sábado, outubro 22, 2022

Aras vai ao STF e pede suspensão de medida do TSE que endurece combate as fake news

 Sexta, 21 de Outubro de 2022 - 18:56

por Nicole Angel, de Brasília

Aras vai ao STF e pede suspensão de medida do TSE que endurece combate as fake news
Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF

O procurador-geral da República, Augusto Aras, acionou, nesta sexta-feira (21), o Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a medida do TSE que endurece o combate as fake news na reta final das eleições (lembre aqui). O PGR entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade afirmando que a medida invade a competência do Legislativo.

 

A resolução, aprovada pelo TSE nessa quinta-feira (20), diminui de 24 horas para 2 horas o prazo para que o conteúdo definido como desinformação seja retirado do ar, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora descumprida. Entre a antevéspera das eleições e as 72 horas seguintes à eleição, o prazo cai para uma hora.

 

Em seu texto, Aras afirma que a imposição de medidas de interdição e/ou de suspensão total de atividade de perfis, contas ou canais em redes sociais configura censura prévia vedada pelo texto constitucional.

 

"A censura prévia, vedada constitucionalmente, é o mais severo meio de restrição à liberdade de expressão. O conceito formal de censura se circunscreve àquela que se impõe previamente; o conceito material, por sua vez, tem alcance mais amplo e contempla não apenas o controle prévio da manifestação do pensamento”, afirma o PGR em seu pedido.

 

Para Augusto Aras, a melhor "vacina" contra a desinformação é a informação. Segundo ele, nenhuma instituição detém o "monopólio" da verdade. Ainda em seu pedido, o PGR afirma que, durante as disputas eleitorais, os próprios candidatos e partidos que devem procurar a Justiça Eleitoral. "Buscando o direito de resposta, que é o mecanismo de reequilíbrio por excelência nas campanhas eleitorais”, acrescenta o procurador.

 

No texto da Ação, o procurador-geral da República afirma que é necessário aperfeiçoar as leis e os dispositivos para combater conteúdos de desinformação, mas que é preciso que seja feito “sem atropelos”. "Esse aperfeiçoamento, contudo, há de se fazer sem atropelos, no ambiente democraticamente legitimado para essas soluções, que é o parlamento, no momento adequado, em desenvolvimento contínuo de nossas instituições e do nosso processo civilizatório", afirma Aras em seu texto.

 

O QUE DIZ A RESOLUÇÃO DO TSE

De acordo com a norma, aprovada nessa quinta-feira (20), pela Corte do TSE, fica permitido a retirada de conteúdos de desinformação, em um primeiro momento, vinculadas à integridade eleitoral e ao resultado das eleições, sem a necessidade de múltiplos processo judiciais.

 

Atualmente, na maioria dos casos, é analisado um caso por vez. Além disso, o TSE precisa esperar uma das partes questionar a remoção de um conteúdo para retirá-lo do ar, e esse pedido também deve apresentar o link do conteúdo falso ou descontextualizado.

 

Na prática, a nova resolução diminui de 24 horas para 2 horas o prazo para que o conteúdo definido como desinformação seja retirado do ar, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora descumprida.

 

Além disso, também fica impedido o anúncio de propaganda em sites e redes sociais nas 48h antes da votação. Ou seja, no caso do segundo turno, isso irá ocorrer a partir da próxima sexta-feira (20).

 

Pela lei atual, as campanhas só têm que suspender a propaganda online impulsionada, como anúncios pagos no Google, Facebook e Instagram, às 23h59 do sábado anterior a votação.

Bahia Notícias

Vento derruba bandeira do Brasil gigante que Bolsonaro mandou estender no Planalto

 Sexta, 21 de Outubro de 2022 - 19:20

por Matheus Teixeira | Folhapress

Vento derruba bandeira do Brasil gigante que Bolsonaro mandou estender no Planalto
Foto: Reprodução / Arquivo pessoal

A força do vento rasgou e derrubou, nesta sexta-feira (21), uma bandeira do Brasil gigante que havia sido colocada na fachada do Palácio do Planalto.
 

A bandeira foi posta em frente ao palácio no último dia 14 de outubro por ordem do presidente Jair Bolsonaro (PL).
 

Uma bandeira semelhante foi posicionada no Palácio da Alvorada, residência oficial do mandatário. Bolsonaro desafiou numa transmissão nas redes sociais alguém a mandar retirá-las. Sem citar nomes, disse que ninguém teria coragem de fazer isso.
 

Nesta sexta, porém, o tempo fechou em Brasília e um forte vento levou parte da bandeira ficar caída.
 

A ideia de instalar a bandeira havia sido antecipada pelo próprio presidente em transmissão ao vivo em redes sociais com um grupo de apoiadores de Minas Gerais.
 

Desde 1987, os dois palácios são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Por isso, não podem ter suas dinâmicas arquitetônicas desrespeitadas.
 

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, deveria haver uma autorização prévia do Iphan antes que as bandeiras fossem afixadas. No entanto, o pedido ainda está sendo analisado pelo órgão federal.
 

O governo disse ao órgão que as duas bandeiras gigantes do Brasil foram colocadas em frente aos dois palácios em comemoração ao Bicentenário da Independência e à Proclamação da República.
 

Uma decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará de negar pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PC do B e PV, para retirar a bandeira do prédio que abriga a chamada Igreja Mãe em Belém, que é a mais antiga Assembleia de Deus do país, foi usada como pretexto por Bolsonaro neste caso.
 

"Hoje por exemplo, não vi o final da decisão de uma juíza. Mas o PT entrou na justiça para que uma igreja lá de Belém do Pará, que tem uma bandeira enorme do Brasil na entrada, fosse retirada, porque o PT diz que aquilo é propaganda eleitoral para o JB [Jair Bolsonaro]. Dessa vez, a juíza agiu corretamente. É um símbolo nacional, é um orgulho vermos uma bandeira do Brasil por aí, em local de destaque e logicamente temos que tratar de forma respeitosa. Mas o PT quis retirar a bandeira de lá", afirmou o presidente na transmissão.
 

E completou: "Hoje pedi para aquele bandeirão que existe lá em Brasília, pegar uma usada, enorme, mandei botar lá no Alvorada, que é a minha casa".

Bahia Notícias

Com prorrogação, volta das audiências de custódia presenciais fica para 2023

 Sexta, 21 de Outubro de 2022 - 20:40

por Lucas Lacerda | Folhapress

Com prorrogação, volta das audiências de custódia presenciais fica para 2023
Foto: Reprodução / CNJ

O retorno das audiências de custódia presenciais, que deveria acontecer em outubro deste, ficará para março de 2023. Os 30 dias determinados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para a volta terminariam na última sexta-feira (14), mas no dia 7 o próprio órgão decidiu estender o prazo por mais três meses.
 

Desde 2015, ano de estabelecimento das audiências, a pessoa que é presa deve ser levada à presença de um juiz em até 24 horas, acompanhada de advogado ou da Defensoria Pública. O magistrado avalia a legalidade do flagrante e da prisão e se haverá medidas cautelares e investiga, por meio de indícios e relatos, se houve maus tratos ou tortura.
 

As audiências foram suspensas no início da pandemia e, já em 2021, permitidas na modalidade de videoconferência enquanto durasse a situação de emergência sanitária, que terminou em abril deste ano.
 

O modelo foi criticado desde a sua instituição por entidades de direitos humanos e defensores públicos, que contestam a eficácia de verificar tortura e promover um ambiente seguro para relatos dos presos.
 

Na decisão que prorroga a retomada presencial, o CNJ diz que é necessário "um melhor aprofundamento da matéria ora debatida" e sinaliza a possibilidade de uma audiência pública sobre o tema, sugerida pelo DMF (Departamento de Monitoramento e Fiscalização Carcerária do CNJ), que deve acontecer em novembro.
 

Procurado pela reportagem, o órgão informou, por meio da assessoria, que não vai se manifestar sobre o novo prazo.
 

"A discussão da prorrogação é absolutamente indevida. Isso já deveria estar funcionando, assim como não deveria ter sido interrompido. Precisamos simplesmente cumprir a lei", diz Hugo Leonardo, presidente da diretoria do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa).
 

Para ele, o procedimento feito por videoconferência não pode ser considerado uma audiência de custódia, já que é impossível verificar pela tela o estado emocional da pessoa, o nervosismo, o acesso à informação e a proteção do relato.
 

Perita do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, Camila Sabino segue na mesma linha. "No histórico de inspeções que fazemos, quando é feita de modo virtual, a pessoa privada de liberdade não está efetivamente protegida", diz.
 

"Em uma das inspeções [em São Paulo], vimos que existem salas com câmeras e janelas de vidro. Não tem como assegurar que um policial penal não vá fazer uma leitura labial e há pontos cegos nas câmeras", afirma.
 

Em São Paulo, o TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) pediu, em um ofício de 10 de outubro ao CNJ, que seja mantida a realização de audiências de custódia por videoconferência, ao menos na Justiça paulista.
 

Entre as justificativas, o tribunal diz que já empenhou esforços para ampliar a realização das audiências por vídeo, e cita que 33 das 54 circunscrições judiciárias (unidades administrativas do Judiciário) paulistas já utilizam a modalidade.
 

O órgão afirma que realizou 62 mil audiências de custódia, 34 mil delas por videoconferência. Questionado pela reportagem, o tribunal diz não ter dados sobre relatos de tortura.
 

Para Leonardo, do IDDD, os números não permitem uma leitura sobre eficiência. "Sucesso não é isso. Sucesso, em processo penal, significa a qualidade do ato que se pratica, e não a mera formalidade de ter sido praticado", diz ele.
 

Um dos argumentos utilizados no pedido é um projeto-piloto em Guarulhos, que o TJ-SP considera um sucesso. Em 2021, a estrutura para audiências remotas foi montada na Delegacia Seccional de Polícia da cidade --ponto criticado pela Defensoria Pública, por manter o preso em um ambiente no qual o policial que efetuou a prisão pode estar presente.
 

Como benefícios, o tribunal cita a redução de custos, de deslocamentos e da necessidade de escolta, além do uso de câmeras "que permitem a visualização total do custodiado", segundo o texto.
 

A visualização da sala, no entanto, é criticada por uma nota técnica do Núcleo Especializado de Situação Carcerária da Defensoria Pública do Estado de São Paulo. O documento cita o relato de um defensor público que participou de audiências no local, e que apontou pontos cegos.
 

Segundo o texto, houve interrupções em momentos diversos na videoconferência, que impossibilitam a sensação de proteção da informação.
 

"Como o link de audiência é o mesmo para entrevista, muitas vezes os/as Promotores/as de Justiça ingressam durante a entrevista, devendo o/a Defensor/a Público/a ficar atento, interromper a entrevista e solicitar a retirada", diz o relato no documento da Defensoria.
 

"Era possível ver agentes nas imagens. Como eram os mesmos uniformes, a pessoa se sentia falando com as próprias pessoas que a prenderam, e não no Fórum, com outra escolta, outro ambiente. Foi um projeto piloto que, no meu entender, foi fracassado", afirma o defensor público Diego Polachini.
 

De acordo com ele, as audiências remotas são exceções para casos extremos, e não é viável, do ponto de vista legal, regulamentar o modelo de forma permanente. "São casos muito absurdos, como uma pessoa internada, porque levou um tiro, que são casos graves. Mas o Tribunal quer transformar isso numa regra", afirma.


Legislativo: Partidos de ‘mais votados’ em 160 municípios divergiram apoios no 1º turno

 Sábado, 22 de Outubro de 2022 - 00:00

por Leonardo Almeida

Legislativo: Partidos de ‘mais votados’ em 160 municípios divergiram apoios no 1º turno
Fotos: Reprodução / EBC | Jade Coelho / Bahia Notícias | Montagem do BN

O Executivo e o Legislativo são poderes que, normalmente, precisam andar lado a lado para o andar de um mandato com progressos. A composição de uma base governista é importante para que o chefe de Estado tenha um apoio, mas, também, a oposição é fundamental para que haja um processo democrático nas decisões governamentais.

 

Na Bahia, os partidos dos candidatos a deputados estadual e federal mais votados em 160 municípios divergiram em relação ao apoio à candidatura ao governo do estado da Bahia durante o primeiro turno das eleições. O Bahia Notícias reuniu dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e das atas de convenções das legendas que foram divulgadas antes da primeira etapa do pleito.

 

A maior parte dos votos “descasados” para deputados estaduais e federais foi entre a chapa de Jerônimo Rodrigues (PT) e de ACM Neto (União) sendo responsáveis por 138 das divergências entre os votos para o legislativo. As 22 diferenças restantes, foram referentes aos candidatos do partido de João Roma (PL).

 

A região com a maior divergência entre os mais votados para o legislativo foi a Bacia do Paramirim. Seis dos oito municípios do trecho baiano tiveram votos “descasados” para o cargo de deputado estadual e federal. Na ocasião, as cidades divergiram entre os parlamentares da chapa de Jerônimo e de ACM Neto.

 

A preferência dos moradores da Bacia do Paramirim tiveram uma preferência por candidatos da base do ex-prefeito de Salvador, em relação aos votos para a Assembleia Legislativa. Porém, em relação ao âmbito federal, a região optou por seguir uma linha da chapa petista.

 

A segunda região com votos “descasados” foi a do Recôncavo Baiano. 11 dos 19 municípios da área tiveram divergências em relação aos seus votos para o legislativo. O Recôncavo seguiu a mesma lógica que a Bacia do Paramirim, optando por deputados federais da base de Jerônimo e estaduais da chapa de ACM Neto.

 

Em relação aos municípios que preferiram votar em candidatos do mesmo partido, 148 cidades tiveram como mais votados postulantes da mesma legenda. O PSD foi a sigla que mais conseguiu levar a “dobradinha” nas votações, dominado os votos em 49 municípios diferentes.

 

Vale lembrar que o PSD foi o partido com mais lideranças nas urnas de cidades ao redor da Bahia. Sobre os deputados federais, a sigla liderou as votações em 110 municípios, enquanto para candidato à AL-BA, a legenda esteve no topo em 100 cidades (reveja aqui e aqui).

 

COMO QUE FICOU O APOIO DOS PARTIDOS?

No caso: Avante, PCdoB, PSB, PSD, PV e MDB tiveram candidatos à Câmara ou à AL-BA que foram os mais votados em algum município do estado e declaram apoio ao postulante petista Jerônimo Rodrigues.

 

Em relação ao principal rival do PT nestas eleições, as legendas: Podemos, Solidariedade, PDT, PSDB, PP, PSCe Republicanos tiveram nomes mais votados em alguma cidade baiana e declaram apoio ao candidato do União Brasil, ACM Neto.

 

O PL, de João Roma, recebeu apoio do PMB, Patriota, Pros e Agir, porém nenhuma destas legendas venceu as votações em algum município. Apenas os candidatos do próprio PL tiveram alguma "liderança municipal".

 

Vale lembrar que para o levantamento foram considerados apenas as documentações das atas de convenção, que foram entregues antes mesmo das eleições do primeiro turno. O PSC, por exemplo, atualmente apoia Jerônimo Rodrigues, sendo que faziam parte da base de ACM Neto antes da primeira etapa do pleito (relembre aqui).

 

QUAIS FORAM OS CANDIDATOS MAIS VOTADOS DO MEU MUNICÍPIO?

Os 417 municípios tiveram seus candidatos e partidos “preferidos” para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Pensando nisso, o Bahia Notícias reuniu dados das apurações das urnas, divulgados pelo TSE, e preparou um infográfico com o candidato a deputado federal mais votado de cada cidade.

 

Confira os candidatos a deputado federal que lideram os votos em seu município:

 

 

Veja agora os candidatos a deputado estadual que lideram os votos em seu município:

 

Qual foi o candidato à AL-BA mais votado de seu município? Confira mapa do BN

 Sábado, 22 de Outubro de 2022 - 00:00

por Leonardo Almeida

Qual foi o candidato à AL-BA mais votado de seu município? Confira mapa do BN
Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias

O quarto maior eleitorado do Brasil, com mais de 11 milhões de pessoas aptas a votar, escolheu os seus deputados estaduais para ocuparem a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) no ano que vem. Cada município baiano tem sua particularidade, e sua preferência por um candidato e/ou por um partido. Pensando nisso, o Bahia Notícias reuniu dados das apurações das urnas, divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e preparou um infográfico com o candidato a deputado estadual mais votado de cada cidade do estado.

 

Confira:

 

 

Repetindo o feito que fez com os deputados federais, o PSD foi o partido que mais teve lideranças nas urnas municipais para os postulantes à AL-BA. A legenda figurou no topo das urnas de 100 cidades diferentes ao redor do estado. Dos 15 candidatos do PSD, 11 tiveram alguma liderança municipal.

 

A região mais forte da sigla foi a de Irecê, onde liderou as votações em 11 dos 20 municípios da área e somou mais de 41 mil votos. O destaque do partido na região ficou com Cafu Barreto, que recebeu cerca de 20 mil votos e liderou as votações em seis cidades do “trecho” baiano (veja mais aqui).

 

A deputada estadual reeleita, Ivana Bastos (PSD), foi a candidata que mais figurou no topo nas urnas de diferentes municípios, liderando em 21 cidades. A região de maior destaque da parlamentar ficou com o Sertão Produtivo, onde recebeu mais de 64 mil votos. Ivana, além de ser natural de Caetité, possui base política em Guanambi, ambos da região. A ex-candidata também foi a mais votada da Bahia, com 118.417 votos.

 

Entre os candidatos que não conseguiram se eleger na AL-BA. Luciano Ribeiro (União) foi quem mais registrou “lideranças municipais”. O ex-postulante liderou os votos em sete cidades diferentes. Suas principais potências foram as regiões do Sertão Produtivo e da Chapada Diamantina, em que ele liderou os votos em dois municípios em cada área, e, somados, recebeu 13.381 votos (relembre aqui).

 

Luciano Ribeiro nasceu em Caculé, além de ter sido prefeito da cidade por dois mandatos, que é localizada no Sertão Produtivo, “vizinho” da Chapada Diamantina. O deputado que buscava a reeleição também foi diretor da Associação dos Municípios da Serra Geral e Bacia do São Francisco (Amavale).

Bahia Notícias

TSE foca combate à 'desordem informacional' e amplia ação contra fake news

 Sábado, 22 de Outubro de 2022 - 10:00

por Mateus Vargas e Matheus Teixeira | Folhapress

TSE foca combate à 'desordem informacional' e amplia ação contra fake news
Foto: Antônio Augusto / Secom TSE

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) adotou linha mais dura contra as fake news na reta final das eleições e passou a utilizar o combate à "desordem informacional" como uma das teses para ampliar a intervenção nas redes sociais e na propaganda eleitoral.
 

Sob esse tipo de justificativa, os ministros mandaram apagar publicações baseadas em reportagens jornalísticas. Nos casos em que há maior divergência entre os ministros sobre o tema, vem se consolidando um placar de 4 a 3 no plenário da corte a favor da retirada.
 

Internamente, integrantes do tribunal se queixam da omissão da Procuradoria-Geral Eleitoral. A essa altura da campanha presidencial, o órgão apresentou apenas uma representação de impacto relacionada à desinformação --quando pediu multa a Jair Bolsonaro (PL) por ele ter atacado as urnas diante de embaixadores estrangeiros.
 

A Procuradoria não tem acionado o tribunal para contestar o uso da máquina pública na campanha bolsonarista ou sobre a desinformação espalhada na disputa eleitoral.
 

Dentro da nova postura da corte, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, emplacou na quinta-feira (20) uma resolução que aumenta os poderes contra a desinformação e reduz prazos para as plataformas apagarem conteúdos. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pede a derrubada do texto e fala em censura.
 

A tese do combate à "desordem" não é inédita, mas ganhou força dentro do TSE a partir do último dia 13, quando o ministro Lewandowski citou o termo ao votar pela retirada do ar de publicação da produtora Brasil Paralelo. O vídeo derrubado associava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a casos de corrupção que ocorreram durante o seu governo, como o do mensalão.
 

"Considero grave a desordem informacional apresentada. Estamos diante de um fenômeno absolutamente novo, da desinformação, que vai além da fake news", disse Lewandowski no caso. "O cidadão comum não está preparado para receber esse tipo de desordem informacional", afirmou ainda.
 

Ele foi acompanhado por Alexandre de Moraes e pelos ministros Benedito Gonçalves (corregedor-geral da Justiça Eleitoral) e Cármen Lúcia. Essa tem sido a composição do grupo que entende que o tribunal deve ser mais duro no combate às fake news.
 

Na mesma ação, Moraes afirmou que o tribunal não deve considerar como barreira se o conteúdo impugnado por fake news tiver como origem uma reportagem da imprensa tradicional. "As notícias fraudulentas, ou fake news, não são primazia só das redes sociais, também existem na mídia tradicional", disse ele.
 

Moraes declarou que uma nova geração de fake news ganhou força no segundo turno. Ele afirmou que, nesses casos, há manipulação de informações com "premissas verdadeiras" para chegar a conclusões falsas. Também disse que há uma espécie de aluguel da mídia tradicional para espalhar fake news.
 

"A partir disso, as campanhas replicam as fake news dizendo: 'Não, mas isso é uma notícia que saiu", completou o presidente do TSE.
 

Do lado oposto ao grupo que tem formado maioria, têm sido derrotados os ministros Carlos Horbach, Sérgio Banhos e Maria Claudia Bucchianeri, ligados à advocacia, além de Paulo Sanseverino e Raul Araújo, que são do STJ. Eles se revezam nas votações conforme o relator do caso.
 

Entre integrantes do tribunal, a ampliação da atuação da corte contra a disseminação de desinformação e ataques entre candidatos é creditada, em parte, a Moraes, que tem perfil centralizador. Ele é reconhecido por ser hábil nas negociações de bastidores para impor sua agenda à frente do tribunal.
 

O ministro mantém diálogo frequente com os demais integrantes do TSE e procura estabelecer consensos mínimos antes de os debates serem travados em plenário a fim de evitar derrotas, dizem integrantes da corte.
 

O TSE já tomou dezenas de decisões relacionadas às fake news. A campanha de Lula é a que mais aciona a corte para retirar conteúdos desse tipo que são divulgados por Bolsonaro ou seus apoiadores.
 

O tribunal ainda passou a aprovar direitos de resposta dos candidatos, o que deve mudar o roteiro da propaganda em rádio e TV na última semana antes do segundo turno.
 

Para Ademar Borges, professor de direito constitucional do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), em tese, é possível se provocar uma "distorção do ambiente informacional" a partir de informações verdadeiras.
 

"Mas é preciso ter muito cuidado [ao decidir retirar conteúdos]", disse ele, que lembrou que utilizar esse tipo de argumento na Justiça Eleitoral não é inédito.
 

Borges também afirmou que a resolução aprovada nesta semana pelo TSE para endurecer as regras sobre o combate às fake news tem como foco os ataques ao sistema eleitoral.
 

"O texto dá um tratamento destacado e particularizado para a desinformação contra a integridade do processo eleitoral, para separá-la da desinformação que tradicionalmente a gente chama de fake news, de um candidato contra o outro", disse o professor.
 

A resolução indica que o TSE poderia atuar de ofício, ou seja, sem ser provocado pelo Ministério Público ou por partidos para a derrubada dos conteúdos, suspensão de perfis e até o acesso a redes sociais.
 

"Se esse poder de polícia já existia para irregularidades mais tradicionais, com maior razão deve existir para tutelar a integridade do processo eleitoral. Não é nada tão inovador, mas é uma explicitação importante", disse Borges.
 

Ministros com atitude menos intervencionista têm explicitado que acabam tomando decisões, como de retirada de publicações ou para conceder direito de resposta, para seguir a tese consolidada pelo colegiado.
 

A ministra Bucchianeri, por exemplo, afirma em votos que defende o "minimalismo judicial em tema de intervenção no livre mercado de ideias políticas".
 

Ela aponta, porém, que o plenário da corte firmou orientação de "atuação profilática da Justiça Eleitoral", especialmente sobre qualquer tipo de comportamento "passível de ser enquadrado como desinformativo" e "flagrantemente ofensivo".
 

"Ante todo o exposto, ressalvo meu entendimento pessoal sobre o conteúdo aqui questionado, submeto-me ao olhar do colegiado e julgo procedente a representação", escreveu a ministra ao conceder direito de resposta a Lula em inserções na TV na última quarta-feira (19).
 

A possível "desordem informacional" ainda foi citada como base de decisões recentes do corregedor-geral do TSE.
 

Em pedido da coligação de Lula para desarticular uma suposta rede de fake news ligada a Bolsonaro, Gonçalves falou em "caos informacional" e mandou desmonetizar páginas do YouTube, além de vetar o lançamento antes das eleições de um documentário da Brasil Paralelo. O vídeo levantaria tese distinta daquela encontrada pela PF (Polícia Federal) sobre a facada sofrida pelo chefe do Executivo.
 

Em outro caso, o corregedor citou a tese ao aceitar pedido da campanha de Bolsonaro para passar a investigar se o deputado federal André Janones (Avante-MG), um dos articuladores da campanha de Lula nas redes sociais.
 

"Sem perder de vista as condições de exercício legítimo da liberdade de opinião no contexto do pleito de 2022, é premente, em defesa na normalidade eleitoral, firmar balizas para o uso da internet por candidatos e apoiadores com vistas à redução da "desordem informacional" nas eleições", escreveu Gonçalves no despacho.

Bahia Notícias

Bolsonaro deu sorte no sorteio: vai abrir e encerrar o debate da Globo na quinta-feira

Publicado em 21 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Leia a transcrição do debate entre Lula e Bolsonaro na "Band"

Sem Lula nos debates, SBT e Record entrevistam Bolsonaro

Edoardo Ghirotto
Metrópoles

A campanha de Jair Bolsonaro avaliou que o sorteio que definiu a ordem das perguntas no debate da Globo foi favorável para o presidente. Ficou definido que Bolsonaro será o primeiro a perguntar no bloco de abertura, nesta quinta-feira. E o presidente também fará a última fala nas considerações finais.

O primeiro bloco é considerado o mais importante, por ter a maior audiência do público. A avaliação é que o sorteio deu a oportunidade a Bolsonaro de conduzir a discussão para as suas áreas de interesse. Os aliados de Lula consideram o debate da emissora como o momento decisivo do segundo turno.

DUAS SABATINAS – Antes do embate na Globo, contudo, Bolsonaro terá duas sabatinas de aproximadamente uma hora cada no SBT (nesta sexta-feira, e na Record (neste domingo). As entrevistas na televisão aberta foram marcadas porque Lula não quis ir aos debates nas emissoras.

A campanha quer usar as sabatinas para o presidente falar aos eleitores de menor renda e, assim, focar em propostas para um segundo mandato. Os ataques a Lula devem ficar em segundo plano nessas entrevistas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
  –  Com a mulher Janja assumindo ao controle da comunicação social da campanha, Lula preocupa cada vez o partido. O excelente jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, revela que nenhuma decisão da comunicação da campanha do petista é tomada sem passar pelo crivo de Janja:

”Oficialmente responsáveis pela comunicação, os petistas Edinho Silva e Rui Falcão têm poder, mas é ela quem dá a palavra final se devem ou não ser levadas à frente as propostas de marqueteiros, youtubers, especialistas em internet e artistas para melhorar a performance de Lula nas redes sociais e na campanha em mídias tradicionais”, afirma Amado. “Marqueteiros que têm se voluntariado para ajudar Lula têm tido ideias vetadas, bem como influenciadores e artistas com milhões de seguidores e expertise em trabalhar com internet. Se Janja não topa, não adianta”. Como diz o Romário, a mulher de Lula mal entrou no ônibus e já quer sentar na janela. Isso não vai dar certo, podem ter certeza. (C.N.)  

Censura à Jovem Pan e outros veículos de comunicação é ameaça real à democracia

Publicado em 21 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto declara voto em Lula - 29/09/2022 -  Mônica Bergamo - Folha

Britto: Não há lei que atribua poder de censura aos juízes

José Carlos Werneck

Num Estado Democrático digno deste nome, todo tipo de censura aos meios de comunicação é injustificável e atenta contra os mais elementares princípios de Direito, tornando-se ainda mais grave quando exercida pelo Poder Judiciário, que tem entre suas atribuições a de garantir ao jurisdicionado o pleno acesso à informação.

Todo tipo de censura é abominável e odiosa, e a pior de todas é aquela advinda de medidas judiciais, com o intuito único de amordaçar os meios de comunicação e impedir a liberdade de expressão inerente à essência da própria democracia.

DISSE O MINISTRO – Vale, aqui, lembrar as palavras do eminente jurista Carlos Ayres de Britto, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, quando afirmou em histórico julgamento que “não há no Brasil norma ou lei que chancele poder de censura à magistratura”.

E nunca é demais destacar que todo regime totalitário, seja ele de esquerda ou de direita, tem como prioridade, para atingir seus torpes objetivos, fazer calar, por todos os meios a seu alcance, aqueles que denunciam as irregularidades cometidas pelos detentores do poder. Calar a imprensa e negar ao povo o

direito à informação são medidas próprias das ditaduras. Foi assim durante o Estado Novo, de Getúlio Vargas, que contava com o Departamento de Imprensa e Propaganda, o famigerado DIP, comandado por Lourival Fontes. O mesmo se deu durante o regime militar. Em todas essas ocasiões, a bota totalitária tentava esmagar aqueles que denunciavam as iniquidades cometidas pelos ditadores de plantão.

A LEI É CLARA – A Constituição brasileira, em seu artigo 220, é clara ao garantir a liberdade de expressão e proibir qualquer tipo de censura e de cerceamento ao direito de informação:

“Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

  • 1.º: Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5.o, IV, V, X, XIII e XIV.
  • 2.º: É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.

ABERRAÇÃO JURÍDICA – Portanto, a censura imposta à revista “Crusoé”, ao site “O Antagonista”, à Gazeta do Povo, à Revista Oeste e a outros órgão é uma aberração jurídica, que necessita de urgente solução, pelo Supremo Tribunal Federal, única instância capaz de corrigir o erro perpetrado.

Qualquer procrastinação do Supremo é totalmente injustificável, não importa a justificativa,  por trazer irreparáveis prejuízos à liberdade de expressão, mas principalmente à democracia, tão duramente conquistada por todo o povo brasileiro, em árduas batalhas, que contaram com indispensável ajuda de órgãos de comunicação, agora vítimas de tamanha violência.


Aliados de Bolsonaro abrem pedido de CPI na Câmara para enquadrar institutos de pesquisa

Publicado em 22 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: Labirinto  das pesquisas

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Danielle Brant
Folha

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Câmara protocolaram nesta sexta-feira (21) pedido para criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) com objetivo de investigar suposto uso político de institutos de pesquisa para influenciar o resultado das eleições.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), um dos coautores do projeto de resolução protocolado, afirmou ter reunido 179 assinaturas para a criação da CPI — eram necessárias ao menos 171. Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente da República, também é coautor do projeto.

PODER DE INVESTIGAÇÃO – Agora, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deverá analisar se há fato determinado e qual será o prazo de funcionamento do colegiado, que terá poderes de investigação de autoridades judiciais, como determinar diligências e quebrar sigilo bancário. Há expectativa de que a CPI seja instalada na próxima semana.

Segundo lista encaminhada pelo parlamentar, assinam o pedido deputados de partidos da base, como PP, PL e Republicanos, legendas de centro-direita, como PSDB e MDB, de direita, como Novo, e mesmo da oposição, como PDT.

O projeto de resolução protocolado diz que o objetivo da CPI é investigar pesquisas de 2014 a 2022 envolvendo candidatos a prefeito, governador, senador e presidente. Segundo o texto, a comissão será constituída por 23 titulares e 23 suplentes e terá prazo máximo de 180 dias para concluir os trabalhos.

ANTES DA ELEIÇÃO – À Folha o deputado Carlos Jordy afirmou que a expectativa é de que a comissão seja instalada já na próxima semana, após Lira ler o requerimento em plenário e depois da designação dos membros do colegiado.

“Temos certeza de que será uma comissão importantíssima para os rumos da democracia no país. Ninguém quer perseguir, ninguém quer fechar instituto de pesquisa”, disse.

“O que nós queremos é que os institutos possam dar a veracidade dos fatos, que possam trabalhar de forma séria, para que o cidadão possa ter um real cenário do que está acontecendo nas eleições e assim decidir, pelo seu juízo de valor, quem é seu candidato ideal, e não da forma como tem sido feita, sem nenhuma assertividade e impactando os rumos das eleições no país.”

TUDO CERTO – Lira já disse publicamente que instalaria a CPI assim que as assinaturas fossem recolhidas e o objeto da investigação, analisado.

No Senado, Marcos do Val (Podemos-ES) apresentou requerimento para criação de uma CPI com o mesmo objetivo. No entanto, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já disse que uma comissão sobre o tema só seria debatida após 30 de outubro, data marcada para o segundo turno.

O pedido de CPI se insere numa mobilização bolsonarista após o resultado do primeiro turno e faz parte de uma ofensiva para desacreditar os institutos com argumentos que ignoram características de levantamentos eleitorais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Com certeza, um golpe de mestre nas pesquisas, que erraram grosseiramente no primeiro turno, não somente em relação à Presidência, mas também quanto a governos estaduais e vagas no Senado. Agora, os institutos têm de caprichar na pontaria. Vai ser engraçado(C.N.)

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