sábado, junho 07, 2025

A Emancipação de Jeremoabo: Em Defesa da História com Fatos e Legado

 A Emancipação de Jeremoabo: Em Defesa da História com Fatos e Legado

A celeuma em torno da proposta de alteração da data de emancipação política de Jeremoabo já extravasou os limites do município, ganhando contornos de um debate que exige rigor e clareza. Não estamos aqui para disseminar desinformação ou desmerecer quem quer que seja, mas sim para travar o bom combate do saber, munidos de pesquisas e pareceres de mentes pensantes e formadores de opinião. Nosso objetivo é, através de fatos e documentação oficial, resgatar a verdadeira história de Jeremoabo e suas datas históricas.

Hoje, apresentamos uma pesquisa robusta, baseada em fatos históricos e científicos, de autoria do nosso valoroso colaborador José Mário Varjão (*). Coloco-me à disposição para defender e debater este assunto com a convicção de quem tem raízes profundas nesta terra: o primeiro prefeito eleito de Jeremoabo, Manoel Martins de Sá, foi meu avô. Essa conexão pessoal reforça meu compromisso com a verdade e com a preservação da memória de Jeremoabo.

A História Pelos Fatos: O Esclarecimento de José Mário Varjão:

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O Compromisso com o Patrimônio Histórico: A Atuação de Tista de Deda

Por uma questão de lealdade, justiça e reconhecimento, é fundamental informar que o atual prefeito, Tista de Deda, já na sua primeira gestão, demonstrou um compromisso notável com a preservação do patrimônio histórico de Jeremoabo. Ele levou ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) a proposta de tombamento de imóveis históricos da cidade.

Dentre eles, a Casa dos Passos, a antiga residência do Dr. Sá (onde hoje funciona a clínica de Spencer), o casarão de Brotas e a casa do Caritá. Foram realizados relatórios e vistorias, e embora o tombamento não tenha sido efetivado naquele momento, Tista de Deda fez a sua parte, iniciando um processo complexo e de suma importância. É crucial reconhecer que ele continuará nessa justa luta para garantir que o patrimônio histórico de Jeremoabo seja devidamente protegido e valorizado.

A defesa da data oficial de emancipação política, portanto, alinha-se com a valorização de todo o legado histórico de Jeremoabo. É uma batalha pela verdade e pela integridade de uma cidade que merece ter sua trajetória respeitada e não alterada por conveniências políticas.


(*) Agradecemos ao colaborador José Mário Varjão por sua dedicação à pesquisa e à defesa da história de Jeremoabo

.(*) Curso técnico em contabilidade;

Curso técnico em Magistério.

Engenheiro civil

Pós-graduado em:

1 - Engenharia de segurança do trabalho;

2 - Engenharia de Avaliação e Perícia;

3 - Licitação e Contrato Administrativo;

4 - MBA em Gestão da Construção Civil.

5 - Licenciamento Ambiental.

Ocupações:

8 anos como Bancário (Itaú);

7 anos na Câmera de Vereadores de Jeremoabo;

2,5 anos Chefiando o antigo IAPSEB;

6 anos na Câmara de Vereadores de Novo Triunfo;

4 vezes Secretário Municipal de Administração, sendo: 2 em Jeremoabo e 2 em Novo Triunfo

Concursado no município de Novo Triunfo desde 2001

A Lealdade à História de Jeremoabo: Um Compromisso Inabalável

 

A Lealdade à História de Jeremoabo: Um Compromisso Inabalável

Prezados leitores,

É com grande satisfação e um profundo senso de responsabilidade que me dirijo a vocês, a quem sou imensamente grato pela lealdade e confiança dedicadas a este blog, que orgulhosamente já ultrapassou a marca de onze milhões de visitas. Minha missão, ao compartilhar informações, é pautada na lealdade, na segurança e, acima de tudo, no respaldo de pesquisas aprofundadas. Não sou o dono da verdade, mas garanto que cada dado apresentado aqui é fruto de um trabalho diligente e dedicado. A correspondência à vossa confiança é o motor que me impulsiona, e traí-la jamais será uma opção.

É por esse motivo que, mesmo com a idade avançada, nunca abandonei a jornada do conhecimento. Acredito firmemente que apenas os néscios se vangloriam de saber tudo. A busca incessante pelo aprendizado e pela compreensão é um pilar fundamental da minha atuação.

Ao longo de anos, um grupo de voluntários e eu temos nos dedicado a uma pesquisa exaustiva sobre a história de Jeremoabo. Tivemos a coragem de levantar a voz em defesa do nosso patrimônio histórico, que infelizmente tem sido dilapidado sem que vereadores ou "salvadores da pátria" demonstrem a mesma dignidade para defendê-lo e tomar as devidas providências.

Assistimos, com dor, à demolição do Parque de Exposições, à perda do Juazeiro Centenário, ao abandono do Casarão do Coronel João Sá, e à visão entristecedora da Casa do Barão de Jeremoabo em ruínas. A primeira casa de Jeremoabo, levada pelo vento, é apenas um dos muitos exemplos dos prejuízos irreparáveis causados à nossa história e à nossa cultura.

Quanto à data da emancipação política de Jeremoabo, que seja alterada, que façam o que bem entenderem. No entanto, ninguém me impedirá de contestar e de manter minha opinião inalterada, a menos que seja confrontada com fatos históricos irrefutáveis. Minha convicção é moldada pela verdade documentada, e não por conveniências ou pressões.

O que verdadeiramente me interessa e me motiva é corresponder ao apoio inestimável que sempre recebi de cada um de vocês, leitores. O blog é a prova viva da nossa união em torno da valorização e preservação da rica história de Jeremoabo.

Agradeço a vossa atenção e continuaremos juntos nesta jornada de resgate e valorização do nosso passado

A Polêmica da Emancipação de Jeremoabo: Entre a História e a "Genética"

 

A Polêmica da Emancipação de Jeremoabo: Entre a História e a "Genética"

Neste fim de semana, Jeremoabo fervilha com um debate que tem levantado poeira: a imposição de alguns vereadores em mudar a data da emancipação política do município. O que torna a situação ainda mais curiosa é o argumento inusitado utilizado por esses edis, que, sem saída, apelam para uma lógica de "genética" ao afirmar que as filhas (cidades desmembradas) não podem ser mais novas do que a mãe (Jeremoabo).

Essa justificativa, como bem observa a manifestação popular, é um verdadeiro "ovo ou a galinha" no debate histórico. A realidade do desmembramento de municípios não se baseia em uma cronologia de nascimento, mas sim em fatores políticos e de influência. As cidades que se emanciparam antes de Jeremoabo o fizeram por terem mais força política e por contarem com figuras interessadas em sua autonomia. Por outro lado, os políticos de Jeremoabo, por conveniência própria, teriam "segurado" a emancipação até o momento que lhes foi mais propício. Essa é a verdadeira razão, e não uma suposta impossibilidade de uma "filha" ser mais velha que a "mãe".

O mais preocupante é que essa posição dos vereadores vai de encontro a fatos e documentos históricos que, inclusive, já convenceram historiadores, deputados e intelectuais de que a data correta da emancipação política de Jeremoabo é 6 de julho. A resistência de alguns vereadores, mesmo diante de evidências tão claras, é algo que causa estranheza e levanta questionamentos sobre os verdadeiros interesses por trás dessa insistência.

Ainda há um temor de que essa discussão possa levar a um retrocesso, como se os vereadores pudessem, por decreto, retornar no tempo e reescrever a história. É fundamental que a verdade histórica prevaleça e que o bom senso guie as decisões que impactam a identidade e a trajetória de Jeremoabo.


Qual sua opinião sobre essa discussão? Você acha que a história deve ser reescrita com base em argumentos como a "genética" dos municípios?

sexta-feira, junho 06, 2025

Jeremoabo: A Data da Emancipação e a Teimosia Contra o Óbvio Histórico

 

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Jeremoabo: A Data da Emancipação e a Teimosia Contra o Óbvio Histórico

Quanto mais se pesquisa, mais as evidências convergem para uma única e inegável verdade: a emancipação política de Jeremoabo foi oficializada em 6 de julho de 1925, por meio da Lei Estadual nº 1775, que concedeu ao município o tão almejado status de cidade. Antes dessa data crucial, Jeremoabo já detinha o status de vila, conquistado por decreto em 25 de outubro de 1831, um marco importante, sim, mas que não se confunde com o ato de emancipação política que a elevou à categoria de cidade.

A teimosia em reescrever a história, ignorando fatos e documentos que ratificam o óbvio, é, no mínimo, preocupante. Na noite de minhas recentes pesquisas, deparei-me com uma Moção da Assembleia Legislativa da Bahia que reafirma, sem rodeios, o 6 de julho como a data oficial. Ora, seria crível que um deputado estadual apresentasse uma Moção sem o devido embasamento, sem a validação de dados históricos e legais? A resposta é retumbante: não. Deputados, em sua maioria, pautam suas ações em informações verificáveis, justamente para não incorrerem no ridículo.

A grande questão que se impõe é: será que apenas os vereadores de Jeremoabo estão certos? Será que uma narrativa construída e consolidada ao longo de décadas, referendada por leis, documentos oficiais e pelo reconhecimento da própria Assembleia Legislativa, deve ser derrubada por uma suposta "nova interpretação" que carece de fontes sólidas e transparentes? O bom senso, tão ausente nesse debate, recomenda cautela e humildade. Insistir em uma tese desprovida de lastro histórico é um caminho perigoso, que pode levar a um desgaste desnecessário e, pior, a que a Casa Legislativa se torne objeto de escárnio.

A história de Jeremoabo é um patrimônio que pertence a todos os seus filhos. Manipulá-la ou alterá-la sem o devido rigor acadêmico e sem um amplo debate com a sociedade é um ato de desrespeito. Que os vereadores reflitam sobre a gravidade de suas ações e considerem o peso da história e a voz das instituições antes de tomar uma decisão que pode manchar a credibilidade do legislativo municipal. O 6 de julho de 1925 é a data que Jeremoabo celebra, e é a data que documentos oficiais corroboram.

Mulher encontrada amarrada é resgatada de cárcere privado em Aracaju

  O principal suspeito é o companheiro da vítima

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Uma mulher encontrada com os braços e pernas amarrados por um fio foi resgatada de cárcere privado no bairro Santa Maria, em Aracaju. O resgate ocorreu na manhã desta sexta-feira, 6.

De acordo com a Polícia Militar (PM), a equipe foi acionada por moradores, que ouviram gritos em uma casa na região. Chegando ao local, os policiais escutaram pedidos de socorro e começaram os primeiros contatos com a vítima.

Segundo o boletim policial, a residência estava totalmente fechada, com cadeado no portão. Aos militares, a vítima informou que havia sido agredida pelo companheiro e que estava com os braços e pernas amarradas para que não saísse de casa.

Diante da situação, a equipe quebrou o cadeado e entrou na casa para resgatar a mulher, que foi encontrada amarrada e sem a possibilidade de locomoção, além de estar em um local sem condições mínimas de higiene.

Ainda conforme a PM, após o resgate, a vítima foi levada à uma unidade de saúde para receber tratamento médico e, posteriormente, foi conduzida à delegacia. O principal suspeito é o parceiro da vítima, que ainda não foi localizado pela equipe policial.

 

por Carol Mundim e Verlane Estácio

Foto e vídeo: PMSE

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Entenda próximos passos do julgamento de Bolsonaro e demais réus da trama golpista no STF

 Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo

Jair Bolsonaro conversa com seu advogado Celso Vilardi durante o julgamento na Primeira Turma do Supremo que o tornou réu pela trama golpista06 de junho de 2025 | 13:13

Entenda próximos passos do julgamento de Bolsonaro e demais réus da trama golpista no STF

brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), marcou os interrogatórios do núcleo central da acusação sobre a trama golpista de 2022 para segunda-feira (9), dando continuidade à ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022.

Agora, o tribunal vai ouvir a primeira leva de réus, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e dar início à parte final do processo para esses acusados.

Além de Bolsonaro, outros sete acusados serão ouvidos a partir de semana que vem.

São eles: Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, e Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.

Essa etapa vem depois dos depoimentos das testemunhas de defesa e acusação, que terminaram na segunda (2), após duas semanas de audiências. Entenda quais são essas fases da ação penal e quais as etapas até o julgamento.

TESTEMUNHAS

As audiências com as testemunhas iniciam a instrução criminal, etapa na qual são produzidas as provas que servirão de base para a decisão de condenar ou não os réus.

Na ação penal da trama golpista, foram 52 pessoas ouvidas ao todo. Cinco foram indicadas pela acusação, coordenada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. As outras 47 foram indicadas pelas defesas dos réus que compõem o núcleo crucial.

INTERROGATÓRIO DOS RÉUS

Com início marcado para segunda-feira (2), o interrogatório dos oito acusados acontecerá presencialmente, com exceção de Braga Netto, preso preventivamente no Rio de Janeiro, que falará remotamente.

Em razão do acordo de delação premiada, o primeiro a falar será o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. Depois dele, os demais réus falarão em ordem alfabética: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

DILIGÊNCIAS

A depender dos fatos apurados durante os depoimentos, o regimento interno do STF prevê um prazo de cinco dias para acusação e defesa requererem a realização de diligências para produção de novas provas. O pedido deverá ser aceito pelo relator Alexandre Moraes ou ordenado por ele.

ALEGAÇÕES FINAIS

Após o fim dos interrogatórios ou, se for caso, das diligências, Moraes deve intimar as partes para apresentarem alegações finais no prazo de 15 dias. Esse tipo de manifestação traz um resumo dos fatos apurados até então e, geralmente, reafirma os pedidos de absolvição ou condenação formulados anteriormente.

NOVAS DILIGÊNCIAS

Moraes poderá ainda, de ofício, ordenar novamente a produção de provas para sanar dúvidas não superadas anteriormente. Nessa etapa, a realização das diligências depende unilateralmente do relator.

JULGAMENTO

A partir do fim da instrução, Moraes deve formular um resumo do caso e preparar seu voto. Como a ação penal da trama golpista tramita na Primeira Turma, cabe ao ministro Cristiano Zanin, presidente do órgão, marcar a data do julgamento.

João Pedro Abdo, Folhapress

STF suspende julgamento sobre indicação de conselheiro do TCE-BA após pedido de vista de Flávio Dino

 Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Ministro Flávio Dino06 de junho de 2025 | 14:08

STF suspende julgamento sobre indicação de conselheiro do TCE-BA após pedido de vista de Flávio Dino

exclusivas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, pediu vista e suspendeu o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) que visa definir os critérios para a indicação do próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA). A análise da ação, movida pela Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), estava programada para iniciar nesta sexta-feira (6) em sessão virtual.

A ADO questiona a ausência de regulamentação específica para a nomeação de conselheiros substitutos no TCE-BA, especialmente após o falecimento do conselheiro Pedro Henrique Lino em setembro de 2024. A Audicon argumenta que, conforme a Constituição Federal, um terço das vagas nos tribunais de contas deve ser ocupado por auditores ou membros do Ministério Público de Contas, o que não estaria sendo observado na Bahia.

Com o pedido de vista de Dino, o julgamento fica suspenso por tempo indeterminado, adiando a definição sobre os critérios de escolha para a vaga em aberto no TCE-BA. Enquanto isso, as nomeações para o cargo permanecem suspensas por determinação anterior do ministro Dias Toffoli, que também aguarda a deliberação do plenário sobre o tema.

A suspensão do julgamento reacende debates sobre a necessidade de maior clareza e regulamentação nos processos de indicação para os tribunais de contas estaduais, visando assegurar a observância dos princípios constitucionais e a efetiva representatividade das categorias previstas na legislação.

Política Livre

Zambelli está na Itália, livre, leve e solta, fora do alcance da Interpol


Entenda quais são as chances de Zambelli ser presa no exterior

Carla Zambelli escapou por pouco, muito pouco, mesmo

Elijonas Maia
da CNN

Integrantes da Polícia Federal, da polícia italiana e da embaixada confirmaram à CNN que a deputada Carla Zambelli (PL-SP) está na Itália e desembarcou no Aeroporto de Roma Fiumicino, na manhã desta quinta-feira (dia 5).

A parlamentar saiu do Brasil para a Argentina, depois foi para os Estados Unidos e, em seguida, rumo à Europa após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

PRISÃO E BLOQUEIO – Zambelli anunciou na terça-feira (3) em suas redes sociais que estava fora do Brasil e que iria para a Europa. Na quarta-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão da deputada, a suspensão de seu passaporte e a inclusão de seu nome na lista de foragidos internacionais da Interpol.

A Polícia Federal enviou o pedido à Interpol ainda na quarta-feira, e a inclusão do nome dela foi aceita às 12h45 do mesmo dia, quando a deputada já estava em solo italiano, onde tem cidadania.

Conforme apurou a CNN, a Polícia Federal, com apoio da Interpol e da polícia da Itália, chegou a organizar a prisão da deputada no aeroporto de Roma.

ESCAPOU POR POUCO – A detenção, porém, não foi cumprida porque a parlamentar desembarcou na Europa às 11h, horário em que o nome dela ainda não constava como foragida internacional na lista vermelha da Interpol.

O nome dela só foi repassado a todas as polícias do mundo como alerta às 12h45. Neste horário, não havia mais como a operação ter êxito e o plano foi desfeito, segundo fontes.

O empecilho para a prisão se explica no fato de que a deputada era foragida da Justiça apenas no Brasil naquele momento, e não poderia ser presa em outro país. Com a inclusão na Interpol, ela passou a ser uma foragida que pode ser presa por outra força policial em qualquer cidade do mundo – a depender das regras de cada país.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Carla Zambelli escapou por pouco. Mas agora está tranquila, porque a legislação italiana a protege os cidadãos, de forma praticamente absoluta. Depois, voltaremos ao assunto. (C.N.)

 


"O Cego da Cerca de Varas" e a Nova Crise na Câmara de Jeremoabo

                        Foto Divulgação


"O Cego da Cerca de Varas" e a Nova Crise na Câmara de Jeremoabo

Mais uma vez, a Câmara de Vereadores de Jeremoabo protagoniza um episódio que tem gerado debates acalorados entre "historiadores", "juristas", políticos e cidadãos comuns: a proposta de mudança da data oficial da emancipação política do município. O assunto, que deveria ser tratado com responsabilidade e respeito à memória histórica da cidade, transformou-se em palco de disputa política e vaidades pessoais.

Em meio a esse imbróglio institucional, uma frase proferida há alguns anos pelo ex-prefeito Deri do Paloma ressurge com força e provoca reflexões:
“O cego é aquele que não vê por uma cerca de varas.”

Dita em tom enigmático, essa parábola foi proferida por Deri ao justificar sua ausência — constante e sistemática — nas convocações da Câmara de Vereadores, à qual jamais compareceu durante seu mandato para prestar contas ou esclarecer decisões administrativas. Na época, a frase foi vista como uma fuga, uma tentativa de desprezar o papel do Legislativo. No entanto, hoje, diante da confusão instalada no parlamento municipal, talvez essa parábola ganhe uma nova leitura.

Quem são, afinal, os “cegos” que não conseguem ver através de uma cerca de varas?
Seriam os vereadores que, ao invés de legislar com seriedade, preferem se engajar em disputas políticas rasteiras? Seriam os que hoje tentam reescrever a história do município a partir de interesses pessoais, ignorando documentos oficiais, marcos legais e o sentimento popular? Ou estaria Deri falando do próprio povo, que por vezes se vê ludibriado por discursos populistas e promessas vazias?

O fato é que a tentativa de alterar a data da emancipação política não é um simples gesto burocrático. Trata-se de um movimento com implicações profundas, pois envolve a identidade histórica de Jeremoabo, construída com base em registros, fatos e documentos legítimos. Alterar isso sem uma ampla consulta popular e sem respaldo técnico da historiografia local é uma afronta à memória coletiva.

A Câmara de Vereadores, que deveria ser um espaço de diálogo, fiscalização e zelo pela Constituição Municipal, parece estar, mais uma vez, cedendo a pressões e interesses menores. Não é a primeira vez que a Casa Legislativa de Jeremoabo atua de costas para o povo — e, infelizmente, talvez não seja a última.

Ao resgatar a parábola do ex-prefeito, reconhecemos que, embora seu governo tenha sido marcado por graves falhas administrativas, perseguições e escândalos, ele pode ter captado uma verdade incômoda: há, sim, quem prefira fingir que não vê, mesmo quando os fatos estão escancarados à sua frente. E essa cegueira — voluntária ou conveniente — é o que mantém Jeremoabo presa ao passado, impossibilitada de avançar.

Cabe agora ao povo decidir se continuará tolerando esse tipo de política míope, ou se finalmente abrirá os olhos para exigir respeito, responsabilidade e transparência. Porque a verdadeira emancipação política de Jeremoabo não se faz com troca de datas no calendário — mas com compromisso com a verdade e com o futuro.

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Nota da Redação Deste Blog - É nas pessoas simples, humildes e de pouca instrução formal que, muitas vezes, mora a verdadeira sabedoria. O vereador Zé Miúdo é prova disso. Em meio à prepotência e vaidade de muitos na Câmara de Vereadores, ele demonstrou grandeza ao afirmar, com sinceridade e coragem, que ainda não estava convencido sobre a mudança de data. A virtude dele está justamente aí: na humildade de reconhecer quando tem dúvidas e na sabedoria de buscar conhecimento antes de tomar uma decisão. Que bom seria se todos os parlamentares agissem com essa responsabilidade e respeito pelo cargo que ocupam! 

O Santuário do Lar: Memórias de Fé e Família em Jeremoabo


O Santuário do Lar: Memórias de Fé e Família em Jeremoabo

Em meio às voltas que a vida dá, há lugares que se eternizam em nossas memórias, não apenas como construções físicas, mas como templos de experiências e sentimentos. O lar, para muitos, é um desses espaços sagrados, e em Jeremoabo, Bahia, existe um que transborda em significado: o santuário de uma residência onde a fé e os laços familiares foram cultivados por décadas.

Essa casa, agora prestes a mudar de mãos – uma "missão dolorosa", como bem descreve quem nela viveu –, não é apenas um imóvel. Ela guarda as risadas, os conselhos, os abraços e, acima de tudo, as orações que fortaleceram uma família ao longo de gerações. O "santuário" a que se refere é o canto especial, talvez um altar improvisado ou um cômodo dedicado, onde pais, irmãos e filhos se reuniam. Ali, de joelhos ou em círculo, praticavam a oração em família, um ritual que transcende a religião e se torna um pilar de união.

A oração em família é um elo poderoso. Ela cria um espaço de intimidade e vulnerabilidade, onde cada membro se sente seguro para compartilhar suas esperanças e preocupações. É um momento de pausa na rotina, de conexão com o divino e, inegavelmente, de reafirmação do amor e do apoio mútuo. Nesse santuário particular de Jeremoabo, essa prática não apenas nutria a espiritualidade individual, mas tecia uma rede invisível, porém indestrutível, de afeto e cumplicidade.

Desfazer-se de um imóvel que carrega tamanha carga emocional é, de fato, um processo árduo. É como folhear um álbum de fotografias, cada canto evocando uma lembrança vívida: os pais que transmitiram valores, os irmãos que compartilharam a infância e a juventude, o filho que cresceu sob esse teto abençoado. A "ironia do destino" pode estar no fato de que, embora as paredes físicas permaneçam, a essência de quem as habitou migra para outro plano da existência.

No entanto, o verdadeiro santuário não está confinado às paredes de Jeremoabo. Ele reside nas memórias, nos corações de cada um que ali viveu e nas lições de fé e união que foram passadas adiante. A despedida do imóvel é apenas um rito de passagem, pois o legado de espiritualidade e os laços familiares forjados nesse lar são eternos e imunes ao tempo ou à mudança de endereço.

Que a dor da despedida dê lugar à gratidão pelas décadas vividas e pelas bênçãos recebidas nesse santuário do lar. As orações continuarão, talvez em outros cantos, mas com a mesma força e com a mesma essência que foram cultivadas em Jeremoabo.

Jeremoabo: A Defesa da História e a Luta Contra a Insensatez


Jeremoabo: A Defesa da História e a Luta Contra a Insensatez

Em Jeremoabo, a proposta de alteração da data de emancipação política do município, orquestrada pela Câmara de Vereadores, não passará despercebida. Ao lado de José Mário, Jovino e de outros valorosos cidadãos que preferem o anonimato, nos lançamos ao raciocínio lógico, respaldados nos fatos históricos e nos aspectos legais e jurídicos que envolvem essa questão crucial.

Se a Câmara de Vereadores insiste em seguir na contramão da história e à margem da lei, que assuma integralmente a responsabilidade por seus atos. Não haverá, de nossa parte, apoio a essa manobra, e sim uma firme e contundente contestação. Contestar é um direito inalienável, e não nos calaremos diante de uma possível ilegalidade que atenta contra a identidade de Jeremoabo.

Recentemente, por meio de uma emissora de rádio legalmente estabelecida, nosso parceiro José Mário Varjão, com a clareza, honestidade e ausência de subterfúgios que lhe são peculiares, esclareceu de forma concisa e irrefutável toda a problemática envolvida nessa proposta. Sua voz ecoou a indignação de muitos e trouxe luz sobre as incongruências da iniciativa.

Agora, se os vereadores acreditam estar acima da lei e da história, que assumam a sua insensatez. Nós, como cidadãos jeremoabenses, estamos fazendo a nossa parte. Nosso compromisso é com a defesa do nome de Jeremoabo, de sua memória e de seu povo. A história de um município não é um capricho político a ser alterado ao sabor de conveniências. É um patrimônio imaterial, construído com o suor e a luta de gerações.

A legalidade, por si só, não basta quando a moralidade e a legitimidade popular são postas em xeque. Defender a história de Jeremoabo não é um ato de oposição partidária, mas sim um dever cívico. E é nesse espírito que continuaremos a lutar, garantindo que a voz da razão e o respeito à trajetória de Jeremoabo não sejam silenciados.

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