domingo, maio 18, 2025

Jeremoabo Clama por Justiça: Entre a Maldição e o Caos do Coronelismo Moderno

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                                   Foto Divulvação  PRINT do Jeremoabo Notícias


Jeremoabo Clama por Justiça: Entre a Maldição e o Caos do Coronelismo Moderno

A cidade de Jeremoabo, incrustada no coração da Bahia, vive um momento sombrio, onde o passado e o presente se encontram em um cenário de retrocesso e violência. Uma antiga lenda paira sobre a cidade, sussurrando sobre uma maldição proferida por capuchinhos, que condenaria Jeremoabo a prosperar apenas "como rabo de cavalo para baixo". E, a julgar pelos eventos recentes, essa profecia parece assustadoramente próxima da realidade.

A atmosfera que se respira em Jeremoabo é de um retorno alarmante aos tempos do coronelismo. A lei parece curvada a interesses particulares, enquanto a segurança da população é negligenciada. O trânsito se transformou em uma arena de perigo constante, ceifando vidas semanalmente. Motociclistas, em flagrante desrespeito às normas, circulam livremente pela cidade sem capacete, protagonizando atropelamentos que resultam em ferimentos graves e, tragicamente, em mortes.

O que agrava ainda mais essa situação caótica é a denúncia, feita por moradores sob a condição de anonimato por temerem represálias, de uma interferência inaceitável no trabalho policial. Segundo relatos, indivíduos presos por infringirem a lei são liberados após a intervenção de vereadores, que, em vez de cumprirem seu papel de fiscalizar e zelar pela segurança da comunidade, supostamente intercedem em favor dos infratores. Essa conduta, caso confirmada, representa um grave desvio de função e um atentado direto ao Estado de Direito. Dois erros se somam: o dos vereadores que pedem e o da polícia que, segundo as denúncias, cede à pressão.

Diante desse quadro alarmante, o Prefeito Tista de Deda demonstra preocupação e sinaliza a intenção de agir dentro da legalidade para reverter essa "anomalia". Suas primeiras medidas incluem o diálogo com o Capitão da Polícia Militar e o Delegado da Polícia Civil, buscando uma atuação firme e dentro dos limites da lei. Além disso, o prefeito planeja implementar uma campanha educativa abrangente, visando conscientizar a população nas escolas e nas ruas sobre a importância do respeito às leis de trânsito e da segurança.

Outra iniciativa crucial anunciada pelo prefeito é a instalação de câmeras de segurança em pontos estratégicos da cidade, especialmente nas avenidas de maior fluxo. Essas câmeras serão integradas a um sistema de monitoramento conjunto da Guarda Municipal e das polícias Civil e Militar, com o objetivo de identificar e punir atos de vandalismo e o excesso de velocidade, que tanto contribuem para a insegurança viária.

A gravidade da situação é reforçada pela publicação, em um blog local, de um print contendo denúncias sérias de impunidade. Essa exposição pública serve como um grito de alerta, um apelo para que a sociedade jeremoabense não se silencie diante da barbárie. A mensagem é clara: a omissão alimenta a impunidade, e o silêncio pode tornar qualquer cidadão a próxima vítima.

É fundamental que cada morador de Jeremoabo exerça sua cidadania, denunciando irregularidades e pressionando as autoridades competentes a agirem com rigor e imparcialidade. A inércia não é uma opção. Quem se cala consente e aceita viver sob o jugo do medo e da injustiça. Jeremoabo precisa despertar desse pesadelo e trilhar um caminho de volta à ordem, à segurança e ao respeito à lei. A maldição pode até pairar, mas a força da união e da justiça pode ser a chave para um futuro diferente.



                         Video que esta´sendo divulgado nos grupos do WhatsApp

Mais Uma Vida Ceifada pela Imprudência no Trânsito de Jeremoabo: Até Quando?

17/05/2025

 Jeremoabo Se Torna Uma “Fábrica de Acidentes” e População Clama Por Providências Urgentes!

Fonte; JV PORTAL / JEREMOABO TV

RP:9291/BA

Gilsinho Andrade - Saudades Eterna

A cada semana, novos registros de acidentes de trânsito vêm assustando os moradores de Jeremoabo. Motocicletas colidindo, pedestres feridos, veículos desgovernados, motos todos os dias sendo empinadas na Praça do Forró e, por que não lembrar do acidente que ceifou a vida de 5 pessoas no dia dos pais em 2024 na BR-235, quatro da família de Tião de D. Mariinha no Povoado  Lagoa do Mato, e, um amigo do Povoado Baixa da Pedra, que tiveram suas vidas ceifadas por um caminhão, que vinha na mão contrária segundo informações de moradores,  quando retornavam para o seu lar.

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Abra o link e leia a matéria completa:

https://blogportaljv.blogspot.com/2025/05/jeremoabo-se-torna-uma-fabrica-de.html?m=1


Mais Uma Vida Ceifada pela Imprudência no Trânsito de Jeremoabo: Até Quando?

Nota da redação deste Blog - Infelizmente, é isso mesmo: apenas mais um. Mais um cidadão, mais uma vida perdida, mais uma família em luto. Em Jeremoabo, cidade do sertão baiano, o trânsito virou uma roleta russa diária. A cada semana, novas vítimas, novos acidentes, novas tragédias — e, como sempre, as mesmas desculpas, os mesmos silêncios, as mesmas omissões.

É revoltante constatar que, em pleno 2025, ainda morremos por imprudência, negligência e omissão. O desrespeito às leis de trânsito não é novidade por aqui — ele é antigo, rotineiro, institucionalizado. Motocicletas empinadas no centro da cidade, especialmente na Praça do Forró, barulho ensurdecedor de paredões a qualquer hora do dia e da noite, veículos trafegando em alta velocidade por ruas estreitas, tudo diante dos olhos das autoridades competentes, que seguem cegas, surdas e mudas.

A falha é generalizada: falha a Justiça, que não pune; falha a Polícia, que não coíbe; falha a Guarda Municipal, que assiste inerte. E o preço dessa inércia? É pago com sangue. É pago com vidas.

O caso que chocou Jeremoabo no Dia dos Pais de 2024 ainda está vivo na memória dos moradores: cinco vidas perdidas — quatro da mesma família do Povoado Lagoa do Mato e um amigo do Baixa da Pedra — em um trágico acidente na BR-235. Um caminhão na contramão, segundo moradores, destruiu uma família inteira que apenas voltava para casa. Até hoje, a família clama por justiça — um grito que ecoa no vazio.

E o que dizer da senhora que morreu recentemente nas imediações do Colégio Evaristo? Saiu para comprar pão. Uma rotina simples, comum, cotidiana. Mas foi atropelada por uma moto e morreu ali mesmo. Mais uma tragédia banalizada. Mais uma cruz na estrada. Mais um nome esquecido no tempo pela negligência das autoridades.

Moradores denunciam — ainda que sob anonimato — que nem o Ministério Público, nem o juiz local, nem sequer uma militar residente próxima à Praça do Forró têm se mobilizado. Ignoram o barulho constante dos paredões, a baderna das motos, a aflição dos vizinhos. É como se tudo estivesse normal. Mas não está. Nunca esteve.

Jeremoabo precisa de ação. Já passou da hora das autoridades exercerem seu papel com seriedade, responsabilidade e coragem. A lei não é inimiga da liberdade — ela é guardiã da vida. E ninguém aqui clama por arbitrariedades, mas sim pela aplicação justa, firme e rigorosa da legislação. Porque a vida vale mais. E ela não pode continuar sendo ceifada toda semana por descaso e omissão.

Que este texto não seja apenas mais um desabafo engolido pelo silêncio, mas um alerta. Um clamor. Um basta. Porque amanhã, o próximo "apenas mais um" pode ser alguém que você ama. E aí, talvez, a ficha caia.

Jeremoabo clama por justiça: a vida ceifada pela imprudência e a inércia do poder público

 

                       Foto Divulgação - WhatsApp

Jeremoabo clama por justiça: a vida ceifada pela imprudência e a inércia do poder público

Mais uma vida se esvaiu nas ruas de Jeremoabo, vítima da imprudência no trânsito. Infelizmente, a notícia ecoa como um lamento familiar em cidades pequenas, onde a sensação de impunidade parece pairar sobre o asfalto. A dor da perda se intensifica diante da inércia das autoridades, que permanecem, aos olhos da população, "cegas, surdas e mudas" diante da crescente desobediência às leis de trânsito.

O problema não é novo, mas a passividade com que tem sido tratado agrava a situação. Falha a justiça, que por vezes se mostra leniente; falha a polícia, cuja presença e fiscalização parecem insuficientes; e falha a guarda municipal, que, apesar de sua função, não consegue deter a onda de desrespeito que assola as vias da cidade.

A paciência da comunidade de Jeremoabo se esgota. Não se clama por arbitrariedades, mas sim pela aplicação rigorosa da lei. É fundamental que as autoridades locais ajam com a firmeza que a situação exige, exercendo seu papel e cumprindo sua missão de proteger a vida. As ruas não podem continuar a ser palco de tragédias anunciadas, onde a omissão do poder público se torna corresponsável por cada vida perdida.

Já passou da hora de Jeremoabo romper o ciclo da impunidade. É preciso uma ação coordenada e enérgica de todos os órgãos competentes para garantir que a lei seja respeitada e que vidas não sejam ceifadas semanalmente pela negligência e pela falta de fiscalização. A comunidade espera, com urgência, que as autoridades despertem e ajam antes que mais famílias sejam dilaceradas pela dor evitável da violência no trânsito.

sábado, maio 17, 2025

Setor de EAD pressiona por novo marco legal, atrasado por governo Lula

Foto: Vinicius Loures/Arquivo/Câmara dos Deputados

Camilo Santana é ministro da Educação17 de maio de 2025 | 09:42

Setor de EAD pressiona por novo marco legal, atrasado por governo Lula

brasil

Entidades ligadas ao ensino superior a distância (EAD) pressionam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar acelerar o novo marco regulatório do setor, adiado quatro vezes pelo Ministério da Educação até aqui.

A Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) e a Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância) pedem que o decreto seja publicado o quanto antes.

A opinião, porém, não é unânime. O pesquisador João Vianney, consultor da área de educação, questiona a política de EAD do Ministério da Educação e pede o contrário: que o decreto seja barrado na Casa Civil e reformulado completamente.

O novo marco estava previsto para dezembro de 2024, mas já foi adiado quatro vezes.

Procurado, o ministério afirma que, desde 2023, promove debates e consultas para elaboração do marco legal.

“[Este processo] envolveu especialistas com larga experiência em EAD e com sólida formação acadêmica, baseado na escuta a representantes de entidades e instituições de educação superior públicas e privadas”, diz a pasta.

“O texto está sendo finalizado para ser encaminhado a despacho com o presidente”, afirma a Casa Civil.

Como mostrou a Folha, o texto está parado enquanto o Planalto faz uma avaliação política do impacto que ele pode ter sobre sua imagem, enquanto o governo busca melhorar sua aprovação de olho nas eleições de 2026.

Segundo o Censo da Educação Superior, o número de cursos de graduação a distância cresceu 232% em cinco anos, ultrapassando os 10 mil em 2023.

A quantidade de ingressantes nessa modalidade aumenta constantemente desde 2013 e chegou aos 3,3 milhões, enquanto para os cursos presenciais o número estagnou na faixa de 1,6 milhão.

Pedagogia, direito e administração são os três maiores cursos de graduação do Brasil e atraem, respectivamente, 852 mil, 658 mil e 655 mil alunos.

No primeiro caso, 80% dos estudantes estão em EAD e no terceiro, 65% —a lei proíbe a formação a distância de bacharéis em direito.

A reportagem também mostrou que quase metade dos polos de EAD no Brasil é terceirizada e que o governo quer criar um modelo de graduação semipresencial.

O novo marco regulatório vai prever a possibilidade de formação de professores com ao menos 20% das aulas online ao vivo, mas não haverá possibilidade de formação 100% EAD.

A ONG Todos pela Educação afirma que a nota das instituições com EAD no Brasil vem caindo nos últimos anos e que o problema não é o método em si.

“O EAD tem espaço dependendo do curso, alguns mais, outros menos, mas certamente para formação de professores a gente precisa de pelo menos metade da carga horária presencial, porque o professor é um profissional da prática e aquilo que ele vivencia na sala de aula como aluno é o que ele vai replicar no futuro”, afirma Priscila Cruz, presidente da entidade.

Já a Abmes pede a publicação imediata do novo marco regulatório e afirma que irá criticar o documento caso esse represente retrocessos ou prejuízos para o setor.

“A entidade considera que a ausência de um novo marco legal tem provocado impactos significativos no setor, especialmente no que diz respeito ao reconhecimento de cursos e à segurança jurídica das instituições e dos estudantes”, afirma Jaguiê Diniz, presidente da associação.

A Abed afirma que participou de reuniões no Ministério da Educação para debater o decreto. “O setor está congelado, precisa voltar a funcionar. A Abed espera que o novo marco promova equilíbrio entre qualidade e inclusão”, diz, em nota.

Vianney, por outro lado, lançou um manifesto em prol da EAD que pede que o novo marco regulatório seja sustado.

No documento, ele afirma que o MEC parte dos princípios errados em sua elaboração da política pública do setor. Argumenta que as diretrizes podem ampliar a desigualdade entre modelos educacionais e não contribuem para resolver problemas como o apagão de professores em certas regiões do país.

O manifesto foi encaminhado à Casa Civil e ao MEC.

“Construí este memorial demonstrando a inconsistência estatística, o desencontro e retrocesso em políticas públicas, a reversão do processo de inclusão social, o aumento do apagão docente, o erro teórico de obrigar metodologias de educação infantil para a educação de adultos”, diz ele.

Com base em indicadores do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ele argumenta que o aumento do número de formados em pedagogia pelo EAD no Brasil não prejudicou a qualidade do ensino.

Defende ainda que o ensino a distância poderia oferecer cursos em áreas do país com déficit educacional.

“O indicador de necessidade de docentes habilitados apresenta uma constante de que quanto mais ao interior e quanto menor a cidade, menor a oferta da graduação presencial e maiores as necessidades de professores habilitados para superar a condição de Apagão Docente”, afirma o documento.

Ele reclama que o EAD foi proibido no Pé-de-Meia para licenciaturas e não há um programa para a modalidade nas universidades —estratégias que poderiam ajudar a mitigar o apagão docente.

Priscila Cruz afirma que, atualmente, o Brasil forma mais professores do que seria a necessidade do mercado, mas o problema é que muitos deles tem diplomas precários e acabam indo para outra atuação —mas que o apagão docente poderia ser combatido redirecionando e qualificando essa força de trabalho.

“A democratização do ensino superior, o ensino superior chegar mais a estudantes que antes não tinham acesso, é um argumento válido e a gente também se preocupa com isso, mas alguns cursos são mais ajustados para o EAD e outros, como a formação de professores, não. Então, aqui não é uma crítica ou uma resistência ao EAD em si”, argumenta.

Paulo Saldaña e João Gabriel/Folhapress

Com Bíblia, boi e bola, Eduardo Cunha tenta se eleger por Uberaba, em Minas


Cunha (de blazer) ao lado do presidente do Uberaba Sport Club, Rodrigo Alcino: patrocínio no futebol vem através de rádio gospel

Cunha (de blazer) ao lado do presidente do Uberaba

Bernardo Mello
O Globo

Após quatro décadas fazendo política no Rio, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha abriu uma série de frentes de atuação em Minas Gerais, estado em que avalia se candidatar a deputado federal em 2026. Cunha se tornou patrocinador de um clube de futebol em Uberaba, município do Triângulo Mineiro, onde também passou a marcar presença em leilões de gado e em cultos evangélicos neste ano.

O ex-deputado ainda vem abrindo estações de rádio no interior de Minas, estratégia que tem semelhança com a origem de sua carreira parlamentar no Rio, quando ganhou notoriedade com participações diárias em uma rádio gospel.

CINCO RÁDIOS – Levantamento do Globo identificou a abertura de cinco rádios ligadas a Cunha em Minas desde o ano passado. Em Uberaba, o ex-presidente da Câmara adquiriu a estação Agora FM, que pertencia ao empresário local Hermany Andrade Junior, e a rebatizou em fevereiro como Rádio Maravilha — é o mesmo nome de uma estação, também ligada a Cunha, que foi aberta em 2024 no Rio, voltada à programação gospel.

Quando a aquisição da rádio mineira foi sacramentada, Cunha já havia sido anunciado, em dezembro, como patrocinador do Uberaba Sport Club, time de futebol que disputa a segunda divisão do Campeonato Mineiro.

Há um mês, o ex-presidente da Câmara gravou um vídeo para as redes sociais do clube desejando “todo o sucesso na luta pra chegar à primeira divisão”. A Rádio Maravilha transmitirá os jogos do Uberaba.

FEIRA DE GADO – O atual presidente do clube, Rodrigo Alcino, tornou-se um dos principais aliados de Cunha na cidade e ciceroneou uma visita do ex-deputado às instalações do Uberaba no fim de abril.

No mesmo dia, Cunha visitou a abertura da Expozebu, feira de gado que também recebeu o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), e outro ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Além da rádio em Uberaba, Cunha assumiu as estações Juventude FM, em Além Paraíba; Rádio Carangola, na cidade homônima; Rede Gerais AM 1460, em Raul Soares; e Rádio Maravilha, em Guarani. Todos os municípios ficam na Zona da Mata, região próxima à divisa de Minas com o Rio — estado em que Cunha hoje tem participação em outras três rádios, nos municípios de Casimiro de Abreu, Rio Bonito e São Fidélis.

DANI CUNHA – Em Minas, as estações a cargo de Cunha estão em nome de Daniel Cardoso Sá, genro do ex-deputado e casado com a deputada federal Dani Cunha (União-RJ).

A interlocutores, o ex-presidente da Câmara afirma que não disputará eleição no Rio para não concorrer contra a filha, mas que ainda não bateu o martelo se lançará candidatura por Minas ou por São Paulo — estado no qual já se candidatou em 2022, mas não foi eleito.

O genro de Cunha também atuou na Sudeste Rádio Atividades de Comunicação, empresa instalada em janeiro deste ano na Savassi, bairro de Belo Horizonte. O objetivo é estruturar uma rádio na capital mineira.

FÉ EM VALDOMIRO – Na peregrinação para criar raízes fora do Rio, Cunha vem se escorando no apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus.

O ex-presidente da Câmara participou no início de abril de um culto evangélico conduzido por Valdemiro em Araxá (MG), município do Triângulo Mineiro a cerca de 100 quilômetros de Uberaba. No palco, Valdemiro sentou-se ao lado de Cunha e fez alusões a seu período à frente da Câmara, quando conduziu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

— O deputado Eduardo Cunha, para mim, é eterno deputado, é um dos melhores que já vi até hoje. As decisões que ele tomou no passado, sabendo o que ia sofrer, foram muito importantes, foi pela nação — disse Valdemiro.

COM TARCÍSIO – No último fim de semana, Cunha voltou a ser recebido em um culto de Valdemiro, desta vez no Brás, bairro popular de São Paulo. O ex-presidente da Câmara dividiu o altar com o governador Tarcísio de Freitas, seu correligionário no Republicanos, partido que segue sob a alçada de Cunha no Rio — embora o grupo do ex-deputado esteja sob risco de ser desalojado da sigla, devido à pressão da Igreja Universal para retomar o comando partidário.

No início da trajetória, Cunha se tornou conhecido no meio evangélico através da Rádio Melodia, do ex-deputado Francisco Silva. Na rádio, Cunha fazia comentários sobre questões políticas e religiosas, e criou o bordão “o povo merece respeito”, que depois levou para campanhas eleitorais.

Um possível correligionário de Cunha, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que é pré-candidato ao governo de Minas, afirmou recentemente que irá “rodar o estado inteiro fazendo campanha contra” o ex-presidente da Câmara caso ele se candidate.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Cunha ficou rico na política desde o governo Collor, quando assumiu a estatal Telerj no Rio. Tornou-se evangélico e conseguiu se eleger sucessivamente. Na Lava Jato, foi preso e cumpriu pena por corrupção. Ficou fora na política, mas o dinheiro continuou rendendo e ele voltou à vida de antes. No Brasil, a Justiça às vezes prende o corrupto, mas sempre esquece de retomar os bens. (C.N.)

Oportunista, o Congresso age como sócio majoritário da ineficiência institucional


Como funciona a Câmara Federal? – Brasil de Fato

Os interesses do país ficam para segundo plano na Câmara

Janio de Freitas
Poder360

Os fatores permanentes contrários à democracia são tantos, e tão integrados na vida brasileira, que sequer são vistos pelo que de fato fazem. A prevista piora, nas últimas eleições, da composição de Senado e Câmara parece não se confirmar, mas o ranço antidemocrático deixado pelo Congresso bolsonarista está ativo, sob formas ilusórias.

O principal objetivo atual dos deputados bolsonaristas, explícitos ou disfarçados, é livrar de punições judiciais os seus correligionários envolvidos no golpismo.

Daí, a aprovação da medida para impor ao Supremo Tribunal Federal a exclusão de Alexandre Ramagem dos inquéritos do golpe: ele já estava eleito deputado no 8 de Janeiro golpista e, portanto, com imunidade.

O STF acatou a exclusão. Para os fatos posteriores à diplomação de Ramagem. Só. Este processado é ninguém menos do que o criador da Abin falsa, importante na conspiração golpista e nos planos da violência homicida pós-golpe.

Apesar disso, o recém-presidente da Câmara, Hugo Motta, assumiu, ele mesmo, a reação ao STF, acusado de ignorar a independência do Congresso. São aí duas mesmices.

Uma, o Congresso levado a mais um choque com o Supremo para servir a Bolsonaro e outros golpistas, também possíveis beneficiados pela medida dos deputados. Outra mesmice, a de um líder político nascente, com larga oferta de futuro político significativo, e já optando pelo corporativismo fuleiro para um carreirismo de ganhos pessoais.

Formado em medicina, Hugo Motta é o mais moço presidente da Câmara. Arrisca-se a ser o mais jovem exemplo da quase impossibilidade de renovação política.

A tentativa a pretexto de Ramagem foi precedida do confronto das emendas, ainda inconcluso. A destinação de dezenas de bilhões com sigilo de todos os dados, do proponente até o uso da verba – as tais emendas secretas – é talvez a mais audaciosa das imoralidades congressistas em tempos não ditatoriais.

A reação de deputados e senadores ao STF e em especial ao ministro Flávio Dino, pela sustação do assalto ao Tesouro Nacional, acompanha a imoralidade da prática vetada.

Com sucessivos artifícios para burlar o retorno à transparência legal, mais as ameaças até de impeachment no STF, o confronto dos dois Poderes chegou à iminência de crise institucional muito maior do que transpareceu.

E este é um problema em aberto, porque os interesses nas emendas, os escusos e os legais, continuam violentando o Orçamento. A voracidade congressista sobre essas verbas é demonstrável: de R$ 11,7 bilhões em 2018, último ano pré-Bolsonaro, o montante com destino indicado por congressistas saltou em 2022, último ano de Bolsonaro, para R$ 35,6 bilhões.

Com alterações do Congresso no Orçamento proposto pelo governo, as verbas destinadas por congressistas devem ir a R$ 50,4 bilhões.  É dinheiro gasto sem conexão com projeto ou programa algum do governo. Cada dotação tanto pode ir para uma obra municipal, como para um destinatário não oficial.

Tanto pode ter aplicação correta, como ser desviada em parte ou no todo. Entende-se que investigações policiais estejam detalhando até a venda de emendas. As benesses e concessões aos congressistas, às quais veio a juntar-se a “presença à distância”, já seriam bastantes para impedir a eficiência da Câmara e do Senado.

O jogo de interesses partidários e pessoais sujeita as pautas a uma ordem de trabalhos sem relação com a importância e o grau de premência das decisões. A realidade é clara: a Câmara e o Senado são ineficientes, são responsáveis por parte da ineficiência dos governos, e o são pelas carências que se mantêm no país como absurdos.

Uma realidade que se contrapõe, mesmo não sendo seu propósito, aos empenhos pela democracia. E a Câmara quer ser ainda maior: aprovou o aumento do total de deputados de 513 para 531. O Senado decidirá. Ou o corporativismo.


Uma Gestão que Valoriza a Família: Um Pilar da Nova Administração Municipal


"Família é onde tudo começa…

É o abraço que consola, o olhar que entende, a base que sustenta.Neste Dia da Família, celebro o bem mais precioso da vida: estar ao lado de quem amamos, construindo histórias com respeito, união e afeto.A força que me move vem deles… e por eles sigo, todos os dias, com amor e compromisso por Jeremoabo.Feliz Dia da Família! Que nunca nos falte amor, fé e união" (Tista de Deda)


Nota da Redação Deste Blog -  Em tempos de tantos desafios sociais, uma das maiores virtudes que podemos encontrar em uma administração pública é o respeito e a valorização da família. E essa tem sido, sem dúvida, uma das grandes marcas da atual gestão municipal: o compromisso firme de um prefeito que não apenas governa com responsabilidade, mas também com sensibilidade humana, colocando a família no centro das políticas públicas.

Diferente de gestões anteriores, em que a máquina pública muitas vezes parecia distante da realidade das pessoas, hoje vemos uma Prefeitura mais próxima da comunidade, escutando suas necessidades e implementando ações concretas que fortalecem os laços familiares. Seja na saúde, na educação, na assistência social ou na infraestrutura, há uma diretriz clara: tudo deve ser feito pensando no bem-estar coletivo e na proteção da estrutura familiar.

O prefeito tem mostrado, com atitudes e decisões, que acredita na família como base para uma sociedade mais justa, acolhedora e equilibrada. Programas de apoio às mães, investimentos em escolas de tempo integral, ampliação de serviços de saúde voltados à infância e à terceira idade, além de ações de convivência social que promovem integração e respeito mútuo entre gerações, são exemplos práticos dessa visão de governo.

Mais do que palavras, o prefeito tem dado o exemplo pessoal: conduz sua vida pública com princípios sólidos, ética e respeito ao próximo, transmitindo confiança à população e reforçando valores que muitos julgavam esquecidos na política.

Valorizar a família é, também, investir no futuro. E essa administração tem mostrado que é possível governar com eficiência sem perder o olhar humano. O prefeito tem provado que é possível unir competência com coração – e quando isso acontece, toda a cidade ganha.

É por isso que, ao analisar os avanços desta nova fase de governo, não podemos deixar de reconhecer: uma das grandes vantagens da atual administração municipal é termos à frente um líder que valoriza, respeita e preserva o papel fundamental da família na construção de uma sociedade melhor.

“Não existe Justiça na Terra, somente no Paraíso.”

Por José Montalvao


E diante de tudo que a gente vê por aí — tanta injustiça, impunidade, corrupção e decisões absurdas — é difícil não concordar com ele.

A verdade é que o Judiciário, que deveria ser o lugar onde o povo encontra proteção, muitas vezes virou palco de espetáculo. Juízes ganham fama, viram celebridades, dão entrevistas, participam do jogo político... e a Justiça vai ficando em segundo plano.

Como Eros Grau também alertou: quando os envolvidos no processo são pessoas simples, sem poder, os juízes agem com mais tranquilidade. Mas quando aparece um rico, um político ou alguém poderoso, começam as pressões. E não são só pressões de fora, não. Vêm por meio de recursos, manobras jurídicas, estratégias para empurrar o processo e até influenciar o resultado. Quem tem dinheiro, tem mais chance de vencer, mesmo estando errado.

Por isso, muitos estudiosos defendem que, numa democracia de verdade, o poder do juiz tem que ser equilibrado. Quanto mais poder concentrado em uma só pessoa, mais risco de injustiça. O certo seria aplicar a lei com base em critérios objetivos, do mesmo jeito para todos. Mas o que se vê, cada vez mais, são decisões baseadas em "interpretações", "ponderações", "pesos e medidas" que favorecem os mais fortes e prejudicam os mais fracos.

Esse tipo de justiça que muda conforme o caso ou a pessoa é perigosa. Cria confusão, desânimo e revolta. A lei precisa valer pra todo mundo, senão vira bagunça — e é isso que estamos vendo: um sistema que muitas vezes protege corruptos e castiga inocentes.

A Justiça, que deveria ser a última esperança do povo, hoje está desacreditada. E quem mais sofre é quem menos tem. O rico contrata bons advogados, conhece os atalhos. O pobre, mal consegue pagar uma passagem pra ir na audiência.

Então, se a Justiça verdadeira só existe no Paraíso, como disse Eros Grau, aqui na Terra a gente precisa, pelo menos, lutar pra que a lei funcione. Doa a quem doer. Porque do jeito que está, só quem tem poder é que vence — e isso não é justiça, é privilégio.

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