PARA ELES, NORDESTE JÁ POSSUI TECNOLOGIA PARA COMBATER A INDÚSTRIA DA SECA
FOTO: RICARDO LÊDO - ARQUIVO GA

Cientistas são contra soluções importadas para o drama da seca
Em mais um ano de seca – já são seis anos de estiagem intercalada no Sertão –, os prejuízos são visíveis na agricultura, na pecuária e nas comunidades que hoje enfrentam o êxodo rural. Quem permanece nos sítios sente os efeitos dramáticos. Mas de 200 mil pessoas, neste momento, são assistidas por 200 caminhões-pipa. Tem comunidade que paga até R$ 300 para consumir água limpa extra, que chega quinzenalmente. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), durante a campanha, prometeu importar tecnologias de Israel para “acabar”, em definitivo, com a “indústria da seca” e com o sofrimento dos sertanejos. A proposta causou reação dos cientistas. Eles afirmam que o Nordeste já dispõe de tecnologias suficientes e querem que o presidente eleito reveja a proposta de campanha. Pesquisadores reconhecidos internacionalmente, como os professores PhDs Humberto Barbosa e Luiz Carlos Baldicero Molion, enumeram diversas tecnologias importadas e adaptadas para o Sertão nordestino que ainda não foram implementadas por falta, segundo eles, de recursos financeiros e vontade política dos governadores, prefeitos e do próprio governo federal.
Em mais um ano de seca – já são seis anos de estiagem intercalada no Sertão –, os prejuízos são visíveis na agricultura, na pecuária e nas comunidades que hoje enfrentam o êxodo rural. Quem permanece nos sítios sente os efeitos dramáticos. Mas de 200 mil pessoas, neste momento, são assistidas por 200 caminhões-pipa. Tem comunidade que paga até R$ 300 para consumir água limpa extra, que chega quinzenalmente. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), durante a campanha, prometeu importar tecnologias de Israel para “acabar”, em definitivo, com a “indústria da seca” e com o sofrimento dos sertanejos. A proposta causou reação dos cientistas. Eles afirmam que o Nordeste já dispõe de tecnologias suficientes e querem que o presidente eleito reveja a proposta de campanha. Pesquisadores reconhecidos internacionalmente, como os professores PhDs Humberto Barbosa e Luiz Carlos Baldicero Molion, enumeram diversas tecnologias importadas e adaptadas para o Sertão nordestino que ainda não foram implementadas por falta, segundo eles, de recursos financeiros e vontade política dos governadores, prefeitos e do próprio governo federal.
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