Os medicamentos no Brasil são caros pela incapacidade de negociação com as grandes fabricantes. Essa foi uma das conclusões tiradas durante a conferência O Judiciário e o Direito à Saúde, na Universidade de Princeton, em New Jersey, Estados Unidos, que encerrou nesta sexta-feira (26/3). O evento reuniu representantes da Índia, África do Sul, Alemanha e Brasil para discutir o papel do Judiciário no acesso da população à saúde pública.
Segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que participou da abertura do evento, o brasileiro e professor em Princeton, João Biehl, afirmou que o Brasil paga hoje duas vezes o que a Suíça paga por medicamentos. A partir de uma pesquisa feita no Rio Grande do Sul, Biehl detectou que o país sofre com a falta de pesquisa, de tecnologia, mas principalmente pela incapacidade de negociação com os laboratórios. “O governo Lula incentivou os laboratórios pequenos e ignorou os grandes.”
Segundo o professor, os médicos são formados pela cultura do laboratório, ou seja, há um direcionamento para certos medicamentos, o que aumenta o poder de fogo das maiores empresas.
Durante dois dias, os representantes de Harvard, e entidades como Human Rigths Watch também discutiram sobre o acesso à medicamentos, os direitos de mulheres, crianças e minorias, que estão mais vulneráveis à doenças e tem menos acesso a tratamentos modernos.
Revista Consultor Jurídico,
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