sexta-feira, maio 15, 2026

"Sopesamentos Acerca Da Teoria Do..." by Cicero Ferreira Neto

 

Sopesamentos Acerca Da Teoria Do Precendente Judicial No Contexto Do Novo Sistema Processual Brasileiro
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Author Photo Cicero Ferreira Neto
2016
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ABSTRACT
O trabalho tem o desiderato de analisar os elementos fundamentais da Teoria do Precedente Judicial. Discorre-se acerca do posicionamento, no âmbito da Teoria Geral do Processo, do conceito de precedente judicial e os reflexos de tal definicao no direito positivo. O Novo Codigo de Processo Civil prescreve a...
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A bomba que abalou a candidatura de Flávio Bolsonaro


Flávio cobrou repasses milionários de Vorcaro

Pedro do Coutto

A campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro entrou abruptamente em sua fase mais delicada. Em poucas horas, a divulgação de áudios, mensagens e documentos envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro transformou o ambiente político da direita brasileira e produziu um dos maiores abalos da corrida eleitoral até agora.

As revelações publicadas pelo Intercept Brasil, repercutidas por veículos como O Globo, Folha de S.Paulo, Reuters e Associated Press, mostram diálogos em que Flávio cobra repasses milionários para a produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo as reportagens, pelo menos R$ 61 milhões já teriam sido transferidos ao projeto, embora o valor negociado pudesse chegar a R$ 134 milhões.

REFLEXO – O impacto foi imediato porque a crise atingiu justamente o principal esforço político da pré-campanha bolsonarista: transformar Flávio em um candidato mais moderado, menos ideológico e mais aceitável para setores empresariais, financeiros e do centro político.

Nos últimos meses, aliados trabalhavam intensamente para afastá-lo da imagem mais radical associada ao pai. A estratégia buscava vender a ideia de um político mais pragmático, capaz de dialogar com o mercado e ampliar alianças. Mas os áudios revelados desmontaram parte dessa construção.

Mais do que o pedido de recursos para o filme, chamou atenção o grau de proximidade entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Em uma das mensagens divulgadas, o senador chama o banqueiro de “irmão” e afirma que estaria “sempre” ao lado dele. O problema político é evidente: Vorcaro tornou-se o epicentro de uma das maiores investigações financeiras recentes do país, envolvendo suspeitas de fraude bilionária, corrupção, lavagem de dinheiro e relações obscuras entre empresários, agentes públicos e operadores políticos.

COBRANÇAS – A situação ganhou dimensão ainda maior porque não se trata apenas de uma relação pessoal ou informal. Os diálogos revelam cobranças financeiras diretas, preocupação com pagamentos atrasados e tentativas de garantir continuidade ao projeto cinematográfico justamente em meio ao avanço das investigações contra o antigo controlador do Banco Master.

O dano político não decorre apenas da existência do filme. Em campanhas eleitorais, produções audiovisuais, documentários e estratégias de comunicação são comuns. O problema está no contexto. O financiamento teria ocorrido por meio de um banqueiro posteriormente preso pela Polícia Federal e investigado em um esquema que já alcança integrantes do sistema financeiro, operadores políticos e até agentes públicos. Isso muda completamente a percepção pública do episódio.

A repercussão explodiu dentro da própria direita. Governadores como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, ambos presidenciáveis, passaram imediatamente a avaliar os efeitos da crise sobre o tabuleiro eleitoral. Nos bastidores, aliados enxergam uma oportunidade rara de enfraquecimento do favoritismo interno de Flávio Bolsonaro dentro do campo conservador.

JOGO VIROU – O timing da crise também foi devastador. Poucas horas antes da explosão do caso, pesquisas mostravam recuperação do presidente Lula da Silva e manutenção de um cenário de empate técnico com Flávio em projeções de segundo turno. O escândalo deslocou o centro do debate político e alterou completamente o ambiente da campanha.

No mercado financeiro, a reação foi instantânea. O dólar disparou e a Bolsa brasileira caiu fortemente após a divulgação das reportagens, num movimento interpretado por analistas como demonstração de nervosismo diante da possibilidade de desorganização do principal projeto eleitoral da direita.

Há outro aspecto importante. Durante anos, o bolsonarismo construiu parte de sua identidade política em torno do discurso anticorrupção e da crítica às relações entre empresários, bancos e poder político. A revelação de negociações milionárias envolvendo um banqueiro investigado produz um desgaste simbólico profundo justamente porque atinge um dos pilares narrativos mais importantes do grupo político.

DUAS VERSÕES – A reação inicial de Flávio agravou o problema. Antes da divulgação completa das mensagens, o senador negou a existência dos contatos. Depois, diante da publicação dos áudios e documentos, passou a admitir que buscava “patrocínio privado” para um filme privado sobre o pai, negando ilegalidades. A mudança de versão produziu desconforto até entre aliados próximos, que passaram a considerar a condução inicial da crise um erro político relevante.

A grande questão agora é saber até onde essa crise irá. Em campanhas presidenciais, escândalos podem perder força rapidamente ou produzir efeitos acumulativos devastadores. Tudo dependerá da existência — ou não — de novos vazamentos, do avanço das investigações da Polícia Federal e da capacidade da oposição de manter o tema vivo no debate público.

ALÍVIO POLÍTICO – Por enquanto, o episódio produziu algo raro na política brasileira recente: abalou simultaneamente a estabilidade da candidatura bolsonarista, abriu espaço para adversários internos da direita e ofereceu ao governo Lula um inesperado alívio político num momento em que o Planalto enfrentava desgaste crescente.

A eleição ainda está distante. Mas algumas crises possuem capacidade de alterar permanentemente a percepção pública sobre um candidato. E é exatamente isso que preocupa hoje os aliados de Flávio Bolsonaro.

Bolsonaro dobra a aposta em Flávio mesmo diante de revelações envolvendo Vorcaro

Publicado em 15 de maio de 2026 por Tribuna da Internet

Crise de Flávio Bolsonaro transforma CPI do Master em nova guerra política no Congresso


Aliados de Alcolumbre descartam destravar comissão

Luísa Marzullo
O Globo

A crise provocada pela revelação das negociações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro uniu governistas e oposicionistas no Congresso na defesa pública da criação de uma CPI para investigar o Banco Master.

Nos bastidores do Senado, porém, aliados do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmam que a ofensiva é vista mais como instrumento de disputa política e comunicação pública do que como uma articulação real para instalar uma comissão investigativa e, por isso, descartam destratar a criação do colegiado.

NEGOCIAÇÕES – A nova onda de pressão ocorre após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de mensagens, áudios e documentos que apontam negociações entre Flávio e Vorcaro para financiar “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a publicação, a negociação previa aportes de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões — para a produção cinematográfica.

Depois da repercussão do caso, Flávio decidiu transformar a defesa da CPI numa das principais linhas de reação política da pré-campanha presidencial. Em nota divulgada após uma reunião de emergência com integrantes do núcleo político e jurídico do PL, o senador afirmou que buscava apenas “patrocínio privado para um filme privado” sobre a história do pai e voltou a cobrar a instalação da comissão parlamentar. “Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero: CPI do Master já”, afirmou.

Nos bastidores da campanha, a avaliação é que a defesa da investigação parlamentar pode ajudar Flávio a tentar se dissociar politicamente do escândalo e deslocar parte do desgaste para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No campo governista, a reação caminhou na mesma direção, ainda que com objetivo oposto.

“BOLSO MASTER” – Integrantes da base passaram a intensificar a tentativa de associar o escândalo do Banco Master ao bolsonarismo, numa ofensiva apelidada de “Bolso Master”. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o caso reforçou a necessidade de instalação imediata da comissão. “Agora está claro o acordão no Congresso para aliviar corruptos do Centrão e da extrema-direita”, disse.

Apesar do endurecimento do discurso público dos dois lados, lideranças do Congresso avaliam que o tema se transformou sobretudo numa disputa sobre quem ficará politicamente associado ao escândalo do Banco Master às vésperas da corrida presidencial de 2026.

A resistência de Alcolumbre em relação à CPI do Banco Master antecede a crise envolvendo Flávio Bolsonaro e segue, até agora, inalterada. Na última sessão conjunta do Congresso, realizada há duas semanas, o presidente da Casa optou por não fazer a leitura do requerimento de criação da comissão, passo necessário para oficializar a instalação do colegiado.

TENSÃO – Nos bastidores, a decisão foi interpretada como um movimento para evitar a abertura de uma nova frente de instabilidade política num momento em que o Congresso já enfrentava tensão com o avanço de investigações relacionadas ao sistema financeiro. Na semana seguinte, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado de primeira hora de Alcolumbre, se tornou alvo de um mandado de busca e apreensão, esfriando ainda mais qualquer chance de instalação.

Ao não ler o requerimento, Alcolumbre criou também um precedente político importante: mostrou que, mesmo diante de pressão pública e de assinaturas suficientes, a instalação de uma CPI pode continuar dependendo da conveniência política da presidência do Congresso.

Segundo interlocutores próximos ao senador, o cenário permanece o mesmo mesmo após a explosão do caso envolvendo Flávio e Vorcaro. Aliados afirmam que não existe previsão de nova sessão conjunta do Congresso no curto prazo e tampouco disposição política de Alcolumbre para destravar a comissão neste momento.

DESGASTE – Esses aliados afirmam que há receio de que uma CPI do Master produza desgaste transversal sobre lideranças do Centrão, contaminando as eleições deste ano. A avaliação no entorno do presidente do Senado é que tanto governistas quanto oposicionistas passaram a defender a CPI mais como ferramenta de discurso político do que como prioridade institucional real.

Interlocutores afirmam que nenhum senador procurou diretamente Alcolumbre nas últimas 24 horas para fazer um pedido efetivo de instalação da comissão, apesar da escalada pública das cobranças após a divulgação da reportagem do Intercept.

Aliados do presidente do Congresso também lembram que, nas semanas anteriores, a própria oposição havia concordado reservadamente em não pressionar pela leitura imediata do requerimento durante negociações internas no Senado. Houve um acordo para que o veto da dosimetria aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023 pudesse ser votado sem a deliberação do colegiado.


Nova regra de Fachin sobre distribuição de processos no STF acirra atrito no tribunal

 

Nova regra de Fachin sobre distribuição de processos no STF acirra atrito no tribunal

Presidente do Supremo restringiu petições feitas em casos já arquivados, em recado a Gilmar

Por Luísa Martins/Folhapress

14/05/2026 às 21:10


Foto: Luiz Silveira/STF

Imagem de Nova regra de Fachin sobre distribuição de processos no STF acirra atrito no tribunal

O presidente do STF, ministro Edson Fachin

As novas regras do STF (Supremo Tribunal Federal) para distribuição de processos judiciais determinadas nesta semana pelo presidente da corte, ministro Edson Fachin, acirraram o atrito entre magistrados e são o capítulo mais recente da divisão interna do tribunal.

Em despacho assinado nesta segunda-feira (11), Fachin estabeleceu que petições feitas em casos já arquivados devem ser validadas pela presidência do STF antes de serem enviadas ao gabinete do ministro relator. A decisão foi entendida como um recado a Gilmar Mendes, que reagiu e cobrou de Fachin menos interrupções de julgamentos de grande impacto.

Em fevereiro, Gilmar deu decisão a favor da Maridt, empresa da família do ministro Dias Toffoli, no âmbito de um procedimento da CPI da Covid que estava engavetado havia três anos. O presidente do STF quis evitar que essa situação se repita, pois entende que esse tipo de polêmica desgasta ainda mais o tribunal em meio às repercussões do caso Master.

As novas diretrizes, assim como o código de conduta, fazem parte de um pacote de medidas adotado por ele para enfrentar a crise de imagem da corte. Para o grupo de Gilmar, porém, essa é mais uma atitude do presidente do STF para demonstrar à sociedade que defende uma agenda ética, mas ao custo de expor colegas e desunir o tribunal.

A avaliação é a de que, em um momento sensível, vulnerável e envolto por tensões, Fachin poderia ter submetido esse tema a um debate colegiado. Auxiliares do presidente do Supremo afirmam, por outro lado, que ele conversou com colegas antes de publicar a decisão.

Como reação imediata, Fachin foi cobrado por Gilmar sobre o número de vezes em que paralisou, por meio de pedidos de destaque do plenário virtual, julgamentos de relevância para a sociedade, como o da revisão da vida toda e o da exploração mineral em terras indígenas.

O magistrado disse ao presidente do STF, por meio de uma mensagem de WhatsApp, que esses entraves têm sido a marca da sua gestão, chegando a compará-los à tática de obstrução praticada pelo Senado norte-americano e conhecida como "filibuster". Fachin não respondeu.

Quando Gilmar suspendeu a quebra de sigilo da Maridt pela CPI do Crime Organizado, uma ala de ministros alinhada a Fachin o criticou em conversas de bastidores.

Esse grupo avaliou que houve violação ao princípio do juiz natural. É como se a empresa familiar de Toffoli tivesse burlado o sistema de sorteio do STF e escolhido o magistrado que analisaria seu pedido, para ter mais chances de um resultado favorável.

Na ocasião, o decano explicou que as temáticas eram semelhantes: comissões parlamentares de inquérito aprovando requerimentos desconectados do objeto da apuração, prática que o ministro já repudiou publicamente.

No caso da CPI da Covid, que investigava o impacto da desinformação nas mortes causadas pelo coronavírus, Gilmar restringiu o alcance das quebras de sigilo da produtora Brasil Paralelo. As providências haviam sido aprovadas sem um limite temporal.

Já em relação à CPI do Crime, o decano disse que a quebra de sigilo da Maridt se deu "em manifesto e incontornável descumprimento dos limites" da apuração parlamentar, que tinha como objetivo apurar o avanço das facções criminosas no Brasil.

Gilmar também disse a interlocutores que, se o pedido chegou ao seu gabinete nos autos de um processo arquivado, foi por ato da secretaria judiciária do Supremo, e que ele não poderia se furtar a examiná-lo —é o chamado "princípio da indeclinabilidade da jurisdição".

Nesta semana, porém, Fachin disse ser necessário prevenir "eventuais novos questionamentos concernentes à distribuição". Na sua decisão, ele cita resolução da corte destinada a "aprimorar a segurança, a transparência e a aleatoriedade do sistema".

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime, disse nas redes sociais que Fachin "reconheceu (com muito jeito) que a atuação de Gilmar Mendes no caso Maridt (o fundo da família Toffoli) não seguiu as regras processuais", ordenando a proibição de "novos malabarismos similares".

Vieira propôs o indiciamento de Gilmar, Toffoli e do ministro Alexandre de Moraes no relatório final da CPI, mas o documento acabou reprovado pela comissão. Ministros do STF viram um viés eleitoreiro na medida e um desvirtuamento do propósito da investigação parlamentar.

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