quinta-feira, agosto 20, 2009

Ministro intervém e garante aliança do PDT com Wagner

Lília de Souza, do A TARDE
Rejane Carneiro / Agência A TARDE
Simpático à candidatura do ministro Geddel Vieira Lima, Severiano põe cargo à disposição de Lupi
Foi preciso o presidente nacional do PDT, ministro Carlos Luppi, intervir na direção baiana do partido para garantir a aliança da legenda com o governo Wagner. O ministro ligou nesta quarta, 19, para o governador Jaques Wagner assegurando a aliança, a despeito da decisão do presidente estadual da legenda, deputado federal Severiano Alves, que colocou o cargo à disposição de Luppi. A única pendência agora é o PDT definir os nomes que integrarão o governo. Luppi prometeu reunir até a segunda-feira a Executiva Nacional do partido para definir o destino do comando do PDT na Bahia, com a saída de Severiano Alves do cargo e dos demais membros da executiva estadual que decidam seguir o mesmo caminho do pedetista.“O ministro vai decidir o que é melhor para a Bahia. Se é apoiar o PT ou deixar o PDT como está para um novo projeto político que tenha identidade conosco. Não vou apoiar o PT nem comandando o PDT nem fora. Não quero me manter no cargo ferindo a minha dignidade”, ressaltou Severiano Alves, apontado por governistas como o dificultador da aliança ao longo de quase um ano de conversas frustradas entre a articulação política do governo Wagner e o PDT – que comanda duas secretarias na administração do prefeito de Salvador, João Henrique (Educação e Reparação).Simpático à candidatura do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) ao governo do Estado em 2010, Severiano Alves argumentou que não há mais tempo hábil para fazer um trabalho no governo. “Não se pode pegar um governo já no final. Não tem mais tempo. O PDT não está atrás de empregos. Não tenho nada pessoal contra o governador, mas só acho que ele tem que rever seus auxiliares”, disse, em referência ao secretário das Relações Institucionais, Rui Costa.Cargos – O governo assegurou ao partido a Secretaria de Ciência e Tecnologia, a Fapesb, Agerba, Promo, Ibametro, CBPM e duas diretorias da Ebal. Segundo o secretário-geral da legenda na Bahia, Alexandre Brust, as divergências entre Severiano e o governo se deram por conta da verticalização na composição dos espaços – nomeação de todos os cargos ligados aos órgãos. Enquanto o presidente do PDT insistiu na verticalização, o governo negou o pleito afirmando que outros partidos aliados ocupavam alguns cargos, na Agerba e no Ibametro, por exemplo, que não poderiam ser mexidos. “Os nomes do PDT para os cargos serão escolhidos em consenso com a nova Executiva Estadual. Vamos ter isso até a segunda-feira”, ressaltou Brust. Além dos nomes para a Secti que foram sugeridos por Severiano Alves, enquanto estava envolvido nas negociações – como o do coordenador do curso de Relações Públicas e Comunicação da Unifacs, Eliezer Cruz – outros quadros são cotados para o comando da secretaria ou de outros órgãos do governo. Entre eles, estão o ex-deputado federal e ex-prefeito de Irecê, Beto Lélis, o cientista político Joviniano Neto e o ex-secretário da Fazenda e da Administração do governo João Henrique, Oscimar Torres. Tranquilo – Deputado estadual pelo PDT, cuja bancada na Assembleia Legislativa é afinada com o governo, Roberto Carlos festejou, enfim, a concretização da aliança. “O ministro Luppi telefonou para mim hoje às 14h e disse para eu ficar tranquilo que o PDT vai ficar com Wagner”.
Fonte: A Tarde

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