sábado, junho 13, 2026

Mendonça consulta PGR sobre transferência de Vorcaro após revés na delação

Publicado em 12 de junho de 2026 por Tribuna da Internet

Campanha de Flávio Bolsonaro pressiona caixa do PL e preocupa bancada federal



PL da Bahia impõe condição a ACM Neto: apoio passa por Flávio Bolsonaro

Publicado em 12 de junho de 2026 por Tribuna da Internet

ACM Neto optou por estar junto a Caiado na disputa

Luis Felipe Azevedo
O Globo

Integrantes do PL baiano resistem à possibilidade de fazer campanha por ACM Neto (União) na corrida pelo governo estadual. O grupo argumenta que não deve pedir voto ao ex-prefeito de Salvador por não haver apoio dele ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Planalto. O representante do carlismo optou por estar junto a Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial.

Nos bastidores, há um acordo entre a equipe de ACM e os dirigentes do PL sobre a eleição baiana. Foi decidido que ACM apoiaria Caiado em um primeiro turno, mas haveria a possibilidade de uma união com Flávio no caso de um segundo turno do senador contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PT tem o atual governador Jerônimo Rodrigues como candidato à reeleição — pesquisas recentes mostram um cenário de empate técnico entre o petista e o ex-prefeito de Salvador.

PRESSÃO – Há, no entanto, uma ala no partido que ainda pressiona o ex-prefeito a apoiar Flávio neste primeiro turno. O grupo contraria um pedido feito pela própria família Bolsonaro. Em maio, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) confirmou apoio a ACM Neto e disse que não adiantaria “torcer o nariz” para a decisão. Nesta semana, Flávio foi a um evento do agronegócio no estado, onde busca um crescimento nas intenções de voto.

Raíssa Soares, que disputou o Senado em 2022 e é pré-candidata à Câmara neste ano, afirma que o apoio da direita a ACM Neto “não é automático”. Conhecida pela defesa do tratamento precoce durante a pandemia da Covid-19, a médica defende que a “libertação” da Bahia dos governos petistas “está a um diálogo de distância”.

“A vinda de Flávio Bolsonaro à Bahia mostrou que existe uma direita viva, mobilizada e pronta para entrar nessa batalha. Se ACM Neto quer o nosso apoio, precisa entender que apoio não é automático e que essa base não vai entrar numa campanha sem diálogo”, afirma Soares.

“RECADO” – Já o deputado estadual Diego Castro (PL) avalia que a agenda de Flávio no estado nesta semana “deixou o recado” de que “existe uma direita organizada no Nordeste, com força nas ruas e disposição para enfrentar o PT”. “Acredito que ACM Neto tenha observado o quanto essa base está empenhada em vencer o nosso adversário comum”, defende.

Por outro lado, o apoio à candidatura do ex-prefeito de Salvador, na atual configuração, é defendido pelo presidente estadual do PL, João Roma. O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro integra a chapa de ACM Neto, disputando uma das cadeiras do Senado.

AGENDA NA BAHIA –  Na terça-feira, Flávio participou do Bahia Farm Show. O evento agrícola na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA), um dos maiores produtores nacionais de soja, milho e algodão, não contou com a presença de ACM Neto.

O senador utilizou o evento para criticar o governo Lula, ao afirmar que a gestão petista trata o agronegócio como “fascistas” e “bandidos”. “Vocês carregam esse Brasil nas costas e não merecem ter um presidente que trata o agro como se fossem fascistas, como se fossem bandidos. Isso tem dia e hora para acabar”, afirmou Flávio, em seu discurso.

 

Em matéria de combate à criminalidade, o Japão pode dar aulas magnas ao Brasil


Saiba como é a prisão no Japão

Guarda usa máscara e preso não pode levantar a cabeça

Carlos Newton

Tenho um amigo, meu vizinho aqui no Edifício Zacatecas, que é grande admirador do Japão e da sabedoria de seu povo. Todo ano, o jornalista e escritor Arthur Dapieve faz a longa viagem para passar as férias do outro lado do mundo. Sempre penso nele quando escrevo sobre o Japão, um país verdadeiramente admirável e que deveria servir de exemplo ao Brasil.

Arrasado pelos longos anos da Segunda Guerra e atingido por duas bombas atômicas, o país que inventou os mísseis humanos kamikazes teve de se render. E o mais importnte foi que os Estados Unidos tiveram a grandeza de comandar a reconstrução do inimigo.

MACARTHUR – Na condição de comandante supremo das Forças Aliadas, o general Douglas MacArthur liderou a ocupação entre 1945 e 1951, transformando o país numa democracia monárquica parlamentar, com voto universal.

Ao mesmo tempo, extinguiu o exército japonês e baniu o país de travar guerras, implantou a reforma agrária,  distribuiu terras aos camponeses e desfez os grandes monopólios comerciais (zaibatsu).

A disciplina e os costumes orientais ajudaram muito, é claro, e o Japão foi se modernizando e investindo na industrialização do país, e passou a produzir cópias de produtos tão perfeitas que chegavam a suplantar os originais do Ocidente.

UMA POTÊNCIA – O resultado da obra iniciada por MacArthur é impressionante. Embora seja um país insular, com território de apenas 378 mil km², com a 12ª maior população, o Japão tornou-se a quarta potência econômica mundial.

Deveria servir de exemplo ao Brasil, em todos os sentidos, sobretudo em segurança. Para enfrentar o crime organizada da Yakuza, o Japão reformou as leis penais, reestruturou os presídios e passou a tratar os criminosos  com muita severidade.

Nas penitenciárias, todos os funcionários e guardas usam máscaras cirúrgicas para não serem reconhecidos e evitar pressões/cooptações pelas facções criminosas. Por isso, os presos não podem olhar para cima, se o fizerem, pegam solitária. Nas ruas, também é comum os policiais usarem máscaras cirúrgicas, 

NÃO HÁ GORDOS – Detalhe interessante: no Japão, não existem cantinas nas prisões e não há obesidade nos presos, porque a alimentação deles é calculada para que se mantenham saudáveis, a dieta não passa disso.

Enquanto isso, no Brasil, a maioria das prisões estaduais tem cantina, entrega por delivery, refeições a la carte, salas de televisão e até motéis improvisados, como acontecia no Rio de Janeiro com o preso Sérgio Cabral, condenado a mais de 400 anos, mas logo solto para aproveitar o resto da fortuna amealhada.

Portanto, Arthur Dapieve tem razão. Há muitos motivos para admirarmos o Japão, que gosta de samba e de bossa-nova. Por exemplo, lá não existem penduricalhos no Judiciário. Pelo contrário. Os salários dos magistrados são tão baixos que os Tribunais mantêm alojamentos (tipo quitinete) para hospedar os juízes mais necessitados.

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P.S. 1
As diferenças para o Brasil são enormes. Lá não é preciso fazer o curso de Direito para ser advogado. Basta passar no exame da Ordem, que é muito rigoroso. Se for aprovado, o não-acadêmico pode tornar-se também promotor ou juiz, e fazer carreira na magistratura até a Suprema Corte.

P.S. 2 – Detalhe final: é muito difícil um réu criminal ser absolvido na Justiça japonesa. O índice de condenação é de 99,9%, acredite se quiser. O motivo desse exagero é que os promotores só processam os suspeitos se houver provas contundentes de culpa. Quando a Polícia não apresenta essas provas cabais, o promotor prefere arquivar o caso, para que não ocorra erro judiciário. Enquanto isso no Brasil… (C.N.)

Atuação de Alcolumbre contra o Planalto é perigosa, porque ameaça a governabilidade



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