terça-feira, maio 12, 2026

Moraes acerta ao barrar Lei da Dosimetria, mas STF precisa decidir logo sua validade



Ciro Gomes desiste do Planalto e mira retorno ao poder no Ceará


Após ser criticado, Eduardo reage a Salles e expõe guerra aberta no núcleo bolsonarista

Publicado em 11 de maio de 2026 por Tribuna da Internet

Salles acusou Eduardo de vender vaga em chapa ao Senado

Hyndara Freitas
O Globo

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) rebateu as críticas feitas pelo deputado Ricardo Salles (Novo-SP), que neste sábado reclamou da decisão do PL de lançar André do Prado (PL) como pré-candidato ao Senado por São Paulo, com apoio de Eduardo. Em uma transmissão ao vivo realizada nesta segunda-feira (11), Eduardo respondeu ponto a ponto as falas de Salles, disse que ele se transformou num “biruta de vento político”, que “está virando meme” e pediu “mais maturidade” para ele.

Salles se coloca como pré-candidato ao Senado e criticou a escolha de Prado como segundo postulante da direita ao cargo, na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. Eduardo será o primeiro suplente de Prado. No sábado, em entrevista ao podcast IronTalks, Salles falou que Eduardo foi “fazer bravatas” nos Estados Unidos e o chamou de “burro”, e acusou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de ter praticado “corrupção” no Ministério dos Transportes.

“CALÚNIA” – Eduardo disse que Salles “partiu para a calúnia” ao dizer que ele estaria aceitando dinheiro para apoiar Prado. O filho de Jair Bolsonaro (PL) disse que precisava responder, mas que não irá processar Salles por tê-lo chamado de corrupto, mas pediu que ele provasse que há alguma espécie de “acordo financeiro” entre ele e André do Prado.

“Você está virando meme nas páginas, Salles, por causa dessa sua conduta de ser biruta de vento político. Você é quem está se desgastando, não sou eu não. Eu sou o primeiro suplente de uma chapa. Você está notoriamente quieto, todo mundo viu isso, porque você acha que essa é a estratégia correta de se manter dentro do tabuleiro político com mandato. Eu coloquei tudo na minha vida em jogo, uma candidatura encaminhada para o Senado, para me arriscar e tentar fazer pressão de fora”, falou.

NEGOCIAÇÃO – No sábado, em entrevista ao podcast “IronTalks”, Salles declarou que Eduardo teria feito parte do grupo que negociou a vaga de Prado em troca de receber até R$ 60 milhões. O ex-ministro afirmou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) descartou ter Prado em sua chapa como vice nas eleições deste ano “para não contaminar o governo” com supostos esquemas de corrupção.

“O Tarcísio sabe o que o PL do Valdemar vai fazer se ele puser o cara (André do Prado) de vice. O cara não foi aceito para ser vice. Estão querendo dizer que o candidato ao Senado do centrão corrupto, que justamente por essa razão não pôde ser vice para não contaminar o governo, passa a ter credencial para ser senador — afirmou. — A troco de quê que o Valdemar e o Prado convenceram o pessoal? Lá na Câmara, já estão dizendo: “pagou não sei quantos milhões”. Espero que seja mentira. Se der um telefonema para quatro deputados federais, os quatro vão falar a mesma coisa: “recebeu (dinheiro)”. Um fala R$ 20 milhões, outro fala R$ 60 milhões”, completou Salles.

NÃO JOGA NO GRUPO – Eduardo disse que Salles está “cag***” para os outros nomes que eram cotados para serem candidatos ao Senado em São Paulo, como o vice-prefeito Mello Araújo (PL), o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o deputado estadual Gil Diniz (PL), e criticou sua postura de “não jogar para o grupo”. Para o ex-parlamentar, que está nos Estados Unidos, o ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro quer “descontar a raivinha porque não foi escolhido” para ser apoiado pelo PL para a eleição.

“Salles não é incontrolável não, o Salles não joga para o grupo, esse é o problema dele. É por isso que ele está fazendo esse estardalhaço todo, ele quer se vingar de mim. Ele não quer botar o Mello Araújo, o Mário Frias, não. Ele vai se deleitar e vai rir se conseguir me tirar de campo e para isso ele está apelando tanto. Ele começa a conversa falando que quer jogar para o grupo e, no primeiro obstáculo que ele encontra, ele já estoura o pavio curto”, acrescentou.

SUMIÇO – Eduardo ainda rebateu as acusações de Salles de que teria sumido e não teria conversado com ele antes de decidir. André do Prado, junto a Valdemar, foi aos Estados Unidos três vezes neste ano para convencê-lo a apoiar sua candidatura. “Eu não sabia que eu devia satisfações a você, Salles. Por que você não veio aqui nos Estados Unidos, estava com medo de ser perseguido?”,indagou.

Em resposta à acusação de Salles de que Eduardo saiu do Brasil para “fazer bravatas” no exterior, o filho de Bolsonaro se defendeu dizendo que suas ações nos EUA teriam ajudado a direita em alguns pontos, citando a sanção do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com a Lei Magnitsky, e o crescimento do irmão Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto à presidência da República.

“Por que o Moraes foi sancionado com a Lei Magnitsky, por que o Flávio está liderando as pesquisas? É exatamente por causa disso que eu, junto com um monte de gente, vai expondo. A diferença entre eu aqui e você é que aqui eu tenho ferramentas mais poderosas de divulgação”, disse.

BATE BOCA – Eduardo ainda aproveitou para xingar o vereador Pablo Almeida (PL), de Belo Horizonte, aliado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). No mês passado, Eduardo e Nikolas bateram boca nas redes sociais.

“É lamentável que pessoas recortem meu vídeo onde eu falo “não tô nem aí, meu pai vai morrer um dia mesmo”, esses dez segundos, e sugerir que eu não estou me importando com a vida do meu pai. Isso não foi o Salles não, isso foi um vagabundo, um vereador de BH que é o braço-direito do Nikolas, o Pablo. Isso que o Pablo fez é coisa de vagabundo. E depois como ele faz para se limpar? Ele vai lá com o Flávio tirar uma foto. E o Flávio está num turbilhão, eu nem enchi o saco dele com isso. Mas Pablo, você é um vagabundo”, disse.

 


Crise ética avança nos tribunais superiores e expõe conflito de interesses no Judiciário


Venda de cursos aprofunda debate sobre ética

Dora Kramer
Folha

O tema do conflito de interesses chegou para ficar, e pelo visto se ampliou, nos tribunais superiores. Já tínhamos o problema da venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a questão de ligações perigosas no Supremo (STF), a criação de novos penduricalhos na Justiça Militar (STM) e agora temos a venda de cursos para advogados na corte do trabalho (TST).

Esses tópicos não contam a história toda das incorreções em curso nesse universo, mas ao menos fortalecem a evidência da necessidade de um regramento de condutas. Códigos de ética, sozinhos, não dão conta do riscado, mas são um começo na imposição de freios a autoridades que exercem o poder de modo desenfreado e que ficariam no mínimo submetidas ao constrangimento de serem vistas como infratoras.

ANTIÉTICO – O presidente do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, junta-se nessa cruzada (ainda inglória) ao ministro Edson Fachin, expondo a situação de maneira ainda mais clara do que tem feito o presidente do STF. “Ministros dando palestras em cursos pagos por advogados, ensinando como atuar no tribunal, é completamente antiético”, disse, pontuando o conflito de interesses com todos os efes e erres.

Surpreende que tenha sido, como alega, pego de surpresa, visto que a maioria dos juízes —14 dos 25 do colegiado— complementam seus proventos com a atividade de fornecer a advogados o caminho das pedras para se dar bem na defesa de suas causas trabalhistas no tribunal onde serão julgadas. Isso não é exercício legítimo do magistério, é lição de lobby indevido.

DIVISÃO DA CORTE – Peca o magistrado Vieira de Mello, porém, ao reforçar e normalizar a divisão da corte entre os juízes que têm interesses e os que defendem causas, colocando-se na ala dos moralmente superiores. Fica, com isso, evidente a existência no TST do mesmo tipo de dinâmica partidária que contamina o STF.

Nessa toada, nada se corrige; tudo é jogado na vala das disputas internas por um protagonismo político incompatível com quem deve à sociedade o ofício da boa justiça.


segunda-feira, maio 11, 2026

'Eu não sei se o governo foi traído ou se eu fui traído', diz Wagner sobre derrota de Messias no Senado

 

'Eu não sei se o governo foi traído ou se eu fui traído', diz Wagner sobre derrota de Messias no Senado

Por Política Livre

11/05/2026 às 16:29

Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

Imagem de 'Eu não sei se o governo foi traído ou se eu fui traído', diz Wagner sobre derrota de Messias no Senado

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), afirmou que houve “traição” na votação que resultou na rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada durante entrevista ao programa Estúdio I, da GloboNews. Segundo Wagner, o resultado da votação representou uma “triste tarde” para o Senado Federal e deixou uma marca injusta na trajetória do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU).

“Eu não sei se o governo foi traído ou se eu fui traído, porque várias pessoas que conversaram comigo... eu não vou acusar ninguém porque o voto é secreto e você acaba cometendo injustiça. Mas eu acho que aquela foi uma triste tarde no Senado Federal, porque ela condenou um jovem a ter uma rejeição em plenário”, declarou.

O senador afirmou que acreditava na aprovação de Jorge Messias com pelo menos 41 votos favoráveis, número mínimo necessário para a confirmação da indicação. No entanto, revelou que foi surpreendido durante conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

“Eu subi à mesa para pedir ao presidente Davi para abrir o painel de votação. Na minha convicção, o Messias seria aprovado com 41, podendo chegar a 43, 44 ou 45 votos. E ele virou para mim e disse: ‘Vocês vão perder por oito’. E ele tinha uma contabilidade bastante precisa, porque nós perdemos por sete”, afirmou.

O líder do governo relatou ainda que, após o resultado, foi ao Palácio do Planalto conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, Jorge Messias também esteve no encontro acompanhado da esposa e do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

“Eu disse ao presidente: voto secreto é um convite à traição. Infelizmente, nós fomos traídos ou eu fui traído, porque minha conta nunca baixou de 41 votos”, afirmou.

Apesar das críticas, Wagner disse que não pretende apontar nomes ou responsabilizar parlamentares individualmente, alegando que poderia cometer injustiças devido ao caráter secreto da votação. Para o senador, a rejeição de Jorge Messias teve motivação política e foi utilizada como antecipação do cenário eleitoral.

“Resolveram fazer daquele episódio uma vingança ou uma antecipação do processo eleitoral”, concluiu.

Politica Livre

Moraes vira alvo central da direita após barrar a redução de penas do 8 de Janeiro


Em destaque

Vou ali tomar uma dose de Ypê

  Vou ali tomar uma dose de Ypê TixaNews mai 12   LEIA NO APP   Arte: Marcelo Chello Assine agora Esse país está uma zona, por isso o povo e...

Mais visitadas