jogo é a soberania nacional, porque são 136 milhões de hectares que perdemos ingerência sobre eles. Eu saio do Acordo de Paris se isso continuar sendo objeto. Se nossa parte for para entregar 136 milhões de hectares da Amazônia, estou fora sim”, afirmou na época sobre o Acordo de Paris, aprovado em 2015 e que tem como meta a redução de emissão de gases do efeito estufa, de forma a evitar o aquecimento global.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Os Estados Unidos saíram do acordo em junho do ano passado, porque Donald Trump havia prometido retirar o país do pacto durante sua campanha presidencial. O recuo de Bolsonaro é mais um derrota para o chanceler Ernesto Araújo, que em boa hora foi neutralizado pelo núcleo duro do governo, formado pelos generais. (C.N.

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