sexta-feira, junho 19, 2026

Governo convoca cem policiais, mas abre exceção e mantém delegados da PF no STF

 

Governo convoca cem policiais, mas abre exceção e mantém delegados da PF no STF

Por Mônica Bergamo, Folhapress

19/06/2026 às 17:22

Atualizado em 19/06/2026 às 16:53

Foto: Divulgação/PF/Arquivo

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Viatura Da Polícia Federal

O governo Lula decidiu preservar o STF (Supremo Tribunal Federal), num primeiro momento, da decisão de convocar delegados da PF (Polícia Federal) de volta a seus postos originais.

O Ministério da Justiça enviou nesta semana um ofício a mais de 50 órgãos da administração pública direta e indireta federal, estadual e municipal pedindo que eles devolvessem policiais que estavam emprestados para que retomassem seus trabalhos nos órgãos de origem.

Além de delegados da Polícia Federal, também integrantes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e policiais penais federais foram chamados de volta. No total, mais de cem profissionais estão emprestados e devem ser devolvidos aos órgãos de origem.

Foram enviados ofícios a tribunais federais e estaduais de Justiça e até mesmo ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), onde quatro delegados despachavam.

O Supremo, no entanto, foi poupado. Na quinta (18), a assessoria do tribunal afirmou à coluna que não havia recebido ofício do Ministério da Justiça pedindo a devolução dos delegados. A pasta confirma a informação.

De acordo com um integrante do Ministério da Justiça (MJ), a exceção foi aberta para não atrapalhar investigações em curso.

Delegados da PF que estão emprestados ao Supremo despacham, por exemplo, nos gabinetes dos ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes e André Mendonça —os dois últimos relatam investigações complexas como as que atingem a família de Jair Bolsonaro e os casos do Banco Master e do INSS.

Em abril, Lula fez um discurso público em que afirmou que havia deterinado a devolução de "agentes ou delegados que estão aí em outro lugar [que não a PF] fingindo que estão trabalhando".

Segundo ele, esses profissionais iriam agora ajudar no combate ao crime organizado. "Todos vão ter que voltar porque nós vamos derrotar o crime organizado nesse país". Disse ainda que o retorno seria necessário para que delegados e agentes ajudassem a "prender os bandidos desse país".

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