quinta-feira, junho 18, 2026

EDITORIAL: Soberania Nacional e o Recado de Lula a Trump – No Brasil das Urnas Eletrônicas, Quem Manda É o Povo Brasileiro

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EDITORIAL: Soberania Nacional e o Recado de Lula a Trump – No Brasil das Urnas Eletrônicas, Quem Manda É o Povo Brasileiro


Por José Montalvão


A geopolítica mundial e a defesa da soberania nacional ganharam as manchetes internacionais após a cúpula do G7 realizada na França, neste mês de junho de 2026. Em reportagem assinada pelos jornalistas Bruna Lessa e Sérgio Roxo, do jornal O Globo, ficou evidente o choque de visões entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump. Diante das declarações do mandatário norte-americano — que classificou o Brasil como um país “politicamente difícil” e demonstrou desconhecimento sobre a nossa realidade jurídica —, Lula falou somente o óbvio e fincou o pé na defesa do país: eleição no Brasil não deve ter interferência estrangeira, porque nosso processo é livre, soberano e transparente.

Enquanto o Brasil for uma nação soberana, o chefe de Estado está absolutamente certo em rechaçar qualquer tipo de ingerência externa. Quem resolve os problemas, os rumos e os dilemas do Brasil somos nós, os brasileiros, através do voto popular e das nossas instituições.

O Código de Ética Entre as Nações e a Confusão de Trump

Ao ser questionado sobre as falas de Trump — que pareceu confuso ao misturar os fatos e citar uma suposta prisão de "Bolsonaro Jr." devido a uma declaração dada no Texas —, Lula respondeu com o rigor que a diplomacia exige. O presidente brasileiro destacou que Trump tem todo o direito de ter suas preferências políticas e de manter sua simpatia pela família do ex-presidente, mas exigiu o cumprimento do código de ética que rege as nações civilizadas. O recado foi direto: "Não se meta nas eleições do Brasil porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil".

Além disso, o presidente brasileiro rebateu a tese de que o país é "perigoso politicamente" fazendo uma defesa enfática e orgulhosa do nosso sistema de votação. Prometeu, inclusive, levar uma urna eletrônica em um próximo encontro com o líder americano para demonstrar a eficiência do nosso modelo. O Brasil não está mais no século passado, refém de listas de papel com centenas de nomes. Se há uma nação no mundo que tem um sistema eleitoral ágil, seguro e do qual os EUA poderiam aprender para realizar pleitos menos conturbados, essa nação é o Brasil. Se Trump conhece o nosso país apenas pela ótica de seus aliados políticos, ele nitidamente desconhece a força e a modernidade das instituições brasileiras.

O Itamaraty e os "Patriotas" de Fachada

A reportagem levanta um questionamento de bastidor: será que Lula esqueceu que o Brasil possui um Corpo Diplomático de altíssimo nível? Evidentemente que não. Por hipótese, as nossas representações externas e os nossos diplomatas têm plena capacidade de municiar o Departamento de Estado americano e autoridades como Marco Rubio com relatórios detalhados, traduzidos em inglês castiço, contendo a folha corrida e tudo o que aconteceu e acontece com a "família" do ex-presidente perante a Justiça brasileira. Os fatos são públicos e estão documentados; não há o que esconder.

Por isso, é lamentável que ainda existam no Brasil aqueles que se autointitulam "patriotas", mas que batem palmas para ameaças de tarifaços econômicos contra os produtos brasileiros e torcem pela intervenção de potências estrangeiras na nossa política interna. Esse tipo de postura não é patriotismo; é subserviência. Ao contrário desses falsos nacionalistas, o verdadeiro cidadão defende a autodeterminação do seu povo, independentemente de ideologia partidária.

Conclusão: A Lei Vale Para Todos, Dentro e Fora de Casa

A lição que sai da cúpula do G7 e ecoa nos municípios do interior do Nordeste, como a nossa Jeremoabo, é uma só: o império da lei e o respeito às regras do jogo são soberanos. Assim como no plano internacional o Brasil exige que superpotências respeitem a nossa soberania e as nossas urnas, no âmbito municipal nós exigimos que a lei seja cumprida por todos — seja o advogado que precisa juntar a procuração em Brasília para o processo ter validade, seja o comerciante que precisa de alvará para atuar na feira livre de forma regular.

O Brasil mudou, Jeremoabo mudou e o tempo do coronelismo e das mordaças ficou no passado. A nossa democracia é forte, o nosso sistema eleitoral é exemplo para o mundo e o destino do nosso povo será decidido unicamente nas urnas eletrônicas, de forma livre, limpa e soberana!

Blog de Dede Montalvão: Analisando a política internacional com os pés no chão, combatendo o entreguismo e defendendo a soberania inegociável do povo brasileiro!

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025

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