segunda-feira, abril 06, 2009

Será que tomou curso em Jeremoabo-Bahia


PMI gasta R$ 660 mil mas merenda não chega
às escolas da rede municipal de ensino de Ilhéus e deixa 23 mil alunos sem ter o que o que comer, segundo o Conselho de Alimentação Escolar (CAE).
As aulas começaram no dia 16 de fevereiro e até hoje os estudantes das creches, pré-escola e ensino fundamental (1ª a 8ª série) estão sem merenda. De acordo com a presidente do CAE, Jaciara da Silva Santos, a situação é preocupante e estranha. Ela informa que em dezembro e janeiro, período de férias escolares, foram feitas várias compras de alimentos com o dinheiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). É desconhecido o paradeiro dos alimentos comprados. Segundo relatório elaborado pelo Conselho de Alimentação, no dia 26 de dezembro, um dia após o feriado de Natal, numa sexta-feira, foram realizadas compras de alimentos que seriam da merenda escolar. A compra atingiu o valor de R$ 78.130. No dia 30 de dezembro foram feitas mais compras de alimentos com a verba do FNDE, recurso exclusivo para a alimentação escolar, somando R$ 81.607,80. Na véspera do feriado, dia 31, mais duas supostas compras de alimentos, de R$ 41.063 e R$ 78.130. Foram gastos em torno de R$ 280 mil e as supostas aquisições de alimentos para merenda escolar seguiram neste ano. Em 2 de janeiro, um dia após o feriado, foram gastos R$ 158.827,57 com supostas compras de alimentos. Outras duas supostas compras de alimentos foram feitas no mesmo mês. No dia 5, o município gastou R$ 117.764,57 e no dia 14, outros R$ 78,130,00. A última suposta compra do mês foi dia 23, de R$ 27.501,75, por alimentos como farinha, arroz, feijão, carne, lingüiça, frutas. Os produtos seriam para a merenda escolar, embora na ocasião as escolas estivessem fechadas. No total, foram mais de R$ 660 mil. Segundo Jaciara Silva, em fevereiro, quando efetivamente iniciou o ano letivo, nenhuma compra foi realizada. A verba de março já está disponível na conta da Prefeitura de Ilhéus, R$ 234.924,80 para a compra de alimentos. Mistério A presidente do Conselho Escolar descobriu que algumas unidades de ensino tem merenda estocada no depósito, mas a direção recebeu ordem verbal da Secretaria de Educação para que a merenda só fosse distribuída quando as outras escolas tivessem sido abastecidas. Só que a maioria das escolas municipais não tem merenda. “É de responsabilidade do poder público assegurar a alimentação dos estudantes. Enviei oficio questionando o motivo pelo qual a merenda não estava sendo distribuída nas escolas”. Ela destaca que, apesar de diversos pagamentos por supostas compras realizadas em dezembro e janeiro, os alimentos não estão nas escolas, com exceção de poucas unidades que estão com o depósito cheio, mas sem autorização para liberar a comida para as crianças. Jaciara conta que, em diversas escolas, os professores testemunham crianças com fome sem a merenda. “A carência de alimento dificulta a aprendizagem, estimula a violência, falta de interesse e evasão escolar. Nos distritos, o problema é mais agravante”. Outro lado De acordo com a gerente de alimentação da Secretaria Municipal de Educação, Carolina Fragassi, o problema da merenda escolar está praticamente resolvido. Segundo ela, a prefeitura estava esperando a liberação do recurso do FNDE. Ela disse que a verba foi liberada no dia 31 de março. “Como são muitas escolas, 46 no total, dividimos a quantidade em três lotes, sendo o primeiro nas escolas da sede. A merenda já começou a ser liberada”. Carolina informa que na segunda-feira, 5, haverá uma reunião com 14 diretoras de escolas dos distritos, onde serão distribuídas as guias para os fornecedores entregar a merenda nas escolas. Ela diz que este será o último lote para receber guias da merenda. Carolina explica que talvez haja algum atraso nas escolas de difícil acesso, a exemplo das unidades de ensino dos distritos, onde em alguns casos não é possível a passagem de veículo. Em nenhum momento ela explicou onde estão os alimentos supostamente comprados desde dezembro nem porque não foram distribuídos em fevereiro.
Fonte: A Região

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