Publicado em 25 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Ex-primeira dama e deputado já trocaram farpas
Carlos Petrocilo
Folha
A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro tem sido contrária à possível candidatura do deputado federal Mário Frias (PL-SP) ao Senado paulista pelo PL. O favorito é o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado, e corre por fora o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo.
A relação entre Frias e Michelle não é boa, principalmente depois que o deputado afirmou, em abril de 2025, que “ladainha da inclusão deve ser eliminada da direita”. Michelle, que tem a inclusão como bandeira, publicou um vídeo em repúdio a Frias, defendendo a acessibilidade.
“Aos que me medem por suas próprias réguas, achando que luto por cargos ou por voos mais altos na política, deixo claro: ambição não é um sentimento compatível com quem tem fé. Ter fé é caminhar, muitas vezes, sem saber o caminho. Em um mundo onde todos querem mais, eu quero menos”, disse Frias em uma publicação no X (antigo Twitter). Vale lembrar que Michelle é evangélica, o que lhe torna uma interlocutora importante do bolsonarismo com o eleitorado mais religioso.
Em outro trecho, ele reforçou sua lealdade a Jair Bolsonaro e disse que “não deve nada a ninguém”. “Nunca fui alguém que precisou da aprovação dos outros para construir sua vida e seu patrimônio. Não devo nada a ninguém. A vida política me trouxe doenças, processos, ameaças e perseguições. Ainda assim, sigo firme na missão de fazer o bem por aqueles que amo. Amo o Brasil, amo minha família e cultivo uma relação íntima com Deus. Continuo fazendo o que acredito, com austeridade e de cabeça erguida. Jair Bolsonaro representa tudo aquilo que sempre sonhei para o meu país, para meus filhos e para meus netos. Desistir nunca foi uma opção.”
NAS MÃOS DE EDUARDO – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, desembarcou nos Estados Unidos no começo da semana para destravar a chapa da sigla ao Senado por São Paulo. Segundo pessoas próximas ao cacique, o nome preferido dele é André do Prado, mas quem deve bater o martelo é Eduardo e até o momento não há uma definição. A outra vaga na chapa bolsonarista ao Senado deverá ficar com o deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP).
Aliado fiel de Bolsonaro, Frias foi seu secretário especial de Cultura na gestão presidencial passada, e agora dirige um fime em homenagem ao ex-presidente, chamado “Dark Horse”. As verbas usadas para a produção estão sob a mira do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo que investiga a regularidade das emendas parlamentares.