Foram dez exonerações de servidores ligados a funcionários e senadores.Cinco servidores trocaram de cargo para que parentes continuem na Casa
Jeferson Ribeiro
Do G1, em Brasília
A Secretaria de Recursos Humanos do Senado publicou nesta sexta-feira (17) mais uma lista de funcionários que foram exonerados ou pediram para trocar de cargo para se adequar à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu a prática de nepotismo no serviço público. O novo boletim administrativo de pessoal mostra que dez servidores pediram exoneração do Senado por ter algum grau de parentesco com senadores ou funcionários em cargos de chefia. Dois desses eram parentes de senadores e os outros oito eram ligados a servidores de carreira da Casa. Outros cinco servidores do Senado pediram dispensa das funções gratificadas que ocupavam e retornaram para suas posições de origem. Nesses casos, o servidor fez essa opção para manter o emprego de outro parente, já que no entendimento do Senado os parentes podem até ser contratados pela Casa, mas não podem ser chefiados diretamente pelos seus consangüíneos. É o caso de Florian Augusto Coutinho Madruga, chefe de gabinete do presidente do Senado, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN). Ele pediu dispensa da chefia de gabinete e retornou ao quadro dos analistas legislativos para que João Paulo Madruga, seu sobrinho, pudesse continuar trabalhando na presidência da Casa. “O doutor Florian é tio do João Paulo Madruga e tendo em vista que o doutor já é um servidor que tem 35 anos de serviço e já poderia estar aposentado ou solicitando sua aposentadoria, ele preferiu optar pela sua saída e deixar o seu sobrinho, o João Paulo Madruga”, explicou Garibaldi. Até agora, 43 parentes de senadores já foram exonerados depois da decisão do Supremo Tribunal Federal. Outros 11 servidores também foram dispensados ou tiveram que trocar de cargo para se adequar às novas regras. Do boletim administrativo divulgado nesta sexta-feira, quatro servidores que foram exonerados não foram encontrados para explicar o motivo de suas dispensas. Os órgãos aos quais eles estavam vinculados também foram procurados pelo G1, mas não prestaram informações sobre o motivo da exoneração. “Eu acho que, meu Deus, eu estou sendo tão julgado nessa hora. Parece até que eu cometi algum delito, algum erro, mas na verdade eu estou procurando ser muito justo e procurando sobretudo é cumprir a lei. Hoje só há uma preocupação da minha parte: cumprir a lei, custe o que custar”, disse o presidente do Senado, reclamando do assédio dos jornalistas. Na segunda-feira (20), o Senado deve divulgar uma nova lista de dispensas para acabar com a prática de nepotismo na Casa.
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