quinta-feira, junho 01, 2023

Ao agredir jornalistas, seguranças de Maduro mostram a face do governo da Venezuela

Publicado em 1 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Agressão ocorreu enquanto repórteres buscavam entrevistar o ditador

Pedro do Coutto

Na noite de terça-feira, no encerramento da reunião internacional convocada pelo presidente Lula da Silva, seguranças do presidente Nicolás Maduro agrediram jornalistas brasileiros que tentavam entrevistá-lo num dos salões do Itamaraty. A repórter Delis Ortiz, da TV Globo, foi atingida por um soco e teve que ser socorrida pelo serviço médico. O episódio focalizado em destaque pela TV Globo e pela GloboNews acrescenta as críticas feitas pelos presidentes do Uruguai e do Chile a Lula por ter tentado suavizar a imagem ditatorial de Caracas.

A violência e a violação de direitos humanos são características do governo Maduro destacadas de forma quase que permanente pelo noticiário internacional, incluindo os jornais brasileiros. O acontecimento que expôs mais uma vez o estilo violento do poder na Venezuela não foi registrado pelas primeiras edições, penso, do próprio O Globo e da Folha de S. Paulo, talvez pelo horário em que ocorreram. Mas, certamente, hoje, os jornais impressos devem destacar o que as edições online focalizaram em síntese.

CONDUTA – A demonstração de agressividade e intolerância para com repórteres que apenas queriam entrevistar Maduro expõem em cores firmes entre as paredes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil o estilo de atuação de um governo que se perpetua no poder, censura os jornais e as emissoras de televisão, chegando a impedir a candidatura de legítimos oposicionistas.

Recentemente, reelegeu-se mais uma vez num processo antidemocrático destacado internacionalmente como tal, inclusive pela Organização das Nações Unidas. “Seguranças estrangeiros agridem jornalistas brasileiros dentro do Brasil”, basta essa citação para dimensionar um estilo de governo rejeitado internacionalmente, mas que recebeu afago em Brasília do presidente Lula da Silva. Uma página triste na história do nosso país.

RISCO DE CALOTE – Numa excelente reportagem, na edição de O Globo desta quarta-feira, Rennan Setti, João Sorima Neto e Ana Flávia Pilar, revelam que o risco de calote de empresas brasileiras em relação ao mercado financeiro subiu na escala da Fitch, uma das três maiores empresas de classificação de risco do mundo, em decorrência da lenta recuperação da economia e do cenário internacional, do episódio das Lojas Americanas e da taxa da Selic de 13,75% ao ano que impede que as empresas possam colocar novos títulos no mercado com juros inferiores a esses 13,75%.

A pesquisa da Fitch divulgada ontem é resultado de um ano de análises, projetando um levantamento compartilhado com a coluna Capital do caderno econômico do O Globo. Depois do caso das Americanas, os bancos se retraíram em relação à concessão de crédito. Algumas empresas foram rebaixadas de nível e consideradas em risco de não terem recursos financeiros para saldar os seus compromissos. A reportagem relaciona a ex-Camargo Corrêa, hoje Moover, a Light, a Gol e a empresa de telemarketing Atento, entre outras.

PLANO DE VIAGENS – Mariana Barbosa, O Globo, revela que a empresa Hurb, que atua no campo da promoção de viagens internacionais, demitiu cerca de 400 pessoas e foi proibida de lançar planos (de viagens) sem data marcada. A empresa vinha atuando com esse sistema, mas tornou imprevista a sua manutenção, dando margem a risco para os clientes.

É mais uma empresa incluída na lista das que se encontram em dificuldade. A matéria tentou ouvir a Direção da Hurb, mas as respostas foram vagas, especialmente sobre as demissões.  

DEMARCAÇÃO –  A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira, um projeto de lei que viola as regras da demarcação das terras indígenas no país. Viola até a própria Constituição brasileira.

Estabelece que as regras valem somente até outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição e despreza as terras legitimamente indígenas registradas nas últimas décadas. Foi uma derrota para o governo que tentou sem êxito adiar a votação. Mas o presidente da Casa, Arthur Lira, manteve a matéria na pauta.

MEDIDA PROVISÓRIA  – Outra derrota projetada para o governo situa-se na Medida Provisória que vence hoje e que reestruturou o quadro ministerial do país. A derrota atinge diretamente os Ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas. Lula aceitou essa derrota porque a sua preocupação maior é manter a criação dos Ministérios da Fazenda, do Planejamento, da Previdência Social e do Trabalho.

O presidente da República deve tentar reverter essa votação no Senado ou vetá-la quando tiver que sancionar a lei. Mais um problema para o governo que se encontra imobilizado pela omissão e por lances que não estão dando certo.

 

Presidente ucraniano ironiza Lula: “Ele não achou um tempo para se reunir comigo”

Publicado em 1 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, concede entrevista a veículos de impresa da América Latina, no palácio presidencial, em Kiev

Zelenski deu entrevista para jornalistas latino-americanos

Patrícia Campos Mello
Folha

Com o figurino habitual, camiseta e calça militares, Volodimir Zelenski aparece no palácio presidencial, em Kiev, para ser entrevistado por sete veículos de imprensa da América Latina, entre os quais a Folha. Para entrar lá, os jornalistas passaram por cinco checagens de segurança e só puderam levar seus blocos de anotações, deixando de fora telefones, bolsas e até as suas próprias canetas, item depois fornecido aos repórteres pelo governo ucraniano.

O temor é que a Rússia rastreie o sinal dos celulares para mirar o presidente com os mísseis que lançam diariamente sobre o país desde fevereiro do ano passado.

FALTA DE TEMPO – Zelenski respondeu a perguntas durante uma hora e 40 minutos. Na entrevista, afirmou que quer se reunir com Luiz Inácio Lula da Silva para ouvir as propostas do líder brasileiro para acabar com a guerra promovida pela Rússia.

Criticou, porém, o que chamou de falta de vontade e de tempo do petista para se reunir com ele em Hiroshima, na cúpula do G7, grupo que reúne algumas das maiores economias globais.

Segundo Zelenski, o desencontro que impediu uma reunião no Japão não foi culpa da Ucrânia, o que contradiz afirmações do governo brasileiro —Lula disse que o ucraniano não apareceu na hora marcada.

ALFINETADAS – Ele também alfinetou o petista pela falta de apoio para a criação de um tribunal especial internacional que julgue crimes de agressão na guerra e disse que o líder brasileiro quer ser “original” em suas propostas.

“Lula quer ser original, e devemos dar essa oportunidade a ele. Agora, é preciso responder a algumas perguntas muito simples. O presidente acha que assassinos devem ser condenados e presos? Creio que, se tiver a oportunidade, ele dirá que sim. Ele encontrará tempo para responder a essa questão? Ele não achou tempo para se reunir comigo, mas, talvez, tenha tempo para responder a essa pergunta”, ironizou.

O senhor gostaria de fazer uma reunião bilateral com Lula? Por que não conseguiram se reunir na cúpula do G7? Como o senhor vê a proposta de paz dele, que prevê iniciar negociações sem pré-condições?
Não é a primeira vez que digo publicamente, e também já disse diretamente ao presidente, e reitero que quero me encontrar com ele. Já ofereci a realização de uma reunião em qualquer formato. Já convidei várias vezes o presidente Lula para vir à Ucrânia. Estivemos em contato com a equipe dele quando ele estava na Espanha e em Portugal, pensei naquele momento porque a distância era menor e talvez ele conseguisse encontrar um tempo. No G7, tive várias reuniões bilaterais. Disseram que a gente não havia tentado nem se esforçado para encontrá-lo, isto não é verdade. Não é gente séria, substantiva, que está dizendo isso.


Precisamos conversar. É importante conversar com o maior número possível de países para que eles apoiem a Ucrânia ou não apoiem a Rússia. Se não estão dispostos a apoiar a Ucrânia, infelizmente, é importante que entendam os detalhes do que está acontecendo. É importante que a grande potência, o representante da América Latina, o Brasil, esteja envolvido e no mesmo patamar de outros países na discussão da fórmula da paz.


[Os brasileiros] podem ter seus próprios pontos de vista sobre qual deveria ser o caminho para a paz. Tudo bem, estamos dialogando, somos civilizados. Mas precisamos conversar. E, para haver uma conversa, é preciso que haja vontade. Já me dispus a encontrá-lo muitas vezes. Acredito que se criará uma nova oportunidade. Alguma coisa não deu certo [para o encontro] no G7, não quero entrar em detalhes, mas definitivamente não foi por nossa causa que não deu certo.

Por que é importante criar um tribunal especial internacional para julgar os crimes de agressão no contexto da Guerra da Ucrânia? O Brasil não manifestou apoio à criação dessa corte, mas Chile, Colômbia e Uruguai, sim. O senhor espera apoio do Brasil?
O presidente Lula quer ser original. E devemos dar a ele essa oportunidade. Agora, é preciso responder a algumas perguntas muito simples. Primeiro: O presidente acha que assassinos devem ser condenados e presos? Creio que, se ele tiver a oportunidade, dirá que sim. Ele vai achar tempo para responder a essa pergunta? Ele não achou um tempo para se reunir comigo, mas, talvez, tenha tempo para responder a essa questão. E aí responderá que assassinos devem ser presos.

Se milhares de pessoas foram assassinadas na Ucrânia —não sabemos quantas dezenas de milhares foram mortos e torturados nas partes de nosso território ocupadas pelos russos—, os assassinos estavam cumprindo ordens? Se foi um assassinato em massa, deveria ser presa a pessoa que mandou outras pessoas fazerem isso? Acho que [Lula] dirá: bom, provavelmente, os assassinos em massa são sádicos. E, portanto, deveriam estar na prisão.
Então, se o presidente quiser ser original, ele pode dizer: “O tribunal que a Ucrânia propõe não é adequado, mas eu sei – dirá o presidente Lula – como colocar os assassinos atrás das grades de uma maneira mais rápida, sem tribunal”. Bom, aí a Ucrânia ficará muito contente em receber este conselho do presidente Lula de como colocar os assassinos do Kremlin na prisão de forma ainda mais rápida. Estamos sempre abertos a qualquer inovação na aplicação das leis.


MAIS UM ATO DE INCOMPETÊNCIA E IRRESPONSABILIDADE DO PREFEITO DE JEREMOABO DERI DO PALOMA

 

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Estamos diante do cúmulo da incompetência e da irresponsabilidade,  o prefeito mandou colocar cascalho em cima do asfalto , mais um ato de perversidade contra os moradores do Bairro Romão.
Além do lamaçal e da poeira o dinheiro jogado fora. 
Enquanto a Polícia Federal não baixar em Jeremoabo a irresponsabilidade é disso para pior

quarta-feira, maio 31, 2023

Vergonha! GSI de Lula falsificou relatório à comissão de inteligência do Congresso


O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Gonçalves Dias

General Gonçalves Dias foi demitido do GSI por Lula

Malu Gaspar
O Globo

Um conjunto de documentos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre o 8 de janeiro entregues ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes e exibidos nesta tarde aos parlamentares da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional promete incendiar a CPI sobre os ataques às sedes dos Três Poderes.

O material é composto por dois relatórios da Abin sobre o episódio, e a comparação entre eles mostra que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Lula, então comandado pelo general Gonçalves Dias, adulterou o primeiro relatório de inteligência enviado ao Congresso e retirou do documento os registros de que o general foi informado por mensagens enviadas para seu celular dos crescentes riscos de tumulto e de invasão de prédios públicos.

REUNIÃO SECRETA – A informação foi confirmada à equipe da coluna por parlamentares que tiveram acesso nesta tarde aos dois documentos, numa sessão secreta da CCAI. Os documentos também deverão ser encaminhados à CPI do 8 de janeiro.

Os parlamentares constataram que o primeiro documento, entregue à comissão no dia 20 de janeiro e assinado pelo diretor-adjunto de Gê Dias, Saulo Moura da Cunha, não traz os onze alertas que o ministro recebeu no próprio telefone celular entre 6 e 8 de janeiro sobre a movimentação dos golpistas.

Só que esses mesmos alertas constam de uma outra versão do mesmo documento, enviada pela mesma Abin à mesma comissão, só que em 8 de maio passado – agora com o GSI já sob o comando de outro general, Marco Antonio Amaro dos Santos.

HOUVE DUAS VERSÕES – A primeira versão do documento foi enviada ao Congresso por requisição da própria CCAI, logo depois dos atos golpistas. Já a segunda foi entregue por ordem do ministro Alexandre de Moraes, em resposta a um pedido da Procuradoria-Geral da República.

No último dia 4, Moraes não só mandou que a Abin e a PM do DF fornecessem os relatórios à PGR como também determinou que a comissão do Senado enviasse todos os relatórios de inteligência que recebeu das autoridades.

Na segunda versão do documento, assinada pelo atual diretor-adjunto da agência, Alessandro Moretti, aparecem 11 envios de alertas ao celular do ministro Gê Dias – incluindo três mensagens enviadas só a ele.

PROVA CONTUNDENTE – Lidas em sequência, elas não deixam dúvidas de que a percepção dos agentes de inteligência do próprio governo identificaram o “risco de ações violentas contra edifícios públicos e autoridades”.

Diz o documento enviado no dia 6 de janeiro às 19h40m: “Destaca-se a convocação por parte de organizadores de caravanas para o deslocamento de manifestantes com acesso a armas e a intenção manifesta de invadir o Congresso Nacional. Outros edifícios da Esplanada dos Ministérios poderiam ser alvo das ações violentas.”

A mensagem seguinte, do dia 7, informa que 18 ônibus de outros estados chegariam a Brasília no dia 8 para engrossar o acampamento em frente ao Quartel-General do Exército. E acrescenta: “Mantêm-se convocações para ações violentas e tentativas de ocupações de prédios públicos, principalmente na Esplanada dos Ministérios”.

SÓ O GENERAL SABIA – Uma das mensagens que só Gê Dias recebeu foi enviada na manhã do próprio dia 8, alertando que cem ônibus já haviam chegado a Brasília para os atos.

O general Gonçalves Dias pediu demissão depois que a CNN exibiu alguns vídeos gravados pelas câmeras do interior do Palácio do Planalto no momento da invasão. Nas imagens, que antes haviam sido colocadas em sigilo pelo próprio ministro do GSI, ele aparece perambulando pelo Palácio sem tomar nenhuma atitude em relação aos invasores, enquanto alguns funcionários indicam a saída aos golpistas.

O ministro também negou em depoimento à Polícia Federal ter recebido alertas da Abin sobre os riscos de invasão e ataques aos edifícios-sede dos Três Poderes.

MAIS MENTIRAS – O ministro continuou negando ter recebido os alertas na semana seguinte, quando a Folha de S. Paulo publicou em primeira mão o conteúdo dos alertas.

As negativas do ministro vinham intrigando os investigadores da Polícia Federal e integrantes da própria Abin, que conheciam apenas o conteúdo dos relatórios originais e não sabiam que o material entregue ao Congresso havia sido adulterado.

A comparação dos dois documentos, feita agora, ajuda a esclarecer por que Gê Dias manteve a versão de que não recebeu nenhum aviso.

CONTRADIÇÕES – O relatório de inteligência foi produzido pela Abin entre os dias 2 e 8 de janeiro e contém uma extensa tabela com três colunas. A primeira indica a data e o horário do envio; a segunda, o conteúdo das mensagens; e na terceira coluna aparecem os nomes contatos de quem recebeu cada mensagem.

Parlamentares que tiveram chance de analisar as duas versões do documento na sala-cofre da CCAI afirmam que a diferença nas duas versões é muito evidente. Mas não é possível saber ou inferir, apenas pela observação, quem no GSI suprimiu as informações e como isso foi feito.

A cúpula da Abin também participou da reunião secreta da CCAI desta tarde e tomou conhecimento da divergência entre os documentos.

NA CPMI DO 8/1 – A adulteração dos documentos oficiais pelo GSI de Lula, porém, tem tudo para se tornar o primeiro grande foco de investigação da CPMI do golpismo de 8 de janeiro, que abriu seus trabalhos nesta quinta-feira em um plenário do Senado e já soma quase 500 pedidos de requerimentos para ouvir autoridades ligadas ao 8 de janeiro, entre outras solicitações de quebra de sigilo.

Desses, cerca de 300 pedidos foram apresentados pela oposição bolsonarista, e o principal alvo é justamente Gê Dias. Já são 13 requerimentos pedindo a convocação do general.

Procurei, nesta tarde, o advogado de defesa do ex-ministro Gonçalves Dias, assim como o diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti, e Saulo Moura da Cunha, mas não tive retorno até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto aos citados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Um general que envergonha o Exército e tira o brilho das quatro estrelas que indevidamente recebeu. Um militar sem palavra não devia nem passar na frente do quartel. (C.N.)


Crise no PT: Lindbergh, namorado de Gleisi, diz que líder do PT é ‘ditadorzinho de merda’


Gleisi Hoffmann e Lindbergh são ameaçados e provocados em bar do DF |  Metrópoles

Lindbergh e Gleisi, um amor em situação de dissidência

Sarah Teófilo
Metrópoles

As sucessivas derrotas do governo no Congresso Nacional têm demonstrado que a falta de articulação política é um problema enorme a ser enfrentado pelo Palácio do Planalto. Mas essa não é a única questão. Na base do governo, o clima não é dos melhores entre figuras bastante próximas do presidente Lula.

O deputado Lindbergh Farias, namorado da presidente do PT e também deputada Gleisi Hoffmann, tem disparado adjetivos pouco ou nada lisonjeiros contra o líder do partido na Câmara, Zeca Dirceu, filho de José Dirceu, o ex-todo-poderoso ministro de Lula que foi condenado no escândalo do mensalão.

CPMI do 8/01 -Pelos corredores da Câmara, Lindbergh tem chamado Zeca Dirceu de “ditadorzinho de merda”. O ataque se deve, especialmente, à decisão do líder petista de não incluí-lo entre os deputados do partido indicados para integrar a CPI Mista que vai investigar os atos golpistas de 8 de janeiro.

Lindbergh queria integrar a comissão, mas acabou ficando de fora. O motivo declarado é a postura crítica do namorado de Gleisi ao projeto do arcabouço fiscal enviado à Câmara pelo governo Lula. Lindbergh, porém, não engole a explicação. E culpa Zeca Dirceu por ter sido escanteado na CPI.

A relação entre os dois deputados, ambos donos de ótima relação com Lula, já não é boa há algum tempo. No começo do ano, Lindbergh chegou a disputar com Zeca o posto de líder do PT. Desde então, o ambiente é de desavença. Nas últimas semanas, porém, a crise escalou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Muitas dúvidas? Vocês acreditam que Lindbergh Farias assume essa dissidência com ou sem conhecimento/autorização de Gleisi Hoffmann, presidente do partido? Os dois namorados estão juntos nisso ou cada um opera isoladamente e à noite pergunta: “Você foi a favor ou contra hoje”? Presidente de partido, como Gleisi, pode ser dissidente? Em tradução simultânea, tudo isso mostra que o governo está uma bagunça e o PT, idem(C.N.)  

Presidencialismo de coalizão sofreu mudanças que travam o governo Lula

Publicado em 31 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Blog do Guara: Política: Presidencialismo de coalizão e fisiologismo  incontrolável

Charge do Edra ( Arquivo Google)

Celso Rocha de Barros
Folha

Na última terça-feira (23), Lula foi ao Congresso e teve uma grande vitória: o novo regime fiscal foi aprovado com votação esmagadora. No dia seguinte, Lula voltou ao Congresso e levou uma surra. Em um único dia, o Parlamento esvaziou ministérios de Lula, retirando competências das pastas do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas, aprovou urgência para a votação do marco temporal para demarcação de terras indígenas e liberou uma mutreta que permite desmatar a mata atlântica.

Lula não foi apresentado ontem ao presidencialismo de coalizão brasileiro, em que o presidente se elege sem maioria parlamentar e tem que formá-la distribuindo cargos e verbas. Já administrou o sistema por oito anos e sobreviveu. O que mudou?

REPARTIR RECURSOS – Alguns críticos apontam problemas em sua gestão atual do modelo. Por exemplo, o governo pode ter aceitado o fatiamento do Meio Ambiente para evitar o fatiamento da Casa Civil, que controla muito mais recursos. Se for o caso, isso reforça a tese do cientista político Carlos Pereira, que vem insistindo que Lula precisa repartir de maneira mais proporcional os recursos do governo entre seus aliados.

Por outro lado, há duas diferenças notáveis entre o Congresso que Lula encontrou agora e seu vizinho de praça dos três Poderes de 2003.

Para o cientista Sergio Abranches, criador do conceito de “presidencialismo de coalizão”, “o modelo entrou em crise nos últimos anos, mas os presidentes continuam se elegendo sem maioria parlamentar”.

PRESIDENTE FRACOS – O Congresso acumulou poder durante a sequência de presidentes fracos (Dilma, Temer e Bolsonaro) e não quer devolvê-lo a Lula ou a qualquer outro chefe do Executivo.

Como Arthur Lira já deixou claro, os parlamentares querem que um pedaço maior do Orçamento seja distribuído sob a forma de emendas parlamentares, e não gastos em políticas públicas do governo federal. Isso diminui a eficácia de políticas de caráter estratégico, de longo prazo, e joga mais recursos para a política regional, em que a fiscalização da imprensa e das autoridades é menor.

Além disso, o Congresso parece mais ideologizado. Não por acaso, o grande sucesso de Lula no Congresso foi o regime fiscal, que não é tão restritivo quanto a maioria conservadora queria, mas reflete concessões importantes da esquerda. Já as derrotas do governo foram em meio ambiente, direitos indígenas e combate às fake news, pautas em que é a direita que não quer ser submetida a qualquer limite.

À ESPERA DO PODER – Parte desse problema é conjuntural: há uma disputa pelo posto de rival de direita do PT nas disputas presidenciais, posição que por muitos anos foi do PSDB. O cientista político Fernando Limongi nota que os partidos de direita que antes aderiam a qualquer governo (PP, PL, Republicanos, etc.) agora cogitam esperar a próxima eleição presidencial para assumir o poder, dificultando a formação da nova maioria.

No longo prazo, pode ser bom que partidos como o PL, o PP ou o PSD procurem adquirir identidades ideológicas mais claras conforme cresçam e se tornem rivais do PT nas eleições presidenciais.

No curto prazo, porém, Lula vive no pior dos mundos: um Congresso ainda sem ideologia suficiente para dispensar a distribuição de cargos e verbas, mas já ideológico o suficiente para barrar propostas de esquerda, inclusive as boas.

 

Lula procura Lira e a ordem é “nomear e pagar” para findar crise com Congresso

Publicado em 31 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Câmara usa votação do Marco Temporal para dar recado duplo: um para Lula, outro ao STF; leia análise

Lira, presidente da Câmara, é vaidoso e já não cabe em si…

Julia Lindner
Estadão

Integrantes do Palácio do Planalto veem apenas uma saída para o impasse com o Congresso: pagar as emendas parlamentares e destravar as nomeações políticas nos Estados e ministérios. Os dois pontos são alvos de críticas por parte de congressistas, que reclamam de acordos não cumpridos pelo governo.

O assunto virou tema da reunião de emergência convocada por Lula (PT) com os ministros palacianos para tratar da MP dos Ministérios, que teve que ser adiada ontem e está prestes a perder validade.

LULA E LIRA – Após o encontro, Lula também ligou para o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em um esforço para conter as insatisfações no Congresso.

Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha foi pessoalmente ao encontro de Lira, que reuniu líderes na residência oficial pela manhã para tratar do mesmo assunto. Foi Padilha o responsável por colocar Lula em contato com o presidente da Câmara.

Segundo aliados de Lira, o alagoano disse a Lula que cabe ao governo organizar a sua base de apoio e que não pode arcar sozinho com as derrotas em plenário.

REUNIÕES PERIÓDICAS – Parlamentares e ministros da base aliada defendem que Lula faça reuniões periódicas com líderes partidários para ficar mais próximo da articulação política, que tem sido relegada por ele.

A ideia foi defendida diretamente ao presidente, na semana passada, por senadores do MDB que apoiam o governo.

Em outra frente, presidentes de partidos da base aliada também já sugeriram que gostariam de se reunir com Lula a cada 15 dias para estreitar a relação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Conforme já afirmamos aqui na Tribuna da Internet, o semipresidencialismo idealizado por Arthur Lira vai de vento em popa. Já está em vigor há tempos, mas fora do Planalto ninguém sentiu, não doeu nada… (C.N.)

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