Baptista Chagas de Almeida
O Ministério Público Estadual apresentou à Justiça ação civil pública de reparação de danos ao patrimônio público. Só a frase tem público três vezes, mas, pelo jeito, o que acontecia era uma ação privada para atacar o erário. São R$ 120 milhões que, de acordo com os promotores, teriam sido desviados do Cardiominas. A promotoria pede o seqüestro de bens dos ex-governadores Hélio Garcia (PTB) e Newton Cardoso (PMDB). A liminar não foi concedida, o juiz optou por ouvir a defesa dos advogados antes de tomar uma decisão. É impressionante como as cifras no Brasil são milionárias nas denúncias de corrupção com a mesma força com que elas faltam, na hora de fazer investimentos para melhorar a qualidade de vida da população ou para a infra-estrutura, tão carente no país. Dá para imaginar quanto desenvolvimento poderia ter ocorrido se não houvesse tantos ataques aos cofres públicos.
A administração pública é tratada como um balcão de negócios, antes de ser colocada a serviço da população. É assim nas mínimas coisas. O Senado, por exemplo, ainda está demitindo parentes de senadores e funcionários a conta-gotas. O nepotismo, por mais que a opinião pública reclamasse, era tratada como uma coisa normal, corriqueira, pela classe política. Tinha parlamentar que enchia a boca para dizer que o cargo era de confiança e nada mais natural que ter "confiança" no filho, na nora, na esposa, no sobrinho ou em outro parente. É assim, simples assim.
Faça as contas. Pegue as operações da Polícia Federal e some quanto dinheiro é alvo de desvio. São bilhões e bilhões de reais. É o investimento que falta no metrô, no posto de saúde, na educação, em tudo que os candidatos pelo país afora tanto discursaram nos últimos tempos. E vai continuar assim, a menos que ações como a proposta pelo Ministério Público mineiro comece a dar resultados. Na área criminal, os acusados acabam se beneficiando dos prazos de prescrição e quase nunca são condenados. Resta a ação civil pública. Se doer no bolso dos corruptos, já é um avanço.
Fonte Estado de Minas (MG)
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