quinta-feira, novembro 10, 2022

O enigma de Lula




Por Aylê-Salassié Filgueiras Quintão* (foto)

"Não posso querer ser presidente do Brasil para resolver problemas do sistema financeiro, dos empresários ...", disse Lula, ainda em campanha para a Presidência da República, em entrevista a um grupo de jornalistas. Em seguida, projetou o fim do capitalismo, referindo-se aos Estados Unidos e seus aliados, enfatizando   que "o Brasil é o país mais importante da América Latina, o maior em população, o maior economicamente, e que tem interesse em crescer junto com todos os demais da região. Arrematou advertindo: "o Brasil quer ser um grande protagonista".

Nas condições atuais, de fato, "sem orientação para absolutamente nada", nunca será. Provavelmente, Lula ou seu orientadores recorreram ao economista russo da primeira metade do século passado, M. Draguilev, autor de um dos livros mais vendidos e, ao mesmo tempo, banidos das bibliotecas por aqui, sobre "A crise geral do capitalismo”, cujo fim chegou a ser anunciado na campanha também por Lula. As previsões de Draguilev arrastaram-se pelo século XX, deglutidas pela globalização; as de Lula, que embarcou na ideia da” última etapa capitalismo", não permitem prever o momento que esse feitiço ganhará uma face.

Embora pense de si para si, Lula é, entretanto, daqueles que, como Darcy Ribeiro, entende que o caminho do Brasil não será o soviético, nem o japonês, nem o canadense: "ninguém revive a história alheia". Mas, vai dar trabalho uma nova configuração de país e se tentar. Não será bem pela ressureição do ódio destilado na campanha. Aos perdedores ostracismo ou cooptação, mesmo que eles exerçam o direito de espernear.  

Os sinais são, entretanto, de que Lula, como Presidente, pretende tomar direção própria, como líder regional, um estadista, preocupar-se mais com a reinserção do Brasil, e dele próprio, no cenário mundial. Ele pretendeu ir para a ONU.  A política interna ficaria com um primeiro ministro que, supostamente, seria o papel de Alkimn, sob a vigilância do PT (e aliados). Alkmin convenceu-se de que, sozinho ou   pela via do PSDB, jamais chegaria a ser Presidente da República do Brasil.  O PSDB desmancha-se e o PMDB foi engolido. 

"Temos que construir outro mundo. Rediscutir uma nova governança mundial. Precisamos de uma ONU rejuvenescida, renovada, mais representativa da geopolítica atual e com determinados poderes ... as decisões precisam ser mais coletivas e não unilaterais", disse.

Algo inusitado vem por aí. Com tiradas filosóficas inspiradas nos ensinamentos Draguilev, Lula quer, primeiro, limpar a sua "barra" lá fora. Segundo, passar na história como líder regional, um estadista, não propriamente como um revolucionário. Ele não é a favor da invasão da Ucrânia, embora não despreze uma aliança com Putim.  Na América Latina, esse espaço está aberto, com a ausência de Fidel Castro, Chavez, e Kirchner. Lideranças remanescentes, como Maduro, da Venezuela, Cristina, da Argentina, e Ortega, da Nicarágua, não são páreos. Estão no fundo do poço, com a credibilidade menor ainda. São importantes como aliados de conveniência.  

Seguidores mais fanáticos chegaram a propor seu nome para o "Prêmio Nobel”, a partir da afirmação dele de que sabia como " acabar com a fome no mundo”. Além disso, o Nobel já havia sido atribuído a tipos como o presidente da Colômbia, Juan Maria Santos, por apaziguar as FARC e o narcotráfico, na Colômbia; ao líder guerrilheiro palestino Yasser Arafat (1994), responsável pelo massacre dos Jogos Olímpicos de Munique; aos belicosos ministros israelense Yitzhak Rabin e Shimon Peres, pelos acordos de paz no Oriente. Acrescente-se o fato de o Brasil nunca ter sido agraciado. A guerra da Ucrânia, grande produtor de alimentos, vai oferecer elementos para isso. A pobreza africana também, os latifúndios improdutivos no Brasil serão outros bons instrumentos.   

Por outro lado, o PT precisa de um mártir para alcançar a hegemonia. Celso Daniel, líder inconteste em Santo André, centro de uma região que ajudou a criar o PT, não teve potencial para tanto. A soma de um Lula estadista, com a de um líder de um dos maiores partidos políticos do Ocidente, não é algo que deva ser ignorado. Não se isenta a fértil imaginação de Lula da ideia de um mártir para o PT, como PTB, que teve Getúlio- "Deixo a vida para entrar na História", o PSD, com Kubitschek. Não é algo inusitado dentro dos partidos políticos. Afinal, ele tem ou não tem câncer? Chavez tinha.

Todos os grandes partidos que perpetuaram-se no Poder usaram o carisma de alguém estigmatizado como mártir. O PCR, da Rússia, teve Lênin; o PCCH, da China, teve Mao; PCCb, de Cuba, teve Fidel; o PCC chileno teve Allende; a Argentina teve Peron; Os EUA tentaram com os Kennedy; os japoneses com a família Real. Nada impede que um raciocínio cabuloso desses não possa desvendar a face oculta de alguém com visibilidade ampla e já em idade quase provecta. Para chegar ao Nobel tem, entretanto, pela frente nada menos que o papa Francisco, um reformador da religião católica, e Greta Thunberg, a jovem sueca ativista ambiental, pessoas consideradas imaculadas. 

Em questões de meio ambiente e tecnológicas, Lula tergiversa, embora goste da ideia do mercado de carbono para proteger a Amazônia, com recursos de empresas poluidoras no mundo.  Mas, no caso da inovação tecnológica, como um ex pau-de-arara cheio de sonhos, no lugar da inteligência artificial, ele prefere a mão de obra e a cabeça do trabalhador comum, a quem consegue arregimentar fácil com a ideia fixa da tal” carteira assinada".     

Convenhamos, aos 77 anos, lula   não está mais em idade de sair por aí discutindo políticas públicas com prefeitos e vereadores, suando em bicas no sol quente do Nordeste. Isso foi na guerra das eleições... Immanuel Kant, na sua "Paz Perpétua”, adverte sobre a importância de se "Pensar o próprio tempo", como uma opção para a "razão prática".

Esta semana (07-13.11.2022), o mundo chega aos 8 bilhões de cidadãos.  Nesse mesmo momento está sendo aberto, no Egito, num local chamado Sharm El Sheikh, na ponta da Península do Sinai, potencializada pela belicosidade, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP27). O número 27 refere-se   a quantidade de encontros à busca de soluções e da indicação de caminhos para os países adequarem-se a essas transformações radicais no clima da Terra. Discute-se não apenas as Mudanças Climáticas, mas também a ‎Transição Energética, ‎Cidades Sustentáveis, ‎Mercado Livre de Energia, até os Transgênicos. Um grupo de países em desenvolvimento quer indenização pelas” perdas e danos", advindas das novas orientações globais.  

Tudo isso significa que não estamos sós no Planeta, e nem que conseguiremos sobreviver à custas de nossos mitos.  O bom senso no uso dos recursos naturais, atmosféricos, políticos ou espirituais é que poderão salvar a vida no Planeta. Os vivos são responsáveis pelos seus próprios destinos. É isso que a COP está tentando dizer. Daí é que, provavelmente, sairão os novos Prêmios Nobel. Lula sabe disso também, e está indo para lá, segundo Bolsonaro, como "usurpador". Corre o risco de não resistir à tentação de insistir na cobrança das” perdas e danos", se tiver acesso à fala, e se manifestar como um corporativista ou um nacionalista. Essas coisas não tem futuro na COP.

*Jornalista e professor

Chumbo Gordo

Com Lula, os bolsonaristas furadores de teto agora viram fiscalistas ortodoxos.




Isso, entretanto, será tarefa de gente realmente preocupada com o equilíbrio das contas públicas, e não de bolsonaristas que fizeram duplo twist carpado retórico para agora posarem de ortodoxos empedernidos. 

Por Guilherme Macalossi (foto)

Os fiscalistas estão de volta. Ficaram sumidos por quatro anos, período em que o governo de Jair Bolsonaro furou reiteradamente o teto de gastos, inclusive pela imposição de necessidades eleitorais. Entre uma palestra e outra, Paulo Guedes subverteu a regra original que foi criada por Henrique Meirelles. Ao invés da despesa caber no teto, o teto é que foi sendo aumentado para caber na despesa. E não uma vez, mas diversas. Na última, com a famigerada PEC Kamikaze, foi inventado até um estado de emergência, de maneira a desviar a Lei Eleitoral e se conceder benefícios na véspera do pleito.

No conjunto da obra bolsonarista, mais de R$ 236 bilhões foram escamoteados da regra fiscal, que foi sendo desmoralizada ao mesmo tempo em que os governistas juravam preservá-la. Basta somar o custo da PEC das Cessões Onerosas, da PEC Emergencial, da PEC dos Precatórios e da já mencionada PEC Kamikaze. Depois de tudo isso, o que sobrou foi um arcabouço mutilado e pronto para ser modificado mediante qualquer necessidade momentânea.

Eis que Lula, eleito presidente, move sua força política para repetir o antecessor. A discussão é apenas se por Emenda Constitucional ou Medida Provisória. O que se sabe é que o furo, agora chamado de waiver, virá, e dessa vez no montante de outros R$ 200 bilhões a serem gastos no início do próximo mandato. A diferença é que a artimanha, outrora aplaudida durante o governo Bolsonaro, agora sofre a contestação de quem ajudou a fazer da lei letra morta.

Em suas redes sociais, Hamilton Mourão postou que “o futuro governo do Lula está negociando com o Congresso um rombo de 200 bilhões no orçamento de 2023, ou seja, zero compromisso com o equilíbrio fiscal”. Segundo o vice-presidente senador eleito pelo Rio Grande do Sul “o resultado será aumento da dívida, inflação e desvalorização do Real”. A argumentação poderia ser legítima não tivesse sido ele um entusiasta dos furos anteriores.

Quando da apresentação da PEC Kamikaze, Mourão a descreveu como uma forma de “mitigar aí a situação das pessoas mais necessitadas”, e de “diminuir o preço dos fretes e o impacto do preço do que você compra no mercado”. E agora? Por que seria diferente? Afinal, o governo eleito alega que os gastos sociais, inclusive para despesas criadas por Bolsonaro, ficaram de fora do orçamento de 2023, e que os recursos pretendidos seriam exatamente para esse fim. As condições sociais mudaram em tão pouco tempo para justificar para tal mudança de posição do vice-presidente?

Nessa semana, o site Poder 360 publicou informação de que, numa versão mais extrema da PEC da Transição, haveria a proposta de, além da revogação do restante da lei do teto de gastos, também se acabar com a regra de ouro e o resultado primário. Com o anúncio de nomes como Pérsio Arida e André Lara Resende na equipe de transição, tal hipótese fica mais distante. Ainda assim, a fiscalização em cima do petismo terá de ser permanente de modo a evitar que repita o estrago econômico que fez no país a partir de 2008. Isso, entretanto, será tarefa de gente realmente preocupada com o equilíbrio das contas públicas, e não de bolsonaristas que fizeram duplo twist carpado retórico para agora posarem de ortodoxos empedernidos.

Gazeta do Povo (PR)

Criando dificuldade para vender facilidade - Editorial




Não faz o menor sentido aproveitar o fim melancólico da gestão Bolsonaro para deformar o já distorcido sistema tributário, derrubando a arrecadação da União, Estados e municípios

Há muitas dúvidas sobre como o governo que acaba de ser eleito fará para cumprir suas generosas promessas de campanha e acomodar gastos que a gestão de Jair Bolsonaro deliberadamente ignorou ao apresentar a proposta de Orçamento de 2023. A equipe de transição estima a necessidade de uma licença para gastar até R$ 200 bilhões para garantir o piso de R$ 600 do Bolsa Família e recompor a verba de programas considerados prioritários, um valor bem acima dos R$ 100 bilhões inicialmente previstos. Tal definição ainda deve demandar muitas reuniões e acordos, mas uma coisa é certa: diante do descalabro fiscal que Luiz Inácio Lula da Silva herdará de seu antecessor, não é hora de abrir mão de receitas, como têm sinalizado algumas lideranças do Congresso.

A Câmara dos Deputados pretende retomar a tramitação de um projeto de lei complementar que dobra o limite de enquadramento de micro e pequenas empresas no Simples Nacional, regime especial unificado de arrecadação de tributos e contribuições, dos atuais R$ 4,8 milhões para R$ 8,7 milhões. O texto também eleva o teto para o regime de Microempreendedor Individual (MEI), uma subcategoria do Simples, de R$ 81 mil para R$ 145 mil. Outra proposta que também estaria entre as prioridades da Câmara é a que atualiza a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e reajusta a faixa de isenção atual de R$ 1.903,98 para R$ 5.200,00. 

Se aprovados, os textos podem tirar até R$ 100 bilhões da arrecadação da União, Estados e municípios em 2023. Tudo indica que eles serão usados como moeda de troca pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que busca emular a relação abusiva mantida durante o governo Jair Bolsonaro para continuar no comando da Mesa Diretora. Lira, no entanto, parece ter perdido a mão. O deputado poderia ter tido mais pudor ao definir os projetos com os quais pretende barganhar o apoio do PT à sua reeleição. Afinal, eles não passam de textos casuísticos, cuja essência é criar dificuldades para vender facilidades – no caso, a aprovação da PEC da Transição, como está sendo chamada a Proposta de Emenda à Constituição da qual Lula depende para reformular o Orçamento.

Não faz o menor sentido aproveitar o melancólico fim da administração Bolsonaro para aprovar algo que deforma ainda mais o já distorcido sistema tributário brasileiro, derrubando a arrecadação da União e punindo, novamente, governadores e prefeitos. Apenas com o teto atual, o Simples deve gerar uma renúncia fiscal de quase R$ 89 bilhões no ano que vem, mesmo valor reservado para as despesas com o Auxílio Brasil no Orçamento de 2023, tendo em vista o piso de R$ 400. Não parece justo, tampouco proporcional.

Os maiores especialistas na área tributária são unânimes em apontar a necessidade de rever regimes paralelos e reduzir – em vez de aumentar – os limites de enquadramento no Simples e no MEI, muito elevados até mesmo para padrões internacionais. O Simples, por si só, é um estímulo à ineficiência, já que as empresas preferem deixar de crescer ou fragmentam-se artificialmente com vistas a manter o benefício fiscal. Em termos de geração de empregos, objetivo que supostamente justificaria esse tratamento diferenciado, seus efeitos são pequenos ou nulos e não compensam seu custo, como já demonstrou o diretor do Centro de Cidadania Fiscal, Bernard Appy. Quanto à correção da tabela do IR, sua defasagem é cristalina, mas triplicar a faixa de isenção de um ano para o outro não é algo factível dentro da realidade fiscal brasileira.

Esses projetos representam, em suma, o oposto do que se espera de uma verdadeira reforma tributária. Mais do que abandoná-los, é preciso discutir esses assuntos no bojo de uma ampla mudança que unifique impostos e simplifique o sistema de fato, como as que já tramitam no próprio Legislativo – as Propostas de Emenda à Constituição 45/2019 e 110/2019. A Câmara faria um grande bem ao País se buscasse cumprir seu papel na busca da correção das distorções do sistema tributário, em vez de fortalecer seu caráter regressivo e reforçar nossas desigualdades. 

O Estado de São Paulo

Petrobras, Petrosudeste, vaca leiteira do pré-sal...




Senador cotado para presidir a estatal quer que empresa pense menos em dividendos e mais no longo prazo

Por Daniel Rittner (foto)

“Como obter lucro com esta sala?”, me questionou, em uma conversa durante a campanha eleitoral e apontando para os móveis de seu gabinete, o senador Jean Paul Prates (PT-RN). Ele mesmo, segundos depois, começou a responder: “É só sair vendendo tudo. A mesa, as cadeiras, a estante onde estão os livros, os utensílios de escritório. Vamos fechar um ótimo balanço e eu vou esperar os cumprimentos pelo desempenho. Só não terei onde sentar e trabalhar depois”.

Essa é a analogia que faz Jean Paul, mestre em economia do petróleo ex-consultor na área de energia, sobre a Petrobras. Cotado para presidir a estatal, ele se reuniu em outubro com pouco mais de 60 analistas de mercado e investidores para expor suas ideias. Fez isso na condição exclusivamente de senador e especialista, sem insinuar uma participação no novo governo. No entanto, como alguém que o próprio Lula ouve frequentemente quando o assunto é petróleo, foi acompanhado com muita atenção por quem estava nas conversas - gente d BTG, JP Morgan, Bradesco, entre outros pesos-pesados da Faria Lima.

O pensamento de Jean Paul Prates sobre a petroleira

Eis os principais pontos das falas de Jean Paulo que foram destacados por esses analistas:

1) A Petrobras, segundo ele, tem sido tratada como uma produtora independente do Texas. Não como uma grande empresa multinacional. Tem conseguido lucros recordes pela queima de ativos. Saiu dos campos de petróleo e de refinarias no Nordeste. Deixou a exploração de gás natural no Amazonas e do xisto no Paraná. Abandonou projetos na África e na América do Sul. Desfez-se de gasodutos. Está vendendo seus direitos de potássio e a fábrica de fertilizantes em Mato Grosso do Sul. Confinou-se, afirmou Jean Paul, geograficamente e operacionalmente. Em termos geográficos, virou uma espécie de Petrosudeste. Nos aspectos operacionais, conforme suas palavras, uma “ordenhadeira” ou “vaca leiteira” do pré-sal.

2) A aposta no pré-sal não é errada, desde que não seja o foco praticamente único da empresa. O petróleo em águas ultraprofundas vai durar mais uns 30 anos. O erro está em ignorar a transição energética. A Equinor acaba de vencer uma licitação para construir parque eólico offshore de 3 mil MW de energia nos Estados Unidos. A BP prevê multiplicar por dez, em uma década, o investimento em renováveis. A Shell avança na fonte solar. Já a Petrobras, no plano estratégico 2022-2026, previa apenas R$ 730 milhões para o desenvolvimento de biocombustíveis e pesquisas em energias renováveis. Quase nada. Ela joga suas fichas em algo rentável, mas em declínio.

3) Não fosse um olhar mais estratégico da Petrobras no passado, para bancar projetos tidos como pouco viáveis, não teria havido Gasbol (gasoduto Brasil-Bolívia). Talvez nem pré- sal. E agora? Ela não pode ter um papel a desempenhar no hidrogênio verde? Nas eólicas em pleno mar? Na produção e no beneficiamento do lítio (minério-chave para baterias e com reservas abundantes na Bolívia, Argentina e no Chile)? A Petrobras, deixando de deter a BR Distribuidora (hoje Vibra), ficará de fora das discussões sobre eletromobilidade? Não deveria pensar em uma rede de terminais de GNL (gás natural liquefeito) a fim de aproveitar um combustível cuja demanda está tão em alta no mundo?

4) O processo de venda das refinarias da Petrobras, como acertado em um termo de compromisso com o Cade, precisa ser revisto. Jean Paul acredita que a estatal nunca se defendeu adequadamente no âmbito do processo instaurado pelo órgão antitruste. O que era um problema de concorrência no Maranhão transformou-se em combate a suposto cartel até no Rio Grande do Sul. O senador pede renegociação com o Cade. Não quer que a Petrobras fique com sua capacidade de refino concentrada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Se houver excesso de dificuldade para renegociar, não descartaria uma ida à Justiça.

5) O país tem que perseguir a autossuficiência em derivados. A priori, não se deve pensar em novas refinarias. O aumento da capacidade nacional de refino passaria, antes, por “upgrade” das unidades existentes. Depois, por eventuais expansões do que já funciona. Parceiros privados são bem-vindos, disse Jean Paul nas conversas com o mercado.

6) A paridade de preços internacionais (PPI) deve ser substituída por uma política de preços com calibragem regional. A ideia é fazer um mapeamento das áreas de influência de todas as refinarias do país. Calcula-se, então, o que ela pode produzir com base no petróleo nacional e o volume importado. Desse “mix” surgiria, para cada conjunto de refinarias, o preço regionalizado. Hoje cobra-se um valor igual no país inteiro. A ANP estabeleceria um preço de referência e as datas de reajustes para essa fórmula.

Jean Paul - que preferiu não dar mais declarações à coluna depois da vitória de Lula - quer uma Petrobras que pense menos em dividendos e mais no longo prazo. Que seja ativa na transição energética e no desenvolvimento do país. Não se sabe se ele será, de fato, o presidente da estatal. Mas, independentemente do nome escolhido, o PT não pode perder a nova - e derradeira? - chance de livrar-se da mácula deixada por megaprejuízos e corrupção na maior empresa brasileira.

Valor Econômico

Trump sai enfraquecido das eleições de meio de mandato




Donald Trump em Palm Beach, Flórida, em 8 de novembro de 2022 

Donald Trump esperava surfar uma "onda vermelha" - cor dos republicanos -, de olho em uma nova candidatura presidencial em 2024 após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, mas com conquistas limitadas e um resultado de destaque de seu principal adversário dentro do partido, o ex-presidente parece ter morrido na praia.

O ex-inquilino da Casa Branca (2017-2021), que insinuou que anunciará sua nova candidatura presidencial em 15 de novembro, atuou nas primárias republicanas e realizou comícios em todo o país, nos quais repetiu suas declarações infundadas de fraude nas eleições de 2020, que perdeu para o democrata Joe Biden.

Mas vários dos candidatos que escolheu a dedo não se saíram bem nas urnas na terça-feira. Alguns inclusive perderam para os democratas assentos antes ocupados por republicanos. Analistas e alguns membros de seu partido o culpam pelo resultado, apesar da chance de recuperar por uma estreita margem a Câmara dos Representantes. O controle do Senado é incerto.

"Embora de certa forma as eleições de ontem tenham sido um pouco decepcionantes, da minha perspectiva pessoal foram uma grande vitória", disse Trump nesta quarta em sua rede social, a Truth Social.

Mas sem dúvida, a vitória de maior destaque do lado conservador foi a de Ron DeSantis, que foi reeleito governador da Flórida e se consolidou uma estrela republicana em ascensão e o mais forte oponente de Donald Trump para a nomeação presidencial republicana de 2024.

Um editorial da emissora Fox News, de viés conservador, proclamou DeSantis como "o novo líder do Partido Republicano".

Questionado nesta quarta-feira sobre a rivalidade Trump-DeSantis, o presidente Biden afirmou que "seria divertido vê-los duelar".

Embora ainda não haja resultados finais completos, o mapa político que se desenhou na manhã desta quarta-feira (9) claramente não se parece com o que tinha sido projetado.

"Não deveria ter sido tão difícil para os republicanos" recuperar o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, disse à AFP Jon Rogowski, professor de Ciência Política na Universidade de Chicago. Sobretudo, se somados os contextos de alta inflação e baixa popularidade do presidente Joe Biden.

"Muitos candidatos (que Donald Trump apoiou) tiveram um desempenho inferior e custaram ao seu partido a oportunidade de conquistar assentos que deveriam ser alcançáveis" para os republicanos, destacou Rogowski.

"Enquanto isso, outros candidatos republicanos com os quais brigou publicamente conquistaram facilmente seus assentos", acrescentou. Um exemplo foi Brian Kemp, abertamente contrário a Trump, que manteve o cargo de governador da Geórgia.

- "Qualidade" dos candidatos -

Os resultados mostram que "você pode ser conservador, ter princípios, se opor a Trump e vencer", declarou à AFP Peter Loge, professor da Universidade George Washington.

"É realmente um ponto de inflexão para o Partido Republicano", disse à emissora CNN nesta quarta-feira de manhã Geoff Duncan, vice-governador republicano da Geórgia, que durante muito tempo foi abertamente crítico ao ex-presidente. "É hora de seguir adiante", acrescentou.

Antes das eleições, o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, já se preocupava com a "qualidade" dos candidatos apoiados por Trump.

Em vista dos resultados, o ex-presidente poderia ter perdido sua aura de "fazedor de reis". O célebre cirurgião Mehmet Oz, apoiado por Donald Trump, não levou o assento-chave de senador no disputado estado da Pensilvânia.

Também neste estado, o candidato ultraconservador e antiaborto Doug Mastriano, que esteve na ocupação do Capitólio, foi derrotado em sua candidatura ao governo.

Uma exceção notável foi a do trumpista J.D. Vance, eleito senador por Ohio. Segundo projeções da mídia, mais de cem candidatos republicanos que não reconhecem o resultado das eleições presidenciais de 2020 foram eleitos na terça-feira a cargos locais e nacionais.

- Caminho para a Presidência -

Na manhã de quarta-feira, o ex-presidente estava "furioso" e "gritando com todo mundo", admitiu um de seus assessores, citado sob anonimato pelo renomado jornalista da CNN Jim Acosta.

Trump rejeitou essas afirmações em entrevista à Fox News e reafirmou que o discurso marcado para 15 de novembro em sua residência na Flórida continua de pé. "Por que mudaria?", respondeu o ex-presidente ao ser questionado sobre uma possível mudança de planos.

Nesse dia, se os republicanos conseguirem a maioria na Câmara, Trump não se importará em "tomar o crédito", prevê Rogowski.

Segundo o especialista, com uma candidatura presidencial anunciada dois anos antes do prazo, o ex-inquilino da Casa Branca buscaria, sobretudo, pegar seus adversários de surpresa.

"Se ele sentisse que estava em uma posição melhor, não precisaria aparecer tão cedo."

Nesse mesmo 15 de novembro, outro rival de Trump, seu ex-vice-presidente Mike Pence, publicará suas memórias, cujos melhores trechos foram publicados oportunamente nesta quarta-feira no Wall Street Journal. No texto, Pence relata as pressões sofridas para anular os resultados das eleições presidenciais de 2020.

AFP / SWI

Esperança de "onda vermelha" republicana se esvai nos EUA




Em meio a disputa acirrada pelo controle do Congresso, figuras republicanas de destaque já admitem que o partido tem poucas chances de obter a vitória esmagadora sonhada por eles e temida pelos democratas.

Nas primeiras horas desta quarta-feira (09/11), dia seguinte às eleições de meio de mandato nos EUA, ainda não está claro se os democratas ou os republicanos controlarão o Congresso do país. A disputa entre os dois partidos vem se mostrando mais apertada do que o esperado, dissipando a esperança de uma "onda vermelha" com a qual sonhavam os republicanos.

As eleições legislativas de meio mandato, as chamadas midterms, ocorrem no período intermediário entre as eleições presidenciais e devem definir o futuro da agenda do presidente democrata Joe Biden.

Os eleitores foram às urnas para escolher todos os 435 membros da Câmara dos Representantes, um terço (35) das cadeiras do Senado e vários governadores. Os deputados são eleitos para mandatos de dois anos, e os senadores, de seis.

Os republicanos precisam conquistar apenas um assento no Senado para assumir o controle da casa, e ainda são os favoritos para dominar a Câmara, mas vêm enfrentado uma competição mais acirrada que o esperado com os democratas. Muitas disputas particularmente difíceis ainda estão em aberto.

Figuras de destaque do Partido Republicano admitiram que a legenda do ex-presidente Donald Trump tem poucas chances de obter a vitória esmagadora prevista por observadores e temida pelos democratas.

"Definitivamente não é uma onda republicana, isso é certo", disse o senador republicano Lindsey Graham à emissora NBC.

Seu colega de Senado Ted Cruz, que havia previsto um "tsunami vermelho", disse ainda esperar que o partido fique com o controle das duas casas do Congresso, mas reconheceu que "não foi uma onda tão grande como eu esperava".

Sucesso republicano na Flórida

Como esperado, os democratas prevaleceram até agora nos estados mais liberais, enquanto os republicanos tiveram sucesso em seus redutos no sul e no Meio-Oeste dos EUA.

Os republicanos se saíram bem especialmente na Flórida, onde o atual governador Ron DeSantis foi reeleito por esmagadora maioria. Ele é visto por muitos como um possível rival de Donald Trump na corrida pela candidatura republicana à Presidência em 2024. O senador Marco Rubio também foi reeleito na Flórida por margem maior do que havia sido previsto.

No entanto, essa tendência não foi observada inicialmente em todo o país. Em círculos eleitorais onde democratas foram eleitos à Câmara em 2020 embora a maioria do distrito tenha optado pelo republicano Trump, quase não há sinais claros de ganhos republicanos significativos. Mesmo em círculos eleitorais em que Biden venceu por pouco, não parece haver um claro ganho republicano.

Vitória democrata importante na Pensilvânia

Na eleição para o Senado, os primeiros resultados corresponderam às previsões. Nos estados de Indiana, Kansas, Kentucky e Oklahoma, por exemplo, os republicanos prevaleceram, enquanto os democratas venceram no Colorado, Nova York e Illinois.

Na corrida por uma cadeira no Senado no estado da Pensilvânia, os democratas conseguiram um importante sucesso com a vitória de John Fetterman. Foi o primeiro mandato no Senado a mudar de um partido para o outro na noite das eleições.

Wisconsin, Califórnia e Nova York continuam democratas

No estado de Wisconsin, foi eleito como governador o democrata Tony Evers. Ele prevaleceu sobre o republicano Tim Michels, que foi apoiado por Trump.

Na Califórnia, o democrata Gavin Newsom derrotou com facilidade o republicano Brian Dahle. O maior estado americano, com quase 40 milhões de habitantes, é um reduto liberal, e Newsom é apontando como um possível futuro candidato presidencial.

Em Michigan, a democrata Gretchen Whitmer foi reeleita governadora, de acordo com contagem da agência de notícias AP, derrotando o republicano Tudor Dixon.

Espera-se que a contagem dos votos das midterms se arraste por dias ou até semanas. Na Geórgia, por exemplo, pode ser que a disputa pelo cargo de senador vá para um segundo turno, a ser realizado em 6 de dezembro.

Deutsche Welle

Eleições nos EUA: quem ganhou, quem perdeu e as tendências até agora.




Ron DeSantis foi reeleito governador da Flórida

Por Anthony Zurcher, em Washington

Após o fechamento das urnas, disputas importantes nas eleições de meio de mandato dos EUA ainda precisam ser definidas — e o controle do Senado, em particular, ainda está em aberto.

Pesquisas de opinião realizadas no dia da eleição sugeriram que muitas das disputas seriam acirradas e que poderia levar algum tempo para os resultados saírem. Em uma eleição em que muitas suposições parecem suspeitas, essas previsões foram acertadas.

Foi, como previsto, uma noite de boas notícias para os republicanos, mas a expectativa deles de que um tsunami os levaria à vitória em dezenas de disputas não está se materializando até agora. Eles já perderam uma cadeira no Senado, na Pensilvânia, e vão precisar virar em dois de três Estados — Nevada, Arizona e Geórgia — para assumir o controle da Casa.

A Geórgia, aliás, terá um segundo turno entre os dois primeiros colocados em 6 de dezembro para definição do vencedor da cadeira no Senado.

A seguir, algumas das principais conclusões até agora.

1. Republicanos a caminho da vitória na Câmara

Mesmo com os democratas vencendo algumas disputas acirradas, parece que os republicanos estão rumo a obter maioria na Câmara dos Representantes. A questão, no entanto, é quão grande será essa maioria.

Graças ao desempenho surpreendentemente forte em 2020, os republicanos estavam a apenas poucas cadeiras da maioria. E começaram essas eleições com uma vantagem, depois de conseguirem redesenhar as fronteiras distritais do Congresso em Estados conservadores no mapa eleitoral.

Com qualquer forma de maioria, os republicanos vão poder travar a agenda legislativa democrata e iniciar investigações sobre o governo Biden. Isso é uma vitória em todos os aspectos.

Mas se a margem for estreita, os republicanos vão precisar exercer uma habilidade tática e estratégica incrível para manter seu partido unido em votações importantes.

2. Flórida reelege o republicano Ron DeSantis

Há quatro anos, Ron DeSantis foi eleito governador da Flórida com uma diferença de 1% sobre seu adversário, o democrata Andrew Gillum. Após quatro anos de uma gestão conservadora — na qual ele se apoiou em questões culturais polêmicas, como direitos de transgêneros e "teoria crítica racial", protestou contra as restrições da pandemia de covid-19 e se tornou uma referência em meios de comunicação conservadores —, ele conquistou a reeleição com uma margem confortável.

Como ele fez isso é particularmente interessante.

Em 2018, ele perdeu no reduto democrata do condado de Miami-Dade por 20%. Neste ano, está prestes a se tornar o primeiro candidato a governador republicano a vencer nesta área de maioria hispânica desde Jeb Bush em 2002. E pode até conseguir este feito por uma porcentagem de dois dígitos.

A iniciativa de DeSantis de redesenhar as linhas distritais do Estado para favorecer fortemente os candidatos republicanos também rendeu dividendos nacionais. Os republicanos terão pelo menos duas das cinco cadeiras de que precisam para obter o controle da Câmara dos Representantes.

Essas conquistas vão contribuir bastante para fornecer ao governador da Flórida um trampolim para lançar uma possível campanha presidencial, se assim desejar.

Como que para enfatizar isso, a multidão presente no comício da vitória de DeSantis na noite de terça-feira gritava "mais dois anos" — um reconhecimento tácito de que, se ele decidir concorrer à Presidência, teria que renunciar ao cargo de governador na metade do mandato de quatro anos.

Se DeSantis quiser ser escolhido candidato do partido à Presidência em 2024, ele pode ter que enfrentar o republicano mais famoso de seu Estado — o ex-presidente Donald Trump.

3. Noite confusa para Trump

Donald Trump não estava nas cédulas de votação, mas ainda assim lançou uma sombra sobre elas. No início da noite, o ex-presidente fez um breve discurso de sua casa em Mar-a-Lago e antecipou uma vitória esmagadora para os candidatos que apoiou.

A verdade, porém, é mais complicada. Nas disputas de maior visibilidade, em que ele apoiou candidatos que derrotaram opções republicanas mais tradicionais, seus escolhidos parecem não ter se saído tão bem.

O médico estrela de TV Mehmet Oz perdeu a corrida ao Senado na Pensilvânia; o ex-jogador de futebol americano Herschel Walker parece estar perto de um segundo turno na Geórgia; o empresário Blake Masters está atrás no Arizona. Apenas o escritor populista JD Vance obteve uma vitória clara em Ohio, embora por uma margem mais estreita do que o esperado.

Os republicanos questionarão os instintos políticos de Trump depois da noite de terça-feira. E se ele lançar uma nova candidatura à Presidência na próxima semana, será com alguma hesitação.

4. Decepção para estrelas democratas

'A democrata Stacey Abrams já admitiu a derrota na Geórgia'

Em 2018, Beto O'Rourke, no Texas, e Stacey Abrams, na Geórgia, perderam suas disputas estaduais, mas conquistaram os corações democratas por conta das margens estreitas de suas derrotas. Sua capacidade de arrecadar milhões de dólares em fundos de campanha e construir bases impressionantes fez com que muitos da esquerda americana os considerassem na época o futuro do partido.

Diante da grande expectativa de seus apoiadores, ambos concorreram ao cargo de governador em seus Estados novamente neste ano. Mas não conseguiram se eleger.

Abrams — que havia sido derrotada por uma pequena margem para o republicano Matt Kemp há quatro anos — vai terminar bem atrás dele agora. Já O'Rourke perdeu para o governador republicano Greg Abbott por uma margem maior do que havia perdido para o senador Ted Cruz há quatro anos.

Os democratas terão que encontrar novas estrelas.

BBC Brasil

Festejos do Bom Jesus dos Navegantes começam nesta sexta, 11

 em 10 nov, 2022 9:20

(Foto: Arquidiocese de Aracaju)

Na Arquidiocese de Aracaju, o penúltimo mês do ano também é enriquecido com os festejos em honra do Bom Jesus dos Navegantes, padroeiro da paróquia da Atalaia Velha, em Aracaju. A programação do novenário e festa começa nesta sexta-feira, 11, e se prolonga até o dia 20.

O tema deste ano faz alusão ao 18º Congresso Eucarístico Nacional: “Pão em todas as mesas”. O lema é “Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles” (At 2, 45 47).

Para o dia festivo, foram programadas duas celebrações eucarísticas: 8h, com o padre Pedro Reis, e 17h, com o padre Genivaldo Garcia, seguida de Procissão com a imagem do padroeiro.

A paróquia Bom Jesus dos Navegantes faz parte do Vicariato São Mates e da Forania Mãe do Salvador, e está sob os cuidados pastorais do padre Genivaldo Garcia (pároco e vigário episcopal) e do padre Pedro Reis (vigário paroquial).

Confira a programação completa

Sexta-feira, 11

Tema: “O BOM JESUS NOS CONVIDA A VIGILÂNCIA E A PRONTIDÃO NA ESPERA”.(Lc 17, 26-37)
16h – Adoração
18h30 – Novena
19h – Santa Missa – Pe. Benjamim Júnior
Responsáveis da noite – Apostolado da Oração, Pastoral do Dízimo e Pastoral Familiar.
Benção da saúde
Gesto Concreto: Arroz

Sábado, 12

Tema: “EM MEIO OS SINAIS DOS TEMPOS SEJAMOS FIÉIS AO BOM JESUS”. (Lc 21, 5-19)
18h30 – Novena
19h – Santa Missa – Pe. Genivaldo Garcia
Responsáveis da noite – Comunidade Nossa Senhora de Fátima, Pastoral do Acolhimento, Coroinhas e
Cerimoniários.
Benção da família
Gesto concreto: Feijão
* Quermesse após a Missa

Domingo, 13

Tema: “O BOM JESUS NOS ENSINA A PERMANECERMOS FIRMES PARA GANHARMOS A VIDA”. (Lc 21,
5-19)
7h – Terço de Nossa Senhora (Terço dos Homens)
8h – Santa Missa – Pe. Genivaldo Garcia
16h – Hora Santa pelo Congresso Eucarístico
17h – Santa Missa – Pe. Pedro reis
18h30 – Novena
19h – Santa Missa – Pe. Roberto Benvindo
Responsáveis da noite – Comunidade Nossa Senhora Aparecida, Comunidade Nossa Senhora do Carmo e
Movimento Serra.
Benção das casas (trazer as chaves)
Gesto concreto: Leite em pó

Segunda-feira, 14

Tema: “COM MISERICÓRDIA O BOM JESUS NOS CURA DE TODA CEGUEIRA”. (Lc 18, 35-43)
18h – Terço de Nossa Senhora (Terço dos Homens)
18h30 – Novena
19h – Santa Missa – Pe. Jefferson Pinheiro
Responsáveis da noite – Grupo Terço dos Homens, Comunidade Nossa Senhora Rainha da Paz, Pastoral da
Criança, Missão Sangue e Água.
Benção dos enfermos
Gesto concreto: café

Terça-feira, 15

Tema: “O BOM JESUS É O PÃO PARA TODAS AS MESAS”. ( Texto Congresso Eucarístico, p. 30-37)
18h30 – Novena
19h – Santa Missa – Pe. Williams Oliveira
Responsáveis da noite – Comunidade Santíssima Trindade, Comunidade São João Paulo II e Pastoral da
Solidariedade.
Paróquia convidada – São Lucas Evangelista
Benção da água
Gesto concreto: açúcar

Quarta-feira, 16

Tema: “SOMOS UMA IGREJA SINODAL EM SAÍDA QUE SE ALIMENTA DO BOM JESUS EUCARÍSTICO”.
(Texto Congresso Eucarístico, p. 133)
16h – Adoração
18h30 – Novena
19h – Santa Missa – Pe. Antônio da Cunha
Responsáveis da noite – Comunidade São José, Associação dos Pescadores e Legião de Maria
Convidados – Comerciantes locais
Benção do trabalho
Gesto concreto: óleo

Quinta-feira, 17

Aniversário de Dedicação da Igreja
Tema: “O BOM JESUS PEDE: “NÃO FECHEIS OS VOSSOS CORAÇÕES”. (Lc 19, 41-44)
6h às 18h30 – Adoração
18h30 – Novena
19h – Santa Missa – Pe. Antônio Peixoto
Responsáveis da noite – Comunidade Mãe Rainha, Missionárias da Mãe Rainha, Ministros Extraordinários da
Sagrada Comunhão, Comunidade São Miguel e Liturgia da Palavra.
Benção dos objetos litúrgicos e devocionais
Gesto concreto: macarrão

Sexta-feira, 18

Tema: “O BOM JESUS NOS ENSINA: “ A MINHA CASA É CASA DE ORAÇÃO”. (Lc 19, 45-48)
16h – Adoração
18h30 – Novena
19h – Santa Missa – Pe. VADSON MONTEIRO
Responsáveis da noite – Comunidade Santa Cecília, Grupos de Canto (Bom Jesus, InfoCanto, Sistina,
Ressurreição, Rosa Mística, Sagrada Família e Sonho de Paz), Grupo de Adoração: Vinde Adoremos e
Pascom.
Benção da vida (mulheres grávidas)
Gesto concreto: flocão de milho

Sábado, 19

Tema: “O BOM JESUS É O NOSSO REI – PASTOR”. (Lc 23, 35-43)
9h – Missa das Crianças – Pe. GENIVALDO GARCIA
18h30 – Novena
19h – Santa Missa – D. João José Costa (Arcebispo Metropolitano)
Responsáveis da noite – Iniciação Cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia), Infância Missionária, Grupo de Jovens
Nossa Senhora Rosa Mística e Movimento Escalada.
Benção das crianças e jovens
Gesto concreto: biscoito
* Quermesse após a Missa

Domingo, 20

Tema: “PÃO EM TODAS AS MESAS”
7h -Terço de Nossa Senhora (Terço dos Homens)
8h – Santa Missa – Pe. Pedro Reis
16h – Adoração ao Santíssimo e Terço da Misericórdia
17h – Missa Solene – Pe. Genivaldo Garcia
18h – Procissão com a imagem do Bom Jesus dos Navegantes pelas ruas da Atalaia.

por João Paulo Schneider

Com informações da Arquidiocese de Aracaju

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