domingo, fevereiro 26, 2023

Lula mantém na Codevasf parentes de líderes do Centrão, incluindo primo de Lira condenado na Justiça

Publicado em 26 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Reduto. Lira com o primo, Joãozinho, superintendente da Codevasf em Alagoas: sob a influência dos dois, o estado recebeu R$ 45 milhões em emendas do orçamento secreto através da estatal, em 2022

Joãozinho, primo de Lira, já foi condenado duas vezes

Bernardo Mello e Jan Niklas
O Globo

Após quase dois meses de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém parentes de políticos do Centrão em cargos na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), feudo desse grupo político na gestão Bolsonaro. Primo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), João José Pereira Filho, conhecido como Joãozinho, continua no comando da superintendência da estatal em Alagoas.

Ele está com bens bloqueados e foi condenado por mau uso de recursos públicos quando foi prefeito de Teotônio Vilela (AL). Familiares do senador Ciro Nogueira (PP-PI), do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e do ex-senador Elmano Férrer também seguem com postos na empresa.

TUDO COM ANTES – Um acordo feito pelo atual governo prevê que a presidência da Codevasf seguirá com um indicado do deputado Elmar Nascimento (União-BA), aliado próximo de Lira. A estatal foi turbinada com verbas do orçamento secreto no governo passado, direcionadas para as bases eleitorais dos parlamentares.

Responsável pela execução de obras e pela entrega de equipamentos como tratores e caixas d‘água, a empresa é vista como um ativo por parlamentares, devido a seu potencial eleitoral. A estatal também esteve na mira de órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU), nos últimos anos, devido a acusações de irregularidades, como superfaturamento e direcionamento político.

DE PRIMO PARA PRIMO – Desde abril de 2021 à frente da superintendência alagoana, o primo de Lira já foi condenado duas vezes por improbidade administrativa em primeira instância. As sentenças, que incluem a suspensão de direitos políticos por até oito anos, estão em fase de recurso no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) e, caso confirmadas, impediriam Joãozinho de assumir cargos públicos.

Os processos se referem ao período em que ele foi prefeito de Teotônio Vilela e tratam de irregularidades na aplicação de repasses federais na Educação e na Saúde, com indícios de desvios e de vícios em licitações.

Em outra frente judicial, o primo de Lira foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por superfaturamento na compra de uma ambulância. A investigação encontrou indícios de sobrepreço de quase 70% no valor do veículo, além de sinais de combinação prévia entre as empresas participantes da licitação — três delas abriram mão de participar cometendo o mesmo erro ortográfico, usando o termo “renucio” (renuncio).

ORÇAMENTO SECRETO – No ano passado, sob a influência de Lira e Joãozinho, Alagoas foi destino de R$ 45 milhões em emendas do orçamento secreto por meio da Codevasf, o equivalente a 20% de todo o montante empenhado pela empresa via emendas de relator em 2022.

Uma das maiores quantias liberadas foi um convênio de R$ 10,3 milhões para a construção de uma adutora em Teotônio Vilela, assinado em janeiro do ano passado por Joãozinho e pelo atual prefeito, Peu Pereira (PP), outro primo do superintendente. Peu e Joãozinho têm se alternado desde 2000 na gestão do município.

Nas redes sociais, Peu celebrou a assinatura do convênio afirmando que os recursos, oriundos do orçamento secreto, foram “garantidos pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, por meio da articulação do Superintendente da Codevasf, Joãozinho Pereira”. Procurados, Lira e Joãozinho não retornaram os contatos do GLOBO.

BLOQUEIO DE BENS – Em março de 2020, Joãozinho e Peu, à época prefeito e secretário de Casa Civil de Teotônio Vilela, respectivamente, tiveram R$ 50 mil bloqueados cada um por decisão liminar da Justiça de Alagoas, em uma ação do Ministério Público (MP) que os acusa de distribuição irregular de cestas básicas para promoção de imagem pessoal em ano eleitoral.

Ao atender o pedido de bloqueio de bens, o juiz da Vara de Teotônio Vilela, Allysson Jorge Lira de Amorim, argumentou que havia “indícios de irregularidades quando da distribuição dos alimentos, possivelmente oriundos da merenda escolar, como forma de promoção pessoal dos requeridos, com fins eleitoreiros”.

No caso das ambulâncias, Joãozinho foi absolvido em duas instâncias, mas, após recurso da Procuradoria, as decisões foram contestadas pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu em 2018, em voto acompanhado pela maioria da Primeira Turma, que a denúncia do MPF seja novamente analisada.

Irmã, filho e mulher – Assim como Lira, além de direcionar recursos, Nogueira apadrinhou a nomeação de sua irmã, Juliana e Silva Nogueira Lima, para um cargo na Codevasf. Ela é assessora da presidência da estatal, com salário de R$ 19,1 mil. Advogada, Juliana é ainda sócia do irmão na empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis.

Correligionário de Nogueira, o ex-senador Elmano Férrer (PP-PI) emplacou seu filho, Leonardo Fortes Férrer de Almeida, como chefe de ouvidoria da empresa, também com salário de R$ 19,1 mil.

Outro aliado dos caciques do PP que indicou um familiar para a Codevasf foi o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), cuja mulher, Luana Medeiros, segue em um cargo de assessoria na estatal. A cerimônia de casamento de Motta e Luana, que é também sócia de uma empresa de mineração na Paraíba, contou com a presença de Nogueira, entre outros políticos, em 2017.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como dizia Tom Jobim, é a lama, é a lama, é a lama(C.N.)

Desculpas de Pazuello para não ser punido pelo Exército foram patéticas e ridículas


Governo decide efetivar Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde - Congresso em Foco

Pazuello chegou até a participar de lives com Bolsonaro

Vicente Limongi Netto

Eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello (PL), voltou a pegar botinadas na virilha. Para amigos do peito, Pazuello fez candente e notável mea culpa, ao dizer que não foi informado que haveria carro de som e discursos na motociata da qual participou junto com o então presidente Bolsonaro, e não poderia fazê-lo por ser general da ativa.

A justificativa de Pazuello é pífia e até ridícula, ao dizer que não teve a intenção de subir no carro de som, mas foi “chamado” pelo presidente. Só faltou repetir que “uns mandam e outros obedecem…”

FALTA VERGONHA – Pazuello deveria ter vergonha de sair na rua, porque os militares que se prezam jamais cumprem ordens equivocadas e flagrantemente estúpidas. Mas no comando do Ministério da Saúde ele agiu assim, como um bajulador irresponsável, apoiando decisões ridículas do então chefe do governo, que desprezava as recomendações científicas.

O mais impressionante de tudo isso é que Pazuello se candidatou e foi eleito por bolsonaristas fanáticos, que apoiam o ex-presidente até mesmo quando toma decisões flagrantemente negativas.

Militares bajuladores e eleitores destrambelhados existem aos montões. Foram eles que conduziram ao Congresso um personagem desprezível como o general Pazuello.

BERNARDO CABRAL – Em respeito ao advogado Roberto Nascimento, que escreve brilhantes artigo na Tribuna da Internet, é preciso repudiar as farpas ao ex-deputado e ex-senador Bernardo Cabral. 

E repasso um depoimento do lúcido e patriota general Agenor Francisco Homem de Carvalho, ex-chefe do gabinete militar do governo Collor, em que ele destaca a isenção de Bernardo Cabral na Constituinte:

“Bernardo Cabral foi o grande nome de nossa Constituição de 1988. Apesar de ter sido cassado anteriormente no regime militar, como relator não permitiu que houvesse os tão desejados revanchismos de ocasião. Assim, merece ser reconhecido e homenageado por todos nós. Parabéns pela sua fidelidade ao nosso amigo comum.”

CABE AOS VEREADORES FISCALIZAR COM RESPONSABILIDADE E HONESTIDADE ESSE RESTO DE (DES)GOVERNO ANTES QUE SUGUEM ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SANGUE DA VIÚVA.

 Existe um dito popular que diz: " Passarinho que canta muitocaga no ninho”. foi isso mesmo  que aconteceu com os vereadores de Jeremoabo quando para aprovar um tramoia dos vereadoes da situação, mesmo todos sendo leigos em legislação desconsideraram um parecer técnico do Procurador Jurídico daquela " Casa Legistativa" para criar a Secretária Municipal de Cultura, lazer, Turismo e Esporte, caindo no engodo dos vereadores da situação quando alegaram que a Secretaria de Ecucação estava sobrecarregada e deveria ser dividida.

Tudo mentira, a secretaria foi criada, a Secretária de Educação continua acumulando as duas, isso porque na casa da víúva ninguém quer largar o filé, principalmente na administração municipal de Jeremoabo repleta de fantasmas e laranjais onde corrupção, improbidade e malversação do dinheiro publico é status, é honra ao mérito.

No ano de 2022 hove festejos juninos, instalaram camorates, contratram bandas, aparelhos eletrônicoa, tudo supostamente superfaturados, aliás superfaturar já é amarca registrada da secretaria de educação  coadjuvada pela recém criada secretária,e outras que vem de festejos juninos anteriores; os vereadores da oposição fizeram muirto barulho  mas até a presente data se fiscalizaram e denunciaram os desmandos, ninguém sabe, ninguém viu.

Para que os senhores entendam o que estou narrando, citarei apenas um caso dentre vários de suposto superfaturamento ao contratarem uma mepresa  da cidade de Banzaé aqui na Bahia perto de Jeremoabo para os festejos juninos de 2022,

Poderia detalhar desde a pré-licitação até o pagamento, no entanto, entendo que, o que enteressa não são os pormenores, mas o " finalmente", já que todas as provas constam de 25(vinte e cinco)páginas.

No ano passado (2022) a Secerária de Educação em conluio com o prefeito contratou a empresa PL SONORIZAÇÔES E EVENTOS LTDA  ME  sediada na Cidade de Banzaé-Bahia, respaldada em (02)dois atestados de capacitação, fornecido pela Secretária de Cultura, Lazer, Turismo e Esporte; serviços contratados através de carta convite, por ai já dá para entender onde iriam chegar;

Os poderosos chefões da prefeitura de Jeremoabo fracionaram o pagamento, sendo o primeiro no valor de R$ 130.500,00(cento e trinta mil e quinhentos reais). 

O segundo pagamento no Valor de R$ 150.000,00(cento e cinquenta mil reais),  esses serviços foram prestados para atender Demandas dos Festejos Juninos em Jeremoabo.


Acontece que essa mesma empresa prestou serviços na caidade de NOVA SOURE - Bahias  NOS DIAS 22 A 24 DE JUNHO DE 2022, POR UM PREÇO MUITO INFERIOR A JEREMOABO confome abaixo demonstrado.



Esperamos que os vereadores da oposição tenham responsabilida, que auditem e denunciem esse suposto superfaturamento. para coibir que fatos se repitam nesse próximo São João.



A regra é claríssima. Comunicação de governo deve ser impessoal, informativa, educacional.

 

                                                    Foto Divulgação



Por: mvitorino_

Já sei que essa publicação será motivo de discórdia no meio da comunicação política, mas é hora de tocarmos no assunto antes que dê mais problemas.


Estou vendo muitos canais institucionais sendo usados de forma indevida há muitos anos. Vi excessos de todos os tipos: uso da imagem pessoal do gestor em protagonismo, conteúdos que claramente se mostravam promoção pessoal, apropriação do canal institucional pelo gestor, marcações e agora temos também as publicações colaborativas.

Vamos simplificar as coisas: se fomos seguir o que está na Constituição, a comunicação de uma prefeitura, governo ou secretaria, não deveria conter nomes de servidores ou de gestores. Na minha publicação anterior coloquei até o trecho da lei.

A regra é claríssima. Comunicação de governo deve ser impessoal, informativa, educacional.

Há de convir que um gestor tem ganhos para sua imagem pessoal ao aparecer nas redes da instituição que está conduzindo. Quando há a marcação ou ainda a publicação colaborativa, o gestor não apenas se beneficia da imagem, mas como também direciona pessoas aos seus canais pessoais.

"Ah, mas todo mundo fez e não deu nada!" é o que mais costumo escutar. Como minha mãe me disse lá atrás e agora eu repito para você: "você não é todo mundo!".

Já houve decisão de cassação de direitos políticos de quem usou de forma indevida os canais de comunicação de instituições e ninguém está livre de uma denúncia.

Dar ou não será algo que vai depender dos adversários e da justiça eleitoral, mas se o gestor quiser fazer o que é correto e evitar um processo que tire o escorpião do bolso e pague ele mesmo o impulsionamento de seus canais.

PS. Eu sei que existem "profissionais" que incentivam gestores na prática do delito, mas busque saber mais sobre a história de cada um, o que fez de bom, as campanhas que trabalhou, os cargos que ocupou, o que de bom produziu na comunicação política e verá que a maioria é só espuma, design bonitinho e chavões.

Nota da redação deste Blog - Enquanto isso em Jeremoabo vale tudo. qeu dane-se a Constituição.

Promoção pessoal as custas do dinheiro do povo

Lula negocia instalação de montadora chinesa em antiga fábrica da Ford em Camaçari


Por Redação

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Foto: Divulgação

O governo Luiz Inácio Lula da Silva negocia a instalação da montadora chinesa BYD no local onde funcionava a antiga fábrica da Ford, em Camaçari, municípios da Região Metropolitana de Salvador.

 

A informação foi publicada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em sua conta no Twitter. De acordo com Marinho, a iniciativa busca reaquecer importantes polos industriais no Nordeste, região onde Lula teve maior vantagem contra Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

 

Lula vai visitar a China em março e na pauta de conversas deve estar a instalação da BYD na Bahia, além de acordos importantes nas áreas de agronegócio, infraestrutura e tecnologia.

 

No final de outubro do ano passado, o Governo da Bahia e a fabricante chinesa assinaram um protocolo de intenções para a implantação da fábrica no estado. Na época, a gestão estadual informou que a maior fabricante de carros elétricos do mundo, irá investir R$ 3 bilhões para instalar três fábricas na Bahia, gerando 1.200 empregos diretos durante o período de implantação que começaria em junho de 2023.

 

Porém, no início de fevereiro, o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que ainda não há definição sobre a instalação da fábrica na planta da Ford, mas que segue dialogando para garantir que a fabricante chinesa reaproveite a estrutura.

 

“O que eu posso dizer é que nós estamos trabalhando duro para garantir que a empresa seja instalada. Nenhum estado brasileiro tem as condições que nós temos. A planta da Ford que já está pronta e, por isso, a empresa não vai precisar gastar para construir uma nova planta. Ainda temos o Porto de Aratu, para facilitar o escoamento. Faremos o que for preciso. Estamos trabalhando de forma silenciosa para não atrapalhar as negociações”, disse Jerônimo. 

 

A fabricante chinesa também estuda reaproveitar uma fábrica de motores em Campo Largo, no Paraná, desativada em novembro de 2022. Apesar disso, ainda não há sinalização de que a BYD abandone os planos de se instalar na Bahia.

Bahia Notícias

PCC distribuía celulares iPhone para líderes e Android para “soldados”, diz relatório

Domingo, 26/02/2023 - 08h00

Por Redação

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Foto: Agência Brasil

Para manter o fluxo de informações, os líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) receberiam celulares iPhone de última geração, enquanto os “soldados”, inferiores hierarquicamente, ficariam com aparelhos mais simples, de sistema Android. Isso é o que mostram relatórios reservados produzidos por setores de inteligência da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MPSP), obtidos pelo portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias

 

De acordo com a publicação, para monitorar o andamento dos crimes praticados, os faccionados desenvolveram uma sofisticada rede de comunicação, com grande compartimentação das informações e limitação do número de interlocutores. Poucos criminosos participam do sistema.

 

O objetivo da cúpula do PCC é restringir ao máximo a troca de informações, principalmente para evitar o vazamento de detalhes que envolvam os planos da facção.

 

Para a devida existência da “rede fechada”, periodicamente, diversos celulares eram comprados com recursos do próprio PCC e distribuídos entre os criminosos.

 

Uma pessoa específica tinha a atribuição de adquirir os aparelhos e, também, de configurá-los, inserir aplicativos de conversas por mensagens, os contatos que usariam as linhas e entregar os telefones aos destinatários.

 

A pessoa com a função de preparar os aparelhos se assegurava de que, em cada rede fechada, haveria apenas os contatos dos respectivos participantes, sem que houvesse risco da interação de terceiros no meio.

 

Toda a cautela na logística incluía a constante troca de “vulgos” dos criminosos — os codinomes ou apelidos —, o que chegou a gerar confusão entre eles, segundo relatório do MPSP.

 

Mesmo assim, a constante mudança de apelidos era rotina. Integrantes dos PCC chegaram a usar, em um mesmo intervalo de tempo, vulgos diferentes em aplicativos de conversas diversos.

 

No sistema de comunicação desenvolvido pela facção, muitas determinações eram transmitidas por intermediários, de modo que uma pessoa de uma rede fechada, às vezes, não tinha contato direto com alguém de outra.

 

Para permitir a comunicação, as ordens e orientações eram repassadas por algum dos representados, o que evitava o contato direto entre muitas pessoas.

 

Até pela importância desses integrantes do PCC, as conversas rotineiramente tratavam de milhões de reais ou dólares e de grande quantidade de drogas ilícitas, de espécies diferentes, como cocaína, maconha e anfetaminas.

Bahia Notícias

Desaceleração da atividade e inadimplência desafiam convicção do BC sobre juros


Por Idiana Tomazelli e Nathalia Garcia | Folhapress

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Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Os riscos para a atividade econômica, o aumento da inadimplência e os sinais de maiores dificuldades financeiras enfrentadas por empresas devem desafiar a convicção do Banco Central sobre a manutenção do atual patamar de juros.
 

Para uma ala de economistas, os indícios mais recentes justificam uma reavaliação de cenário pelo BC, de forma a antecipar o corte de juros com o objetivo de estabilizar a atividade, mesmo com a inflação ainda longe da meta.
 

Para outros, porém, o risco fiscal —traduzido na expansão de despesas e na ausência de diretrizes concretas sobre o novo arcabouço de gastos— e a inflação resiliente ainda falam mais alto e inspiram cautela, justificando a manutenção da política monetária pelo BC.
 

Até pouco tempo atrás, o patamar de juros esteve na mira das críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a defender publicamente um aumento na meta de inflação para abrir caminho à flexibilização do aperto monetário —a Selic está hoje em 13,75% ao ano— e ao crescimento da economia.
 

Nos últimos dias, o Ministério da Fazenda passou a emitir alertas mais contundentes sobre a possibilidade de uma crise de crédito no país.
 

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o governo e a equipe econômica estão focados em evitar uma crise de crédito e podem lançar mão de "políticas compensatórias", sem detalhar quais.
 

O próprio BC tem feito considerações sobre a desaceleração das concessões de crédito e da atividade econômica e sobre a alta na inadimplência nas atas das reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) desde outubro do ano passado.
 

Recentemente, o tema também surgiu em conversas de membros da instituição com integrantes do mercado financeiro.
 

O Comef (Comitê de Estabilidade Financeira), instância do BC focada na prevenção de riscos sistêmicos, também citou em relatório de novembro a existência de "incertezas a serem acompanhadas".
 

"O endividamento e o comprometimento de renda das famílias têm aumentado. [...]. No caso das pessoas jurídicas, observa-se o aumento dos ativos problemáticos nas empresas de menor porte. Assim, uma frustração substancial do desempenho da atividade econômica pode resultar em elevação do risco de crédito", diz o documento.
 

A questão colocada por parte dos economistas é que, independentemente de eventual mudança na meta de inflação, a autoridade monetária pode ser levada a cortar os juros num cenário em que a piora da economia torna o "custo da desinflação" demasiadamente elevado.
 

Quem concorda com essa avaliação elenca alguns fatores, como a alta na inadimplência de pessoas físicas e de empresas, a desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) e as dificuldades financeiras de companhias, algumas das quais recorreram à proteção judicial para conseguir negociar dívidas.
 

Segundo dados do BC, a inadimplência de pessoas físicas em operações com recursos livres passou de 4,4% no fim de 2021 para 5,9% em dezembro de 2022. No caso das pessoas jurídicas, o indicador saiu de 1,5% para 2,1% no mesmo período.
 

O caso Americanas, em que a descoberta de uma fraude contábil desnudou um montante de débitos bem maior do que se tinha conhecimento, também contribui ao ampliar a aversão dos bancos em conceder crédito.
 

"A forma como ele [Lula] abordou o assunto [dos juros] é ruim, mas no mérito talvez ele não esteja tão errado assim. É uma coisa nova, uma coisa que a gente está começando a enxergar e ficar preocupado", afirma o economista Manoel Pires, do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
 

Pires lembra que, durante a pandemia, o próprio governo precisou estimular a tomada de crédito por empresas para que elas conseguissem ter caixa suficiente para honrar compromissos. Parte desses financiamentos foi tomada com Selic a 2% —11,75 pontos abaixo do patamar atual.
 

O aumento considerável do custo já havia levado o governo anterior a prorrogar o prazo de pagamento de linhas como o Pronampe, voltado a micro e pequenas empresas. Ainda assim, muitas estão sem fôlego para bancar o custo financeiro dessas dívidas.
 

"No começo do ano, começou a acender um sinalzinho de alerta de que talvez a gente esteja com juros um pouco alto demais e que, eventualmente, essa ideia de fazer um pouso suave, desinflacionar a economia desacelerando para um PIB de 0,5% a 1%, talvez não seja tão certa. Pode ser que comece a adentrar numa situação de retração mais significativa de atividade", afirma Pires.
 

O Ibre/FGV projeta uma alta de 0,2% no PIB neste ano, mas isso considera o desempenho positivo da agropecuária. Sem esse impulso, já haveria uma recessão.
 

"Se isso for verdade, faz sentido discutir com o Banco Central alguma reavaliação do processo de desinflação para poder reduzir um pouco os juros", diz o economista.
 

Em entrevista ao blog do CDPP (Centro de Debate de Políticas Públicas) no fim de janeiro, o economista Persio Arida, ex-presidente do BC, também disse acreditar em um movimento de corte nos juros.
 

"Diferentemente de outros analistas, penso que o próximo movimento do Banco Central deva ser na direção de iniciar um ciclo de baixa da taxa de juros. E por vários motivos: atividade econômica está fraquejando, temos uma crise de crédito latente e o real vem se valorizando", afirmou.
 

Ao Brazil Journal, ele depois esclareceu que não tinha opinião sobre o momento mais propício para reduzir a Selic, mas reforçou a ideia central do argumento. "Os sinais de desaceleração econômica me parecem muito claros, e cabe ao Banco Central o papel de estabilizar a economia", disse. Procurado pela Folha, Persio preferiu não fazer comentários adicionais.
 

Em relatório divulgado essa semana, a LCA Consultores diz que "contornar o risco de eclosão de uma crise de crédito demanda cuidadosa ação das autoridades econômicas e dos maiores ofertantes de crédito". A instituição não descarta a possibilidade de o BC precisar recorrer a medidas emergenciais para ampliar a liquidez e irrigar os mercados, de forma a evitar um contágio da crise para o sistema financeiro.
 

"Uma contração aguda do crédito, ademais, poderia levar o Banco Central a antecipar um ciclo de redução da taxa básica Selic", diz o documento. A LCA pondera, entretanto, que o timing do corte de juros, hoje previsto para o fim de 2023, dependerá também das perspectivas para as contas públicas e da eventual revisão das metas de inflação.
 

O economista Carlos Kawall, sócio-fundador da Oriz Partners e ex-secretário do Tesouro Nacional, tem visão divergente. Ele não vê espaço para redução da Selic antes de 2024 diante da política de expansão fiscal adotada pelo governo Lula em meio a um cenário de inflação ainda resistente.
 

"O problema que nós temos é um desajuste da política macroeconômica. Também faz parte desse contexto a indefinição com a regra fiscal. O governo sequer tem convicção sobre voltar a tributar combustíveis", afirma.
 

Na visão dele, o caso Americanas e o alerta sobre a crise de crédito no país se encaixam em um cenário microeconômico, no qual os efeitos se concentram em um segmento. Por isso, devem ser tratados a partir de medidas voltadas para o capital das instituições financeiras, como linhas emergenciais de financiamento.
 

"Não dá hoje para olhar episódios de crédito e dizer que a terapia para isso é a redução da taxa de juros", diz Kawall. "A solução para esse problema não está em desarranjar a política monetária como um todo, porque vai afetar negativamente a economia como um todo."

Bahia Notícias

Gado lulista ou bolsonarista é a mesma coisa, ambos têm postura negacionista


lápis de memória: Polarização política

Charge do J.Bosco (O Liberal)

Henrique Lima

Nasci pobre, mas graças ao estudo hoje integro a classe média, que a esquerda e Lula tanto odeiam. Há uma parte na minha família que nasceu muito mais pobre ainda… fomos criados e convivemos no mesmo quintal. Essa parte da minha família, meus primos, seus filhos e netos, vivem no complexo do Chapadão/RJ. Todos com baixíssima escolaridade, não ascenderam na vida.

Eles têm um dia a dia difícil. Já perdi quatro primas que não chegaram aos 60 anos. Morreram por falta de cuidados básicos com alimentação e falta de exames regulares. Ou seja, morreram de ignorância.

GANHAM NO GRITO – No Brasil de Lula, leva mais quem grita mais, como os negros, os universitários, os servidores públicos, enquanto os demais, que não gritam, vivem à mingua, como os brancos pobres, os estudantes do ensino fundamental e os trabalhadores pouco qualificados de baixa escolaridade.

Em 2018, apostamos num imbecil. Sim, apesar de eu ter votado nele, reconheço que Bolsonaro é um imbecil. Mas Lula não é solução para o país. Não gosta da classe média, não gosta de produtor rural, não gosta de policiais e não gosta de empreendedor.

Lula se diz hoje um “refinado socialista”, que tem amigos banqueiros e milionários. Como político, ele se beneficia com a pobreza que se perpetua em meus primos e em seus filhos e seus netos. Sim, pois o miserável se contenta com muito pouco. O miserável não quer uma boa educação, não quer saneamento básico, não quer uma forma de ganhar um bom dinheiro, não quer transporte de boa qualidade. Ele se contenta com uma bolsa de 600 reais e é só esse tipo de coisa que Lula, o PT e a esquerda estão dispostos a dar.

ALTOS JUROS – O Brasil não precisa de altas taxas de juros para liquidar quem empreende e trabalha. A barafunda de tributos, a falta de capacitação, negada pelos governos, e a legislação trabalhista, tudo isso, por si só, já promove o assassinato de quem pretende empreender.

Nessa discussão dos juros, entra em cena o gado bolsonarista, mas também entra em cena o gado lulista. Não lembro de o gado lulista ter reclamado da Selic a 26,5% em 2003, nem dos 10,67% de inflação em 2015, sob o governo recessivo de Dilma, a estúpida.

Gado bolsonarista e gado lulista são dois lados de uma mesma moeda, ambos negacionistas — um negava a pandemia e a vacina, enquanto o outro nega a corrupção e a vilania.


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