sábado, abril 13, 2024

No julgamento de Moro, foi possível identificar a tal “imprensa amestrada”

Publicado em 13 de abril de 2024 por Tribuna da Internet

Desembargador do TRE vota pela cassação de Moro e empata julgamento |  Agência Brasil

Absolvição de Sérgio Moro decepcionou a imprensa amestrada

Duarte Bertolini

Como sempre repete nosso editor C.N., o comportamento da imprensa amestrada e emporcalhada, no caso do senador Sérgio Moro (União-PR), tem sido repulsivo. Em todas as coberturas do julgamento, quase sem exceção, era firmada a convicção da certeza de condenação de Moro pelos “gravíssimos crimes” cometidos, inclusive com pesquisas e bolsas de apostas sobre o provável sucessor de Moro, a ser escolhido mediante nova votação, algumas semanas após a cassação.

Quando o julgamento restou empatado em 1 a 1, ao final do primeiro dia, a Tribuna da Internet foi um dos poucos (senão o único) veículo de comunicação a ressaltar a firmeza e solidez de argumentos do robusto e definitivo voto do relator, desembargador Luciano Falavinha, que analisou minuciosamente a contabilidade dos gastos de campanha, a principal acusação.

VISÃO ERRÔNEA – Os demais jornalistas ressaltavam o acerto do voto favorável, apesar da falta de argumentos, pois o desembargador estreante José Rodrigo Sade, recém-nomeado pelo presidente Lula, apenas concordou com as inconsistentes acusações que justificariam a cassação.

Mesmo assim, a imprensa amestrada renovava a certeza de que o voto do relator era um ponto fora da curva, que seria fatal e facilmente massacrado nas demais sessões pelos votos dos outros cinco desembargadores.

Ao final do julgamento, com a absolvição por 5 a 2, o tom da imprensa era de evidente lamento pelo resultado, e alguns repórteres ainda arriscavam uma velada crítica ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, e não vi nenhuma aceitação da tese defendida pelo relator, que desmontou as provas improcedentes existentes e os argumentos rasos, de cunho eminentemente político, que exibiam um ato de vingança pela atuação do ex-juiz.

TV DECEPCIONANTE – Dos telejornais que assisti, o da TV Cultura fez a pior cobertura, um jornalismo repulsivo. Ao desenvolver a notícia, a reportagem levou ao ar apenas parte do voto do primeiro desembargador a votar pela cassação (voto considerado por C.N. e por mim como “vazio e infantil”). Em seguida, ao invés de divulgar as razões da não-cassação de Moro, passaram a elencar várias teses e argumentos que poderiam embasar e fundamentar o necessário, urgente e imperioso (para salvar a democracia, claro) recurso a ser apresentado ao TSE

Foi de embrulhar o estômago de qualquer brasileiro ainda com um pouco de noção e mínima capacidade de analisar fatos e ações de formação subliminar de consciência.  

Apesar de alguns erros (nenhum grave ou que tenha interferido na forma e resultado dos julgamentos do Petrolão) e de suas equivocadas escolhas políticas, Moro merece a admiração e reconhecimento dos brasileiros, que talvez um dia percebam a infeliz e desastrosa opção feita pela Justiça em favor dos corruptos e contra aqueles que se expuseram para defender esta mesma ingrata sociedade.


"Táticas políticas à custa da educação: O abandono da Escola Rural e a exploração das crianças em Jeremoabo - Bahia"



 

Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Deri do Paloma (@deri.oficial)

Nota da redação deste BlogAs crianças da Zona Rural representam a esperança em seu estado mais puro, com sua inocência e a crença de que o prefeito irá promover melhorias. No entanto, a realidade enfrentada pela Escola do Povoado Água Branca, em Jeremoabo - Bahia, durante todo o governo de Deri do Paloma, é de completo abandono, como documentado pelas fotos anexadas. As carteiras quebradas representam um risco de acidentes para os alunos, o piso danificado e o telhado comprometido evidenciam a negligência, além da sujeira nas paredes e fios expostos.

Num ato insensato e desprezível, visando promover o seu sobrinho como pré-candidato a prefeito, o governo atual opta por uma estratégia de autopromoção à custa da exposição das crianças. Publicações cínicas nas redes sociais, como no Instagram, mostram vídeos onde o político se posiciona ao lado das crianças, com uma legenda que sugere cuidado e compromisso com o futuro da sociedade. Tais atitudes revelam uma carência alarmante de caráter e uma completa falta de dignidade.

É lamentável observar como interesses políticos são colocados acima do bem-estar e da dignidade das crianças e da comunidade como um todo. Essa falta de integridade por parte dos líderes governamentais é inaceitável e merece ser repudiada veementemente pela sociedade.


A Armadilha da Arrogância, ou "seis vereadores": Como a Falta de Humildade Atrapalha o Crescimento

 


A Armadilha da Arrogância: Como a Falta de Humildade Atrapalha o Crescimento

A humildade, muitas vezes vista como fraqueza, é na verdade uma força poderosa que nos impulsiona para o crescimento e a realização. Quando nos falta humildade, caímos na armadilha da arrogância, limitando nosso aprendizado, nossas relações e nosso potencial.

Aprendizado Estancado:

  • Mentes Fechadas: Sem humildade, torna-se difícil admitir que não sabemos tudo. Fechamo-nos para novas ideias e experiências, impedindo o aprendizado e o crescimento.
  • Desprezo ao Feedback: A arrogância nos leva a desvalorizar o feedback dos outros, perdendo oportunidades valiosas de aprimoramento.

Relações Afetadas:

  • Arrogância Afasta: A postura arrogante afasta as pessoas, criando um ambiente hostil e impedindo a construção de relacionamentos saudáveis.
  • Incapacidade de Empatia: A falta de humildade nos impede de colocarmos no lugar do outro, gerando insensibilidade e conflitos.

Crescimento Impossível:

  • Visão Distorcida: A arrogância distorce nossa visão da realidade, nos impedindo de reconhecermos nossas falhas e áreas de melhoria.
  • Estagnação Pessoal: Sem humildade, ficamos presos em padrões negativos, incapazes de alcançar nosso verdadeiro potencial.

A Humildade como Chave para o Sucesso:

  • Reconhecimento das Limitações: A humildade nos permite reconhecer que não somos perfeitos e que sempre há espaço para aprender e crescer.
  • Valorização do Outro: Com humildade, reconhecemos as qualidades e contribuições dos outros, abrindo espaço para colaboração e crescimento mútuo.
  • Abertura ao Novo: A humildade nos torna receptivos a novas ideias e perspectivas, impulsionando a inovação e o aprendizado contínuo.

A humildade não significa negar nossas qualidades ou conquistas. Pelo contrário, significa reconhecer que somos parte de algo maior, que sempre há espaço para aprender e crescer. É essa postura que nos abre portas para o sucesso pessoal, profissional e interpessoal.

Lembre-se: a humildade não é fraqueza, é a chave para desbloquear seu verdadeiro potencial. Cultive a humildade em sua vida e observe como ela abre portas para um mundo de oportunidades e realizações.


"Reflexões sobre a Politicagem em Jeremoabo: Um Olhar Sobre a Improbidade Administrativa"

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"Tentando responder aos questionamentos do texto:  O cúmulo do absurdo, digo: considerando que não há "almoço grátis", isto é, nenhum membro da nossa sociedade em sã consciência, abrirá mão do seu patrimônio, apenas pelo mero prazer de obter o poder, especialmente o grupo intitulado de "o novo", que não esconde possuir recursos em proporção capaz de enfrentar o ex aliado, logo, proposta com clara transparência é apenas mais uma entre tantas propostas utópicas que veremos. O ideal é que assim fosse, mas a verdade nesta proposta, cabisbaixa, passa ao longe, consciente de que raposa cuidando de galinheiro, quando muito, sobram as pirrinchas, isto é fato. Propostas imensuráveis refletem desconhecimento do que  seja gestão pública e mostra ausência de compromisso com a verdade, fazendo a enganação para obter a concretização dos seus interesses e não dá sociedade, a qual se dirige. ( Comentário recebido atarvés do WatSapp)


Nota da redação deste Blog -   Parece que você está expressando sua frustração com a situação política em Jeremoabo.

Raramente sintonizo ou assisto programas de rádio, e ficaria contente se não recebesse constantemente esses áudios e vídeos sobre a politicagem em Jeremoabo. Pelo menos, não estaria envolvido nessas discussões sobre esses "artistas" que há muito tempo menosprezam a inteligência do povo local.

Questiono o significado de 'NOVO' nessa situação. Durante todo o período em que estiveram alinhados com o prefeito Deri do Paloma, supostamente praticaram improbidade administrativa ao se autopromoverem, começando pelo vice-prefeito. Há dezenas de vídeos e áudios no Instagram que evidenciam isso. Além disso, alguns permaneceram omissos, cometendo prevaricação e enfrentando acusações de corrupção, inclusive envolvendo o uso de laranjas.

Há muitas outras irregularidades que poderia citar, mas por enquanto, vou parar por aqui."


O Cúmulo do Absurdo: Uma Crítica à Demagogia Eleitoral

 


"O Cúmulo do Absurdo" nos convida a uma reflexão crítica sobre as promessas mirabolantes e fantasiosas que permeiam o período pré-eleitoral em Jeremoabo. Através da sátira e do humor, obrigo-me a expor a distância gritante entre a realidade e as promessas dos candidatos, muitas vezes feitas apenas para conquistar votos, sem qualquer compromisso com a viabilidade ou o bem-estar da população.

A figura central desse teatro do absurdo é um candidato "novo", que se utiliza de um programa de rádio para tecer promessas cada vez mais exageradas e surrealistas. A ideia de colocar um telão em frente à prefeitura, por exemplo, é tão absurda que serve como metáfora para as propostas fantasiosas que inundam o cenário político.

O autor destaca que essa estratégia não é novidade, e que muitos outros candidatos já recorreram a promessas mirabolantes para conquistar o eleitorado.

Não tomem por surpresa se esse mesmo candidado que se diz " novo" com velhas mentalidades,prometa na proxima intrevista prometer é absurda implantação de um trem bala para transportar alunos da zona rural de Jeremoabo,

O exemplo do trem-bala para transportar alunos da zona rural de Jeremoabo é mencionado para ilustrar o quão desconectadas da realidade podem ser essas promessas.

Ao utilizar o humor e o exagero, o texto "O Cúmulo do Absurdo" nos convida a refletir sobre a importância de sermos críticos e questionadores durante o período eleitoral. Não devemos nos deixar levar por promessas vazias e irreais, mas sim buscar candidatos que apresentem propostas viáveis e comprometidas com o bem-estar da comunidade.

Reflexões adicionais:

  • Como podemos identificar promessas mirabolantes e demagógicas?
  • Quais critérios devemos utilizar para escolher nossos representantes?
  • De que forma podemos cobrar dos políticos o cumprimento de suas promessas?

Conclusão:

O texto "O Cúmulo do Absurdo" é um lembrete de que a democracia exige cidadãos conscientes e participativos. Cabe a cada um de nós analisar criticamente as propostas dos candidatos e escolher aqueles que realmente se comprometem com o bem-estar da comunidade.


O QUE FAZ O VELHO PARECER OU SE TRANSFORMAR NO NOVO?


No estudo da Gestão de Qualidade que tem como foco a busca por melhoria contínua, a resposta à pergunta título deste contexto, é o velho aceitar e promover mudanças, que se adequem a realidade estabelecida em propósitos voltados a melhorar todos os “processos” já existentes ou preestabelecidos, para atender às necessidades conhecidas: o atendimento aos anseios do cliente interno e externo, o respeito aos princípios regidos pelas normas e as regas básicas de cidadania, nas inter-relações do conceito social da ética e da moral.

Não é possível que o velho se torne novo, enquanto permanecer fazendo uso das mesmas práticas de outrora, mudando apenas a retórica que lhe serve de nova vestimenta, mas se comportando como sempre, sem nenhum processo com entrada, transformação e saída, capaz de promover a mudança prometida. A vida é um processo cíclico, quando vista e compreendida dentro de um “processo evolutivo”, pois até o novo, quando posto em “Zona de Conforto”, tende a envelhecer e se ver diante da necessidade de se reciclar para mais uma vez, adequar-se a realidade do seu momento, é ter capacidade de ser resiliente para renascer das cinzas e ter a humildade necessária para assim se autodefinir em seu ambiente e entorno, consciente de que fazer uso do “alto ego”, da “arrogância” e de uma superioridade inexistente, é trilhar rumo ao ponto de partida, deixando de seguir a reta à frente, para adentrar a primeira bifurcação encontrada, apenas porque o horizonte ao fim da reta, é percebido como estando mais distante do que aquele que agora é visto na tangente trilhada, enquanto ignora e despreza que o horizonte mais distante, camufla outros horizontes a serem conquistados, ao contrário do horizonte próximo e buscado pelo caminho mais curto, representa uma porta desenha em um paredão de uma montanha, relevando-se como sendo o fim da estrada, restando a quem a buscou, retornar a origem ou sentar-se para observar a vida passar.

A vida não é diferente de um processo produtivo em qualquer área comercial/industrial, nessas últimas, recebe-se uma compra, expõe-se o produto e aguarda o cliente adquirir ou se recebe a matéria prima, transforma-se e gera um produto, já com as pessoas, o processo não é muito diferente, a sua reputação oriunda do reconhecimento dos seis feitos, estruturase nas suas ações e atitudes perante a sociedade, a transformação é a análise crítica que a sociedade faz dessas ações e atitudes ao se tornarem de conhecimento público, tendo como saída: o reconhecimento satisfatório dos seus feitos ou a crítica negativa aos resultados desses feitos, gerando elogios ou insatisfações, por conseguinte: diz-me o que tu fizeste, pois já não basta prometer se quando pode, nada fez! 




Nota da redação deste Blog -  Jeremoabo 2024: Rumo a uma Política Transformadora

Aproveito o texto acima de autoria de José Mário Varjão, para comentar a rsepeito do que entendo ser o "NOVO" e, enriquecimento com parte de dialógos que venho mantendo com o pre-candidato à prefeito Tista de Deda:

À medida que nos aproximamos das eleições municipais, é fundamental refletir sobre o papel crucial que este evento desempenha em nossas vidas cotidianas. Mais do que simplesmente escolher um candidato, as eleições moldam os próximos anos para nossas comunidades. Infelizmente, muitas vezes nos vemos desiludidos e arrependidos de nossas escolhas, culpando os candidatos por promessas vazias. No entanto, é imperativo que assumamos a responsabilidade de acompanhar de perto o desempenho dos eleitos.

Neste contexto, é alarmante observar a falta de substância e seriedade nos debates políticos em Jeremoabo, especialmente nas redes sociais. Em vez de discutir propostas e ideias, testemunhamos uma polarização cega, onde as pessoas apoiam seus candidatos como torcedores de futebol, ou simplesmente desistem do processo. Esta abordagem superficial não condiz com a gravidade dos problemas enfrentados por nossa cidade.

É nesse cenário que surge a candidatura do PSD, não como o "melhorzinho", mas como um agente de mudança e promotor de um debate político verdadeiramente relevante. O objetivo não é conquistar votos a qualquer custo, mas sim estimular uma reflexão profunda sobre os desafios e soluções para Jeremoabo. Todos os candidatos merecem respeito, mas é essencial que apresentem propostas claras e transparentes, indo além de discursos vazios.

O verdadeiro significado de "novo" em Jeremoabo não se limita a novos rostos ou novo ovo da serpente, mas sim a uma nova abordagem política, caracterizada por um debate substancial e comprometido com os problemas reais da comunidade.

Em resumo, é fundamental que os eleitores exijam um debate político mais maduro e responsável, focado em soluções tangíveis e não em disputas pessoais. Jeremoabo merece uma liderança comprometida com uma mudança verdadeira e significativa.




O corporativismo perdeu




Como o Supremo é a última instância da Justiça, aquela que pode errar por último, sua interpretação do que seja constitucional é a que prevalece, mesmo quando, como nesse caso, possa parecer um pouco flexível demais

Por Merval Pereira (foto)

O bom senso prevaleceu, e a Câmara aprovou a prisão do deputado federal Chiquinho Brazão, apesar da movimentação de bolsonaristas e representantes do Centrão para afrontar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Tratava-se de uma disputa mais política que jurídica, desde o primeiro momento. O Supremo e o Ministério Público acataram o relatório da Polícia Federal mesmo que provas concretas não existam. Os oposicionistas da Câmara, guiados nos bastidores pelo ex-deputado cassado Eduardo Cunha, tentavam derrotar o governo atingindo o Supremo, que acusam de estar aparelhado, assim como a Polícia Federal.

Como o Supremo é a última instância da Justiça, aquela que pode errar por último, sua interpretação do que seja constitucional é a que prevalece, mesmo quando, como nesse caso, possa parecer um pouco flexível demais.

Pelas regras em vigor, nenhum dos três denunciados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes deveria ser julgado pelo Supremo. Chiquinho Brazão era vereador na época do crime, seu irmão Domingos já era do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e o delegado Rivaldo Barbosa nunca deixou de ser delegado.

Pela regra que passará a valer quando o Supremo terminar o julgamento sobre o foro especial, que já tem cinco votos a favor, Chiquinho Brazão, por ser deputado federal, vai para o Supremo e carrega seus cúmplices.

Caso a Câmara tivesse decidido pela liberação de Chiquinho Brazão, seria criada uma crise de bom tamanho. Nunca houve rejeição de uma prisão como essa, por motivo de ação criminal ligada a milícias. Os deputados acham perigoso o precedente de autorizar uma prisão sem flagrante óbvio. Eu acho perigoso a Câmara, por corporativismo e interesse próprio, desrespeitar uma decisão do STF para proteger milicianos.

Os indícios de certo movimento dentro da Câmara para dar uma resposta ao ministro Alexandre de Moraes por meio da libertação de Brazão acabaram mostrando-se insuficientes para derrotar a maioria. Mas nunca esteve tão próximo o impeachment de um ministro do STF. Se acontecer, será uma crise institucional sem igual. Será difícil achar uma solução que não implique a desmoralização de um dos Poderes diante do outro.

É comprovado que o ex-deputado Eduardo Cunha está por trás desse movimento. Ele é do Rio, deve ter ligação com o grupo dos irmãos Brazão e visa a algum ganho político, além da vontade de enfraquecer Alexandre de Moraes.

O relatório da PF aprovado pelo MP, usado pelos deputados como motivo para a prisão, é cheio de indícios, mas realmente não apresenta nenhuma prova concreta de que Chiquinho Brazão tenha sido mandante do crime. Em outras ocasiões, não seria aceitável pelo Congresso.

Este rigor todo agora, apesar da falta de provas, é pelo medo do que possa acontecer caso qualquer um dos parlamentares venha a ser preso por crimes cometidos. É muito perigoso para a democracia se os deputados começarem a se proteger. Poderão fazer qualquer coisa, contando com apoio de seus pares. Não corresponde a uma democracia real.

O Globo

Pacheco, presidente do senado, envergonha o Congresso, afirma deputado




Dep. Gilvan da Federal (PL-ES) 

Bolsonarista diz que Câmara dos Deputados se vende como 'prostituta'

Por Deborah Sena

O Diário do Poder entrevistou o deputado Gilvan da Federal (PL-ES), que nesta semana se envolveu em uma das principais polêmicas da Câmara, ao discutir com o psolista Glauber Braga (RJ), e o chamar de frouxo no calor de uma votação acalorada para decidir moção de apoio ao empresário Elon Musk. Durante a entrevista ao DP, Gilvan repetiu a expressão, mas dessa vez, para reclamar da postura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)

O bolsonarista, famoso pelo ‘pavio curto’, acredita que a concentração de poder em Pacheco na Casa Alta, é o principal empecilho para o avanço do impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

“Um único senador decide se vai pautar algo ou não. É muito poder na mão do presidente do Senado. Rodrigo Pacheco envergonha o Congresso Nacional. É um covarde, um cara omisso. Temos excelentes senadores. Mas pelo presidente do Senado, não vai acontecer nada”, ponderou.

 Perguntado sobre a oposição na Câmara, Gilvan diz que o número de parlamentares contrários ao governo ‘encolheu’ desde o início das negociações por emendas e cargos.

“Somos cem deputados de oposição. Cem de quinhentos e treze é muito pouco. A gente sente aqui que determinados projetos, o governo joga pesado nas emendas, compra votos. Eu vejo uma Câmara que se vendo como uma prostituta. Quem dá mais, leva”, afirmou.

Atualmente, o deputado está sendo investigados por ter chamado, na tribuna da Casa Baixa,  o presidente Luís Inácio Lula da Silva de ladrão. “Estou tranquilo, continuo tendo a convicção de que Lula não é honesto. Quem é condenado por noves juízes, em primeira, segunda e terceira instância, por corrupção não é um cara honesto. E ele foi descondenado. Apenas o STF decidiu que o Curitiba não tinha competência para julgar”.

Diário do Poder

Nova investida contra PCC mira políticos, órgãos públicos, embarcações e até aeronaves




Nova fase das operações para desarticular principal facção criminosa de SP vai avaliar licitações feitas que tiveram vitória de empresas ligadas ao crime para gerir o transporte público

O Ministério Público (MP) de São Paulo trabalha com a suspeita de que a licitação para o transporte por ônibus na cidade tenha sido alvo de um cartel de empresas, cartas marcadas e o resultado já esperado antes mesmo da abertura dos envelopes, em 2019, durante a gestão do então prefeito Bruno Covas (PSDB).

Um dos indícios para isso é a baixa concorrência nos lotes fatiados pela SPTrans, o que favoreceu a vitória de empresas como a Transwolff e a UpBus, alvos da operação Fim da Linha.

Uma nova ação da força-tarefa que investiga a infiltração do PCC em serviços públicos de cidades, como São Paulo, está em planejamento.

Fontes ligadas à investigação afirmaram à CNN que já há um mapa de influências desenhado e que o próximo passo vai mirar políticos, órgãos públicos e servidores da cidade de São Paulo.

Para evitar o comprometimento das ações policiais e diligências planejadas, o MP não revelou publicamente quais são os alvos e a que grupos políticos eles são ligados.

Nesta quinta-feira (11), a CNN revelou que o presidente da Câmara dos Vereadores, Milton Leite (União Brasil), e o ex-secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto (PT) foram listados como testemunhas.

A revelação dos nomes mostra a amplitude do espectro político na investigação. Leite é do União Brasil e é articulador da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Tatto é do PT e tem dois irmãos na Câmara Municipal, Arselino e Jair, que fazem parte da oposição a Nunes.

Os investigadores, no entanto, acreditam que o grupo de empresas envolvidas deve ser ampliado com o avanço dos inquéritos abertos. O próximo passo vai ser rever os atos administrativos da licitação conduzida pela gestão Covas em 2021.

Os investigadores querem saber se as empresas vencedoras foram, de alguma forma, beneficiadas no processo. Eles já concluíram que o PCC injetou R$ 74 milhões para capitalizar as duas cooperativas agora alvos de intervenção da prefeitura.

O MP deve usar processos fornecidos pelo Tribunal de Contas do Município para entender a cronologia da licitação e os pontos de alerta levantados por auditores.

Ao longo dos últimos anos, parte dos 26 denunciados pelo Ministério Público na noite de terça-feira (9) acumularam patrimônio milionário, segundo investigadores ouvidos pela CNN.

As aquisições com dinheiro arrecadado com ajuda das empresas ligadas ao PCC vão de embarcações a aeronaves. Os mandados de apreensão desses bens foram submetidos à Justiça e estão sob análise.

Um dos planos da Polícia Militar (PM), inclusive, é pedir à Justiça que as embarcações sejam incorporadas à frota náutica da PM de São Paulo.

Fontes da investigação disseram à CNN que todos os 26 denunciados nesta fase da operação tiveram atos de gestão na Transwolff e na Upbus e cometeram crimes relacionados à lavagem de dinheiro.

A operação Fim da Linha apreendeu contratos, documentos e dezenas de celulares, que estão sendo analisados pelos investigadores e pela perícia para reunir novas provas de crimes relacionados ao caso.

CNN

Presente de grego na conta de luz - Editorial




Preocupado com sua popularidade, Lula decide baixar o preço da energia na marra, mas a conta dessa demagogia deve ficar salgada para os consumidores no futuro

O presidente Lula da Silva decidiu baixar a conta de luz dos brasileiros na marra. Inspirado por sua criatura, Dilma Rousseff, que praticamente quebrou o setor elétrico quando forçou a redução do preço da energia elétrica entre 2012 e 2013, Lula recorrerá a uma gambiarra – não há outra palavra – para aliviar um pouco os orçamentos familiares, preocupado que está com a queda de sua popularidade.

Por meio de medida provisória, o governo vai pegar dinheiro emprestado para pagar o crédito tomado pelas distribuidoras de energia em nome dos consumidores para suportar tanto a pandemia de covid-19 como a grande seca que reduziu os reservatórios de água em 2021 e 2022. Esse passivo está embutido na conta de luz.

Na manobra, o governo vai securitizar R$ 20 bilhões que tem a receber da Eletrobras nas próximas duas décadas como parte do processo de privatização. Ou seja, o governo estará, na prática, antecipando esse recebimento por meio da emissão de títulos, pagando juros por isso.

Nas contas do governo, tudo isso resultará numa redução de até 5% nas contas de luz – eis a tal boa notícia que Lula persegue para apaziguar eleitores zangados com a falta de rumo de seu terceiro mandato.

Mas se trata de um presente de grego. O governo escolheu deixar de receber o dinheiro da Eletrobras no futuro para bancar uma bondade fugaz no presente. O problema é que o futuro um dia chega – momento em que esses recursos, já consumidos para angariar uns votos para Lula, farão falta, pois se destinam justamente a impedir a alta da tarifa. Logo, salvo uma nova gambiarra, a conta de luz, pouco depois da presumível queda, vai subir.

Foi exatamente o que aconteceu depois da infame Medida Provisória 579, baixada em 2012 pela então presidente Dilma Rousseff para fazer a conta de luz recuar prometidos 20%. Houve mesmo uma redução (em torno de 16%), resultado da pressão do governo sobre as distribuidoras para que aceitassem reduzir tarifas, deixando de receber por investimentos feitos, em troca da prorrogação das concessões. No entanto, em pouco tempo os custos para essas empresas dispararam, e esse rombo foi financiado nos anos seguintes pelos consumidores – uma auditoria do Tribunal de Contas da União feita em 2014 alertou que a redução tarifária de 2013 já estaria ultrapassada em 2015, ano em que o reajuste médio, de fato, foi superior a 50%. E o setor elétrico nunca mais se recuperou desse baque.

Mas uma das especialidades do PT é repetir erros na esperança de que os resultados sejam diferentes. Além da antecipação de recursos da Eletrobras, a medida provisória assinada agora por Lula prolonga por 36 meses os bilionários subsídios à geração de energia renovável. Se estivesse realmente interessado em baratear de forma estrutural as tarifas de energia, o governo enfrentaria os lobbies que conseguem manter esses penduricalhos que tanto encarecem a conta de luz e que nada têm a ver com o consumo de energia elétrica.

Hoje, o fornecimento de eletricidade corresponde a algo perto de 60% da tarifa. O restante é relativo a impostos e encargos usados para custear os subsídios distribuídos pelo governo que vão desde o combustível para usinas térmicas até setores econômicos considerados estratégicos. O que não falta é jabuti pendurado nessa árvore.

O fato é que a conta de luz se tornou uma fonte descontrolada de recursos para sustentar subsídios ao setor elétrico que deveriam estar no Orçamento, submetidos ao escrutínio público. Não é por acaso que essa prática nefasta começou no governo Dilma, que repassou ao consumidor a fatura de sua insanidade.

Não há razão para acreditar que agora será diferente, mas isso não tem a menor importância para o lulopetismo. Nos cálculos dessa turma, o barateamento da redução da conta de luz, como efeito da medida provisória ora assinada por Lula, pode ter efeitos positivos até 2026 – ano em que provavelmente o presidente buscará mais uma reeleição. É essa a única conta que importa para Lula.

O Estado de São Paulo

Milei oferece apoio a Musk em embate com STF no Brasil




Em visita à fábrica da Tesla nos EUA, presidente argentino não especificou qual tipo de colabração ofereceu ao dono da rede social X.

Milei foi recebido por Musk na fábrica de carros elétricos da Tela no Texas, nos Estados Unidos

O presidente da Argentina, Javier Milei, ofereceu apoio ao bilionário Elon Musk em meio aos desentendimentos entre o proprietário da rede social X e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes segundo informou o porta-voz da Casa Rosada, Manuel Adorni.

Musk recebeu Milei na fábrica de carros elétricos da Tela no Texas, nos Estados Unidos. Durante o encontro, o argentino "ofereceu colaboração no conflito entre a rede social X no Brasil e o marco do conflito judicial e político no país", segundo informou sua assessoria, sem fornecer detalhes sobre como se daria essa colaboração.

Milei e Musk também concordaram em trabalhar juntos para promover soluções de livre mercado. Segundo a Casa Rosada, ambos marcaram para "muito em breve" a realização de um grande evento na Argentina para "fomentar as ideias da liberdade".

Musk teria conversado com o presidente argentino sobre como fomentar as taxas de natalidade ao redor do mundo, afirmando que "o decrescimento das populações pode ser o fim da nossa civilização".

Em viagem pelos Estados Unidos, Milei se reuniu com empresários e diretores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Embate com Moraes

A discussão sobre como as redes sociais podem ser usadas para disseminar informações falsas, discursos golpistas ou de ódio, ganhou uma nova dimensão no último fim de semana com os ataques de Musk ao ministro Alexandre de Moraes.

O bilionário, que se define como um "absolutista da liberdade de expressão”, chamou Moraes de "ditador do Brasil” após o ministro determinar a inclusão de Musk como investigado no inquérito que apura a ação de milícias digitais que atentam contra a democracia. Moraes apontou que viu indícios de obstrução de Justiça e incitação ao crime nas ações de Musk.

Moraes negou um pedido da X no Brasil para que a responsabilidade sobre as medidas determinadas pela Justiça brasileira fosse transferida para a X Internacional. Para Moraes, o pedido "beira a litigância de má-fé".

O bilionário vem criticando a suspensão judicial de algumas contas na plataforma de pessoas suspeita de ameaçar a democracia e o processo eleitoral. Moraes determinou multa diária de R$ 100 mil para cada perfil que a empresa reativar de forma irregular.

No último sábado, Musk usou a plataforma para questionar o magistrado sobre por que, na sua visão, há "tanta censura no Brasil” e afirmou que iria descumprir ordens judiciais brasileiras de bloqueio de perfis criminosos na rede social.

Nesta terça, a plataforma voltou a mostrar publicações de perfis bloqueados por ordem judicial, como o da juíza aposentada Ludmila Grilo e do apresentador Monark, segundo informou a agência de checagem Aos Fatos. 

Na segunda-feira, o perfil no X do canal Terça Livre, do ativista de extrema direita Allan dos Santos, recebeu o selo dourado na rede,  mesmo com uma ordem judicial que havia determinado o bloqueio da conta em  setembro de 2021.

Deutsche Welle

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