quarta-feira, novembro 30, 2022

Ao indicar comandos da Defesa e das Forças Armadas, Lula bloqueia as manifestações

 Publicado em 30 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Pedro do Coutto

O presidente eleito, Lula da Silva, deve anunciar hoje ou amanhã o nome do novo ministro da defesa, que de acordo com o noticiário de ontem será o ministro aposentado do Tribunal de Contas José Múcio Monteiro, que foi também deputado federal por Pernambuco e teve a sua atuação elogiada como articulador por setores ligados à transição do governo.

Junto com José Múcio Monteiro, serão divulgados os novos nomes dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. As escolhas certamente farão cessar as manifestações bolsonaristas nas portas de quartéis e abaixo-assinados preenchidos por oficiais da reserva das três forças contra a posse de Lula. Vejam o absurdo; oficiais reformados manifestam-se contra a própria Constituição do país.

NOVO COMANDO – Com o preenchimento das áreas militares, a movimentação certamente cessará, pois se estabelece previamente um novo comando na área mais sensível do governo. Reportagens sobre o assunto foram de Geralda Doca e Jennifer Goulart, no O Globo, e de Júlia Chaib, na Folha de S.Paulo, nas edições de ontem.

De fato, os acontecimentos assinalaram a necessidade de uma definição a curto prazo para a formação do Ministério da Defesa e dos comandos das três Forças Armadas. Com isso, o novo esquema que assumir em janeiro bloqueará a movimentação feita até hoje por inconformados com o resultado das urnas. Aliás, manifestações que contam com o silêncio do presidente Jair Bolsonaro.

DIVERGÊNCIAS – O ambiente institucional ficará mais claro e menos denso com a escolha dos comandantes do universo militar. As divergências são impulsionadas por bolsonaristas que levam até crianças para servirem de escudos em manifestações contra a democracia.

Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, um enigma até para si próprio, está se empenhando para manter uma unidade da legenda, já que o próprio partido dividiu-se em relação à contestação feita à Justiça Eleitoral contra a legitimidade de Lula nas urnas.  Não tenho dúvida em dizer que as nomeações na área militar diminuirão substancialmente as iniciativas que se repetem sem sentido algum e sem respaldo das forças militares.

SELEÇÃO –  A seleção brasileira derrotou por 1 x 0 a Suíça na tarde de segunda-feira. Uma vitória sofrida que só veio quando faltavam sete minutos para acabar o jogo em um tiro certeiro de Casemiro. A seleção não esteve bem. Enrolou-se muito quando atacava. Não houve uma variação para o lado direito do campo.

O treinador Tite não pareceu satisfeito consigo mesmo, já que escalou o time em campo. A escalação de Fred no lugar de Neymar criou um problema, pois Fred é um jogador mais defensivo do que ofensivo. Melhor se fosse colocado Fred numa posição defensiva e Lucas Paquetá ou Rodrigo para a função do astro contundido. Mas vamos confiar que Tite encontrará um novo esquema.

Saiba o apelido que Eduardo Bolsonaro ganhou depois de ser flagrado no Catar


Charge do Aroeira | Metrópoles

Charge do Aroeira (O Dia)

Bela Megale
O Globo

O deputado federal Eduardo Bolsonaro ganhou um apelido entre os desafetos de seu partido, o PL, após ser flagrado curtindo a Copa do Mundo no Catar: “radical de ar-condicionado”. Os moderados da legenda consideraram um “erro” a ida do parlamentar para o Catar, enquanto atua nos bastidores para incendiar os ânimos de apoiadores após a derrota do pai na eleição.

Entre as agendas que o “radical de ar-condicionado” realizou e que foram citadas por correligionários do PL está a viagem aos Estados Unidos após as eleições, para se encontrar com o ex-presidente Donald Trump, e seus estrategistas, conforme relato do jornal “The Washington Post”. A publicação divulgou ainda que o deputado foi aconselhado a contestar o resultado das eleições que elegeram Lula presidente. Como informou a coluna, Eduardo embarcou em um voo para Miami no dia 10 de novembro.

MEMBROS DO GOVERNO -Criticado por bolsonaristas após ser flagrado curtindo a Copa do Mundo no Catar, Eduardo Bolsonaro se tornou alvo, também, de membros do governo federal.

Auxiliares de Bolsonaro descreveram o flagra do filho 03 do presidente com sua esposa, Heloísa, no jogo do Brasil e Suíça, como “um tiro no coração das manifestações” pró-Bolsonaro, especialmente as antidemocráticas, que acontecem em frente a quartéis do Exército.

Apoiadores do presidente foram às redes sociais, como o Twitter, se queixar de que Eduardo está “curtindo a vida”, enquanto eles seguem protestando.

O MAIS INCENDIÁRIO – Membros do governo apontam o deputado como o filho mais incendiário de Bolsonaro, após sua derrota para Lula no segundo turno.

Segundo aliados do presidente, Eduardo incentivou o pai a não reconhecer a vitória do adversário e mostrava, nos bastidores, aprovação dos bloqueios antidemocráticos realizados por apoiadores nas estradas.

Para essa ala do Palácio do Planalto, a atitude do filho do presidente de “curtir a Copa” terá peso na desmobilização das manifestações golpistas que ainda persistem.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O playboy Eduardo Bolsonaro é daquele tipo “faça o que eu digo e não faça o que eu faço”. Viver assim é fácil e confortável(C.N,)

E qundo pensei que já tinha visto de tudo na administração municipal de Jeremoabo eis que surgiu um FANTASMINHA DO AMOR na minha frente, BANCADO COM O DINHEIRO DO POVO

 

                                            Crédito: Alamy Stock Photo


Alguns leitores mais esclarecidos indignados com tanta corrupção que vem sendo denunciada tanto no governo municipal quanto na câmara de vereadores, enviaram várias indagações porém escolhi algumas.

Ao tentarem comprar o vereador Zé Miúdo, o pagamento seria por arroba ou vale quanto pesa?

Os vereadores sempre estão repetindo que são honestos e tem dignidade, será que quem é pago para fiscalaizar e não fiscaliza é honesto?

Vereador que recebe benesses do prefeito em benefício proprio é honesto?

Será que os edis não sentem na sua consciência a sua  falta de vergonha  para uma câmara de vereadores  que tem um papel fundamental  na sociedade.?

Já vi falar em servidor fantasma, servidor laranja, agora fantasminha do amor, só mesmo em Jeremoabo.

Lamento dizer ao caro leitor que essas perguntas são irresponsdíveis, porém para não deixar sem resposta, tentarei escrever algo.

O que é corrupção eleitoral? Quais as suas consequências?

O crime de corrupção eleitoral caracteriza-se como “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”.

Com isso informo que o vereador Zé Miúdo para não ser conivente nem tão pouco corrupto passivo tem a obrigação de denunciar quem ofereceu R$ 300.000.00(trezentos mil reais)paar comprar seu voto.

Honesto de Verdade

A Etimologia da palavra Honesto é do latim honestu ou honos, que remete para dignidade e honra. No seu conceito original, a honestidade é um princípio básico, que faz o ser humano agir com sinceridade consigo e com os outros, sendo um dos valores fundamentais da humanidade, somando-se à verdade interior de cada um.

A honestidade é mostrada através das atitudes que um ser humano tem para com o próximo, mostrando-se como realmente é, sem fingir ser algo que não consegue, estabelecendo relações pessoais sólidas e sinceras e adquirindo o respeito de seu semelhante.

Um indivíduo honesto é aquele que não aceita condições que não sejam verdadeiras, sem querer levar vantagem sobre os outros, o mesmo ocorrendo com qualquer instituição, que não desmerece quem nela confia.

Honestidade é a palavra que indica a qualidade de ser verdadeiro: não mentir, não fraudar, não enganar.

E é com esse significado, de Honestidade, ser Honesto, que incorporamos e carregamos sempre em tudo o que fazemos, todas as lojas, produtos e serviços, a bandeira Honesto de Verdade.

https://patrocar.com.br/honesto-de-verdade/


Nota da redação deste Blog -" FANTASMINHA DO AMOR",  essa não esperava, deixou-me perplexo, por essa espécie de  crime ousado e sofisticado para a prátiacas de peculato, a concussão e a prevaricação. Confira a diferença entre eles. -



terça-feira, novembro 29, 2022

Morre segunda vítima dos deslizamentos na BR-376, em Guaratuba

 

Mais de 15 veículos foram soterrados pela queda de barreira no km 669 da BR-376. Segundo o Corpo de Bombeiros, seis vítimas foram atendidas

Redação - 29 de novembro de 2022, 17:05

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Foi confirmada, nesta terça-feira (29), a morte da segunda vítima dos deslizamentos de terra no km 669 da BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná. A informação é do Corpo de Bombeiros, que trabalha no resgate às vítimas. Não há informação oficial de quantas pessoas estão desaparecidas.

Segundo a força-tarefa reunida pelo Governo do Paraná, as camadas de pedra e lama arrastaram ao menos seis caminhões e 10 carros de passeio para fora da pista. Devido à gravidade do acidente, não há previsão para liberação da BR-376, que segue completamente interditada nos sentidos Paraná e Santa Catarina.

O Corpo de Bombeiros, no boletim mais recente, afirma que seis pessoas foram atendidas desde o início das operações de resgate. Dois óbitos foram declarados no local. O número de desaparecidos não foi confirmado pela corporação.

De acordo com a PRF, os trabalhos de resgate foram interrompidos na madrugada desta terça-feira (29) por conta da continuidade da chuva e o risco de novas quedas de barreira.

Conforme o Corpo de Bombeiros, que coordena a operação de resgate, mais de 50 oficiais atuam no local na manhã de hoje. “A situação é delicada, pois atingiu os dois sentidos da pista e ainda há chuva no local, dificultando os trabalhos”, disse a corporação.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

BR-277 em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, também está interditada após quedas de barreiras nos quilômetros 40 e 41. O ponto de interdição ocorre no sentido Litoral, no km 60. O fluxo sentido Curitiba ainda flui em uma faixa. 

Segundo o Simeparchoveu mais de 150 mm na Serra do Mar entre sábado e segunda-feira. Nas últimas 72h, o acumulado já ultrapassou os 200 mm em alguns pontos da região litorânea.

Carro de prefeito de Guaratuba é atingido pelo deslizamento

O prefeito de Guaratuba, Roberto Justus (União Brasil), estava na BR-376 no momento do deslizamento de terra ocorrido na noite de ontem (28).

Segundo relato publicado na internet, o carro ocupado por ele foi levado pela lama. Roberto Justus e o motorista precisaram quebrar um dos vidros para sair do veículo.

“Uma coisa horrorosa. A montanha veio abaixo. Nos carregou para cima dos outros carros. Só ficamos vivos por um livramento de Deus”, relatou.

Bloqueios na BR-376 e desvios no trânsito

Por conta dos deslizamentos de barreiras na BR-376 a Polícia Rodoviária Federal (PRF) precisou interditar totalmente a rodovia. São três pontos de bloqueio:

  • no sentido Paraná, na praça de pedágio de São José dos Pinhais, no km 635, e na Unidade Operacional da PRF, no km 662, em Tijucas do Sul
  •  no sentido Santa Catarina, na praça de pedágio de Garuva, no km 1,3 da BR-101

A Arteris Litoral Sul reforça o pedido aos motoristas para que não se desloquem para as rodovias BR-376/PR e BR-101/SC entre os municípios de Garuva, Guaratuba e Tijucas do Sul-PR. Essa rota está intransitável.

A recomendação da concessionária é para que os condutores antecipem a manobra de retorno (evitando prosseguir até os bloqueios definitivos nas duas praças). Opções de retorno:

• BR-376/PR - interdição no km 635 sul: opções de retorno no km 617, 619, 625 e 633
• BR-376/PR -  Interdição no km 662 sul: opções de retorno no km 644, 648 e 654.
• BR-376/PR -  Interdição no km 669 sul: opções de retorno no km 663.
• BR-101/SC -  Interdição no km 1 norte: opções de retorno no km 27, 25, 20, 14, 10, 6 e 1,8.

rota alternativa indicada neste momento para ligação entre os dois estados é via BR-470 e BR-116.



https://paranaportal.uol.com.br/cidades/mortos-deslizamentos-br-376-guaratuba



Mourão elogia José Múcio para a Defesa, sem ver problema ter civil como ministro

Publicado em 29 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Quem é José Múcio Monteiro, principal cotado para ministro da Defesa de  Lula - Estadão

José Múcio Monteiro já está praticamente confirmado

Lauriberto Pompeu
Estadão

O general da reserva Hamilton Mourão, vice-presidente e senador eleito pelo Republicanos do Rio Grande do Sul, afirmou nesta terça-feira, 29, que o ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro “será um nome positivo” para comandar o Ministério da Defesa.

Como mostrou o Estadão, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com Múcio ontem, 28, e indicou que vai convidá-lo para chefiar a pasta a partir de 2023. A ideia é que o nome do ministro da Defesa e dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica sejam anunciados até a próxima semana.

APREÇO E RESPEITO – “Tenho muito apreço e respeito pelo ministro Múcio, com quem tive excelente relação quando ele estava no TCU. Julgo que será um nome positivo para o cargo”, afirmou o vice do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Estadão.

O tom do general contraria o discurso agressivo de bolsonaristas radicais, que tem pregado contra a eleição de Lula e pedido intervenção para que o petista não assuma.

A tradição dos governos do PSDB e do PT era que civis comandassem o ministério, mas desde fevereiro de 2018, quando o então presidente Michel Temer (MDB) escolheu o general Joaquim Silva e Luna para a pasta, o ministério sempre foi chefiado por militares.

“Tivemos inúmeros civis como ministros”, declarou o senador eleito Mourão.

POLÍTICO EXPERIENTE – Eleito cinco vezes deputado federal por Pernambuco, Múcio foi ministro das Relações Institucionais de 2007 a 2009, no segundo mandato de Lula, e é elogiado pela capacidade de articulação política. Lula enfrenta muitas dificuldades de relacionamento com a cúpula militar e Múcio tem ótimo trânsito nas Forças Armadas.

Os militares ganharam protagonismo político sob Bolsonaro. Além do Ministério da Defesa, integrantes das Forças Armadas chegaram a comandar Saúde e Minas e Energia, sem contar estatais, como Correios e Petrobras.

Desde o fim do período eleitoral, bolsonaristas radicais estão acampados em frente a quartéis pedindo, entre outras coisas, a anulação da eleição do petista e intervenção militar. Em outra frente, mais de mil protestos com bloqueios de estradas foram desfeitos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Diante desse quadro, os militares optaram por adotar uma postura dúbia.

Propostas de senadores tucanos facilitam a PEC de transição, com controle fiscal

Publicado em 29 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do JCaesar | VEJA

Charge do JCaesar (Veja)

Merval Pereira
O Globo

O desagrado dos agentes do mercado financeiro com a fala do provável futuro ministro da Fazenda Fernando Haddad reflete bem a relação conflituosa entre o presidente eleito Lula e o mundo financeiro que sempre existiu, uma tradução política da tendência anacrônica esquerdista do PT que, depois da China, deveria ter sido adaptada.

Apesar de o pessimismo do mesmo mercado ter sido desmentido na prática no primeiro governo Lula, que deu continuidade à política econômica de Fernando Henrique, ficou um gosto amargo devido ao final do segundo mandato e, principalmente, aos dois mandatos desastrosos de Dilma Rousseff, quando o PT implantou suas ideias econômicas próprias e levou o país a uma grave crise financeira.

TETO DE GASTOS – Quando Lula diz, com razão, que já mostrou ser responsável fiscalmente, há que se levar em conta também que o PT não prima por essa preocupação, e é generalizada no partido a ideia de que crescimento econômico justifica investimentos (ou gastos) sem as amarras do teto de gastos. O mercado, se for entendido como um instrumento da democracia no capitalismo, pode ser um bom termômetro dos riscos econômicos e sociais, como expressão da opinião pública.

O ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga relembrou recentemente em entrevista que não existe um único caso de economia que tenha se desenvolvido plenamente sem ser através do mercado, destacando que mesmo a China evoluiu nessa direção.

A negociação, portanto, da PEC de transição, enviada nesta segunda-feira ao Senado, precisa ser feita do ponto de vista político, e foi este o erro cometido até agora pelo PT, não levar em conta os interesses dos agentes em disputa, mas apenas o seu interesse.

PEÇA DE FICÇÃO – Claro que o orçamento apresentado pelo governo que se despede é uma peça de ficção, que seria modificado mesmo que Bolsonaro se reelegesse. A chegada de Lula em Brasília para assumir essa negociação pode destrava-la, o que nem Haddad, nem Mercadante, conseguiram até agora.

Sem querer, o dono do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, pode ajudar a resolver o impasse, já que ele anunciou que pretende barrar a PEC em represália à multa aplicada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à infame ação que protocolou tentando reverter pateticamente o resultado da eleição presidencial.

PP e Republicanos já deixaram claro que não estão neste barco com o PL, fazendo com que a aliança política que apoiou Bolsonaro na eleição presidencial esteja rachada, e dificilmente voltará a ser emendada.

BOLSONARO ISOLADO – Os tempos já são outros, e, com seu faro político aguçado, Bolsonaro já entendeu que inevitavelmente ficará isolado com a realidade a seu desfavor a partir da posse do presidente eleito.

Propostas autônomas, como as dos senadores tucanos Tasso Jereissatti e Alessandro Vieira, que aceitam gastos excedentes entre R$ 70 e 80 bilhões, com prazo de validade máximo de dois anos, abrem caminho para uma solução que corresponda à necessidade, mas não abre mão da realidade, que exige um controle fiscal.

Um dos erros cometidos por Haddad na palestra com banqueiros foi não ter se aprofundado, provavelmente por receio de ir além do que estava autorizado a dizer, na questão do equilíbrio fiscal, ponto de honra de um projeto futuro.Desde sempre a situação da economia não apenas interfere no resultado das eleições como também a situação política na economia.

EXEMPLO DE CLINTON – “É a economia, estúpido”, já advertiu o marqueteiro James Carville na campanha que elegeu Bill Clinton presidente dos Estados Unidos. Lula, ao contrário, com o histórico de se preocupar com os mais pobres, prometeu mundos e fundos, levando Bolsonaro a fazer o mesmo.

Já na fixação de R$ 600 para o Auxílio Brasil o Congresso fizera a mesma coisa com Bolsonaro, obrigando-o a acatar esse valor, e não os R$ 400 propostos. O governo Bolsonaro “fez o diabo” para se reeleger, como a ex-presidente Dilma admitiu que todo presidente faz, e ficou com um orçamento fictício, que precisaria ser revisto. Com a maioria do Congresso a seu favor, provavelmente conseguiria até mais do que o PT de Lula está pedindo.

Agora, a reação antipetista do Congresso precisa ser abrandada com negociações politicas, e o PT ainda não tem um coordenador nessa área, nem definições sobre questões fundamentais como o ministério da Fazenda ou da Defesa, para colocar na mesa de negociação. Lula vai ter que explicitar essas definições.

Segundo o vereador Neguinho de Lié a corrupção na administração municipal de Jeremoabo já engoliu mais de doze milhões

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Há mais de uma semana o vereador Neguinho de Lié vem convidando o vereador omisso e prevariacdor da situação para fiscalizar linhas fantasmas de ônibus; o vereador com medo da verdade alegou que está ocupado.
É muita desfaçatez quando é do conehcimento de todos que o vereador é pago para fiscalizar, sua prioridade é executar o serviço da Câmara.
O Vereador Neguinho de Lié também deu nome a mais um fantasma de estimação sa Secretaria de Educação.
Denunciou o falta de médico na urgência do Hospital
Fez a seguinte perguta: como é que um paciente é submetido a uma cirurgia se pós cirurgia não existe um médico na urgência?
Denunciou a falta d'água, falta de medicamentos, falta de médicos, porém esquecer de citar a maior das faltas que é a falta de vergonha.

Um grande risco que Lula corre é seu novo Ministério ficar com cara de governo velho


Charge do Kleber Sales (Correio Braziliense)

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

Engana-se quem pensa que este período de transição para o novo governo será fácil para o presidente eleito Lula da Silva. No plano político, a sinalização está sendo boa: já estabeleceu as relações cordiais com os demais Poderes e opera a montagem de um governo de ampla coalizão democrática. Também mostrou que não pretende deixar no sereno os eleitores de mais baixa renda que o elegeram, ao anunciar que os recursos do Bolsa Família vão extrapolar o teto de gastos.

Entretanto, o dólar disparou depois da divulgação da inflação no Brasil e nos Estados Unidos. E Lula já disse que não tem pressa para indicar o novo ministro da Fazenda, mas é aí que está o xis da questão no mercado financeiro.

TUDO NO AR – A rigor, ninguém sabe quais serão as medidas de impacto dos 100 primeiros dias de governo, exceto aquelas que estão sendo negociadas no Congresso, que sinalizam uma certa continuidade da farra fiscal que marcou a gestão do ministro Paulo Guedes durante a campanha eleitoral. Esse problema somente se resolverá quando for anunciado o nome do novo ministro da Economia ou da Fazenda, se houver desmembramento.

Havia uma expectativa positiva de que o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin viesse a ocupar esse cargo, mas isso nunca foi cogitado de verdade por Lula. O próprio Alckmin já havia dito isso, o que fora interpretado como dissimulação, porém, ontem, na semana passada Lula jogou uma pá de cal nessa possibilidade, ao afirmar que o ex-governador paulista não ocupará nenhum ministério.

Esse também não foi o problema maior para o mercado financeiro. O que gerou instabilidade foi a própria fala de Lula e o fato de o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega ter sido confirmado como um dos integrantes do governo de transição.

COALIZÃO ECONÔMICA? – Até agora, a principal ancoragem da transição de governo no mercado financeiro era a presença dos economistas Pérsio Arida, André Lara Resende e Guilherme Mello na equipe econômica da transição.

A confirmação de Guido Mantega, ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma Rousseff, sinaliza noutra direção. Mantega tem uma velha relação com Lula, que começou quando dava aulas de economia para o então líder metalúrgico no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo.

Arida, Resende e Mello têm evitado declarações à imprensa; imagina-se que a mesma coisa acontecerá com Guido Mantega. Enquanto não se define o nome do futuro ministro, porém, as especulações no mercado financeiro vão continuar, até porque existe um ambiente internacional que também favorece isso.

MUITOS PROBLEMAS – A guerra da Ucrânia se prolonga, o inverno se aproxima na Europa e há sinais de que poderemos ter um ambiente de recessão na economia mundial. Esse cenário acaba alimentando as teses de políticas anticíclicas, como as adotadas por Lula após crise de 2008, que se prolongaram no governo Dilma, levando-a ao impeachment.

A transição vai bem no plano político. Lula está prestigiando todos os políticos que o apoiaram desde o primeiro turno e ampliou a equipe de transição para incorporar os partidos e lideranças que o fizeram no segundo turno, principalmente Simone Tebet.

O risco que corre, porém, é o novo ministério ficar com cara de governo velho, no qual antigos caciques políticos e a atual cúpula petista pontificariam. Com a PEC da Transição, do ponto de vista de sua base eleitoral, e o bom relacionamento com os líderes do Centrão, principalmente o presidente da Câmara, Arthur Lira, Lula garante a estabilidade do governo na sua largada para o novo mandato. Mas isso não basta para satisfazer os setores da classe média e da elite econômica que fazem restrições ao presidente eleito.

EM ARTICULAÇÃO – De qualquer forma, o novo governo será o que Lula conseguir articular em termos de forças democráticas. O primeiro turno das eleições mostrou que o projeto original era viabilizar nas urnas, de forma inequívoca, um governo de esquerda, ainda que sua coalizão eleitoral se autointitulasse “frente ampla”.

A correlação de forças políticas e eleitorais, porém, obrigou Lula a ampliar suas alianças em direção ao centro político; a vitória por estreita margem, a realizar uma articulação ampla das forças democráticas para dar sustentação ao seu governo.

Essa articulação não passa apenas pelos acordos no Congresso, passa também, e sobretudo, pela formação do governo e sua composição.

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