IR
1 - Meu filho completou 21 anos em janeiro passado, faz faculdade e trabalha com salário inferior ao valor tributável. Se incluí-lo como dependente, tenho de informar sua renda e somá-la à minha? R - Sim. Declare o salário dele na ficha Rendimentos tributáveis recebidos de pessoas jurídicas pelos dependentes. Entretanto, se a renda dele foi superior a R$ 4.065,26 (soma dos abatimentos com educação e dependente), é mais vantagem não lançá-lo como dependente. Nesse caso, ele fará a declaração de isento no fim do ano. 2 - Há alguma particularidade da conta salário na declaração? R - Para fins de declaração do IR, trata-se de uma conta corrente comum. Declare-a na ficha Bens e direitos (código 61). 3 - Tinha imóvel com minha mulher. Vendi-o e depositei o valor na conta dela. Como declaro? R - Na declaração dela, informe seu CPF. Lance o valor na ficha Bens e direitos (código 61, ou outro, se for o caso). 4 - Sou casado em comunhão de bens. Eu e minha mulher compramos um terreno por R$ 60 mil. Declaramos em separado. Como declaramos esse bem? R - Informe nas duas declarações, na ficha Informações do cônjuge, o CPF de cada um. O terreno deverá constar apenas em uma das declarações, na ficha Bens e direitos. O valor será lançado na coluna Ano de 2007 (a de 2006 ficará em branco). 5 - Completei 65 anos em outubro de 2007. Sou aposentado e tenho renda do trabalho. Como faço para abater a parcela isenta da aposentadoria a maiores de 65 anos? R - A aposentadoria até outubro será tributada integralmente. Nos meses de novembro e dezembro, os primeiros R$ 1.313,69 serão lançados na ficha Rendimentos isentos e não-tributáveis; o excedente, na ficha Rendimentos tributáveis recebidos de pessoas jurídicas pelo titular, acrescido do valor relativo ao salário. 6 - Não tenho sequer o número da declaração de isento feita no ano passado. Como faço a declaração de ajuste deste ano? R - O número do recibo de 2007 é obrigatório no caso da declaração de ajuste anual. No seu caso, o campo deve ser deixado em branco, uma vez que você não entregou essa declaração em março/abril de 2007. 7 - Preciso declarar um carro comprado em janeiro de 2007 e vendido em março? E quanto a um carro adquirido por leasing, que ainda não está em meu ome? R - Informe na coluna Discriminação da ficha Bens e direitos (código 21) a compra e a venda do carro, com nomes e CPFs do vendedor e do comprador e os valores de compra e de venda. Deixe em branco as colunas Ano de 2006 e Ano de 2007. O leasing realizado com opção de compra exercida no final do contrato é declarado na ficha Bens e direitos (código 21). Na coluna Discriminação, informe os dados do bem e do contratante e, na coluna Ano de 2007, o valor pago no ano. 8 - Tenho filho de 27 anos, casado, pai de uma menina de quatro anos. Ele trabalhava, mas devido a uma doença está afastado do serviço, recebendo pensão do INSS de R$ 480 mensais. Posso declará-lo como dependente? R - Não, pois a lei não permite. Além disso, mesmo que pudesse, não compensaria incluí-lo, pois a soma da renda dele à sua resultaria em mais imposto a pagar (ou menor restituição).
Fonte: Tribuna da Bahia
sábado, março 22, 2008
Geddel volta advertir o PT sobre aliança
Está cada vez mais caminhando para um desfecho imprevisível a relação entre o PMDB e o PT baianos. O caldo derramou mais uma vez com as declarações do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), ontem, no jornal o Globo, deixando claro que “não vamos ter compromisso com ninguém”, ao referir-se a possibilidade de o PT aprovar, na reunião nacional do seu diretório, na segunda-feira, em Brasília, alianças pontuais com o PSDB para a sucessão municipal, inclusive em Salvador. O próprio governador Jaques Wagner já admitiu aliança com os tucanos em torno da candidatura Antonio Imbassahy à prefeitura da cidade. Geddel foi mais longe e avisou que vai conversar com o Democratas. “ Vai ser o samba do crioulo doido”, acrescentou. A reunião dos petistas na segunda é para definir os critérios das alianças políticas para este ano. A tendência é permitir exceções, com alianças pontuais entre petistas e tucanos em Salvador, Aracaju e Belo Horizonte. Matéria de O Globo acredita que o recado de Geddel é direto para o PT da Bahia, já que o ministro não anda nada satisfeito com o fato de Wagner ter admitido que Imbassahy e os tucanos fazem parte do seu leque de alianças. Geddel lembrou que há um compromisso do PMDB de apoiar a candidatura à reeleição de Jaques Wagner, em 2010, e o candidato do próprio Lula para a sucessão presidencial. Mas que isso, agora, está condicionado à eleição municipal. “Neste caso, o PMDB vai ficar liberado das alianças e procurar o seu rumo em todo o País. Para mim, política é compromisso. Quero saber quem é o candidato do PSDB em 2010. Vai ser o nome do Lula ou será o governador José Serra (candidato tucano)?” questiona o ministro. E finaliza em tom desafiador: “Quero saber do PT qual será a música porque eu sei dançar todos os ritmos. Mas preciso estar com a roupa adequada”.
Democratas lançará ACM Neto em festa na UPB
O Democratas vai comemorar o seu primeiro ano de vida no próximo dia 27, a partir das 15 horas, no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB), no CAB. O evento servirá também para o partido lançar a pré-candidatura do deputado federal ACM Neto, atual líder nacional da legenda, à prefeitura de Salvador. A festa contará com as presenças de figuras expressivas do cenário nacional como o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, os prefeitos do Rio de Janeiro, César Maia, e de São Paulo, Gilberto Kassab, o presidente nacional da legenda, Rodrigo Maia (RJ), além de políticos baianos, como o ex-governador Paulo Souto. A festa comemorativa a ser realizada na UPB pode ter sido uma estratégia da legenda por ter influência sobre a mesma, já que é presidida pelo prefeito de Santo Estevão, Orlando Santiago, filiado ao Democratas. A presença de figuras expressivas do cenário nacional também faz parte de outra estratégia, já que Salvador é uma das capitais definidas pela legenda como prioritárias nas eleições municipais de outubro. Superadas as turbulências vividas durante a sua criação no ano passado, agora o Democratas está unido e busca na candidatura do deputado ACM Neto se firmar em Salvador, fazendo um contraponto à administração do prefeito João Henrique (PMDB). Além do ex-governador Paulo Souto, o deputado ACM Neto deverá receber o apoio de figuras destacadas do seu partido, como os deputados federais José Carlos Aleluia e Jorge Khoury, e do senador Antônio Carlos Magalhães Júnior. Neto vem intensificando as suas visitas aos bairros de Salvador, e deverá contar também com o PTN do deputado João Carlos Bacelar, vem conversando com o PR do senador César Borges, além de já contar com o apoio de outras legendas menores. Por outro lado, enquanto a situação de Salvador já está definida, em Feira de Santana o Democratas ainda não escolheu o nome que vai representá-lo na disputa com os deputados federais Colbert Martins (PMDB) e Sergio Carneiro (PT), que já estão com as suas candidaturas nas ruas. O prefeito José Ronaldo tem feito algumas reuniões para definir este nome, mas até agora não chegou a uma conclusão. A escolha deverá ser feita entre os nomes dos deputados Fernando de Fabinho e Tarcisio Pimenta, dos ex-deputados Jairo Carneiro e Eliana Boaventura, além do vice-prefeito Borges Júnior. Nesta segunda-feira, 24, acontecerá mais uma reunião importante para a escolha do nome do Democratas para disputar a prefeitura feirense, desta feita com os vereadores da base governista. Segundo a imprensa local, o deputado estadual Tarcisio Pimenta sai na frente, já que conta com a preferência de oito dos dezessete vereadores que apóiam o governo municipal. (Por Evandro Matos)
Oposição se desentende sobre seu novo líder na Câmara
A semana promete ser conturbada na Câmara Municipal de Salvador. O impasse sobre a liderança da bancada de oposição da Casa deve causar ainda mais confusão. Está marcada para as 10 horas desta segunda-feira, no Salão Nobre da Câmara, a posse da nova Liderança de Oposição, com a vereadora Olívia Santana (PcdoB) na liderança, José Carlos Fernandes (PSDB) na vice-liderança e Virgilio Pacheco (PPS) como 2º vice-líder. A iniciativa é dos doze vereadores do PCdoB, PSB, PSDB e PPS, que se reuniram e elegeram a nova liderança. O problema é que o presidente da Casa, Valdenor Cardoso (PTC), continua afirmando que, até segunda ordem, o líder da oposição continua sendo Paulo Magalhães Júnior (DEM). Ainda segundo ele, a mesa diretora da Casa se reunirá até o final da semana para resolver sobre o impasse. Afirmando está amparado pelo regimento, Paulo Magalhães Júnior disse estar muito tranqüilo, declarando ainda que não vai se manifestar até que a mesa se pronuncie oficialmente. Segundo os vereadores da bancada de governo e de oposição, o impasse criado pela bancada independente está inviabilizando o trabalho da Casa, que há duas semanas está com o funcionamento prejudicado pela solicitação da bancada independente. O presidente da Casa disse que essa é uma decisão que deveria ser tomada de forma democrática, por isso solicitou a reunião de mesa. Valdenor afirmou desconhecer a solenidade de posse da nova liderança. “Vai ter posse? Eu não fui nem convidado”, ironizou. Virgílio Pacheco, 2º Vice-líder da nova bancada de oposição, afirmou que a mesa diretora da Câmara cabe apenas homologar a decisão, que deve ser discutida internamente. “Nos reunimos e escolhemos Olívia como nossa líder. O que vale é a vontade da maioria, e nos somos a maioria. Portanto, nessa segunda-feira reuniremos dirigentes de todos os partidos da oposição, além de parlamentares federais e estaduais para a nossa posse”, enfatizou. Pacheco disse ainda que a partir do dia 15 de junho ele será o novo líder da oposição, já que a vereadora Olívia Santana se afastará para cuidar da sua candidatura à Prefeitura de Salvador. O líder da oposição, vereador Paulo Magalhães Júnior afirmou que aguarda com tranqüilidade a decisão da mesa. “Não vou me manifestar, mas acho inadmissível que os partidos que mamaram durante três anos e meio na gestão do prefeito João Henrique, só agora, de uma hora para outra e as vésperas das eleições, tenham percebido que o governo, que participaram ativamente com cargos e secretarias, era incompetente, querendo ser da noite para o dia mais oposição do que quem sempre foi oposição”, indignou-se. O vereador Téo Senna (PTC), líder da oposição até 31 de dezembro do ano passado, declarou absurda e ilegítima a posição da bancada independente. “Não há homologação para uma coisa que não tem legitimidade. De acordo com o regimento, oposição e situação são decididas pelo resultado das urnas. Essa decisão envergonha a todos nós, porque, como entender que partidos que fizeram parte da base do prefeito durante três anos e meio agora resolvam abandonar o governo e ainda por cima assumir a liderança da oposição”, disse. “Que eles queiram fazer oposição à gestão do prefeito João Henrique, acho salutar e democrático. Que queiram seguir uma linha independente, também é salutar e democrático. Agora, querer, a essa altura do campeonato, assumir a liderança da bancada de oposição é vergonhoso. Só pode ser puro oportunismo em benefício da campanha da vereadora a vaga majoritária. Essas posturas envergonham a política. Só posso repetir um dito popular que diz que quando o barco está afundando os ratos são os primeiros a pular”, bradou. A nossa equipe de reportagem tentou entrar em contato com a vereadora Olívia Santana, mas não obteve sucesso. (Por Carolina Parada)
Jutahy Júnior defende entendimento com espanhóis
Em discurso feito na Câmara, o deputado federal Jutahy Jr. (PSDB) se solidarizou com os brasileiros que foram deportados injustamente da Espanha, mas defendeu que os Ministérios de Relações Exteriores brasileiro e espanhol definam critérios claros e objetivos para que as exigências de imigração sejam cumpridas de lado a lado, evitando novas deportações e pondo fim a um conflito que “não é prudente, aconselhável nem justificável”. O deputado disse saber ser necessária a adoção de políticas de reciprocidade, mas, além de lembrar das relações históricas de amizade entre os espanhóis e a Bahia, onde há uma forte comunidade espanhola que deu origem a instituições como o Clube Espanhol, o Hospital Espanhol e até um time de futebol, o Galícia, destacou o fato de o Estado, Salvador e seu litoral serem destino de inúmeros investimentos espanhóis. “O conflito não interessa ao Brasil e à Espanha, que é um dos principais investidores no nosso País em vários setores, como o financeiro, de turismo e energético. O meu Estado, a Bahia, é um dos que mais recebe turistas espanhóis no Brasil. Empatamos com o Rio de Janeiro e já estamos passando para primeiro lugar”, observou Jutahy, lembrando que acontecem graves situações em vários países com relação aos viajantes brasileiros e que “não podemos transformar um país amigo, como a Espanha, num caudatário de ressentimentos específicos por erros circunstanciais”. “É óbvio que somos solidários com os estudantes brasileiros e com todas as pessoas que passam constrangimentos, chegando lá, não tendo direito de fazer sua defesa. Mas sabemos que isso é feito por funcionários de terceiro, de quarto escalão e não podemos transformar esse assunto em crise entre Brasil e Espanha”, declarou.
Fonte: Tribuna da Bahia
Democratas lançará ACM Neto em festa na UPB
O Democratas vai comemorar o seu primeiro ano de vida no próximo dia 27, a partir das 15 horas, no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB), no CAB. O evento servirá também para o partido lançar a pré-candidatura do deputado federal ACM Neto, atual líder nacional da legenda, à prefeitura de Salvador. A festa contará com as presenças de figuras expressivas do cenário nacional como o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, os prefeitos do Rio de Janeiro, César Maia, e de São Paulo, Gilberto Kassab, o presidente nacional da legenda, Rodrigo Maia (RJ), além de políticos baianos, como o ex-governador Paulo Souto. A festa comemorativa a ser realizada na UPB pode ter sido uma estratégia da legenda por ter influência sobre a mesma, já que é presidida pelo prefeito de Santo Estevão, Orlando Santiago, filiado ao Democratas. A presença de figuras expressivas do cenário nacional também faz parte de outra estratégia, já que Salvador é uma das capitais definidas pela legenda como prioritárias nas eleições municipais de outubro. Superadas as turbulências vividas durante a sua criação no ano passado, agora o Democratas está unido e busca na candidatura do deputado ACM Neto se firmar em Salvador, fazendo um contraponto à administração do prefeito João Henrique (PMDB). Além do ex-governador Paulo Souto, o deputado ACM Neto deverá receber o apoio de figuras destacadas do seu partido, como os deputados federais José Carlos Aleluia e Jorge Khoury, e do senador Antônio Carlos Magalhães Júnior. Neto vem intensificando as suas visitas aos bairros de Salvador, e deverá contar também com o PTN do deputado João Carlos Bacelar, vem conversando com o PR do senador César Borges, além de já contar com o apoio de outras legendas menores. Por outro lado, enquanto a situação de Salvador já está definida, em Feira de Santana o Democratas ainda não escolheu o nome que vai representá-lo na disputa com os deputados federais Colbert Martins (PMDB) e Sergio Carneiro (PT), que já estão com as suas candidaturas nas ruas. O prefeito José Ronaldo tem feito algumas reuniões para definir este nome, mas até agora não chegou a uma conclusão. A escolha deverá ser feita entre os nomes dos deputados Fernando de Fabinho e Tarcisio Pimenta, dos ex-deputados Jairo Carneiro e Eliana Boaventura, além do vice-prefeito Borges Júnior. Nesta segunda-feira, 24, acontecerá mais uma reunião importante para a escolha do nome do Democratas para disputar a prefeitura feirense, desta feita com os vereadores da base governista. Segundo a imprensa local, o deputado estadual Tarcisio Pimenta sai na frente, já que conta com a preferência de oito dos dezessete vereadores que apóiam o governo municipal. (Por Evandro Matos)
Oposição se desentende sobre seu novo líder na Câmara
A semana promete ser conturbada na Câmara Municipal de Salvador. O impasse sobre a liderança da bancada de oposição da Casa deve causar ainda mais confusão. Está marcada para as 10 horas desta segunda-feira, no Salão Nobre da Câmara, a posse da nova Liderança de Oposição, com a vereadora Olívia Santana (PcdoB) na liderança, José Carlos Fernandes (PSDB) na vice-liderança e Virgilio Pacheco (PPS) como 2º vice-líder. A iniciativa é dos doze vereadores do PCdoB, PSB, PSDB e PPS, que se reuniram e elegeram a nova liderança. O problema é que o presidente da Casa, Valdenor Cardoso (PTC), continua afirmando que, até segunda ordem, o líder da oposição continua sendo Paulo Magalhães Júnior (DEM). Ainda segundo ele, a mesa diretora da Casa se reunirá até o final da semana para resolver sobre o impasse. Afirmando está amparado pelo regimento, Paulo Magalhães Júnior disse estar muito tranqüilo, declarando ainda que não vai se manifestar até que a mesa se pronuncie oficialmente. Segundo os vereadores da bancada de governo e de oposição, o impasse criado pela bancada independente está inviabilizando o trabalho da Casa, que há duas semanas está com o funcionamento prejudicado pela solicitação da bancada independente. O presidente da Casa disse que essa é uma decisão que deveria ser tomada de forma democrática, por isso solicitou a reunião de mesa. Valdenor afirmou desconhecer a solenidade de posse da nova liderança. “Vai ter posse? Eu não fui nem convidado”, ironizou. Virgílio Pacheco, 2º Vice-líder da nova bancada de oposição, afirmou que a mesa diretora da Câmara cabe apenas homologar a decisão, que deve ser discutida internamente. “Nos reunimos e escolhemos Olívia como nossa líder. O que vale é a vontade da maioria, e nos somos a maioria. Portanto, nessa segunda-feira reuniremos dirigentes de todos os partidos da oposição, além de parlamentares federais e estaduais para a nossa posse”, enfatizou. Pacheco disse ainda que a partir do dia 15 de junho ele será o novo líder da oposição, já que a vereadora Olívia Santana se afastará para cuidar da sua candidatura à Prefeitura de Salvador. O líder da oposição, vereador Paulo Magalhães Júnior afirmou que aguarda com tranqüilidade a decisão da mesa. “Não vou me manifestar, mas acho inadmissível que os partidos que mamaram durante três anos e meio na gestão do prefeito João Henrique, só agora, de uma hora para outra e as vésperas das eleições, tenham percebido que o governo, que participaram ativamente com cargos e secretarias, era incompetente, querendo ser da noite para o dia mais oposição do que quem sempre foi oposição”, indignou-se. O vereador Téo Senna (PTC), líder da oposição até 31 de dezembro do ano passado, declarou absurda e ilegítima a posição da bancada independente. “Não há homologação para uma coisa que não tem legitimidade. De acordo com o regimento, oposição e situação são decididas pelo resultado das urnas. Essa decisão envergonha a todos nós, porque, como entender que partidos que fizeram parte da base do prefeito durante três anos e meio agora resolvam abandonar o governo e ainda por cima assumir a liderança da oposição”, disse. “Que eles queiram fazer oposição à gestão do prefeito João Henrique, acho salutar e democrático. Que queiram seguir uma linha independente, também é salutar e democrático. Agora, querer, a essa altura do campeonato, assumir a liderança da bancada de oposição é vergonhoso. Só pode ser puro oportunismo em benefício da campanha da vereadora a vaga majoritária. Essas posturas envergonham a política. Só posso repetir um dito popular que diz que quando o barco está afundando os ratos são os primeiros a pular”, bradou. A nossa equipe de reportagem tentou entrar em contato com a vereadora Olívia Santana, mas não obteve sucesso. (Por Carolina Parada)
Jutahy Júnior defende entendimento com espanhóis
Em discurso feito na Câmara, o deputado federal Jutahy Jr. (PSDB) se solidarizou com os brasileiros que foram deportados injustamente da Espanha, mas defendeu que os Ministérios de Relações Exteriores brasileiro e espanhol definam critérios claros e objetivos para que as exigências de imigração sejam cumpridas de lado a lado, evitando novas deportações e pondo fim a um conflito que “não é prudente, aconselhável nem justificável”. O deputado disse saber ser necessária a adoção de políticas de reciprocidade, mas, além de lembrar das relações históricas de amizade entre os espanhóis e a Bahia, onde há uma forte comunidade espanhola que deu origem a instituições como o Clube Espanhol, o Hospital Espanhol e até um time de futebol, o Galícia, destacou o fato de o Estado, Salvador e seu litoral serem destino de inúmeros investimentos espanhóis. “O conflito não interessa ao Brasil e à Espanha, que é um dos principais investidores no nosso País em vários setores, como o financeiro, de turismo e energético. O meu Estado, a Bahia, é um dos que mais recebe turistas espanhóis no Brasil. Empatamos com o Rio de Janeiro e já estamos passando para primeiro lugar”, observou Jutahy, lembrando que acontecem graves situações em vários países com relação aos viajantes brasileiros e que “não podemos transformar um país amigo, como a Espanha, num caudatário de ressentimentos específicos por erros circunstanciais”. “É óbvio que somos solidários com os estudantes brasileiros e com todas as pessoas que passam constrangimentos, chegando lá, não tendo direito de fazer sua defesa. Mas sabemos que isso é feito por funcionários de terceiro, de quarto escalão e não podemos transformar esse assunto em crise entre Brasil e Espanha”, declarou.
Fonte: Tribuna da Bahia
PRF usa bafômetro para inibir álcool nas estradas
Por Karina Baracho
Impossibilitados de atuar nos estabelecimentos comerciais, para inibir a venda de bebidas alcoólicas, por força da liminar concedida pela 10ª Vara da Justiça Federal ao Sindicato dos Comerciantes Varejistas de Derivados de Petróleo do Estado da Bahia, a Polícia Rodoviária Federal intensificou a fiscalização com os etilômetros, (bafômetros), e está agindo com rigor para evitar que motoristas embriagados provoquem acidentes e coloquem vidas inocentes em risco. Ao todo, nos 6.581km distribuídos em 25 rodovias federais que cortam a Bahia existem 26 postos da Polícia Rodoviária Federal e todos eles possuem o bafõmetro. O superintendente da PRF no Estado, Antônio Jorge Azevedo Barbosa, explicou que a corporação está empenhada para garantir a segurança nas estradas. A liminar da Justiça amplia a liberação da venda de bebidas alcoólicas e atinge agora todo o Estado. Antes alcançava apenas o trecho entre Salvador e as proximidades do município de Simões Filho. A liminar contempla 72 postos de combustíveis distribuídos nas rodovias federais que cortam a Bahia. A Advocacia Geral da União vai entrar com recurso para cassá-la. A PRF informou que até segunda-feira vai realizar comandos em locais estratégicos. As BRs 324, 101, 116 e 242 terão reforço extra de policiamento, e na BR-324 a fiscalização será dobrada com 12 equipes no trecho entre Feira de Santana e Salvador, com pelotões de motociclistas e dois radares fotográficos digitais. A proibição da venda de bebidas nas estradas federais, havia sido estabelecida em Medida Provisória (415/08) e visava a reduzir o número de acidentes nas estradas. As estatísticas apontam o álcool como fator presente na maioria dos acidentes. Cinco pessoas já morreram e oito ficaram feridas nas estradas federais que cortam a Bahia, mas o número poderá ser bem maior, em conseqüência da liberação de vendas de bebidas alcoólicas em estabelecimentos situados ao longo das BRs que cortam a Bahia, segundo o superintendente da PRF no Estado, Antônio Jorge Azevedo Barbosa. Os acidentes foram registrados nas primeiras 12 horas da Operação Semana Santa, iniciada à 0 hora de quinta-feira. A PRF negou-se ontem a fornecer dados dos acidentes que teriam ocorrido nas últimas 12 horas e informou que os dados constarão do relatório final, que só será divulgado na conclusão da Operação Semana Santa, segunda-feira. O número de mortes do primeiro dia da operação já se iguala ao resultado de toda a Operação Semana Santa no ano passado. A PRF teme que este número tenha um crescimento significativo em função da liberação da venda de bebidas alcoólicas nas margens das estradas. Estima-se que 150 mil veículos devem chegar e deixar a cidade até segunda-feira. O mais grave dos acidentes ocorreu às 6h45 de quinta-feira , no Km-663 da BR-101, próximo ao município de Itapebi/BA. Numa curva fechada, o automóvel Ford Focus placa JRE-4713/BA colidiu frontalmente com o caminhão Mercedes- Benz L 1313 placa MPF-8793/ES.Os dois veículos pegaram fogo. Os quatro passageiros do Focus morreram carbonizados e o condutor do caminhão, João Batista Pinto, 37 anos, saiu ileso. Estavam no veículo o condutor Sidney Pedreira dos Santos, 36, a mulher dele, Alaise Souza Chaves Pedreira dos Santos, 26, e os irmãos do motorista, Sandro Pedreira dos Santos, 34, e Edvaldo Pedreira dos Santos, 29. Todos morreram carbonizados. Eles viajavam de Mucuri/BA para Salvador. A quinta morte foi registrada em acidente na BR-116, no trecho entre Serrinha e Teofilândia. Um gol entrou no fundo de um caminhão e o motorista Cecílio Idalino Pereira Costa, 37, morreu no local. Ele morava no caminho 43, casa 23, quadra A, no bairro do Tomba, em Feira de Santana. Diego Anderson da Silva e uma pessoa ainda não identificada estavam com ele no veículo e ficaram feridas com gravidade. O motorista do caminhão, Antonio Lourival da Silva, nada sofreu.
Polícia desbarata quadrilha que atacava motoristas nas sinaleiras
; A Delegacia de Repressão a Roubos de Coletivos (Gerc) prendeu seis homens acusados de assaltar ônibus e motoristas de carros de passeio nas sinaleiras dos bairros da Pituba, Itaigara e Iguatemi. Com os acusados a polícia apreendeu, em duas casas no bairro do Vale das Pedrinhas, cinco armas municiadas calibre 38 e 32, dez aparelhos celulares, quatro relógios, um notebook e vários cartões de crédito e documentos, todos provenientes dos roubos. As investigações conforme o delegado titular Antônio Cláudio Pereira Oliveira, começaram depois de vários registros de ocorrências das vítimas da quadrilha. A operação para prender os assaltantes se deu início no começo da manhã da última quinta-feira e só terminou durante a noite com a captura de três dos acusados. Valnei Figueiredo Varjão e Roberto Santana Pereira, ambos com 21 anos, agiam juntos e são acusados de praticar mais de 40 assaltos tanto a ônibus quanto a carros de passeio. Eles admitiram as acusações, mas negaram ter passagem na polícia como foi dito pelo delegado. Os outros integrantes são: Sancler Borges dos Santos, 20, Gilmar dos Santos Silva, 29, Carlos Antônio dos Santos, 26 e Cleber Ferreira Reis, 21. Conforme o delegado eles também praticavam assaltos, além de serem encarregados de vender o material do roubo. Carlos foi preso quando tentava vender por R$ 400 o notebook tomado de assalto pela dupla Valnei e Roberto. O delegado explicou que as vítimas eram escolhidas pelos assaltantes que tinha preferência por mulheres e idosos. Eles também preferiam os carros de luxo por conta de os objetos serem de maior valor. O ponto preferido da quadrilha eram sinaleiraa e avenidas engarrafadas com grande fluxo de veículo, como a Antônio Carlos Magalhães nas proximidades do Parque da Cidade e Iguatemi. Dois deles cercavam o carro, um abordava o motorista apontando a arma, enquanto o outro quebrava o vidro do fundo e mergulhava para pegar os objetos e bolsas.
Fonte: Tribuna da Bahia
Impossibilitados de atuar nos estabelecimentos comerciais, para inibir a venda de bebidas alcoólicas, por força da liminar concedida pela 10ª Vara da Justiça Federal ao Sindicato dos Comerciantes Varejistas de Derivados de Petróleo do Estado da Bahia, a Polícia Rodoviária Federal intensificou a fiscalização com os etilômetros, (bafômetros), e está agindo com rigor para evitar que motoristas embriagados provoquem acidentes e coloquem vidas inocentes em risco. Ao todo, nos 6.581km distribuídos em 25 rodovias federais que cortam a Bahia existem 26 postos da Polícia Rodoviária Federal e todos eles possuem o bafõmetro. O superintendente da PRF no Estado, Antônio Jorge Azevedo Barbosa, explicou que a corporação está empenhada para garantir a segurança nas estradas. A liminar da Justiça amplia a liberação da venda de bebidas alcoólicas e atinge agora todo o Estado. Antes alcançava apenas o trecho entre Salvador e as proximidades do município de Simões Filho. A liminar contempla 72 postos de combustíveis distribuídos nas rodovias federais que cortam a Bahia. A Advocacia Geral da União vai entrar com recurso para cassá-la. A PRF informou que até segunda-feira vai realizar comandos em locais estratégicos. As BRs 324, 101, 116 e 242 terão reforço extra de policiamento, e na BR-324 a fiscalização será dobrada com 12 equipes no trecho entre Feira de Santana e Salvador, com pelotões de motociclistas e dois radares fotográficos digitais. A proibição da venda de bebidas nas estradas federais, havia sido estabelecida em Medida Provisória (415/08) e visava a reduzir o número de acidentes nas estradas. As estatísticas apontam o álcool como fator presente na maioria dos acidentes. Cinco pessoas já morreram e oito ficaram feridas nas estradas federais que cortam a Bahia, mas o número poderá ser bem maior, em conseqüência da liberação de vendas de bebidas alcoólicas em estabelecimentos situados ao longo das BRs que cortam a Bahia, segundo o superintendente da PRF no Estado, Antônio Jorge Azevedo Barbosa. Os acidentes foram registrados nas primeiras 12 horas da Operação Semana Santa, iniciada à 0 hora de quinta-feira. A PRF negou-se ontem a fornecer dados dos acidentes que teriam ocorrido nas últimas 12 horas e informou que os dados constarão do relatório final, que só será divulgado na conclusão da Operação Semana Santa, segunda-feira. O número de mortes do primeiro dia da operação já se iguala ao resultado de toda a Operação Semana Santa no ano passado. A PRF teme que este número tenha um crescimento significativo em função da liberação da venda de bebidas alcoólicas nas margens das estradas. Estima-se que 150 mil veículos devem chegar e deixar a cidade até segunda-feira. O mais grave dos acidentes ocorreu às 6h45 de quinta-feira , no Km-663 da BR-101, próximo ao município de Itapebi/BA. Numa curva fechada, o automóvel Ford Focus placa JRE-4713/BA colidiu frontalmente com o caminhão Mercedes- Benz L 1313 placa MPF-8793/ES.Os dois veículos pegaram fogo. Os quatro passageiros do Focus morreram carbonizados e o condutor do caminhão, João Batista Pinto, 37 anos, saiu ileso. Estavam no veículo o condutor Sidney Pedreira dos Santos, 36, a mulher dele, Alaise Souza Chaves Pedreira dos Santos, 26, e os irmãos do motorista, Sandro Pedreira dos Santos, 34, e Edvaldo Pedreira dos Santos, 29. Todos morreram carbonizados. Eles viajavam de Mucuri/BA para Salvador. A quinta morte foi registrada em acidente na BR-116, no trecho entre Serrinha e Teofilândia. Um gol entrou no fundo de um caminhão e o motorista Cecílio Idalino Pereira Costa, 37, morreu no local. Ele morava no caminho 43, casa 23, quadra A, no bairro do Tomba, em Feira de Santana. Diego Anderson da Silva e uma pessoa ainda não identificada estavam com ele no veículo e ficaram feridas com gravidade. O motorista do caminhão, Antonio Lourival da Silva, nada sofreu.
Polícia desbarata quadrilha que atacava motoristas nas sinaleiras
; A Delegacia de Repressão a Roubos de Coletivos (Gerc) prendeu seis homens acusados de assaltar ônibus e motoristas de carros de passeio nas sinaleiras dos bairros da Pituba, Itaigara e Iguatemi. Com os acusados a polícia apreendeu, em duas casas no bairro do Vale das Pedrinhas, cinco armas municiadas calibre 38 e 32, dez aparelhos celulares, quatro relógios, um notebook e vários cartões de crédito e documentos, todos provenientes dos roubos. As investigações conforme o delegado titular Antônio Cláudio Pereira Oliveira, começaram depois de vários registros de ocorrências das vítimas da quadrilha. A operação para prender os assaltantes se deu início no começo da manhã da última quinta-feira e só terminou durante a noite com a captura de três dos acusados. Valnei Figueiredo Varjão e Roberto Santana Pereira, ambos com 21 anos, agiam juntos e são acusados de praticar mais de 40 assaltos tanto a ônibus quanto a carros de passeio. Eles admitiram as acusações, mas negaram ter passagem na polícia como foi dito pelo delegado. Os outros integrantes são: Sancler Borges dos Santos, 20, Gilmar dos Santos Silva, 29, Carlos Antônio dos Santos, 26 e Cleber Ferreira Reis, 21. Conforme o delegado eles também praticavam assaltos, além de serem encarregados de vender o material do roubo. Carlos foi preso quando tentava vender por R$ 400 o notebook tomado de assalto pela dupla Valnei e Roberto. O delegado explicou que as vítimas eram escolhidas pelos assaltantes que tinha preferência por mulheres e idosos. Eles também preferiam os carros de luxo por conta de os objetos serem de maior valor. O ponto preferido da quadrilha eram sinaleiraa e avenidas engarrafadas com grande fluxo de veículo, como a Antônio Carlos Magalhães nas proximidades do Parque da Cidade e Iguatemi. Dois deles cercavam o carro, um abordava o motorista apontando a arma, enquanto o outro quebrava o vidro do fundo e mergulhava para pegar os objetos e bolsas.
Fonte: Tribuna da Bahia
Presidente do PT na Bahia pede calma a ministro Geddel
Jonas Paulo diz que partidos aliados podem ter até dois candidatos em Salvador
O presidente da executiva estadual do PT, Jonas Paulo, evitou ontem criar polêmica com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que deu anteontem um ultimato ao partido e ao governador Jaques Wagner (PT) e ameaçou rechaçar uma aliança entre petistas e tucanos em Salvador. Geddel disse publicamente que se o PT fechar apoio com os tucanos vai estar liberado “para procurar o seu rumo”, podendo, inclusive, fazer alianças com o Democratas, maior opositor dos governos federal e baiano. “Para mim, política é compromisso. Quero saber quem é o candidato do PSDB em 2010. Vai ser o nome do Lula ou será o governador José Serra? Quero saber do PT qual será a música porque eu sei dançar todos os ritmos. Mas preciso estar com a roupa adequada”, afirmou Geddel, anteontem.
Em resposta, o atual presidente estadual petista disse que a movimentação do partido é no sentido de confirmar a aliança nacional com o PMDB, tanto em 2008 como em 2010. No entanto, ele enfatizou que não adiantava “exasperação nem impaciência”. “A costura tem que ser feita com calma e inteligência”, frisou.
Apesar do discurso pacificador, Jonas Paulo adiantou que o PT está analisando o que fazer com relação às eleições da capital. “Temos em Salvador a disputa em dois turnos. Para nós, é fundamental vencê-la, como garantia de que teremos uma participação efetiva na vitória presidencial de 2010.
Precisamos ter a certeza, que a base do governador Jaques Wagner (PT) conseguirá permanecer no âmbito da prefeitura. Agora, não necessariamente, isso queira dizer que nós vamos apoiar o prefeito João Henrique (PMDB) no primeiro turno”.
De acordo com o petista, existem duas possibilidades. “Uma é disputar com uma candidatura única e a outra com duas candidaturas da base. Portanto, vamos fazer essa discussão respaldados na interlocução com os parceiros, com paciência”, declarou, ao afirmar ainda que o mesmo processo tem acontecido em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “Portanto, não temos motivos para que seja feito de forma acerbada”.
Governador - Através de sua assessoria de imprensa, o governador Jaques Wagner disse que o objetivo é trabalhar para derrotar o Democratas nas eleições, com apoio de toda a base que o elegeu em 2006. Sobre a política de alianças, Wagner disse que ela será discutida entre os partidos. “O PT acabou de eleger sua nova direção, que deverá se pronunciar sobre o assunto”.
Apontado como o pivô da briga, o presidente da executiva estadual do PSDB, Antonio Imbassahy, não quis falar com o Correio da Bahia. Ele foi procurado pela reportagem, mas até o fechamento dessa edição não retornou as ligações.
Fonte: Correio da Bahia
O presidente da executiva estadual do PT, Jonas Paulo, evitou ontem criar polêmica com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que deu anteontem um ultimato ao partido e ao governador Jaques Wagner (PT) e ameaçou rechaçar uma aliança entre petistas e tucanos em Salvador. Geddel disse publicamente que se o PT fechar apoio com os tucanos vai estar liberado “para procurar o seu rumo”, podendo, inclusive, fazer alianças com o Democratas, maior opositor dos governos federal e baiano. “Para mim, política é compromisso. Quero saber quem é o candidato do PSDB em 2010. Vai ser o nome do Lula ou será o governador José Serra? Quero saber do PT qual será a música porque eu sei dançar todos os ritmos. Mas preciso estar com a roupa adequada”, afirmou Geddel, anteontem.
Em resposta, o atual presidente estadual petista disse que a movimentação do partido é no sentido de confirmar a aliança nacional com o PMDB, tanto em 2008 como em 2010. No entanto, ele enfatizou que não adiantava “exasperação nem impaciência”. “A costura tem que ser feita com calma e inteligência”, frisou.
Apesar do discurso pacificador, Jonas Paulo adiantou que o PT está analisando o que fazer com relação às eleições da capital. “Temos em Salvador a disputa em dois turnos. Para nós, é fundamental vencê-la, como garantia de que teremos uma participação efetiva na vitória presidencial de 2010.
Precisamos ter a certeza, que a base do governador Jaques Wagner (PT) conseguirá permanecer no âmbito da prefeitura. Agora, não necessariamente, isso queira dizer que nós vamos apoiar o prefeito João Henrique (PMDB) no primeiro turno”.
De acordo com o petista, existem duas possibilidades. “Uma é disputar com uma candidatura única e a outra com duas candidaturas da base. Portanto, vamos fazer essa discussão respaldados na interlocução com os parceiros, com paciência”, declarou, ao afirmar ainda que o mesmo processo tem acontecido em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “Portanto, não temos motivos para que seja feito de forma acerbada”.
Governador - Através de sua assessoria de imprensa, o governador Jaques Wagner disse que o objetivo é trabalhar para derrotar o Democratas nas eleições, com apoio de toda a base que o elegeu em 2006. Sobre a política de alianças, Wagner disse que ela será discutida entre os partidos. “O PT acabou de eleger sua nova direção, que deverá se pronunciar sobre o assunto”.
Apontado como o pivô da briga, o presidente da executiva estadual do PSDB, Antonio Imbassahy, não quis falar com o Correio da Bahia. Ele foi procurado pela reportagem, mas até o fechamento dessa edição não retornou as ligações.
Fonte: Correio da Bahia
Levar a luta para o campo adversário
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Tancredo Neves era governador de Minas, o País inteiro sabia que João Figueiredo seria o último general-presidente e que, entre os civis, o sucessor sairia da oposição. Poderia ser pelo voto direto, se aprovada a emenda Dante de Oliveira, ou pelo Colégio Eleitoral, caso o Congresso continuasse remando contra a maré, como remou naqueles idos.
No PMDB, dois nomes despontavam, igualmente poderosos e, sem a menor dúvida, inimigos íntimos, tendo em vista haver lugar apenas para um deles: Tancredo Neves e Ulysses Guimarães. Faltavam quase dois anos para a eleição, mas a luta entre os dois era de espadas florentinas.
O governador mineiro conhecia a força do adversário, líder inconteste das oposições. Procurou atingi-lo em sua própria casa, ou seja, São Paulo. Aproximava-se o 21 de abril, quando pela tradição o governo de Minas transfere-se para Ouro Preto, em homenagem a Tiradentes. Como sempre, a solenidade envolvia a distribuição das comendas da Inconfidência, encerrando-se com uma oração libertária, sempre a cargo de alguém escolhido pelo governador, ora um historiador, ora um político, mas sempre um mineiro.
Tancredo surpreendeu a todos. Convidou o então governador de São Paulo, Franco Montoro, excepcional figura do PMDB, mas, como era óbvio, subordinado à liderança de Ulysses. Ao saudá-lo, só faltou o governador de Minas lançar formalmente a candidatura do colega paulista a presidente da República. Ninguém entendeu, ainda que Montoro tivesse caído na armadilha, aceitando a condição. Falou da união entre Minas e São Paulo, quase apresentou um programa de governo e saiu de Ouro Preto certo de que, com o apoio de Tancredo, poderia chegar ao palácio do Planalto.
Senão prejudicada, estava arranhada a candidatura de Ulysses Guimarães, precisamente o objetivo do governador mineiro ao levar a luta para o terreno do adversário. Se não chegasse a candidato, Tancredo havia criado condições para que Ulysses também não fosse, pois despertara a justa ambição de Montoro. A equação, no entanto, era mais profunda, devendo redundar, como redundou, na sagração do mineiro. Por que se conta essa história? Porque em Minas, apesar de toda a cautela de seus políticos, eles sempre conseguem invadir o campo de seus inimigos.
O exemplo está aí mesmo, expresso por coincidência através de um neto do dr. Tancredo, o atual governador Aécio Neves. Ele disputa com o governador de São Paulo a indicação presidencial no PSDB. Como no episódio anterior, assim como aconteceu com Ulysses Guimarães, José Serra ocupa uma posição de prevalência na disputa. Só que a tertúlia acaba de ser levada para o acampamento adversário, ou seja, para São Paulo.
Aécio Neves, como quem deseja apenas colaborar para a paz no ninho dos tucanos, acaba de dar declarado apoio a Geraldo Alckmin como candidato a prefeito da capital do estado. Sabendo, é claro, que José Serra sustenta a candidatura do aliado Gilberto Kassab, do DEM. A paulicéia, além de desvairada, encontra-se rachada. A História nunca se repete, mas às vezes torna episódios presentes muito semelhantes aos do passado. Geraldo Alckmin não é Franco Montoro, José Serra não é Ulysses Guimarães. Mas Aécio Neves, sem tirar nem pôr, parece o avô...
Dia de malhação
Semana Santa, tempo de meditação mesmo para quem não pertence à Cristandade, mas é bom lembrar que depois da Sexta-Feira Santa vem o Sábado de Aleluia. Hoje é dia de malhar o Judas, ainda que essa tradição esmaeça de ano para ano. Até o apóstolo execrado por dois milênios anda sendo recuperado em algumas pesquisas, apesar de o consciente coletivo não aceitar a mudança.
Supondo que a malhação permanecerá ainda por muitas décadas, a tentação continua fascinante. O cidadão comum já malhou o mundo, vingando-se tanto do truculento vizinho do lado quanto do dono do armazém que roubava no peso do arroz. Políticos sempre foram os preferidos para pendurar nos postes, havendo um tempo em que as polícias do Rio, São Paulo e outras capitais eram mobilizadas desde a madrugada para impedir o enforcamento de bonecos com o nome de generais-presidentes.
Com a volta à democracia, os chefes de governo foram mais tolerantes à medida que não mandavam prender como subversivos seus malhadores, mas também se irritavam. De José Sarney a Fernando Collor, de Itamar a Fernando Henrique, falava mais alto a vaidade de cada um. Senso de humor diante deles, nenhum.
Vamos ver como se comporta, este ano, o presidente Lula. Se foi pendurado no poste desde que assumiu, uma coisa é certa: cada vez menos vem servindo de Judas para a implacável e cruel verve popular. Deveria celebrar esse crescimento de popularidade. Mas será capaz?
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Tancredo Neves era governador de Minas, o País inteiro sabia que João Figueiredo seria o último general-presidente e que, entre os civis, o sucessor sairia da oposição. Poderia ser pelo voto direto, se aprovada a emenda Dante de Oliveira, ou pelo Colégio Eleitoral, caso o Congresso continuasse remando contra a maré, como remou naqueles idos.
No PMDB, dois nomes despontavam, igualmente poderosos e, sem a menor dúvida, inimigos íntimos, tendo em vista haver lugar apenas para um deles: Tancredo Neves e Ulysses Guimarães. Faltavam quase dois anos para a eleição, mas a luta entre os dois era de espadas florentinas.
O governador mineiro conhecia a força do adversário, líder inconteste das oposições. Procurou atingi-lo em sua própria casa, ou seja, São Paulo. Aproximava-se o 21 de abril, quando pela tradição o governo de Minas transfere-se para Ouro Preto, em homenagem a Tiradentes. Como sempre, a solenidade envolvia a distribuição das comendas da Inconfidência, encerrando-se com uma oração libertária, sempre a cargo de alguém escolhido pelo governador, ora um historiador, ora um político, mas sempre um mineiro.
Tancredo surpreendeu a todos. Convidou o então governador de São Paulo, Franco Montoro, excepcional figura do PMDB, mas, como era óbvio, subordinado à liderança de Ulysses. Ao saudá-lo, só faltou o governador de Minas lançar formalmente a candidatura do colega paulista a presidente da República. Ninguém entendeu, ainda que Montoro tivesse caído na armadilha, aceitando a condição. Falou da união entre Minas e São Paulo, quase apresentou um programa de governo e saiu de Ouro Preto certo de que, com o apoio de Tancredo, poderia chegar ao palácio do Planalto.
Senão prejudicada, estava arranhada a candidatura de Ulysses Guimarães, precisamente o objetivo do governador mineiro ao levar a luta para o terreno do adversário. Se não chegasse a candidato, Tancredo havia criado condições para que Ulysses também não fosse, pois despertara a justa ambição de Montoro. A equação, no entanto, era mais profunda, devendo redundar, como redundou, na sagração do mineiro. Por que se conta essa história? Porque em Minas, apesar de toda a cautela de seus políticos, eles sempre conseguem invadir o campo de seus inimigos.
O exemplo está aí mesmo, expresso por coincidência através de um neto do dr. Tancredo, o atual governador Aécio Neves. Ele disputa com o governador de São Paulo a indicação presidencial no PSDB. Como no episódio anterior, assim como aconteceu com Ulysses Guimarães, José Serra ocupa uma posição de prevalência na disputa. Só que a tertúlia acaba de ser levada para o acampamento adversário, ou seja, para São Paulo.
Aécio Neves, como quem deseja apenas colaborar para a paz no ninho dos tucanos, acaba de dar declarado apoio a Geraldo Alckmin como candidato a prefeito da capital do estado. Sabendo, é claro, que José Serra sustenta a candidatura do aliado Gilberto Kassab, do DEM. A paulicéia, além de desvairada, encontra-se rachada. A História nunca se repete, mas às vezes torna episódios presentes muito semelhantes aos do passado. Geraldo Alckmin não é Franco Montoro, José Serra não é Ulysses Guimarães. Mas Aécio Neves, sem tirar nem pôr, parece o avô...
Dia de malhação
Semana Santa, tempo de meditação mesmo para quem não pertence à Cristandade, mas é bom lembrar que depois da Sexta-Feira Santa vem o Sábado de Aleluia. Hoje é dia de malhar o Judas, ainda que essa tradição esmaeça de ano para ano. Até o apóstolo execrado por dois milênios anda sendo recuperado em algumas pesquisas, apesar de o consciente coletivo não aceitar a mudança.
Supondo que a malhação permanecerá ainda por muitas décadas, a tentação continua fascinante. O cidadão comum já malhou o mundo, vingando-se tanto do truculento vizinho do lado quanto do dono do armazém que roubava no peso do arroz. Políticos sempre foram os preferidos para pendurar nos postes, havendo um tempo em que as polícias do Rio, São Paulo e outras capitais eram mobilizadas desde a madrugada para impedir o enforcamento de bonecos com o nome de generais-presidentes.
Com a volta à democracia, os chefes de governo foram mais tolerantes à medida que não mandavam prender como subversivos seus malhadores, mas também se irritavam. De José Sarney a Fernando Collor, de Itamar a Fernando Henrique, falava mais alto a vaidade de cada um. Senso de humor diante deles, nenhum.
Vamos ver como se comporta, este ano, o presidente Lula. Se foi pendurado no poste desde que assumiu, uma coisa é certa: cada vez menos vem servindo de Judas para a implacável e cruel verve popular. Deveria celebrar esse crescimento de popularidade. Mas será capaz?
Fonte: Tribuna da Imprensa
Dengue: Rio terá hospitais de campanha das Forças Armadas
Nelsom Jobim afirma que houve uma "leniência no combate ao mosquito e agora estão pagando este preço"
WASHINGTON - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que as Forças Armadas estão prontas para ajudar o Rio de Janeiro no combate à dengue, inclusive com montagem de hospitais de campanha. Jobim, após palestra em Washington, disse que o chefe estadual de Defesa já tinha feito contato e a ajuda está encaminhada.
"Realmente o problema é sério lá no Rio, houve uma leniência no combate ao mosquito da dengue e agora estão pagando este preço", disse o ministro. "As Forças Armadas estão dispostas a ajudar, inclusive com a montagem de hospitais de campanha, porque os hospitais das forças lá estão todos ocupados", disse o ministro.
O número de mortes por dengue no Rio pode aumentar, caso o HemoRio (Instituto Estadual de Hematologia) não consiga superar em quase 50% o número de doadores de sangue. Na segunda-feira passada, a diretora do instituto, Clarice Lobo, viu chegar a 50 o número de bolsas de plaquetas - quantidade suficiente para suprir apenas cinco ou seis pacientes adultos.
"O estoque ficou muito, muito, muito baixo. Não deixamos de atender, mas ficamos bastante preocupados. Se tivéssemos sete pessoas precisando de plaquetas, nosso estoque não seria suficiente", afirmou Clarice. No Estado do Rio foram confirmados 48 óbitos pela doença, dos quais 20 pelo tipo hemorrágico.
Ontem, uma menina de sete meses morreu num hospital da capital com suspeita de dengue. As plaquetas são responsáveis por conter os sangramentos, comuns na forma hemorrágica da dengue. Normalmente, uma pessoa tem entre 150 mil e 400 mil plaquetas por mm de sangue.
Mas a doença provoca queda brusca desse número e a transfusão de plaquetas pode ser a única solução. Diariamente, o HemoRio recebe cerca de 400 doadores por dia e esse número precisa subir para pelo menos 600 pessoas. Até quinta-feira, foram confirmados no estado 35.901, dos quais 23.555 na capital.
"Não caiu o número de doadores, mas a demanda de plaquetas subiu entre 30% e 50%. Temos dois problemas. Em primeiro lugar, não podemos fazer um estoque estratégico da plaquetas, porque ao contrário das hemácias, que duram 42 dias, elas não podem ser estocadas por um período maior que cinco dias. Em segundo lugar, um adulto precisa de sete a nove bolsas de plaqueta em cada transfusão. Por isso, estamos conclamando a população do Rio a doar sangue", afirmou Clarice.
Segundo ela, apesar de em caso de emergência máxima ser possível trazer plaquetas de outro estado, o principal é focar na cultura da doação. "Temos que mobilizar as pessoas", afirmou. A partir da semana que vem, um ônibus vai rodar a cidade para chegar mais perto dos doadores.
Ontem, Jorge Luiz dos Santos Brito, de 26 anos, tirou um tempo para doar sangue para uma vizinha. Ela está internada no Hospital Juscelino Kubitschek, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, com dengue hemorrágica. "Vim por um apelo do pai da Aline, minha amiga e vizinha. Só tinha doado sangue em 2000, quando servia no Exército. Esse é um momento que a gente tem que ajudar, estamos vivendo uma epidemia. Eu mesmo tenho dois outros amigos que estão com dengue", disse Brito.
Segundo Clarice, apesar de em caso de emergência máxima ser possível trazer plaquetas de outro estado, o principal é focar na cultura da doação. "Temos que mobilizar as pessoas", afirmou. Lindalva Tomás de Freitas, de 35 anos, esperava na fila do Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio, para descobrir se estava com dengue.
Com dores no corpo, febre e enjôo, ela mal conseguia falar. O marido, Cleovaldo Joaquim, de 37 anos, estava revoltado. "Estamos aqui há mais de quatro horas e nos informaram que há apenas um médico. Quinta-feira, o secretário Estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, pediu desculpas à população pelas filas e afirmou que elas acontecem porque o Rio vive uma epidemia. Ele recomendou que as pessoas tenham paciência.
Morte
Um bebê morreu na quarta-feira com suspeita de dengue no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O boletim médico indica que a causa da morte de Ana Clara Gonçalves, de apenas 7 meses, foi dengue, segundo a diretoria do hospital, mas o caso ainda não foi confirmado pela Secretaria municipal de Saúde.Das 48 mortes confirmadas, 24 são de crianças menores de 12 anos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
WASHINGTON - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que as Forças Armadas estão prontas para ajudar o Rio de Janeiro no combate à dengue, inclusive com montagem de hospitais de campanha. Jobim, após palestra em Washington, disse que o chefe estadual de Defesa já tinha feito contato e a ajuda está encaminhada.
"Realmente o problema é sério lá no Rio, houve uma leniência no combate ao mosquito da dengue e agora estão pagando este preço", disse o ministro. "As Forças Armadas estão dispostas a ajudar, inclusive com a montagem de hospitais de campanha, porque os hospitais das forças lá estão todos ocupados", disse o ministro.
O número de mortes por dengue no Rio pode aumentar, caso o HemoRio (Instituto Estadual de Hematologia) não consiga superar em quase 50% o número de doadores de sangue. Na segunda-feira passada, a diretora do instituto, Clarice Lobo, viu chegar a 50 o número de bolsas de plaquetas - quantidade suficiente para suprir apenas cinco ou seis pacientes adultos.
"O estoque ficou muito, muito, muito baixo. Não deixamos de atender, mas ficamos bastante preocupados. Se tivéssemos sete pessoas precisando de plaquetas, nosso estoque não seria suficiente", afirmou Clarice. No Estado do Rio foram confirmados 48 óbitos pela doença, dos quais 20 pelo tipo hemorrágico.
Ontem, uma menina de sete meses morreu num hospital da capital com suspeita de dengue. As plaquetas são responsáveis por conter os sangramentos, comuns na forma hemorrágica da dengue. Normalmente, uma pessoa tem entre 150 mil e 400 mil plaquetas por mm de sangue.
Mas a doença provoca queda brusca desse número e a transfusão de plaquetas pode ser a única solução. Diariamente, o HemoRio recebe cerca de 400 doadores por dia e esse número precisa subir para pelo menos 600 pessoas. Até quinta-feira, foram confirmados no estado 35.901, dos quais 23.555 na capital.
"Não caiu o número de doadores, mas a demanda de plaquetas subiu entre 30% e 50%. Temos dois problemas. Em primeiro lugar, não podemos fazer um estoque estratégico da plaquetas, porque ao contrário das hemácias, que duram 42 dias, elas não podem ser estocadas por um período maior que cinco dias. Em segundo lugar, um adulto precisa de sete a nove bolsas de plaqueta em cada transfusão. Por isso, estamos conclamando a população do Rio a doar sangue", afirmou Clarice.
Segundo ela, apesar de em caso de emergência máxima ser possível trazer plaquetas de outro estado, o principal é focar na cultura da doação. "Temos que mobilizar as pessoas", afirmou. A partir da semana que vem, um ônibus vai rodar a cidade para chegar mais perto dos doadores.
Ontem, Jorge Luiz dos Santos Brito, de 26 anos, tirou um tempo para doar sangue para uma vizinha. Ela está internada no Hospital Juscelino Kubitschek, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, com dengue hemorrágica. "Vim por um apelo do pai da Aline, minha amiga e vizinha. Só tinha doado sangue em 2000, quando servia no Exército. Esse é um momento que a gente tem que ajudar, estamos vivendo uma epidemia. Eu mesmo tenho dois outros amigos que estão com dengue", disse Brito.
Segundo Clarice, apesar de em caso de emergência máxima ser possível trazer plaquetas de outro estado, o principal é focar na cultura da doação. "Temos que mobilizar as pessoas", afirmou. Lindalva Tomás de Freitas, de 35 anos, esperava na fila do Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio, para descobrir se estava com dengue.
Com dores no corpo, febre e enjôo, ela mal conseguia falar. O marido, Cleovaldo Joaquim, de 37 anos, estava revoltado. "Estamos aqui há mais de quatro horas e nos informaram que há apenas um médico. Quinta-feira, o secretário Estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, pediu desculpas à população pelas filas e afirmou que elas acontecem porque o Rio vive uma epidemia. Ele recomendou que as pessoas tenham paciência.
Morte
Um bebê morreu na quarta-feira com suspeita de dengue no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O boletim médico indica que a causa da morte de Ana Clara Gonçalves, de apenas 7 meses, foi dengue, segundo a diretoria do hospital, mas o caso ainda não foi confirmado pela Secretaria municipal de Saúde.Das 48 mortes confirmadas, 24 são de crianças menores de 12 anos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
sexta-feira, março 21, 2008
AVALIAÇÃO - O governo gasta como rico perdulário
Por: Villas-Bôas Corrêa
C om a agenda recauchutada para dividir o tempo útil entre as obrigações mínimas da maçante rotina burocrática, a campanha a qual se entrega com ânimo e a inesgotável fluência nos improvisos, o presidente Lula vai fincando pelo caminho as farpas na oposição, com a mesma ligeireza com que ignora as críticas do adversário.
O clima de confronto azeda a temporada da caça ao voto. E, das duas bandas as contradições, os exageros, a veemência da linguagem costumam saltar a cerca do bom senso.
Lula tem os seus inimigos prediletos no amplo campo oposicionista, a começar pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que também elevou o tom dos revides e das provocações.
Na poeirada que confunde e mistura a cobrança de erros do passado e do presente, ficam esquecidas à beira do caminho as denúncias que não serão apuradas, na forma do venerando costume.
A pré-campanha que contamina o governo e começa a paralisar o Congresso é como uma cortina de fumaça que facilita a fuga das apurações com a ligeireza com que salta pela apuração e pousa nas desculpas.
Afinal, noves fora os excessos, é do jogo democrático. E Lula entrou na campanha para valer, com a exata noção da importância das eleições municipais para prefeitos e vereadores deste ano, a base para os acordos e alianças para 2010.
Cuidou da arrumação palaciana, a começar pela sua agenda que passa a dividir a semana como quem corta laranja pelo meio: metade para a maçante rotina burocrática, com as reuniões e audiências com ministros, governadores, parlamentares e demais postulantes de favores. Três ou quatro dias para as viagens domésticas. Os vôos no Aerolula pelos céus do mundo não entram no rateio semanal.
O que não falta são temas e frases de efeito, apesar das muitas repetições. Um dos truques bem plantado no contraste entre o viés popular da sua trajetória, sempre lembrada e o ranço conservador dos adversário é dos mais eficientes números do repertório.
Ainda agora, tomando impulso para o próximo giro, com o PAC na bagagem, poliu uma frase redonda: "Político não fala mal de pobre em campanha. Só de rico, de banqueiro, de usineiro. Mas, com quem ele come depois ?".
Mas, se a oposição afinal entrar na campanha, depois de arrematar um entendimento no Congresso em crise permanente, e também procurar, terá o que dizer ao eleitor.
A começar por uma avaliação crítica que separe e reconheça o sucesso e a eficiência de programas sociais do governo, como o jamais igualado Bolsa Família. Mas, virando a página, é fácil identificar o perfil de um dos governos mais gastadores de todos os tempos.
Não é preciso ir longe: o ministério virou uma casa de cômodos para hospedar amigos, correligionários e aderentes. O escândalo dos cartões corporativos - que evidentemente não será apurado pela CPI chapa branca, que não engana ao mais parvo dos patetas - é um típico exemplo do desvio do dinheiro público. Se a rapinagem vem de longe e inflou com o pagamento de despesas suspeitas é mais uma razão para ser investigada.
O governo foi de uma generosidade que se confunde com a negligência na distribuição de ministérios, autarquias, cargos de direção para acomodar os insaciáveis aliados do PMDB e das siglas do seu buquê de novos e diletos companheiros.
Se o PT choraminga a sua queixa na distribuição das fatias do bolo, a verdade é que a turma de petistas de carteirinha invadiu todos os espaços nas autarquias e ministérios.
Com o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) o presidente renova o estoque de promessas e a autopromoção do maior governo de todos os tempos. Se tudo der certo, a ministra Dilma Rousseff, a mãe do PAC, terá a sua candidatura garantida.
Fonte: JB Online
C om a agenda recauchutada para dividir o tempo útil entre as obrigações mínimas da maçante rotina burocrática, a campanha a qual se entrega com ânimo e a inesgotável fluência nos improvisos, o presidente Lula vai fincando pelo caminho as farpas na oposição, com a mesma ligeireza com que ignora as críticas do adversário.
O clima de confronto azeda a temporada da caça ao voto. E, das duas bandas as contradições, os exageros, a veemência da linguagem costumam saltar a cerca do bom senso.
Lula tem os seus inimigos prediletos no amplo campo oposicionista, a começar pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que também elevou o tom dos revides e das provocações.
Na poeirada que confunde e mistura a cobrança de erros do passado e do presente, ficam esquecidas à beira do caminho as denúncias que não serão apuradas, na forma do venerando costume.
A pré-campanha que contamina o governo e começa a paralisar o Congresso é como uma cortina de fumaça que facilita a fuga das apurações com a ligeireza com que salta pela apuração e pousa nas desculpas.
Afinal, noves fora os excessos, é do jogo democrático. E Lula entrou na campanha para valer, com a exata noção da importância das eleições municipais para prefeitos e vereadores deste ano, a base para os acordos e alianças para 2010.
Cuidou da arrumação palaciana, a começar pela sua agenda que passa a dividir a semana como quem corta laranja pelo meio: metade para a maçante rotina burocrática, com as reuniões e audiências com ministros, governadores, parlamentares e demais postulantes de favores. Três ou quatro dias para as viagens domésticas. Os vôos no Aerolula pelos céus do mundo não entram no rateio semanal.
O que não falta são temas e frases de efeito, apesar das muitas repetições. Um dos truques bem plantado no contraste entre o viés popular da sua trajetória, sempre lembrada e o ranço conservador dos adversário é dos mais eficientes números do repertório.
Ainda agora, tomando impulso para o próximo giro, com o PAC na bagagem, poliu uma frase redonda: "Político não fala mal de pobre em campanha. Só de rico, de banqueiro, de usineiro. Mas, com quem ele come depois ?".
Mas, se a oposição afinal entrar na campanha, depois de arrematar um entendimento no Congresso em crise permanente, e também procurar, terá o que dizer ao eleitor.
A começar por uma avaliação crítica que separe e reconheça o sucesso e a eficiência de programas sociais do governo, como o jamais igualado Bolsa Família. Mas, virando a página, é fácil identificar o perfil de um dos governos mais gastadores de todos os tempos.
Não é preciso ir longe: o ministério virou uma casa de cômodos para hospedar amigos, correligionários e aderentes. O escândalo dos cartões corporativos - que evidentemente não será apurado pela CPI chapa branca, que não engana ao mais parvo dos patetas - é um típico exemplo do desvio do dinheiro público. Se a rapinagem vem de longe e inflou com o pagamento de despesas suspeitas é mais uma razão para ser investigada.
O governo foi de uma generosidade que se confunde com a negligência na distribuição de ministérios, autarquias, cargos de direção para acomodar os insaciáveis aliados do PMDB e das siglas do seu buquê de novos e diletos companheiros.
Se o PT choraminga a sua queixa na distribuição das fatias do bolo, a verdade é que a turma de petistas de carteirinha invadiu todos os espaços nas autarquias e ministérios.
Com o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) o presidente renova o estoque de promessas e a autopromoção do maior governo de todos os tempos. Se tudo der certo, a ministra Dilma Rousseff, a mãe do PAC, terá a sua candidatura garantida.
Fonte: JB Online
O erro espanhol
O reconhecimento, pelo Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha, dos maus-tratos impostos a passageiros brasileiros desembarcados naquele país representa o primeiro passo para que as duas nações aparem as arestas diplomáticas. Na quarta-feira, o porta-voz do ministério admitiu a falibilidade do sistema de imigração espanhol e o desconhecimento das autoridades sobre "os erros até que eles começaram a chamar a atenção da imprensa e da opinião pública". Representantes dos dois países anunciaram um encontro, no fim do mês, para buscar soluções a fim de rever as falhas e pôr um ponto final no assunto.
Bons presságios. Espera-se que se confirmem as previsões otimistas decorrentes desse reconhecimento. Afinal, as declarações desta semana contrastam com os comentários do presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, deputado Marcondes Gadelha, segundo os quais a conduta espanhola resultava das pressões da União Européia para frear a entrada de imigrantes no continente. Tanto as autoridades da Espanha quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sublinharam a vontade política para achar uma saída aceitável.
Que seja em nome do respeito e da dignidade. Os brasileiros ainda se lembram, espantados, dos relatos de humilhação que sofreram na imigração espanhola. Só em 2007, convém recordar, três mil brasileiros foram impedidos de entrar no país. Este ano, já foram mais de 600 barrados. A relação entre países prevê critérios de reciprocidade e, felizmente, não há relatos de cidadãos espanhóis destratados por autoridades brasileiras em solo nacional. Encerrar esse amargo capítulo da diplomacia é fundamental para eliminar o risco de preconceito mútuo.
Fonte: JB Online
Bons presságios. Espera-se que se confirmem as previsões otimistas decorrentes desse reconhecimento. Afinal, as declarações desta semana contrastam com os comentários do presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, deputado Marcondes Gadelha, segundo os quais a conduta espanhola resultava das pressões da União Européia para frear a entrada de imigrantes no continente. Tanto as autoridades da Espanha quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sublinharam a vontade política para achar uma saída aceitável.
Que seja em nome do respeito e da dignidade. Os brasileiros ainda se lembram, espantados, dos relatos de humilhação que sofreram na imigração espanhola. Só em 2007, convém recordar, três mil brasileiros foram impedidos de entrar no país. Este ano, já foram mais de 600 barrados. A relação entre países prevê critérios de reciprocidade e, felizmente, não há relatos de cidadãos espanhóis destratados por autoridades brasileiras em solo nacional. Encerrar esse amargo capítulo da diplomacia é fundamental para eliminar o risco de preconceito mútuo.
Fonte: JB Online
CPI dos cartões - Oposição prepara debandada
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de mau uso dos Cartões Corporativos do governo federal retoma as atividades na semana que vem com a votação dos requerimentos de quebra de sigilo de gastos da Presidência da República. O depoimento do ministro de Segurança Institucional, Jorge Félix, à comissão, previsto para terça-feira, acabou adiado porque o general entrará de férias a partir de segunda-feira e retorna a Brasília no dia 7 de abril.
A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse que vai esperar a justificativa oficial do ministro antes de convocá-lo para prestar depoimento - uma vez que Félix foi apenas convidado para comparecer à comissão. Parlamentares da oposição criticaram o adiamento da convocação porque a CPI não terá atividades no dia previsto para o depoimento.
O relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), sugeriu o convite ao general para que Félix possa esclarecer detalhes sobre a quebra de sigilo dos gastos da Presidência da República com os cartões. Os governistas alegam que os dados não podem ser revelados publicamente porque colocam em risco a segurança nacional, por isso esperam que o general confirme essa versão.
Abandono
A oposição, por sua vez, ameaçou abandonar a CPI, caso os sigilos não sejam quebrados. Marisa Serrano disse que, sem as informações mantidas em segredo pelo governo federal, a comissão não terá avanços nas suas investigações.
- Se for só para analisar números, qualquer técnico do Congresso é mais competente que qualquer senador. Então, aí nem precisa de CPI - acrescentou.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), agendou reunião para segunda-feira com os tucanos que compõem a comissão para definir uma posição. A oposição pretende afinar o discurso para tomar uma decisão conjunta, após deliberação dos próprios partidos. Há um temor generalizado de que as investigações, devido às restrições impostas, não apurem nada.
- As lideranças partidárias vão tomar a decisão. Podemos ficar ou nos retirar - disse a senadora.
Fonte: JB Online
A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse que vai esperar a justificativa oficial do ministro antes de convocá-lo para prestar depoimento - uma vez que Félix foi apenas convidado para comparecer à comissão. Parlamentares da oposição criticaram o adiamento da convocação porque a CPI não terá atividades no dia previsto para o depoimento.
O relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), sugeriu o convite ao general para que Félix possa esclarecer detalhes sobre a quebra de sigilo dos gastos da Presidência da República com os cartões. Os governistas alegam que os dados não podem ser revelados publicamente porque colocam em risco a segurança nacional, por isso esperam que o general confirme essa versão.
Abandono
A oposição, por sua vez, ameaçou abandonar a CPI, caso os sigilos não sejam quebrados. Marisa Serrano disse que, sem as informações mantidas em segredo pelo governo federal, a comissão não terá avanços nas suas investigações.
- Se for só para analisar números, qualquer técnico do Congresso é mais competente que qualquer senador. Então, aí nem precisa de CPI - acrescentou.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), agendou reunião para segunda-feira com os tucanos que compõem a comissão para definir uma posição. A oposição pretende afinar o discurso para tomar uma decisão conjunta, após deliberação dos próprios partidos. Há um temor generalizado de que as investigações, devido às restrições impostas, não apurem nada.
- As lideranças partidárias vão tomar a decisão. Podemos ficar ou nos retirar - disse a senadora.
Fonte: JB Online
PMDB quer barrar alianças entre PT e PSDB
Ministro da Integração reage duramente a acordo eleitoral entre petistas e tucanos e prevê retaliação
BRASÍLIA - A possibilidade de alianças entre PT e PSDB em algumas capitais nas eleições deste ano está provocando reação raivosa de setores do PMDB, aliado preferencial do governo Lula. O partido ameaça, como troco, aprovar uma resolução nacional liberando, e até incentivando, alianças com o DEM, partido mais radical na oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A idéia do PMDB é barrar negociações avançadas de petistas com tucanos em cidades como Belo Horizonte, Salvador e Aracaju.
Primeiro, foi o ministro das Comunicações, o mineiro Hélio Costa (PMDB), que reagiu à aliança entre o tucano Aécio Neves e o petista Fernando Pimentel na capital mineira. Agora, outro ministro peemedebista, o baiano Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) ameaça com retaliação. Em Salvador, o PMDB quer o apoio do PT à reeleição do prefeito João Henrique Carneiro.
A queixa do PMDB tem endereço certo: a reunião do diretório nacional do PT, que acontece nessa segunda-feira em Brasília, para definir os critérios das alianças políticas para este ano. A tendência é permitir exceções. “Já que não existe compromisso do PT, também não vamos ter compromisso com ninguém. Aviso que vou conversar com o DEM. Vai ser o ‘samba do crioulo doido’”, advertiu Geddel.
Recado - O seu recado é direto para o PT da Bahia. O governador Jaques Wagner (PT) admitiu na semana passada a o Globo que considera a candidatura do tucano Antonio Imbassay de seu leque de alianças. Geddel, que tem atuado em parceria com o petista na Bahia, não gostou dessa declaração. Lembrou que há um compromisso de o PMDB em apoiar a candidatura à reeleição de Jaques Wagner, em 2010, e o candidato do próprio Lula para a sucessão presidencial. Mas que isso, agora, está condicionado eleição municipal.
“Neste caso, o PMDB vai ficar liberado das alianças e procurar o seu rumo em todo o país. Para mim, política é compromisso. Quero saber quem é o candidato do PSDB em 2010. Vai ser o nome do Lula ou será o governador José Serra? Quero saber do PT qual será a música porque eu sei dançar todos os ritmos. Mas preciso estar com a roupa adequada”, afirmou. (AG)
***
Petistas admitem apoio
Preocupado com a reação peemedebista, o secretário geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP), disse que a tendência do partido será de firmar uma determinação de que as alianças prioritárias serão com os partidos da base aliada de Lula. Ele ressaltou que PSDB e DEM são partidos adversários no campo nacional e disse que o Diretório Nacional pode deliberar apenas exceções.
O PT vai fixar as alianças prioritárias e caracterizar quem são os adversários. Não acho que uma eventual exceção possa atrapalhar a relação com a base aliada. Ninguém precisa ficar magoado com situações especiais. O PT vai ser fiel com suas relações históricas”, disse Cardozo.
O líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), confirmou que a tendência do Diretório Nacional será mesmo de permitir algumas alianças municipais com o PSDB. Ele defendeu acordos pontuais.
O ex-líder da bancada, o deputado baiano Walter Pinheiro, que integra a tendência de esquerda Democracia Socialista, também aposta numa decisão do diretório nacional que permita acordos pontuais com o PSDB. “As especificidades locais não podem descaracterizar a aliança nacional. Porém, a tendência do PT é de tirar uma tendência nacional e reservar os casos especiais. Isso já ocorreu no passado”. (AG)
Fonte: Correio da Bahia
BRASÍLIA - A possibilidade de alianças entre PT e PSDB em algumas capitais nas eleições deste ano está provocando reação raivosa de setores do PMDB, aliado preferencial do governo Lula. O partido ameaça, como troco, aprovar uma resolução nacional liberando, e até incentivando, alianças com o DEM, partido mais radical na oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A idéia do PMDB é barrar negociações avançadas de petistas com tucanos em cidades como Belo Horizonte, Salvador e Aracaju.
Primeiro, foi o ministro das Comunicações, o mineiro Hélio Costa (PMDB), que reagiu à aliança entre o tucano Aécio Neves e o petista Fernando Pimentel na capital mineira. Agora, outro ministro peemedebista, o baiano Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) ameaça com retaliação. Em Salvador, o PMDB quer o apoio do PT à reeleição do prefeito João Henrique Carneiro.
A queixa do PMDB tem endereço certo: a reunião do diretório nacional do PT, que acontece nessa segunda-feira em Brasília, para definir os critérios das alianças políticas para este ano. A tendência é permitir exceções. “Já que não existe compromisso do PT, também não vamos ter compromisso com ninguém. Aviso que vou conversar com o DEM. Vai ser o ‘samba do crioulo doido’”, advertiu Geddel.
Recado - O seu recado é direto para o PT da Bahia. O governador Jaques Wagner (PT) admitiu na semana passada a o Globo que considera a candidatura do tucano Antonio Imbassay de seu leque de alianças. Geddel, que tem atuado em parceria com o petista na Bahia, não gostou dessa declaração. Lembrou que há um compromisso de o PMDB em apoiar a candidatura à reeleição de Jaques Wagner, em 2010, e o candidato do próprio Lula para a sucessão presidencial. Mas que isso, agora, está condicionado eleição municipal.
“Neste caso, o PMDB vai ficar liberado das alianças e procurar o seu rumo em todo o país. Para mim, política é compromisso. Quero saber quem é o candidato do PSDB em 2010. Vai ser o nome do Lula ou será o governador José Serra? Quero saber do PT qual será a música porque eu sei dançar todos os ritmos. Mas preciso estar com a roupa adequada”, afirmou. (AG)
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Petistas admitem apoio
Preocupado com a reação peemedebista, o secretário geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP), disse que a tendência do partido será de firmar uma determinação de que as alianças prioritárias serão com os partidos da base aliada de Lula. Ele ressaltou que PSDB e DEM são partidos adversários no campo nacional e disse que o Diretório Nacional pode deliberar apenas exceções.
O PT vai fixar as alianças prioritárias e caracterizar quem são os adversários. Não acho que uma eventual exceção possa atrapalhar a relação com a base aliada. Ninguém precisa ficar magoado com situações especiais. O PT vai ser fiel com suas relações históricas”, disse Cardozo.
O líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), confirmou que a tendência do Diretório Nacional será mesmo de permitir algumas alianças municipais com o PSDB. Ele defendeu acordos pontuais.
O ex-líder da bancada, o deputado baiano Walter Pinheiro, que integra a tendência de esquerda Democracia Socialista, também aposta numa decisão do diretório nacional que permita acordos pontuais com o PSDB. “As especificidades locais não podem descaracterizar a aliança nacional. Porém, a tendência do PT é de tirar uma tendência nacional e reservar os casos especiais. Isso já ocorreu no passado”. (AG)
Fonte: Correio da Bahia
Analfabeto é aprovado em concurso em Itabela
A prefeitura de Itabela (a 671km de Salvador) realizou um concurso em setembro de 2007 para admissão de funcionários que foi cancelado devido a fraudes através das quais até um analfabeto foi aprovado. “Foi Deus que quis assim”, afirmou o rapaz, orgu-lhando-se da suposta sorte. A prefeitura teve de anular o contrato com a Méritum Consultoria e Assessoria Ltda., responsável pela organização do concurso. Um termo de ajustamento de conduta (TAC) foi firmado na última quinta-feira (13) pelo promotor de justiça, Bruno Gontijo, com o prefeito de Itabela, Júnior. Dapé, que assumiu a obrigação de rescindir o contrato e realizar novo concurso.
De acordo com o promotor, a fraude era realizada da seguinte forma: o candidato, após fazer a prova, entregava a folha de resposta oficial à Méritum Consultoria. Na sede da empresa, em Itabuna, numa folha de respostas em branco, funcionários da Méritum, suspostamente a pedido de pessoas ligadas ao Executivo de Itabela, marcavam as alternativas corretas e falsificavam a assinatura da pessoa beneficiada fazendo com que o candidato reprovado fosse aprovado ou que o aprovado tivesse um aumento de nota final.
O analfabeto assinou com a impressão digital, mas no gabarito enviado pela empresa há uma assinatura dele por extenso. O Ministério Público pretende processar criminalmente por falsidade material, estelionato e formação de quadrilha os responsáveis pela falsificação tanto na Méritum como no Executivo. O edital de seleção do novo concurso será publicado até o dia 15 de maio.
Fonte: Correio da Bahia
De acordo com o promotor, a fraude era realizada da seguinte forma: o candidato, após fazer a prova, entregava a folha de resposta oficial à Méritum Consultoria. Na sede da empresa, em Itabuna, numa folha de respostas em branco, funcionários da Méritum, suspostamente a pedido de pessoas ligadas ao Executivo de Itabela, marcavam as alternativas corretas e falsificavam a assinatura da pessoa beneficiada fazendo com que o candidato reprovado fosse aprovado ou que o aprovado tivesse um aumento de nota final.
O analfabeto assinou com a impressão digital, mas no gabarito enviado pela empresa há uma assinatura dele por extenso. O Ministério Público pretende processar criminalmente por falsidade material, estelionato e formação de quadrilha os responsáveis pela falsificação tanto na Méritum como no Executivo. O edital de seleção do novo concurso será publicado até o dia 15 de maio.
Fonte: Correio da Bahia
Analfabeto é aprovado em concurso em Itabela
A prefeitura de Itabela (a 671km de Salvador) realizou um concurso em setembro de 2007 para admissão de funcionários que foi cancelado devido a fraudes através das quais até um analfabeto foi aprovado. “Foi Deus que quis assim”, afirmou o rapaz, orgu-lhando-se da suposta sorte. A prefeitura teve de anular o contrato com a Méritum Consultoria e Assessoria Ltda., responsável pela organização do concurso. Um termo de ajustamento de conduta (TAC) foi firmado na última quinta-feira (13) pelo promotor de justiça, Bruno Gontijo, com o prefeito de Itabela, Júnior. Dapé, que assumiu a obrigação de rescindir o contrato e realizar novo concurso.
De acordo com o promotor, a fraude era realizada da seguinte forma: o candidato, após fazer a prova, entregava a folha de resposta oficial à Méritum Consultoria. Na sede da empresa, em Itabuna, numa folha de respostas em branco, funcionários da Méritum, suspostamente a pedido de pessoas ligadas ao Executivo de Itabela, marcavam as alternativas corretas e falsificavam a assinatura da pessoa beneficiada fazendo com que o candidato reprovado fosse aprovado ou que o aprovado tivesse um aumento de nota final.
O analfabeto assinou com a impressão digital, mas no gabarito enviado pela empresa há uma assinatura dele por extenso. O Ministério Público pretende processar criminalmente por falsidade material, estelionato e formação de quadrilha os responsáveis pela falsificação tanto na Méritum como no Executivo. O edital de seleção do novo concurso será publicado até o dia 15 de maio.
Fonte: Correio da Bahia
De acordo com o promotor, a fraude era realizada da seguinte forma: o candidato, após fazer a prova, entregava a folha de resposta oficial à Méritum Consultoria. Na sede da empresa, em Itabuna, numa folha de respostas em branco, funcionários da Méritum, suspostamente a pedido de pessoas ligadas ao Executivo de Itabela, marcavam as alternativas corretas e falsificavam a assinatura da pessoa beneficiada fazendo com que o candidato reprovado fosse aprovado ou que o aprovado tivesse um aumento de nota final.
O analfabeto assinou com a impressão digital, mas no gabarito enviado pela empresa há uma assinatura dele por extenso. O Ministério Público pretende processar criminalmente por falsidade material, estelionato e formação de quadrilha os responsáveis pela falsificação tanto na Méritum como no Executivo. O edital de seleção do novo concurso será publicado até o dia 15 de maio.
Fonte: Correio da Bahia
Morte nas estradas
Nas primeiras 12 horas da Operação Semana Santa, a PRF registrou cinco óbitos e oito feridos em acidentes de trânsito
Perla Ribeiro
Pelo menos cinco mortos e oito feridos já foram registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas primeiras 12 horas da Operação Semana Santa, iniciada à 0h de ontem. O órgão ainda não divulgou os dados parciais da operação, mas o superintendente da PRF na Bahia, Antônio Jorge Azevedo Barbosa, estima um aumento no número de ocorrências com relação ao ano passado, em função da liminar que suspende a proibição do comércio de bebidas em estabelecimentos situados nas BRs que cortam a Bahia. O número de mortes do primeiro dia da operação já se iguala ao resultado de toda a Operação Semana Santa no ano passado. A PRF estima que 150 mil veículos devem chegar e deixar a cidade até segunda-feira.
O mais grave dos acidentes ocorreu às 6h45 de ontem, no Km-663 da BR-101, próximo ao município de Itapebi/BA. Numa curva fechada, o automóvel Ford Focus placa JRE-4713/BA colidiu frontalmente com o caminhão Mercedes- Benz L 1313 placa MPF-8793/ES. Os dois veículos pegaram fogo. Os quatro passageiros do Focus morreram carbonizados e o condutor do caminhão, João Batista Pinto, 37 anos, saiu ileso. O fogo se propagou por todo o veículo, inclusive a placa, que ficou totalmente derretida, o que impediu, inicialmente, a identificação do proprietário e dos familiares. Só foi possível reconhecer o veículo pelo número do motor, já que o resto ficou totalmente destruído pelas chamas.
Estavam no veículo o condutor Sidney Pedreira dos Santos, 36, a mulher dele, Alaise Souza Chaves Pedreira dos Santos, 26, e os irmãos do motorista, Sandro Pedreira dos Santos, 34, e Edvaldo Pedreira dos Santos, 29. Todos ficaram irreconhecíveis. Eles viajavam de Mucuri/BA para Salvador e, segundo depoimento de testemunhas, chovia bastante no momento do acidente, levando o Focus a derrapar na curva, ir parar contramão e colidir de frente com o caminhão, que vinha em sentido contrário.
A quinta morte de ontem foi registrada em acidente na BR-116, no trecho entre Serrinha e Teofilândia. Um gol entrou no fundo de um caminhão e o motorista Cecílio Idalino Pereira Costa, 37, morreu no local. Ele morava no caminho 43, casa 23, quadra A, no bairro do Tomba, em Feira de Santana. Outras duas pessoas estavam com ele no veículo: Diego Anderson da Silva, que foi socorrido e levado para o Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, e uma pessoa ainda não identificada, que está no hospital municipal de Serrinha. O motorista do caminhão, Antonio Lourival da Silva, não sofreu nenhum ferimento.
Maior fiscalização - O começo da Operação Semana Santa foi marcado pela intensa movimentação nas estradas baianas, o que levou a Polícia Rodoviária Federal a aumentar a estimativa inicial do número de veículos que devem deixar e chegar à cidade até segunda-feira, de cem mil para 150 mil.
Diferentemente do fluxo diário de 40 mil veículos, a previsão é de que, só ontem, entre 60 mil e 70 mil tenham deixado a capital baiana. O calendário de operações especiais, desenvolvido com o objetivo de aumentar a fiscalização e vigilância policial nos grandes feriados, visa impedir que a elevação de fluxo de tráfego contribua para a ocorrência de acidentes de trânsito, além de implementar as ações de policiamento para repressão à criminalidade.
Durante todo o fim de semana, a PRF vai realizar comandos em locais estratégicos. As BRs 324, 101, 116 e 242 terão reforço extra de policiamento e na BR-324 a fiscalização será dobrada com 12 equipes no trecho entre Feira de Santana e Salvador, pelotões de motociclistas e dois radares fotográficos digitais.Agora, a liberação da venda de bebidas alcoólicas deixa de valer somente no trecho entre Salvador e as proximidades do município de Simões Filho para atingir todo o estado. O Núcleo Jurídico da Polícia Rodoviária Federal na Bahia recebeu ontem a notificação da liminar concedida pela 10ª Vara da Justiça Federal ao Sindicato dos Comerciantes Varejistas de Derivados de Petróleo do Estado da Bahia (Sindcombustíveis), que contempla 72 postos de combustíveis distribuídos nas rodovias federais que cortam a Bahia. A Advocacia Geral da União vai entrar com recurso para cassá-la.
A proibição da venda de bebidas nas estradas foi estabelecida pela Medida Provisória (MP) 415/08, que passou a vigorar em 1º de fevereiro e foi suspensa anteontem na região de Salvador, e ontem, em todo o estado. Se por um lado os patrulheiros não poderão atuar nos estabelecimentos comerciais, em contrapartida, a superintendência da PRF promete intensificar a fiscalização com os etilômetros. Ao todo, nos 6.581km distribuídos em 25 rodovias federais que cortam a Bahia existem 26 postos da Polícia Rodoviária Federal e todos eles possuem etilômetro.
Ü LEIA MAIS sobre o movimento de saída da cidade no feriado da Semana Santa na página 2. Ao todo, a operação contará com a atuação de 600 policiais em escala de revezamento. Para o chefe da seção de policiamento e fiscalização da PRF na Bahia, o inspetor Virgílio Tourinho, além da bebida, a imprudência e o excesso de velocidade devem ser os grandes vilões das estradas. Por isso, ele alerta os condutores para redobrarem a atenção nas estradas, que terão fluxo intenso até a próxima segunda-feira.
“É essencial evitar o uso de bebidas alcoólicas, o excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas”, adverte o inspetor. Ele orienta ainda que os condutores evitem paradas em acostamentos em estradas desertas, principalmente à noite. Também destaca que devem ser priorizadas viagens durante o dia e, antes de pegar a estrada, os motoristas não podem esquecer de checar freios, sistema de iluminação e documentação do veículo.
***
Venda de bebida liberada em todo o estado
Agora, a liberação da venda de bebidas alcoólicas deixa de valer somente no trecho entre Salvador e as proximidades do município de Simões Filho para atingir todo o estado. O Núcleo Jurídico da Polícia Rodoviária Federal na Bahia recebeu ontem a notificação da liminar concedida pela 10ª Vara da Justiça Federal ao Sindicato dos Comerciantes Varejistas de Derivados de Petróleo do Estado da Bahia (Sindcombustíveis), que contempla 72 postos de combustíveis distribuídos nas rodovias federais que cortam a Bahia. A Advocacia Geral da União vai entrar com recurso para cassá-la.
A proibição da venda de bebidas nas estradas foi estabelecida pela Medida Provisória (MP) 415/08, que passou a vigorar em 1º de fevereiro e foi suspensa anteontem na região de Salvador, e ontem, em todo o estado. Se por um lado os patrulheiros não poderão atuar nos estabelecimentos comerciais, em contrapartida, a superintendência da PRF promete intensificar a fiscalização com os etilômetros. Ao todo, nos 6.581km distribuídos em 25 rodovias federais que cortam a Bahia existem 26 postos da Polícia Rodoviária Federal e todos eles possuem etilômetro.
Fonte: Correio da Bahia
Perla Ribeiro
Pelo menos cinco mortos e oito feridos já foram registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas primeiras 12 horas da Operação Semana Santa, iniciada à 0h de ontem. O órgão ainda não divulgou os dados parciais da operação, mas o superintendente da PRF na Bahia, Antônio Jorge Azevedo Barbosa, estima um aumento no número de ocorrências com relação ao ano passado, em função da liminar que suspende a proibição do comércio de bebidas em estabelecimentos situados nas BRs que cortam a Bahia. O número de mortes do primeiro dia da operação já se iguala ao resultado de toda a Operação Semana Santa no ano passado. A PRF estima que 150 mil veículos devem chegar e deixar a cidade até segunda-feira.
O mais grave dos acidentes ocorreu às 6h45 de ontem, no Km-663 da BR-101, próximo ao município de Itapebi/BA. Numa curva fechada, o automóvel Ford Focus placa JRE-4713/BA colidiu frontalmente com o caminhão Mercedes- Benz L 1313 placa MPF-8793/ES. Os dois veículos pegaram fogo. Os quatro passageiros do Focus morreram carbonizados e o condutor do caminhão, João Batista Pinto, 37 anos, saiu ileso. O fogo se propagou por todo o veículo, inclusive a placa, que ficou totalmente derretida, o que impediu, inicialmente, a identificação do proprietário e dos familiares. Só foi possível reconhecer o veículo pelo número do motor, já que o resto ficou totalmente destruído pelas chamas.
Estavam no veículo o condutor Sidney Pedreira dos Santos, 36, a mulher dele, Alaise Souza Chaves Pedreira dos Santos, 26, e os irmãos do motorista, Sandro Pedreira dos Santos, 34, e Edvaldo Pedreira dos Santos, 29. Todos ficaram irreconhecíveis. Eles viajavam de Mucuri/BA para Salvador e, segundo depoimento de testemunhas, chovia bastante no momento do acidente, levando o Focus a derrapar na curva, ir parar contramão e colidir de frente com o caminhão, que vinha em sentido contrário.
A quinta morte de ontem foi registrada em acidente na BR-116, no trecho entre Serrinha e Teofilândia. Um gol entrou no fundo de um caminhão e o motorista Cecílio Idalino Pereira Costa, 37, morreu no local. Ele morava no caminho 43, casa 23, quadra A, no bairro do Tomba, em Feira de Santana. Outras duas pessoas estavam com ele no veículo: Diego Anderson da Silva, que foi socorrido e levado para o Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, e uma pessoa ainda não identificada, que está no hospital municipal de Serrinha. O motorista do caminhão, Antonio Lourival da Silva, não sofreu nenhum ferimento.
Maior fiscalização - O começo da Operação Semana Santa foi marcado pela intensa movimentação nas estradas baianas, o que levou a Polícia Rodoviária Federal a aumentar a estimativa inicial do número de veículos que devem deixar e chegar à cidade até segunda-feira, de cem mil para 150 mil.
Diferentemente do fluxo diário de 40 mil veículos, a previsão é de que, só ontem, entre 60 mil e 70 mil tenham deixado a capital baiana. O calendário de operações especiais, desenvolvido com o objetivo de aumentar a fiscalização e vigilância policial nos grandes feriados, visa impedir que a elevação de fluxo de tráfego contribua para a ocorrência de acidentes de trânsito, além de implementar as ações de policiamento para repressão à criminalidade.
Durante todo o fim de semana, a PRF vai realizar comandos em locais estratégicos. As BRs 324, 101, 116 e 242 terão reforço extra de policiamento e na BR-324 a fiscalização será dobrada com 12 equipes no trecho entre Feira de Santana e Salvador, pelotões de motociclistas e dois radares fotográficos digitais.Agora, a liberação da venda de bebidas alcoólicas deixa de valer somente no trecho entre Salvador e as proximidades do município de Simões Filho para atingir todo o estado. O Núcleo Jurídico da Polícia Rodoviária Federal na Bahia recebeu ontem a notificação da liminar concedida pela 10ª Vara da Justiça Federal ao Sindicato dos Comerciantes Varejistas de Derivados de Petróleo do Estado da Bahia (Sindcombustíveis), que contempla 72 postos de combustíveis distribuídos nas rodovias federais que cortam a Bahia. A Advocacia Geral da União vai entrar com recurso para cassá-la.
A proibição da venda de bebidas nas estradas foi estabelecida pela Medida Provisória (MP) 415/08, que passou a vigorar em 1º de fevereiro e foi suspensa anteontem na região de Salvador, e ontem, em todo o estado. Se por um lado os patrulheiros não poderão atuar nos estabelecimentos comerciais, em contrapartida, a superintendência da PRF promete intensificar a fiscalização com os etilômetros. Ao todo, nos 6.581km distribuídos em 25 rodovias federais que cortam a Bahia existem 26 postos da Polícia Rodoviária Federal e todos eles possuem etilômetro.
Ü LEIA MAIS sobre o movimento de saída da cidade no feriado da Semana Santa na página 2. Ao todo, a operação contará com a atuação de 600 policiais em escala de revezamento. Para o chefe da seção de policiamento e fiscalização da PRF na Bahia, o inspetor Virgílio Tourinho, além da bebida, a imprudência e o excesso de velocidade devem ser os grandes vilões das estradas. Por isso, ele alerta os condutores para redobrarem a atenção nas estradas, que terão fluxo intenso até a próxima segunda-feira.
“É essencial evitar o uso de bebidas alcoólicas, o excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas”, adverte o inspetor. Ele orienta ainda que os condutores evitem paradas em acostamentos em estradas desertas, principalmente à noite. Também destaca que devem ser priorizadas viagens durante o dia e, antes de pegar a estrada, os motoristas não podem esquecer de checar freios, sistema de iluminação e documentação do veículo.
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Venda de bebida liberada em todo o estado
Agora, a liberação da venda de bebidas alcoólicas deixa de valer somente no trecho entre Salvador e as proximidades do município de Simões Filho para atingir todo o estado. O Núcleo Jurídico da Polícia Rodoviária Federal na Bahia recebeu ontem a notificação da liminar concedida pela 10ª Vara da Justiça Federal ao Sindicato dos Comerciantes Varejistas de Derivados de Petróleo do Estado da Bahia (Sindcombustíveis), que contempla 72 postos de combustíveis distribuídos nas rodovias federais que cortam a Bahia. A Advocacia Geral da União vai entrar com recurso para cassá-la.
A proibição da venda de bebidas nas estradas foi estabelecida pela Medida Provisória (MP) 415/08, que passou a vigorar em 1º de fevereiro e foi suspensa anteontem na região de Salvador, e ontem, em todo o estado. Se por um lado os patrulheiros não poderão atuar nos estabelecimentos comerciais, em contrapartida, a superintendência da PRF promete intensificar a fiscalização com os etilômetros. Ao todo, nos 6.581km distribuídos em 25 rodovias federais que cortam a Bahia existem 26 postos da Polícia Rodoviária Federal e todos eles possuem etilômetro.
Fonte: Correio da Bahia
Réquiem para o Legislativo
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - No dia em que a Cristandade reverencia a morte de Jesus, melhor oportunidade não haverá para, com todo o respeito, entoarmos o Réquiem para o Poder Legislativo. Incompreendido, criticado, humilhado e não raras vezes crucificado, o Congresso acaba de receber implacável sentença de morte decretada pelo presidente da República. Outro tema tão amargo não existiu na semana dita santa, entre os deputados e senadores que teimaram permanecer em Brasília.
Para o Lula, "o tempo em que as coisas precisam acontecer é mais rápido do que o tempo das discussões democráticas no Legislativo". Trata-se não apenas da defesa das medidas provisórias, sem as quais, para ele, seria "humanamente impossível governar o país". No caso, o presidente formulou declaração de fé na ditadura. Daí para chegar aos famigerados "autos de fé" dos tempos da Inquisição, guardadas às proporções, a distância parece curta.
Se numa sociedade organizada não há espaço para discussões democráticas, entroniza-se o autoritarismo no credo administrativo. Pode-se condenar, é claro, o marasmo com que deputados e senadores apreciam projetos de lei, mas quebrar o termômetro jamais será solução para acabar com a febre.
O que o presidente Lula entoou, dias atrás em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, foi a ladainha da truculência. Ainda mais porque repetiu não admitir mudanças nas regras de edição das medidas provisórias. Nem limitação mensal do seu número, nem interrupção do trancamento das pautas parlamentares no caso de não apreciadas em determinado prazo. Muito menos a devolução ao Executivo, pelo Congresso, de medidas provisórias sem caráter de urgência e relevância.
Em suma, à maneira dos czares de todas as Rússias, não abrirá mão do poder de baixar ucasses, sempre que entender necessários ao bom andamento da administração federal. A partir daí, tudo será válido.
Mortadela ou presunto?
Disse o presidente Lula "ser o povo a mortadela no meio do pão que são os políticos". Para ficar na gastronomia porcina, é bom lembrar a comparação feita décadas atrás pelo então ministro Delfim Netto, quando comandante da política econômica. Para ele, segurando o mapa do Brasil de cabeça para baixo, nosso País assemelhava-se a um grande presunto, do qual o mundo inteiro sempre procurava tirar uma lasquinha.
Não será o presidente da República também um político? Ou segue o exemplo dos generais seus antecessores, que não perdiam oportunidade de culpar "os políticos" por todos os males e percalços enfrentados? Afinal, chegavam ao poder através de métodos pouco ortodoxos, apesar de fantasiados de eleições pelo Congresso ou pelo Colégio Eleitoral. Mas o Lula, não. Tornou-se presidente em eleições livres e diretas, daquelas que apenas os políticos podem participar, na plenitude de seus direitos. Fundou e presidiu um partido político. Chegou a ser deputado federal e disputou inúmeras eleições, perdendo a maioria delas e submetendo-se às regras do jogo político.
É bom tomar cuidado, porque depois de mais de cinco anos na chefia do governo, o presidente começa a enveredar por um caminho tortuoso. De algumas semanas para cá percorre o País e agride parlamentares e até juízes, ou, pior ainda, as instituições a que pertencem. Dissocia-se dos políticos, como se acontecessem apesar deles as realizações que exalta, em sua administração. Tornou-se o dono do presunto.
Fritada em fogo lento
Para ficar nos périplos presidenciais desta semana, é bom atentar para o cumprimento da promessa feita por Lula no começo do mês: levaria a ministra Dilma Rousseff em todas as suas viagens, apresentando-a como a "mãe do PAC" e deixando claro que se essa exposição explícita vier a torná-la conhecida e elogiada no País inteiro, poderá constituir-se na candidata do PT à sucessão de 2010.
Terça-feira foi em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, dois dias depois, em Foz do Iguaçu, no Paraná e Florianópolis, Santa Catarina. A comitiva já esteve no Nordeste e em Minas. Em pouco tempo terá percorrido o Brasil inteiro. Só então o presidente dará atenção às pesquisas eleitorais que, até ironicamente, deixaram de acontecer com a freqüência anterior. Parece até que os institutos decidiram colaborar, suspendendo o ritmo das consultas até a hipotética fixação do nome da pré-candidata. Milagres às vezes acontecem.
No começo, tudo são flores
A Comissão de Constituição e Justiça sabatinou o ministro Gilmar Mendes, novo presidente do Supremo Tribunal Federal, elogiado por todos pela exposição que fez e as respostas que deu.
O sucessor da ministra Ellen Gracie situou o Judiciário nos limites de sua competência e exaltou as prerrogativas do Congresso no processo de elaboração das leis. Deixou claro que o STF não invadirá as atribuições parlamentares. Numa hora em que o Executivo abre tertúlia com o Legislativo, nada melhor do que vir o Judiciário em socorro dos parlamentares, mas a pergunta que se faz é no mínimo cautelosa: até quando?
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - No dia em que a Cristandade reverencia a morte de Jesus, melhor oportunidade não haverá para, com todo o respeito, entoarmos o Réquiem para o Poder Legislativo. Incompreendido, criticado, humilhado e não raras vezes crucificado, o Congresso acaba de receber implacável sentença de morte decretada pelo presidente da República. Outro tema tão amargo não existiu na semana dita santa, entre os deputados e senadores que teimaram permanecer em Brasília.
Para o Lula, "o tempo em que as coisas precisam acontecer é mais rápido do que o tempo das discussões democráticas no Legislativo". Trata-se não apenas da defesa das medidas provisórias, sem as quais, para ele, seria "humanamente impossível governar o país". No caso, o presidente formulou declaração de fé na ditadura. Daí para chegar aos famigerados "autos de fé" dos tempos da Inquisição, guardadas às proporções, a distância parece curta.
Se numa sociedade organizada não há espaço para discussões democráticas, entroniza-se o autoritarismo no credo administrativo. Pode-se condenar, é claro, o marasmo com que deputados e senadores apreciam projetos de lei, mas quebrar o termômetro jamais será solução para acabar com a febre.
O que o presidente Lula entoou, dias atrás em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, foi a ladainha da truculência. Ainda mais porque repetiu não admitir mudanças nas regras de edição das medidas provisórias. Nem limitação mensal do seu número, nem interrupção do trancamento das pautas parlamentares no caso de não apreciadas em determinado prazo. Muito menos a devolução ao Executivo, pelo Congresso, de medidas provisórias sem caráter de urgência e relevância.
Em suma, à maneira dos czares de todas as Rússias, não abrirá mão do poder de baixar ucasses, sempre que entender necessários ao bom andamento da administração federal. A partir daí, tudo será válido.
Mortadela ou presunto?
Disse o presidente Lula "ser o povo a mortadela no meio do pão que são os políticos". Para ficar na gastronomia porcina, é bom lembrar a comparação feita décadas atrás pelo então ministro Delfim Netto, quando comandante da política econômica. Para ele, segurando o mapa do Brasil de cabeça para baixo, nosso País assemelhava-se a um grande presunto, do qual o mundo inteiro sempre procurava tirar uma lasquinha.
Não será o presidente da República também um político? Ou segue o exemplo dos generais seus antecessores, que não perdiam oportunidade de culpar "os políticos" por todos os males e percalços enfrentados? Afinal, chegavam ao poder através de métodos pouco ortodoxos, apesar de fantasiados de eleições pelo Congresso ou pelo Colégio Eleitoral. Mas o Lula, não. Tornou-se presidente em eleições livres e diretas, daquelas que apenas os políticos podem participar, na plenitude de seus direitos. Fundou e presidiu um partido político. Chegou a ser deputado federal e disputou inúmeras eleições, perdendo a maioria delas e submetendo-se às regras do jogo político.
É bom tomar cuidado, porque depois de mais de cinco anos na chefia do governo, o presidente começa a enveredar por um caminho tortuoso. De algumas semanas para cá percorre o País e agride parlamentares e até juízes, ou, pior ainda, as instituições a que pertencem. Dissocia-se dos políticos, como se acontecessem apesar deles as realizações que exalta, em sua administração. Tornou-se o dono do presunto.
Fritada em fogo lento
Para ficar nos périplos presidenciais desta semana, é bom atentar para o cumprimento da promessa feita por Lula no começo do mês: levaria a ministra Dilma Rousseff em todas as suas viagens, apresentando-a como a "mãe do PAC" e deixando claro que se essa exposição explícita vier a torná-la conhecida e elogiada no País inteiro, poderá constituir-se na candidata do PT à sucessão de 2010.
Terça-feira foi em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, dois dias depois, em Foz do Iguaçu, no Paraná e Florianópolis, Santa Catarina. A comitiva já esteve no Nordeste e em Minas. Em pouco tempo terá percorrido o Brasil inteiro. Só então o presidente dará atenção às pesquisas eleitorais que, até ironicamente, deixaram de acontecer com a freqüência anterior. Parece até que os institutos decidiram colaborar, suspendendo o ritmo das consultas até a hipotética fixação do nome da pré-candidata. Milagres às vezes acontecem.
No começo, tudo são flores
A Comissão de Constituição e Justiça sabatinou o ministro Gilmar Mendes, novo presidente do Supremo Tribunal Federal, elogiado por todos pela exposição que fez e as respostas que deu.
O sucessor da ministra Ellen Gracie situou o Judiciário nos limites de sua competência e exaltou as prerrogativas do Congresso no processo de elaboração das leis. Deixou claro que o STF não invadirá as atribuições parlamentares. Numa hora em que o Executivo abre tertúlia com o Legislativo, nada melhor do que vir o Judiciário em socorro dos parlamentares, mas a pergunta que se faz é no mínimo cautelosa: até quando?
Fonte: Tribuna da Imprensa
Liminares praticamente derrubam lei seca
BRASÍLIA - A concessão de 217 liminares pela Justiça em 16 estados e no Distrito Federal tornou praticamente sem efeito a Medida Provisória 415, que impôs a lei seca às margens dos 61 mil quilômetros de rodovias federais em todo o Brasil. Com isso, a venda de bebida alcoólica em estabelecimentos ao longo das estradas alcança quase todo o País. Para complicar a situação, a Advocacia Geral da União (AGU), à qual compete recorrer contra liminares desse tipo, está em greve e não há perspectiva de retorno ao trabalho.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) havia montado um esquema gigantesco para pôr em prática na Operação Semana Santa, que se estende até a meia-noite do próximo domingo, de fiscalização dos estabelecimentos que vendem bebida à beira das estradas, sujeitos a multa de até R$ 1.500 quando autuados em flagrante. Resignada, a direção do órgão informou ontem que não lhe resta alternativa senão cumprir as decisões judiciais e concentrar a fiscalização nos estados onde a MP não foi revogada, entre os quais São Paulo.
Os campeões de liminares são Goiás (60), Santa Catarina (45), Piauí (32), Minas Gerais (24) e Rio Grande do Sul (14). A lei seca também está prejudicada na Bahia, recorde em autuações de estabelecimentos por venda ilegal de bebida às margens de rodovias desde a edição da MP, em dezembro, e ainda nos estados do Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio de Janeiro, Acre, Rondônia, Sergipe, Pará e Alagoas, além de Brasília.
A maior parte das liminares é de natureza individual, obtidas por grandes estabelecimentos como shoppings, supermercados, postos de combustíveis e centros de lazer às margens de rodovias. Mas outras são coletivas, como as movidas pela Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, que tem sensibilizado a Justiça ao mostrar estatísticas sobre o elevado desemprego já gerado pela MP.
A concessão difusa de liminares gerou situações bizarras. Numa mesma rodovia que atravessa vários estados, como as BRs 101 e 116, que corta as regiões Sul e Sudeste, um motorista pode ser proibido de beber num trecho e autorizado no outro trecho da mesma estrada, após cruzar a fronteira do estado. Para compensar o dano ao esquema de fiscalização, a PRF decidiu focar sua atuação nos motoristas, multiplicando as barreiras e o teste do bafômetro ao longo das estradas.
Fonte: Tribuna da Imprensa
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) havia montado um esquema gigantesco para pôr em prática na Operação Semana Santa, que se estende até a meia-noite do próximo domingo, de fiscalização dos estabelecimentos que vendem bebida à beira das estradas, sujeitos a multa de até R$ 1.500 quando autuados em flagrante. Resignada, a direção do órgão informou ontem que não lhe resta alternativa senão cumprir as decisões judiciais e concentrar a fiscalização nos estados onde a MP não foi revogada, entre os quais São Paulo.
Os campeões de liminares são Goiás (60), Santa Catarina (45), Piauí (32), Minas Gerais (24) e Rio Grande do Sul (14). A lei seca também está prejudicada na Bahia, recorde em autuações de estabelecimentos por venda ilegal de bebida às margens de rodovias desde a edição da MP, em dezembro, e ainda nos estados do Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio de Janeiro, Acre, Rondônia, Sergipe, Pará e Alagoas, além de Brasília.
A maior parte das liminares é de natureza individual, obtidas por grandes estabelecimentos como shoppings, supermercados, postos de combustíveis e centros de lazer às margens de rodovias. Mas outras são coletivas, como as movidas pela Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, que tem sensibilizado a Justiça ao mostrar estatísticas sobre o elevado desemprego já gerado pela MP.
A concessão difusa de liminares gerou situações bizarras. Numa mesma rodovia que atravessa vários estados, como as BRs 101 e 116, que corta as regiões Sul e Sudeste, um motorista pode ser proibido de beber num trecho e autorizado no outro trecho da mesma estrada, após cruzar a fronteira do estado. Para compensar o dano ao esquema de fiscalização, a PRF decidiu focar sua atuação nos motoristas, multiplicando as barreiras e o teste do bafômetro ao longo das estradas.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Desembargadores criticam banalização do grampo
BRASÍLIA - Desembargadores de Justiça condenaram ontem a banalização do grampo telefônico. Eles alertaram que a interceptação em massa põe sob risco princípios constitucionais. "A intimidade do cidadão deve ser preservada como valor maior, senão teremos que rasgar a Constituição e jogar no lixo", declarou Henrique Nélson Calandra, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, o maior do País.
Em 2007, com autorização judicial, foram instaladas 409 mil escutas por 6 operadoras de telefonia - segundo revelou o site Consultor Jurídico no dia 6 de março. Os dados foram repassados pelas empresas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, sob presidência do deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).
"O grampo só deve ser feito mediante ordem judicial como algo absolutamente excepcional e, evidentemente, sempre a pedido do Ministério Público ou da polícia", assinalou o desembargador Antonio Carlos Malheiros, da 3ª Câmara de Direito Público do TJ paulista e ex-presidente da Comissão de Justiça e Paz da Cúria Metropolitana de São Paulo.
Para Malheiros, o grampo é instrumento eficaz de combate ao crime organizado. "Porém, não pode ser utilizado à toa sob pena de violação da intimidade das pessoas. As gravações têm que ser contidas, só podem alcançar o ponto essencial da apuração. Outros dados devem ser apagados para evitar abusos".
O relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), avalia que um País com tanto grampo não consegue garantir ao cidadão o direito à privacidade. Malheiros reconhece que cabe ao Judiciário e também à promotoria e à polícia fiscalizarem a escuta. "Caso contrário viramos um mundo de grampo com jeitão de big brother".
O desembargador repudiou a informação de que corporações policiais primeiro grampeiam, depois formalizam a investigação. "Não adianta fazer coisas para o holofote", recrimina o desembargador Henrique Calandra, que acumula a função de presidente da Associação Paulista de Magistrados.
"A Justiça quer realmente seriedade nas investigações e punições. Não adianta construir provas que depois o Judiciário não vai endossar. É fácil bisbilhotar a vida dos outros". Defensor da CPI, Calandra destaca que a função da comissão é aprimorar a legislação.
"O que há de mais grave na interceptação é sair pendurando muitas pessoas num único grampo", adverte. "O grampo visa um, mas atinge outras pessoas que fazem contato com aquele investigado. Por isso, chega a 400 mil grampos". Calandra anota que ninguém consegue ouvir tanta gravação. "O que vale é o resumo que o agente policial faz. O juiz e o promotor não têm tempo e nem paciência para ouvir horas e horas de grampo".
Fonte: Tribuna da Imprensa
Em 2007, com autorização judicial, foram instaladas 409 mil escutas por 6 operadoras de telefonia - segundo revelou o site Consultor Jurídico no dia 6 de março. Os dados foram repassados pelas empresas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, sob presidência do deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).
"O grampo só deve ser feito mediante ordem judicial como algo absolutamente excepcional e, evidentemente, sempre a pedido do Ministério Público ou da polícia", assinalou o desembargador Antonio Carlos Malheiros, da 3ª Câmara de Direito Público do TJ paulista e ex-presidente da Comissão de Justiça e Paz da Cúria Metropolitana de São Paulo.
Para Malheiros, o grampo é instrumento eficaz de combate ao crime organizado. "Porém, não pode ser utilizado à toa sob pena de violação da intimidade das pessoas. As gravações têm que ser contidas, só podem alcançar o ponto essencial da apuração. Outros dados devem ser apagados para evitar abusos".
O relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), avalia que um País com tanto grampo não consegue garantir ao cidadão o direito à privacidade. Malheiros reconhece que cabe ao Judiciário e também à promotoria e à polícia fiscalizarem a escuta. "Caso contrário viramos um mundo de grampo com jeitão de big brother".
O desembargador repudiou a informação de que corporações policiais primeiro grampeiam, depois formalizam a investigação. "Não adianta fazer coisas para o holofote", recrimina o desembargador Henrique Calandra, que acumula a função de presidente da Associação Paulista de Magistrados.
"A Justiça quer realmente seriedade nas investigações e punições. Não adianta construir provas que depois o Judiciário não vai endossar. É fácil bisbilhotar a vida dos outros". Defensor da CPI, Calandra destaca que a função da comissão é aprimorar a legislação.
"O que há de mais grave na interceptação é sair pendurando muitas pessoas num único grampo", adverte. "O grampo visa um, mas atinge outras pessoas que fazem contato com aquele investigado. Por isso, chega a 400 mil grampos". Calandra anota que ninguém consegue ouvir tanta gravação. "O que vale é o resumo que o agente policial faz. O juiz e o promotor não têm tempo e nem paciência para ouvir horas e horas de grampo".
Fonte: Tribuna da Imprensa
Oposição critica programa de ônibus escolares
BRASÍLIA - No ano em que serão eleitos mais de 5,5 mil prefeitos, uma frota de 1,9 mil ônibus novos, no padrão amarelo e preto e com as marcas do governo federal em evidência, vai percorrer o interior do País anunciando o programa "Caminhos da Escola". Trata-se de uma linha de crédito, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para as prefeituras que quiserem criar ou renovar sua frota de ônibus escolares.
A oposição reagiu à iniciativa do governo. "Este é o governo do desrespeito à legislação", afirmou o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Ele anunciou que, na semana que vem, os partidos oposicionistas vão estudar as formas de reagir. Poderão recorrer à Justiça, acusando o governo de crime eleitoral.
"É um programa bom para os municípios e para os estudantes, mas, como outros, serve também para a propaganda eleitoral dos candidatos do governo. O problema é que este não é um caso isolado. O governo insiste em fazer programas destinados a buscar votos para seus candidatos", disse o senador tucano.
De acordo com o boletim "Emquestão", da Secretaria de Comunicação do Governo (Secom), que divulga os feitos do governo federal, os primeiros municípios a serem beneficiados pelo programa "Caminhos da Escola" serão Costa Rica, Bonito, Nioaque, Santa Rita do Pardo e Sidrolândia, todos do Mato Grosso do Sul.
Ainda conforme o "Emquestão", além de renovar a frota para dar mais conforto e segurança ao transporte dos estudantes, o programa busca reduzir o abandono escolar dos 8,4 milhões de alunos da educação básica que residem nas áreas rurais.
Em Costa Rica, por exemplo, há 28 ônibus para transportar cerca de 5 mil alunos da rede, sendo 1.050 deles só na zona rural. Cada veículo percorre cerca de 150 quilômetros por dia. O boletim lembrou ainda que os veículos padronizados serão financiados com isenção de impostos por uma linha de crédito permanente do BNDES, que hoje tem R$ 600 milhões disponíveis.
Os estados e municípios poderão financiar a compra dos veículos em até 72 vezes e só começarão a pagar seis meses depois de receber os ônibus, com juros de 4% ao ano. Os primeiros convênios foram assinados no dia 18, em Campo Grande, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Diz o "Emquestão" que depois da assinatura da operação de crédito, em até 180 dias os municípios receberão os veículos, já vistoriados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Entre outras características, os ônibus devem possuir suspensão do tipo metálica e mais alta que os veículos convencionais, para circulação em terrenos acidentados; filtros de ar, para o funcionamento do motor em estradas empoeiradas; e pneus de uso misto, para uso em estradas de terra e asfalto e em trajetos de curtas e médias distâncias.
Incentivos
Alunos portadores de necessidades especiais terão acessibilidade garantida. Os ônibus devem ter plataforma elevatória e espaço reservado para cadeiras de rodas, com sistema de retenção das cadeiras. O "Emquestão" informou também que outra linha de crédito, no valor de R$ 300 milhões, será aberta pelo BNDES para empresas privadas que desejam trabalhar com transporte de alunos das redes públicas estaduais e municipais.
O crédito poderá ser usado para a aquisição de veículos para o transporte escolar rural e urbano. Com o incentivo à compra dos ônibus pelas prefeituras, a produção nacional deste tipo de veículos deverá ter um aumento de 22%, de acordo com dados da Associação Nacional de Fabricantes de Ônibus (Fabus), citados pelo "Emquestão". A produção deve saltar de 27 mil para 33 mil veículos por ano até o final de 2009.
Fonte: Tribuna da Imprensa
A oposição reagiu à iniciativa do governo. "Este é o governo do desrespeito à legislação", afirmou o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Ele anunciou que, na semana que vem, os partidos oposicionistas vão estudar as formas de reagir. Poderão recorrer à Justiça, acusando o governo de crime eleitoral.
"É um programa bom para os municípios e para os estudantes, mas, como outros, serve também para a propaganda eleitoral dos candidatos do governo. O problema é que este não é um caso isolado. O governo insiste em fazer programas destinados a buscar votos para seus candidatos", disse o senador tucano.
De acordo com o boletim "Emquestão", da Secretaria de Comunicação do Governo (Secom), que divulga os feitos do governo federal, os primeiros municípios a serem beneficiados pelo programa "Caminhos da Escola" serão Costa Rica, Bonito, Nioaque, Santa Rita do Pardo e Sidrolândia, todos do Mato Grosso do Sul.
Ainda conforme o "Emquestão", além de renovar a frota para dar mais conforto e segurança ao transporte dos estudantes, o programa busca reduzir o abandono escolar dos 8,4 milhões de alunos da educação básica que residem nas áreas rurais.
Em Costa Rica, por exemplo, há 28 ônibus para transportar cerca de 5 mil alunos da rede, sendo 1.050 deles só na zona rural. Cada veículo percorre cerca de 150 quilômetros por dia. O boletim lembrou ainda que os veículos padronizados serão financiados com isenção de impostos por uma linha de crédito permanente do BNDES, que hoje tem R$ 600 milhões disponíveis.
Os estados e municípios poderão financiar a compra dos veículos em até 72 vezes e só começarão a pagar seis meses depois de receber os ônibus, com juros de 4% ao ano. Os primeiros convênios foram assinados no dia 18, em Campo Grande, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Diz o "Emquestão" que depois da assinatura da operação de crédito, em até 180 dias os municípios receberão os veículos, já vistoriados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Entre outras características, os ônibus devem possuir suspensão do tipo metálica e mais alta que os veículos convencionais, para circulação em terrenos acidentados; filtros de ar, para o funcionamento do motor em estradas empoeiradas; e pneus de uso misto, para uso em estradas de terra e asfalto e em trajetos de curtas e médias distâncias.
Incentivos
Alunos portadores de necessidades especiais terão acessibilidade garantida. Os ônibus devem ter plataforma elevatória e espaço reservado para cadeiras de rodas, com sistema de retenção das cadeiras. O "Emquestão" informou também que outra linha de crédito, no valor de R$ 300 milhões, será aberta pelo BNDES para empresas privadas que desejam trabalhar com transporte de alunos das redes públicas estaduais e municipais.
O crédito poderá ser usado para a aquisição de veículos para o transporte escolar rural e urbano. Com o incentivo à compra dos ônibus pelas prefeituras, a produção nacional deste tipo de veículos deverá ter um aumento de 22%, de acordo com dados da Associação Nacional de Fabricantes de Ônibus (Fabus), citados pelo "Emquestão". A produção deve saltar de 27 mil para 33 mil veículos por ano até o final de 2009.
Fonte: Tribuna da Imprensa
quinta-feira, março 20, 2008
Restaurante Badejo em Ilhéus


Por: J. Montalvão
Para nos visitantes ou turistas que constantemente estamos usufruindo das belas paias de Ilhéus, hoje temos onde desfrutar um dos pontos que merece destaque da culinária capixaba, o Restaurante Badejo, que fica localizado na praia dos Milionários logo no começo da estrada Ilhéus Olivença, Km 2,5; é uma ótima opção e um ótimo ambiente para quem gosta de conforto, tranqüilidade e um bom atendimento, e para quem aprecia a gastronomia capixaba, principalmente a Moqueca feito com peixe muito tempero, urucum e bastante azeite doce.
Idosa capixaba é esfaqueada em Campinas quando preparava mudança para retornar a Vitória
Redação Gazeta Rádios e Internet
A capixaba Marilda Guedes Simões, de 67 anos, foi torturada e esfaqueada na manhã desta quarta-feira (19), no apartamento dela no bairro Castelo, em Campinas (a 95 quilômetros da cidade de São Paulo). Viúva, ela mudaria para Vitória ainda nesta quarta. Segundo informou o delegado Tadeu Pena, do Grupo de Repressão a Latrocínios da Delegacia de Investigações Gerais de Campinas, Marilda foi atacada por volta de 7h. Ela aguardava o caminhão que transportaria parte dos móveis que ainda estava no apartamento. O suspeito tocou o interfone do prédio, que não tem porteiro nem câmeras de segurança. De acordo com a Polícia Civil, Marilda abriu a porta achando que o homem era integrante da equipe de mudança. O assaltante ficou aproximadamente 30 minutos no apartamento. Pediu dinheiro, cartões e senhas. Marilda deu o dinheiro que possuía, cerca de R$ 300.“Mas o rapaz queria mais. Suspeitamos que a pessoa seja alguém com a informação de que a vítima havia vendido o apartamento por R$ 140 mil e contratado a equipe de mudança por mais R$ 3 mil. O problema é que as quantias estavam em conta bancária, e não em posse dela”, disse o delegado. Irritado, o assaltante amarrou a aposentada com fios de nylon, amordaçou a vítima e pulou sobre sua barriga. Com uma faca, feriu o pescoço e um olho da aposentada e fugiu. Uma vizinha estancou o sangramento e chamou a ambulância. A vítima foi levada para o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde passou por uma cirurgia ainda pela manhã desta quarta. No fim da tarde, Marilda estava em recuperação na UTI e segundo informou a equipe médica, por meio de assessoria, o estado da paciente era estável.A polícia vai ouvir ao menos seis testemunhas, entre as quais estão os integrantes da equipe que faria a mudança da vítima. Leia também:Capixaba é vítima de crime com requintes de crueldade em São Paulo: ela teve 50% do corpo queimadoCom informações da Agência Estado.
A capixaba Marilda Guedes Simões, de 67 anos, foi torturada e esfaqueada na manhã desta quarta-feira (19), no apartamento dela no bairro Castelo, em Campinas (a 95 quilômetros da cidade de São Paulo). Viúva, ela mudaria para Vitória ainda nesta quarta. Segundo informou o delegado Tadeu Pena, do Grupo de Repressão a Latrocínios da Delegacia de Investigações Gerais de Campinas, Marilda foi atacada por volta de 7h. Ela aguardava o caminhão que transportaria parte dos móveis que ainda estava no apartamento. O suspeito tocou o interfone do prédio, que não tem porteiro nem câmeras de segurança. De acordo com a Polícia Civil, Marilda abriu a porta achando que o homem era integrante da equipe de mudança. O assaltante ficou aproximadamente 30 minutos no apartamento. Pediu dinheiro, cartões e senhas. Marilda deu o dinheiro que possuía, cerca de R$ 300.“Mas o rapaz queria mais. Suspeitamos que a pessoa seja alguém com a informação de que a vítima havia vendido o apartamento por R$ 140 mil e contratado a equipe de mudança por mais R$ 3 mil. O problema é que as quantias estavam em conta bancária, e não em posse dela”, disse o delegado. Irritado, o assaltante amarrou a aposentada com fios de nylon, amordaçou a vítima e pulou sobre sua barriga. Com uma faca, feriu o pescoço e um olho da aposentada e fugiu. Uma vizinha estancou o sangramento e chamou a ambulância. A vítima foi levada para o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde passou por uma cirurgia ainda pela manhã desta quarta. No fim da tarde, Marilda estava em recuperação na UTI e segundo informou a equipe médica, por meio de assessoria, o estado da paciente era estável.A polícia vai ouvir ao menos seis testemunhas, entre as quais estão os integrantes da equipe que faria a mudança da vítima. Leia também:Capixaba é vítima de crime com requintes de crueldade em São Paulo: ela teve 50% do corpo queimadoCom informações da Agência Estado.
BR-101: Veículo explode em acidente e mata quatro carbonizados

A TARDE ON LINE*
>> Acidente resulta em morte nesta quinta na BR-116Um veículo de passeio, que viajava com quatro pessoas, incluindo o motorista, explodiu após bater em um caminhão na BR-101, na manhã desta quinta-feira, 20. O acidente aconteceu no km-664, próximo ao município baiano de Itapebi, a 590 quilômetros de Salvador.
O caminhão de placa MPF-8793 bateu de frente com um Ford, modelo Focus, preto, quatro portas, que viajava em direção a Itabuna. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do Focus teria perdido o controle da direção em uma curva e colidido de frente com o caminhão, que vinha em sentido contrário. O Focus explodiu na hora e as quatro pessoas, ainda não identificadas, morreram carbonizadas.
A placa do carro ficou totalmente derretida, o que impede os policiais na identificação do proprietário e de familiares. O motorista do caminhão, João Batista Pinto, 37 anos, nada sofreu.
>> Acidente resulta em morte nesta quinta na BR-116Um veículo de passeio, que viajava com quatro pessoas, incluindo o motorista, explodiu após bater em um caminhão na BR-101, na manhã desta quinta-feira, 20. O acidente aconteceu no km-664, próximo ao município baiano de Itapebi, a 590 quilômetros de Salvador.
O caminhão de placa MPF-8793 bateu de frente com um Ford, modelo Focus, preto, quatro portas, que viajava em direção a Itabuna. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do Focus teria perdido o controle da direção em uma curva e colidido de frente com o caminhão, que vinha em sentido contrário. O Focus explodiu na hora e as quatro pessoas, ainda não identificadas, morreram carbonizadas.
A placa do carro ficou totalmente derretida, o que impede os policiais na identificação do proprietário e de familiares. O motorista do caminhão, João Batista Pinto, 37 anos, nada sofreu.
*Com informações de Eduarda Toralles, da Sucursal Eunápolis
Fonte: A TARDE
Estado erra e não envia mensagem de aumento
proposta do governo do Estado de reajuste salarial dos servidores públicos ativos e inativos que deveria chegar à Assembléia Legislativa não teria sido entregue pela Secretaria de Administração do Estado por um erro no cálculo do reajuste. Ontem, o deputado Heraldo Rocha, líder do DEM na Casa, lamentou o erro da secretaria e propôs ao governador Jaques Wagner que, ao invés de um projeto de lei, autorize um abono salarial de 9,21% para todos os funcionários públicos que tenham seus vencimentos vinculados ao salário mínimo. O deputado afirmou que o abono seria a única maneira de o governador Jaques Wagner cumprir sua promessa de campanha de igualar o salário base dos funcionários ao mínimo nacional. Rocha reforçou que, apesar da publicação no Diário Oficial de que a proposta já estaria na Assembléia, até o final da tarde de ontem, o governo não tinha enviado nada. O líder democrata disse ainda que é necessária uma discussão criteriosa e séria da mensagem, e a folha de pagamento tem que ser fechada. Portanto, a única maneira dos funcionários não ficarem sem aumento neste mês seria com o abono. “O atual governo prometeu muito ao funcionalismo publico na campanha eleitoral e agora é hora de honrar a palavra dada. Por isso a bancada de oposição está fazendo esta proposta no intuito de ajudar o governo a cumprir ao menos esta promessa de campanha, já que em outras áreas quase nada do que foi anunciado está sendo realizado”, alfinetou. O valor do reajuste anunciado pelo governo seria de 4,46% já neste mês, percentual menor do que o aumento que o governo federal concedeu ao salário mínimo, que saltou de R$380 para R$415 (9,21%). Além do reajuste linear, a proposta contém outros benefícios acordados nas mesas setorias de negociação com representantes dos sindicatos dos servidores da Justiça, da educação básica e superior (incluindo os técnicos), do Departamento de Estradas e Rodagens (Derba) e do fisco. O governo ainda negocia com as categorias da Segurança Pública - Polícia Civil e Militar - e da Saúde. A assembléia do Sindsaúde aconteceu ontem, às 17h, no auditório da Associação dos Funcionários Públicos, na Avenida Carlos Gomes, em Salvador. A categoria reivindica correção da Gratificação de Produtividade, revisão do plano de carreira e liberação dos processos pendentes de insalubridade. Indicativo de paralisação pode ser analisado. Segundo informe do Sindsaúde, o governo avançou pouco nas propostas apresentadas na mesa setorial. (Por Carolina Parada)
Jonas Paulo assume de olho no PT no interior da Bahia
Depois da realização do terceiro turno do PED, que elegeu o sociólogo Jonas Paulo para a sua presidência, o PT corre contra o tempo para abrir o debate sobre as eleições municipais deste ano. Além de Salvador, a terceira maior cidade brasileira e a maior do Nordeste, o partido quer discutir também as eleições no interior do Estado, espaço fundamental para a pavimentação do terreno para a disputa de 2010. “Estamos de olho no interior do Estado, e Feira de Santana também vai ser prioridade”, adiantou o novo presidente, Jonas Paulo. Antes, porém, Jonas Paulo vai ser empossado na presidência do partido, em ato marcado para a próxima terça-feira, dia 25, no Salão de Convenções do Fiesta Hotel, no Itaigara, às 10 horas da manhã. Na mesma data, a vereadora Vânia Galvão também será empossada para comandar o diretório municipal de Salvador. Depois de dar posse aos novos presidentes, o partido vai comemorar com uma festa entre os seus militantes, em local ainda a ser definido. Na próxima segunda-feira, Jonas Paulo vai a Brasília participar de uma reunião do diretório nacional, quando a legenda irá discutir políticas de alianças para as eleições de 2008. O presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini, comandará esta reunião e, no dia seguinte, viajará para a Bahia para participar da posse oficial de Jonas Paulo no comando do PT baiano. No próximo dia 29, será a vez da posse das novas diretorias das executivas estadual e municipal. A escolha dos nomes será definida no início da próxima semana, de acordo com a proporcionalidade de votação das chapas. Somente depois de todo este processo o PT irá sentar para discutir sobre as eleições municipais de 2008. Para Salvador, de acordo com a tese de Jonas Paulo, deve ser lançada uma candidatura de esquerda e outra de centro. “Particularmente, defendo o lançamento de duas candidaturas, uma do campo de esquerda e outra do Centro”, disse o novo dirigente petista, definindo a melhor estratégia para os partidos da base governista. De acordo com o petista, embora não tivesse declinado nomes, a candidatura de esquerda poderia vir de um filiado do PT, entre os deputados Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro e o secretário estadual Luiz Alberto, ou de nomes já colocados, como da deputada Lídice da Mata (PSB e da vereadora Olívia Santana (PCdoB). Destes nomes, um poderia ser escolhido para comandar a Frente de Esquerda. (Por Evandro Matos)
“Não me querem no 2º turno”, diz Imbassahy
“Vivemos um tempo de muita especulação, de muitos adversários que não me querem no segundo turno, mas vão se frustrar. Eu tenho dados bons indicando que chegarei lá”, disse o ex-prefeito Antonio Imbassahy, novamente candidato ao cargo, agora pelo PSDB. Ele reagia à pergunta óbvia de, caso eleito em outubro próximo, como será seu comportamento nas eleições presidenciais de 2010, quando um tucano, possivelmente José Serra, enfrentará um candidato que terá o apoio do presidente Lula. Como se sabe, a existência, na Bahia, da autoritária liderança do falecido senador Antonio Carlos Magalhães determinou uma aproximação do PSDB local com o PT e demais partidos de esquerda, ao contrário do que acontecia no plano nacional, onde os tucanos eram aliados do antigo PFL, hoje DEM. Essa unidade ocorreu quando da primeira eleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1994, levando o grupo do líder tucano na Bahia, o deputado Jutahy Jr., a votar em Lula para presidente. Naquela época, participou ativamente desse processo de rompimento a então prefeita Lídice da Mata, que tinha sido eleita pelo próprio PSDB e, assim como Jutahy, não aceitava subir no mesmo palanque que ACM. A paz no tucanato foi restabelecida em 1998, na reeleição de FHC, quando foram delimitados os espaços de Jutahy e ACM no governo federal e Lídice já havia mudado para o PSB, onde permanece. Imbassahy, ex-prefeito carlista que se distanciou de ACM quando este ainda detinha o poder, não quer saber de querelas antigas nem futuras. “Tudo que posso dizer”, afiançou, “é que vou fazer parte do campo do governador Jaques Wagner. O momento atual ainda é de muitas indefinições, por isso não me traga problemas relativos a 2010, que não posso antecipar”. Entretanto, o ex-prefeito recordou que o deputado Jutahy Jr. votou em 2006 no seu correligionário Geraldo Alckmin para presidente e na Bahia ficou com o petista Wagner sem que isso significasse um impasse ou uma incoerência. Mantendo seu foco em 2008, quando, entre os adversários mais expressivos, enfrentará pelo menos o prefeito João Henrique (PMDB) e o deputado federal ACM Neto (DEM), Antonio Imbassahy empenha-se na campanha, e não é raro o dia em que dá entrevistas a emissoras de rádio e TV, visita bairros e faz contatos importantes até fora do Estado. Nos últimos dias, por exemplo, esteve com os prefeitos de Belo Horizonte e Curitiba, respectivamente Fernando Pimentel (PT) e Beto Richa (PSDB), além do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). “Faço esse trabalho”, explicou, “porque, mais do que em partidos, devemos pensar nas pessoas da cidade. É importante uma boa equipe, mas é também essencial ter bons projetos, e eu estou procurando conhecer experiências que deram bons resultados em outras grandes capitais brasileiras”. Depois de dizer que a população deseja um prefeito que possa “restabelecer as finanças e os serviços públicos de Salvador, Imbassahy reiterou: “É isso que me move. As projeções para 2010 são coisa suplementar”. A informação publicada na imprensa nacional de que o presidente Lula incentiva alianças eleitorais entre o PT e o PSDB em “cidades estratégicas”, tendo sido citadas Salvador, Belo Horizonte e Aracaju, representa “um estímulo” para Imbassahy, que reconhece, entretanto, a existência de “vários” candidatos da base de Wagner. Ele valoriza, neste caso, “a boa convivência e a relação integrada do futuro prefeito com os governos estadual e federal para o sucesso da administração”. O PSDB terá na campanha, como tempo próprio da legenda, 2 minutos e 39 segundos de TV. Num quadro em que haja, por exemplo, dez candidatos, o partido somaria mais 1 minuto, perfazendo um horário que Imbassahy considera suficiente para expor suas idéias e projetos, aproveitando o fato de já ser conhecido da população de Salvador. (Por Luis Augusto Gomes)
PV conduzirá debate ambiental no âmbito do PDDU
No dia do aniversário de três anos de criação da Superintendência de Meio Ambiente por João Henrique, o prefeito propôs ao PV (Partido Verde) a condução do processo de regulamentação relacionado ao meio ambiente no âmbito do PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano). A decisão foi tomada durante visita de altos dirigentes do PV na Bahia: o secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, Juliano Matos; a diretora do CRA (Centro de Recursos Ambientais), Beth Wagner e o Superintendente do Meio Ambiente da Prefeitura do Salvador, Ary da Mata. Com esta decisão, o prefeito quer tranqüilizar os ambientalistas e tirar dúvidas no sentido de que a prefeitura do Salvador não abre mão e nunca descuidou da proteção e da valorização do meio ambiente na capital. Juliano Matos explicou que o PV foi convidado pelo prefeito para colaborar decisivamente nas questões ambientais previstas no PDDU, para que a cidade cresça com qualidade ecológica, ambiental e auto-sustentável. Beth Wagner afirmou que João Henrique mostrou-se decidido a equilibrar o desenvolvimento social com a qualidade ambiental. O superintendente do Meio Ambiente, Ary da Mata, explicou que o PV vai ?detectar quais são os impactos ambientais e de que forma podem ser compensados. A visita dos dirigentes do PV ao prefeito João Henrique teve caráter político, quando reiteraram o apoio do partido à administração municipal, e caráter administrativo.
Fonte: Tribuna da Bahia
Jonas Paulo assume de olho no PT no interior da Bahia
Depois da realização do terceiro turno do PED, que elegeu o sociólogo Jonas Paulo para a sua presidência, o PT corre contra o tempo para abrir o debate sobre as eleições municipais deste ano. Além de Salvador, a terceira maior cidade brasileira e a maior do Nordeste, o partido quer discutir também as eleições no interior do Estado, espaço fundamental para a pavimentação do terreno para a disputa de 2010. “Estamos de olho no interior do Estado, e Feira de Santana também vai ser prioridade”, adiantou o novo presidente, Jonas Paulo. Antes, porém, Jonas Paulo vai ser empossado na presidência do partido, em ato marcado para a próxima terça-feira, dia 25, no Salão de Convenções do Fiesta Hotel, no Itaigara, às 10 horas da manhã. Na mesma data, a vereadora Vânia Galvão também será empossada para comandar o diretório municipal de Salvador. Depois de dar posse aos novos presidentes, o partido vai comemorar com uma festa entre os seus militantes, em local ainda a ser definido. Na próxima segunda-feira, Jonas Paulo vai a Brasília participar de uma reunião do diretório nacional, quando a legenda irá discutir políticas de alianças para as eleições de 2008. O presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini, comandará esta reunião e, no dia seguinte, viajará para a Bahia para participar da posse oficial de Jonas Paulo no comando do PT baiano. No próximo dia 29, será a vez da posse das novas diretorias das executivas estadual e municipal. A escolha dos nomes será definida no início da próxima semana, de acordo com a proporcionalidade de votação das chapas. Somente depois de todo este processo o PT irá sentar para discutir sobre as eleições municipais de 2008. Para Salvador, de acordo com a tese de Jonas Paulo, deve ser lançada uma candidatura de esquerda e outra de centro. “Particularmente, defendo o lançamento de duas candidaturas, uma do campo de esquerda e outra do Centro”, disse o novo dirigente petista, definindo a melhor estratégia para os partidos da base governista. De acordo com o petista, embora não tivesse declinado nomes, a candidatura de esquerda poderia vir de um filiado do PT, entre os deputados Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro e o secretário estadual Luiz Alberto, ou de nomes já colocados, como da deputada Lídice da Mata (PSB e da vereadora Olívia Santana (PCdoB). Destes nomes, um poderia ser escolhido para comandar a Frente de Esquerda. (Por Evandro Matos)
“Não me querem no 2º turno”, diz Imbassahy
“Vivemos um tempo de muita especulação, de muitos adversários que não me querem no segundo turno, mas vão se frustrar. Eu tenho dados bons indicando que chegarei lá”, disse o ex-prefeito Antonio Imbassahy, novamente candidato ao cargo, agora pelo PSDB. Ele reagia à pergunta óbvia de, caso eleito em outubro próximo, como será seu comportamento nas eleições presidenciais de 2010, quando um tucano, possivelmente José Serra, enfrentará um candidato que terá o apoio do presidente Lula. Como se sabe, a existência, na Bahia, da autoritária liderança do falecido senador Antonio Carlos Magalhães determinou uma aproximação do PSDB local com o PT e demais partidos de esquerda, ao contrário do que acontecia no plano nacional, onde os tucanos eram aliados do antigo PFL, hoje DEM. Essa unidade ocorreu quando da primeira eleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1994, levando o grupo do líder tucano na Bahia, o deputado Jutahy Jr., a votar em Lula para presidente. Naquela época, participou ativamente desse processo de rompimento a então prefeita Lídice da Mata, que tinha sido eleita pelo próprio PSDB e, assim como Jutahy, não aceitava subir no mesmo palanque que ACM. A paz no tucanato foi restabelecida em 1998, na reeleição de FHC, quando foram delimitados os espaços de Jutahy e ACM no governo federal e Lídice já havia mudado para o PSB, onde permanece. Imbassahy, ex-prefeito carlista que se distanciou de ACM quando este ainda detinha o poder, não quer saber de querelas antigas nem futuras. “Tudo que posso dizer”, afiançou, “é que vou fazer parte do campo do governador Jaques Wagner. O momento atual ainda é de muitas indefinições, por isso não me traga problemas relativos a 2010, que não posso antecipar”. Entretanto, o ex-prefeito recordou que o deputado Jutahy Jr. votou em 2006 no seu correligionário Geraldo Alckmin para presidente e na Bahia ficou com o petista Wagner sem que isso significasse um impasse ou uma incoerência. Mantendo seu foco em 2008, quando, entre os adversários mais expressivos, enfrentará pelo menos o prefeito João Henrique (PMDB) e o deputado federal ACM Neto (DEM), Antonio Imbassahy empenha-se na campanha, e não é raro o dia em que dá entrevistas a emissoras de rádio e TV, visita bairros e faz contatos importantes até fora do Estado. Nos últimos dias, por exemplo, esteve com os prefeitos de Belo Horizonte e Curitiba, respectivamente Fernando Pimentel (PT) e Beto Richa (PSDB), além do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). “Faço esse trabalho”, explicou, “porque, mais do que em partidos, devemos pensar nas pessoas da cidade. É importante uma boa equipe, mas é também essencial ter bons projetos, e eu estou procurando conhecer experiências que deram bons resultados em outras grandes capitais brasileiras”. Depois de dizer que a população deseja um prefeito que possa “restabelecer as finanças e os serviços públicos de Salvador, Imbassahy reiterou: “É isso que me move. As projeções para 2010 são coisa suplementar”. A informação publicada na imprensa nacional de que o presidente Lula incentiva alianças eleitorais entre o PT e o PSDB em “cidades estratégicas”, tendo sido citadas Salvador, Belo Horizonte e Aracaju, representa “um estímulo” para Imbassahy, que reconhece, entretanto, a existência de “vários” candidatos da base de Wagner. Ele valoriza, neste caso, “a boa convivência e a relação integrada do futuro prefeito com os governos estadual e federal para o sucesso da administração”. O PSDB terá na campanha, como tempo próprio da legenda, 2 minutos e 39 segundos de TV. Num quadro em que haja, por exemplo, dez candidatos, o partido somaria mais 1 minuto, perfazendo um horário que Imbassahy considera suficiente para expor suas idéias e projetos, aproveitando o fato de já ser conhecido da população de Salvador. (Por Luis Augusto Gomes)
PV conduzirá debate ambiental no âmbito do PDDU
No dia do aniversário de três anos de criação da Superintendência de Meio Ambiente por João Henrique, o prefeito propôs ao PV (Partido Verde) a condução do processo de regulamentação relacionado ao meio ambiente no âmbito do PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano). A decisão foi tomada durante visita de altos dirigentes do PV na Bahia: o secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, Juliano Matos; a diretora do CRA (Centro de Recursos Ambientais), Beth Wagner e o Superintendente do Meio Ambiente da Prefeitura do Salvador, Ary da Mata. Com esta decisão, o prefeito quer tranqüilizar os ambientalistas e tirar dúvidas no sentido de que a prefeitura do Salvador não abre mão e nunca descuidou da proteção e da valorização do meio ambiente na capital. Juliano Matos explicou que o PV foi convidado pelo prefeito para colaborar decisivamente nas questões ambientais previstas no PDDU, para que a cidade cresça com qualidade ecológica, ambiental e auto-sustentável. Beth Wagner afirmou que João Henrique mostrou-se decidido a equilibrar o desenvolvimento social com a qualidade ambiental. O superintendente do Meio Ambiente, Ary da Mata, explicou que o PV vai ?detectar quais são os impactos ambientais e de que forma podem ser compensados. A visita dos dirigentes do PV ao prefeito João Henrique teve caráter político, quando reiteraram o apoio do partido à administração municipal, e caráter administrativo.
Fonte: Tribuna da Bahia
O despertar dos companheiros
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Em política, as surpresas vÊm de onde menos se espera, diria o presidente Lula num de seus improvisos, porque em caso contrário não seriam surpresas. É preciso analisar com mais profundidade a vitória da deputada Maria do Rosário nas prévias realizadas pelo PT, em Porto Alegre, para a escolha do candidato a prefeito.
Desembarcaram na capital gaúcha os ministros Dilma Rousseff e Tarso Genro, unindo suas forças a líderes como Olívio Dutra e Raul Pont. Contaram com o apoio não só de Ricardo Berzoini, presidente nacional do partido, mas, dizem, até do presidente Lula. Todos fechados com Miguel Rossetto, ex-ministro da Reforma Agrária e expoente do petismo gaúcho.
Pois bem: na hora de contar os votos, ganhou a deputada Maria do Rosário, ainda que por pequena margem. Significa o que, essa derrota dos caciques?
Pode significar muita coisa, começando pela chamada à ordem dos dirigentes, pelas bases. Tem muita coisa que os companheiros não entendem. Outras, que entendem muito bem. Onde foi parar aquela legenda que se propunha mudar não apenas o País, mas o mundo? Apesar da intensa propaganda distribuída de Brasília, parte do PT aburguesou-se.
Para acompanhar o governo, quantos dirigentes tornaram-se neoliberais, apoiando e até justificando o abominável lucro dos bancos, as benesses concedidas aos especuladores, a submissão aos organismos financeiros internacionais, o arrocho salarial dos trabalhadores, as reformas elitistas e, acima de tudo, a imobilidade diante das teses e dos objetivos que marcaram a fundação do PT?
As conseqüências começam a aparecer. Nas bases, e não apenas de Porto Alegre, mas de todas as capitais e principais cidades, verifica-se primeiro o inconformismo. A próxima etapa será o racha. Tudo dentro de uma estratégia racional, a de que só se muda o rumo do barco tomando o seu leme. Não deu nem dará certo a opção da retirada, como tentou Heloísa Helena, para fundar o Psol, apenas mais um pequeno apêndice. A reação das bases petistas começam a acontecer nos limites do partido. Se vai dar certo ou não, é outra história. É bom prestar atenção.
Vão entregar o ouro
No PSDB de São Paulo, registra-se um ataque de burrice. Os tucanos paulistanos não se entendem quanto à escolha do candidato a prefeito da capital. A bancada de vereadores acaba de apoiar Gilberto Kassab, do DEM, certamente em atenção ao Diário Oficial gerido pelo governador José Serra.
Em oposição à executiva estadual do partido fala até em punição para os kassabistas, por descumprirem os estatutos que proíbem apoio a alienígenas. Os caciques dividem-se entre ficar com Serra (e Kassab) ou integrar-se na campanha de Geraldo Alckmin. Os mais radicais, de um lado e de outro, falam até em cruzar os braços se o candidato vir a ser o adversário.
Enquanto isso, cresce o nome de Marta Suplicy, que estaria fragorosamente derrotada, caso os tucanos se tivessem apresentado unidos desde o começo. Ela perderia para Alckmin ou para Kassab na hipótese de um deles ter sido definido desde o começo do ano. Ainda mais porque outra estranha aliança começa a surgir na paulicéia: o PMDB de Orestes Quércia propõe-se a apoiar Marta, desde que indique o candidato a vice.
Não é raro ver na política de São Paulo campanhas tidas como vitoriosas terminarem em fracasso total. O problema, no caso, é que se José Serra for derrotado na proposta de fazer Kassab o candidato, respingos cairão sobre sua candidatura presidencial, em 2010. Precisamente o que deseja o governador Aécio Neves, intrometido cabo eleitoral de Geraldo Alckmin...
Não se emendam
Para continuarmos nas eleições municipais de outubro, há que voltar a atenção para o Rio. Lá, as esquerdas continuam as mesmas. Não se emendam. Preferem dividir-se e perder do que se unir e aspirar à vitória. Fernando Gabeira, Chico Alencar e Jandira Feghalli parecem intransigentes. Aceitam a união, desde que se faça em torno de seu nome. Resultado: numa cidade sempre voltada para as esquerdas, o risco será da eleição de um adversário incapaz de se apresentar como da direita, mas, na realidade, constituindo-se na própria...
Enxugando gelo e ensacando fumaça
Reuniram-se esta semana as bancadas do PT e do PSDB na Câmara, claro que em separado, mas com um objetivo comum: debater a reforma tributária. Os companheiros ouviram longas perorações do ministro Guido Mantega. Os tucanos, sem a interferência do governo.
Concluíram alguma coisa? Nem pensar. Ficaram de reunir-se outras vezes, formar grupos de trabalho, designar comissões para ouvir governadores e outras práticas protelatórias. Não há hipótese de chegarem a uma pauta mínima, sequer um ponto de partida em torno do projeto oficial, exceção às exortações permanentes de que a reforma tributária precisa ser feita.
Parece óbvio faltar ao governo um maestro, um comandante, alguém capaz de falar em nome do presidente Lula e de centralizar os entendimentos, mesmo lentos e difíceis, mas capazes de avançar em torno de propostas aceitas pela maioria parlamentar.
Esse nome existe, chama-se Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda desafortunadamente catapultado do poder por grotesco episódio envolvendo a quebra do sigilo bancário de um caseiro. Deputado Federal, Palocci é respeitado como alguém que botou ordem nas finanças nacionais e até despontava, não fosse o imprevisto, como forte candidato à sucessão de Lula. Caso não venha a ser entronizado de modo formal pelo chefe do governo, detendo poder efetivo, a reforma tributária continuará um infindável exercício de enxugar gelo e ensacar fumaça.
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Em política, as surpresas vÊm de onde menos se espera, diria o presidente Lula num de seus improvisos, porque em caso contrário não seriam surpresas. É preciso analisar com mais profundidade a vitória da deputada Maria do Rosário nas prévias realizadas pelo PT, em Porto Alegre, para a escolha do candidato a prefeito.
Desembarcaram na capital gaúcha os ministros Dilma Rousseff e Tarso Genro, unindo suas forças a líderes como Olívio Dutra e Raul Pont. Contaram com o apoio não só de Ricardo Berzoini, presidente nacional do partido, mas, dizem, até do presidente Lula. Todos fechados com Miguel Rossetto, ex-ministro da Reforma Agrária e expoente do petismo gaúcho.
Pois bem: na hora de contar os votos, ganhou a deputada Maria do Rosário, ainda que por pequena margem. Significa o que, essa derrota dos caciques?
Pode significar muita coisa, começando pela chamada à ordem dos dirigentes, pelas bases. Tem muita coisa que os companheiros não entendem. Outras, que entendem muito bem. Onde foi parar aquela legenda que se propunha mudar não apenas o País, mas o mundo? Apesar da intensa propaganda distribuída de Brasília, parte do PT aburguesou-se.
Para acompanhar o governo, quantos dirigentes tornaram-se neoliberais, apoiando e até justificando o abominável lucro dos bancos, as benesses concedidas aos especuladores, a submissão aos organismos financeiros internacionais, o arrocho salarial dos trabalhadores, as reformas elitistas e, acima de tudo, a imobilidade diante das teses e dos objetivos que marcaram a fundação do PT?
As conseqüências começam a aparecer. Nas bases, e não apenas de Porto Alegre, mas de todas as capitais e principais cidades, verifica-se primeiro o inconformismo. A próxima etapa será o racha. Tudo dentro de uma estratégia racional, a de que só se muda o rumo do barco tomando o seu leme. Não deu nem dará certo a opção da retirada, como tentou Heloísa Helena, para fundar o Psol, apenas mais um pequeno apêndice. A reação das bases petistas começam a acontecer nos limites do partido. Se vai dar certo ou não, é outra história. É bom prestar atenção.
Vão entregar o ouro
No PSDB de São Paulo, registra-se um ataque de burrice. Os tucanos paulistanos não se entendem quanto à escolha do candidato a prefeito da capital. A bancada de vereadores acaba de apoiar Gilberto Kassab, do DEM, certamente em atenção ao Diário Oficial gerido pelo governador José Serra.
Em oposição à executiva estadual do partido fala até em punição para os kassabistas, por descumprirem os estatutos que proíbem apoio a alienígenas. Os caciques dividem-se entre ficar com Serra (e Kassab) ou integrar-se na campanha de Geraldo Alckmin. Os mais radicais, de um lado e de outro, falam até em cruzar os braços se o candidato vir a ser o adversário.
Enquanto isso, cresce o nome de Marta Suplicy, que estaria fragorosamente derrotada, caso os tucanos se tivessem apresentado unidos desde o começo. Ela perderia para Alckmin ou para Kassab na hipótese de um deles ter sido definido desde o começo do ano. Ainda mais porque outra estranha aliança começa a surgir na paulicéia: o PMDB de Orestes Quércia propõe-se a apoiar Marta, desde que indique o candidato a vice.
Não é raro ver na política de São Paulo campanhas tidas como vitoriosas terminarem em fracasso total. O problema, no caso, é que se José Serra for derrotado na proposta de fazer Kassab o candidato, respingos cairão sobre sua candidatura presidencial, em 2010. Precisamente o que deseja o governador Aécio Neves, intrometido cabo eleitoral de Geraldo Alckmin...
Não se emendam
Para continuarmos nas eleições municipais de outubro, há que voltar a atenção para o Rio. Lá, as esquerdas continuam as mesmas. Não se emendam. Preferem dividir-se e perder do que se unir e aspirar à vitória. Fernando Gabeira, Chico Alencar e Jandira Feghalli parecem intransigentes. Aceitam a união, desde que se faça em torno de seu nome. Resultado: numa cidade sempre voltada para as esquerdas, o risco será da eleição de um adversário incapaz de se apresentar como da direita, mas, na realidade, constituindo-se na própria...
Enxugando gelo e ensacando fumaça
Reuniram-se esta semana as bancadas do PT e do PSDB na Câmara, claro que em separado, mas com um objetivo comum: debater a reforma tributária. Os companheiros ouviram longas perorações do ministro Guido Mantega. Os tucanos, sem a interferência do governo.
Concluíram alguma coisa? Nem pensar. Ficaram de reunir-se outras vezes, formar grupos de trabalho, designar comissões para ouvir governadores e outras práticas protelatórias. Não há hipótese de chegarem a uma pauta mínima, sequer um ponto de partida em torno do projeto oficial, exceção às exortações permanentes de que a reforma tributária precisa ser feita.
Parece óbvio faltar ao governo um maestro, um comandante, alguém capaz de falar em nome do presidente Lula e de centralizar os entendimentos, mesmo lentos e difíceis, mas capazes de avançar em torno de propostas aceitas pela maioria parlamentar.
Esse nome existe, chama-se Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda desafortunadamente catapultado do poder por grotesco episódio envolvendo a quebra do sigilo bancário de um caseiro. Deputado Federal, Palocci é respeitado como alguém que botou ordem nas finanças nacionais e até despontava, não fosse o imprevisto, como forte candidato à sucessão de Lula. Caso não venha a ser entronizado de modo formal pelo chefe do governo, detendo poder efetivo, a reforma tributária continuará um infindável exercício de enxugar gelo e ensacar fumaça.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Presidente do STF defende limite para MPs
BRASÍLIA - Um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer que é impossível governar sem medidas provisórias (MPs), o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, defendeu que o Congresso imponha limites à edição das MPs. O ministro defendeu ainda que o Judiciário faça correções nos "excessos do Poder Legislativo", referindo-se as leis aprovadas na Câmara e no Senado.
Em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em que foi aprovado para presidir o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro afirmou que o sistema atual, sem limitação para a edição de MPs e com o trancamento da pauta do plenário "é fazer roleta-russa com todas as balas no revólver".
Por isso, defendeu que o Executivo possa editar um número limitado de medidas provisórias por ano. Hoje, depois de 45 dias sem ser votada uma MP impede outras votações. "É preciso encontrar um limite. Caberia ao Congresso criar uma fórmula", sugeriu. "A partir daí, o modelo levaria à descapitalização daquele que tem o poder-dever de editar a MP".
Apesar dessa crítica, o ministro se disse favorável às medidas provisórias. Ele afirmou que, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, quando era advogado-geral da União, vivenciou crises sérias em que as MPs foram vitais. "Quem vivenciou esse tipo de situação sabe que a medida provisória é fundamental para a governabilidade", declarou.
Foro privilegiado
Além das medidas provisórias, Gilmar Mendes disse que o foro privilegiado também é necessário para a governabilidade. Sem o direito de ser julgado apenas pelo Supremo, o presidente da República, deputados, senadores e ministros de Estado teriam de responder ações o tempo todo na Justiça, segundo ele.
"Não imagino como o presidente Lula teria condições de sair pelo Brasil afora se não tivesse prerrogativa de foro. Ele teria de dar depoimento em todas as delegacias. Não me parece que seja isso que queremos", ponderou. "Se engendraria inquéritos e denúncias por todo o País. É isso que se quer?"
Caso o ato questionado na Justiça tenha sido praticado pela autoridade durante o mandato, o ministro defende que o processo prossiga no Supremo mesmo depois da perda do cargo. Isso evitaria que ações contra parlamentares, por exemplo, voltassem à primeira instância com o fim de seus mandatos, o que poderia contribuir para a prescrição dos processos.
Durante a sessão da CCJ, o novo presidente do STF defendeu que o Judiciário não interfira no funcionamento do Legislativo. Porém, disse que o Supremo pode corrigir eventuais excessos do Congresso Nacional. "O Judiciário não substitui o Legislativo. Ele pode agir aqui e acolá para fazer eventuais correções de rumo do chamado excesso do Poder Legislativo", disse, sem especificar quais seriam esses excessos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em que foi aprovado para presidir o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro afirmou que o sistema atual, sem limitação para a edição de MPs e com o trancamento da pauta do plenário "é fazer roleta-russa com todas as balas no revólver".
Por isso, defendeu que o Executivo possa editar um número limitado de medidas provisórias por ano. Hoje, depois de 45 dias sem ser votada uma MP impede outras votações. "É preciso encontrar um limite. Caberia ao Congresso criar uma fórmula", sugeriu. "A partir daí, o modelo levaria à descapitalização daquele que tem o poder-dever de editar a MP".
Apesar dessa crítica, o ministro se disse favorável às medidas provisórias. Ele afirmou que, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, quando era advogado-geral da União, vivenciou crises sérias em que as MPs foram vitais. "Quem vivenciou esse tipo de situação sabe que a medida provisória é fundamental para a governabilidade", declarou.
Foro privilegiado
Além das medidas provisórias, Gilmar Mendes disse que o foro privilegiado também é necessário para a governabilidade. Sem o direito de ser julgado apenas pelo Supremo, o presidente da República, deputados, senadores e ministros de Estado teriam de responder ações o tempo todo na Justiça, segundo ele.
"Não imagino como o presidente Lula teria condições de sair pelo Brasil afora se não tivesse prerrogativa de foro. Ele teria de dar depoimento em todas as delegacias. Não me parece que seja isso que queremos", ponderou. "Se engendraria inquéritos e denúncias por todo o País. É isso que se quer?"
Caso o ato questionado na Justiça tenha sido praticado pela autoridade durante o mandato, o ministro defende que o processo prossiga no Supremo mesmo depois da perda do cargo. Isso evitaria que ações contra parlamentares, por exemplo, voltassem à primeira instância com o fim de seus mandatos, o que poderia contribuir para a prescrição dos processos.
Durante a sessão da CCJ, o novo presidente do STF defendeu que o Judiciário não interfira no funcionamento do Legislativo. Porém, disse que o Supremo pode corrigir eventuais excessos do Congresso Nacional. "O Judiciário não substitui o Legislativo. Ele pode agir aqui e acolá para fazer eventuais correções de rumo do chamado excesso do Poder Legislativo", disse, sem especificar quais seriam esses excessos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Saques em dinheiro serão divulgados na internet
BRASÍLIA - Em depoimento de quase quatro horas na CPI ontem, o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, afirmou que o governo estuda disponibilizar, por meio do Portal da Transparência, os dados referentes aos saques de funcionários federais com os cartões corporativos. O ministro confirmou também que o governo vai ressuscitar a prática de pagar diárias aos ministros.
Ao enfatizar que o governo já determinou a limitação em 30% dos saques com os cartões, o que, segundo ele, deverá ocorrer até junho, Hage afirmou que a divulgação dos saques significará "80% a 90%" de transparência nos suprimentos de fundos.
Tanto Hage quando o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que depôs logo em seguida, defenderam a utilização de cartões corporativos como mecanismo de gastos transparentes no controle das despesas públicas. O ministro da CGU rebateu acusações de que o cartão seja uma espécie de benesse para os servidores.
"O cartão corporativo não é empresarial, não é complemento de renda. Nada disso. É apenas um meio mais moderno para evitar o talão de cheque", afirmou. Bernardo foi além: "As contas tipo B têm de acabar. São da época dos dinossauros".
Hage também minimizou a polêmica sobre os gastos sigilosos com os cartões corporativos. Segundo ele, somente 5% do número de transações efetuadas com os cartões são sigilosos. "Mesmo assim, essas despesas são auditadas por órgãos de controle. Elas apenas não podem ser disponibilizadas na internet", afirmou.Diárias
Hage confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara para os próximos dias um decreto em que reedita a prática de conceder diárias fixas para ministros. "A diária de valor fixo é o melhor mecanismo. Há consenso no governo sobre isso e a extinção dela, no passado, não passou de medida demagógica, farisaica e hipócrita", observou.
Para ele, com a diária, se um ministro quiser ficar em um hotel de melhor qualidade "paga a diferença do próprio bolso". Ao responder as dúvidas de deputados e senadores, Hage rejeitou a proposta feita na véspera pelo procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Eduardo Marsico.
Em depoimento na CPI, Marsico propôs a suspensão imediata do uso dos cartões corporativos. Hage classificou a proposta de "atitude inconseqüente e inqualificável". Para detalhar os gastos do governo com os cartões, o ministro da CGU utilizou transparências e afirmou que houve o incremento do uso dos cartões corporativos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conseqüência de uma decisão do próprio Executivo de ampliar o mecanismo.
Segundo dados apresentados por Hage, em 2002, apenas R$ 3,6 milhões foram gastos com os cartões. No ano passado, esse valor chegou a R$ 78 milhões. "Em 2001 e 2002, o uso foi praticamente nenhum. O atual governo estimulou o uso para substituir as contas tipo B", frisou. O ministro também criticou a divulgação de informações do Portal da Transparência pela imprensa sem ahttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=25162499 comprovação efetiva dos gastos.
De acordo com o ministro, apenas 4% das denúncias divulgadas publicamente foram contabilizadas pela CGU como gastos não justificados. Ele citou casos de denúncias inequívocas, como a da compras em uma loja "Império da Pelúcia". Lá, segundo ele, foram adquiridos material para curso de barbeiro da Marinha. "Independente do caráter folclórico, todas as denúncias da imprensa são investigadas pela CGU", assegurou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Ao enfatizar que o governo já determinou a limitação em 30% dos saques com os cartões, o que, segundo ele, deverá ocorrer até junho, Hage afirmou que a divulgação dos saques significará "80% a 90%" de transparência nos suprimentos de fundos.
Tanto Hage quando o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que depôs logo em seguida, defenderam a utilização de cartões corporativos como mecanismo de gastos transparentes no controle das despesas públicas. O ministro da CGU rebateu acusações de que o cartão seja uma espécie de benesse para os servidores.
"O cartão corporativo não é empresarial, não é complemento de renda. Nada disso. É apenas um meio mais moderno para evitar o talão de cheque", afirmou. Bernardo foi além: "As contas tipo B têm de acabar. São da época dos dinossauros".
Hage também minimizou a polêmica sobre os gastos sigilosos com os cartões corporativos. Segundo ele, somente 5% do número de transações efetuadas com os cartões são sigilosos. "Mesmo assim, essas despesas são auditadas por órgãos de controle. Elas apenas não podem ser disponibilizadas na internet", afirmou.Diárias
Hage confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara para os próximos dias um decreto em que reedita a prática de conceder diárias fixas para ministros. "A diária de valor fixo é o melhor mecanismo. Há consenso no governo sobre isso e a extinção dela, no passado, não passou de medida demagógica, farisaica e hipócrita", observou.
Para ele, com a diária, se um ministro quiser ficar em um hotel de melhor qualidade "paga a diferença do próprio bolso". Ao responder as dúvidas de deputados e senadores, Hage rejeitou a proposta feita na véspera pelo procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Eduardo Marsico.
Em depoimento na CPI, Marsico propôs a suspensão imediata do uso dos cartões corporativos. Hage classificou a proposta de "atitude inconseqüente e inqualificável". Para detalhar os gastos do governo com os cartões, o ministro da CGU utilizou transparências e afirmou que houve o incremento do uso dos cartões corporativos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conseqüência de uma decisão do próprio Executivo de ampliar o mecanismo.
Segundo dados apresentados por Hage, em 2002, apenas R$ 3,6 milhões foram gastos com os cartões. No ano passado, esse valor chegou a R$ 78 milhões. "Em 2001 e 2002, o uso foi praticamente nenhum. O atual governo estimulou o uso para substituir as contas tipo B", frisou. O ministro também criticou a divulgação de informações do Portal da Transparência pela imprensa sem ahttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=25162499 comprovação efetiva dos gastos.
De acordo com o ministro, apenas 4% das denúncias divulgadas publicamente foram contabilizadas pela CGU como gastos não justificados. Ele citou casos de denúncias inequívocas, como a da compras em uma loja "Império da Pelúcia". Lá, segundo ele, foram adquiridos material para curso de barbeiro da Marinha. "Independente do caráter folclórico, todas as denúncias da imprensa são investigadas pela CGU", assegurou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Presidente da CPI dos Cartões ameaça deixar cargo
BRASÍLIA - Um dia depois de a CPI dos Cartões Corporativos começar a colher depoimentos, a presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), ameaçou deixar o cargo. Ela deu um ultimato aos integrantes da CPI que ontem, mais uma vez, desertaram. A tucana afirmou que, se após o feriado da Páscoa os requerimentos que estabelecem quebras de sigilos não forem aprovados, ela sai da CPI.
"Se os requerimentos forem aprovados (na semana que vem), a CPI continua. Vamos bater em cima até quebrar o sigilo. Tenho sentido que a base governista não tem muito interesse em aprofundar as investigações, mas nós temos de chegar aonde temos de chegar. Não estou aqui para brincar de senadora", avisou, minutos antes de entrar na sala da CPI e começar a ouvir o depoimento do ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage.
O baixo quorum durante toda a sessão de ontem - foram sete horas de depoimento - evidenciou ainda mais o pouco interesse que governistas e até oposicionistas têm de avançar nas investigações sobre o mau uso dos cartões.
Na maior parte do tempo, a CPI contou com a presença de apenas 10 parlamentares - ao todo, 24 parlamentares compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito. No período da tarde, enquanto quem dava explicações era o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a situação era ainda mais crítica.
Ele falou praticamente para as paredes: seis deputados e nenhum senador ouviram quase toda sua explanação. As falas tanto de Hage quanto de Bernardo pouco acrescentaram. Eles se limitaram a falar sobre o uso do cartão pelo Executivo.
"Se os requerimentos forem aprovados (na semana que vem), a CPI continua. Vamos bater em cima até quebrar o sigilo. Tenho sentido que a base governista não tem muito interesse em aprofundar as investigações, mas nós temos de chegar aonde temos de chegar. Não estou aqui para brincar de senadora", avisou, minutos antes de entrar na sala da CPI e começar a ouvir o depoimento do ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage.
O baixo quorum durante toda a sessão de ontem - foram sete horas de depoimento - evidenciou ainda mais o pouco interesse que governistas e até oposicionistas têm de avançar nas investigações sobre o mau uso dos cartões.
Na maior parte do tempo, a CPI contou com a presença de apenas 10 parlamentares - ao todo, 24 parlamentares compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito. No período da tarde, enquanto quem dava explicações era o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a situação era ainda mais crítica.
Ele falou praticamente para as paredes: seis deputados e nenhum senador ouviram quase toda sua explanação. As falas tanto de Hage quanto de Bernardo pouco acrescentaram. Eles se limitaram a falar sobre o uso do cartão pelo Executivo.
Ao ouvir do deputado Maurício Quintela Lessa (PR-AL) que a CPI dos Cartões não passaria da "CPI da miudeza, da tapioca e do bicho de pelúcia", Marisa Serrano interrompeu o depoimento de Bernardo e, mais uma vez, avisou: "Eu não admito mais que falem que estamos aqui brincando. Estou ouvindo isso há uma semana e não estou aqui para factóide. Se o governo acha que não temos legitimidade para investigar, sou obrigada a concordar com o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) de que é melhor parar com farsa".
Quebra de sigilo
Desde a semana passada, Álvaro Dias tem insistido que a CPI, sem quebra de sigilo de possíveis investigados, não chegará a lugar nenhum e se constituirá em farsa. Tanto nas explicações de Hage quanto nas de Bernardo, o governo deixou claro que não fará esforço algum para aprofundamento das investigações. Ao contrário.
À saída da CPI, o titular do Planejamento foi claro. Bernardo defendeu a manutenção do sigilo dos gastos da Presidência da República com os cartões corporativos, tema que se tornou o principal embate entre governo e oposição na CPI. Segundo o ministro, a legislação atual assegura que os dados sejam mantidos em segredo, o que deve ser seguido pelo Congresso.
"Essa discussão de abrir ou não os sigilos me parece que está fora do foco. Tem de ver se é o caso de se revisar a lei (que assegura o sigilo). Eu acho que a posição do governo é de transparência, de prestar informações, ajudar", disse o ministro.
Ele lembrou que a Lei 9883, de 1999, assegura os gastos sigilosos e que ela consta do Orçamento. "O Orçamento foi aprovado na semana passada. Podem conferir lá. Não houve sequer uma emenda propondo sua alteração", disse aos jornalistas.
Ao ser informada da declaração do ministro, Marisa reiterou sua posição e disse que, "se for só para analisar o números, que já estão no Portal da Transparência, qualquer técnico do Congresso é mais competente que os senadores. Então, nesse caso, não precisa de CPI. Se tiver na lei que podemos fazê-lo (quebrar os sigilos), temos de fazê-lo".
Ronte: Tribuna da Imprensa
quarta-feira, março 19, 2008
Seu carro foi clonado? Veja o que fazer
A dificuldade de se identificar um carro clonado tem trazido muita dor de cabeça para proprietários de veículos, que começam a receber multas que não cometeram. Nesta semana, um proprietário de veículo de Belo Horizonte foi surpreendido ao descobrir um clone do seu carro estacionado na própria garagem. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), não existe na legislação de trânsito uma regra específica para carros clonados. Assim, só resta ao proprietário recorrer ao Denatran com a justificativa de que não cometeu a multa ou ainda descobrir se o carro que dirige é a cópia. No caso da justificativa, ela deverá ser escrita à mão e, de preferência, com algum documento anexo que prove o local onde estava o verdadeiro carro no momento da infração, como um bilhete de estacionamento. No site do Denatran há as instruções para o procedimento. Já para descobrir se o carro está irregular, basta fazer uma vistoria de chassi no Ciretran (Circunscricional Regional de Trânsito) da cidade. Porém, os cuidados devem começar na hora da compra. No caso das revendedoras de veículos, que precisam se certificar do histórico do carro, o procedimento é feito por meio de uma empresa privada. “É verificado o número da carroceria, os selos de marcação, os vidros, motor etc. Se tiver algum vestígio de irregularidade, a gente não pega o veículo”, afirma Wesley Lopes Cordeiro, vendedor da revendora Veroneze Veículos, de São Paulo. Os tipos de clonagem Nas montadoras, os carros recebem uma série numérica que é gravada no chassi, motor, vidros e carroceria. Esses números são registrados com uma máquina especial, instalada na linha de montagem. No caso dos vidros, por exemplo, os números já saem serigrafados da fornecedora. Embora haja um rigoroso controle dentro das fábricas por parte do Denatran, os criminosos conseguem acesso a todos os números do veículo, inclusive ao Registro Nacional de Veículos Automotores (código Renavam). As quadrilhas anotam o número da placa de um veículo na rua, a cor e o modelo, em seguida, puxam todos as informações sobre o veículo e fazem a clonagem. Os peritos conseguem identificar a diferença porque a cópia nunca é perfeita, já que a máquina e o processo utilizado não são os mesmos das fabricantes. Segundo Cordeiro, apesar de tantas avaliações, é difícil ter a certeza de que o carro não foi clonado. “Nossa precaução é não comprar o clone, o carro com motor adulterado. Mas não tem como saber se o carro foi clonado”, observa. O mesmo procedimento é utilizado pelas seguradoras quando vão avaliar um carro. “O que acontece muito são casos de pessoas que vêm fazer o seguro e a gente descobre irregularidade. Normalmente dá tempo de devolver o carro”, comenta o diretor do ramo automóveis da Marítima Seguros, José Carlos Oliveira. Para evitar problemas durante a compra do veículo, Oliveira recomenda a consulta do histórico do carro por meio de despachantes ou do próprio Detran (Departamento de Trânsito).
Fonte: Abrastran
Fonte: Abrastran
Campanha conscientiza população sobre prevenção do câncer de intestino
A Associação Brasileira de Prevenção ao Câncer de Intestino (Abrapreci) e a Associação Brasileira do Câncer (ABCâncer) promovem nesta quarta-feira, 19, mobilização em cinco capitais, incluindo Salvador, para conscientizar a população sobre prevenção, detecção precoce e tratamento do câncer de intestino. Em Salvador, a campanha será realizada no Jardim de Alah, na orla da capital. O câncer de intestino ou colorretal é o quarto tipo mais comum no mundo, mas ainda pouco conhecido devido à desinformação e ao preconceito. A campanha será caracterizada pela prestação de serviços à população, por meio da distribuição de material informativo e orientação médica. Além de Salvador, haverá mobilização em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse tipo da doença atingirá mais de 27 mil pessoas em 2008, somente no Brasil. Argentina, Chile, Costa Rica e outros seis países da América Latina também participam de ações semelhantes de conscientização sobre o câncer de intestino.
Fonte: A TARDE
Fonte: A TARDE
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